quinta-feira, 16 de julho de 2015

O momento da GOL e o que muda daqui para frente


Como amante da aviação, principalmente civil e comercial, apresento aqui post sobre a nova identidade visual da Gol Linhas Aéreas e os novos serviços a bordo. O presidente da companhia Paulo Kakinoff, presidente da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, onde tirou dúvidas e esclareceu muita coisa sobre a operação da companhia daqui para frente. Confira os principais destaques do que acontecerá na GOL nos próximos anos. Paulo Kakinoff ressaltou que a mudança da identificação visual resultou de um exercício de reflexão que os executivos e o conselho fizeram sobre o momento da empresa. Ele citou 13 resultados atingidos pela companhia que mostram sua evolução e sua maturidade. O resultado dessa análise da gestão foi a decisão por coroar todas essas conquistas com algo marcante, como a mudança da identidade visual. Os itens citados por ele e que demonstram o grau de amadurecimento da empresa são: ser líder no transporte de passageiros, ter um processo de compra de passagens facilitada, operar no conceito fast-travel, ser uma empresa pontual, ter um produto diferenciado como é o Gol+, ampliar a malha de rotas e capilaridade no Brasil e Américas, reforçar alianças internacionais, disponibilizar o serviço de bagagem expressa, criação do serviço de apoio ao passageiro “Conte Comigo”, ter aplicativos de celular que sejam robustos e com geolocalização e as três novidades divulgadas recentemente, que são o wi-fi, o serviço de bordo e as novas poltronas. Pauko Kakinoff informou que a empresa pretende manter a frota padronizada para os próximos anos, ou seja, composta exclusivamente de aeronaves do modelo Boeing 737.  Segundo ele, até 2023, a empresa deve receber entre 10 e 15 novos Boeing do modelo por ano, no entanto, não é possível afirmar nesse momento se as novas aeronaves aumentarão a frota ou se substituirão os modelos mais antigos, uma vez que, segundo ele, o ritmo será ditado pelo mercado. Ele afirmou que a empresa deve receber mais 15 Boeing 737 NG para, então, começar a receber os modelos 737 Max – o que deve acontecer em 2017. Como o contrato entre a Gol e a Boeing permite alguns ajustes ao longo de sua vigência, dependendo do mercado, poderão ser considerados os Boeing 737-900 Max, que são mais maiores em comprimento e, portanto, capazes de transportar mais passageiros. Por fim, quando questionado sobre a compra de aeronaves maiores, Kakinoff foi objetivo: a empresa não tem planos para aquisição de aeronaves de maior porte. Sobre novas rotas, Kakinoff citou, em dois momentos, a intenção de voar para Havana, Cuba (que aguarda aprovação dos governos de ambos os lados). Também informou que a empresa pretende expandir as operações internacionais, mas não deixou pistas sobre os potenciais destinos. A estrutura de “mini-hubs” continua, estando eles em Punta Cana e Caracas. Quanto a alianças, nada foi divulgado, no entanto sabe-se que suas parceiras Delta e Air France-KLM são membros da Skyteam. Quanto à parceria com a TAP, em razão da recente privatização da empresa portuguesa, Kakinoff informou que ela continua até o final do contrato (a data não foi divulgada). Os snacks gratuitos serão introduzidos ao serviço de bordo no dia 24 de Julho de 2015. Conversamos com o superintendente de produtos da empresa Mãe Terra, Luigi Bavaresco, que nos explicou tratar-se de um produto desenvolvido exclusivamente para a Gol. Trata-se de um biscoito integral feito com ingredientes orgânicos e com um sabor sútil, mas bem agradável, como também pudemos experimentar. Outra novidade fica por conta dos novos assentos, que serão revestidos por couro sintético, deixando o voo mais confortável. A distância entre os assentos permanece a mesma da atual, ou seja, com os espaços GOL+ em sete fileiras de assentos e as demais em tamanho padrão. Paulo Kakinoff pontuou que hoje a distância entre os assentos que a GOL pratica é a maior do Brasil, que lhe garantiu a classificação “A” da ANAC. A troca do assento em toda a frota deve levar 18 meses e será iniciada em Janeiro de 2016. O sistema de entretenimento de bordo também será implementado a partir do primeiro trimestre de 2016 e toda a frota estará equipada em um prazo de 3 a 4 anos. A respeito da TV via satélite, Kakinoff se limitou a dizer que está em negociações com uma empresa, mas, por sigilo, não pode abrir agora a informações. Quanto ao wi-fi a bordo, ele será operacionalizado pela empresa Gogo (a mesma que fornece serviço de dados para a Delta Airlines, acionista da Gol). Todas as aeronaves serão equipadas com uma antena e a conexão será via satélite, o que melhora a velocidade de transferência de dados quando em voo. A partir do wi-fi, os passageiros poderão realizar suas atividades profissionais ou de lazer, usando seus próprios dispositivos e, além disso, poderão acessar conteúdos que a Gol disponibilizará para compra, como filmes, por exemplo. Os preços e pacotes serão divulgados quando o serviço estiver mais próximo de ser disponibilizado, o que o presidente adiantou é que passageiros Diamante terão o serviço de forma gratuita. Nos pareceu interessante saber que, uma vez conectado no wi-fi, o cliente GOL poderá ter informações sobre voos alternados, acompanhar a rota e, caso o voo seja cancelado, ele saberá detalhes sobre o que fazer, como a qual hotel ele deve se dirigir até que chegue o horário do voo para o qual foi alocado. “Somos a mesma GOL, com o DNA de baixo custo, só que agora com mais serviços, produto superior e na vanguarda do setor”, destaca. Com informações do Blog AeroIn.





terça-feira, 14 de julho de 2015

Exportações de carne bovina caem no 1º semestre


O volume e o faturamento das exportações da carne bovina brasileira caíram no primeiro semestre deste ano, mas o setor confia em sua recuperação para o restante do ano com a reabertura de importantes mercados, como os de Estados Unidos e China, informou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A Abiec, que reúne 25 empresas responsáveis pelo comércio de 92% da carne bovina brasileira nos mercados internacionais, assinalou que as vendas para o exterior somaram, entre janeiro e junho, 656 mil toneladas, com um faturamento de US$ 2,7 bilhões.Em comparação com o primeiro semestre de 2014, o faturamento apresentou uma retração de 18% e o volume uma queda de 14%. Essa redução obedeceu, "em grande parte, à queda das exportações para três grandes mercados: Hong Kong, Rússia e Venezuela; este último influenciado pelo cenário internacional, com a crise do petróleo e variações cambiais, o que acabou atingindo diversos setores da exportação brasileira", segundo a Abiec. De acordo com o balanço, o maior crescimento no primeiro semestre do ano foi com o mercado do Egito, no qual o faturamento aumentou 25% e o volume 28%, em comparação com o mesmo período de 2014. Os Estados Unidos, por sua vez, aumentaram em 83% seu volume de compras e em 61% o faturamento de carne industrializada, a única de origem brasileira que era aceita pelas autoridades sanitárias do país americano. "Apesar das quedas no período, o setor espera uma recuperação para o segundo semestre, já que os primeiros meses de 2015 também foram marcados por grandes conquistas, como o fim dos embargos de China, Iraque e África do Sul, além da reabertura do mercado (para a carne fresca) dos Estados Unidos", citou a Abiec. Nesse sentido, o presidente da associação, Jorge Camardelli, comentou que "China e Estados Unidos" eram os "mercados estratégicos" para este ano. Após muita luta do setor, "essa situação foi revertida", disse. Em junho, por exemplo, o faturamento chegou a US$ 491,1 milhões, o que supõe um aumento de 5% frente ao mesmo mês de 2014, com um volume quase idêntico de 113 mil toneladas, números que foram fortalecidos pela reabertura do mercado russo. Por faturamento, Hong Kong se manteve como o principal destino da carne fresca brasileira, com 158.674 toneladas no valor de US$ 615,8 milhões; seguido por União Europeia, com 53.149 toneladas e um faturamento de US$ 360,5 milhões, e Rússia, que comprou 95.805 toneladas e pagou US$ 317,5 milhões. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e produz anualmente dez milhões de toneladas desse produto, das quais 20,8% são destinadas à exportação, segmento que na última década teve crescimento de 135% em seu faturamento com um recorde histórico de US$ 7,2 bilhões em 2014, segundo dados da Abiec. Com informações da revista Exame.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mesmo com o câmbio favorável, Paraná exporta menos

Apesar da ajuda do dólar valorizado, as exportações de produtos do Paraná caíram em todos os segmentos – básicos, semimanufaturados e manufaturados –no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2014. As vendas de manufaturados, em tese os mais beneficiados pelo câmbio, faturaram US$ 2,6 bilhões e registraram a menor queda (3,8%) nos embarques do estado. Enquanto isso, as commodities agrícolas, que não sofrem pressão do câmbio em suas cotações, amargaram retração de 18,4%, enquanto os semimanufaturados caíram 5,5%.Apesar de ser inegável que o real depreciado torne os produtos industrializados (semimanufaturados e manufaturados) mais competitivos no mercado internacional, o cenário de câmbio favorável esbarra em limitações contratuais e na lentidão econômica dos países consumidores, que têm dificuldade em agilizar o fechamento de novos contratos de compra. O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirma que mesmo que o produtor consiga vender imediatamente, existe um período de defasagem de pelo menos seis meses. “A taxa de câmbio ajuda, mas não é imediata. Ao contrário das commodities, quem compra manufaturados tem contrato. Então eu posso ter um preço bom agora, mas o possível comprador provavelmente já tem um contrato de fornecimento com alguém. E só quando esse contrato acabar é que ele poderá fazer uma nova compra”, diz. Por este motivo, a reação do câmbio é tão difusa entre os setores dos manufaturados, que acabam dependendo mais da situação do mercado consumidor dos produtos. É o caso da indústria automotiva, que tem como principal destino dos produtos a vizinha Argentina alternando momentos de crises econômica com barreiras alfandegárias. No primeiro semestre, os argentinos importaram US$ 143,9 milhões das montadoras e indústrias de autopeças do Paraná. Nos seis meses iniciais do ano passado, esse valor foi de US$ 176,2 milhões. Isso representa uma retração de 18,3%. Já as vendas de veículos para o México, segundo maior mercado do Paraná, cresceram 156,5%, mas o montante não foi suficiente para compensar o recuo no comércio com a Argentina.No ranking dos principais produtos exportados pelas empresas do Paraná, o setor de madeira compensada foi o que mais cresceu no primeiro semestre, com US$ 185,3 milhões em embarques, o que representa um aumento 18,6% ante o ano passado. Os principais mercados do setor são alguns países da Europa, como Bélgica, Alemanha e Reino Unido, e também os Estados Unidos. “Claro que a taxa de câmbio melhorou a condição de venda e tornou o produto brasileiro manufaturado mais competitivo, mas precisa ter mercado. E o mercado que temos hoje para eles é basicamente os Estados Unidos. Não temos tanto espaço para crescer porque não nos preparamos para exportar manufaturados”, diz Castro.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Felipe Massa e o Willians-Renault FW18

Imperdível. Felipe Massa concede entrevista e pilota o carro Williams-Renault FW18, campeão da temporada 1996, na época conduzido por Damon Hill, tudo isso no evento Goodwood Road & Racing, realizado no final de junho.






sábado, 4 de julho de 2015

Polo automotivo do Paraná recua no tempo


O polo automotivo do Paraná voltou nove anos no tempo. Se mantiver o ritmo dos últimos meses, a produção de veículos terminará o ano no nível mais baixo desde 2006, ligeiramente abaixo do patamar de 2009. Os efeitos dessa retração, que começou no primeiro semestre do ano passado, se alastram pela cadeia de fornecedores, com forte queda no faturamento das empresas e demissões em massa. Os primeiros sinais de recuperação só devem aparecer, na melhor das hipóteses, no fim deste ano, segundo empresários e especialistas consultados pelo jornal Gazeta do Povo. Depois de recuar 21% em 2014, a produção paranaense de carros, caminhões, ônibus, reboques e carrocerias encolheu 35% no acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, segundo o IBGE. O faturamento dos fabricantes, por sua vez, caiu 18% no ano passado e, de janeiro a abril de 2015, baixou mais 21%, de acordo com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Não há números consolidados sobre as centenas de empresas que fornecem componentes ou prestam serviços para as montadoras do Paraná e de outros estados. Mas os dados disponíveis sugerem que a situação delas não é melhor. A receita das fábricas de autopeças, por exemplo, caiu 17% em 2014, segundo o Sindipeças – e não há indícios de que tenha voltado a subir. O lado mais dramático da crise é o do emprego. Em maio, as indústrias automotiva e de máquinas agrícolas e seus respectivos fornecedores dispensaram quase 700 trabalhadores formais no estado, segundo o Ministério do Trabalho. Desde o ano passado, 7,5 mil pessoas foram demitidas, a maioria na Região Metropolitana de Curitiba, que concentra grande parte das empresas do setor. E os contratos de aproximadamente mil trabalhadores estão suspensos, pelo regime de layoff, na Volkswagen e na Volvo. A retração não é exclusividade do Paraná. A crise do mercado interno e a crônica dificuldade da indústria automobilística em exportar derrubaram produção, faturamento e emprego em todo o país. Os números paranaenses, no entanto, têm sido ligeiramente piores que os nacionais. A fatia do polo do Paraná na produção brasileira, calculada pela Anfavea (associação das montadoras), recuou nos últimos dois anos, saindo de 15,1% em 2012 para 11,6% em 2014. Em parte, porque as empresas daqui haviam crescido acima da média nos anos anteriores. Mas o perfil da produção local também pesou. “Marcas com fábrica no Paraná, como Renault e Volkswagen, estão entre as mais afetadas pela crise”, diz Raphael Galante, da Oikonomia Consultoria Automotiva. “Por outro lado, marcas de valor agregado mais alto e produtos premium, como Honda, Toyota e Hyundai, estão sofrendo menos ou até crescendo.” Segundo a Anfavea, de janeiro a maio as vendas da Renault caíram 20% e as da Volkswagen, 28%. Na média, o mercado brasileiro de automóveis e utilitários encolheu 18%. As vendas de caminhões diminuíram ainda mais, cerca de 42%. As da Volvo, instalada em Curitiba, despencaram 57%. “Nos caminhões, a queda está concentrada nos modelos pesados e extrapesados, especialidade da Volvo, que são mais afetados pela crise”, explica Galante.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Requião e Alvaro lideram disputa ao governo em 2018


A primeira rodada de pesquisa de intenção de voto para o governo do Paraná na eleição em 2018 mostra dois senadores do estado disputando a liderança. Roberto Requião (PMDB), que ficou em segundo lugar na campanha do ano passado, aparece em primeiro lugar, com 30,2% das preferências. Alvaro Dias (PSDB), reeleito senador com mais de 4 milhões de votos, aparece empatado tecnicamente com 26,6% das intenções. O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 24 de junho pelo Instituto Paraná Pesquisas e registrou apenas um cenário. A pesquisa foi estimulada – isto é, os eleitores receberam um cartão indicando os nomes de prováveis candidatos e apontaram um deles como seu possível escolhido, caso a eleição fosse hoje. Em terceiro lugar na pesquisa aparece o secretário estadual Ratinho Jr. (PSC), com 20,1%. A senadora Gleisi Hoffmann (PT), que ficou em terceiro lugar nas eleições para o governo em 2014, teve 8% da preferência. E a vice-governadora, Cida Borghetti (PP), que poderá disputar a reeleição, caso Beto Richa (PSDB) se afaste para ser candidato ao Senado, teve 1,9%. Dos eleitores ouvidos, 6% dizem não saber em quem votariam e 7,1% rejeitaram todos os nomes apresentados. As informações foram publicadas na edição de hoje do jornal Gazeta do Povo.

domingo, 21 de junho de 2015

Marfrig anuncia venda da Moy Park para a JBS por US$1,5 bi


A Marfrig informou neste domingo que fechou contrato com a JBS, maior produtora de carnes do mundo, para a venda da Moy Park, unidade de frango e alimentos processados na Europa, por aproximadamente 1,5 bilhão de dólares. Uma fonte com conhecimento do assunto havia informado a transação à Reuters mais cedo neste domingo. Segundo fato relevante, o valor da operação é composto pelo pagamento à vista de 1,19 bilhão de dólares à Marfrig. Pelo acordo, a JBS assumirá dívida líquida da Moy Park de 200 milhões de libras. A transação está sujeita à aprovação por órgãos de defesa da competição da União Europeia. De acordo com o comunicado, o fechamento da operação está previsto para ocorrer entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano. Segundo a Marfrig, a operação permite à empresa focar em áreas prioritárias como a exportação de carne bovina a partir do Brasil para a Ásia e para os Estados Unidos, cuja abertura é esperada para breve. O negócio segue a estratégia da JBS de crescer em alimentos processados. Além disso, dará à empresa uma maior atuação na Europa. A Moy Park é uma das principais empresas de alimentos prontos da Europa, com unidades de processamento de aves na Inglaterra e na Irlanda do Norte. Também possui plantas na França e Holanda. No primeiro trimestre deste ano, a receita líquida da Moy Park atingiu 1,543 bilhão de reais, ou 26 por cento do total da Marfrig. Este não é o primeiro acordo entre a JBS e Marfrig. Há alguns anos, a empresa controlada pela família Batista concordou em comprar a unidade de processados Seara, da Marfrig, em um movimento que aumentou de forma considerável a participação de mercado da empresa.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Churrasco de US$ 545 mi nos EUA


A rede de churrascarias de estilo brasileiro Fogo de Chão precificou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 20 dólares por ação nos Estados Unidos, avaliando a empresa em 545 milhões de dólares. A companhia levantou 88,2 milhões de dólares depois da oferta de mais de 4,4 milhões de ações, precificada acima do intervalo esperado, que era de 16 a 18 dólares por ação. As ações da Fogo de Chão serão negociadas a partir de sexta-feira na Nasdaq sob o código "FOGO". Jefferies LLC, JP Morgan Securities LLC, Credit Suisse, Securities (EUA) LLC, Deutsche Bank Securities Inc, Piper, Jaffray & Co, Wells Fargo Securities LLC e Macquarie Capital (USA) estavam entre os subscritores da oferta.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Fachin toma posse no STF


Participei ontem, terça-feira (16/06) da posse do advogado e professor Luiz Edson Fachin, 58, no STF (Supremo Tribunal Federal). Em tom protocolar, a cerimônia ocorreu sem discursos e durou 15 minutos. Como em anos anteriores, a presidente Dilma Rousseff não participou da solenidade. Investigados na Corte por suposta participação em esquema de corrupção da Petrobras, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB­AL), compareceram à posse do novo ministro. Na composição da mesa, Calheiros ficou ao lado do Procurador­Geral da República, Rodrigo Janot, alvo de promessas de retaliação da cúpula do Congresso contra sua candidatura para recondução ao cargo. Ministros, governadores, senadores e deputados também prestigiaram o novo ministro do Supremo, além de outros nomes citados na Operação Lava­Jato, da Polícia Federal, como a senadora Gleisi Hoffmann (PT­PR) e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Do lado de fora do edifício, servidores aproveitaram a cerimônia para reivindicar a aprovação no Congresso de projeto que reajusta os salários da categoria entre 53% e 78,5%, escalonados entre 2015 e 2017. Em ano de ajuste econômico, o governo resiste em conceder o aumento e afirma que, se aprovada, a proposta terá um impacto de R$ 25,7 bilhões nos próximos quatro anos. Favorável ao reajuste, o Supremo sustenta que o valor é de R$ 10 bilhões, num prazo de cinco anos.  No coquetel oferecido pela entidades que representam os magistrados encontrei-me com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Estados do Sul discutem fim da vacina de aftosa


Representantes dos governos de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se reuniram nesta terça (09/06), em Porto Alegre, para discutir a febre aftosa. A ideia é que os estados suspendam a imunização contra a doença. Esse foi o primeiro encontro do grupo de trabalho que reúne secretários da Agricultura integrantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). O secretário do Conselho, Vicente Bogo, ressaltou a importância destes diálogos entre os Estados para tratar do tema. – Cada Estado procurou suas soluções separadamente até agora, mas se verificou que não há uma boa solução isoladamente. Para um Estado interromper a vacinação e acessar mercados específicos, é preciso que os Estados vizinhos, e inclusive os países vizinhos tomem suas providências para controlar a doença – aponta Bogo. Atualmente, apenas Santa Catarina pode exportar sem a obrigatoriedade da vacina, por ter o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). A situação permitiu aos catarinenses exportarem cerca de 3,2 mil toneladas de carne suína ao Japão no ano passado. "Nós ganhamos muito com isso. São mercados mais promissores, as indústrias podem agregar mais valor à sua produção, fora o gasto que Estado deixa de ter", diz o secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Moacir Solpesa. Só o Paraná encontra resistência na própria cadeia produtiva de carne para a suspensão da vacina. De acordo com o secretário de Agricultura paranaense, Roberto Ortigara, o problema é a dinâmica da bovinocultura no Estado. "As terras em Mato Grosso do Sul são mais baratas que no Paraná. Assim, o rebanho sul-matogrossense é maior que nosso, com maior capacidade que nós de gerar bezerro, garrote, boi magro maior. Muitos pecuaristas do Paraná fazem somente a terminação do gado", explica Ortigara. Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul possuem propriedades em fronteiras com países vizinhos como o Uruguai e Bolívia. Por este motivo, o que pode ser uma vantagem comercial, pode também dificultar a suspensão da vacina. "Nós temos 700 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai. Isso é uma fragilidade e precisamos discutir medidas que minimizem ao máximo a possibildiade de um eventual surto em Mato Grosso do Sul", diz o secretário de Produção e Agricultura Familiar do Estado, Fernando Lamas.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Requião é eleito presidente da EuroLat

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi eleito nesta quinta-feira (4) presidente da EuroLat (Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana). Ele terá mandato de 2 anos à frente do colegiado. Com sede em Bruxelas, na Bélgica, a EuroLat é uma associação estratégica bilateral entre cúpulas de países da União Europeia, América Latina e Caribe. Esse parlamento multilateral possui 150 membros, destes 75 são da União Europeia e 75 são latino-americanos oriundos do Parlatino, Paladino, Parlacen e Parlasur. Requião destacou a participação dos colegas brasileiros na sua eleição de hoje, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)e Lídice da Mata (PSB-BA).

terça-feira, 2 de junho de 2015

Richa diz que reajuste é ‘máximo possível’ e que ‘tudo tem um limite’


O governador Beto Richa disse nesta terça-feira (02/06) que o Estado continua aberto ao diálogo para encontrar uma alternativa ao reajuste do funcionalismo público, mas reiterou que o Estado está no limite e que os 12% propostos são o máximo possível. “Já aprimoramos e avançamos nesta proposta diversas vezes, demonstrando a boa vontade do governo. Só que tudo tem um limite. Eu não posso exagerar num determinado setor e prejudicar todo o conjunto da sociedade paranaense”, disse em conversa com a imprensa no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Richa defendeu um aumento de 12% até janeiro, com 3,45% parcelado em três vezes e mais 8,5%, com base na inflação de 2015, em janeiro de 2016. Esse índice repõe a inflação pendente. “A proposta é muito boa para nossa realidade, para a realidade do Brasil. Um dos maiores reajustes proposto no País”, disse. O governador reafirmou que o Paraná, como outros estados, enfrenta dificuldades consequentes da crise econômica nacional. “É um momento de austeridade, momento de diminuir gastos e despesas para não comprometer o funcionamento do Estado e acima de tudo o bem estar dos paranaenses”. Richa disse que em quatro anos o governo aumentou em 60% os salários dos professores estaduais. “Temos respeito pelos professores, valorizamos esta categoria como nenhum governador anteriormente fez, mas agora precisamos da compreensão de todos”, afirmou. “Além de ser o maior aumento na história da educação do Paraná, foi o maior aumento salarial do Brasil. A inflação foi de 26%, portanto um ganho real de quase 34% que deve ser considerado”, completou. Beto Richa defendeu que os impostos pagos pela sociedade precisam retornar também em obras e melhorias nas cidades. “Se conceder um reajuste superior estaria prejudicando as obras nos municípios e sendo irresponsável com o povo do Paraná. Se eu carregar apenas uma área, pode ter absoluta certeza, que vai faltar recursos para outras”, afirmou. 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Hard Rock Café Curitiba é inaugurado na capital do Paraná


Estive ainda há pouco na prestigiada abertura do Hard Rock Cafe Curitiba, a única unidade brasileira da conhecida cadeia de restaurantes temáticos Hard Rock. Do lado de fora centenas de pessoas se aglomeravam. Como nas demais unidades do HRC mundo afora, as atrações, além dos hamburgueres, é claro, estão nas paredes. Presente em 62 países com 199 unidades, a marca chega agora ao Paraná. Na loja de Curitiba, os fãs roqueiros poderão ver uma caixa da bateria de Keith Moon, do The Who, o baixo Fender Jazz, de Sting, o disco de platina dos Rolling Stones, do álbum Some Girls (1978), a guitarra Washburn de Ace Frehley, do Kiss, e o violão Angelica, de David Gilmour. Também verão um casaco e um microfone usados por Michael Jackson na época do Jackson 5, um bustiê de Madonna e muitos instrumentos, discos e fotos autografados por gente que vai de Bo Diddley a Sheryl Crow. Segundo Leonardo Simião França, um dos sócios da franquia, o material foi escolhido entre 77 mil itens no armazém do quartel general do Hard Rock Cafe. Leonardo conta que escolheu itens que têm a ver com a identidade da cidade. “Foi de caso pensado. Stones, The Police e The Who tem tudo a ver com Curitiba. Queremos que o bar seja a verdadeira casa dos roqueiros da cidade”, disse. Além disso, um legítimo roqueiro estará na equipe do Hard Rock Café Curitiba. Fã de motociclismo, de bandas como Ramones e Iron Maiden e dono de diversas tatuagens pelo corpo, o chef Guilherme Baran é um dos nomes à frente da cozinha na unidade curitibana da famosa rede norte-americana. Baran é conhecido de longa data dos estudantes de gastronomia da cidade. Por oito anos deu aulas na escola de gastronomia Espaço Gourmet e por seis meses no Instituto Gastronômico (IGA), ambos em Curitiba. Além disso, foi consultor de restaurantes na capital e no interior, entre eles o Manga Rosa, no Alto da XV. A formação de Gui Baran, como é mais conhecido, passa pelo curso de chef de cozinha e restaurateur do Centro Europeu a aulas e estágios em países como Estados Unidos, Espanha e França (onde frequentou aulas da mítica escola Le Cordon Bleu). O chef se junta à equipe que começou a ser formada ainda em 2013. O restaurante-bar conta ainda com uma loja onde se pode adquirir produtos variados da marca, tradicional em várias cidades do planeta.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Requião cotado para presidência do EUROLAT


Hoje almocei com o senador Roberto Requião (PMDB-PR) aqui em Brasília, nosso representante no EUROLAT. O senador Requião está cotado para ocupar a Presidência do EUROLAT, Assembleia que reúne 150 parlamentares: 75 do Parlamento Europeu e 75 parlamentares da América Latina (Parlatino, Parlandino, Parlacen e Parlasul). As decisões partem do trabalho das 3 Comissões Permanentes: o senador Roberto Requião participa da Comissão de Assuntos Econômicos, Financeiros e Comerciais. Criada em 2006, a EUROLAT adota e propõe resoluções e recomendações de diversas organizações, instituições e grupos ministeriais encarregados do desenvolvimento da Associação Estratégica Bi-Regional.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sem almoço grátis: bancos devem repassar a clientes a alta de tributos


A partir de 2016 os bancos terão de desembolsar R$ 3,8 bilhões a mais por ano em pagamentos de tributos, segundo estimativa feita pela Receita Federal depois do anúncio oficial de que a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) subirá de 15% para 20% a partir de setembro. Para especialistas, no entanto, quem vai pagar essa conta é o consumidor. Como o aumento editado pela Medida Provisória 675 entra em vigor nos últimos meses deste ano, a arrecadação extra estimada pela Receita para 2015 é de R$ 747 milhões. Assim como ocorre em outros setores, a tentativa dos banqueiros será a de repassar o aumento de custo para os correntistas e demais usuários do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Além de engordar o caixa com o aumento da contribuição, o governo consegue com essa medida um auxílio na empreitada de tentar restringir a ampliação do crédito. Possivelmente, a elevação será repassada para tarifas bancárias e os juros dos financiamentos, que já vêm sendo ampliados num processo de acompanhamento da alta da taxa básica Selic, promovida pelo Banco Central desde outubro. Com menos dinheiro em circulação na economia, fica mais fácil, por exemplo, conter os efeitos da alta da inflação, que é uma das principais batalhas travadas hoje pela equipe econômica. Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano e a expectativa do mercado financeiro é de que o IPCA, índice oficial de inflação, termine o ano em 8,31%. "Quem vai pagar por isso é o tomador de crédito pessoa física ou jurídica. O aumento no spread (diferença dos juros obtidos e cobrados pelos bancos) deve ter impacto na inadimplência, contribuindo para a piora da recessão no País, que deve ser de perto de 2% neste ano", avaliou o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues. "Não haverá impacto no balanço dos bancos. O lucro não vai alterar. De alguma forma, o aumento da CSLL será repassado."Num primeiro momento, houve até quem comemorasse o aumento dos impostos para o setor financeiro, que vem apresentando recordes de lucro. Como lembrou o economista da MCM Consultores Associados, Antonio Madeira, no entanto, "não existe almoço grátis". Para ele, dado o quadro de recessão econômica, restou ao governo aumentar a arrecadação com os setores "com ganhos razoáveis, como o bancário". A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e as grandes instituições financeiras não quiseram comentar a medida. Já os médios e as corretoras têm menos espaço para repasse. Além disso, têm menores quantidades de créditos tributários, gerados a partir de provisões feitas para devedores duvidosos e que podem compensar alguma pressão da CSLL nos resultados.

domingo, 17 de maio de 2015

Autos de infração contra Big Frango podem chegar a R$ 50 milhões


A força-tarefa da Operação Grande Escolha, responsável por interditar parcialmente a fábrica da Big Frango/JBS em Rolândia, estima que os autos de infração contra a empresa podem chegar a R$ 50 milhões ao final das fiscalizações. Ministério Público do Trabalho (MPT), INSS, Receita Federal e Advocacia Geral da União (AGU) investigam dezenas de irregularidades trabalhistas na fábrica da empresa, onde 400 mil aves são abatidas por quase 4 mil funcionários, diariamente. A Big Frango exporta congelados para mais de 60 países. Apenas a apuração inicial das irregularidades levou o Ministério do Trabalho a aplicar 75 multas contra a empresa, no valor de R$ 200 mil cada. Até agora, as infrações somam R$ 15 milhões. Segundo as investigações, são numerosos os fatos sobre excesso de jornada, más condições de segurança das máquinas – 32 equipamentos permanecem interditados – e afastamentos por doenças. Quase 2 mil prontuários médicos estão sob avaliação para verificar como a empresa tratava afastamentos e demissões.Em 2014, os trabalhadores da Big Frango de Rolândia utilizaram 2.033 consultas médicas por causas relacionadas ao trabalho. No total, foram 70.279 atendimentos de enfermagem – quase 225 por dia. “Por meio da coleta de registro do ponto eletrônico, constatamos que em dois meses foram mais de 5,4 mil ocorrências de excesso de jornada em atividades insalubres”, afirmou Rodrigo Caldas, auditor do Ministério do Trabalho, à Rádio CBN Londrina. “São jornadas de 10 a 18 horas por dia de trabalho, extremamente exaustivas e com alto índice de doenças. Nos remete à época da Revolução Industrial com aquelas extenuantes jornadas de trabalho”, afirmou o integrante da força-tarefa. De acordo com o auditor, a equipe de fiscalização ficou surpresa ao perceber que problemas “históricos” da empresa foram resolvidos em apenas algumas horas, após a intervenção dos investigadores. Oficialmente, a JBS diz ter tomado providências para corrigir os apontamentos da força-tarefa e afirma-se aberta às inspeções. Em nota, a JBS afirmou que “monitora permanentemente pontos de risco identificados no processo produtivo, procedendo adequações necessárias de forma espontânea ou quando apontados pelos órgãos de fiscalização”. A empresa justifica que a fábrica de Rolândia passou a integrar o grupo JBS a partir de janeiro de 2015 quando o empresário Evaldo Ulinski, fundador, vendeu a empresa e, desde então, a nova proprietária já vinha implantando “uma série de melhorias” nas unidades adquiridas. Com informações do Jornal de Londrina.

sábado, 16 de maio de 2015

Fundador da Azul faz proposta pela aérea portuguesa TAP


O empresário David Neeleman, fundador da Azul Linhas Aéreas, lidera um consórcio que entregou na última sexta-feira (15/05) uma das três propostas de compra da companhia portuguesa TAP. Também estão no páreo pela estatal , que será privatizada, Germán Efromovich, controlador da Avianca, e o empresário português Miguel País do Amaral, de acordo com o jornal Diário Económico. De acordo com outro jornal português, O Observador, o ministro da Economia português, António Pires de Lima, afirmou que a expectativa é que o processo de privatização seja concluído até o final de maio. Para isso, será necessário que a companhia aérea se pronuncie quanto às propostas apresentadas. Esta é a segunda tentativa do governo português de privatizar a companhia em menos de três anos. O vice-presidente Michel Temer afirmou no mês passado que havia discutido a venda da TAP com companhias aéreas brasileiras, citando Gol, Azul, Avianca e TAM, propriedade do grupo Latam. Em 2011, Portugal concordou em vender a TAP como uma condição de receber ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia. No ano seguinte, o governo rejeitou a única proposta de compra, feita pela Synergy, do magnata sul-americano Germán Efromovich, que controla a Avianca, alegando falta de condições financeiras previstas pelo investidor latino-americano. Em novembro de 2014, o governo português decidiu relançar o processo de privatização, visando a venda de 66% da TAP, sendo 5% reservados aos trabalhadores. Os 34% restantes devem permanecer em poder do Estado. A TAP, cujo negócio inclui uma unidade de manutenção no Brasil e a própria companhia aérea, registrou um prejuízo de 46 milhões de euros em 2014, face ao lucro de 34 milhões de euros em 2013, penalizada por problemas operacionais, incluindo 22 dias de greve e atrasos na entrada em operação de aviões. A Azul voa para mais de 100 destinos. A TAP voa para 198 destinos, incluindo 65 na América do Norte e na América do Sul, e suas várias rotas no Brasil fazem dela uma companhia atraente.

domingo, 10 de maio de 2015

Paraná cobra R$ 540 milhões do Ministério da Saúde


O governo do Paraná cobra uma dívida de R$ 540 milhões do governo federal na área de saúde. O valor não inclui apenas repasses atrasados. Entre outros débitos, o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, coloca na conta remédios de alto custo que o governo do estado teve de comprar por determinação judicial, o atraso na qualificação de SAMUs regionais e a não inclusão de todos os municípios do Paraná na Rede Cegonha. Caputo Neto apresentou esses número durante um evento com gestores municipais da área de saúde realizado em abril, no qual o ministro Arthur Chioro esteve presente. De acordo com informações do secretário, o governo federal deve R$ 3 milhões de incentivos aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e mais R$ 130 milhões referentes a ressarcimento de medicamentos de alto custo que o estado comprou por determinação judicial. Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que a pasta “tem cumprido com agilidade as determinações judiciais recebidas pelo Ministério da Saúde para reembolso de medicamentos adquiridos por estados.” Mas há uma divergência de valores entre o que o governo federal assume como dívida e o governo do estado cobra nessa área. “Dos R$ 130 milhões, o Ministério reconhece a dívida de R$ 21 milhões e diz que vai pagar. Agora, os outros R$ 109 milhões, vamos ter que ir à Justiça para que eles assumam a dívida e paguem”, diz Caputo. O secretário conta ter encaminhado ofícios ao Ministério da Saúde com diversas cobranças, mas até agora não recebeu respostas. No ano passado, foi repassado R$ 1,06 bilhão ao Paraná 0or meio do Fundo Estadual de Saúde. Dados do Portal da Transparência do governo federal mostram que, até a última sexta-feira (08/05), já haviam sido repassados R$ 294,1 milhões ao Paraná por meio desse fundo. Os recursos destinados a ele servem, entre outras destinações, para o pagamento de tratamentos de alta e média complexidade, para a operacionalização do sistema nacional de transplantes, promoção de assistência farmacêutica e para os serviços de atenção à saúde nas penitenciárias. Com informações da Gazeta do Povo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Crise faz o crédito secar para as empresas


A forte restrição dos bancos à concessão de crédito tem travado os negócios das empresas em vários setores da economia. Com o caixa debilitado pelo baixo desempenho econômico e sem acesso a linhas de crédito para capital de giro ou investimentos, as companhias começam a enxugar as estruturas, reduzir o quadro de funcionários e adiar pagamentos. Nos três primeiros meses do ano, a concessão de crédito para empresas no país caiu 14% em relação ao quarto trimestre de 2014, de R$ 429,5 bilhões para R$ 407,3 bilhões, conforme relatório do Banco Central (BC). No mesmo período, entretanto, a demanda por empréstimos continuou em alta: subiu 9,7%, segundo a Serasa Experian. “Se esse indicador está crescendo e a concessão caindo é sinal que os bancos estão mais seletivos na liberação de crédito”, explica o economista da empresa, Luiz Rabi. Além do recuo no volume concedido, as taxas de juros aumentaram, os prazos de pagamento dos empréstimos diminuíram e a inadimplência cresceu. Pelos dados da Serasa, o atraso nos pagamentos de despesas financeiras e não financeiras avançou 12% no primeiro trimestre, demonstrando a dificuldade das companhias diante da queda da atividade, custos mais elevados (energia elétrica e combustíveis, por exemplo) e escassez (e encarecimento) de crédito. “Hoje, o principal problema das empresas é a falta de crédito. Se nada for feito, poderá haver um colapso que vai travar ainda mais a economia. Isso precisa ser olhado com urgência pelo governo”, afirma o diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz. Ele acredita que a Operação Lava Jato, que investiga corrupção em contratos da Petrobras, tem ajudado a secar o mercado de crédito, já que alguns bancos terão prejuízos com operações feitas com empresas envolvidas no escândalo. “Mas mesmo quem está fora dessa confusão está sendo punido. Os bancos públicos, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), não podem fechar as portas para o setor produtivo”, reclama o executivo. No BNDES, fonte mais barata de financiamento para as empresas, o crédito com recursos direcionados (voltado para determinado segmento ou atividade) despencou 44,6% de janeiro a março comparado ao último trimestre de 2014, segundo o relatório do Banco Central. A linha voltada para o capital de giro das empresas teve o maior baque na liberação: queda de 79,1% no período. O financiamento a investimentos caiu 43,6% e os empréstimos para o setor agroindustrial, 35,7%. Procurado, o banco de fomento não atendeu ao pedido de entrevista. Com informações do jornal Gazeta do Povo.

domingo, 3 de maio de 2015

Queda na venda veículos novos já afeta renovação da frota


A queda nas vendas de veículos novos nos últimos dois anos, depois de praticamente uma década de crescimento, teve impacto negativo na renovação da frota brasileira. A idade média dos veículos que circulam pelo país ficou em 8 anos e 8 meses em 2014, interrompendo uma sequência de queda que ocorria desde 2007, quando estava em 9 anos e 2 meses. Em 2012 e 2013, a idade média da frota de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus ficou em 8 anos e 6 meses, segundo mostra estudo anual recém concluído pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). De acordo com o conselheiro do Sindipeças, Elias Mufarej, numa base grande formada por uma frota de 41,5 milhões de veículos, a expansão de dois meses na idade média é bastante significativa. "Reflete a queda nas vendas, especialmente em 2014, e mostra que entrou menos carros novos no mercado." Para este ano, Mufarej acredita em novo retrocesso já que a previsão das montadoras é de queda de 12,3% nas vendas de veículos leves, para 2,9 milhões de unidades. No ano passado, a perda foi de 7,1% em relação a 2013, totalizando 3,3 milhões de unidades. Em razão dos dados fracos do ano passado, a relação entre o número de habitantes por veículo também desacelerou. Desde 2004, vinha diminuindo entre 0,2 e 0,5 pessoa por carro, mas em 2014 a redução foi de apenas 0,1. Passou de 5 habitantes por veículo em 2013 para 4,9 no ano passado. Ainda assim, diz Mufarej, representa em dez anos uma redução de 40% na relação e coloca o Brasil mais perto de países como Argentina e México, onde a relação é de 3,6 habitantes por veículo. Nos EUA a relação é de 1,2 habitante por carro, enquanto no Japão é de 1,7. Nos países europeus varia de 1,4 a 2. "Vamos atrasar um pouco a mudança de relação porque o resfriamento do mercado em 2015 será bastante expressivo", contata o conselheiro do Sindipeças. Previsões feitas no período em que o mercado brasileiro de carros crescia seguidamente indicavam que o Brasil teria 4 habitantes por veículo em 2014. O crescimento da frota circulante também desacelerou no ano passado, quando aumentou 3,7% em relação à frota do ano anterior, somando 41,5 milhões de veículos. De 2007 para cá, a frota nacional crescia a um ritmo de 7% a 8% ao ano. Essa frota também está mais envelhecida. No ano passado, 41% dos veículos que rodavam pelo país tinham até cinco anos de uso, participação que era de 43% em 2013. Já a participação dos veículos com mais de 15 anos baixou de 19,2% para 18%, ainda assim bastante elevada, avalia Mufarej. "O país necessita de um programa de renovação da frota desses veículos antigos e preferencialmente deveria começar pelo transporte de carga, que tem circulação intensa", afirma Mufarej. Para caminhões, por exemplo, a idade média da frota é de 9 anos e 5 meses. O estudo do Sindipeças, atualizado anualmente, tem por objetivo ajudar a direcionar a produção das autopeças para o mercado de reposição. Os dados consideram uma taxa de mortalidade de 1,5% ao ano para os automóveis e de 1% para caminhões e ônibus, em razão dos veículos que deixam de circular por motivos variados, como acidentes com perda total e desmanche. Em razão disso, são diferentes dos números do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que não aplica essa taxa. Para incentivar a manutenção preventiva dos veículos, o Sindipeças criou o aplicativo "Carro 100%" que analisa virtualmente as condições do veículo e alerta para as datas das revisões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.