terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fluminense busca soluções após 20 dias da saída do patrocinador


Vinte dias após encerrar a parceria de 15 anos com a Unimed, o Fluminense ainda tenta achar o melhor caminho para suprir a ausência da empresa, responsável por contratações milionárias nas últimas temporadas, como as de Fred e Conca. No mesmo período do término, o Tricolor anunciou o patrocínio da "Viton 44" para estampar uma de suas bebidas na cota master do uniforme. Justamente por se tratar da parte mais nobre da camisa, algumas críticas surgem em relação ao valor acordado, na casa dos R$ 14 milhões,  inferior aos R$ 20 milhões pagos pela empresa ao rival Flamengo pela logomarca nas costas. Outro alternativa tem sido explorar o programa de sócio-torcedor. Jogadores identificados com a torcida como Fred, Conca e Diego Cavalieri têm sido usados em campanhas publicitárias na tentativa de angariar novos adeptos. Atualmente, o Tricolor possui 23 mil sócios e só teve um aumento de 1.300 em relação à temporada de 2013. A ousada meta do clube é chegar em 50 mil, o que também poderá transformar o produto em uma das fontes de renda do clube. Vice-presidente de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt minimizou a saída da Unimed e frisou que os investimentos da empresa já vinham sendo mais modestos nos últimos anos. "De 2012 para cá, o investimento da Unimed já vinha reduzindo. Esse último ano já tivemos a manutenção em algo de R$ 30, 32 milhões, que eram já os jogadores do elenco. Essa é a grande mudança. Nosso patamar, em termos salariais, de remuneração, diminuiu. Teremos de fazer mais com menos. Nosso departamento de scout terá de buscar boas opções e viáveis. Isso é algo que já estamos tentando com esses jogadores que chegaram", disse à Rádio Globo. Até o momento, o Tricolor contratou seis jogadores. São eles o meia Marlone (ex-Cruzeiro), o zagueiro Victor Oliveira (ex-Atletico-GO), o lateral esquerdo Guilherme Santos (ex-Bahia e Vasco), o meia Vinícius  (ex-Náutico), o atacante Lucas Gomes (ex-Icasa) e o lateral esquerdo Giovanni (ex-Criciúma).  

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Mercado revisa novamente para baixo projeção de alta do PIB em 2014

A expectativa dos economistas é de que o Produto Interno Bruto (PIB) expanda 0,13% neste ano, segundo dados do Relatório Focus, levantamento semanal realizado pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Na semana passada, a mediana das projeções indicava alta de 0,16%. Para 2015, o mercado revisou para baixo a expectativa de crescimento pela quarta semana consecutiva, de 0,69% para 0,55%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação do país, deve encerrar 2014 em 6,38%, apontam os analistas pela segunda semana seguida. A expectativa para 2015, porém, é de que a inflação fique acima do teto estipulado pelo governo, de 6,5%, atingindo 6,54%.  Em relação ao câmbio, o Relatório Focus mostra uma nova revisão positiva, a segunda seguida, com o mercado aguardando que a cotação atinja R$ 2,65 em relação ao dólar ao final do ano, acima dos R$ 2,60 anteriores. A cotação imaginada para 2015 foi elevada pela oitava semana seguida, de R$ 2,72 para R$ 2,75.  A balança comercial deve fechar 2014 com déficit de US$ 1,86 bilhão, menos que o US$ 1,6 bilhão calculados na semana passada. Em 2015, ele deve registrar superávit de US$ 4,83 bilhões, uma revisão negativa ante os US$ 5 bilhões da semana passada. Para a taxa de juros, que encerrará o ano em 11,75%, os economistas apontam que ela terminará 2015 em 12,50%, mesma projeção vista na semana passada.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Comendador do Estado do Paraná

Com muito prazer fui condecorado Comendador do Estado do Paraná na última sexta-feira, no Palácio Iguaçu. Aqui registro algumas fotografias deste momento tão memóravel. Fotografias de Paulo Wolfgang/Frizz Midia.

                       





45 personalidades do Paraná receberam a Ordem Estadual do Pinheiro

A condecoração é a maior honraria concedida pelo Governo. Confira a cobertura da TV E-Paraná.




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O inferno astral da Petrobrás continua


A Petrobras, maior produtora de petróleo em águas ultraprofundas, planeja vender ativos e reduzir investimentos em refino e exploração, direcionando o foco para desenvolver campos já descobertos. Trata-se de uma resposta ao colapso nos preços do petróleo e às dificuldades para recorrer aos mercados internacionais de dívidas em meio a investigações sobre corrupção, disseram duas fontes com conhecimento direto sobre o assunto. A Petrobras, que é controlada pelo Estado brasileiro, planeja paralisar investimentos nas refinarias Premium I e Premium II, no Nordeste, entre outras medidas, para não precisar emitir dívida no mercado internacional em 2015, disse uma das fontes. As fontes pediram para não serem identificadas porque as informações não são públicas. A Petrobras, que tem sede no Rio de Janeiro, não respondeu a e-mails com solicitações de comentários. Empresa petroleira de capital aberto mais endividada do mundo, a Petrobras está vendo suas ações serem negociadas no menor nível desde 2004 em meio a uma ampla investigação sobre suborno de empreiteiras a funcionários da companhia. A produtora de petróleo atrasou a divulgação de seus resultados financeiros, enquanto dois escritórios de investigação independentes concluem seus relatórios naquele que se tornou o maior escândalo de lavagem de dinheiro e corrupção da história do Brasil. As ações da empresa caíram 9,2 por cento ontem. “É benéfico para a empresa, pois podem fazer caixa. Hoje o preço está muito baixo e isso faz essas fortes oscilações”, disse Henrique Kleine, analista da corretora Magliano. A Petrobras tem dito que precisa divulgar resultados auditados para ter acesso aos mercados de capitais internacionais. Um novo atraso para divulgação dos resultados veio depois que o conselho da empresa entrou em desentendimento sobre o tamanho das baixas contábeis decorrentes dos custos relacionados à corrupção, disse na semana passada uma fonte com conhecimento do assunto, que pediu anonimato porque a informação não é pública. A empresa informou em um comunicado do dia 12 de dezembro que precisa reportar os resultados não auditados até o fim de janeiro para evitar romper cláusulas de alguns de seus bonds, que poderiam disparar cláusulas de pagamento antecipado. A Petrobras também disse que planeja reavaliar sua estratégia para preços de combustíveis e limitar as despesas operacionais para preservar o caixa, que permaneceu em R$ 62,5 bilhões (US$ 23 bilhões) no fim de setembro. Os cortes ocorrerão principalmente em campos com atraso de cronograma, disse uma das fontes.

sábado, 13 de dezembro de 2014

PF prende empresário de Londrina com jóias e diamantes


A Polícia Federal de São Paulo prendeu na sexta-feira (12/12), no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos um empresário - que seria de Londrina - com grande quantidade de jóias de ouro (18 quilates), pedras preciosas e diamantes. Segundo o site G1, ele é advogado e dono de uma editora na cidade - e estava sendo monitorado pela PF desde que saiu do Brasil, cinco dias antes do retorno. Além das jóias e diamantes, em uma das malas havia também balanças digitais, e uma armação de fuzil. Acompanhando da mãe, voltava de Dallas, nos EUA. Até o momento, a PF não divulgou as quantidades nem os valores do material apreendido, trazido ilegalmente do exterior. A Polícia autuou o empresário em flagrante, na passagem da dupla pela Alfândega da Receita Federal do Aeroporto Internacional. O empresário foi autuado por contrabando e tráfico internacional de armas – mas a PF não revelou onde ele está preso. A PF de Londrina explicou que a investigação não tem relação com a delegacia local do órgão e, por isso, provavelmente o preso não deve ser removido para cá nesta fase do inquérito. Com informações do Jornal de Londrina.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Azul pode se tornar a maior aérea do Brasil


A Azul, hoje a terceira maior companhia aérea do Brasil, pode se tornar a maior na medida em que avança para além da aviação regional com US$ 6,5 bilhões em pedidos de aviões de maior porte, parcialmente financiados por uma abertura de capital. Com locações e compras de 63 jatos A320neo, da Airbus, a Azul está pronta para operar esses aviões maiores já em rotas domésticas. Contando com sua frota de turboélices ATR, de jatos regionais da Embraer e de aeronaves de fuselagem larga da Airbus, a Azul pode oferecer cerca de 3.000 assentos a mais do que as companhias dominantes do país, a Gol e a unidade TAM, da Latam, considerando as frotas atuais das empresas. "Nós vamos fazer o bolo crescer, não vamos roubar dos nossos concorrentes", disse Antonoaldo Neves, presidente da Azul, em entrevista no mês passado. "Nada impede que o mercado dobre de tamanho". A Azul, companhia aérea fundada por David Neeleman, pediu ontem registro para listar ações no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa disse que pretende usar os fundos para aumentar a frota e adicionar serviços em lugares de demanda elevada e em rotas domésticas de longa distância. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas disse que a demanda deve aumentar dos 100 milhões de passageiros atuais para cerca de 200 milhões até 2020. A Azul, que começou a operar em 2008 atuando em cidades brasileiras pequenas e com pouco serviço, manteve uma participação de mercado de cerca de 17% desde que comprou a Trip Linhas Aéreas SA há dois anos. A empresa tem a maior malha do país e atende a mais de 100 destinos, disse a companhia em seu documento.A operadora deve receber os novos aviões Airbus até 2023, no mesmo período em que a Gol vai incorporar cerca de 100 novos jatos 737 MAX, da Boeing. "Não é difícil de se imaginar que a lógica possa ser parecida com a nossa", disse Paulo Kakinoff, diretor-executivo da GOL, ontem em reunião com investidores. "Nosso fluxo de recebimento e nosso calendário de devolução de aeronaves ele é exatamente idêntico". A TAM não respondeu a um pedido de comentários.A venda de ações da Azul ocorrerá em um período com poucas ofertas brasileiras. O mercado de emissão de títulos estagnou neste ano quando a economia entrou em recessão técnica na primeira metade do ano. A Azul vinha analisando a possibilidade de abrir o capital desde pelo menos maio de 2013, mas as liquidações de mercado afundaram as tentativas anteriores. A última vez que a empresa cancelou os planos de abrir o capital foi em março, quando o índice de referência Ibovespa despencou para o menor nível em quase cinco anos. Um projeto de lei para subsidiar as rotas regionais expirou no Congresso no mês passado sem ter sido votado. Se tivesse sido aprovado, a nova legislação levaria a Azul a comprar novos aviões da Embraer a partir do próximo ano, para atender a cerca de 15 destinos novos por ano. Sem o subsídio, a Azul vai operar aviões maiores para concorrer com as empresas rivais em cidades maiores, disse Neves. O projeto de lei deve ser reapresentado em janeiro. A Azul também tem uma carta de intenção para comprar 30 E-Jets E2 da Embraer, que ela deve assinar até o fim do ano, disse a Embraer por e-mail no dia 9 de outubro. Com informações da Bloomberg.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Marca Tam desaparecerá do mercado de aviação


A companhia aérea Tam informou que deve fazer o anúncio de uma nova marca em dezembro, fazendo com que seu nome e identidade visual, velhos conhecidos dos brasileiros e recentemente reformulados, efetivamente desapareçam dos céus. A decisão vem para reforçar a união da empresa com a chilena Lan Airlines, cuja compra pela Tam, anunciada em 2010 mas só aprovada pelos órgãos regulatórios competentes em 2012, formou o Grupo Latam, maior conglomerado de aviação da América Latina. Nos últimos dois anos, apesar da fusão, a diretoria do grupo optou por manter as duas marcas, considerando a força exercida por elas em seus respectivos mercados (Brasil e Chile). Essa força foi um dos principais fatores que pesaram na hora de decidir pela criação de uma nova marca, uma vez que não houve consenso sobre qual marca deveria ser preterida no caso de uma unificação visual. A partir do anúncio da nova marca, que está sendo desenvolvida juntamente a gigante estadunidense Interbrand, o grupo iniciará o processo de pintura de aeronaves, unificação dos programas de reserva e padronização de uniformes, que deverá durar aproximadamente um ano e meio.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Comendador do Estado

Hoje recebi o convite para solenidade na qual receberei do governador do Estado a Comenda da Ordem Estadual do Pinheiro, a mais alta honraria do Estado do Paraná. Assim, me tornarei Comendador do Estado.



A homenagem foi criada em 1972 com o objetivo de homenagear pessoas de destaque, de âmbito estadual ou nacional, nos mais variados setores de atuação, desde políticos e empresarial, até nas ciências, artes ou religião, mas que tenham contribuídos para o desenvolvimento econômico e social do Estado do Paraná. A escolha dos homenageados inicia-se na indicação dos seus nomes por diversos setores da sociedade e é finaliza por um conselho formado por membros da Casa Militar, Casa Civil, Chefia de Gabinete e Secretaria da Cultura do governo estadual e a solenidade de entrega, sempre ocorre no dia 19 de dezembro, que é a data da Emancipação Política do Paraná. Fico agradecido pela homenagem.


A Ordem do Pinheiro (Comenda):
  

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Saldo de operações de crédito cresce 0,8% em outubro, diz BC

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,8% em outubro. Com isso, o estoque atingiu R$ 2,926 trilhões, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira. Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC para 12 meses acumulados, o estoque de operações avançou de 57,2% em setembro para 57,3% em outubro, segundo a autoridade monetária. O saldo total do crédito livre avançou 0,2% em outubro sobre o mês anterior, chegando a um total de R$ 1,538 trilhão. Já o crédito direcionado avançou 1,5% em outubro, atingindo o volume de R$ 1,388 trilhão. Enquanto isso, o saldo total de crédito para as famílias aumentou 1,3% em outubro ante setembro, chegando a R$ 1,377 trilhão. Para as empresas, o avanço no período foi de 0,4%, chegando a um total de R$ 1,549 trilhão. Para 2014, o BC projeta um crescimento de 12% para o estoque das operações de crédito. A previsão inicial era de avanço de 13%, após crescimento de 14,6% em 2013. Em relação ao PIB, o percentual deve fechar o ano em 58%.  No fim de julho, no começo de agosto e também em outubro, o BC liberou compulsórios e alterou fatores de ponderação de risco como uma forma de fazer com o que crédito não perdesse ainda mais ritmo de crescimento. De acordo com a própria autoridade monetária, a reversão total das medidas macroprudenciais, adotadas em 2010, buscava melhorar a distribuição de liquidez no sistema financeiro e reflete a nova composição de riscos mais favorável do sistema bancário. Ainda de acordo com o BC, a injeção de mais de R$ 50 bilhões no mercado não vai contra a política monetária restritiva adotada desde abril do ano passado e retomada com a alta da Selic em outubro.

sábado, 22 de novembro de 2014

JBS fecha compra do Grupo Big Frango



A empresa de alimentos brasileira JBS divulgou na quarta-feira (19), a compra do grupo Grupo Big Frango no Brasil por R$ 430 milhões e do Grupo Primo Smallgoods na Austrália por 1,25 bilhão de dólares, dando impulso ao seu plano de expansão por meio de aquisições. Controlado pela AMSE02 Participações, o Grupo Big Frango atua no setor avícola na região sul do Brasil. O preço de R$ 430 milhões será pago no fechamento da operação, que ocorrerá após o cumprimento da condição suspensiva de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), disse a JBS. O Grupo Big Frango abate 460 mil aves por dia em suas duas unidades, com faturamento anual superando R$ 1 bilhão. Com a investida, a JBS dá sequência ao plano de ganhar musculatura no segmento, estratégia que foi reforçada este ano com a aquisição dos negócios de aves da norte-americana Tyson Foods no Brasil e no México por 575 milhões de dólares, além da compra da indústria de alimentos Avebom, no Paraná, e de duas unidades de processamento de aves do Grupo Céu Azul. Maior companhia global de carnes, a JBS informou em comunicado que o Grupo Primo é líder em produtos processados como presunto, salsicha e bacon na Austrália e na Nova Zelândia e possui cinco unidades produtivas, sete centros de distribuição e 30 lojas de varejo. Segundo o diretor presidente da JBS, Wesley Batista, a transação está em linha com a estratégia da companhia de elevar sua exposição a produtos de valor agregado. "(Ela) representa uma excelente oportunidade de crescimento do nosso negócio na Austrália, tendo em vista as altas taxas de crescimento anual da categoria de produtos alimentícios e da capacidade de aumento das vendas do Grupo Primo via exportações", afirmou. Com a compra, a JBS estima capturar ao redor de 30 milhões de dólares australianos em sinergias, elevando o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) projetado para o Grupo Primo em 2015 para 180 milhões de dólares australianos. A compra do Grupo Primo será realizada pela JBS Austrália, em uma transação em dinheiro ainda sujeita à aprovação das autoridades regulatórias australianas. As informações são do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Falha no iOS deixa iPhones e iPads vulneráveis, diz empresa


Fiquem atentos ! Pesquisadores de segurança cibernética alertaram que um problema no sistema operacional da Apple, o iOS, deixa a maior parte dos iPhones e iPads fique vulnerável a ataques de hackers, que podem acessar dados sensíveis e controlar os aparelhos. A empresa de segurança FireEye publicou detalhes sobre a vulnerabilidade em seu blog nesta segunda-feira, dizendo que o problema permite que hackers acessem aparelhos persuadindo usuários a instalar aplicações maliciosas por meio de mensagens de texto, e-mails e links. Os aplicativos podem então ser usados para substituir aplicativos genuínos e confiáveis que foram instalados por meio da App Store, incluindo programas de e-mail e de bancos, por meio de uma técnica que a FireEye chama de "ataque mascarado". Esses ataques podem ser usados para roubar senhas de bancos e de e-mail ou outros dados sensíveis, segundo a FireEye, conhecida no meio de segurança cibernética por suas pesquisas. "É uma vulnerabilidade muito poderosa e fácil de explorar", disse o pesquisador da FireEye Tao Wei em entrevista. Porta-vozes da Apple não foram alcançados para comentar. Wei disse que a FireEye apresentou a vulnerabilidade à Apple em julho e que representantes da empresa disseram que estavam trabalhando para consertar o problema.

domingo, 2 de novembro de 2014

Calote nos produtores de leite


A situação de milhares de produtores de leite do Rio Grande do Sul não é nada boa. Mais de quatro mil pecuaristas estão sem receber das indústrias para onde vendem. A empresa Pró-Milk, com sede em Estrela (RS), entrou em recuperação judicial este mês e deixou quatro mil produtores rurais sem pagamento. Notas do pecuarista Celso Auler comprovam a venda de R$ 20 mil, entre os meses de agosto e setembro, e o pagamento foi de apenas R$ 3,7 mil.A Pro-Milk é uma empresa privada, que intermediava a venda do leite entre produtores e indústria. Com a crise financeira, o prejuízo está sendo dos pecuaristas. Para manter o equilíbrio da propriedade, Auler teve que usar as economias da família. Sérgio e Celso fazem parte de uma extensa lista de produtores lesados pela Pró-Milk. Só em Estrela, oitava maior produtora de leite do Brasil, são 20 produtores sem receber. Para tentar amenizar um pouco o prejuízo, Käfer vendeu até algumas vacas do rebanho. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Estrela, a falta de pagamento aos produtores se deu devido ao não repasse da indústria LBR, que está em recuperação judicial. Sem o dinheiro, a Pró-Milk, que fazia a captação e o transporte do leite do produtor para a indústria, encerrou as atividades sem nenhuma explicação aos agricultores. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) acompanha o caso de perto e busca soluções para amenizar os prejuízos dos produtores.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilma Roussef está reeleita como Presidente da República Federativa do Brasil

Dilma Roussef será a presidente do Brasil de 2015 à 2018. Devido a agenda de negócios, acompanhei do exterior o processo eleitoral na reta final do segundo turno. O país se dividiu. A disputada foi a mais acirrada já vista. Dilma Roussef ganhou. Torçamos para que após este resultado apertado, o novo governo entenda que o descontentamento aumentou muito e se apresse em apresentar as reformas necessárias há muito esperadas pelos brasileiros, e assim colocar o país em um rumo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável. Viva a democracia !

sábado, 25 de outubro de 2014

Cutrale e Safra fecham a compra da Chiquita

Está negociada a compra da Chiquita, maior produtora de bananas do mundo, pelas empresas brasileiras Cutrale e Safra, um negócio de US$ 1,2 bilhão. A compra já foi fechada e deve ser anunciada oficialmente nas próximas horas, segundo fontes envolvidas diretamente no negócio. Isso significa que o Brasil passa a deter o controle da maior empresa de bananas do mundo. O valor pago é de US$ 14,5 dólar por ação, informou a fonte. O controle ficará nas mãos dos milionários José Luís Cutrale e Joseph Safra. A Chiquita, empresa que atua no segmento de frutas tropicais, especialmente bananas, já havia recusado mais de uma vez as ofertas de compra. Em agosto, refutou a proposta de US$ 625 milhões feita pelas duas empresas brasileiras. Na época, a Chiquita informou que a proposta do Safra e da Cutrale não atendia "os melhores interesses da empresa e de seus acionistas". O mercado global de bananas, que movimenta US$ 7 bilhões, é controlado pela Chiquita, pela Fresh Del Monte Produce, pela havaiana Dole Food Company e pela Fyffes. A Chiquita, sediada em Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, vinha negociando uma fusão com a Fyffes, de Dublin, na Irlanda, conforme foi anunciado pelas duas companhias em março. Na quinta, dia 23, os grupos Cutrale e Safra aumentaram pela segunda vez sua oferta de compra à produtora americana de bananas Chiquita Brands International, que rejeitou suas ofertas anteriores por estar preparando a fusão com a distribuidora irlandesa. Os acionistas da Chiquita realizaram assembleia geral nesta sexta, dia 24, e decidiram desistir da fusão e aceitar a oferta das empresas brasileiras. Agora, a Chiquita terá que indenizar a Fyffes, segundo o acordo entre os dois grupos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Alta do milho superior à do frango reduz poder de compra

Enquanto os preços do frango seguem sustentados pela oferta restrita de animais para abate, as cotações do milho têm subido com força, o que tem reduzido o poder de compra de avicultores no correr deste mês, conforme apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O poder de compra de produtores de frango em São Paulo continua próximo do momento mais favorável da série histórica do Cepea, iniciada em 2004 para o animal vivo. Quanto ao mercado de carne de frango, de acordo com levantamentos, os preços perderam a força nos últimos dias, devido ao típico desaquecimento do consumo em final de mês.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Consórcio dos aeroportos acumula dívidas


O consórcio Inframérica, dono das concessões dos aeroportos de Brasília e de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, enfrenta problemas financeiros e está inadimplente com alguns fornecedores das obras. A empresa diz que o problema se deve a um ajuste no cronograma de obras dos aeroportos, que consumiu mais recursos do que o projetado no fluxo financeiro da companhia, mas que já está renegociando as dívidas com os fornecedores. Um grupo de 32 empresas do Rio Grande do Norte formou um fórum de credores. A dívida delas soma R$ 70 milhões em pagamentos atrasados referentes a serviços prestados para a reforma em São Gonçalo do Amarante, de acordo com o advogado do grupo, Wellington Tavares. "A maioria dos credores é formada por pequenas e médias empresas da região. Muitas investiram para executar o serviço e estão em situação financeira grave." segundo ele, os depósitos ocorriam normalmente até abril. Na época, a Inframérica pediu aos fornecedores um "voto de confiança" para acelerar as obras e viabilizar a abertura do aeroporto antes da Copa. "Eles confiaram que uma empresa que venceu a concessão para construir um aeroporto internacional teria estrutura financeira para honrar seus compromissos", disse Tavares. "O voto de confiança foi traído." O atraso de pagamentos ocorreu também nas obras de Brasília. Em consulta ao cadastro da Serasa Experian (empresa de informações financeiras), a Inframérica soma 42 pendências comerciais, em setembro, e 213 protestos de títulos, em outubro, na empresa que administra o aeroporto de Brasília. Na lista estão, por exemplo, fabricantes de cimento e de pré-moldados de concreto. A concessionária de São Gonçalo tem 81 títulos protestados em setembro e 9 pendências comerciais. A situação das concessionárias que administram os aeroportos de Guarulhos e Viracopos é normal no cadastro da Serasa. A Inframérica disse, em nota, que está negociando com fornecedores e que o saldo remanescente das dívidas é de R$ 20 milhões. A empresa ressalta que esse valor representa menos de 1,5% do investimento feito nos dois aeroportos, de cerca de R$ 1,5 bilhão. A Inframérica é composta pela Infravix, empresa do Grupo Engevix, e pela argentina Corporación América. O BNDES aprovou R$ 797 milhões em financiamento para obras em Brasília e R$ 329,3 milhões para São Gonçalo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que acompanha a situação financeira da Inframérica e "vai verificar se há risco na condução das operações". "Se isso ocorrer, a concessionária será submetida às penalidades previstas em contrato, que podem ser de advertência à multa", disse a Anac, em nota. O advogado Guilherme Amaral, especialista em direito aeronáutico, explica que a Anac deve analisar se a falta de pagamentos a fornecedores terá impacto no serviço, mas não é sua função fiscalizar contratos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 18 de outubro de 2014

Confiante, Obama diz que EUA vão conter ebola


O presidente Barack Obama disse neste sábado que os EUA poderão registrar mais casos isolados de ebola, mas que continua confiante de que o país conseguirá evitar um grave surto da doença. "Sabemos como combater essa doença", declarou Obama em pronunciamento semanal. "Sabemos os protocolos. E sabemos que, quando cumpridos, eles funcionam." Os comentários de Obama vieram um dia depois de o presidente norte-americano nomear Ron Klain para coordenar os esforços do governo no combate ao ebola, em meio a uma crescente pressão para que os EUA deem uma resposta mais enérgica à ameaça imposta pelo vírus. O primeiro caso de ebola nos EUA foi registrado recentemente, quando um liberiano chegou a Dallas (Texas) infectado com a doença. A vítima, Thomas Duncan, morreu no último dia 8, mas duas enfermeiras que ajudaram a tratá-lo no Texas Health Presbyterian hospital acabaram contraindo o vírus. No pronunciamento, Obama destacou que foi identificado um número limitado de casos nos EUA e afirmou que não há "surto" ou "epidemia" de ebola nos EUA. Obama disse que o país fará o que for possível para manter os norte-americanos seguros, mas rejeitou propostas de uma proibição às viagens entre o oeste da África, onde a doença já causou milhares de mortes, e os EUA. "Tentar isolar toda uma região do mundo - se isso fosse possível - poderia, na verdade, agravar a situação", afirmou Obama. Muitos republicanos têm defendido uma proibição temporária de viagens a partir do oeste africano para evitar que a doença se espalhe pelos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

USDA eleva projeções para safra de milho e soja nos Estados Unidos


(Dallas, Texas) - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta sexta, dia 10, suas estimativas para as safras de soja e milho do país, devido em grande parte às condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o USDA previu uma safra recorde de milho, de 367,67 milhões de toneladas, acima da estimativa de setembro, de 365,6 milhões de toneladas. A projeção de rendimento foi elevada de 10,8 toneladas por hectare para 10,93 t/ha. Os números, no entanto, ficaram abaixo das expectativas de analistas, de produção de 368,9 milhões de t e rendimento de 10,97 t/ha. O USDA reduziu sua estimativa para a área colhida de milho, de 33,9 milhões de hectares para 33,63 milhões de ha. Os estoques domésticos de milho ao final da temporada 2014/2015 foram estimados em 52,86 milhões de t, de 50,85 milhões de t em setembro. O mercado esperava uma projeção de 54,46 milhões de t. Os estoques globais de milho em 2013/2014 ficaram quase inalterados em 173 milhões de toneladas. Para 2014/2015, o USDA projetou 190,6 milhões de toneladas, ante previsão do mercado de 192,6 milhões. A projeção do USDA para a soja também foi de uma safra recorde, de 106,89 milhões de t, com produtividade de 3,17 t/ha. No mês passado, o governo tinha previsto uma colheita de 106,5 milhões de t, com rendimento de 3,13 t/ha. Analistas esperavam que o USDA projetasse a safra em 108,25 milhões de t e o rendimento, em 3,2 t/ha. Quanto à soja, a projeção para a área colhida foi reduzida de 34,03 milhões de ha para 33,75 milhões de ha. Quanto ao estoque final, o USDA reduziu sua previsão para 12,25 milhões de t, de 12,93 milhões de t no mês passado. Analistas esperavam um aumento para 13 milhões de t. A estimativa do USDA para os estoques mundiais de soja em 2013/2014 passou de 66,9 milhões para 66,5 milhões de toneladas. Ao final de 2014/2015, essas reservas devem chegar a 90,7 milhões de toneladas, pouco abaixo da expectativa de analistas, de 90,9 milhões. Embora algumas áreas tenham registrado clima seco em setembro, o volume de chuvas ficou acima da média em importantes Estados produtores, como Illinois e Iowa, melhorando as condições para as lavouras de maturação tardia, disse o Serviço Meteorológico Nacional. As temperaturas amenas também beneficiaram a safra, e danos causados por geadas foram mínimos. Uma frente fria provocou geadas no norte do Meio-Oeste entre 11 e 13 de setembro, mas poupou as lavouras de maturação tardia, disse o USDA. Quase três quartos das lavouras de milho e soja do país apresentavam condição boa ou excelente na semana passada, de acordo com o USDA, embora chuvas recentes tenham atrasado a colheita e a previsão seja de mais precipitações na próxima semana. O governo também cortou sua previsão para estoques domésticos de trigo, de 19 milhões de t para 17,8 milhões de t, enquanto o mercado projetava um aumento para 19,16 milhões de t. O governo estimou os estoques globais de trigo em 2014/2015 em 192,6 milhões de toneladas, volume inferior à previsão de analistas, de 196,8 milhões de toneladas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Crise no setor de etanol no Brasil ainda mais grave

As exportações de etanol caíram mais de 50% neste ano. A queda do preço do milho diminuiu o custo do etanol de milho nos Estados Unidos e tirou a competitividade do produto brasileiro. A redução das vendas externas é mais um fator que colabora com a crise que o setor enfrenta em 2014. A produção de etanol já ultrapassou os 18 milhões de litros, aumento de quase 5% em relação ao mesmo período de 2013.  Enquanto as vendas no mercado interno têm ligeira queda, as exportações despencaram em 2014. No acumulado da safra, que teve início em abril, foram exportados 700 mil metros cúbicos de combustível, principalmente etanol anidro que é misturado à gasolina. O principal motivo para a redução das exportações é a produção de etanol de milho nos Estados Unidos. "Estamos diante de uma safra muito boa de milho. Os preços do milho também caíram a quase metade do que eram há dois, três anos. Então o metanol americano se tornou extremamente competitivo e praticamente inviabilizou a entrada no metanol brasileiro no mercado norte americano" – explica o diretor executivo da Bioagência, Tarsilo Rodrigues. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio e especialista no setor sucroenergético, Caio Carvalho, afirma que a queda das exportações colaborou para aumentar a crise do setor. "O preço da gasolina é definido pelo governo e ele coloca uma tampa na minha panela. Mesmo que eu estivesse exportando os preços estariam sufocados pela gasolina. Esta é a realidade da pressão que o setor sofre" – afirma. O setor sucroenergético aguarda por duas medidas do governo que podem aumentar a demanda por etanol: o aumento da mistura de álcool anidro na gasolina de 25% para 27,5% e o reajuste do preço da gasolina que deixaria o etanol mais competitivo. "Hoje, na média, você não tem margem nenhuma. É muito desagradável para qualquer setor da economia e também para o setor produtor de etanol - diz Carvalho.