quarta-feira, 25 de julho de 2018

Atraso na entrega de adubo e insumos ameaça produtividade do setor

A menos de 60 dias do início do plantio da safra de grãos, os agricultores vivem um impasse. A entrega do adubo usado no preparo do solo está atrasada. Também a venda futura de soja para as tradings, que é um financiamento ao produtor, parou. Os dois episódios refletem a confusão enfrentada pelo agronegócio, após a greve dos caminhoneiros, que resultou no tabelamento do preço do frete e na disparada dos custos para o setor. Esse cenário põe em risco a produtividade da próxima safra e ameaça o setor, um dos poucos com desempenho favorável, que tem garantido saldo comercial e inflação sob controle. Especialistas ressaltam que o produtor não vai deixar de plantar, mas pode adubar menos e colher um volume bem menor. Em Mato Grosso, principal produtor de soja, só um terço do adubo foi entregue até agora comparado ao mesmo período do ano passado, conta o presidente da Aprosoja-MT, Antonio Galvan.  No Paraná, o primeiro na produção de milho, 40% da distribuição de insumos, que incluem além do adubo, sementes e fungicidas, está comprometida, diz o presidente da Organização da Cooperativas do Paraná, José Roberto Ricken. David Roquetti Filho, diretor da Anda, que reúne a indústria de adubos, confirma os atrasos. Diz que houve uma redução de 2,3% nas entregas no 1.º semestre e ressalta que Mato Grosso é o Estado mais afetado. Duas saídas estão sendo usadas pelos fabricantes de adubos para resolver o atraso nas entregas por conta do tabelamento do frete. Há indústrias que chamam para renegociar preços já fechados. Outras liberam o adubo para o produtor retirar. Mas nenhuma das estratégias está dando certo. “Uma vez vendido, está vendido, ninguém quer pagar a diferença”, diz Galvan. A venda antecipada de soja em Mato Grosso parou em 21% da safra desde o fim de maio, bem abaixo do normal para a época do ano (33%), informa o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. No País, essa marca é bem menor, está 16%, segundo a Abiove, que reúne a indústria de óleos e as tradings. A dificuldade de definir preço paralisou os negócios. Do ponto de vista macroeconômico, o quadro também é “preocupante”, alerta Fabio Silveira, sócio da consultoria Macrosector. Nas suas contas, a safra de grãos, de 230,7 milhões de toneladas neste ano e que poderia subir para 257 milhões de toneladas por causa do cenário favorável no mercado externo e da desvalorização do real, deve ficar entre 237 a 238 milhões de toneladas. A receita, deste ano de R$ 242,7 bilhões e que poderia subir para até R$ 270 bilhões em 2019, agora foi revisada para R$ 242,7 bilhões. A analista da MB Agro, Ana Laura Menegatti, concorda: “Se esse quadro persistir, a produção e a receita serão menores”. Em outros anos, nesta época, o produtor Antonio Pedrini, há 35 plantado soja e milho, já estaria com todos os insumos em casa. É que normalmente, logo após a primeira chuva, depois de 15 de setembro, ele começa a semear os 1.200 hectares que cultiva em Maringá, norte do Paraná. Mas neste ano a situação é diferente: o galpão, onde armazena o adubo e sementes, está vazio e ele, preocupado. Enquanto Pedrini aguarda a entrega dos insumos, ele tenta se resguardar dos altos e baixos do mercado de soja. Até agora, o agricultor vendeu 25% da safra de soja que ainda não plantou nem recebeu a semente nem o adubo. “Tem anos que, nesta época, eu já tinha vendido um volume maior”, lembra.No entanto, diante das incertezas que existem no mercado, as tradings estão com medo de fechar negociações futuras, isto é comprar a soja verde, antes do plantio, como é conhecido esse negócio no mercado de commodities. Segundo o agricultor, o preço atual da soja no Paraná, na casa de R$ 77 a saca de 60 quilos, está “razoável”. Daniel Amaral, gerente da Abiove, que reúne as indústrias de óleos e as tradings, explica que a insegurança no fechamento de negócios futuros ocorre porque ficou mais difícil calcular custos e preços após o tabelamento. Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Brasil terá 1,47 milhão de presos em 2025


O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, apresentou um diagnóstico sobre o sistema prisional brasileiro que mostra que até 2025 serão 1,47 milhão de pessoas atrás das grades – 841,8 mil apenas ao final deste ano.O ministro afirmou que a Justiça criminal adota o encarceramento como solução no país com absoluto respaldo da opinião pública. “Exposta, vulnerável e com medo da violência, a saída (para a opinião pública) é prender. Quando não, infelizmente, matar. Esta não é a saída que tem que ter. O prende, prende e prende leva a isso (aumento da população carcerária)”. De acordo com Jungmann, o crescimento da massa carcerária não é sustentável em termos orçamentários, físicos, administrativos ou de controle. “O principal problema que temos hoje em termos de segurança pública é o sistema prisional. Se não enfrentarmos este problema, o Brasil caminha para se tornar prisioneiro, refém do seu sistema prisional e penitenciário. Esta frase é muito dura de se dizer, mas essa é a verdade”. O ministro afirmou que para absorver o crescimento da população carcerária, o sistema prisional deveria investir R$ 25 bilhões em sete anos. O Brasil tem um déficit de 358.663 vagas no sistema penitenciário, de acordo com o Infopen 2017. A taxa de aprisionamento é de 352,6 presos a cada 100 mil habitantes. O número, de acordo com o governo, é alto se comparado a outros países. Há ainda 586 mil mandados de prisão em aberto, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o ministro, cerca de 60% são presos em flagrante por crimes como o pequeno tráfico de drogas, roubos e furtos, ligados, também, a crises financeiras. O ministro ainda afirmou que entrará em funcionamento na próxima semana a Coordenação Nacional de Inteligência e Operações Contra Facções Criminosas. Segundo ele, o núcleo contará com membros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda, do Banco Central, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas e da Polícia Federal (PF). Para conter a crise, o governo federal promete investir em tornozeleiras eletrônicas, bloqueadores de celulares e execução penal mais rígida para grandes traficantes. Investimentos em trabalho e estudo e capacitação dos agentes penitenciários não fizeram parte do discurso oficial. Um dos projetos para conter o “sistema de organização prisional” é a instalação de bloqueadores de celular. “Estamos colocando à disposição recursos da ordem de R$ 17 milhões para a instalação de bloqueadores de sinal em todas as unidades prisionais”, afirmou o ministro. De acordo com ele, a medida tem por objetivo “impedir a troca de informações entre as facções de dentro e de fora do presídio”. “Também estará à disposição dos estados R$ 15 milhões para tornozeleiras eletrônicas. Quando se coloca o réu primário que cometeu crime de baixo impacto na prisão ele, para sobreviver, tem de ingressar na criminalidade. Vamos, então, apoiar e financiar os Estados que requeiram o mecanismo de acompanhamento”, disse Jungmann. Segundo o ministro, o presidente Michel Temer (MDB) deverá assinar na próxima semana um decreto sobre política federal para egressos. “Serão disponibilizados R$ 50 milhões. A taxa de reincidência varia de 40% a 70%. Se não tivermos uma política de egressos, se quando ele sair não tiver alternativas, permanecerá nas mãos do crime organizado”, completou. Jungmann afirmou que é grande a desproporção entre o volume de presos que cumprem sentença em regime fechado e em semiaberto. Na avaliação do ministro, seria necessário ampliar o número de presos no semiaberto para reduzir o total no regime fechado. As outras medidas não encontram respaldo na Constituição porque a lei não prevê regime diferenciado. O governo federal quer que chefes de facções cumpram suas penas dentro de presídios de segurança máxima nacionais e sem direito a visita íntima, que servem para amparar o convívio social e são plenamente aceitas em qualquer país minimamente civilizado.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Aplicativo WhatsApp decide combater "Fake News"

O aplicativo de mensagens Whatsapp vai passar a ter um limite de destinatários para o encaminhamento de mensagens. Segundo a empresa, de propriedade do Facebook, o objetivo com isso é reduzir a disseminação de notícias falsas. A novidade foi anunciada  pela empresa por meio de seu blog institucional e já está valendo. O Whatsapp é a segunda maior rede social do planeta, com 1,5 bilhão de usuários. A plataforma perde apenas para o Facebook, com 2,2 bilhões de pessoas inscritas. No Brasil, são mais de 100 milhões de pessoas com o aplicativo. Até antes da mudança, uma mensagem poderia ser repassada a até 250 chats(conversas, que podem ocorrer com pessoas ou grupos) de uma vez. Com a limitação, o número será de 20 chats quando alguém desejar encaminhar um texto recebido. Na Índia, a restrição será maior, com o encaminhamento sendo permitido somente cinco chats. Também haverá uma alteração na ferramenta de repasse, retirando a opção de perto das mensagens. O país registrou casos de linchamentos e assassinatos a partir de boatos disseminados pelo Whatsapp, o que colocou o aplicativo em questão e gerou debates em diversos países. “Nós acreditamos que essas mudanças, que nós vamos continuar avaliando, vão ajudar a manter o Whatsapp no sentido do que ele foi desenvolvido para ser: um aplicativo de mensagens privadas”, afirmou a empresa em seu blog. O app vem sendo apontado por especialistas e autoridades como um dos canais mais potentes de difusão de notícias falsas. Entre os fatores que abririam espaço para esse tipo de prática estariam a facilidade de repassar as mensagens e a ausência de identificação desse tipo de procedimento, o que favoreceria uma lógica de mensagens sem autoria. Para lidar com o segundo problema, na semana passada o Whatsapp já havia anunciado que as mensagens repassadas passariam a ser identificadas enquanto tal. “Esta indicação extra tornará conversas individuais e em grupo mais fáceis de serem seguidas”, argumentou a empresa em seu blog institucional.

domingo, 22 de julho de 2018

Deputado Bernardo Ribas Carli morre em acidente aéreo no PR


O deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB) morreu, na manhã deste domingo (22/07), vítima de um acidente aéreo, em Paula Freitas, na região sul do Paraná, divisa com Santa Catarina. Conforme as informações repassadas pela assessoria do parlamentar, além dele, o piloto e co-piloto da aeronave também faleceram. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião e teria caído por volta das 10 horas. De acordo com o deputado Plauto Miro (DEM), tio de Bernardo, ele embarcou na aeronave de um amigo em Guarapuava e seguia para União da Vitória, onde participaria da 62ª Festa dos Motoristas, na Paroquia Nossa Senhora de Salete, a convite do prefeito Santin Roveda. “A informação que temos é que aconteceu uma colisão com árvores e ele, o piloto e o co-piloto morreram”, afirmou. O deputado afirmou que o corpo de Bernardo já foi identificado e encaminhado para o IML de União da Vitória. No início da tarde, o Major Taborda do Corpo de Bombeiros, informou que dois corpos tinham sido localizados e buscas eram realizadas para encontrar o terceiro. O local de mata fechada e o mau tempo dificultaram o trabalho dos bombeiros. Em nota, a Secretária de Segurança Pública do Paraná (Sesp), disse que as equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Civil e da Polícia Científica estão prestando atendimento no local do acidente do avião Modelo Seneca prefixo PR-DMC. E que, diante da complexidade do acidente, foram deslocadas equipes de Curitiba do IML, como odontologistas, para reforçar o trabalho de identificação das vítimas. Ainda conforme a Sesp, a Polícia Civil vai instaurar um inquérito policial que vai tramitar paralelamente às apurações pelos órgãos da aviação Civil. Segundo a assessoria, o velório será na Prefeitura de Guarapuava, com horário ainda a ser confirmado. A Assembleia Legislativa e o Governo do Paraná decretaram luto oficial de três dias pela morte de Bernardo. As bandeiras do Estado e do país ficarão a meio mastro em todas as repartições públicas.

MDB define Requião ao Senado e pode ter candidato próprio ao governo do Paraná


A convenção eleitoral do MDB do Paraná aconteceu na manhã do sábado (21/07), em Curitiba. O senador Roberto Requião sinalizou que deve mesmo ser candidato ao Senado. E apesar de Requião ter apontado que os emedebistas vão buscar uma aliança programática com Osmar Dias (PDT) na disputa pelo governo do Paraná, não está descartada a possibilidade de lançar um candidato próprio ao governo do estado. O nome que os emedebistas cogitam é o do deputado federal João Arruda, sobrinho de Requião. Existe o interesse em compor a chapa majoritária com o pedetista, porém os emedebistas demonstram insatisfação com a demora da resposta de pedetista sobre a aliança. Diversas lideranças do MDB, especialmente do interior do estado, como prefeitos e vereadores, defenderam a tese da candidatura própria ao governo e até a propuseram que a convenção aprovasse a mesma. A decisão sobre candidatura própria ou apoio a Dias, no entanto, caberá à comissão executiva do partido, segundo foi definido na convenção, e deve ser anunciada até o da 5 de agosto. Em entrevistas que concedeu após a convenção, na sede do partido, Requião reforçou que a coligação com Osmar deve acontecer com base em acordos programáticos. Ele citou algumas temas, como a política de reajustes das tarifas da Copel e Sanepar, bem como planos para o agronegócio, a educação e a segurança pública, pontos que defende como prioritários para um programa que atenda os anseios da população do Paraná. A convenção do MDB aprovou uma lista prévia de candidatos a deputado estadual e federal, embora a relação ainda pode ser alterada. Caso o MDB faça uma aliança com o PDT, emedebistas deverão dar espaço aos aliados nas chapas proporcionais.


sábado, 21 de julho de 2018

PROS e PMB decidem apoiar candidatura de Cida Borghetti ao Governo do Paraná

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e o Partido da Mulher Brasileira (PMB) decidiram apoiar a candidatura de Cida Borghetti (Progressistas) ao Governo do Paraná, em convenção realizada conjuntamente neste sábado (21/07), em Curitiba. Segundo os partidos, mais de 600 lideranças, entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de todo o estado, participaram do evento. Os presidentes dos partidos, Toninho Wandscheer (PROS) e Alisson Wandscheer (PMB), também estiveram presentes. Cida Borghetti, atual governadora e ainda pré-candidata, terá a candidatura definida em 5 de agosto, data marcada para a convenção do Progressistas. Com informações do G1.

Ratinho Júnior lança candidatura no Paraná


O deputado estadual Ratinho Júnior (PSD), 37, homologou em convenção neste sábado (21/07) sua candidatura ao governo do Paraná. Ratinho fez um discurso de oposição no qual defendeu uma mudança no modelo de gestão e criticou as famílias  de tradição na política local, que, para ele, “mandam no Paraná há 40 anos”. “O mundo mudou, as pessoas mudaram, a forma de se comunicar mudou, mas os políticos continuam os mesmos. Chegou o momento de fazer uma ruptura com o este modelo político que faliu”, afirmou o candidato. O discurso teve como alvo seus principais adversários. Ratinho enfrentará nas urnas a governadora Cida Borghetti (PP), que ascendeu ao governo em abril com a renúncia do governador Beto Richa (PSDB), e o ex-senador Osmar Dias (PDT). Na convenção, Ratinho Júnior discursou para seus apoiadores e teve ao seu lado no palco o seu pai, o apresentador de televisão e empresário Carlos Massa, o Ratinho. No discurso, prometeu fazer uma gestão com inovação e transparência. Disse que, se eleito, irá cortar pela metade o número de secretarias estaduais e vai transmitir, pela internet, as principais licitações do governo do estado.
Ratinho Júnior ainda afirmou que a inovação será um dos principais focos de sua gestão e prometeu transformar o Paraná na “Califórnia brasileira”. O candidato também fez referência à Operação Lava Jato, que começou no Paraná, e buscou se apresentar como representante de uma nova geração na política.  “Esses políticos que hoje estão presos já estavam roubando há mais de 40 anos. Eles não entregaram para a minha geração o Brasil que eles      prometeram”, afirmou.Com 15 anos de vida pública, Ratinho Júnior foi deputado estadual, deputado federal e candidato à Prefeitura de Curitiba em 2012, sendo derrotado no segundo turno. Em 2014, foi eleito deputado estadual com 300 mil votos. Apesar do discurso focado na mudança, o candidato do PSD foi um dos aliados mais próximos de Beto Richa, de quem foi secretário estadual. Richa, contudo, optou por apoiar a hoje governadora Cida Borghetti e será candidato ao Senado na chapa da pepista. Com informações do jornal Folha de São Paulo.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Justiça bloqueia R$ 3,1 milhões de Crivella e mais oito

O juiz federal Renato C. Borelli, da 20ª Vara Federal, do Distrito Federal, decretou nesta segunda-feira (16/07), o bloqueio de R$ 3.156.277,60 do prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) e de outros oito investigados e uma empresa, todos citados em uma ação por improbidade administrativa. Crivella é citado na ação por supostas fraudes na época em que exercia o cargo de ministro da Pesca e Aquicultura, entre 2012 e 2014 (Governo Dilma), Pasta que foi extinta. O bloqueio vai atingir “todos os valores creditados em contas bancárias, cadernetas de poupança, fundos de investimento ou quaisquer outras aplicações financeiras cujo titular seja um dos investigados”. O magistrado afirma, na decisão, haver “fortes indícios de irregularidades cometidas no âmbito do contrato nº 6/2013”, firmado entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e uma empresa de serviços de engenharia. Renato C. Borelli registrou ainda que “são claros” os indícios da prática de improbidade administrativa. O objeto do contrato do Ministério da Pesca era “a prestação de serviços eventuais de instalação/substituição de vidros, portas de vidro temperado, espelhados e acessórios, colocação de película reflexiva e placas acrílicas para sinalização interna, como o fornecimento de materiais afetos à sede” da Pasta. Durante a investigação, a Controladoria-Geral da União (CGU) detectou que “ocorreu contratação de serviços sem necessidade demonstrada e com superestimativa de quantidades e apontou um sobrepreço de R$ 411.595 mil”.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

BRF confirma suspensão temporária de contratos de trabalho em Chapecó (SC)

A companhia de alimentos BRF confirmou que adotará o regime de suspensão temporária do contrato de trabalho, chamado de lay-off, na unidade de Chapecó (SC). Em nota, a empresa informou que a medida pode durar até cinco meses, entrará em vigor a partir do dia 29 de agosto e vai englobar aproximadamente 1,4 mil colaboradores da linha de abate e processamento de frangos e áreas ligadas ao processo. A decisão foi tomada em conjunto com a entidade sindical e os colaboradores e visa ajustar os estoques, diz a companhia. “A BRF ressalta que a unidade segue em funcionamento e deverá voltar a operar normalmente após este período. Os investimentos destinados a melhorias locais serão mantidos e os termos contratuais vigentes serão honrados junto aos atuais integrados”, destacou no comunicado. Durante o lay-off, os trabalhadores receberão uma bolsa auxílio correspondente a 80% do seu salário paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Alguns dos benefícios mantidos são vale alimentação, ajuda de custo no valor de R$ 40 e vale transporte. Com informações da Revista IstoÉ.

domingo, 8 de julho de 2018

Presidente do TRF-4 mantém ex-presidente Lula preso

O desembargador Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, decidiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai continuar preso. Flores respondeu a um questionamento do Ministério Público Federal e pôs fim ao impasse jurídico causado pelo tribunal que dirige. O desembargador Thompson Flores optou por manter o entendimento da 8ª Turma do TRF-4 e derrubou a última decisão do também desembargador Rogério Favreto, que está no plantão deste tribunal desde a noite de sexta-feira (06/07), até as 11h da segunda-feira (09/07). Na decisão, Thompson Flores avaliou que “a matéria ventilada no habeas corpus não desafia análise em regime de plantão judiciário” e considerou o direito do desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, como juiz natural do caso para rever as decisões sobre o tema. Por isso, ele determinou o retorno dos autos ao gabinete de Gebran Neto e a manutenção da decisão proferida por ele nesta tarde.

Revés: Desembargador de plantão do TRF-4 volta a ordenar cumprimento imediato da soltura de Lula

Da RBS TV: O desembargador federal plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Rogério Favreto voltou a ordenar a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde deste domingo (8). Leia a íntegra do despacho. Mais cedo, Favreto já havia mandado soltar o petista, e o juiz Sérgio Moro disse que ele não tinha competência para tomar essa decisão. O posicionamento do desembargador plantonista ocorre após manifestação do desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF-4, que determinou que a Polícia Federal se abstenha de praticar qualquer ato que modifique decisão da 8ª Turma, que confirmou a condenação de Lula.

Veja as decisões deste domingo:

-Pela manhã, o desembargador federal plantonista do TRF-4, Rogério Favreto decidiu conceder liberdade a Lula.

-Em seguida, o juiz Sérgio Moro afirmou que o desembargador plantonista não tinha competência para mandar soltar Lula.

-Logo depois, Favreto emitiu um novo despacho, reiterando a decisão de mandar soltar o ex-presidente.

-No início da tarde, o Ministério Público Federal pediu a reconsideração da decisão sobre o pedido de soltura.

-O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, determinou que não fosse cumprida a decisão de Favreto.

-Em resposta ao relator, o desembargador federal plantonista do TRF-4, Rogério Favreto voltou a ordenar a soltura do ex-presidente Lula. O desembargador plantonista se manifestou, ainda, sobre o posicionamento do colega João Pedro Gebran Neto e afirmou que "deliberou sobre fatos novos relativos à execução da pena".

"Desse modo, já respondo a decisão (Evento 17) do eminente colega, Des. João Pedro Gebran Neto, que este magistrado não foi induzido em erro, mas sim deliberou sobre fatos novos relativos à execução da pena, entendendo por haver violação ao direito constitucional de liberdade de expressão e, consequente liberdade do paciente, deferindo a ordem de soltura", diz trecho da decisão publicada por Rogério Favreto nesta tarde.

Favreto é desembargador plantonista e já foi filiado ao PT. Ele se desfiliou ao assumir o cargo no tribunal. Em setembro de 2016, durante votação da Corte Especial do TRF-4, ele foi o único que votou a favor da abertura de um processo administrativo disciplinar contra Moro e por seu afastamento cautelar da jurisdição, até a conclusão da investigação. O juiz Moro está em férias, mas, segundo a assessoria da Justiça Federal do Paraná, "por ser citado como autoridade coatora no habeas corpus, ele entendeu possível despachar no processo". Em nota assinada pelo advogado Cristiano Zanin Martin, a defesa do ex-presidente se manifestou sobre a determinação da soltura de Lula. O texto, elencado em cinco pontos, diz que o juiz Sérgio Moro não poderia impedir o cumprimento da determinação de Favreto por estar em férias. Além disso, considera incompatível a atuação de Moro, e acrescenta que ele trabalha em parceria com o MPF de Curitiba. Por fim, a defesa sustenta que o petista sofre perseguição política e reforça que usará todos os meios legais para provar que a prisão de Lula é "incompatível com o Estado de Direito". A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, criticou por meio de nota a Polícia Federal pelo não cumprimento da ordem de soltura dada pelo desembargador plantonista Rogério Favreto. Ela também criticou o juiz Sérgio Moro, o desembargador João Pedro Gebran Neto e o presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, por não acatarem a decisão de Favreto. Gleisi também criticou os tribunais superiores que, segundo a nota, deveriam agir. E exigiu que a decisão seja cumprida. O petista foi condenado no processo do triplex, no âmbito da Operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele está preso desde abril deste ano em Curitiba.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Tempo com muitas instabilidades no Sul. Frio a vista.

Para termos granizo, é preciso ter instabilidades e, para termos, geadas não. É necessária uma noite de céu claro e sem ventos. Acontece que nesta quarta-feira, dia 4, há previsão de um tudo em diferentes trechos do Sul do Brasil. A frente fria se afasta, mas as instabilidades, não. Novas áreas de chuva se formam entre Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul e provocam pancadas. Há risco para tempestades já pela manhã nas serras catarinense e gaúcha. Há risco para ventanias no leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. As áreas de trigo do noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina podem não ter altos volumes de chuva previstos, mas vão enfrentar o potencial para granizo. Já a metade sul do Rio Grande do Sul, por ter uma leve entrada de uma massa de ar de origem polar, vai registrar temperaturas bem baixas nos pontos mais altos e há previsão de geadas fracas nas pastagens. As temperaturas máximas ficam baixas em grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No Paraná, o tempo fica aberto na maior parte do estado, com chuvas isoladas no sul e leste paranaense. No norte, faz calor. Na quinta-feira (05/07), o tempo fica fechado no leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, o sol predomina e as temperaturas até sobem durante a tarde. Porém há condição para pancadas de chuva no final do dia. Nos próximos dias, o sol predomina e as temperaturas sobem na sexta-feira na maior parte da região, já que só chove no sul do Rio Grande do Sul. A partir do sábado (06/07) uma frente fria avança pela região e é seguida de uma forte massa de ar polar. Entre os dias 08/07 e 10/07, a região Sul enfrenta a onda de frio mais forte do ano, esta sim com risco de geadas do sul do Paraná ao sul do Rio Grande do Sul, podendo atingir até algumas lavouras de milho segunda safra do sudoeste do Paraná. Com informações do Canal Rural.

sábado, 30 de junho de 2018

Alvaro Dias em vantagem em sua pré-candidatura

Deu no Radar, coluna da revista Veja: " Se puder divulgar essa informação, Álvaro Dias, candidato pelo Podemos, terá um trunfo e tanto nessa campanha. Até aqui, seu nome é o preferido de Sergio Moro e dos Procuradores de Curitiba à presidência da República. Já uma ala do DEM — que não apoia a aliança do partido com Ciro Gomes — está pensando em trocar Geraldo Alckmin por um acordo em torno do nome de Álvaro Dias, publica o Painel da Folha. O deputado Arthur Maia diz que levará a discussão ao partido porque Dias “tem mais afinidade ideológica com a sigla do que Ciro”.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fatia do BNDES na JBS é alvo de vários grupos

A resistência dos irmãos Joesley e Wesley Batista está atrapalhando os planos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de vender sua participação no frigorífico JBS. Vários grupos têm procurado o banco de fomento com interesse na compra da fatia na dona das marcas Seara e Friboi, dizem fontes consultadas pelo Estadão/Broadcast. Com a recusa dos Batistas em se engajar em negociações, o que é importante para as discussões sobre valores, as ofertas ainda não se concretizaram. As conversas continuam, mas não há nenhuma negociação realmente em andamento. Desde que entrou em crise, na esteira da delação premiada feita pelos seus principais executivos, que envolveu o presidente Michel Temer, a J&F, holding da família Batista, vem se desfazendo de participação em várias empresas. A fabricante de calçados e roupas Alpargatas, dona da marca Havaianas, e a produtora de celulose Eldorado estão entre os negócios vendidos. Conforme as fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, no caso da JBS, empresa que deu origem ao grupo, a disposição não seria a mesma. O banco de fomento detém hoje 21,3% do capital da JBS, fatia avaliada em R$ 5,153 bilhões, conforme o valor de mercado de quinta-feira. A participação foi construída com parte dos R$ 8,1 bilhões investidos na empresa, principalmente por meio da compra de ações. O banco de fomento já informou, em 2017, que saiu ganhando com as operações, quando se considera lucros distribuídos, empréstimos devolvidos e ações já vendidas. Mais conhecido investimento da política dos “campeões nacionais”, com a qual o BNDES apoiou, durante os governos do PT, a internacionalização de grandes grupos nacionais, as operações do banco com a JBS são alvo da Operação Bullish, deflagrada em maio de 2017 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal. Para piorar, as rusgas com os sócios da JBS são anteriores à delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley. Recentemente, como resultado de uma reclamação da holding BNDESPar, braço de investimentos do banco, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou mais um processo por conflito de interesse contra a participação dos dois em assembleia de acionistas realizada em abril do ano passado, em torno da discussão sobre a reestruturação societária do frigorífico. Na última sexta (29/06), pela manhã, as ações da empresa chegaram a registrar a maior alta do Ibovespa, principal índice da Bolsa, puxadas pela informação de que um fundo do Catar estaria fazendo uma auditoria para adquirir a participação do BNDES, publicada no site da revista “Veja”. Posições. Em comunicado, a JBS informou não ter tomado “conhecimento sobre qualquer possível negociação envolvendo ações de sua emissão”. Procurada para comentar as informações obtidas pelo Estadão/Broadcast, a companhia manteve a posição. O BNDES também não comentou os rumores, alegando que não trata de informações sobre companhias abertas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 26 de junho de 2018

A Rainha lucra vendendo vento


O arrendamento do solo submarino a produtoras eólicas offshore foi o negócio mais rentável do ano passado para a The Crown Estate, a empresa que gera renda para a Rainha Elizabeth II. Os lucros obtidos com a tecnologia de energia limpa em 2017 deram um salto de 32 por cento em relação ao ano anterior, para 37 milhões de libras (US$ 49 milhões), segundo um comunicado. O ganho ampliou em 20 por cento a renda do portfólio de energia, minerais e infraestrutura da empresa de investimentos. O Reino Unido é líder mundial do setor eólico offshore, com mais turbinas no mar do que qualquer outro país. Foi instalada pelo menos uma máquina por dia em 2017, respondendo por mais da metade da nova capacidade da Europa. O setor está a caminho de gerar 10 por cento da eletricidade do Reino Unido até 2020, segundo o comunicado. “Este tem sido mais um ano significativo para a energia eólica offshore e o setor tem desempenhado um papel importante na melhora do nosso desempenho”, disse o CEO Alison Nimmo. “Nós continuamos trabalhando de perto com nossos clientes para reforçar a posição do Reino Unido como líder global do setor e para poder fazer uma contribuição importante para a matriz energética do Reino Unido.” A propriedade que faz parte do portfólio da Crown Estate pertence à Coroa e é gerenciada tendo em vista o interesse público, juntamente com as propriedades privadas da rainha. Os lucros são enviados ao Tesouro, mas a família da rainha recebe uma parte do total, conhecida como “subvenção soberana”. Os recursos são usados para manter os palácios reais e as residências oficiais. Os ativos da Crown Estate deram retorno de 11 por cento e pagaram 329 milhões de libras ao Tesouro em 2017. Aluguéis de lojas na região central de Londres foram outro fator importante de crescimento. Com informações da revista Exame.

sábado, 16 de junho de 2018

Após encontro, Trump é criticado por piada sobre líder norte-coreano



(A fotografia que ilustra este post é da capa da edição da revista "Time" de março de 2017) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira esperar que mais pessoas "prestem atenção" nele, assim como norte-coreanos fazem com seu líder, Kim Jong Un, uma afirmação que gerou críticas instantâneas nas redes sociais e canais de notícias. Este é o mais recente exemplo de uma afirmação de Trump sobre líderes fortes -feita em estilo impassível- para alimentar percepções entre seus críticos de que o presidente admira autocratas. Trump foi perguntado durante uma entrevista ao canal Fox News se iria convidar Kim à Casa Branca. Os dois se encontraram nesta semana para começarem a discutir sobre o programa nuclear de Pyongyang, em uma cúpula marcada pelo que Trump disse ter sido uma química amigável entre eles. O presidente dos EUA indicou que uma visita de Kim à Casa Branca é possível: "Ele é chefe de um Estado", disse Trump. "Ele fala e seu povo presta atenção. Eu quero que meu povo faça o mesmo", disse Trump. Kim é suspeito de ter ordenado o assassinado de seu meio-irmão em fevereiro e a execução de seu tio em 2013. Investigações da Organização das Nações Unidas (ONU) também relataram violações de direitos humanos, existência de campos de prisioneiros políticos e amplo uso da fome como uma ferramenta para reforçar lealdade política. Trump foi posteriormente perguntado por repórteres o que queria dizer com a afirmação. "Estou brincando. Vocês não entendem sarcasmo", disse Trump. A piada é reminiscente de uma que fez em um jantar particular com doadores em março, quando destacou que o presidente chinês, Xi Jinping, não enfrenta mais limites de mandatos. "Eu disse, 'Presidente vitalício. Isto parece bom. Talvez nós devêssemos tentar isto'", afirmou posteriormente, recontando a ofensa que se seguiu. "Mas eu estou brincando", disse, queixando-se das reações. "Estou brincando sobre ser presidente vitalício." Em um comício em fevereiro, ele disse que democratas no Congresso eram traidores porque não quiseram aplaudir seu discurso de Estado da União. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, mais tarde disse que ele não tinha intenção de dizer isto: "O presidente estava claramente brincando com seus comentários", afirmou. As afirmações controversas de Trump receberam ataques na mídia porque se encaixam em uma caricatura criada por seus adversários, disse Chris Barron, um estrategista republicano pró-Trump. "Eles acreditam que Trump é de alguma maneira este déspota autocrata e estão esperando quaisquer palavras que se encaixem nesta narrativa", disse Barron em entrevista. Mas David Litt, um redator de discursos para o ex-presidente Barack Obama, disse que culpar o ouvinte por não entender a piada é uma maneira de evitar responsabilidade por ir longe demais. Há alguns tópicos que presidentes não devem brincar publicamente, para não irritar aliados ou encorajar adversários, disse Litt à Reuters. "Talvez Donald Trump seja uma espécie de humorista seco e sem expressão que cria ótimos materiais sobre o quão incríveis ditadores são, mas se este for o caso, ele deveria aguardar até se aposentar como presidente para começar a explorar esta parte em especial de seu ato", disse Litt.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Datafolha por região

Confira uma resumo da pesquisa Datafolha, para a presidência da República, por região. Centro-Oeste: Bolsonaro 26%, Marina 17%, Ciro 7% e Alckmin 5%. Sul: Bolsonaro 22%, Alvaro Dias 14%, Marina 9%, Ciro 8% e Alckmin 5%. Nordeste: Marina 17%, Ciro 13%, Bolsonaro 12% e Alckmin 2%. Sudeste: Bolsonaro 20%, Marina 14%, Alckmin 11% e Ciro 9%. Norte: Marina 19% Bolsonaro 22%, Ciro 10% e Alckmin 5%.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Procurador-geral de Belo Horizonte gasta R$ 63 mil em viagem de um dia a Brasília


O procurador-geral de Belo Horizonte, Tomáz Aquino, gastou mais de R$ 63 mil em uma viagem a Brasília no último dia 3. A informação consta no Diário Oficial de Belo Horizonte da última quinta-feira, e foi divulgada pelo vereador Mateus Simões (NOVO). Em uma publicação em uma rede social, o parlamentar questionou os motivos que levaram o procurador a gastar a quantia em apenas um dia de viagem. Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte (que se pronunciou em nome da procuradoria) informou que Tomáz Aquino foi à Brasilia para uma reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal, marcada de última hora, o que resultaria nos altos custos, pois seria necessário fretar uma aeronave. Ainda segundo a nota, Tomáz Aquino foi à capital federal tratar de verbas não repassadas pelo governo estadual para a Prefeitura de Belo Horizonte, e que, três dias após a viagem, o município recebeu R$ 180 milhões desses recursos, que estavam atrasados. No entanto, o vereador questiona os valores apresentados pela prefeitura. De acordo com Simões, não seria necessário o fretamento, uma vez que haveria voos constantes entre as duas cidades, que não custam mais de R$ 1 mil, segundo o vereador.Além disso, mesmo sendo necessário pagar por um fretamento entre as duas cidades sem antecedência – situação em que os valores são mais altos –, o preço não ultrapassaria os R$ 30 mil, segundo levantamento feito pela equipe do vereador. "Em um município como o nosso, que enfrenta uma crise financeira sem precedentes, é inadmissível que um funcionário público gaste essa quantia em apenas um dia de viagem, apenas para despachar um processo — acusa o vereador". Simões afirmou que pretende entrar com uma ação popular por conta dos gastos do procurador. Além disso, o vereador já solicitou uma averiguação interna para apurar se o destino do dinheiro foi realmente o apontado pela prefeitura. A Procuradoria-Geral de Belo Horizonte não quis comentar o caso. Com informações do jornal "O Globo".

domingo, 10 de junho de 2018

Nova pesquisa DataFolha é divulgada neste domingo

A pesquisa Datafolha contratada pela “Empresa Folha da Manhã S/A” ouviu 2.824 pessoas entre os dias 6 e 7 de junho de 2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança estimado é de 95%. O levantamento está registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05110/2018. Nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância e tecnicamente barrado pela Lei da Ficha Lima, a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disputariam uma vaga para enfrentar o deputado Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada na madrugada deste domingo, 10, pelo jornal Folha de S. Paulo. Independentemente de qual seria a posição do PT, Bolsonaro lidera, com 19% das intenções de voto, seguindo por Marina, entre 14 e 15%, e Ciro, com 10 ou 11% das intenções de voto. Em quarto lugar aparece o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 7%, seguido pelo senador Álvaro Dias (Podemos), com 4%. Cotados como alternativas para o PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner vão mal. Ambos registraram apenas 1% das intenções de voto. O número de eleitores sem candidato salta quando Lula não está na amostragem. Brancos, nulos e indecisos passam de 21%, na simulação com o ex-presidente, para entre 33 e 34% quando ele não está entre os nomes apresentados. 

Novo ministro da economia italiano promete manter euro

O novo governo de coalizão da Itália não tem a intenção de deixar o euro e planeja se concentrar em reduzir os níveis de endividamento, disse o ministro da Economia, Giovanni Tria, no domingo, procurando tranquilizar os nervosos mercados financeiros. Os títulos do governo italiano estão sob pressão de venda, sob o temor de que o governo embarque em um gasto que a Itália não pode arcar e que os mercados estão cautelosos com o fato de que os céticos da coalizão possam tentar retirar a Itália da zona do euro. Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo há uma semana, Tria disse ao jornal Corriere della Sera que a coalizão queria impulsionar o crescimento por meio de investimentos e reformas estruturais. “Nosso objetivo é (elevar) o crescimento e o emprego. Mas não planejamos revitalizar o crescimento por meio de gastos deficitários”, disse Tria, acrescentando que apresentaria novas previsões econômicas e metas do governo em setembro. “Essas serão totalmente coerentes com o objetivo de continuar no caminho da redução da relação dívida/PIB”, disse ele. Tria, um professor de economia pouco conhecido que não é afiliado a nenhum partido, disse que a coalizão estava comprometida em permanecer dentro da moeda única. “A posição do governo é clara e unânime. Não há nenhuma questão sobre deixar o euro”, disse ele. Com informações da revista Exame.