segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Falha no iOS deixa iPhones e iPads vulneráveis, diz empresa
domingo, 2 de novembro de 2014
Calote nos produtores de leite
A situação de milhares de produtores de leite do Rio Grande do Sul não é nada boa. Mais de quatro mil pecuaristas estão sem receber das indústrias para onde vendem. A empresa Pró-Milk, com sede em Estrela (RS), entrou em recuperação judicial este mês e deixou quatro mil produtores rurais sem pagamento. Notas do pecuarista Celso Auler comprovam a venda de R$ 20 mil, entre os meses de agosto e setembro, e o pagamento foi de apenas R$ 3,7 mil.A Pro-Milk é uma empresa privada, que intermediava a venda do leite entre produtores e indústria. Com a crise financeira, o prejuízo está sendo dos pecuaristas. Para manter o equilíbrio da propriedade, Auler teve que usar as economias da família. Sérgio e Celso fazem parte de uma extensa lista de produtores lesados pela Pró-Milk. Só em Estrela, oitava maior produtora de leite do Brasil, são 20 produtores sem receber. Para tentar amenizar um pouco o prejuízo, Käfer vendeu até algumas vacas do rebanho. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Estrela, a falta de pagamento aos produtores se deu devido ao não repasse da indústria LBR, que está em recuperação judicial. Sem o dinheiro, a Pró-Milk, que fazia a captação e o transporte do leite do produtor para a indústria, encerrou as atividades sem nenhuma explicação aos agricultores. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) acompanha o caso de perto e busca soluções para amenizar os prejuízos dos produtores.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Dilma Roussef está reeleita como Presidente da República Federativa do Brasil
Dilma Roussef será a presidente do Brasil de 2015 à 2018. Devido a agenda de negócios, acompanhei do exterior o processo eleitoral na reta final do segundo turno. O país se dividiu. A disputada foi a mais acirrada já vista. Dilma Roussef ganhou. Torçamos para que após este resultado apertado, o novo governo entenda que o descontentamento aumentou muito e se apresse em apresentar as reformas necessárias há muito esperadas pelos brasileiros, e assim colocar o país em um rumo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável. Viva a democracia !
sábado, 25 de outubro de 2014
Cutrale e Safra fecham a compra da Chiquita
Está negociada a compra da Chiquita, maior produtora de bananas do mundo, pelas empresas brasileiras Cutrale e Safra, um negócio de US$ 1,2 bilhão. A compra já foi fechada e deve ser anunciada oficialmente nas próximas horas, segundo fontes envolvidas diretamente no negócio. Isso significa que o Brasil passa a deter o controle da maior empresa de bananas do mundo. O valor pago é de US$ 14,5 dólar por ação, informou a fonte. O controle ficará nas mãos dos milionários José Luís Cutrale e Joseph Safra. A Chiquita, empresa que atua no segmento de frutas tropicais, especialmente bananas, já havia recusado mais de uma vez as ofertas de compra. Em agosto, refutou a proposta de US$ 625 milhões feita pelas duas empresas brasileiras. Na época, a Chiquita informou que a proposta do Safra e da Cutrale não atendia "os melhores interesses da empresa e de seus acionistas". O mercado global de bananas, que movimenta US$ 7 bilhões, é controlado pela Chiquita, pela Fresh Del Monte Produce, pela havaiana Dole Food Company e pela Fyffes. A Chiquita, sediada em Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, vinha negociando uma fusão com a Fyffes, de Dublin, na Irlanda, conforme foi anunciado pelas duas companhias em março. Na quinta, dia 23, os grupos Cutrale e Safra aumentaram pela segunda vez sua oferta de compra à produtora americana de bananas Chiquita Brands International, que rejeitou suas ofertas anteriores por estar preparando a fusão com a distribuidora irlandesa. Os acionistas da Chiquita realizaram assembleia geral nesta sexta, dia 24, e decidiram desistir da fusão e aceitar a oferta das empresas brasileiras. Agora, a Chiquita terá que indenizar a Fyffes, segundo o acordo entre os dois grupos.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Alta do milho superior à do frango reduz poder de compra
Enquanto os preços do frango seguem sustentados pela oferta restrita de animais para abate, as cotações do milho têm subido com força, o que tem reduzido o poder de compra de avicultores no correr deste mês, conforme apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O poder de compra de produtores de frango em São Paulo continua próximo do momento mais favorável da série histórica do Cepea, iniciada em 2004 para o animal vivo. Quanto ao mercado de carne de frango, de acordo com levantamentos, os preços perderam a força nos últimos dias, devido ao típico desaquecimento do consumo em final de mês.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Consórcio dos aeroportos acumula dívidas
O consórcio Inframérica, dono das concessões dos aeroportos de Brasília e de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, enfrenta problemas financeiros e está inadimplente com alguns fornecedores das obras. A empresa diz que o problema se deve a um ajuste no cronograma de obras dos aeroportos, que consumiu mais recursos do que o projetado no fluxo financeiro da companhia, mas que já está renegociando as dívidas com os fornecedores. Um grupo de 32 empresas do Rio Grande do Norte formou um fórum de credores. A dívida delas soma R$ 70 milhões em pagamentos atrasados referentes a serviços prestados para a reforma em São Gonçalo do Amarante, de acordo com o advogado do grupo, Wellington Tavares. "A maioria dos credores é formada por pequenas e médias empresas da região. Muitas investiram para executar o serviço e estão em situação financeira grave." segundo ele, os depósitos ocorriam normalmente até abril. Na época, a Inframérica pediu aos fornecedores um "voto de confiança" para acelerar as obras e viabilizar a abertura do aeroporto antes da Copa. "Eles confiaram que uma empresa que venceu a concessão para construir um aeroporto internacional teria estrutura financeira para honrar seus compromissos", disse Tavares. "O voto de confiança foi traído." O atraso de pagamentos ocorreu também nas obras de Brasília. Em consulta ao cadastro da Serasa Experian (empresa de informações financeiras), a Inframérica soma 42 pendências comerciais, em setembro, e 213 protestos de títulos, em outubro, na empresa que administra o aeroporto de Brasília. Na lista estão, por exemplo, fabricantes de cimento e de pré-moldados de concreto. A concessionária de São Gonçalo tem 81 títulos protestados em setembro e 9 pendências comerciais. A situação das concessionárias que administram os aeroportos de Guarulhos e Viracopos é normal no cadastro da Serasa. A Inframérica disse, em nota, que está negociando com fornecedores e que o saldo remanescente das dívidas é de R$ 20 milhões. A empresa ressalta que esse valor representa menos de 1,5% do investimento feito nos dois aeroportos, de cerca de R$ 1,5 bilhão. A Inframérica é composta pela Infravix, empresa do Grupo Engevix, e pela argentina Corporación América. O BNDES aprovou R$ 797 milhões em financiamento para obras em Brasília e R$ 329,3 milhões para São Gonçalo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que acompanha a situação financeira da Inframérica e "vai verificar se há risco na condução das operações". "Se isso ocorrer, a concessionária será submetida às penalidades previstas em contrato, que podem ser de advertência à multa", disse a Anac, em nota. O advogado Guilherme Amaral, especialista em direito aeronáutico, explica que a Anac deve analisar se a falta de pagamentos a fornecedores terá impacto no serviço, mas não é sua função fiscalizar contratos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sábado, 18 de outubro de 2014
Confiante, Obama diz que EUA vão conter ebola
O presidente Barack Obama disse neste sábado que os EUA poderão registrar mais casos isolados de ebola, mas que continua confiante de que o país conseguirá evitar um grave surto da doença. "Sabemos como combater essa doença", declarou Obama em pronunciamento semanal. "Sabemos os protocolos. E sabemos que, quando cumpridos, eles funcionam." Os comentários de Obama vieram um dia depois de o presidente norte-americano nomear Ron Klain para coordenar os esforços do governo no combate ao ebola, em meio a uma crescente pressão para que os EUA deem uma resposta mais enérgica à ameaça imposta pelo vírus. O primeiro caso de ebola nos EUA foi registrado recentemente, quando um liberiano chegou a Dallas (Texas) infectado com a doença. A vítima, Thomas Duncan, morreu no último dia 8, mas duas enfermeiras que ajudaram a tratá-lo no Texas Health Presbyterian hospital acabaram contraindo o vírus. No pronunciamento, Obama destacou que foi identificado um número limitado de casos nos EUA e afirmou que não há "surto" ou "epidemia" de ebola nos EUA. Obama disse que o país fará o que for possível para manter os norte-americanos seguros, mas rejeitou propostas de uma proibição às viagens entre o oeste da África, onde a doença já causou milhares de mortes, e os EUA. "Tentar isolar toda uma região do mundo - se isso fosse possível - poderia, na verdade, agravar a situação", afirmou Obama. Muitos republicanos têm defendido uma proibição temporária de viagens a partir do oeste africano para evitar que a doença se espalhe pelos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
USDA eleva projeções para safra de milho e soja nos Estados Unidos
(Dallas, Texas) - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta sexta, dia 10, suas estimativas para as safras de soja e milho do país, devido em grande parte às condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o USDA previu uma safra recorde de milho, de 367,67 milhões de toneladas, acima da estimativa de setembro, de 365,6 milhões de toneladas. A projeção de rendimento foi elevada de 10,8 toneladas por hectare para 10,93 t/ha. Os números, no entanto, ficaram abaixo das expectativas de analistas, de produção de 368,9 milhões de t e rendimento de 10,97 t/ha. O USDA reduziu sua estimativa para a área colhida de milho, de 33,9 milhões de hectares para 33,63 milhões de ha. Os estoques domésticos de milho ao final da temporada 2014/2015 foram estimados em 52,86 milhões de t, de 50,85 milhões de t em setembro. O mercado esperava uma projeção de 54,46 milhões de t. Os estoques globais de milho em 2013/2014 ficaram quase inalterados em 173 milhões de toneladas. Para 2014/2015, o USDA projetou 190,6 milhões de toneladas, ante previsão do mercado de 192,6 milhões. A projeção do USDA para a soja também foi de uma safra recorde, de 106,89 milhões de t, com produtividade de 3,17 t/ha. No mês passado, o governo tinha previsto uma colheita de 106,5 milhões de t, com rendimento de 3,13 t/ha. Analistas esperavam que o USDA projetasse a safra em 108,25 milhões de t e o rendimento, em 3,2 t/ha. Quanto à soja, a projeção para a área colhida foi reduzida de 34,03 milhões de ha para 33,75 milhões de ha. Quanto ao estoque final, o USDA reduziu sua previsão para 12,25 milhões de t, de 12,93 milhões de t no mês passado. Analistas esperavam um aumento para 13 milhões de t. A estimativa do USDA para os estoques mundiais de soja em 2013/2014 passou de 66,9 milhões para 66,5 milhões de toneladas. Ao final de 2014/2015, essas reservas devem chegar a 90,7 milhões de toneladas, pouco abaixo da expectativa de analistas, de 90,9 milhões. Embora algumas áreas tenham registrado clima seco em setembro, o volume de chuvas ficou acima da média em importantes Estados produtores, como Illinois e Iowa, melhorando as condições para as lavouras de maturação tardia, disse o Serviço Meteorológico Nacional. As temperaturas amenas também beneficiaram a safra, e danos causados por geadas foram mínimos. Uma frente fria provocou geadas no norte do Meio-Oeste entre 11 e 13 de setembro, mas poupou as lavouras de maturação tardia, disse o USDA. Quase três quartos das lavouras de milho e soja do país apresentavam condição boa ou excelente na semana passada, de acordo com o USDA, embora chuvas recentes tenham atrasado a colheita e a previsão seja de mais precipitações na próxima semana. O governo também cortou sua previsão para estoques domésticos de trigo, de 19 milhões de t para 17,8 milhões de t, enquanto o mercado projetava um aumento para 19,16 milhões de t. O governo estimou os estoques globais de trigo em 2014/2015 em 192,6 milhões de toneladas, volume inferior à previsão de analistas, de 196,8 milhões de toneladas.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Crise no setor de etanol no Brasil ainda mais grave
As exportações de etanol caíram mais de 50% neste ano. A queda do preço do milho diminuiu o custo do etanol de milho nos Estados Unidos e tirou a competitividade do produto brasileiro. A redução das vendas externas é mais um fator que colabora com a crise que o setor enfrenta em 2014. A produção de etanol já ultrapassou os 18 milhões de litros, aumento de quase 5% em relação ao mesmo período de 2013. Enquanto as vendas no mercado interno têm ligeira queda, as exportações despencaram em 2014. No acumulado da safra, que teve início em abril, foram exportados 700 mil metros cúbicos de combustível, principalmente etanol anidro que é misturado à gasolina. O principal motivo para a redução das exportações é a produção de etanol de milho nos Estados Unidos. "Estamos diante de uma safra muito boa de milho. Os preços do milho também caíram a quase metade do que eram há dois, três anos. Então o metanol americano se tornou extremamente competitivo e praticamente inviabilizou a entrada no metanol brasileiro no mercado norte americano" – explica o diretor executivo da Bioagência, Tarsilo Rodrigues. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio e especialista no setor sucroenergético, Caio Carvalho, afirma que a queda das exportações colaborou para aumentar a crise do setor. "O preço da gasolina é definido pelo governo e ele coloca uma tampa na minha panela. Mesmo que eu estivesse exportando os preços estariam sufocados pela gasolina. Esta é a realidade da pressão que o setor sofre" – afirma. O setor sucroenergético aguarda por duas medidas do governo que podem aumentar a demanda por etanol: o aumento da mistura de álcool anidro na gasolina de 25% para 27,5% e o reajuste do preço da gasolina que deixaria o etanol mais competitivo. "Hoje, na média, você não tem margem nenhuma. É muito desagradável para qualquer setor da economia e também para o setor produtor de etanol - diz Carvalho.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Bancada ruralista será fortalecida no Congresso Nacional
A população que foi às urnas no último domingo deu novo fôlego para os representantes do agronegócio em Brasília. Na Câmara Federal, dos 191 deputados que formam a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), principal fórum para discussão dos temas do setor no Congresso, 139 foram reeleitos, um percentual de 72%. Os números seguem elevados entre os parlamentares da frente que estão efetivamente no exercício do mandato na Câmara: dos 168, 110 renovaram o mandato por mais quatro anos. Segundo estimativa da FPA, a participação de deputados na frente pode crescer ainda mais a partir de 2015, já que 118 parlamentares eleitos para o primeiro mandato em Brasília têm afinidade com o setor agrícola. Se a adesão for integral, a bancada ruralista pode chegar a 257 dos 513 deputados federais. Entre os destaques vindos das urnas está o atual presidente do grupo, Luis Carlos Heinze (PP-RS), deputado mais votado do Rio Grande do Sul. No Senado, a FPA mantém peso com o retorno de Ana Amélia (PP-RS), derrotada na disputa pelo governo do Estado gaúcho, da reeleição de Kátia Abreu (PSD-TO) e da chegada de Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Wellington Fagundes (PR-MT), que eram deputados federais.
domingo, 5 de outubro de 2014
Aécio diz que virada nas pesquisas não é surpreendente
O candidato à presidência da República, Aécio Neves (PSDB), disse nesta manhã em Belo Horizonte, que a sua virada nas pesquisas de intenção de voto sobre Marina Silva (PSB), que agora aparece em terceiro lugar, não foi surpresa. "É uma coisa que vejo com naturalidade. Não foi algo surpreendente". Questionado se tinha contado os minutos para ultrapassar sua adversária, Aécio respondeu: "Não tenho essa ansiedade". Aécio votou às 10h30, na Escola Estadual Governador Milton Campos, no bairro Lurdes. Em seguida, o presidenciável concederá uma entrevista coletiva no hotel ao lado da escola. Pela primeira vez desde o início da campanha, a equipe de Aécio exigiu credenciamento prévio da imprensa para entrevista.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Entre países emergentes, queda do real foi a maior
O cenário eleitoral levou o real a registrar, nesta segunda-feira, a maior desvalorização em relação ao dólar em um grupo de 24 moedas dos principais países emergentes. Embora o cenário externo também esteja afetando o mercado brasileiro, a perda mais acentuada da moeda brasileira indica que há um fator interno –a disputa eleitoral –contribuindo para a alta do dólar no país. "O Brasil tem reagido de maneira mais negativa do que os demais emergentes. Isso tem a ver com a perspectiva eleitoral", diz Gustavo Rangel, economista-chefe para a América Latina do banco holandês ING.Entre os 24 países emergentes, 18 recuaram em comparação ao dólar. A queda foi liderada pelo real, que registrou queda de 1,03%, acima das depreciações de 0,71% do rublo russo e de 0,62% do won sul-coreano. Nesta segunda-feira (29/09), tensões provocadas por manifestações pró-democracia em Hong Kong e dados negativos da economia chinesa afetaram as Bolsas e moedas de emergentes. Dados positivos da economia americana também têm alimentado nas últimas semanas as expectativas de que os EUA começarão a elevar em breve as taxas de juros. Isso tem levado investidores a transferir recursos hoje aplicados em países emergentes para títulos do governo americano, que tendem a oferecer remuneração maior no futuro, se a previsão de alta de juros se confirmar. Segundo economistas, se o movimento de desvalorização do real se acentuar rapidamente, poderá ter efeito nocivo para a economia brasileira. Além de acelerar a inflação (ao deixar produtos importados mais caros), pode piorar o já elevado buraco nas contas externas do país. Com informações do jornal Folha de São Paulo.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Com PIB em marcha lenta, fluxo de caminhões é o menor desde 2012
O índice da ABCR mostra uma queda gradual no fluxo dos veículos pesados, a partir de março deste ano. De julho para agosto, a queda foi de 0,5%. “Coincide com o período em que a indústria se afundou no pior momento da crise. Em julho houve respiro para a atividade industrial, mas, de resto, vemos uma trajetória de enfraquecimento”, afirma a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências, consultoria que auxilia a associação de concessionárias a realizar os cálculos de fluxo. Segundo a economista, o fluxo mais baixo de caminhões é uma consequência da queda de pedidos de frete, causada pela queda na produção industrial e a desaceleração do comércio. “O índice é mais um dos que funciona como um termômetro da economia no país, assim como os índices de confiança da indústria, consumo de energia e produção de veículos. Todos estão bastante baixos e antecipam que a recuperação econômica pode tardar para acontecer”, completa. Em relação a agosto do ano passado, o fluxo de veículos pesados caiu 6,5% no país. No acumulado do ano, a queda é de 2,6%. Os dados do Paraná acompanham o movimento nacional. De janeiro a agosto, a movimentação dos veículos pesados no estado apresentou uma queda de 3,3%. No confronto de agosto com o mesmo mês de 2013, o fluxo caiu 4,3%. Segundo o diretor da transportadora MC Cargas, Marcel Carvalho, a queda no fluxo é reflexo do arrefecimento nos pedidos e até do cancelamento de contratos. “Isso varia muito de empresa para empresa, mas tem clientes que trabalham com dois ou três fornecedores de transporte e estão cancelando parte dos contratos por causa da queda de volume”, afirma. Segundo ele, isso afeta principalmente transportadoras que atuam como terceirizadas de indústrias que também contam com frota própria. “Essas indústrias ajustam sua logística para depender menos das transportadoras terceirizadas. Com isso, menos caminhões rodam nas estradas”, completa. Para o membro do conselho de infraestrutura da MV Consultoria, Sebastião Almagro, a indústria deve se recuperar nos próximos meses e, com isso, o movimento nas estradas tende a aumentar. “Ainda serão momentos difíceis, mas o pior momento foi nesta transição de semestre”, completa.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Cenário otimista para indústria brasileira do frango
A indústria do frango tem perspectiva bastante favorável mundialmente até o fim do ano, de acordo com novo relatório trimestral do Rabobank, publicado na terça, dia 16. A instituição informa que os preços do frango podem se firmar mais competitivos frente a outros tipos de carne e ainda ver cair os custos de produção, tendo em vista o aumento de preços das carnes bovina e suína e a previsão de desvalorização dos grãos para 2015. Tais fatores devem permitir o reajuste positivo de margem de lucros para os avicultores. De acordo com o Rabobank, movimentações do comércio internacional, como a decisão russa de cortar importações de frango dos Estados Unidos, favorecem principalmente Brasil, África do Sul e as indústrias locais russas. A expectativa de embarques para a Rússia é de até 150 mil toneladas adicionais até o fim de 2014.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Os novíssmos iPhone 6 e iPhone 6 Plus
Nesta semana, a Apple mostrou a atualização do seu smartphone, o iPhone. Pela primeira vez, a empresa lançou aparelhos com tamanhos de tela diferentes. Comparamos os dois novos modelos, iPhone 6 e iPhone 6 Plus, com o modelo mais atual à venda até agora, o iPhone 5s. A principal diferença aparente é o aumento da tela. Em comparação ao iPhone 5s, o iPhone 6 teve um aumento de 20% em sua tela. Pulou de 4 polegadas para 4,7 polegadas. Já o iPhone 6 Plus, com tela de 5,5 polegadas, teve um aumento de quase 40%. Mas o tamanho da tela não foi a única mudança. Veja a tabela abaixo mostrando as diferenças entre os três modelos.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Arroba do boi deve seguir em alta no segundo semestre
Com o bom desempenho das exportações de carne e a valorização dos bezerros, a arroba do boi gordo deve seguir em alta no segundo semestre deste ano. A indicação é do boletim “Custos e Preços”, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A expectativa é de que a oferta de animais para abate continue restrita e as vendas externas continuem crescendo nos próximos meses, provocando elevação dos preços da carne no mercado interno. "Os frigoríficos têm trabalhado com escalas reduzidas, já que a disponibilidade de animais prontos para abate é pequena frente à demanda aquecida, principalmente do mercado externo", explica o estudo da CNA. De janeiro a julho, os embarques de carne, industrializada e in natura, para o exterior somaram em volume 1,28 milhão de toneladas, 11% a mais do que no ano passado. Segundo o boletim, a tendência é de crescimento das exportações de carne. Um dos fatores que pode contribuir é a possibilidade de a Rússia aumentar as importações do Brasil, diante dos embargos econômicos impostos por União Europeia e Estados Unidos ao país, em razão da crise na Ucrânia. De acordo com o estudo, o mercado interno já sente os efeitos do cenário externo. Em São Paulo, a arroba do boi em agosto teve alta de 4,2% em relação a julho, cotada a R$ 122,19. Na comparação com agosto de 2013, a elevação foi de 22%. Em Goiás, o preço da arroba, no mês passado, foi de R$ 113, 53, aumento de 2,3% frente a julho e de 24,6% em relação a agosto de 2013. Na última semana os preços dos cortes bovinos no atacado tiveram uma alta pequena, de 0,4%, segundo a Scot Consultoria. O pagamento de salários não foi capaz de manter as valorizações no ritmo que vinham sendo registradas nas três semanas anteriores, de 2,5% em média. Segundo a Scot, os patamares de preços limitam novas altas, demonstrando que as cotações maiores que vinham sendo impostas caminharam no sentido oposto ao da demanda, que sazonalmente diminui a partir do final da primeira quinzena do mês. A impossibilidade de aumentar os preços reduz a margem da indústria que faz a desossa em dois pontos percentuais na última semana. Os valores estão em 21,2% atualmente, isso ocorre porque que a arroba do boi gordo segue sua escalada de alta e já ocorrem negócios em R$ 130 a arroba, à vista, em São Paulo. O valor da carne vendida pelos frigoríficos continua subindo mais que a arroba. Enquanto a matéria prima teve alta de 24,2%, os cortes subiram 26,3%, em um ano.
sábado, 6 de setembro de 2014
Quando quadrinhos e aviação se encontram
O sujeito que está ali em cima é um verdadeiro mistério. Sabe-se que seu nome é Rick Rojatt, mas ele jamais foi visto sem máscara em público e desapareceu após um acidente em que tentou pular com uma moto sobre 26 ônibus (mas bateu o recorde de Evel Knievel). Coisas de gente dos anos 70, tão loucos quanto o pessoal do início dos 60 que ficavam meses voando num Cessna 172. Este voo do Human Fly foi pilotado por Clay Lacy, o mesmo cara que ajudou a desenvolver o Learjet e criou a empresa que faz aqueles vídeos aéreos “phodásticos”. Mais sobre ele logo abaixo. Se você acha que não é muita coisa voar do lado de fora de um DC-8 em 1976 vestindo apenas um uniforme de algodão, devo informar que as passagens baixas vistas no vídeo aí embaixo chegaram a 250 mph (402 km/h). Em uma das passagens, o corpo do super-herói foi atingido por pequenas gotas de uma chuva que se aproximava – e naquela velocidade a água bateu tão forte que o rapaz não aguentou a dor e desmaiou. Foi levado ao hospital e ficou 6 semanas em recuperação. Naquela época o mascarado impressionava tanto as pessoas que acabou influenciando a Marvel Comics, a qual lançou o super-herói Human Fly, “o mais ‘selvagem’ dos super-heróis, porque é real“. Apesar de ter sido lançado originalmente pela Marvel, o mascarado apareceu até ao lado do Batman da DC Comics!
Depois do lançamento do “gibi”, Rick viajou o país inteiro, sempre uniformizado, para participar em eventos de caridade. Era tudo ensaiado nos eventos, e ao final da arrecadação dos fundos, sempre aparecia um vilão para roubar todo o dinheiro levantado. Então o Human Fly combatia o vilão e triunfava, para a alegria da criançada presente. Mas a foto dele em cima do DC-8 só foi possível por causa do piloto daquele avião.
Veja o video abaixo:
Mais sobre Clay Lacy, o incrível piloto do avião do Human Fly:
Clay foi um piloto da United Airlines em 1952, iniciando a carreira como co-piloto de DC-3. Dois anos depois pediu licença para o serviço militar, onde voou F-86 Sabre. Em 55 retornou a United mas continuou voando aeronaves militares e outros tipos para a Guarda Nacional da Califórnia. Venceu corridas aéreas em Reno. Bateu o recorde de velocidade em uma volta ao mundo com ninguém menos que Neil Armstrong a bordo como convidado de honra. O voo durou 36 horas, 54 minutos e 15 segundos, em um Boeing 747SP. Este voo arrecadou 530 mil dólares para crianças carentes ao redor do mundo. Foi também um dos poucos a oficialmente virarem o milênio antes de qualquer pessoa na Terra, pois voou em direção a Linha Internacional de Data e passou para o ano 2000 em um Boeing 727 muito antes que o resto da humanidade. Quando se aposentou da United, era o número 1 em “seniority” (o piloto mais antigo). Com 55.000 horas de voo em 200 tipos diferentes de aeronaves, Clay é considerado o piloto mais voado do mundo. Hoje em dia, quase todas as filmagens aéreas usam seu Learjet modificado. (Fonte: Blog Aviões e Música)
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Comercialização antecipada da soja ainda é baixa no norte do Paraná
A comercialização antecipada na safra 2014/2015 de soja segue lenta.
Analistas calculam que menos de 10% foi negociado até agora. No mercado, as
vendas sempre são antecipadas, muitos negócios são feitos antes mesmo do
plantio. Só que este não é o caso dos produtores do norte do Paraná, que já
estão colhendo o trigo e deveriam vender a soja da próxima safra, mas não é isso
que está acontecendo neste ano. O gerente de comercialização da Cooperativa
Integrada, João Bosco Azevedo, diz que em 2013/2014 mais de 30% da soja
produzida pelos cooperados já tinha contratos travados. Agora, não passa de 17%.
A explicação é conhecida no mercado. "A soja despencou. O que fez a soja cair e, consequentemente, o milho e
outros produtos caírem? É porque a safra norte-americana está chegando. Aí é uma
coisa bem simples: oferta e demanda. Agora, vamos esperar e ver o que vai
acontecer" ,explica Azevedo. O produtor Odair Trevizan já esteve mais tranquilo nesta época. Em 2013, a
preocupação era só com o trigo, que ele sempre começa a colher no início de
setembro. A soja ele já tinha negociado nesse período. Ele afirma que havia
preço bom. "Agricultura é sempre assim. Temos anos bons e anos ruins. É como eu
sempre digo, tem que saber levar nos anos bons para sobreviver nas épocas ruins", afirma Trevizan. Em pouco mais de um mês, o agricultor Odair Trevizan vai
plantar 450 hectares de soja, que é a cultura de maior rentabilidade para ele.
Pelo menos era assim nas outras safras. O produtor conta que, na safra passada,
ele conseguiu em média o valor de R$63,00 por saca. Neste mesmo período, em
2013, 25% da produção já estava vendida. Para 2014/2015, Trevizan afirma que não
conseguiria mais que R$55,00 pela saca. "Os insumos subiram mais. Na safra
anterior, os preços já não foram tão bons. Agora esta política aí vem de cima, e
os preços não melhoram", lamenta o sojicultor. Há muito ainda para acontecer, é
o que dizem os analistas e especialistas que estão no mercado. Se muito depende
dos fundamentos, tem que se considerar a demanda, que continua firme." A China
está comprando, o que continua dando condições de melhora no mercado. De vez em
quando, nós vemos uma janela se abrindo e a soja sobre, os fundos continuam
comprando e dá condições para a gente trabalhar", comenta Azevedo. O atraso na
comercialização não chega a ser um problema, diz João Bosco Azevedo, mas ele
alerta para os produtores que eles garantam o pagamento dos custos com a venda
antecipada. Azevedo lembra que não é só o preço – ou a oferta – que tem
contribuído para este fator. "O produtor se capitalizou nestas últimas três
safras. Ele colheu muito bem, ele vendeu bem. Eu diria que estava tudo a favor
deles. Então, os produtores não enxergam mais necessidade de fazer qualquer
negócio. Muitos não vão antecipar uma venda da safra 2014/2015 para ter
prejuízo. Ele só vai vender se tiver lucro. Eu acredito que janelas de negócios
vão se abrir e o produtor tem que estar preparado para quando este momento
surgir", completa o gerente de comercialização.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
BRF anuncia venda de unidades de lácteos para Parmalat
A empresa de alimentos BRF informou nesta quarta-feira que fez acordo para vender suas unidades e marcas de lácteos para a Parmalat S.p.A., empresa com sede na Itália pertencente ao grupo Lactalis, por 1,8 bilhão de reais, segundo fato relevante. Entre as marcas desse segmento vendidas pela empresa em meio a uma reestruturação, em busca de melhores margens, estão a Batavo e a Elegê. O negócio envolve a venda de 11 unidades situadas em dez localidades: Bom Conselho (PE), Carambeí (PR), Ravena (MG), Concórdia (SC), Teutônia (RS), Itumbiara (MG), Terenos (MS), Ijuí (RS), Três de Maio I (RS), Três de Maio II (RS) e Santa Rosa (RS). Segundo a empresa, o valor da transação estipulado no Memorando de Entendimentos, de 1,8 bilhão de reais, é sujeito a determinados ajustes e à verificação de condições precedentes e aprovações regulatórias aplicáveis a transações dessa natureza. A companhia informou ainda que outorgou à Parmalat exclusividade durante o período de negociação dos contratos definitivos da transação. O segmento negociado obteve receita líquida de 2,6 bilhões de reais em 2013.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Aumenta desistência no pagamento de imóvel na planta
Além de atrasos nas obras, mutuários têm enfrentado dificuldades para fazer o financiamento do imóvel adquirido na planta entre 2008 e 2011 ser aceito pelo banco. Ao comprar um imóvel na planta, inicialmente as parcelas são pagas diretamente à construtora. O financiamento com o banco começa apenas quando a unidade é entregue. Com a desaceleração da economia e o aumento da inflação, os bancos ficaram mais seletivos para oferecer o crédito imobiliário no momento em que as unidades lançadas nos anos de boom do mercado imobiliário são entregues. As instituições financeiras temem que o nível de endividamento das famílias e o risco de perda do emprego não permitam que os compradores consigam pagar as parcelas do financiamento. Como consequência, as construtoras têm registrado um aumento no volume de contratos cancelados, os chamados distratos. Em algumas delas, o valor total dos distratos chega a ser maior que o dobro do valor observado há três anos. Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), acredita que não existe um culpado pelos conflitos entre mutuários e construtoras. Para o executivo, a piora na economia pegou todos de surpresa. “O comprador pensou que após 36 meses poderia continuar pagando o imóvel. Os bancos não esperavam que a alta da inflação e o endividamento poderiam corroer a renda da população, e as empresas venderam porque o mutuário, naquele momento, tinha condições para financiar o imóvel”, explica Oliveira.
Porém, não é esta a visão da analista da corretora Concórdia, Daniela Martins. Depois de captar recursos na Bolsa e receber incentivos do governo, as construtoras se expandiram rapidamente pelo país com o apoio de parceiros locais, mas o fizeram sem o devido preparo para construir e vender empreendimentos.
“Na euforia, muitas delas queriam simplesmente vender, mas não saber como e para quem”, explica Daniela.
Segundo a analista, o número de contratos cancelados deve se manter pressionado até o ano que vem, quando terá sido entregue a maior parte do volume de lançamentos dos anos de expansão do setor. Oliveira, da Anefac, não vê sinais de mudança na postura dos bancos no curto prazo. "Ao menos até que o novo governante anuncie medidas concretas para lidar com a conjuntura econômica, os bancos não devem diminuir o rigor na concessão do crédito imobiliário". Na hora de cancelar o contrato, o maior ônus é de quem adquiriu o imóvel na planta, seja porque ele já pagou 20% do valor do imóvel durante a construção e pode receber propostas indecorosas da construtora para devolver a maior parte dos valores pagos, ou porque dificilmente conseguirá comprar um imóvel semelhante pelo mesmo valor. Isso ocorre porque as construtoras estão conseguindo revender as unidades no mercado por um preço 15% maior do que o registrado no ano passado, aproveitando a valorização dos preços. Do lado do comprador, o advogado especialista em direito imobiliário Marcelo Tapai afirma que, por meio de um processo judicial, é possível pedir a devolução de 90% do valor já pago durante a construção da unidade nos casos em que o consumidor ficou inadimplente ou não tem renda suficiente para financiar o imóvel. Mas quando se trata de atrasos na obra, o advogado diz que é possível pedir não só a devolução de todo o valor pago com atualização monetária, como uma indenização por danos morais. Já no caso de vendas pouco transparentes, Tapai diz que é difícil comprovar a má-fé do corretor porque as condições para financiamento geralmente estão explicadas no contrato de compra e venda do imóvel. Ao comprador, ressalta, resta se prevenir antes de fechar a compra. “O ideal é que ele faça simulações de qual foi a variação do Índice Nacional de Construção Civil (INCC) nos últimos três anos para verificar sua capacidade de pagamento das parcelas durante a construção e também ao financiar o imóvel. Mas, principalmente, ele deve ler o contrato”, diz o advogado. Tapai lembra que os corretores podem não levar em consideração o nível de endividamento do comprador ao vender a unidade. “Como as condições de financiamento não mudaram, o imóvel sempre vai caber no bolso. Mas os bancos podem não aceitar esse risco”. O advogado ressalta que o imóvel na planta é sempre uma promessa de compra e venda sem garantias, mas o comprador tem o direito de desistir da aquisição.
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