Do Blog de Claudio Humberto: "O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), está alarmado com os estragos provocados pela era PT no governo e nas contas públicas. Sem reforma da Previdência, por exemplo, diz ele, em 2019 o Brasil vai entrar em default, falência, como na devastadora crise da Grécia."
terça-feira, 24 de outubro de 2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Criado fundo para juntar US$ 213 bilhões e comprar a AB InBev
Uma associação de cervejeiros dos Estados Unidos decidiu comprar briga com a gigante Ab InBev, controlada pelos brasileiros do fundo 3G, a quem acusam de tentar monopolizar o mercado e forçar a compra de produtores independentes. Baseada no Colorado e com 9.323 membros, a Brewers Association lançou a campanha "Take the craft back" ("Devolvam as cervejas artesanais", em uma tradução livre), com um inusitado crowdfunding para arrecadar US$ 213 bilhões e comprar a gigante global. Eles admitem que a proposta é uma brincadeira, mas dizem querer chamar atenção para a "intenção da AB InBev de permanentemente alterar o cenário das artesanais apresentando marcas compradas como se fossem verdadeiras e autênticas cervejas independentes". A ABInbev é resultado de uma série de fusões no mercado global de cervejas. Na ponta brasileira, começou com a união, em 2004, da brasileira Ambev com a belga Interbrew, formando a InBev. Em 2008, a companhia se uniu à Anheuser Busch, dona da marca Budweiser, formando a maior cervejaria do mundo. Em 2016, em nova expansão, o grupo comprou a SAB Miller dona da Miller, outra marca entre as preferidas dos americanos. A empresa tem uma divisão para cervejarias independentes nos Estados Unidos, chamada High End, que realizou dez aquisições nos últimos seis anos. A última, em maio, foi a Wicked Weed, da Carolina do Norte. Até as 18h desta quinta (19), 7.528 pessoas haviam contribuído para a campanha para comprar a AB InBev, doando um total de US$ 2,4 milhões. Em seu site, a associação diz, porém, que só recolherá o dinheiro caso atinja o valor total solicitado. A AB InBev diz levar a campanha na brincadeira. Em nota enviada à Folha, afirma que, enquanto o "dinheiro de mentira" é arrecadado, continuará focando doações em dar retorno à comunidade. "Como uma companhia com mais de 18.000 empregados nos Estados Unidos e junto com as cervejarias artesanais parceiras, doamos mais de US$ 13 milhões a causas justas este ano", afirma a companhia, citando entre elas a doação de água para afetados por furacões no Texas, Porto Rico e Flórida, por exemplo.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
CCJ rejeita denúncia contra Temer e ministros por 39 a 26 votos
Por 39 votos a 26, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (18/10), o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) que pede o arquivamento da denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou há pouco ao Broadcast Político que fará a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário na próxima quarta-feira (25/10). Temer e os ministros foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por organização criminosa com base nas delações do empresário Joesley Batista e do operador financeiro Lúcio Funaro. Segundo o Ministério Público, o grupo teria recebido pelo menos R$ 587 milhões de propina dos últimos anos, oriundos de órgãos como Petrobrás, Caixa Econômica Federal e Furnas. O presidente da República também foi denunciado, sozinho, por obstrução de Justiça. Temer teria cometido o crime ao, segundo a PGR, ter dado aval à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso pela Lava Jato. O placar desta quarta foi menor do que o obtido pelo governo na primeira denúncia, quando a CCJ aprovou relatório a favor de Temer por 41 votos a 24. Na época, o peemedebista foi acusado por corrupção passiva. Inicialmente o governo calculava obter algo em torno de 42 votos, mas o PSB trocou os integrantes da CCJ nesta quarta-feira para garantir os quatro votos do partido contra Temer. A substituição só foi possível após a bancada destituir a líder Tereza Cristina (MS) e colocar Júlio Delgado (MG) em seu lugar. Ao defender a rejeição da denúncia, o relator afirmou que faltavam “elementos” para comprovar a acusação feita pela PGR contra Temer e seus dois principais auxiliares. Bonifácio também rebateu as críticas de que estaria atuando sem imparcialidade, por ser da base aliada. “Eu sou relator, não sou líder do governo. Não tenho de defender A, B ou C, tenho de defender a Constituição”, disse. Em sua manifestação, o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, fez críticas à atuação da PGR e disse esperar “que a era de arbítrio seja banida do País”. Os advogados dos dois ministros seguiram a mesma linha. “Estamos diante de uma denúncia inepta, vazia e de um Ministério Público que obrou de maneira ideológica”, disse Daniel Gerber, que representa Padilha no processo. Para Antônio Pitombo, que defende Moreira Franco, a PGR cometeu “um série de erros e abusou do exercício de acusar”. “Não se acusa ministro e presidente da República sem provas, sem indícios de autoria. Aqui não houve investigação, há uma coleção de provas ilícitas”, afirmou.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Senado aprova fim das coligações proporcionais nas eleições
O Senado aprovou nesta terça-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe as coligações nas eleições de deputados e vereadores a partir de 2020 e estabelece uma cláusula de desempenho para o acesso de siglas a recursos e a tempo de televisão e rádio. A proposta, que teve origem no Senado e já havia sido aprovada pelos deputados, é a primeira medida da reforma política a efetivamente ser aprovada neste ano pelas duas Casas do Congresso. Outras propostas que previam alterações no modelo político eleitoral têm esbarrado na falta de acordo entre parlamentares.Na Câmara, por exemplo, tramitam uma PEC e um projeto de lei de origem na Casa, e ainda um projeto já votado por senadores. Todos eles têm em comum o fato de preverem a criação de fundos para financiamento de campanhas com recursos públicos.
Câmara rejeita emenda que impedia políticos e seus parentes de aderirem ao Refis
Deputados rejeitaram uma emenda que na prática continua permitindo que políticos, funcionários públicos e suas empresas façam adesão ao Refis, programa de parcelamento de dívidas com a União. Cônjuges, parentes até segundo grau e sócios dos políticos também vão poder optar em participar do programa. Na primeira versão do Refis, esse público não pôde participar do programa. Nesta terça-feira, os deputados rejeitaram por 205 votos a 164 emenda apresentada pelo PSOL que alterava o artigo 1º da medida provisória (MP) do Refis, que trata da criação do programa. Ela proibia a adesão ao Refis por parte de detentores de "cargos, empregos e funções públicas de direção ou eletivas, respectivos cônjuges, parentes consanguíneos ou afins, até segundo grau ou por adoção, pessoas físicas e pessoas jurídicas em que forem sócios". A emenda chegou a ser rejeitada de forma simbólica, mas deputados do PSOL, PSB e PV pediram votação nominal. A emenda chegou a ser rejeitada de forma simbólica, mas deputados do PSOL, PSB e PV pediram votação nominal. Orientaram voto contra a emenda e, consequentemente, contra a proibição os seguintes partidos: PMDB, PP, PSDB, PSD, PR, DEM, PRB, PDT, Solidariedade, PSC, PPS, PEN. A liderança do governo também se posicionou contra a emenda. "Daqui a pouco só em ser político já vai ser crime", disse o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Em julho, o portal Estadão mostrou que deputados e senadores deviam naquele mês R$ 532,9 milhões à União, de acordo com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O valor inclui dívidas inscritas nos CPFs dos parlamentares, débitos nos quais eles são corresponsáveis ou fiadores e o endividamento de empresas das quais são sócios ou diretores. Os R$ 532,9 milhões em dívida dos parlamentares consideram apenas as dívidas em aberto, ou seja, o endividamento classificado como “irregular” pela PGFN. Isso porque deputados e senadores já foram beneficiados por parcelamentos passados. O total de débitos ligados a deputados e senadores inscritos em Refis anteriores – ou seja, que estão sendo pagos e se encontram em situação “regular” – é de R$ 299 milhões. Os parlamentares aprovaram durante a sessão destaque para suprimir da medida provisória (MP) que cria o novo Refis trecho que permitia a suspeitos de corrupção parcelarem e terem descontos ao devolverem à União dinheiro desviado dos cofres públicos. No primeiro artigo da proposta, que prevê a criação do programa, parlamentares incluíram permissão para contribuintes parcelarem dívidas com a Procuradoria-Geral da União (PGU). Na avaliação de procuradores, isso permite, na prática, que corruptos possam usufruir dos descontos em multas e juros previstos pelo programa ao devolver recursos desviados dos cofres públicos. Os deputados também aprovaram hoje emenda à MP do novo Refis para permitir que empresas que participam do Simples Nacional possam aderir ao programa. O trecho, porém, poderá ser vetado pelo presidente Michel Temer. Segundo o líder do governo na Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a medida é inconstitucional e, por isso, não há compromisso de sanção. O parlamentar paraibano ressaltou que o Simples Nacional tem um regime específico de parcelamento de dívidas. Isso porque é um regime tributário simplificado para micro e pequenas empresas que permite o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. Dessa forma, não há como misturar tributos estaduais e municipais nesse programa de parcelamento de débitos com a União.Os deputados aprovaram outro destaque, prevendo o fim do chamado "voto de qualidade" no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A proposta aprovada estabelece que, a partir de agora, quando houver empate nos julgamentos do órgão, a decisão deverá ser sempre favorável ao contribuinte.Atualmente, quando há empate nos julgamentos do Carf, o voto de desempate é feito pelo presidente da turma em que o caso está sendo julgado. Esse presidente, normalmente, é um representante indicado pelo Ministério da Fazenda. De acordo com parlamentares, esses representantes costumam desempatar a favor da União e contra o contribuinte. Outro destaque aprovado durante a sessão foi a que isenta os contribuintes que aderirem ao Refis do pagamento de encargos legais e honorários advocatícios. O texto-base da medida provisória (MP) que criou o programa previa apenas desconto de 25% nos valores dos encargos e honorários que deverão ser pagos. A emenda foi aprovada em votação simbólica. Com isso, contribuintes terão desconto de 100% nos encargos e honorários advocatícios nas três formas de pagamento das dívidas: à vista e parcelado em 145 meses e 175 meses. O aumento do desconto tem objetivo de atingir procuradores, que recebem parte da arrecadação do governo com esses encargos e honorários. Os descontos nas multas e juros de mora que contribuintes terão de pagar continuam, por enquanto, como aprovado no texto-base. Para as multas, os descontos serão os seguintes: até 70% (à vista), 50% (145 meses) e 25% (175 meses). No caso dos juros, os descontos previstos são, respectivamente: 90%, 80% e 50%.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
São Paulo Trip Festival 2017
O pessoal do Rock adoraram ! Os organizadores (leia-se Mercury Concerts) selecionaram as melhores bandas de ROCK do Rock In Rio e trouxeram à São Paulo. Eu, como um apaixonado do rock, tive a oportunidade de estar em alguns dos melhores shows do Festival São Paulo Trip, com bandas de rock de peso, como Aerosmith, Bon Jovi, The Who, Alice Cooper, The Killers, Guns N Roses, entre outros. Ou seja, muitas bandas se apresentaram no Rock In Rio e depois vieram para São Paulo. Detalhe para o Aerosmith, que fez um excelente show em São Paulo, mas logo depois o vocalista e líder da banda Steven Tyler passou mal tendo uma forte convulsão, o que o obrigou a cancelar todos os demais shows da banda programados na América Latina, incluindo Curitiba. Destaque ainda para o Bon Jovi, que em São Paulo tocou a música "Always", balada romântica, muito solicitada pelo público no Rock In Rio, solicitações essas que no Rio não foram atendidas mas em São Paulo sim. Edição dos videos Frizz TV.
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
As dicas do fundador da Fogo de Chão para ter um bom restaurante
Você que tem uma afinidade por empreender (e também gosta de um bom churrasco), como eu, vai gostar de ler este "bate bola" publicado pela revista Exame. Jair Coser é um dos protagonistas de uma das histórias empreendedoras mais famosas do setor de alimentação no Brasil: ele e o irmão, Arri Coser, compraram uma churrascaria nos anos 1975. Eles a rebatizaram de Fogo de Chão e implantaram o sistema de rodízio, que faria sucesso nas décadas seguintes. A rede foi vendida em 2011, para o grupo GP Investimentos, por cerca de 300 milhões de dólares. Jair Coser voltou ao setor três anos depois, ao se tornar sócio da rede de restaurantes Corrientes 348, focada em carnes argentinas. Agora, o empresário está trabalhando da expansão dessa rede pelos Estados Unidos, tal como havia feito durante sua gestão da Fogo de Chão. Em entrevista, Coser falou sobre como é empreender em alimentação – e quais pontos merecem maior atenção durante tal jornada. A principal delas, claro, é ser apaixonado pelo empreendimento que você administra praticamente todos os dias. Confira, a seguir, as principais dicas do empresário para ter um bom restaurante:
1 — Tenha paixão pelo que você faz (e entenda as dificuldades)
“Um dia, um amigo me perguntou porque eu gostava tanto de restaurante. Eu respondi que a comida deixa as pessoas felizes e me deixa feliz. Essa é a jogada: você tem de ter um negócio dentro de algo de que você gosta”, aconselha Coser.
Para o empresário, quem quer empreender no ramo deve fazer uma pesquisa, e se possível um estágio, para ver se esse é mesmo o caminho desejado. Nesse estudo, você aprenderá as particularidades dos restaurantes – incluindo seus desafios.
“Às vezes, vejo uns executivos com um ou dois milhões de reais no bolso que olham restaurantes cheios e pensam em colocar o dinheiro todo em um negócio desses. Mas eles se esquecem de que, ao ser executivo, na sexta-feira ele encerra a semana. Em um restaurante, os finais de semana são os períodos de maior movimento. É o primeiro baque que ele sentem, e alguns desistem.”
2 — Dinheiro não é tudo…
O primeiro passo para abri um negócio é pensar em quanto capital você tem disponível. Mas apenas isso não é suficiente, na visão do empresário.
“Tem um monte de gente com dinheiro por aí, mas que não consegue fazer um negócio dar certo. Isso porque qualquer negócio também precisa de estrutura e de pessoas, por exemplo. Se surgir uma boa oportunidade, veja primeiro se há capacidade de aproveitá-la.”
3 — … Mas é preciso conhecer seus números
Mesmo que dinheiro não seja tudo, um grande erro dos que querem abrir um restaurante é imaginar que o (geralmente alto) investimento inicial seja suficiente para suportar o negócio no dia a dia.
“Não basta apenas investir muito no começo. É preciso montar uma estrutura e uma equipe de vários colaboradores, acompanhando quanto de custo isso representa na operação do restaurante”, diz Coser. ”Faça um cálculo financeiro e saiba quanto você precisa ganhar para continuar funcionando e atingir o ponto de equilíbrio, lembrando-se de assumir o compromisso de fazer todos os pagamentos de forma correta.”
4 — Tenha um tempo para você mesmo e sua família
Mesmo que a rotina de um restaurante seja extremamente exaustiva, é fundamental que você tire algum tempo para recarregar as energias – seja passando um tempo sozinho ou ficando com a família.
“Ter inteligência é saber dividir bem o trabalho e a família, equilibrando os dois lados e atingindo um ponto em que você se sinta bem”, aconselha Coser. “Você tem que ter um tempo para viajar ou para estar com a família – mas sabendo que, depois, você voltará para o restaurante pelo qual se apaixonou.”
5 — Quer divulgar seu restaurante? Foque no serviço
“Por mais que se faça propaganda e ela seja interessante, nosso meio de divulgação maior é o próprio cliente”, afirma Coser.
O segredo para obter a aprovação dos consumidores, segundo o empresário, é ir muito além da precificação: ofereça um produto e, principalmente, um serviço de qualidade excepcional.
“No Corrientes 348, a gente sempre pensa: com um ticket médio como o nosso, o cliente poderia ter escolhi qualquer casa, mas escolheu a nossa. Por isso, vamos atender bem: temos uma só chance, que pode fazer com que esse consumidor volte ao restaurante ou com que ele fale mal de nós para outras dez ou vinte pessoas.”
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Afrouxamento para renegociação de estados e municípios endividados
O governo federal publicou ontem, quinta-feira (21/09), medida provisória que afasta algumas exigências que eram feitas a estados e municípios interessados em renegociar ou refinanciar dívidas com a União. A MP é assinada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que estava na condição de presidente da República durante a viagem de Michel Temer a Nova Iork. A medida visa facilitar a adesão de alguns estados e municípios que não conseguiam apresentar toda a documentação exigida. Entre as mudanças, a MP 801 acaba com a exigência de apresentação, por estados e municípios, de certidão de regularidade com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); comprovante de que não devem impostos federais; ou atestado de que não tem dívidas registradas na Dívida Ativa da União. Outra exigênciua que não será mais feita é que os estados e municípios estejam adimplentes com outros planos de renegociação de dívida feitos pela União em 1993, 1997 e 2001.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Richa tem o maior índice de aprovação dos últimos dois anos
Do jornal Gazeta do Povo, desta quinta-feira (21/09): "A aprovação do governo de Beto Richa (PSDB) chegou a 37,8% entre os paranaenses e atingiu o maior patamar desde setembro de 2015, quando o Instituto Paraná Pesquisas começou a fazer o acompanhamento contínuo da avaliação do governo por parte da população. Consequentemente, o índice de desaprovação do governo, que chegou a quase 73% em setembro de 2015, caiu para 58,3%. A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e foi feita com 2.516 pessoas em 91 municípios do estado. Um dado que se destaca é que as entrevistas foram feitas poucos dias depois do vazamento da delação premiada de Eduardo Lopes Souza, dono da Construtora Valor, que confirmou que o dinheiro desviado da construção de escolas estaduais abasteceu campanha de Beto Richa. Para o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, as denúncias até podem afetar a imagem do governador, mas precisaria de um acontecimento mais drástico - como uma “operação policial” - relacionado a Richa, para que a imagem dele venha a ser abalada. “Não tenho dúvidas de que a [operação] Quadro Negro é um inibidor para que ele melhore em popularidade. Mas se não vier uma operação policial, fica a denúncia pela denúncia, fica o diz que me diz”, analisou Hidalgo. “Uma coisa é muito clara: todo dia tem denúncia. Então, se não houver operação policial, a denúncia não vai abalar [a imagem do governador], ou abala muito pouco”, completou. Mesmo diante assombrado pela Quadro Negro, Richa conseguiu manter o ritmo de crescimento da aprovação de sua gestão, que vem subindo paulatinamente desde setembro de 2015. Naquele ano de 2015 aconteceu a Batalha do Centro Cívico, m que dezenas de professores ficaram feridos após forte repressão policial. Nem no quesito combate à corrupção a pesquisa registrou grandes variações negativas. A nota do governador, 3,2, registrou uma queda de dois décimos em relação a março de 2017, mas ainda é mais alta que no início da série, quando foi de 2,6. Do ponto de vista do governo, o destaque negativo da pesquisa é a avaliação de Richa em Curitiba, na Região Metropolitana e no Litoral. Enquanto em todas as outras regiões do estado o governador tem aprovação superior a 40%, nesta região o índice foi de 28,3%. O grande destaque positivo é o interior do Paraná. O diretor do Paraná Pesquisas atribuiu esse desempenho principalmente à estratégia do governador, de ter voltado a visitar pequenos municípios do Paraná. “A melhora dele se deu principalmente no interior do estado, nas pequenas cidades. E isso se revela pelo fato de ele ter voltado a atender os municípios. Isso, no interior, pesa muito. [A inauguração de] uma creche numa cidade com 10 mil, 12 mil habitantes, conta muito”, pontuou Murilo Hidalgo. Consequentemente, essa região é onde o governador tem o maior índice de desaprovação. Enquanto em outras regiões do estado o porcentual de moradores que desaprovam o governo não excede os 55%, na Metropolitana de Curitiba esse índice é de 68,2%. Outro dado levantado pela pesquisa que também mostra uma melhoria contínua da imagem pública do governador é o crescimento do número de paranaenses para quem o governo Richa está sendo melhor que o esperado. Esse índice saiu de 4,6% em setembro de 2015 e chegou, depois de seguir em evolução contínua, a 10,6%. Por outro lado, a avaliação de que o governo vai pior que o esperado está em 46,9%, o menor patamar desde 2015. Desde o início da série histórica a aprovação do governo Beto Richa (PSDB) tem crescido paulatinamente.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Entrevista bomba de Procurador compromete Janot
O procurador da República Ângelo Goulart Villela, 36, afirma que Rodrigo Janot fez o acordo de delação com a JBS com o objetivo de derrubar o presidente Michel Temer e impedir a nomeação de Raquel Dodge para substituí-lo no comando da Procuradoria-Geral da República. Ele contou que presenciou uma conversa em que Janot (a quem chama pelo primeiro nome, Rodrigo) afirmou: "A minha caneta pode não fazer meu sucessor, mas ainda tem tinta suficiente para que eu consiga vetar um nome". "Ele tinha pressa e precisava derrubar o presidente", diz. "O Rodrigo tinha certeza que derrubaria", afirma. Villela concedeu ao jornal Folha de São Paulo no sábado (16/09) sua primeira entrevista após deixar a prisão, no dia 1º de agosto, onde ficou por 76 dias sob suspeita de vazar à JBS informações do Ministério Público. "A desonra dói muito mais que o cárcere", disse. Alvo da Operação Patmos, de 18 de maio, ele foi denunciado por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e obstrução de Justiça.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Aberta consulta pública sobre a revogação do estatuto do desarmamento
O site do Senado Federal iniciou uma consulta pública sobre a proposta do senador Wilder Morais (PP-GO) de realizar um plebiscito sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), norma sancionada em 2003 que limitou o porte de armas de fogo. Em dois dias, o tema já é o de maior participação atual de internautas, tendo mais de 50 mil pessoas a favor do plebiscito e 1,8 mil contra – dados coletados até as 10h desta terça-feira (12/09). O Projeto de Decreto Legislativo 175/2017, de Morais, propõe que a consulta à população seja feita com as eleições de 2018, em que o eleitorado seria chamado a responder “sim” ou “não” a três perguntas: se deve ser assegurado o porte de armas a cidadãos com bons antecedentes em área rural, sem restrições; se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas a quaisquer cidadãos que preencham requisitos objetivamente definidos em lei; se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure a posse de armas a quaisquer cidadãos que preencham requisitos objetivamente definidos em lei. O Estatuto do Desarmamento é polêmico. Sob os argumentos de direito à legítima defesa e liberdade, os que pleiteiam o fim do estatuto questionam a legislação atual, que não teria atendido à vontade popular após o referendo de 2005 – quando 63% da população se posicionou contra a proibição da venda de armas. No referendo, a pergunta feita aos eleitores foi a seguinte: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. 63% da população votou “não”, e a venda de armas continua ocorrendo no país. Mas o fato é que a legislação traz uma série de requisitos para que essa venda seja feita. Atualmente, apenas pessoas maiores de 25 anos podem comprar armas no país, e o porte – direito a poder transitar com a arma – só é permitido a civis em casos excepcionais, com comprovação de necessidade. Quem pretende comprar uma arma, não pode ter nenhum antecedente criminal, nem estar sendo investigado por crimes. Um civil pode ter até seis armas, mas, a cada compra, precisa justificar o motivo. E o registro da arma precisa ser renovado a cada três anos.
sábado, 9 de setembro de 2017
Ricardo Barros libera R$ 520 milhões para compra de 6,5 mil ambulâncias
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, liberou R$ 520 milhões para aquisição de 6,5 mil ambulâncias brancas usadas no transporte sanitário. Esses veículos são usados no transporte de pacientes que necessitam de locomoção para os serviços de saúde, além de garantir o transporte de pacientes entre municípios e serviços de referência em outras cidades. Essa ação facilita o acesso a consultas, exames e internação para cirurgias eletivas, beneficiando diretamente milhões de pessoas em todo o Brasil. “Em julho, já havíamos anunciados a compra dessas ambulâncias. Agora, estamos oficializando esse compromisso com todo o Brasil, uma vez que os 5.570 municípios estão aptos a receber as novas ambulâncias, desde que tenham indicação parlamentar. Vamos priorizar, nesse momento, os municípios menores, porque são as regiões que mais precisam de atenção e investimento na área de saúde nesse momento”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Dentro do critério de distribuição, os municípios que tiverem até 20 mil habitantes terão direito a uma ambulância; os que tiverem de 21 mil a 50 mil terão direito a duas; os que tiverem de 51 mil a 100 mil terão direito a três, e os municípios que tiverem mais de 100 mil habitantes terão direito a quatro ambulâncias. Mais ambulâncias – Em julho, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 467,6 milhões para a compra de ambulâncias do Samu e 1.000 vans para atender as necessidades da população. Das ambulâncias do Samu, 1.098 unidades vão renovar a frota com mais de cinco anos de uso. Outras 402 serão destinadas para expansão da oferta. A medida irá beneficiar 134 regiões que não possuem esse tipo de serviço. Com isso, a cobertura da população chegará a 83,4%. Atualmente, o País possui 3.215 ambulâncias em funcionamento, com custeio de mais de R$ 1 bilhão. Só nessa gestão, outras 929 ambulâncias estão sendo adquiridas para renovação e expansão. Em mais de um ano de gestão, o ministro Ricardo Barros economizou R$ 3,8 bilhões de recursos sendo totalmente reinvestidos na habilitação de novos serviços. Do total de recursos, a pasta liberou R$ 2 bilhões para o custeio de 12.138 novos agentes comunitários de saúde, 3.103 novas equipes de Saúde da Família, 2.299 novas equipes Bucal, 882 novos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, 113 novas equipes de Saúde Prisional e 34 novos consultórios na rua. A medida, que beneficia 1.787 municípios e representa cobertura de mais 22 milhões de pessoas na atenção básica, também prevê o credenciamento de 34 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) e a aquisição de 10 mil cadeiras para consultórios odontológicos, com raio-x, que funcionam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Flecha
Da revista Veja: "O Santander será atingido por mais torpedos da Operação Zelotes. O MP avalia se oferecerá uma ou duas denúncias no esquema de abatimento de multas aplicadas pela Receita."
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Fachin envia denúncia contra Lula e Dilma para 1ª instância
O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin decidiu encaminhar a denúncia contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e o ex-ministro Aloizio Mercadante por obstrução às investigações da Operação Lava Jato para a primeira instância. Relator do inquérito, Fachin contrariou o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que queria o processamento da denúncia no Supremo. O caso foi remetido para a Justiça Federal do Distrito Federal. Em março de 2016, um pouco antes do impeachment, Dilma nomeou Lula como ministro-chefe da Casa Civil. A Procuradoria-Geral da República viu nessa atitude uma tentativa do governo de barrar o avanço da Lava Jato sobre o petista, que era alvo em diversas frentes de investigação na Operação. A posse como ministro garantiria a ele a prerrogativa de foro no STF. No entanto, ele terminou não se concretizando por causa de uma liminar baixada pelo ministro Gilmar Mendes. Uma segunda linha de investigação que consta na denúncia é sobre a troca de informações sigilosas sobre as investigações entre Dilma e a empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, por meio de “contas de correio eletrônico clandestinas”, entre 2015 e 2016. Em relação a Aloizio Mercadante, a PGR acusa o ex-ministro petista de ter dado apoio político, jurídico e financeiro ao então senador Delcídio do Amaral (MS), no final de 2015, a fim de evitar que ele celebrasse acordo de colaboração premiada.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Novos iPhones podem ser apresentados em algumas semanas
A Apple marcou um evento para o anúncio de produtos para 12 de setembro, segundo pessoas com conhecimento do assunto, reforçando expectativas de que a gigante da tecnologia lançará novos iPhones e um smartwatch bem antes da temporada de compras do fim de ano. A empresa deverá apresentar três novos modelos do iPhone, disseram as fontes, incluindo um aparelho maior de “tela infinita” e com tecnologia de reconhecimento facial para marcar o 10º aniversário do smartphone, além de versões atualizadas dos atuais iPhone 7. Nos últimos meses, analistas vinham dizendo que problemas na produção poderiam levar a Apple a adiar o lançamento do modelo com “tela infinita”. Mas se o evento realmente ocorrer em 12 de setembro, estará mais ou menos em linha com os lançamentos de iPhones de anos recentes. A Apple se recusou a confirmar a data do evento. A empresa normalmente mantém em segredo informações sobre eventos do tipo até poucos dias antes da data de lançamento.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Delfim Neto e o PIB
O ex-ministro Delfim Netto, um dos mais brilhantes nomes na área econômica da história do país, comentou sobre o momento em que estamos.
"O Estado não cabe no PIB".
"O Estado não cabe no PIB".
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Dólar a menos de R$ 3? Como as privatizações e reformas podem fazer o câmbio baixar
Do jornal Gazeta do Povo trago este texto para reflexão. Não acredito sinceramente em um dólar fraco, abaixo dos R$ 3,00. Os fundamentos da economia no momento não são bons, assim como as previsões de curto prazo.
"O pacote de privatizações e reformas propostas por um governo pró-mercado, como é o de Michel Temer (PMDB), pode fazer o dólar cair. As projeções mais otimistas cravam que a moeda americana pode ir para R$ 2,50. Já as mais realistas acreditam que deve ficar na casa dos R$ 3. Em comum, analistas das duas correntes avaliam como positivo o movimento de desestatização da Eletrobras e apostam que a reforma da Previdência pode acelerar ainda mais o processo de valorização do real ante o dólar. Mas todo esse cenário já está intimamente ligado às eleições de 2018. Em entrevista à Bloomberg, o sócio-diretor da Tendências Consultoria, Nathan Blanche, especialista em câmbio, avaliou que o dólar pode aprofundar a tendência de queda e chegar a R$ 2,50 num cenário otimista do mercado, com privatizações, reformas aprovadas e a eleição de um governo pró-mercado em 2018. Ele explica que o dólar encontrou um ponto de equilíbrio, em torno de R$ 3,20, mas que tem espaço para cair mais e que o Banco Central não pode impedir um recuo mais forte da moeda. Se o dólar chega mesmo a R$ 2,50, só o tempo para mostrar. Mas a tendência de queda existe e é a eleição de 2018 que vai acabar consolidando esse cenário. “A privatização é boa e afeta o câmbio. Mas daqui a 15 meses a gente vai ter uma eleição e, em termos de impactos positivos de câmbio, isso vai ficar mais forte quando se refletir em números eleitorais mais positivos”, avalia Ivo Chermont, economista-chefe da Quantitas, uma boutique de investimentos. O mercado também já assimilou o cenário de que a reforma da Previdência não deve sair esse ano. “Se o mercado já está acomodado sem a reforma, se ela sair, vai ser positivo e impacta no câmbio também. Lembrando que o câmbio chegou a R$ 3,10 quando estavam desenhando a reforma da Previdência”, avalia. Para ele, esse ambiente leva o dólar mais próximo da casa dos R$ 3, mas ainda permite espaço para cair mais. “Não há nada na economia brasileira em termos de fundamento externo que diga que o dólar não possa ir abaixo de R$ 3. O nosso fundamento econômico permite, mas pensando em como o mercado entende, acho que precisa de algo a mais. Uma grande reforma da Previdência daria espaço para o dólar abaixo de R$ 3”, pondera. Ao longo dos próximos meses, o cenário pode começar a assentar, com a indicação dos resultados de pesquisa para 2018. “Se a eleição for mais fácil, com uma esquerda mais fraca, é um caminho mais fácil para um governo pró-mercado assumir. E aí o dólar vai escorregando para baixo. Toda essa agenda de privatização vai ganhando contorno de impacto com o tempo”, avalia. Por outro lado, o impacto positivo das privatizações pode acabar caso o próximo ano comece com um candidato como Lula à frente das pesquisas. “Num cenário desses, o dólar volta a ganhar força”, diz. Mais pé no chão é a avaliação do economista William Castro Alves, da Valor Gestora de Recursos. “Não é pessimismo, é realidade histórica. O Brasil sempre criou muita expectativa e frustrou isso. A notícia da Eletrobras foi uma surpresa positiva, mas não é privatização: é desestatização. Frente ao que tem hoje é melhor, mas tudo passa pelo Congresso e aí é que complica”, lembra. Na avaliação de Alves, os parlamentares podem frear o processo que traria benefícios para a economia brasileira. Por outro lado, aprovando a reforma da Previdência e fazendo as privatizações desenhadas pelo governo, o câmbio virá para baixo por uma questão de fluxo. Ele lembra que após Donald Trump assumir o governo dos Estados Unidos houve uma movimentação do mercado de investimentos, com pessoas em dúvida sobre como aplicar seu dinheiro. Isso se refletiu em altas históricas nas bolsas de países emergentes, como a Índia. Mas o Brasil ficou para trás, por causa do cenário político complicado – muito embora a nossa moeda já não esteja tão desvalorizada como a de outros países emergentes. No entanto, essa situação política instável – ainda voltada a Temer permanecer ou não no cargo – pode frear esse processo. “Tudo pode cair por terra se sair mais uma delação que envolva de novo o Temer. A equipe econômica de qualidade fica de lado quando um escândalo político vem atrapalhar”, diz."
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Lucro de 312 empresas de capital aberto cai pela metade no 2º trimestre
O lucro de 312 empresas de capital aberto no segundo trimestre do ano totalizou R$ 21,50 bilhões, uma queda de 51% ante igual intervalo de 2016, quando os ganhos totalizaram R$ 43,9 bilhões, de acordo com levantamento da Economática. A consultoria também trouxe cálculos em que excluiu os resultados de Eletrobras, Vale e Oi, uma vez que, argumenta, a grande variação do lucro dessas companhias no período distorce o estudo geral. Nesse caso, levando-se em consideração os dados de 309 empresas, o lucro acumulado no segundo semestre foi de R$ 24,4 bilhões, valor 13,2% inferior que o do mesmo período de 2016, quando as mesmas companhias lucraram R$ 28,1 bilhões. O setor com maior lucro acumulado no segundo trimestre de 2017, com 23 instituições, é o de bancos: os ganhos somados atingiram R$ 16 bilhões, crescimento de R$ 851 milhões ou 5,6%.Seis setores tiveram prejuízo consolidado no segundo trimestre de 2017. O setor de Construção, com 21 empresas, registra R$ 1,56 bilhão de perdas. Já o segmento de Transportes e Serviços acumulou prejuízo de R$ 654,4 milhões, o segundo maior em prejuízo nominal.Dos 25 setores avaliados, 12 têm queda de lucratividade no segundo trimestre de 2017 com relação ao mesmo período de 2016. O de Papel e Celulose, com cinco empresas, é o que tem a maior queda: no segundo trimestre de 2016, o setor registrou lucro de R$ 2,94 bilhões, contra prejuízo de R$ 399,8 milhões no mesmo período de 2017. O setor com maior crescimento nominal de lucratividade entre o segundo trimestre de 2016 e 2017 é o de Siderurgia. Com 18 empresas, registrou lucro de R$ 107,4 milhões de abril a junho, contra prejuízo de R$ 792,3 milhões em igual intervalo de 2016.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Mark Zuckerberg, do Facebook, adota agenda de presidenciável nos EUA
Visitas a uma clínica para dependentes de opiáceos em Ohio, a uma escola de Rhode Island, a uma montadora perto de Detroit, um tour em uma reserva indígena em Montana e um jantar com refugiados somalis em Minneapolis. A agenda que já inclui passagens por mais de 20 Estados desde janeiro poderia ser a de um candidato em campanha pela Casa Branca, mas é, oficialmente, parte do desafio autoimposto pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, neste ano. A intensa Programação e as postagens em sua rede exaltando cada parada deram início a rumores de uma candidatura de Zuckerberg, 33, à Presidência em 2020. As especulações ganharam corpo com a contratação do estrategista-chefe da campanha de Hillary Clinton, Joel Benenson, para trabalhar na Iniciativa Chan Zuckerberg, fundação social tocada por ele e a mulher, Priscilla Chan. A meta de Zuckerberg para o ano é percorrer 30 dos 50 Estados do país para "escutar" os americanos — nada poderia se parecer mais com uma caravana política. "A tecnologia e a globalização criaram muitos benefícios, mas para muita gente também tornaram a vida mais desafiadora. Precisamos achar uma forma de mudar o jogo para que funcione para todo mundo", escreveu Zuckerberg ao justificar a turnê. Algumas pesquisas para 2020 já incluem seu nome, como uma feita em julho pelo Public Policy Polling, ligado aos democratas, com 836 eleitores e margem de erro de 3,4%. Segundo o levantamento, se a eleição fosse hoje, Zuckerberg empataria com Trump com 40% dos votos. "Neste momento, não há razão para Zuckerberg não concorrer. Ele é uma importante figura nos negócios e nas mídias sociais, e representa uma voz nova no cenário politico", diz Julian Zelizer, professor da Universidade Princeton especialista em histórica política americana. Apesar de não ser filiado a nenhum partido, Zuckerberg ressalta posições como o apoio à comunidade LGBT, aos refugiados e imigrantes e à produção de energia limpa. Mesmo não sendo crítico constante de Trump, posiciona-se contra medidas como o decreto que vetava temporariamente a entrada de refugiados e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana e a proibição de transgêneros nas Forças Armadas. "Todos deveriam poder servir seu país, não importa quem sejam", escreveu em seu perfil na rede. A mensagem teve 652 mil curtidas e 25.500 compartilhamentos. Hans Noel, cientista político da Universidade de Georgetown, vê "várias explicações inocentes" para os movimentos recentes do criador do Facebook, como tentar entender melhor como sua ferramenta influencia eleições. Ele, contudo, considera que Zuckerberg tem vantagens sobre outros "outsiders" numa eventual campanha. "Ele controla uma plataforma crucial para notícias e, mesmo que não a manipule em benefício próprio, sabe usá-la. E tem acesso a toneladas de dados úteis." Dinheiro também não será problema, pois Zuckerberg é hoje o quinto homem mais rico do mundo, com US$ 72,6 bilhões, segundo a "Forbes". Tampouco pesará contra sua imagem, calculada para passar a percepção de desapego. Em 2016, ao justificar por que sempre usava a mesma camiseta cinza e jeans, Zuckerberg disse que não queria "gastar tempo com coisas frívolas". Cada camiseta, feita sob medida pela grife italiana Brunello Cucinelli, contudo, custa cerca de R$ 1.200. Para Noel, os democratas devem preferir outro nome em 2020. "Mas eles podem estar tão Zelizer diz crer que um governo ruim de Donald Trump não necessariamente atrapalhe a eleição de outro novato. "Pode haver um desejo de eleger alguém com experiência. Mas [Ronald] Reagan foi visto como outsider, e acabou derrotando Jimmy Carter." Com informações do jornal Folha de São Paulo.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Novo partido de Bolsonaro vai se chamar Patriota
Da Gazeta do Povo: "O Partido Ecológico Nacional (PEN), sigla escolhida pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para disputar a Presidência da República em 2018, vai mudar de nome para Patriota. O próprio Bolsonaro fará o anúncio de forma oficial nesta quinta-feira (10/08), num hotel da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, às 16 horas. Mas a filiação mesmo só se dará na janela eleitoral, que ocorrerá em março de 2018, ou numa eventual nova data que possa vir a ser definida pela reforma política. Ele não pode se filiar antes desse período. O estatuto do PEN, ou Patriota, será todo alterado. Bolsonaro afirmou à Gazeta do Povo que o partido vai perder “essa história de ecológico” e vai valorizar o agronegócio. “Que é o que interessa, o agronegócio. Que leva o país para frente. Essa história de ecológico é tudo deturpado no Brasil. O PEN vai sofrer uma cambalhota, vai virar do avesso”, afirmou Bolsonaro. O deputado contou ainda que o estatuto vai proibir coligações com “partidos de esquerda”. Bolsonaro será o presidente de honra. O atual presidente do PEN, Adilson Barroso, continuará no cargo. O deputado descartou o nome Prona, apesar de ser um seguidor das ideias de Enéas Carneiro, ex-líder da legenda e que foi candidato a presidente da República com o bordão “Meu nome é Enéas”. “Quando surgiu essa possibilidade começaram a falar que eu ia me filiar a um partido de ultradireita. Aí começam os rótulos. Então deixei para lá”. A filiação de Bolsonaro ao PEN – e o desejo de mudar o nome da legenda para Patriota ou Prona – foi antecipada pela Gazeta do Povo no final de julho."
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