Hoje almocei com o senador Roberto Requião (PMDB-PR) aqui em Brasília, nosso representante no EUROLAT. O senador Requião está cotado para ocupar a Presidência do EUROLAT, Assembleia que reúne 150 parlamentares: 75 do Parlamento Europeu e 75 parlamentares da América Latina (Parlatino, Parlandino, Parlacen e Parlasul). As decisões partem do trabalho das 3 Comissões Permanentes: o senador Roberto Requião participa da Comissão de Assuntos Econômicos, Financeiros e Comerciais. Criada em 2006, a EUROLAT adota e propõe resoluções e recomendações de diversas organizações, instituições e grupos ministeriais encarregados do desenvolvimento da Associação Estratégica Bi-Regional.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Sem almoço grátis: bancos devem repassar a clientes a alta de tributos
A partir de 2016 os bancos terão de desembolsar R$ 3,8 bilhões a mais por ano em pagamentos de tributos, segundo estimativa feita pela Receita Federal depois do anúncio oficial de que a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) subirá de 15% para 20% a partir de setembro. Para especialistas, no entanto, quem vai pagar essa conta é o consumidor. Como o aumento editado pela Medida Provisória 675 entra em vigor nos últimos meses deste ano, a arrecadação extra estimada pela Receita para 2015 é de R$ 747 milhões. Assim como ocorre em outros setores, a tentativa dos banqueiros será a de repassar o aumento de custo para os correntistas e demais usuários do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Além de engordar o caixa com o aumento da contribuição, o governo consegue com essa medida um auxílio na empreitada de tentar restringir a ampliação do crédito. Possivelmente, a elevação será repassada para tarifas bancárias e os juros dos financiamentos, que já vêm sendo ampliados num processo de acompanhamento da alta da taxa básica Selic, promovida pelo Banco Central desde outubro. Com menos dinheiro em circulação na economia, fica mais fácil, por exemplo, conter os efeitos da alta da inflação, que é uma das principais batalhas travadas hoje pela equipe econômica. Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano e a expectativa do mercado financeiro é de que o IPCA, índice oficial de inflação, termine o ano em 8,31%. "Quem vai pagar por isso é o tomador de crédito pessoa física ou jurídica. O aumento no spread (diferença dos juros obtidos e cobrados pelos bancos) deve ter impacto na inadimplência, contribuindo para a piora da recessão no País, que deve ser de perto de 2% neste ano", avaliou o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues. "Não haverá impacto no balanço dos bancos. O lucro não vai alterar. De alguma forma, o aumento da CSLL será repassado."Num primeiro momento, houve até quem comemorasse o aumento dos impostos para o setor financeiro, que vem apresentando recordes de lucro. Como lembrou o economista da MCM Consultores Associados, Antonio Madeira, no entanto, "não existe almoço grátis". Para ele, dado o quadro de recessão econômica, restou ao governo aumentar a arrecadação com os setores "com ganhos razoáveis, como o bancário". A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e as grandes instituições financeiras não quiseram comentar a medida. Já os médios e as corretoras têm menos espaço para repasse. Além disso, têm menores quantidades de créditos tributários, gerados a partir de provisões feitas para devedores duvidosos e que podem compensar alguma pressão da CSLL nos resultados.
domingo, 17 de maio de 2015
Autos de infração contra Big Frango podem chegar a R$ 50 milhões
A força-tarefa da Operação Grande Escolha, responsável por interditar parcialmente a fábrica da Big Frango/JBS em Rolândia, estima que os autos de infração contra a empresa podem chegar a R$ 50 milhões ao final das fiscalizações. Ministério Público do Trabalho (MPT), INSS, Receita Federal e Advocacia Geral da União (AGU) investigam dezenas de irregularidades trabalhistas na fábrica da empresa, onde 400 mil aves são abatidas por quase 4 mil funcionários, diariamente. A Big Frango exporta congelados para mais de 60 países. Apenas a apuração inicial das irregularidades levou o Ministério do Trabalho a aplicar 75 multas contra a empresa, no valor de R$ 200 mil cada. Até agora, as infrações somam R$ 15 milhões. Segundo as investigações, são numerosos os fatos sobre excesso de jornada, más condições de segurança das máquinas – 32 equipamentos permanecem interditados – e afastamentos por doenças. Quase 2 mil prontuários médicos estão sob avaliação para verificar como a empresa tratava afastamentos e demissões.Em 2014, os trabalhadores da Big Frango de Rolândia utilizaram 2.033 consultas médicas por causas relacionadas ao trabalho. No total, foram 70.279 atendimentos de enfermagem – quase 225 por dia. “Por meio da coleta de registro do ponto eletrônico, constatamos que em dois meses foram mais de 5,4 mil ocorrências de excesso de jornada em atividades insalubres”, afirmou Rodrigo Caldas, auditor do Ministério do Trabalho, à Rádio CBN Londrina. “São jornadas de 10 a 18 horas por dia de trabalho, extremamente exaustivas e com alto índice de doenças. Nos remete à época da Revolução Industrial com aquelas extenuantes jornadas de trabalho”, afirmou o integrante da força-tarefa. De acordo com o auditor, a equipe de fiscalização ficou surpresa ao perceber que problemas “históricos” da empresa foram resolvidos em apenas algumas horas, após a intervenção dos investigadores. Oficialmente, a JBS diz ter tomado providências para corrigir os apontamentos da força-tarefa e afirma-se aberta às inspeções. Em nota, a JBS afirmou que “monitora permanentemente pontos de risco identificados no processo produtivo, procedendo adequações necessárias de forma espontânea ou quando apontados pelos órgãos de fiscalização”. A empresa justifica que a fábrica de Rolândia passou a integrar o grupo JBS a partir de janeiro de 2015 quando o empresário Evaldo Ulinski, fundador, vendeu a empresa e, desde então, a nova proprietária já vinha implantando “uma série de melhorias” nas unidades adquiridas. Com informações do Jornal de Londrina.
sábado, 16 de maio de 2015
Fundador da Azul faz proposta pela aérea portuguesa TAP
O empresário David Neeleman, fundador da Azul Linhas Aéreas, lidera um consórcio que entregou na última sexta-feira (15/05) uma das três propostas de compra da companhia portuguesa TAP. Também estão no páreo pela estatal , que será privatizada, Germán Efromovich, controlador da Avianca, e o empresário português Miguel País do Amaral, de acordo com o jornal Diário Económico. De acordo com outro jornal português, O Observador, o ministro da Economia português, António Pires de Lima, afirmou que a expectativa é que o processo de privatização seja concluído até o final de maio. Para isso, será necessário que a companhia aérea se pronuncie quanto às propostas apresentadas. Esta é a segunda tentativa do governo português de privatizar a companhia em menos de três anos. O vice-presidente Michel Temer afirmou no mês passado que havia discutido a venda da TAP com companhias aéreas brasileiras, citando Gol, Azul, Avianca e TAM, propriedade do grupo Latam. Em 2011, Portugal concordou em vender a TAP como uma condição de receber ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia. No ano seguinte, o governo rejeitou a única proposta de compra, feita pela Synergy, do magnata sul-americano Germán Efromovich, que controla a Avianca, alegando falta de condições financeiras previstas pelo investidor latino-americano. Em novembro de 2014, o governo português decidiu relançar o processo de privatização, visando a venda de 66% da TAP, sendo 5% reservados aos trabalhadores. Os 34% restantes devem permanecer em poder do Estado. A TAP, cujo negócio inclui uma unidade de manutenção no Brasil e a própria companhia aérea, registrou um prejuízo de 46 milhões de euros em 2014, face ao lucro de 34 milhões de euros em 2013, penalizada por problemas operacionais, incluindo 22 dias de greve e atrasos na entrada em operação de aviões. A Azul voa para mais de 100 destinos. A TAP voa para 198 destinos, incluindo 65 na América do Norte e na América do Sul, e suas várias rotas no Brasil fazem dela uma companhia atraente.
domingo, 10 de maio de 2015
Paraná cobra R$ 540 milhões do Ministério da Saúde
O governo do Paraná cobra uma dívida de R$ 540 milhões do governo federal na área de saúde. O valor não inclui apenas repasses atrasados. Entre outros débitos, o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, coloca na conta remédios de alto custo que o governo do estado teve de comprar por determinação judicial, o atraso na qualificação de SAMUs regionais e a não inclusão de todos os municípios do Paraná na Rede Cegonha. Caputo Neto apresentou esses número durante um evento com gestores municipais da área de saúde realizado em abril, no qual o ministro Arthur Chioro esteve presente. De acordo com informações do secretário, o governo federal deve R$ 3 milhões de incentivos aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e mais R$ 130 milhões referentes a ressarcimento de medicamentos de alto custo que o estado comprou por determinação judicial. Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que a pasta “tem cumprido com agilidade as determinações judiciais recebidas pelo Ministério da Saúde para reembolso de medicamentos adquiridos por estados.” Mas há uma divergência de valores entre o que o governo federal assume como dívida e o governo do estado cobra nessa área. “Dos R$ 130 milhões, o Ministério reconhece a dívida de R$ 21 milhões e diz que vai pagar. Agora, os outros R$ 109 milhões, vamos ter que ir à Justiça para que eles assumam a dívida e paguem”, diz Caputo. O secretário conta ter encaminhado ofícios ao Ministério da Saúde com diversas cobranças, mas até agora não recebeu respostas. No ano passado, foi repassado R$ 1,06 bilhão ao Paraná 0or meio do Fundo Estadual de Saúde. Dados do Portal da Transparência do governo federal mostram que, até a última sexta-feira (08/05), já haviam sido repassados R$ 294,1 milhões ao Paraná por meio desse fundo. Os recursos destinados a ele servem, entre outras destinações, para o pagamento de tratamentos de alta e média complexidade, para a operacionalização do sistema nacional de transplantes, promoção de assistência farmacêutica e para os serviços de atenção à saúde nas penitenciárias. Com informações da Gazeta do Povo.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Crise faz o crédito secar para as empresas
A forte restrição dos bancos à concessão de crédito tem travado os negócios das empresas em vários setores da economia. Com o caixa debilitado pelo baixo desempenho econômico e sem acesso a linhas de crédito para capital de giro ou investimentos, as companhias começam a enxugar as estruturas, reduzir o quadro de funcionários e adiar pagamentos. Nos três primeiros meses do ano, a concessão de crédito para empresas no país caiu 14% em relação ao quarto trimestre de 2014, de R$ 429,5 bilhões para R$ 407,3 bilhões, conforme relatório do Banco Central (BC). No mesmo período, entretanto, a demanda por empréstimos continuou em alta: subiu 9,7%, segundo a Serasa Experian. “Se esse indicador está crescendo e a concessão caindo é sinal que os bancos estão mais seletivos na liberação de crédito”, explica o economista da empresa, Luiz Rabi. Além do recuo no volume concedido, as taxas de juros aumentaram, os prazos de pagamento dos empréstimos diminuíram e a inadimplência cresceu. Pelos dados da Serasa, o atraso nos pagamentos de despesas financeiras e não financeiras avançou 12% no primeiro trimestre, demonstrando a dificuldade das companhias diante da queda da atividade, custos mais elevados (energia elétrica e combustíveis, por exemplo) e escassez (e encarecimento) de crédito. “Hoje, o principal problema das empresas é a falta de crédito. Se nada for feito, poderá haver um colapso que vai travar ainda mais a economia. Isso precisa ser olhado com urgência pelo governo”, afirma o diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz. Ele acredita que a Operação Lava Jato, que investiga corrupção em contratos da Petrobras, tem ajudado a secar o mercado de crédito, já que alguns bancos terão prejuízos com operações feitas com empresas envolvidas no escândalo. “Mas mesmo quem está fora dessa confusão está sendo punido. Os bancos públicos, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), não podem fechar as portas para o setor produtivo”, reclama o executivo. No BNDES, fonte mais barata de financiamento para as empresas, o crédito com recursos direcionados (voltado para determinado segmento ou atividade) despencou 44,6% de janeiro a março comparado ao último trimestre de 2014, segundo o relatório do Banco Central. A linha voltada para o capital de giro das empresas teve o maior baque na liberação: queda de 79,1% no período. O financiamento a investimentos caiu 43,6% e os empréstimos para o setor agroindustrial, 35,7%. Procurado, o banco de fomento não atendeu ao pedido de entrevista. Com informações do jornal Gazeta do Povo.
domingo, 3 de maio de 2015
Queda na venda veículos novos já afeta renovação da frota
A queda nas vendas de veículos novos nos últimos dois anos, depois de praticamente uma década de crescimento, teve impacto negativo na renovação da frota brasileira. A idade média dos veículos que circulam pelo país ficou em 8 anos e 8 meses em 2014, interrompendo uma sequência de queda que ocorria desde 2007, quando estava em 9 anos e 2 meses. Em 2012 e 2013, a idade média da frota de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus ficou em 8 anos e 6 meses, segundo mostra estudo anual recém concluído pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). De acordo com o conselheiro do Sindipeças, Elias Mufarej, numa base grande formada por uma frota de 41,5 milhões de veículos, a expansão de dois meses na idade média é bastante significativa. "Reflete a queda nas vendas, especialmente em 2014, e mostra que entrou menos carros novos no mercado." Para este ano, Mufarej acredita em novo retrocesso já que a previsão das montadoras é de queda de 12,3% nas vendas de veículos leves, para 2,9 milhões de unidades. No ano passado, a perda foi de 7,1% em relação a 2013, totalizando 3,3 milhões de unidades. Em razão dos dados fracos do ano passado, a relação entre o número de habitantes por veículo também desacelerou. Desde 2004, vinha diminuindo entre 0,2 e 0,5 pessoa por carro, mas em 2014 a redução foi de apenas 0,1. Passou de 5 habitantes por veículo em 2013 para 4,9 no ano passado. Ainda assim, diz Mufarej, representa em dez anos uma redução de 40% na relação e coloca o Brasil mais perto de países como Argentina e México, onde a relação é de 3,6 habitantes por veículo. Nos EUA a relação é de 1,2 habitante por carro, enquanto no Japão é de 1,7. Nos países europeus varia de 1,4 a 2. "Vamos atrasar um pouco a mudança de relação porque o resfriamento do mercado em 2015 será bastante expressivo", contata o conselheiro do Sindipeças. Previsões feitas no período em que o mercado brasileiro de carros crescia seguidamente indicavam que o Brasil teria 4 habitantes por veículo em 2014. O crescimento da frota circulante também desacelerou no ano passado, quando aumentou 3,7% em relação à frota do ano anterior, somando 41,5 milhões de veículos. De 2007 para cá, a frota nacional crescia a um ritmo de 7% a 8% ao ano. Essa frota também está mais envelhecida. No ano passado, 41% dos veículos que rodavam pelo país tinham até cinco anos de uso, participação que era de 43% em 2013. Já a participação dos veículos com mais de 15 anos baixou de 19,2% para 18%, ainda assim bastante elevada, avalia Mufarej. "O país necessita de um programa de renovação da frota desses veículos antigos e preferencialmente deveria começar pelo transporte de carga, que tem circulação intensa", afirma Mufarej. Para caminhões, por exemplo, a idade média da frota é de 9 anos e 5 meses. O estudo do Sindipeças, atualizado anualmente, tem por objetivo ajudar a direcionar a produção das autopeças para o mercado de reposição. Os dados consideram uma taxa de mortalidade de 1,5% ao ano para os automóveis e de 1% para caminhões e ônibus, em razão dos veículos que deixam de circular por motivos variados, como acidentes com perda total e desmanche. Em razão disso, são diferentes dos números do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que não aplica essa taxa. Para incentivar a manutenção preventiva dos veículos, o Sindipeças criou o aplicativo "Carro 100%" que analisa virtualmente as condições do veículo e alerta para as datas das revisões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Crise: FMI prevê maior desaceleração em mais de 20 anos
Infelizmente o Brasil enfrenta a maior desaceleração econômica em mais de duas décadas, afirma o FMI (Fundo Monetário Internacional) em relatório divulgado nesta quarta-feira (29/04). O fundo projeta uma queda de até 1% na economia brasileira neste ano, seguida por uma recuperação em 2016, com crescimento estimado em 1%. O órgão, no entanto, elogia os ajustes que estão sendo feitos no país, e diz que é preciso continuar com os recentes esforços para conter um aumento da dívida pública e reconquistar a confiança na política econômica. O FMI diz que é inevitável o ajuste das contas públicas brasileiras, mesmo num momento de desaceleração da atividade econômica. O elevado deficit público faz com que o governo tenha pouca opção além de promover um aperto fiscal, diz o FMI, que tem elogiado o programa de ajuste comandado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Na América Latina, as decisões de políticas fiscal atuais não podem levar em conta apenas o que seria desejável de um ponto de vista cíclico, pois é preciso considerar a sustentabilidade da dívida, afirma a instituição. Baixo investimento e falta de confiança do consumidor O cenário atual no Brasil é marcado pelo baixo investimento do setor privado e pela queda da confiança do consumidor, diz o FMI. O aperto da política fiscal do governo e o aumento dos juros também contribuem para a fraqueza da economia no curto prazo, mas essas medidas são fundamentais para conter a alta da dívida pública e reconstruir a confiança do mercado. Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira, o investimento privado continua um importante freio à atividade econômica no Brasil. Para o Fundo, o investimento é afetado por problemas de competitividade existentes há muito tempo, além de piores termos de troca (a relação entre preços de exportação e de importação) e de uma incerteza elevada, devido ao impacto da investigação da Petrobras e ao efeito da seca prolongada sobre a oferta de energia. "A confiança do consumidor também piorou abruptamente, num quadro de inflação alta, crédito mais apertado e o começo da fraqueza do mercado de trabalho", diz o FMI. "Do mesmo modo, o realinhamento em curso de preços relativos importantes, como a taxa real de câmbio, deve ajudar a melhorar as perspectivas.
domingo, 26 de abril de 2015
KISS em Curitiba
Memorável. Um show que marcou Curitiba. Aliás o maior espetáculo de rock que a capital do Paraná assistiu até hoje. O local escolhido não poderia ter sido melhor, a "Pedreira Paulo Leminski", um lugar repleto de verde ao redor. A acústica estava muito boa, embora alguns reclamaram que o som pudesse estar ainda mais alto. Para mim estava na medida. Tive o prazer de ter a companhia da deputada Maria Victória Barros, que também gosta de rock e do KISS. Foi o primeiro encontro que ela teve com a banda. Já o meu... Bem, nem me lembro mais quantas vezes já nos encontramos mundo afora. Pudemos conferir um show acústico que aconteceu no meio da tarde, em espaço reservado, para alguns poucos convidados, onde pudemos escolher vários dos clássicos da década de 70 e 80... Entre os presentes o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet e sua esposa Márcia. Todos sairam para lá de satisfeitos com o grande espetáculo que aliás o KISS sempre proporciona. E assistir ao show no Paraná - "em casa"- não tem preço.
domingo, 19 de abril de 2015
Está chegando a hora ! Kiss tocará em Curitiba nesta terça-feira
Está chegando a hora! A banda Kiss, que coleciona 28 discos de ouro e já vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo, toca em Curitiba nesta terça-feira (21). Capitaneado por Paul Stanley e Gene Simmons (e sua enorme língua), a lendária trupe de hard rock desembarca pela primeira vez na capital paranaense para uma apresentação histórica no suntuoso palco da Pedreira Paulo Leminski. O tempo passa, mas o grupo nova-iorquino não perde a majestade roqueira, e traz na bagagem a turnê comemorativa aos 40 anos da banda, a “40th Anniversary World Tour”. A abertura fica a cargo dos curitibanos do Motorocker. Os portões serão abertos às 16horas. Desde o estouro da banda no cenário na década de 70, o Kiss criou uma nova experiência em cena, misturando rock de primeira com pirotecnia, iluminação e ambientação cênicas excepcionais e as indefectíveis maquiagens e figurinos que se transformaram em marcas registradas - tudo isso deu a eles a reputação de criar alguns dos melhores shows ao vivo da história da música mundial e que agora vem a Curitiba. O público terá a oportunidade de conferir um repertório composto por hinos clássicos da carreira. Devem fazer parte do set list “Detroit Rock City”, “Rock And Roll All Nite”, “Forever” e “I Love It Loud”. Além da capital paranaense, a turnê vai passar ainda por Belo Horozinte (23.04) e São Paulo (26.04), no Festival Monsters of Rock 2015. A última visita do Kiss ao Brasil foi em 2012.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Festival Red Bull Racing na India
Enquanto os sinos tocavam e acordardavam as aldeias adormecidas em Buckinghamshire para o domingo de Páscoa, e os preparativos frenéticos de última hora - antes de partir para a China - a equipe de demonstração encantou uma enorme multidão na Índia, na cidade de Hyderabad. Sim, não houve tempo para o ovo da páscoa na equipe da Infiniti Red Bull Racing neste ano. David Coulthard estava ao volante, colocando o RB7 através de um mega demonstração de "burnouts" e "donuts" ao longo das margens do Lago Hussain Sagar. David é um artista com o carro e fez um show inesquecível. Com muito pó industrial colorido no asfalto, Coulthard levantou nuvens de várias cores na pista, levando o público ao delirio. Confiram o video.
sábado, 4 de abril de 2015
Falta de crédito preocupa agricultor
Produtores e entidades agrícolas do Centro-Oeste reclamam de dificuldades para a obtenção de crédito para o plantio da próxima safra. A oferta do chamado crédito précusteio, tradicionalmente utilizado para a compra antecipada de insumos em meados de fevereiro e março, está paralisada. Na contrapartida, o custo da produção, puxado pela alta do dólar, deve subir cerca de 14%, exigindo R$ 11 bilhões a mais do que na safra passada. "As operações de précusteio, que normalmente já estariam sendo liberadas durante a colheita, para o planejamento da próxima safra e compra adiantada de insumos a preços melhores, não rodaram em Mato Grosso", diz Ricardo Tomczyk, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). "Não temos notícia de nenhuma operação que tenha sido contratada." Segundo ele, a resposta do Banco do Brasil, o principal financiador, aos produtores é de que não há recursos disponíveis. "Temos alguma sobra de insumos nas revendas de estoque do ano passado que ainda estão com o dólar antigo. Então, o produtor queria muito ter acesso ao précusteio agora para poder comprar esses insumos a um preço bem inferior aos que serão ofertados daqui a alguns dias", diz. A escalada do dólar neste ano, apesar de compensar a queda do preço das commodities e segurar a rentabilidade ao produtor, deve encarecer de modo significativo os insumos para a safra 2015/16. A consultoria Agroconsult projeta alta de quase 14% no custo de produção. Os fertilizantes, por exemplo, devem ter alta de 29% no preço. A paralisação na oferta de crédito antes da divulgação do novo Plano Safra, prevista para maio, se agrava no Estado de Goiás, que deve produzir 4,7 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. "A situação do Estado está crítica, pois enfrentamos o nosso segundo ano seguido de estiagem", diz Benjamin de Sousa Junior, diretor da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas (Andav) de Goiás. "Em reunião com o Banco do Brasil na semana passada, a resposta que tivemos foi de que não há autorização para o recebimento de propostas", diz. Segundo ele, há algumas linhas disponíveis no banco, mas a taxas inviáveis, como 16% ao ano. "No ano passado, conseguimos o précusteio tranquilamente, sempre fomos muito bem atendidos, mas esse ano nada foi liberado para a compra de fertilizantes", diz o engenheiro agrônomo Leonardo Titoto, de 36 anos, que administra as lavouras de soja de seu pai Paulo Roberto Titoto, em Bom Jesus de Goiás, sul do Estado. Apesar da produtividade média histórica da propriedade ser de 52 sacas por hectare, a seca ceifou a produtividade e rendeu nos últimos dois anos 38 e 43 sacas, respectivamente. Na quarta-feira, o Banco do Brasil anunciou que disponibilizaria R$ 7 bilhões para capitalização dos produtores rurais. No entanto, a linha liberada não é equivalente ao précusteio, mas é direcionada aos custos com a comercialização dos produtos contemplados pela Política Geral de Preços Mínimos (PGPM). Em nota ao jornal Ö Estado de São Paulo", afirmou: "O Banco do Brasil está atendendo normalmente às demandas de crédito rural do atual ciclo (Safra 2014/2015), relacionados aos financiamento de Custeio, Comercialização e Investimento Agropecuário. Os desembolsos alcançaram o volume de R$ 53 bilhões no período de julho/2014 a fevereiro/2015, crescimento de 13% em relação ao ciclo anterior. Segundo André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, os produtores ouvidos pela consultoria no Rally da Safra - expedição de avaliação técnica de 97% da área de soja do País - que estavam conseguindo renovar os limites com os bancos estavam obtendo 20% de redução sobre os limites do ano passado. De acordo com a consultoria, com uma diminuição de 20%, faltariam pelo menos R$ 10,7 bilhões para o plantio da safra 2015/16, uma vez que, apesar dos R$ 12,5 milhões previstos para reinvestimento, o custo da produção deve subir quase 14%. "Não há espaço para uma redução de crédito. Do ponto de vista do setor privado, temos observado redução da oferta. Aguardamos o anúncio de quanto será o crédito administrado pelo governo, porém teremos a pressão do ajuste fiscal e 70% dos financiamentos são provenientes de fontes públicas", observa. De acordo com Pessôa, três grandes questões preocupam o produtor: "o volume de crédito oferecido, a taxa de juros e o timing". O Plano Safra 2014/15, que terminará em 30 de junho, teve taxa média de 6,5% ao ano. A ministra da Agricultura Kátia Abreu, no entanto, já sinalizou aumento nos juros no próximo plano. O mercado aguarda alta de 2 a 3 pontos porcentuais.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Estoque de grãos deve ser maior que em 2014
Conforme a média das estimativas, o governo norteamericano deve projetar que os estoques de soja somavam 36,499 milhões de toneladas, 35% acima do observado no ano passado, quando a estimativa era de 27,054 milhões de toneladas. A expectativa reflete a maior produção doméstica do grão. Já no caso do milho, o USDA deve projetar que 193,751 milhões de toneladas estavam armazenados nos Estados Unidos em 1º de março, um incremento de 9% ante o estimado em igual período do ano passado. Analistas esperam que o Departamento de Agricultura eleve também sua projeção de estoques de trigo, para 31,11 milhões de toneladas, 8% acima dos 28,769 milhões de toneladas estimados no ano passado. Além do relatório de estoques, o USDA irá divulgar projeções de área a ser plantada na safra 2015/2016. Analistas esperam que a previsão de área plantada com soja alcance o recorde de 34,751 milhões de hectares, 3% acima do observado na safra anterior. Conforme as estimativas dos analistas, o USDA deve prever redução de 2% da área semeada com milho, 35,889 hectares. O plantio de trigo também deve cair 2%, para 22,505 milhões de hectares. A expectativa é que haja aumento nos volumes armazenados de soja, milho e trigo.
sábado, 28 de março de 2015
Automobilismo, uma das minhas grandes paixões
Ontem estive no sul da França em treino da Formula 1. Este é o meu esporte favorito. Foram horas e horas na pista do Circuit-Du-Var, na região da Provence, entre Cannes e Saint-Tropez. Corri em um Formula 1 da Prost GP. E cada vez que corro é como se eu me reencontrasse comigo mesmo.
domingo, 22 de março de 2015
Uma Linda Mulher: elenco se reúne 25 anos depois
Na verdade este é meu filme preferido, Cenário: Beverly Hills, California. Quem viveu nos anos 90 com certeza já cantou - e dançou - ao som da música tema de Uma Linda Mulher "Pretty Woman" na versão original. Tenha sido no ano da sua estreia, nas inúmeras vezes que o filme foi reprisado na Sessão da Tarde ou até mesmo na hora flashback das festas, o que importa é que não tem como ouvir a canção e não lembrar dessa comédia romântica com ar de conto de fadas. Aliás toda a trilha sonora é excepcional. Não parece mas já faz 25 anos desde o lançamento do longa-metragem estrelado por Julia Roberts e Richard Gere ! Aliás foi este trabalho que lançou a atriz ao estrelato... Para celebrar a data - e para a felicidade dos fãs, como eu, o elenco original do filme se reuniu pela primeira vez desde 1990 no programa Today, do canal americano NBC. Julia Roberts, Richard Gere, Hector Elizondo, Laura San Giacomo e o diretor Garry Marshall se encontraram com o apresentador Matt Lauer para falar sobre seus momentos favoritos dos bastidores de Uma Linda Mulher, sobre como foi trabalhar juntos e ainda citam algumas falas memoráveis do filme. Só não esteve presente o ator Jason Alexander. O programa vai ao ar nesta terça-feira, 24 de março, na NBC americana. Veja abaixo o trailer oficial do filme de 1990.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Crime de evasão de divisas pode ter nova tipificação
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou um projeto estabelecendo nova tipificação para o crime de evasão de divisas. O PLS 126/2015 altera a Lei 7.492/1986, que define os crimes contra o sistema financeiro nacional, para ampliar o conceito de evasão e explicitar interpretações da legislação atual. A proposta de Randolfe define evasão de divisas como “enviar ou fazer sair do País moeda, nacional ou estrangeira, ou qualquer outro meio de pagamento ou instrumento de giro de crédito, ou divisas em desacordo com a legislação aplicável”. Hoje, o artigo 22 da Lei 7.492 fala apenas em “efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País”. Além da mudança na definição, o projeto eleva a pena prevista, hoje de dois a seis anos de reclusão, para três a oito anos, além de multa. A operação de câmbio não autorizada, para promover evasão de divisas, continua sendo punida com dois a seis anos. O PLS 126/2015 também veda a concessão de qualquer benefício ou vantagem especial para a repatriação de recursos enviados ou mantidos ilicitamente no exterior. “Evita-se, assim, que, mediante violação da isonomia, se permita que quem cometa o delito em voga possa ‘legalizar’ os valores mediante benefícios legais diversos àqueles que possuem os depósitos no exterior ou em território nacional de forma lícita”, diz Randolfe, na justificação da proposta. De acordo com o projeto, o prazo para informar à autoridade federal competente a manutenção de dinheiro no exterior é de 30 dias, a contar da disponibilidade dos recursos na conta. Randolfe foi autor do requerimento que levou à criação da CPI do HSBC. A finalidade da comissão de inquérito — que aguarda instalação — é investigar suspeitas de uso de contas abertas na Suíça para sonegação fiscal e evasão de divisas.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Como ficará o dólar no Brasil ?
Meus amigos: ainda não há motivo para pânico no mercado cambial brasileiro. Há um ano eram necessários R$3,28 reais para comprar um euro. Hoje, a cotação não é muito diferente: R$ 3,31. Já o dólar passou de R$2,35 para R$3,11 no mesmo período. Isso quer dizer que a economia americana está se recuperando fortemente em nível global. Assim, se as incertezas políticas continuarem no Brasil aí sim a cotação do Real pode explodir em algo como R$ 3,90 ou até R$ 4,00 por cada dólar. A questão é que não foi só o real que se desvalorizou frente ao dólar. Em uma cesta de 21 moedas de economias relevantes - destas, 20 perderam valor neste início de ano. No entanto, desde março de 2014 minha recomendação era a compra de dólares. Quem comprou ou investiu no mercado futuro de commodities ou tradeables, ganhou mais de 40%. Pois bem, a instabilidade política e a insegurança jurídica do país podem sim levar a uma taxa de conversão em um patamar de R$ 4,00 ou até R$ 5,00, vide a ultra máxi desvalorização do Rubro da Rússia desde o final do ano de 2014. A economia americana voltou a dar as cartas.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Texto do Plano Diretor de Curitiba chega à Câmara
Depois de um ano de discussões comandadas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), com a participação de 6.305 pessoas que resultaram em 1.640 propostas, o projeto de lei de revisão do Plano Diretor de Curitiba chegou ontem, quarta-feira (11/03) à Câmara de Vereadores. Segundo o Ippuc, as propostas foram recebidas em fevereiro pelo prefeito Gustavo Fruet, que as acatou integralmente. É o novo Plano Diretor que vai definir as diretrizes básicas para o desenvolvimento de Curitiba para os próximos dez anos.O trâmite do Plano Diretor é o mesmo de outros projetos enviados pelo prefeito à Casa. Por meio de uma mensagem do Executivo ao Legislativo, a proposta é protocolada na Câmara. A Procuradoria Jurídica analisa o texto e define o caminho a ser percorrido pela proposta. Como é de costume, a primeira divisão pela qual passa qualquer projeto é a Comissão de Legislação, Justiça e Redação. Pelo tema, a proposta terá de passar também pela Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e Tecnologias da Informação. É possível ainda que outras comissões sejam adicionadas no trâmite. Ao todo, a previsão é de que o trâmite do texto leve, pelo menos, seis meses. Durante o processo, os vereadores pretendem realizar novas audiências públicas, o que significa que a sociedade civil organizada e a população em geral ganharão uma segunda chance para discutir os rumos de Curitiba nos próximos anos. “Queremos abrir para a sociedade participar mais uma vez. O entendimento é que sempre podemos melhorar o plano. Nossa meta é finalizar os debates e votar o plano em seis meses, de preferência antes das leis de orçamento do fim do ano”, diz o vereador Jonny Stica (PT), que terá a função de relator do Plano Diretor 2014/2024. A proposta apresentada ao Legislativo é o resultado de uma série de ações de participação popular. Embora questionada em alguns momentos por entidades e especialistas por ser, na opinião deles, demasiadamente conduzida pelo Ippuc, a discussão como um todo rendeu 19 audiências públicas com 3.364 participantes; 63 reuniões e oficinas do Conselho da Cidade de Curitiba (Concitiba); 12 oficinas e palestras com diversos segmentos da sociedade; e o III Seminário Curitiba do Amanhã, que teve 292 participantes. No total, 6.305 pessoas tiveram participação ativa e direta nas discussões, que resultaram na apresentação de 1.640 propostas para a revisão. Em outra ponta, o Ippuc e a Secretaria Municipal da Educação também desenvolveram em parceria o Projeto Urbanista Mirim. Crianças da Escola Municipal Papa João XXIII responderam a perguntas como qual a coisa mais legal que Curitiba oferece e como as crianças gostariam que fosse a cidade em dez anos. A secretaria informou que foram 3.552 contribuições, todas reunidas pelo Ippuc. Cerca de 38 crianças assistiram à solenidade de entrega do projeto por Fruet à Câmara de Vereadores.
domingo, 8 de março de 2015
Para empresários, incertezas na economia condenam país à ineficiência
Empresários brasileiros relatam que a sobrevivência aos frequentes altos e baixos da economia do país exige planejamento para guerra. "Aqui você precisa ter sempre um colchão muito maior para imprevistos", afirma Antonio Setin, dono e presidente da construtora Setin. O problema, ressalta, é que esse colchão implica operar com ampla sobra de caixa, o que reduz a eficiência do negócio. Recursos que poderiam ser aplicados em reinvestimento, ampliação de operações ou mão de obra acabam parados. No Brasil, você precisa operar com 20% a 30% mais caixa do que se estivesse em um país mais estável, com regras claras e confiáveis", diz. A opinião é parecida à do empresário Arri Coser, que ficou famoso com a churrascaria Fogo de Chão e hoje tem outras marcas no setor. O segredo, diz, é não ter dívida. "Tivemos crescimento lento, mas nunca nos endividamos. O Brasil vai e volta porque você faz planejamento com juros a 5% ao ano e capta o dinheiro, mas aí os juros passam para 12% ou 13%." Booms e estouros têm marcado a história econômica do Brasil desde sempre. O crescimento acelera, o país parece pronto para decolar rumo ao desenvolvimento, mas, de repente, sofre uma freada e o ciclo é abortado. Esse tipo de surto de expansão interrompida ocorreu no período do "milagre econômico", nos anos 1970, durante a ditadura militar. Voltou a se repetir brevemente em meados da década de 1980. Ensaiou nova aparição com a estabilização da inflação entre 1994 e 1995. A fase mais recente teve início em meados da década passada e culminou com uma taxa de expansão em níveis asiáticos, de 7,5%, em 2010. A prosperidade, impulsionada por políticas que ajudaram a arrumar a economia e pela forte demanda externa por commodities brasileiras, chegou a surpreender. "Em 2010, tivemos um empreendimento de 935 unidades residenciais e comerciais que esgotou dois dias antes do lançamento. Isso eu nunca tinha visto", diz Setin. A percepção de que a hora do Brasil tinha chegado alçou o Cristo Redentor à condição de foguete na capa da "Economist", prestigiada revista britânica, em 2009. Mas já em 2013, a revista parodiou sua própria capa, agora com o Cristo transformado num projétil desgovernado rumo ao chão. Há duas semanas, o país protagonizou nova capa da "Economist", dessa vez atolado. Colunista da publicação, Michael Reid, coautor da reportagem de capa de 2009, quando era editor da revista para América Latina, disse à Folha que a imagem se justificava jornalisticamente por refletir o momento. Ele lembra que o texto ressaltava riscos e dificuldades que o país ainda enfrentaria. Para ele, a crise atual deriva de erros de política econômica, e o país enfrenta uma difícil combinação: grande recessão com governo fraco. "A história se repete muitas vezes, mas a história achará difícil explicar isso. Esta recessão era evitável. Não há elemento externo que justifique. Fatores estruturais agravaram o contexto." Reid cita a baixa poupança doméstica, que desencadeia altos deficit em contacorrente, e a economia fechada como entraves. O país tem a menor participação do comércio exterior no PIB entre os 179 países sobre os quais o Banco Mundial tem dados. Com informações da Folha de São Paulo.
terça-feira, 3 de março de 2015
Paraná poderá ter safra recorde de trigo em 2015
O Paraná, principal produtor brasileiro de trigo, poderá colher uma safra recorde em 2015, se o tempo colaborar, mesmo diante de um leve recuo na área plantada ante 2014. No ano passado, o Estado teve a sua melhor colheita da história, apesar de alguns problemas climáticos, após os produtores terem semeado uma das maiores áreas da história. O Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Paraná, previu a área plantada do Estado em 1,37 milhão de hectares, recuo de 2 por cento ante 2014, segundo a primeira intenção de plantio levantada junto aos produtores. "Se a projeção... for confirmada, teremos potencial de superar os 3,8 milhões de toneladas de 2014 e chegarmos a um recorde de 4,1 milhões (de toneladas)", afirmou o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho, especialista em trigo do departamento. Na temporada passada, a produtividade das lavouras do Estado foram afetadas por alguns problemas climáticos, ficando abaixo do potencial, que era de mais de 4 milhões de toneladas. O plantio de trigo no Paraná ainda não começou em 2015, mas o agrônomo do Deral acredita que um aumento na área no norte poderá evitar uma queda maior na semeadura no Estado, considerando que outras regiões devem apresentar um leve recuo ou estabilidade. "Esse recuo só não é maior devido ao atraso no plantio e colheita da soja no norte do Paraná, que deve dificultar a implantação da segunda safra de milho e fazer com que o produtor plante mais trigo para manter-se no zoneamento ideal de cada cultura", escreveu Godinho em nota. Ele disse ainda que, normalmente, o Paraná registra áreas maiores de trigo do que apontam os primeiros levantamentos, pois muitos produtores acabam semeando, após dizerem inicialmente que não têm intenção de fazer a safra. A situação de mercado do trigo não é favorável, mas em algumas áreas não há outras alternativas, comentou Godinho. Nestes últimos 12 meses o preço recebido pela saca de trigo declinou 26 por cento no Paraná, atingindo em fevereiro deste ano 30,66 reais por saca. Esse valor está abaixo dos 33,45 reais por saca estabelecido pelo governo para o preço mínimo no Paraná. No entanto, há alguns fatores que podem incentivar o plantio, como uma oferta menor após o Rio Grande do Sul ter tido uma quebra de safra em 2014. Além disso, o câmbio não está favorecendo importações. "A alta do dólar pode de certa forma ajudar. O moinho vai ficar com o preço muito alto para comprar de fora, pode ser que o produtor tenha essa visão (para plantar trigo)", afirmou Godinho à Reuters nesta terça-feira. O Brasil costuma importar cerca de 50 por cento de suas necessidades, e uma safra maior do Paraná pode trazer algum alívio para as importações brasileiras. Uma produção de cerca de 4 milhões de toneladas, conforme apontou o Deral, representa cerca de um terço do consumo anual de trigo do Brasil.
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