segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dólar bate R$3,45, maior valor desde final de 2016

O dólar fechou a segunda-feira em alta de mais de 1 por cento e foi ao patamar de 3,45 reais, maior nível em quase um ano e meio, seguindo o movimento dos mercados externos em meio a temores de que a pressão inflacionária leve o banco central dos Estados Unidos a ser mais firme no aperto monetário. O dólar avançou 1,20 por cento, a 3,4528 reais na venda, depois de tocar a máxima de 3,4538 reais no dia e no maior patamar de fechamento desde 2 de dezembro de 2016 (3,4726 reais). Odólar futuro tinha alta de cerca de 1,1 por cento no final da tarde. “O Treasury de 10 anos testou novamente os picos deste ciclo econômico… geralmente, as rodadas de abertura (alta das taxas) dos Treasuries afetam o humor global a risco, o que está dando suporte ao dólar no mundo”, disse o gestor e sócio da gestora Flag Dan Kawa. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos dos EUA foram a quase 3 por cento nesta sessão, em meio a preocupações com a crescente oferta de dívida pública do país e a aceleração da inflação. Com isso, o dólar chegou a atingir a máxima em sete semanas ante umaa cesta de moedas. Esse cenário aumentava o temor de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar os juros mais do que o esperado. Taxas elevadas na maior economia do mundo tendem a atrair recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira. “E isso levaria a menos liquidez no mercado, o que puxa o dólar“, afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local. O dólar também subia ante divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Como pano de fundo, os investidores seguiram acompanhando o noticiário político interno, a poucos meses das eleições presidenciais de outubro. O Banco Central vendeu todo o lote de 3,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,87 bilhão de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que vence em maio. Se mantiver esse volume diário e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Spotify gasta menos com Bancos em IPO


Depois de abalar a indústria da música, o Spotify está levando investidores a questionarem o valor que podem conseguir se bancos liderarem um IPO, serviço do qual ela abriu mão. A empresa de streaming de música efetivamente privou os bancos de centenas de milhões de dólares em taxas ao não precisar de assessoria ao lançar as ações da companhia avaliada em 26,5 bilhões de dólares na Bolsa de Nova York. Os bancos que podem cobrar das empresas até 7 por cento do valor captado numa listagem e gestores de fundos em Londres dizem que o sucesso da Spotify fará os bancos a terem que mostrar mais claramente o valor que criam para as empresas. “Além de economizar muito dinheiro para o tipo certo de empresa, o sinal demonstrado por esse tipo de listagem é a igualdade de condições que cria”, disse Trevor Green, diretor de ações institucionais da Aviva Investors, à Reuters.Os bancos embolsaram taxas anuais de 33,6 bilhões de dólares nos EUA e 14,4 bilhões de dólares na Europa na última década ao coordenarem IPOs, segundo dados da Thomson Reuters. E embora as disputas entre bancos de investimento e gestores de ativos sobre essas taxas não sejam novas, a tecnologia em evolução, o capital disponível mais livremente para as empresas e as pressões regulatórias significam que mudanças pode vir. Mas embora os críticos afirmem que os altos custos tenham desencorajado algumas empresas de ingressarem no mercado de ações, limitando suas perspectivas e dificultando o crescimento da economia, os banqueiros dizem que é pouco provável que sejam capazes de replicar a listagem direta do Spotify. Isso só foi possível porque um grande número de acionistas de fundos queria vender e a empresa não estava levantando muito capital. Isso significa que por enquanto essa rota só pode ser seguida por empresas de internet conhecidas como o Spotify. “É uma questão única”, disse Suneel Hargunani, diretor do EMEA Equity Syndicate, do Citigroup. “Não há muitas empresas que preencham todos esses requisitos, por isso não achamos que isso vai se tornar muito comum”, disse ele em entrevista à Thomson Reuters. Com informações da revista Exame.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

João Doria Júnior lidera disputa pelo governo de SP


O ex-prefeito de São Paulo João Agripino da Costa Doria Junior (PSDB) lidera a corrida pelo governo do Estado, segundo pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta segunda-feira, 16. O tucano tem 29% das intenções de voto, à frente do presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB), com 20%; do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), com 8%; e do ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), com 7%. Doria e Skaf, no entanto, também têm os maiores índices de rejeição entre os eleitores. No Estado, 34% do eleitorado diz que não votaria "de jeito nenhum" no presidente da Fiesp e 33%, no ex-prefeito paulistano. Marinho tem 27% e França, 22%. O levantamento mostra que a desaprovação ao tucano na capital disparou depois da renúncia à Prefeitura: 49% dos eleitores de São Paulo rejeitam a possibilidade de escolhê-lo para governar o Estado. No interior, a rejeição cai para 25%. A intenção de voto em Doria também diverge entre a capital, de 24%, e o interior, de 30%. oria tem maior preferência entre os homens e os eleitores com maior renda, segundo o Datafolha. Enquanto 35% dos homens votariam no ex-prefeito, 24% das mulheres fariam a mesma opção. Dentre os mais ricos, 39% diz que vai votar no tucano; na camada mais pobre, que recebe até dois salários mínimos por mês, ele é preferido por 24%. A pesquisa Datafolha ouviu 1.954 eleitores em 68 municípios paulistas, entre os dias 11 e 13. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número SP 04706/2018. Com informações do jornal "O Estado de São Paulo".

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Marfrig: a volta às origens


Nesta segunda-feira (09/04) a Marfrig anunciou a compra do controle (51%) do frigorífico americano National Beef por 969 milhões de dólares (quase 3,3 bilhões de reais). É, em linhas gerais, uma volta às origens da empresa criada na virada do século por Marcos Molina, (fotografia) filho de açougueiros e que construiu um conglomerado baseado na carne bovina. Molina hoje é presidente do conselho de administração da companhia. Junto com a compra veio também outro grande anúncio: o de que pretende vender a totalidade da americana Keystone, que é uma das maiores fornecedora de alimentos à base de diversos tipos de carne para redes como McDonald’s e Subway. A Keystone, fundada nos anos 60, foi a empresa que criou os famosos nuggets de frango. Em 2017, a marca representou quase metade do faturamento da Marfrig. A venda da Keystone era algo esperado há algum tempo (o que mais se falava até então era uma oferta de ações na bolsa), mas a compra da National Beef foi uma surpresa para o mercado. “À primeira vista, o acordo é uma surpresa, especialmente considerando o fato de a Marfrig estar com um plano agressivo de desalavancagem”, afirmam analistas do banco BTG Pactual em relatório intitulado “Back to Beef”. Com a entrada da National Beef e a pretendida saída da Keystone, a Marfrig deve se concentrar em carne bovina, mas expandir o número de países em que atua — e reduzir o peso da dívida em seu balanço. A National Beef é a quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos (atrás de Tyson Foods, JBS USA e Cargil) e faturou 7,3 bilhões de dólares (24,3 bilhões de reais) no ano passado. Com a compra, a divisão de carne bovina da Marfrig deve passar de 10 bilhões de reais para 34 bilhões de reais. “A aquisição tem dois pilares muito importantes: o relacionamento que a National tem com seus fornecedores e o acesso ao mercado americano e japonês”, afirma Martin Arias, presidente da Marfrig. Na lista de principais mercados de exportação, a americana tem países como Japão e Coréia do Sul, onde a Marfrig não tem atuação. A aquisição deu à Marfrig o título de “segunda maior processadora de carne bovina do mundo” (a primeira é a JBS), frase destacada nos painéis na sala de coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira pela companhia. Com a compra da National Beef a Marfrig aumentará seu endividamento de 8 bilhões para 11,8 bilhões de reais. A dívida mais alta, no entanto, será compensada pela geração de caixa (medida pelo Ebitda), que deve dobrar, saindo de 1,70 bilhão de reais para 3,45 bilhões de reais. Com isso, a alavancagem (relação entre dívida e geração de caixa) diminuiria de 4,55 para 3,35 vezes. A compra agradou investidores. As ações da companhia subiram 18,8% nesta segunda, garantindo um ganho de mais de 726 milhões de reais em seu valor de mercado. Trata-se da primeira grande aquisição da Marfrig desde 2010. Mas os investidores não estão empolgados apenas com a compra, mas também com a venda, que mostra que a companhia pode, finalmente, ter aprendido uma lição importante: a de que um crescimento desenfreado pode levar a empresa para o buraco. A compra da Keystone em 2010, de 1,26 bilhão de dólares, marcou o auge da Marfrig, que adquiriu mais de 40 empresas entre 2006 e 2010. As compras envolveram não só a área bovina como também carne de perus, frangos, suínos e até mesmo o controle de uma empresa especializada em couros para indústrias automobilísticas e de aviação. O objetivo era tornar a Marfrig uma empresa global. Ele foi atingido, mas o custo foi alto demais. O crescimento foi financiado pela emissão de dívidas que fizeram a alavancagem chegar a 6,3 vezes a geração de caixa no início de 2015 e a companhia nunca mais voltou ao saudável patamar de 2,6 vezes que tinha em 2009. A venda da Keystone é um marco da estratégia que a companhia teve que adotar nos últimos anos para reduzir seu endividamento. Outras operações que a companhia teve que se desfazer incluem a venda da irlandesa Moy Park e da Seara para a concorrente JBS, a venda de ativos argentinos e o controle da empresa de couros. Para vender a Keystone, a Marfrig já contratou os bancos JP Morgan e Rabobank e espera que a aquisição saia ainda no primeiro semestre do ano. Com a venda, a Marfrig espera reduzir o endividamento para 2,5 vezes sua geração de caixa — patamar prometido há tempos para os investidores. O compromisso agora é manter esse patamar. Investidores esperam que a empresa tenha aprendido a lição.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Beto Richa deixa o cargo para concorrer ao Senado, e Cida Borghetti assume o Governo do Paraná



Participei na manhã desta sexta-feira (06/04) da solenidade de posse de Cida Borghetti Barros como governadora do Estado do Paraná. O agora ex-governador Beto Richa deixa o cargo para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Paraná. "É uma honra ser a primeira mulher a assumir esse cargo", afirmou Cida Borghetti. Empresária e jornalista, Cida Borghetti é formada em administração pública, com especialização em Políticas Públicas. É casada com o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e tem uma filha: Maria Victória Borghetti Barros (PP), que concorreu à Prefeitura de Curitiba na última eleição municipal. Cida começou na política como militante do PDS jovem. Foi deputada federal e deputada estadual por dois mandatos consecutivos. Atualmente, é a coordenadora das relações do Paraná com a bancada federal e com o Governo Federal. Já Beto Richa fez um breve balanço de seu governo citando dados positivos como a redução do nível de endividamento do governo do Paraná que segundo ele recuou de 90% para menos de 30% da receita corrente. Também citou a participação paranaense no PIB nacional que cresceu de 5,8% para 6,3%, além de outros indicadores sócio-econômicos. Cida Borghetti deve disputar a eleição para governo do Paraná pelo Partido Progressista. Confira abaixo um video que fiz durante a solenidade.







quinta-feira, 5 de abril de 2018

Richa deixará o governo do Paraná amanhã para disputar Senado


Estive na manhã de hoje (05/04) com o governador do Paraná Beto Richa no Palácio Iguaçu. Nesta sexta-feira, o governador se desincompatibilizará do cargo para disputar uma vaga ao Senado Federal. A vice-governadora Cida Borghetti (PP) assumirá o governo até o final do mandato 2015-2018. Beto Richa deixa, sem dúvidas, um legado importante, e um Paraná com o ajuste fiscal realizado, ao contrário de tantos outros entes da federação que atravessam grave crise fiscal e econômica. Na edição 126 da Frizz Magazine (Segundo Trimestre de 2018) uma matéria especial sobre o Legado que Beto Richa deixa aos paranaenses.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Indústrias diminuem abates para tentar segurar preço do boi no atacado

O aumento da produção de carne tem desafiado a capacidade do mercado interno de absorver esse volume, afirma Marina Zaia, analista de mercado da Scot Consultoria. “As indústrias estão mudando suas estratégias de compra, diminuindo o volume de animais abatidos ou pulando dias de abate, para regular seus estoques e segurar suas margens”, conta. O comportamento das vendas, visto de forma independente, deixa a sensação de queda no consumo, mas o incremento dos abates demonstra que, aparentemente, o aumento oferta tem sobrepujado a melhora da demanda, o que causou a queda de cotações da carne. Com isso, a movimentação efetiva de baixa no mercado do boi gordo começou a aparecer com mais intensidade.  Segundo Marina, fica a expectativa do impacto destas táticas no mercado. Enquanto isso, na parcial do ano, as cotações no atacado recuaram 7,5%. No atacado, a carcaça de animais castrados está cotada em R$9,23 por quilo. Com informações do Canal Rural.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Governador Beto Richa deixará governo do Paraná para disputar o Senado


O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou na tarde desta segunda-feira (26/03) que deixará o cargo no dia 6 de abril para concorrer ao Senado. De acordo com a legislação eleitoral, ele teria até o dia 7 de abril para se desincompatibilizar do cargo. Com a saída de Richa, assume a vice-governadora Cida Borghetti (PP), pré-candidata ao governo. Ela é mulher do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que também já anunciou que deixará o cargo de ministro para concorrer nas eleições. Ele deve ser candidato a deputado federal pelo Paraná, função da qual se licenciou para assumir o ministério. A família Barros é tradicional na política do Estado -a filha do casal, Maria Victoria, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná quando tinha apenas 22 anos. Richa verbalizou a decisão após reunião com o secretariado e afirmou que optou por deixar o governo após receber o apoio de aliados. Também disse que escolheu o Senado por ser o caminho natural depois do mandato no governo estadual. O tucano foi eleito em 2010 e reeleito em 2014. Ambas as vitórias ocorreram no primeiro turno. Em 2015, a imagem de Richa ficou desgastada após a polícia reprimir um protesto a favor da greve dos professores, deixando centenas de feridos. No entanto o governador Beto Richa deixará a chefia do Estado com as finanças em dia, o ajuste fiscal feito, e um legado de muitas obras Paraná afora.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Doria vence prévias para o governo de São Paulo; Covas assume Prefeitura no dia 7


O prefeito de São Paulo, João Doria Júnior venceu, no primeiro turno, as prévias do PSDB e será o candidato do partido ao governo de São Paulo. Ele pretende deixar a Prefeitura da capital paulista até o dia 7 de abril, quando Bruno Covas, também do PSDB, assumirá o comando da cidade para um mandato de quase 3 anos. Doria obteve 80% votos. Em segundo lugar ficou o secretário estadual Floriano Pesaro, seguido pelo cientista político Luiz Felipe d’Ávila e pelo ex-senador José Aníbal. O governador Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência, evitou declarar apoio a João Doria na eleição para o Palácio dos Bandeirantes. O vice de Alckmin, Márcio França (PSB), também deverá ser candidato ao governo em outubro, o que levará o presidenciável a ter um palanque duplo no Estado. (O Estado de São Paulo)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Ministério da Agricultura suspende exportação de aves da BRF para a União Europeia

A BRF informou que o Ministério da Agricultura (Mapa) decidiu interromper temporariamente, a partir desta sexta-feira, dia 16, a produção e certificação sanitária de dez unidades da empresa que exportam aves para a União Europeia. A companhia informou ainda que todos os produtos já alocados, bem como os produzidos e embarcados antes dessa data, podem ser comercializados e utilizados sem restrições. “Está marcada para a próxima semana uma reunião na cidade de Bruxelas, na Bélgica, para o Mapa prestar esclarecimentos técnicos às autoridades sanitárias da União Europeia. Após o encontro, a medida será reavaliada”, disse a BRF em nota. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que confia em uma efetiva e imediata solução, por meio do Ministério da Agricultura. “O país não pode ceder às ameaças que colocam em risco milhares de empregos e as empresas do nosso setor. Somos parceiros de longa data da União Europeia, para onde exportamos mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango apenas nos últimos dez anos”, disse, por meio de nota. A entidade informou ainda que nunca houve qualquer registro de problemas de saúde pública relacionados à carne brasileira. E que, portanto, não há motivos concretos para impor embargos a qualquer empresa do setor, especialmente em relação a fatos passados e que já teriam sido corrigidos. “Toda a questão em torno deste tema decorre de divergências sobre critérios de classificação de produtos exportados no que tange à Salmonella spp. que, em termos práticos, não traz risco à saúde pública”, informou a ABPA.  Com informações do Canal Rural.

Veja o comunicado da BRF na íntegra

"A BRF S.A. ("BRF" ou "Companhia") (B3: BRFS3; NYSE: BRFS) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, de maneira cautelar, o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) decidiu interromper temporariamente, a partir de 16 de março de 2018, a produção e certificação sanitária dos produtos de aves da BRF exportados do Brasil para União Europeia. A medida contempla os SIFs: 1, 18,103, 104, 292, 466, 1001, 2014, 2518 e 4567. É importante ressaltar que todos os produtos já alocados na região, bem como os produzidos e embarcados antes do dia 16 de março podem ser comercializados e utilizados sem restrições. Está marcada para a próxima semana uma reunião na cidade de Bruxelas, na Bélgica, para o Mapa prestar esclarecimentos técnicos às autoridades sanitárias da União Europeia. Após o encontro, a medida será reavaliada. A companhia reitera que vem mantendo intensa interlocução com as autoridades locais e internacionais, prestando todos os esclarecimentos necessários afim de atestar a qualidade e segurança de seus produtos
e preservar o relacionamento comercial com seus clientes e consumidores. A BRF manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre qualquer nova informação relacionada ao presente comunicado."

domingo, 11 de março de 2018

Nova lei trabalhista: ex-empregado é condenado a pagar R$ 750 mil

Com base nas novas regras da lei trabalhista, proposta e sancionada pelo governo Temer, uma juíza do Trabalho de Mato Grosso condenou um ex-funcionário, que perdeu a ação contra seu patrão, a pagar R$ 750 mil em honorários para o advogado do ex-empregador. O vendedor Maurício Rother Cardoso ingressou na Justiça em 2016 queixando-se, entre outras coisas, de reduções salariais irregulares e do cancelamento de uma viagem prometida pela concessionária como prêmio para os melhores funcionários. Além de ter quase todos os pedidos negados pela Justiça, o autor do processo saiu ainda com a dívida de quase um milhão de reais. O caso foi contado em reportagem do Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Super Muffato no Catuaí Maringá


Meu irmão José Nilson Sacchelli Ribeiro vice-presidente da Frizz Mídia Ltda esteve representando a empresa na inauguração da quinta loja em Maringá do Grupo Muffato – quinta maior rede de supermercados do país –  na última quarta-feira, (07/03). Sob a bandeira do Super Muffato, o hipermercado está instalado no Catuaí Shopping, no Parque Industrial Bandeirantes. Na ocasião se encontrou com os proprietários da Rede Super Muffato Ederson Muffato (imagem acima) e Everton Muffato (imagem abaixo).  Infelizmente não pude comparecer devido a agenda de negócios em São Paulo. Desejamos sucesso à eles todos. Mais no blog: www.circulando.com.br 





sábado, 3 de março de 2018

Jovens usam cada vez menos cartão de crédito

Do jornal Valor Econômico: Os jovens conhecidos como “millennials” já foram acusados de desestabilizar muitos setores, dos jornais às lojas físicas tradicionais. E os cartões de crédito parecem ser os próximos dessa lista. Apenas um de cada três millennials usa cartões de crédito, segundo uma pesquisa da Bankrate.com, em comparação com a maioria dos americanos mais velhos. Além disso, uma pesquisa do Federal Reserve (Fed, o BC americano) concluiu que os jovens de 18 a 24 anos davam preferência a pagar com dinheiro do que outros grupos etários. Se eles têm um cartão, geralmente é pré-pago ou de débito, segundo o TD Bank. Nada disso é uma boa notícia para bancos como o J.P. Morgan Chase ou para bandeiras de cartões como Visa e MasterCard porque as taxas que eles recebem pelas transações com cartões de débito são inferiores às dos cartões de crédito. A crise financeira de 2008 e o custo cada vez maior do ensino superior talvez também tenham assustado alguns millennials. “Eles viveram a grande recessão justo quando começavam a faculdade ou a carreira e pensavam em comprar uma casa”, disse Erin Currier, diretora de segurança e mobilidade financeira da Pew Charitable Trusts. “Eles são muito sensíveis a essa experiência de vida.” Os millennials têm mais empréstimos estudantis para pagar do que as gerações mais velhas. Cerca de 41% deles tinham esse tipo de dívida, segundo um relatório do Pew em 2015. O número se compara com 26% da “geração X”, 13% dos “baby boomers” e 3% da “geração silenciosa”, nos respectivos picos. Esse tipo de dívida tem saltado: de 1990 a 2015, a dívida estudantil para um bacharelado de uma universidade típica aumentou cerca de 164%, segundo dados do Departamento de Educação dos EUA. Essas grandes obrigações poderiam explicar a aversão dos millennials por empréstimos, disse Currier. Com o tempo, talvez eles “nunca se sintam tão à vontade com cartões de crédito e financiamentos como as gerações anteriores”, afirmou.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Comcast entra na briga com Murdoch e Disney pela Sky


A Comcast, operadora de TV a cabo dos Estados Unidos, ofereceu US$ 31 bilhões para comprar a Sky, entrando na batalha com a Fox de Rupert Murdoch e a Walt Disney de Bob Iger pelo maior grupo de TV paga da Europa. A Comcast, a gigante de mídia de US$ 184 bilhões dona da NBC e da Universal Pictures, disse que está oferecendo £ 12,50 por ação, valor significativamente maior do que as £ 10,75 por ação acordado pela Fox. As ações no Sky subiram 18%. Presente em 23 milhões de casas em toda a Europa e conhecida por sua inovação tecnológica, a britânica Sky já concordou em ser vendida para a 21st Century Fox, de Murdoch, mas a aquisição foi adiada por preocupações com a influência do magnata da mídia na Grã-Bretanha. Isso complicou um negócio separado de US$ 52 bilhões da Disney para comprar ativos da Fox, incluindo a Sky. A oferta coloca Brian L. Roberts, da Comcast, contra Murdoch, o magnata de 86 anos que ajudou a lançar a Sky no Reino Unido. A oferta também coloca Roberts contra Iger, da Disney, um rival de longa data depois que a Comcast tentou comprar a Disney por US$ 54 bilhões em 2004. A última rodada de grandes negócios indica as pressões que as redes tradicionais de televisão por cabo estão sofrendo depois de perderam clientes para serviços de transmissão como Netflix Inc e Amazon.com Inc.. “A Sky e a Comcast combinam perfeitamente: ambos somos líderes na criação e distribuição de conteúdo”, disse Roberts, presidente-executivo da Comcast. Murdoch, da Fox, concordou em comprar os 61% da Sky que ainda não possui em dezembro de 2016, mas a aquisição tem sido repetidamente negada por preocupações regulatórias de que o magnata da mídia tem muita influência no Reino Unido.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Temer elogia desempenho de Ricardo Barros à frente do Ministério da Saúde


O presidente Michel Temer participou ontem (27/02), no Palácio do Planalto, da entrega da Medalha de Mérito Oswaldo Cruz para uma série de agraciados por feitos considerados notáveis na área de saúde. Em seu discurso, o presidente lembrou das realizações de seu governo e teceu elogios à sua equipe ministerial, com destaque para o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Segundo o presidente, Barros foi seu "maior acerto". “Quando montamos nossa equipe econômica, em menos de dois anos de governo deu certo. Eu acertei também na educação, por exemplo. Acabamos aprovando uma reforma geral do ensino médio que era ansiada há mais de 20 anos”, disse Temer, acrescentando, “mas acho que meu acerto maior foi na escolha do Ricardo [Barros]. O Ricardo revelou-se um gestor extraordinário. Com todos os médicos com quem eu falo, rotineiramente e às vezes porque preciso de cuidados médicos, eu só recebo elogios em relação à gestão do Ricardo Barros”. Temer citou a “economia extraordinária” que o ministro fez na área de saúde, redirecionando recursos para compra de ambulâncias e equipamentos odontológicos, por exemplo. Na solenidade, o ministro Ricardo Barros anunciou a sua saída do ministério para se candidatar. “Eu vou sair assim que o presidente me permitir. Já pedi para me desligar, estou aguardando para que as articulações para a sucessão sejam consolidadas”, disse o ministro. Segundo ele, sua saída se dará no fim de março. Confira o vídeo.


Silvio Santos Participações é multada em R$ 38,1 mi pela CVM no caso Panamericano


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou R$ 52,970 milhões em multas em um processo administrativo sancionador envolvendo o banco Panamericano (atual Banco Pan), sendo R$ 38,136 milhões à Silvio Santos Participações, holding do grupo empresarial que leva o nome do fundador e que era controladora da instituição financeira. O julgamento foi encerrado nesta terça-feira, 27, na sede da autarquia, no Rio. Além da multa milionária à empresa de Silvio Santos, a CVM aplicou multa de R$ 500 mil ao Banco Panamericano S.A. e outros R$ 14,334 milhões a 16 ex-executivos das firmas, de 17 profissionais acusados. Elinton Brobik, ex-diretor de novos negócios do Panamericano, foi absolvido. Quatro executivos foram condenados a inabilitação temporária para cargos de administração em companhias abertas: o ex-presidente do Panamericano Rafael Palladino, Wilson Roberto de Aro, ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Adalberto Savioli, ex-diretor de Crédito e Administrativo, e o ex-diretor de tecnologia Eduardo de Ávila Pinto Coelho. Palladino recebeu a maior pena, inabilitado por 15 anos. Aro foi inabilitado por 12 anos, enquanto os outros dois tomaram pena de oito anos. O processo apura irregularidades por parte de administradores, membros do conselho fiscal e de órgãos técnicos e consultivos do Panamericano. Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, ex-diretor jurídico, não foi inabilitado, mas tomou multas que somam R$ 2,367 milhões. O grupo foi acusado de manipulação contábil das informações financeiras da instituição divulgadas ao mercado e acusado de cometer uma série de infrações decorrentes disso. Em junho de 2015, o colegiado da CVM rejeitou, por unanimidade, propostas de acordo apresentadas pelo Panamericano e quatro ex-diretores para encerrar o caso. Wilson de Aro foi apontado como o grande responsável pela fraude, conforme a acusação da área técnica da CVM, com seis irregularidades descritas. Contra Palladino, a área técnica apontou responsabilidade por cinco falhas, incluindo faltar com a lealdade, tendo em vista que ele aprovou balanços financeiros fraudados e teria conhecimento disso. No geral, a acusação pediu a condenação de todos os acusados, incluindo os 17 executivos e as duas empresas. Relator do caso no Colegiado na CVM, o diretor Henrique Machado concordou em quase tudo e condenou todos os acusados, menos Brobik. "O diretor de crédito apresentava alternativas ilícitas para o diretor financeiro melhorar o resultado do banco", disse Machado, ao descrever os ilícitos em seu voto. O Panamericano e seus ex-executivos são alvo de outros quatro processos administrativos sancionadores na CVM, instaurados desde 2011. Palladino, Aro, Savioli e Carvalho Bruno também foram condenados na Justiça. Eles fazem parte de um grupo de sete ex-executivos do Panamericano condenados, dias antes do carnaval, pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal, em São Paulo, por crimes contra o sistema financeiro nacional. Outros dez acusados foram absolvidos. Em agosto de 2012, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou 14 ex-diretores e três ex-funcionários do Panamericano, no total de 17 pessoas. Alguns dos réus nesse processo também são investigados no processo administrativo julgado nesta terça-feira pela CVM, mas o número total de acusados é coincidência. Após a condenação judicial antes do carnaval, as defesas dos acusados informaram ao Estadão/Broadcast que iriam recorrer. No julgamento desta terça-feira, a defesa de Palladino pediu suspensão e adiamento da sessão, com o intuito de esperas as conclusões da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no âmbito da Operação Conclave. Deflagrada ano passado, a operação investiga a venda do Panamericano para a Caixa Econômica Federal, em 2009. Os problemas no Panamericano vieram à tona em setembro de 2011, quando a fiscalização do Banco Central (BC) descobriu que a instituição financeira tinha um buraco de R$ 2,5 bilhões. Silvio Santos tomou um empréstimo no Fundo Garantidor de Crédito (FGC, fundo criado pelos bancos para garantir parte do dinheiro dos depositantes em caso de quebra) e deu seu patrimônio como garantia. No fim das contas, o Panamericano precisou de R$ 4,3 bilhões para acertar as contas do banco antes de ser vendido ao banco BTG Pactual, também em 2011.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Menos capacidade ociosa em frigoríficos do MT, diz Imea


Os frigoríficos de Mato Grosso começaram o ano mais produtivos. Em janeiro, a utilização da capacidade instalada atingiu 53,37%, índice 10,02 pontos percentuais maior do que registrado em igual mês de 2017, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com isso, no mês passado, o estado abateu 451,4 mil cabeças, 6% a mais do que em igual período do ano passado.  "O atual momento do ciclo pecuário, que demonstra cada vez mais fêmeas indo para a linha de abate (participação de 48,33% em janeiro de 2018), incentivou a abertura de diversas plantas frigoríficas nos últimos meses", diz o Imea em relatório. O instituto afirma que há ainda muito espaço produtivo a ser preenchido. "Mesmo assim, a expectativa de aumento na oferta de animais e o histórico de crescimento da pecuária matogrossense tem animado as indústrias e já há expectativas para abertura de mais frigoríficos", diz.  Ao longo de 2017, Mato Grosso ampliou e diversificou sua produção. Cinco unidades foram abertas ou reabertas no ano passado, em Nova Xavantina, Mirassol do Oeste, São José dos Quatro Marcos, Barra do Bugres e Várzea Grandes. Além das plantas reativadas no ano passado, a Marfrig confirmou a reabertura da unidade de Pontes e Lacerda em 2018 e a Frigol arrendou a planta de Juruena. Fora isso, neste mês, a JBS ampliou em 50% a capacidade de abate de bovinos no frigorífico de Barra do Garças.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Os cotados para assumir o novo Ministério de Segurança

O presidente Michel Temer fez o primeiro anúncio público sobre a criação de um Ministério de Segurança Pública em uma reunião no último sábado (17/02), mas não citou quem seria seu indicado para assumir a pasta. O projeto, no entanto, é mais antigo, e atende a uma reivindicação da chamada “bancada da bala” na Câmara dos Deputados. Há algumas semanas, portanto, já circulam pelo Planalto alguns nomes de candidatos ao posto de futuro ministro. No domingo (18/02), o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que o perfil desejado pelo governo é alguém reconhecido e com interlocução política com governadores e com o Congresso. “Criar o ministério da segurança Pública não é colocar no colo da União os problemas que são dos Estados”, salientou. Para o presidente do Senado, Eunício Oliveira, no entanto, a escolha de um nome só deve ser feita após a criação do novo ministério. Com informações da revista Exame.

Veja quem são os mais cotados para o posto, até agora:


Fleury Filho


Um dos principais cotados para assumir o novo ministério é o ex-governador de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho. Foi sob a sua gestão que ocorreu o “Massacre do Carandiru”, quando pelo menos 111 presos foram executados dentro do complexo penitenciário na capital paulista. Ao jornal O Globo, auxiliares de Temer confirmaram que existe um lobby dentro do governo para que ele seja indicado. Fleury foi procurado pela publicação, mas disse não ter sido consultado sobre uma possível indicação.


José Beltrame 


Outro nome aventado pelo governo é o do ex-secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame. Ele foi um dos responsáveis pela política de implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos morros cariocas. Beltrame é favorável à privatização dos presídios brasileiros e já criticou o governo federal por se eximir de suas responsabilidades nas questões de segurança pública.


Gustavo Rocha


Gustavo Rocha, subchefe da Casa Civil, também é uma opção, segundo o jornalista Rudolfo Lago, da IstoÉ. Rocha é o principal assessor jurídico de Temer e já tentou várias vezes ser alçado a um posto como ministro, segundo reportagem de O Globo. De acordo com o Valor Econômico, Rocha é acostumado a atuar nos bastidores do governo e aconselha Temer em suas decisões importantes, sejam elas jurídicas, políticas ou pessoais.


Raul Jungmann


O deputado pernambucano é o atual ministro da Defesa do governo Temer. Jungmann foi secretário-geral da Frente Brasil Sem Armas e atuou no Congresso para a realização do referendo sobre o comércio de armas de fogo e munição no país, em 2005, quando defendia a proibição da comercialização de armas em todo o território nacional. No governo Fernando Henrique, foi ministro do Desenvolvimento Agrário; no de Itamar Franco, foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Ministro Ricardo Barros hoje no "Roda Viva" da TV Cultura


O Ministro da Saúde, o paranaense  Ricardo Barros, é o entrevistado desta segunda-feira no conhecido programa de entrevistas "Roda Viva", da TV Cultura, a partir das 22:15. Falará sobre a saúde no Brasil, a crise da "febre-amarela" e o cenário eleitoral. Sua esposa é a vice-governadora do Paraná Cida Borghetti que, segundo os bastidores da política, assumirá o governo do Paraná com a eventual desincompatibilização (saída para poder disputar a próxima eleição) do governador Beto Richa.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Políticos se dividem sobre decreto de intervenção federal no Rio


Do jornal "O Globo", do Rio de Janeiro: A decisão do presidente Michel Temer (PMDB-SP) de decretar uma intervenção federal na segurança pública do Rio dividiu políticos sobre a necessidade da medida e acendeu as críticas sobre a perda de controle da administração do governador Luiz Fernando Pezão. Enquanto uns citam a emergência da violência no estado, alguns se preocupam com a instalação de um regime de exceção e outros acusam o desvio da pauta legislativa. O próprio chefe do Executivo estadual admitiu que "não dava mais" e pediu a iniciativa. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explicou que o Congresso deve concluir a avaliação do emprego das forças no Rio até quarta-feira. Maia foi um dos deputados contrariados pela medida. Ele acabou convencido da necessidade da intervenção pelos apelos de Pezão, mas destacou que não há margem para erros e que o programa federal "precisa dar certo de qualquer jeito". "Está se dando um salto triplo sem rede: não dá para errar" — ressaltou o presidente da Câmara.O acordo de Temer e Pezão, que ainda precisa ser publicado e aprovado pelo Congresso, agradou os congressistas afeitos ao endurecimento da política de segurança no Rio. O deputado federal Hugo Leal (PSB-RJ), usou as redes sociais para apoiar a medida. "Antes tarde do que nunca. Já", escreveu no Facebook, ao compartilhar a postagem de um discurso seu, de agosto de 2016, em que considerava a intervenção no estado "inevitável". Na ocasião, Leal era candidato a vice-prefeito da cidade, na chapa de Índio da Costa, e pedia a atuação federal em função da "calamidade das contas estaduais", não da segurança. Índio da Costa (PSD-RJ), agora ex-secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, também mostrou aos seguidores que é favorável à intervenção e ainda acusou a demora da iniciativa. "Pedi a intervenção no dia 06/07/2016. Por que demorou tanto, Michel Temer? Quanta gente perdeu a vida com essa demora", comentou o deputado federal, que reassumiu o mandato em janeiro. A deputada federal Clarissa Garotinho (PRB-RJ) aproveitou a notícia da intervenção para criticar Pezão, sem expressar opinião sobre a medida. "Total descontrole do Estado...", destacou ela. Em comentário publicado em suas redes sociais, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) destacou que o Rio é o retrato do caos na segurança, o que é regra no país. "O governo perdeu essa batalha, e quando se anuncia a intervenção no Rio é a revelação da incompetência do governo", frisou o político, que também atribuiu a crise à corrupção no poder público. Já o deputado Glauber Rocha (PSOL-RJ) defendeu que o governador do Rio perdeu a capacidade de gerir não só a segurança, mas todas as áreas do estado. Na visão dele, que propõe uma saída coletiva de Pezão e seus aliados, a intervenção não resolve o problema da população. "Querem vender a ilusão de que esta seja uma alternativa que resolve os probelmas graves de segruança do Rio. Não resiolve. Eu pergunto a vcês: se Pezão não tem cndições de gerir a segurança pública, e não tem mesmo, ele tem condições para gerir a saúde, a educação, as outras áreas de governo? Logicamente que não", destacou o deputado em vídeo ao vivo no Facebook. O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) ressaltou que Pezão "perdeu o controle do que nunca foi capaz de gerir" e defendeu que uma ação das Forças Armadas tem riscos de violar direitos civis e não é uma solução para os conflitos "muitos graves". Para ele, a medida "populista" vem para tentar reverter os danos à bancada do PMDB em ano de eleições. No mesmo tom, seu correligionário Ivan Valente (RJ) sustenta que a medida, a qual chamou de "intervenção militar", é uma tentativa de Temer para esconder o fracasso de seu governo. O objetivo, segundo ele, seria usar um problema gravíssimo para mudar "na mão grande" a pauta legislativa. "Temer tenta com essa manobra salvar sua própria pele, a preocupação com a segurança da população fluminense é o que menos aflinge o governo. Por isso, uma intervenção sem um Plano de Segurança Pública, sem tratar de questões estruturais, sem ir ao cerne do problema. Mais uma vez, um problema estrutural é tratado de forma superficial. (...) No final, quem mais uma vez pagará o pato é a população", escreveu Valente no Facebook. Em polo ideológico oposto aos dos psolistas, o senador Wilder Morais (PP-GO), defendeu com letras maiúsculas a decisão do governo. "Nós queremos um país seguro! Intervenção federal já!!!! Depois da aprovação do nosso relatório para reformular a política nacional de segurança pública, conseguimos mais um grande avanço para acabar com o poder das facções!!!!", frisou Morais, autor do projeto de um plebiscito para revogar o Estatudo do Desarmamento. No Senado, o PT já mostra que não dará anuência à medida de Temer. Na visão da senadora Gleisi Hoffmann (RS), a intervenção militar no Rio "pode ser uma brecha para se instaurar um regime de exceção" no estado que dê margem para "repressão direta, inclusive contra movimentos sociais". Ela também lembrou que, com a proposta aprovada pelo Congresso, ficam vetadas alterações na Constituição do país, o que suspende a articulação para a votação da reforma da Previdência. Para o deputado petista Paulo Teixeira (SP), a medida é "desnecessária e populista" e apenas aprofunda o Estado de exceção. A atitude seria uma forma de "Bolsonarização" do governo, segundo ele, em referência ao deputado Jair Bolsonaro, que defende uma dura política de segurança. "Temer tenta se salvar na busca de apoio " à guerra" que agora travará com tropas nas ruas e suspensão de direitos civis", avaliou. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) considerou um "eufemismo" a noção de que a intervenção federal é na segurança pública. "O presidente partiu para o tudo ou nada visando conservar o seu bloco no poder: o governo impopular começará a travar uma nova Guerra das Malvinas. De quebra, arrumou uma saída "honrosa" para evitar a derrota na reforma da previdência", ressaltou o petista. Na visão de Lindbergh, o decreto, ao qual chamou de "bomba do dia", fecha o governo Pezão dez meses antes do prazo, com o legado de uma crise de segurança "que o governador não titubeou em terceirizar".