quinta-feira, 28 de abril de 2016

LATAM Airlines estreia nova marca global


Houve uma ligeira alteração no horário de decolagem do primeiro avião com a pintura da LATAM. O voo continua sendo o TAM 9957, mas a decolagem mudou para as 12h00 do México (15h00 em Brasília). Seu destino é o aeroporto RIOgaleão, no Rio de Janeiro onde pousará próximo das 1h00 da madrugada do dia 29/04 (hora local). Como um dos passos mais importantes para a consolidação da TAM e suas afiliadas e da LAN e suas afiliadas sob a nova marca global LATAM, o Grupo LATAM Airlines apresentou hoje o novo design dos seus aviões em eventos simultâneos nos países onde o Grupo opera ao redor do mundo. Além de uma nova imagem LATAM para a frota de aeronaves, a companhia apresentou novos elementos que começarão a ser visíveis a partir de maio, como os uniformes de seus funcionários, a nova sinalização nos aeroportos, os balcões que receberão os passageiros nos aeroportos, e o novo site (www.latam.com). A primeira aeronave com imagem LATAM a entrar em operação, um Boeing 767 (PT-MSX), decolará do Rio de Janeiro em 1º de maio com destino a Genebra, para buscar a Tocha Olímpica. O avião será preparado especialmente para a ocasião e retornará a Brasília, local onde terá início o tour de Revezamento da Tocha dos Jogos Olímpicos Rio 2106, que passará por mais de 300 cidades do Brasil. “Nos próximos dias, os passageiros verão as aeronaves das companhias do Grupo LATAM no ar com a nova imagem LATAM, o que será um marco histórico para o maior grupo aéreo da América Latina”, afirmou Enrique Cueto, CEO do Grupo LATAM Airlines. “Será uma mudança gradual, cujo principal objetivo é simplificar e melhorar a experiência de viagem dos nossos passageiros”.

Os próximos voos da aeronave serão (previsto):

Dia 01/05 – TAM9750 – Decola às 18h00 do Rio de Janeiro para Genebra, onde busca a tocha olímpica.

Dia 03/05 – TAM9751 – Pousa em Brasília às 5h30 trazendo o símbolo maior da RIO 2016.

Dia 04/05 – TAM???? – Decola de Brasília às 9h25 e pousa em Guarulhos às 11h10

Dia 05/05 – TAM8118 – Decola de Guarulhos às 9h05 com destino a Santiago

Dia 05/05 – TAM8069 – Pousa em Guarulhos às 22h00 vindo de Santiago

As informações são do site AeroIn.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Comentário de Roger sobre ciclovia no Rio causa revolta


O vocalista e guitarrista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, publicou em seu Twitter no domingo, 24, comentário sobre o acidente na Ciclovia Tim Maia que causou revolta nos internautas. "Não quero culpar ou desculpar ninguém, mas os próprios ciclistas não viram a ressaca?", questionou o músico de 59 anos.Ao menos duas pessoas morreram no desabamento da pista da ciclovia, ao lado da Avenida Niemeyer, ligação entre Leblon e São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Vários internautas ironizaram Roger sobre o acidente. "Não quero culpar e nem desculpar ninguém, mas os sem-terra não viram os policiais chegando armados em Eldorado dos Carajás?", postou um usuário do Twitter em referência ao massacre que deixou 19 mortos em 1996 no Pará. Outras tragédias foram lembradas pelos internautas, como o acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que completou 30 anos nesta terça-feira, 26, e o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em novembro do ano passado. Alguns se lembraram até de episódios históricos, por exemplo, a erupção do vulcão que destruiu a cidade de Pompeia, na atual Itália, e o desaparecimento dos dinossauros. Roger respondeu a vários internautas que o questionaram no Twitter sobre o comentário. O músico tem mais de 675 mil seguidores na rede social e é famoso por seus comentários sobre política, principalmente contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o PT. 

domingo, 24 de abril de 2016

Serra vai ao Jaburu se encontrar com Michel Temer


Um dia depois de defender a participação do PSDB em eventual governo do vice-presidente Michel Temer, o senador José Serra (PSDB-SP) foi conversar pessoalmente com ele, neste domingo, no Palácio do Jaburu. Serra desembarcou à noite em Brasília, horas depois de Temer receber o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Dirigentes do PSDB querem impedir integrantes do partido de ocuparem cargos no primeiro escalão, caso o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado no Senado e Temer assuma. A decisão do PSDB será tomada em reunião da Executiva Nacional do partido, marcada para terça-feira. "Se o futuro presidente Michel Temer aceitar os pontos programáticos do PSDB, o partido deve apoiar o governo. E se apoiar o governo e for convidado, deve participar do governo", escreveu Serra neste sábado, em sua conta no Facebook, endossando opinião do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). "Seria bizarro o PSDB ajudar a fazer o impeachment de Dilma e depois, por questiúnculas e cálculos mesquinhos, lavar as mãos e fugir a suas responsabilidades com o país", completou ele. O PSDB vai avaliar se é o caso de abrir uma exceção para a participação de Serra em eventual governo Temer. Há divergências sobre o assunto entre tucanos porque o PSDB impetrou ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, sob alegação de abuso do poder econômico na campanha eleitoral de 2014. O deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), secretário-geral do partido, chegou a dizer que existem "conflitos de interesses" impedindo a formalização do apoio, caso Temer venha a ocupar a cadeira de Dilma. Antes de receber Serra, Temer se reuniu no Jaburu com Paulo Skaf que lhe apresentou uma proposta de ajuste fiscal sem aumento de impostos. Temer concordou com ele que, neste momento, o País não suportaria novo aumento de carga tributária e nem a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), conhecida como "imposto do cheque".

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dilma viaja a NY para dizer-se 'vítima de golpe'


A presidente Dilma Rousseff embarcou nesta quinta-feira rumo a Nova York, onde participará de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU). A petista deve aproveitar seu discurso de 5 minutos na sexta-feira, por ocasião da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, para constranger internacionalmente o Brasil, apregoando a líderes mundiais que o processo constitucional de impeachment aceito contra ela no domingo pela Câmara dos Deputados representa um 'golpe'. Dilma tem repetido o batido discurso de seu partido em entrevistas a correspondentes estrangeiros - sempre omitindo o fato de o processo estar transcorrendo sob chancela do Supremo Tribunal Federal. Com a admissibilidade do impeachment dada como certa no Senado, Dilma foi orientada a falar em Nova York porque, segundo interlocutores do Planalto, não 'teria alternativa'. O governo busca, com isso, criar pressão internacional contra a deposição da petista. Até agora, contudo, o único apoio que Dilma recebeu foi de figuras como Nicolás Maduro, da Venezuela, e do ditador cubano Raúl Castro. "Ela não poderá deixar de manifestar sua indignação com o golpe que se está se construindo no Brasil; que o processo em curso é artificial e falso, porque Dilma é uma mulher honesta que não cometeu nenhum crime, e o que está havendo no país é o mau uso do impeachment", disse o ministro-chefe do Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, sobre o discurso de Dilma na ONU. A estratégia foi criticada na quarta-feira pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. "Ainda que a presidente veja a partir de uma perspectiva pessoal a existência de um golpe, na verdade há um gravíssimo equívoco, porque o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal já deixaram muito claro o procedimento de apurar a responsabilidade política da presidente", disse o ministro. Segundo o magistrado, o processo de impedimento está respeitando, até o presente momento, todo o itinerário estabelecido na Constituição e tem transcorrido em um clima de "absoluta normalidade jurídica". Se de fato Dilma der curso à estratégia, ficará difícil justificar aos colegas chefes de Estado por que viajou ao exterior justamente nesse momento, deixando o vice-presidente, que acusa de golpista, no comando do país até o final de semana. Como definou na quarta-feira o ex-ministro de Lula e senador Cristovam Buarque (PPS-DF): "O pessoal vai rir da cara dela, porque quem está ameaçado por um golpe fica no país, não vai para o exterior, a não ser em caso de exílio, depois do golpe". Com informações de Veja.com.br. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Processo de Impeachment vai ao Senado


Por 367 votos favoráveis e 137 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou às 23h47 de ontem domingo (17/04) a autorização para ter prosseguimento no Senado do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Houve sete abstenções e somente dois ausentes dentre os 513 deputados. A sessão durou 9 horas e 47 minutos; a votação, seis horas e dois minutos. Às 23h08, pouco mais de 40 minutos antes do fim da sessão, o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), completou os 342 necessários para a autorização do processo. Deputados pró-impeachment comemoraram intensamente no plenário; deputados contrários ao impeachment apontaram injustiça contra a presidente. Ontem haviamos apontado aqui no Blog que a maioria pró-impeachment venceria a disputa com mais de 350 votos a favor do prosseguimento do processo de impedimento ao Senado. Na imagem, capa histórica da edição de hoje do jornal "O Estado de São Paulo". 

sábado, 16 de abril de 2016

Impeachment deve passar com mais de 350 votos


Segundo informações levantadas junto aos parlamentares em Brasília e o próprio levantamento realizado pelo jornal "O Estado de São Paulo", o número de votos a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff subiu para 350 e os votos contra estabilizaram em 133. Neste momento, há 9 indecisos, 19 não responderam e 2 prováveis ausências. O deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), que constava como indeciso, afirmou que votará pelo impeachment. Já o deputado Beto Salame (PP-PA), que antes estava contrário ao impeachment, mudou o voto e decidiu apoiar o processo. Apesar do avançado da hora, o movimento não para no Palácio do Jaburu, casa oficial do vice-presidente Michel Temer, que voltou de São Paulo para Brasília neste sábado para conter um suposto movimento de mudança de votos para rejeitar o pedido de impeachment. Ele recebeu aliados do PMDB ao longo de todo o dia. Neste momento, Temer está reunido com o deputado Heráclito Fortes (PMDB-PI), que chegou ao Jaburu por volta das 22 horas. Apesar da movimentação deste sábado dificilmente o placar será revertido pró-governo, tanto que o ex-presidente Lula, já afônico e visivelmente abatido, partiu para São Paulo, deixando as negociações.

As articulações políticas não param em Brasilia

As articulações políticas em Brasilia atravessaram a madrugada deste sábado. Segundo um deputado ligado à cúpula petista, o governo negocia "à vista" e o vice-presidente Michel Temer negocia "à prazo". O governo ainda trabalha duro para que alguns parlamentares do nordeste não compareçam a sessão deste domingo, o que beneficiaria a ala contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff diretamente. Já no Senado Federal o clima é de final de governo, tanto que o presidente do PSDB senador Aécio Neves procurou o líder do PMDB senador Eunício Oliveira (lembrando que o PMDB tem a maior bancada no senado) para discutir quem seriam os senadores que poderiam compor a comissão especial de impeachment no Senado Federal. 


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Senador Alvaro Dias promete oposição a Temer


Considerado um dos grandes nomes da oposição no Congresso Nacional, o senador Alvaro Dias, que trocou o PSDB pelo PV no começo do ano, diz que não será aliado em eventual governo de Michel Temer. Ele afirmou que já nota uma "vontade incrível" por parte de integrantes do PMDB de "sentar na cadeira antes da hora" - embora ele próprio já considere o impeachment de Dilma Rousseff um fato consumado. "Eu sou oposição e não pretendo mudar de lado. Se houver um governo da Dilma ou do Michel Temer, muda apenas o presidente, mas o governo é o mesmo", diz. Segundo ele, o PMDB é sócio majoritário da atual "massa falida". "Essa herança maldita foi oferecida ao povo brasileiro também pelo PMDB", disse, acrescentando que o partido ocupou o maior espaço no "latifúndio do aparelhamento brasileiro". Questionado sobre a estratégia da oposição caso o impeachment seja aprovado na Câmara, ele diz que agirá com a maior eficiência possível, tentando motivar o Senado a decidir rapidamente. "Isso deve acontecer depois do mês de maio." Com informações da revista VEJA.

Executiva do PP fecha posição favorável ao impeachment de Dilma Rousseff


A executiva nacional do PP fechou questão nesta sexta-feira (15/04) a favor da abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff depois de um racha na bancada da Câmara, que esta semana já tinha adotado a mesma posição. A decisão foi adotada em uma reunião na sede da presidência do partido, no Senado, com a presença do presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), e da maioria da bancada na Câmara, que tem 46 deputados. Com a decisão, os deputados que desobedecerem a orientação podem ser punidos até com a expulsão do partido. Mas eventual punição será decidida caso a caso. A mesma decisão já tinha sido anunciada pela bancada do partido na Câmara na terça-feira (11). Segundo o líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o que precipitou a decisão da executiva do partido, hoje, foi a exibição de um vídeo em que um deputado declara voto contra o impeachment. No vídeo exibido na reunião, o primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (MA), declara que vai votar contra o pedido de abertura de processo com outros onze deputados do PP – o que totaliza 12 votos contrários ao impeachment. “Estamos irmanados com mais onze deputados e fechamos questão: vamos defender nossa presidente”, disse Maranhão em vídeo divulgado pela internet. “Uma parcela daqueles que estava na reunião (do dia 13), no dia seguinte, indicou ministro do governo”, disse o líder Aguinaldo Ribeiro. De acordo com o deputado Simão Sessim (RJ), que também estava presente, a decisão foi por aclamação, mas não foi unânime. O vice-governador da Bahia, João Leão, também participou da reunião e, segundo Sessim, defendeu o voto contra o pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade. Ele é aliado do PT na Bahia, governada pelo petista Rui Costa. João Leão não quis comentar o resultado. Outro deputado, Jerônimo Goergen (RS), defendeu punição para quem não seguir a orientação do partido. “Não podemos aceitar esse balcão de negócios do governo Dilma”, disse.

sábado, 9 de abril de 2016

Caixa Econômica vendeu por R$ 493 milhões créditos "podres" de R$ 13 bilhões


Depois de ser usada pelo governo como locomotiva de crédito para impulsionar a economia nos últimos anos, a Caixa Econômica Federal recorreu à venda recorde de R$ 23 bilhões em “créditos podres” – débitos considerados de difícil recuperação – desde 2014 para limpar o balanço da instituição. No ano passado, o banco estatal vendeu R$ 13,1 bilhões a empresas especializadas na recuperação de dívidas, quase o triplo da soma das operações do mesmo tipo feitas pelos três principais concorrentes – Banco do Brasil vendeu R$ 3 bilhões, Itaú Unibanco, R$ 2,2 bilhões, e Bradesco não efetuou esse tipo de negócio. Pelas transações feitas no ano passado, a Caixa recebeu apenas R$ 439,3 milhões. O Estado apurou que neste ano, em fevereiro, o banco colocou à venda mais R$ 1,5 bilhão da carteira de empréstimos inadimplentes de micro e pequenas empresas. Em 2014, a Caixa já tinha desovado R$ 8,3 bilhões em créditos em atraso que estava carregando no balanço, ou mesmo já baixados para prejuízo. Por essa venda, recebeu R$ 1,6 bilhão. Depois de ser protagonista na expansão de crédito no Brasil nos últimos anos, com crescimento da carteira até superior a 40% ao ano, a Caixa passa por brusca desaceleração na concessão de empréstimos e financiamentos. Fechou 2015 com aumento de 11,9%, ritmo bem menor do que os 22,4% de 2014 e os 36,8% de 2013. Com a recessão prolongada, a inadimplência aumentou, o que obrigou o banco a fazer provisões maiores para cobrir eventuais calotes. A exigência diminuiu o lucro do banco, que não contará com novas injeções do governo e depende de lucros retidos para reforçar o capital. “A Caixa entrou numa série de linhas que nunca tinha entrado antes, foi muito agressiva na oferta de crédito, viu a inadimplência subir e não tem a expertise na recuperação de inadimplentes”, afirma Guilherme Ferreira, da Jive, empresa de recuperação de dívidas. O banco, seguindo recomendação do governo, seu controlador, entrou nas operações de crédito a empresas. Também foi obrigado a tocar o Minha Casa Melhor, linha de financiamento de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do Minha Casa Minha Vida. A inadimplência do programa, rejeitado pela equipe técnica do banco, é de 35,2%, enquanto a taxa de calotes de linhas similares oferecidas pela rede bancária é de 10%. Distorção. O banco de investimento JP Morgan disse, na análise do balanço da Caixa de 2015, que a venda de carteiras “podres” distorceu o índice de inadimplência do banco. O índice fechou o ano passado em 3,55%, acima dos 3,26% registrados em setembro. Pelos cálculos do JP Morgan, se não fosse a venda de carteiras, o indicador teria sido de 3,89%. Para especialistas do setor, a Caixa errou na forma como tornou pública a operação, sem dar detalhes do impacto da venda de créditos que ainda carregava no balanço do banco na taxa de inadimplência. Do volume vendido no ano passado, 20% foram comprados pela Ativos, que pertence ao Banco do Brasil. Das vendas de 2014, 87% foram comprados pela Emgea, empresa pública criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos oficiais com devedores. Em nota, o banco afirmou que a cessão de carteiras “não performadas ou de baixa possibilidade de recuperação” é uma boa prática de gestão bancária utilizada por bancos no Brasil e no mundo. “Possibilita a renovação dos ativos e a liberação de recursos para aplicação em novas operações”, disse. A Caixa afirmou negociar com todas as empresas especialistas em recuperação antes de fechar a venda. “A contribuição dessas cessões para o resultado do banco é pequena e seu principal objetivo é renovar os ativos e ganhar eficiência operacional, mantendo o foco da administração e o uso do capital em operações de maior rentabilidade.”

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Campeão na F1 e na Indy, Fittipaldi está em situação de falência e tem bens penhorados, revela TV


Emerson Fittipaldi está em situação de falência e teve, nesta semana, seus bens penhorados. Em reportagem especial ontem, domingo (03/04), a Rede Record exibiu imagens do carro #20 da Penske com que Emerson foi campeão da Indy e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis sendo levado do escritório que o ex-piloto mantém na Avenida Rebouças, em São Paulo. Junto com eles, os troféus ganhos ao longo da carreira também vão servir de pagamento das dívidas. São dez empresas que fazem parte da Fittipaldi, com sede em São Paulo — muitas delas nem existem mais, como a Sports International Marketing. Há pedidos de penhora, duplicatas e hipotecas que somam dívidas avaliadas em R$ 27 milhões. Os credores entraram na justiça contra. Os contratos publicitários de Fittipaldi também foram penhorados, mas nenhum deles acabou encontrado. A Justiça também chegou às fazendas de laranja de Fittipaldi em Araraquara. Por estar largada e abandonada, as frutas não puderam ser penhoradas. Na cidade do interior de São Paulo, Emerson foi proprietário de três empresas, sendo que apenas uma ainda pertence a ele. Em dezembro, foram bloqueados R$ 393 mil de suas contas bancárias. Mas em 26 contas, foram encontrados apenas R$ 256,13. Outro pedido de bloqueio surgiu em março do ano passado. A Justiça reteve R$ 8.500 de uma dívida de mais de R$ 2,6 milhões. Oficiais de Justiça estiveram na semana passada em um dos endereços do piloto onde funcionava um dos escritórios, que funcionava como uma espécie de museu. A primeira visita aconteceu no fim do ano passado, em que os oficiais entregaram uma penhora dos bens.  Pessoas que sabiam desmontar os carros foram chamadas para levar a Copersucar Fittipaldi, único carro brasileiro  da história da F1, e a Penske da Indy. Ambos acabaram guinchados. Nem mesmo réplicas de carros, quadros e até cadeiras escaparam da Justiça. Os carros de corrida estão, agora, no autódromo de Interlagos. Os carros serão avaliados e leiloados. A Record indicou que as dívidas de Fittipaldi começaram com a criação da equipe da F1 nos anos 70. Emerson está numa situação de falência - é um devedor que não tem como saldar suas dívidas, segundo a TV. O alvo agora são os bens que Fittipaldi tem no exterior e que podem ser repatriados para quitação. Segundo o site "GRANDE PRÊMIO" apurou, as dívidas também cresceram quando Fittipaldi se meteu na "organização do WEC para realização da corrida de 6 Horas em Interlagos. Emerson ficou devendo a grande parte das empresas contratadas, de cathering, informática, sinalização e até mesmo à assessoria de imprensa. Ao menos quatro empresas, que o site "GRANDE PRÊMIO" conversou e teve acesso aos documentos e contratos, estão na Justiça pedindo o pagamento dos serviços prestados ainda na edição de 2014 do Mundial de Endurance. Os valores ultrapassam R$ 500 mil. 

domingo, 3 de abril de 2016

Lula faz de hotel em Brasília ‘QG da crise’


Menos de sete quilômetros separam o Palácio do Planalto do hotel onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito articulações políticas desde que teve a nomeação suspensa para a Casa Civil. Alvo da Operação Lava Jato e impedido de pisar no Planalto, Lula recebeu ali, nos últimos dias, ministros e dirigentes de partidos, além de deputados e senadores da fraturada base de sustentação do governo no Congresso. “Nunca pensei que a situação estivesse tão crítica”, disse ele, numa referência às “demandas represadas” dos aliados. “Estamos comendo o pão que o diabo amassou”. A suíte do hotel onde Lula costuma se hospedar, em Brasília, foi transformada em uma espécie de quartel-general do “Fica Dilma”. O hotel é o mesmo onde morava o senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS), que ali foi preso pela PF, acusado de atrapalhar a Lava Jato. Vez por outra Lula sai do gabinete de crise improvisado e se reúne com interlocutores em local reservado. Na quarta-feira (30), por exemplo, ele foi ao apartamento do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e acertou a permanência de Helder Barbalho na Secretaria dos Portos, mesmo após o PMDB ter anunciado o divórcio do governo. Helder é filho de Jader. a quinta (31), antes de voltar para São Paulo, acometido por forte gripe, o ex-presidente se encontrou com o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que foi ministro da Integração no governo Dilma Rousseff. Partido do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em 2014, o PSB passou para a oposição, sob o argumento de que Dilma “perdeu a credibilidade e a capacidade de governar”. Ainda assim, Lula tenta “pescar” votos avulsos naquela seara. Pela sua contabilidade, o PSB poderia contribuir com “uns seis ou sete votos” de um total de 31. Já o PMDB, mesmo rachado, teria “potencial” para dar a Dilma cerca de 35 dos 68 votos da bancada. Se depender de Lula, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), deve sair da equipe. Dilma resiste porque Kátia é sua amiga, mas ele avalia que a ministra não tem como conseguir apoio para a presidente. Numa das reuniões, petistas lembraram que o filho de Kátia, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), já votou contra o Planalto. Nas conversas para convencer aliados, Lula diz que, vencido o impeachment, Dilma está disposta a “refundar” o governo e a mudar a cara da administração. Foi dele a ideia de dialogar com todas as forças políticas, incluindo a oposição, liderada pelo PSDB, para tentar um “pacto nacional”. Na avaliação de Lula, porém, Dilma precisa lançar com urgência medidas para pôr “dinheiro na mão do pobre”. Ele chegou a se irritar com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para quem essas iniciativas já estão em andamento. “Então vocês precisam se comunicar melhor porque, se eu não sei, ninguém sabe”, retrucou Lula. Em outra frente, emissários do ex-presidente também procuraram, nos últimos dias, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pediram ajuda para enfrentar a crise. O governo diz estar preocupado com o acirramento dos ânimos e o clima de intolerância que tomou conta do país. “Não podemos deixar o Brasil se fragmentar em nome de uma disputa política. Precisamos conviver com a diversidade de forma pacífica”, afirmou o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva. Durante muitos dias, Lula também tentou um acordo com o vice-presidente Michel Temer, antes do encontro do PMDB que selou o rompimento com o governo. Levou um chá de cadeira e, quando finalmente conseguiu falar com Temer, fracassou na missão. “A presidente nunca quis me ouvir”, disse-lhe o vice. No 4.º andar do Planalto, um acima de Dilma, o gabinete da Casa Civil até 16 de março ocupado pelo ministro Jaques Wagner – foi esvaziado para receber Lula. Até agora, porém, está fechado. Virou “ponto turístico” de servidores, que querem saber quando o ex-presidente vai ocupá-lo. Com informações do jornal Gazeta do Povo.

sábado, 2 de abril de 2016

Prefeito de Apucarana, Beto Preto confirma filiação no PSD


O prefeito de Apucarana, Beto Preto, concedeu na manhã desta sábado (02/04) uma entrevista coletiva para confirmar a sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD). Ele apontou o desgaste do Partido dos Trabalhadores (PT), envolto em grave crise política, como a principal causa para a mudança de legenda. O político agradeceu à antiga legenda e destacou a parceria com Ratinho Júnior como decisiva para a escolha do novo partido. “Eu estava muito confortável dentro do PT. Mas fizemos uma pesquisa e vimos que o nosso eleitorado de Apucarana estava contrário à minha permanência. Não adianta um político correr atrás, fazer as coisas acontecerem e se negar a olhar ao que acontece no ambiente político. E como neste ano nós temos a oportunidade, a opção da reeleição, tomamos essa decisão embasado em números. Não estou saindo por divergências. Todos do PT sempre me trataram com o maior respeito e me ajudaram muito. Sou grato e continuo defendendo o governo federal”, diz. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Guns N’ Roses: Confirmada oficialmente apresentação surpresa na Sunset Strip



Dia histórico para o rock. O Guns N’ Roses confirmou oficialmente em suas mídias sociais e no site oficial que fará um show hoje à noite no Troubador de Los Angeles, a partir das 11 da noite,a primeira apresentação com Axl Rose e Slash novamente juntos no palco após mais de duas décadas !! Mais informações sobre o show de hoje:

– Ingressos, que se esgotaram em minutos, foram vendidos no valor de 10 Dólares;
– Como confirmado pela banda, o show deverá acontecer por volta das 11PM (03h00 no Brasil);
– Ainda não foi divulgado (oficialmente) o horário da conferencia de imprensa;
– Não é permitida a entrada de aparelhos eletrônicos que possam filmar ou tirar foto;
– Apenas a equipe do ‪Guns N’ Roses‬ fará a cobertura fotográfica;
– Steven Adler pode aparecer nesse show;
– Axl Rose deve fazer vários discursos hoje;
– Coisas relacionadas a reunião podem começar a sair amanhã;
– Izzy Stradlin está em Los Angeles e foi procurado pela banda, mas ainda não conseguiram contato;
– Steven Tyler e outras celebridades podem aparecer durante o show.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Após acordo com Renan, PMDB deve aprovar saída por aclamação


Após encontro do vice-presidente Michel Temer com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tarde desta segunda-feira, interlocutores de Temer afirmaram que o PMDB deve aprovar o desembarque do governo por aclamação na reunião do Diretório Nacional desta terça-feira. Renan representava a ala do partido mais governista e que resistia a apoiar a saída do partido da base aliada do governo Dilma Rousseff. Até esse domingo, interlocutores do presidente do Senado consideravam "muito difícil" um acerto entre ele e Temer em relação ao rompimento. Segundo os interlocutores do vice-presidente, Temer e Renan entraram em acordo na reunião dessa segunda-feira. No encontro, eles definiram que os ministros do PMDB não devem participar da reunião do diretório e terão até 12 de abril para deixar os cargos. O próprio Temer, que é presidente da legenda, também não deve participar da reunião. A ideia é não passar a imagem de que ele comandou o processo de rompimento. Caberá ao senador Romero Jucá (RO), primeiro vice-presidente do PMDB, comandar o encontro. Até então, havia a expectativa de que Temer comandasse a reunião, caso tivesse certeza de que o desembarque seria aprovado por consenso. Para o vice, alcançar a unanimidade na reunião é importante como um sinal de que a sigla está unida em torno dele e de seu eventual governo. Temer esteve reunido com membros do PMDB durante toda esta segunda-feira para tentar eliminar os focos de resistência ao desembarque. Pela manhã, se reuniu com o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia), um dos principais defensores da permanência do partido no governo. O Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, tentou contato com aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros. Mas não obteve resposta. O encontro entre Temer e Renan aconteceu nesta tarde, na residência oficial do presidente do Senado, em Brasília. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), também participou da reunião.

segunda-feira, 21 de março de 2016

PMDB e PSDB discutem fim da reeleição


As cúpulas do PMDB e do PSDB começam a articular um acordo que passa pelo apoio dos tucanos a um eventual governo do vice­-presidente da República Michel Temer, presidente nacional do PMDB, caso a presidente Dilma Rousseff sofra o impeachment no Congresso Nacional. A negociação passa pela aprovação de uma emenda constitucional que impõe o fim da reeleição que poderá ser aprovado em breve pelo Congresso. A avaliação é de que a medida poderia permitir o apoio dos tucanos a um eventual governo Temer até 2018 sem que ele pudesse se reeleger, o que “zeraria” o jogo da sucessão presidencial. Para o PMDB do Senado, isso seria positivo para conseguir agregar o apoio do PSDB no governo Temer, uma vez que os tucanos detém umas das maiores bancadas no CongressoNacional e serão importantes numa eventual transição política. Também impediria que o hoje vice se mantivesse no poder por um período prolongado. No ano passado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB­-AL), o líder do partido na Casa, Eunício Oliveira (CE), e o senador Romero Jucá (PMDB-­RR) já se posicionaram publicamente a favor da iniciativa. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), também declarou apoio ao fim da reeleição. Por já ter passado pela Câmara, se a matéria avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois no plenário do Senado entrará em vigor para as próximas eleições presidenciais. Especialistas em direito constitucional ouvidos pela reportagem consideram que, se houver um impeachment da presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer assumir o governo, ele poderia concorrer nas próximas eleições gerais. A aprovação de uma PEC até lá impediria que Temer concorresse novamente. O senador Antonio Carlos Rodrigues (PSB­SE), relator da PEC que trata da reforma política na CCJ do Senado, disse ao Estado que vai propor em breve o fim da reeleição em seu parecer. Quando uma primeira etapa da reforma política foi aprovada pelo Congresso no fim de 2015, o debate sobre o fim da reeleição foi travado por líderes tucanos e peemedebistas. Estava esquecido diante da resistência de alguns, mas deverá voltar à baila com o parecer parlamentar do PSB. O senador peemedebista Raimundo Lira (PB), que foi relator da “janela partidária” no Senado, admitiu que as conversas entre PMDB e PSDB para eventualmente afastar a presidente tem como pressuposto Temer não concorrer em 2018. “O papel de Temer seria o de fazer a transição do País”, disse Lira, numa solução semelhante a de José Sarney após a morte de Tancredo Neves e Itamar Franco com o impeachment de Fernando Collor. A reeleição para cargos do Executivo foi adotada a partir da eleição de 1998 após a aprovação pelo Congresso de uma emenda constitucional.'Inoportuna'. Um dos principais senadores do PSDB contrários ao fim do instituto da reeleição, Aloysio Nunes Ferreira (SP) afirmou que essa discussão, no momento, é “inteiramente inoportuna”. “O problema político imediato é o fim do governo”, disse. “É uma mesquinharia que não ajuda na busca da unidade que precisamos para enfrentar o impasse”, completou. Doutor em Direito Constitucional pela PUC de São Paulo, Erick Wilson Pereira disse que, somente com a aprovação da PEC, é que Temer não poderia concorrer em 2018. Ele destacou o fato de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem entendimento formado que um vice quando assume durante o mandato do titular pode concorrer a uma eleição.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Se me deixarem solto, viro presidente', diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um diagnóstico positivo sobre o impacto da ação da Operação Lava Jato que o levou para prestar depoimento de forma coercitiva. A pessoas de sua confiança, ele tem dito que o PT e o governo mais ganharam do que perderam com o episódio. "A partir de agora, se me prenderem, eu viro herói. Se me matarem, viro mártir. E, se me deixarem solto, viro presidente de novo", disse Lula a mais de um interlocutor. Conforme o jornal "O Estado de S. Paulo" apurou, o ex-presidente mostrou-se confiante em resgatar a imagem do partido. Lula chegou na terça-feira (08/03) à tarde a Brasília para reunir-se com a presidente Dilma Rousseff pela segunda vez em quatro dias. Na quarta o ex-presidente encontrou-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem sido pressionado por alguns colegas a aderir ao impeachment. No Congresso, a avaliação é que a ação da Lava Jato causou um efeito positivo para Lula em vários aspectos. "O episódio unificou o PT e tirou o partido da paralisia. Atualmente, não há clima mais para falar em disputa entre correntes internas", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Para ele, a forma como ocorreu a condução coercitiva de Lula também sensibilizou os movimentos sociais. "Até para quem não vota no Lula de jeito nenhum foi transmitida uma sensação de que houve abuso por parte da Lava Jato." Os advogados do ex-presidente recorreram da decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, que negou pedido de liminar para que a Corte suspendesse a 24ª fase da Operação Lava Jato e decidisse qual órgão deve ser responsável pelas investigações contra o petista. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

domingo, 6 de março de 2016

Alvaro Dias será candidato à presidência pelo Partido Verde

 
Com o senador Alvaro Dias na festiva do Partido Verde, na Sociedade Garibaldi, em Curitiba.



Com o prefeito de Londrina Alexandre Lopes Kireeff e correligionários

Estive presente ontem prestigiando meu amigo, senador Alvaro Dias, no primeiro encontro estadual do Partido Verde depois da filiação dele. A agremiação anunciou na manhã do sábado (05/03), no Palácio Garibaldi, Centro Histórico de Curitiba, a continuidade na coligação que elegeu o prefeito Gustavo Fruet (PDT) e a pré-candidatura de Dias à Presidência da República, apesar de a convenção ainda não estar oficializada. O apoio do PV a Fruet ainda não considera a participação do senador. O encontro contou com a presença do presidente nacional da sigla, José Luiz Penna, do prefeito de Curitiba Gustavo Fruet, do prefeito de Londrina Alexandre Lopes Kireeff (que também confirmou a mim que está de malas prontas para o PV), deputados, vereadores, lideranças políticas e empresariais. “A vinda do Alvaro Dias significou coincidência de interesses e um reforço às nossas posições”, disse Penna. Os correligionários já tratam Álvaro Dias como candidato certo à presidência. “Não temos o direito de recusar convocações e assumir determinadas missões. Se essa for uma missão imposta pelo partido, evidentemente eu não tenho o direito de me acovardar e fugir da responsabilidade”, disse o senador. Embora o encontro tenha sido focado na recente filiação de Dias, as alianças políticas para as eleições municipais deste ano também tomaram conta do debate. Há expectativa de novas filiações de vereadores, como os curitibanos Felipe Braga Cortes e Serginho do Posto, que têm se afastado do PSDB e devem migrar para o PV, durante a janela da infidelidade. O período possibilita a mudança de partido por 30 dias, desde o dia 18 de fevereiro, sem nenhuma punição por meio da Justiça Eleitoral, conforme aprovado em emenda constitucional na Câmara Federal, em junho do ano passado. O jurista e professor René Dotti (secretário de Estado na gestão de Alvaro Dias no governo do Paraná) também compareceu ao encontro e discursou inflamadamente para a euforia dos presentes. Evento político muito prestigiado.

sábado, 5 de março de 2016

Moro diz que condução coercitiva de Lula não é 'antecipação de culpa'

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na primeira instância, divulgou nota ontem, sábado (05/03), na qual afirma que as medidas de busca e apreensão e condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não significam antecipação de culpa". Moro também manifestou repúdio a atos de violência. A Polícia Federal deflagrou, na sexta-feira (04/03), nova etapa da Operação Lava Jato, cujo foco era o ex-presidente. Além de levar Lula para depor, em um posto da PF no aeroporto de Congonhas, os policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP), na sede do Instituto Lula, na capital paulista, e no sítio que era usado por ele em Atibaia (SP). Na nota, Moro disse que as "medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-presidente". Moro afirmou, ainda, que foram tomados cuidados para preservar a imagem de Lula. "Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia evitar", escreveu. O juiz federal declarou, ainda, repúdio a "atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa". Neste sábado, cerca de 250 militantes petistas e simpatizantes se reuniram na frente do prédio onde mora Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, no ABC. Eles estão em vigília para demonstrar apoio ao ex-presidente, que é investigado pela Justiça Federal por suspeita de ter sido beneficiado pelo esquema de desvios de dinheiro na Petrobras.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Lula e filhos lançam site para divulgar ações contra jornalistas

Entrou no ar nesta quarta-feira (02/03) uma página na internet em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus filhos, Luis Cláudio e Fábio Luis, apresentam seus argumentos às acusações das quais são alvo e revelam o inteiro teor das ações que eles movem contra jornalistas, políticos e um procurador de Justiça. Na página ‘A Bem da Verdade’ , ao todo são divulgadas 45 medidas legais tomadas pelos três, isolada ou conjuntamente. Entre elas há nove ações indenizatórias ou de reparação de danos morais e cinco interpelações criminais interpostas contra jornalistas dos mais importantes meios de comunicação. Repórteres do jornal O Estado de S.Paulo são alvos de uma interpelação criminal motivada pela publicação de reportagem sobre a Operação Zelotes. Outros tópicos do site, como “Publicações” e “Feed” divulgam notas à imprensa e notícias que apresentam os pontos de vista da defesa da família de Lula. O site apresenta ainda o currículo de Lula, Fábio Luis e Luís Cláudio. O domínio da página www.abemdaverdade.com.br está em nome da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda, cujos sócios são Fábio Luis, e os irmãos Kalil e Fernando Bittar. A G4 funciona no bairro dos Jardins, em São Paulo, no mesmo endereço que uma empresa de Luis Cláudio, a LFT Marketing Esportivo, que foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito da Operação Zelotes. Consultado, o Instituto Lula afirmou que não é o responsável pelo conteúdo do site. A reportagem entrou em contato com a G4 Entretenimento e Tecnologia por meio do telefone que consta em seu cadastro, mas ninguém atendeu. A assessoria da defesa de Lula e seus filhos também foi contatada mas limitou-se a informar que “o site é autoexplicativo”.