sexta-feira, 9 de abril de 2021

China eleva previsão de importação de milho para 22 milhões de t em 2020/21

 O Ministério da Agricultura da China elevou significativamente sua previsão para as importações de milho 2020/21 na sexta-feira (09/04), refletindo a demanda real do mercado pelo grão devido a um aumento nos preços domésticos da safra durante o ano. A China deve importar 22 milhões de toneladas de milho em 2020/21, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, dobrando sua previsão de 10 milhões de toneladas anunciada no mês passado. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) já projetou que as importações de milho da China em 2020/21 chegariam a 24 milhões de toneladas.No curto prazo, a oferta e a demanda de milho doméstico serão basicamente equilibradas, e é improvável que os preços (do milho) subam ou caiam significativamente, disse o Ministério da Agricultura em comunicado publicado junto com o relatório. Segundo o Ministério da Agricultura da China, a área de milho no país deve ficar em 41,264 milhões de acres, a produção em 267 milhões de acres e o consumo de milho em 289,16 milhões de toneladas na temporada 2020/21.  A cotação no Paraná e em São Paulo para a saca de 60 Kg de milho já bate quase R$ 100,00.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Jornal Metroplex - 1 ano

Minha entrevista sobre o 1º ano de sucesso do nosso jornal Metroplex. Agradeço à toda a equipe da editora Frizz Mídia mesmo diante de todas as adversidades do período 2020-2021 o veículo de comunicação vem se consolidando como um dos mais notáveis do Estado do Paraná. Acesse a versão digital e em alta definição na íntegra em www.metroplex.com.br !  #Metroplex1ano
 


segunda-feira, 22 de março de 2021

Positivo Informática cresce na crise

 Home office, homeschooling, comércio fechado e restrição de mobilidade: em 2020, o cenário pandêmico global fez explodir a demanda para as empresas de tecnologia. As famílias com condições investiram em novos notebooks ou tablets, já que apenas um aparelho em casa não era suficiente para o trabalho dos pais e a escola remota das crianças, enquanto as companhias tiveram que se adaptar ao distanciamento, trocando os desktops dos escritórios por notebooks que foram levados para casa pelos funcionários. Esse movimento ajudou a Positivo Tecnologia (POSI3) a ter um salto de 2.717% no lucro líquido do quarto trimestre do ano passado, na comparação com igual período de 2019, passando de R$ 5,317 milhões para R$ 149,8 milhões. No acumulado de 2020, o lucro da empresa chegou a R$ 195,84 milhões, crescimento de 839,4% sobre o ano anterior. A receita líquida subiu 59,4% no trimestre e 14,5% no ano, perto de R$ 2,2 bilhões entre janeiro e dezembro. O executivo destacou a mudança no segmento “consumer”, com muitas famílias comprando mais notebooks e montando uma estrutura de equipamentos mais robusta em casa para trabalho, estudo e lazer. E, embora muitas famílias já tenham comprado os dispositivos no ano passado, ainda há muito espaço para vender os produtos, segundo Moraes. “O mercado global de computadores atingiu 302 milhões de unidades em 2020, crescimento de 13% sobre 2019. Se a gente pega a média de 2015 a 2019, os institutos estimam um crescimento bastante forte em 2021, de 30% acima dessa média. Existe uma demanda represada no Brasil. O Brasil já representou mais de 4% do mercado global, mas ano passado esse percentual estava em apenas 2%. Se a gente imaginar uma melhora de ambiente econômico local, a gente pode se aproximar dos 3%”, afirmou.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Fiocruz entrega primeiro lote de vacinas produzidas no Brasil

 Finalmente algo bom para ser comemorado! A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou nesta quarta-feira (17/03), a entrega das primeiras vacinas produzidas pela instituição. Trata-se do imunizante da Universidade de Oxford desenvolvido em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Esse primeiro lote contém 500.000 doses e outras 580.000 serão enviados ao Ministério da Saúde na sexta-feira 19. Serão ao todo 1 milhão e 80 mil doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última sexta-feira 12, a Fiocruz passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina Covid-19 produzida no país. Ainda em março, serão entregues, ao todo, 3,8 milhões de vacinas e a Fiocruz afirmou, por meio de nota, que já iniciou o escalonamento gradual da produção. Na última sexta, uma segunda linha de produção entrou em operação, o que vai permitir o aumento da capacidade produtiva de Bio-Manguinhos/Fiocruz. “A expectativa é chegar até o final do mês com uma produção de cerca de um milhão de doses por dia”, declarou a instituição.

domingo, 14 de março de 2021

3 a cada 10 pessoas têm depressão por falta de exercícios na pandemia

 A pandemia da covid-19 mudou o dia a dia e, como não poderia ser diferente, o tempo para atividades físicas foi deixado de lado. Preocupados com o assunto, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram um estudo que mostrou a relação direta da falta de exercícios durante a quarentena e o nível de ansiedade e depressão.A pesquisa foi realizada por meio de um questionário on-line, respondido por 1.853 voluntários, sendo 1.110 mulheres e 743 homens, de todo o Brasil. A constatação foi de que 30% dos participantes apresentaram sintomas de depressão de grau moderado a grave e 23,3%, sintomas de ansiedade de grau moderado a grave. “As pessoas responderam sobre os hábitos de exercícios antes da pandemia, durante da pandemia e, como estavam em relação à ansiedade e depressão. Os números que chegamos foram alarmantes, porque é uma frequência muito alta de pessoas com alterações na saúde mental”, afirma Marília Andrade, coordenadora do estudo e professora do Departamento de Fisiologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp).O nível de atividade física caiu significativamente: antes da quarentena, 69% dos voluntários eram classificados como muito ativos, contra somente 39% durante a pandemia. As pessoas que diminuíram o nível de atividade apresentaram mais sintomas de ansiedade e depressão. Outro dado que os pesquisadores salientam é a maior incidência de casos de depressão e ansiedade entre pessoas com baixa renda e jovens. Marília acredita que, nesse caso, os entrevistados também são influenciados por outros fatores. “O nível de exposição às mídias sociais sobre número de mortos, infecção que o jovem está mais exposto, talvez seja uma explicação para ter mais incidência. Entre as pessoas de baixa renda, as questões sociais, preocupações com manutenção de empregos devem ser apontados também como causa para esse quadro”, afirma a coordenadora do estudo. No momento em que o Brasil atinge o pior momento da pandemia e as regras de isolamento estão mais rígidas e a preocupação com a saúde mental aumenta. A recomendação é seguir as práticas esportivas, mesmo em casa, segundo a pesquisadora. “É importante criar uma rotina e ter um momento do dia para se dedicar apenas às atividades físicas. Não é uma resposta definitiva, mas a indicação é manter alguma atividade para tentar equilibrar as saúde mental”, indica Marília Andrade.

sábado, 13 de março de 2021

'Fomos empurrados para o pior pelo desrespeito às normais sanitárias', diz Greca sobre bandeira vermelha

Em postagem nas redes sociais na manhã do sábado (13/03), o prefeito de Curitiba Rafael Greca disse que "fomos empurrados para o pior pelo desrespeito às normas sanitárias". A declaração foi feita no no primeiro dia de bandeira vermelha na capital paranaense devido ao rápido avanço da covid-19 e o colapso na rede de saúde. Nesta sexta-feira (12/03), Curitiba registrou o recorde de mortes anunciadas em um único dia: 34. A cidade tem 13.372 casos ativos de covid e a taxa de ocupação de leitos de UTI chegou a 96%. "A Lei de Deus #NãoMatarás nos obriga ao Respeito à Vida. Após um ano de luta estamos exauridos - mas jamais sem esperança. O Brasil adoeceu e Curitiba não escapou disto. Hoje não vou dar bom dia, vou pedir #SepuderFiqueEmCasa. Por sua vida e dos demais #NovaCêpaMataRápido  Fomos empurrados para o pior pelo desrespeito a normas sanitárias que nem são tão difíceis de cumprir: usar máscara, lavar as mãos, evitar participar ou promover aglomerações. Fechamos a Cidade pelo Bem da nossa Terra e da nossa gente. #PorRespeitoàVida", postou o prefeito. 

segunda-feira, 8 de março de 2021

Governo do Paraná estuda novas medidas para ajudar empresas e trabalhadores

O governador Ratinho Junior instituiu ontem um grupo de trabalho para discutir novas medidas econômicas para as empresas e os trabalhadores atingidos direta ou indiretamente pela pandemia. O objetivo é acelerar programas ainda embrionários para disponibilizar, além de crédito e inovações tributárias, formas de auxiliar financeiramente empresas e setores impactados pelas restrições de circulação. “É um grupo específico de apoio a pequenas empresas, pequenos negócios, àqueles segmentos que foram muito penalizados na pandemia, como bares e restaurantes. A ideia é ter ações mais rápidas e anunciar algumas novidades já na próxima semana”, disse Guto Silva, chefe da Casa Civil. “O objetivo é auxiliar de maneira concreta, socorrer alguns segmentos que não tiveram alternativa. A ideia é identificar boas práticas, boas ideias, e colocar de pé essas iniciativas no Paraná”. O grupo vai apresentar já na próxima segunda-feira (15) algumas novidades. O objetivo é direcionar as ações para micro e pequenos empreendedores, lojistas e comerciantes, além de prestadores de serviços e profissionais ligados ao setor cultural e de turismo. A ideia é manter os empregos, o que garante renda para as famílias, e a roda da economia girando perto da normalidade, com ações ainda mais incisivas do que as adotadas em 2020. Farão parte do grupo de trabalho instituído pelo Decreto 7.033/2021 o Gabinete da Governadoria, a Vice-Governadoria, a Casa Civil, as secretarias de Planejamento e Projetos Estruturantes e Fazenda, a Invest Paraná, a Fomento Paraná e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Esse grupo também será um canal de comunicação com o setor produtivo durante a pandemia e terá entre 30 e 60 dias para elaborar um relatório das ações. Pacote - Na sexta-feira (05), o governador Ratinho Junior apresentou para a sociedade um pacote de estímulo ao crédito. A linha Recupera Paraná foi reativada e destinará R$ 10 milhões para atender empreendedores informais e MEIs. Além disso, os empreendedores que pegaram empréstimos por essa linha no ano passado terão o pagamento das parcelas suspenso por dois meses. O BRDE também repassará R$ 30 milhões, com juros subsidiados, para ampliar a disponibilidade de crédito dos programas Banco da Mulher Paranaense e Banco do Empreendedor, da Fomento Paraná. O BRDE e a Fomento Paraná ainda vão destinar R$ 120 milhões a empreendimentos que trabalham com o turismo, beneficiando o setor hoteleiro e o de serviços.

terça-feira, 2 de março de 2021

‘É uma situação de guerra’, diz diretor-geral do Hospital do Trabalhador sobre leitos Covid

 Para tentar melhorar o atendimento dos mais de 200 pacientes diagnosticados com Covid-19 que estavam à espera de um leito de UTI até o último fim de semana, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) editou uma norma para flexibilizar o número de médicos e leitos de internação em enfermarias e UTI, neste último domingo, 28 de fevereiro. “Com isso, conseguimos ampliar o número de leitos de UTI de 78 para 81 e atender uma jovem gestante, de 25 anos, de oito meses de gravidez e que estava entubada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, revela o diretor-geral do Complexo do Hospital do Trabalhador, Geci Labres de Souza Junior. “É uma situação de guerra e de extrema excepcionalidade”, explicou. “E infelizmente, deve piorar porque ainda não se passaram duas semanas do Carnaval”, diz o diretor citando os casos de aglomeração registrados no período. Souza Junior explica que, pelas normas, cada UTI precisa de um médico, um enfermeiro e dois técnicos de enfermagem para cada 10 pacientes. Com a mudança, agora cada equipe pode cuidar de 12 pacientes. “ Agora temos no Complexo do Hospital do Trabalhador mais 3 leitos extraordinários”, diz e ressalta que esse ‘é o limite do limite’. “Não temos mais leitos e não temos mais profissionais para atender mais leitos”, afirma. Segundo os dados do Sistema de Saúde, no Paraná nesta segunda-feira, 1º de março, havia 555 pessoas em fila de espera por um leito. Destes, 40% precisam de um leito de UTI. Souza Junior lembra que os 3 leitos criados já estavam ocupados e não há expectativas de liberação. “Infelizmente, temos registrado uma média de 2 a 4 mortes por dia na UTI e essa é única possibilidade de liberação de leitos no momento”, afirma.  Dos 81 pacientes que estavam na UTI do HT, Souza Junior ressalta que todos eram gravíssimos e, de acordo com os números da pandemia, o índice de mortalidade está em 30%. “Mas infelizmente na última quinta-feira, registramos sete mortes”, conta. O diretor-geral alerta que nessa onda de Covid-19 não há mais grupo de risco. Ele ressalta que é importante que ‘as pessoas saibam que não temos como cuidar de quem não se cuida’. “Não temos mais leitos, não temos mais médicos, não temos mais profissionais para atender os doentes que estão chegando”, diz. O médico alerta que o número de contaminados cada vez mais novos está crescendo. “Os jovens estão adoecendo mais e mais rápido e precisam de uma UTI, quando não morrem rapidamente”, conta. Ele cita que pacientes com 25 anos e 30 anos estão internados em estado gravíssimo nas UTI. O tempo de internação destas pessoas é de 20 a 30 dias, mas há pacientes internados a 45 dias. Sobre a possibilidade do Paraná viver uma situação parecida com a que ocorreu em Manaus, Souza Junior diz que o sistema hospitalar do Paraná é mais robusto. “Mas estamos em uma situação que beira o caos e, se as pessoas não se cuidarem poderemos ter gente morrendo sem atendimento”, finalizou ele.

Mais jovens são os mais afetados na segunda onda

Esta segunda grande onda da Covid-19 no Paraná vem com uma característica diferente e importante da primeira onda. Se aquela atingia mais os idosos e portadores de comorbidades, esta nova onda tem afetado mais os jovens, sobretudo na faixa dos 25 até 30 anos, boa parte sem pertencer a grupos de risco. O fato já havia sido assinalado pelo governador Ratinho Jr. no mês passado, assim como pela secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak. Ontem, o governo de São Paulo fez o mesmo alerta, de aumento de casos entre os mais jovens. Segundo o governo, tem crescido o número de pacientes entre 30 e 50 anos, sem doença prévia. “O aspecto clínico dos pacientes é diferente daquele que víamos na 1ª onda. Antes eram idosos e portadores de doenças crônicas, o que chamamos de comorbidade. Hoje é de 60% mais jovens, na faixa de 30 a 50 anos, sem doença prévia”, disse o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, em entrevista ao Jornal ‘O Estado de S. Paulo’. Assim como no Paraná, têm se verificado que este grupo fica mais tempo na UTI.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Presidente do Senado quer autorizar setor privado a comprar vacinas

 O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apresentou um projeto de lei para permitir ao poder público assumir riscos referentes à vacina contra covid-19 e autorizar o setor privado a comprar doses do imunizante. A proposta foi protocolada após reunião no dia anterior com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. De acordo com o projeto de Pacheco, a União, os Estados e os municípios poderão assumir os riscos referentes à responsabilidade civil de eventos adversos após a vacinação, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha concedido o registro ou a autorização temporária de uso emergencial do imunizante. A intenção é agilizar a compra de laboratórios que exigem esse tipo de cláusula contratual, como os produtores da Pfizer e Janssen. Nesta terça-feira, 23, a Anvisa aprovou o registro definitivo da vacina produzida pela Pfizer no País. Há divergências, porém, em relação a cláusulas impostas pela farmacêutica, como a previsão de que a União assuma riscos e custos de efeitos colaterais. O texto de Pacheco também autoriza as empresas privadas a comprar doses dos laboratórios. As companhias, porém, deverão doar os produtos integralmente para o Sistema Único de Saúde (SUS). O setor privado só estará autorizado a comercializar ou utilizar as vacinas diretamente após o término da imunização dos grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde, pelo setor público. "Desse modo, estaremos colaborando com o Poder Executivo da União, Estados, Distrito Federal e municípios para o enfrentamento dessa crise tão aguda e grave, que tanto mal tem causado ao povo brasileiro", afirmou Pacheco na justificativa do projeto. 

Polêmica

Tanto a cláusula quanto a compra pelo setor privado são alvos de polêmica no Senado. O líder do PSD na Casa, Nelsinho Trad (MS), apresentou um projeto diferente, autorizando a aquisição por empresas para que as doses sejam aplicadas diretamente nos funcionários, respeitando as prioridades. A proposta de Trad cria o Programa de Vacinação dos Trabalhadores (PVT) e permite que até 50% das doses sejam doadas para o SUS. "O empresário dificilmente vai querer comprar para o SUS. Ele tem que vacinar sua massa laboral. Nós temos que criar alternativas e acelerar a vacina no braço do povo", disse o líder do PSD ao Estadão/Broadcast. Os dois projetos poderão ser discutidos em um só ou até incorporados na votação de uma medida provisória, o que aceleraria a votação. "A população não quer saber se vem do ministério, do Doria, do Bolsonaro ou do Senado. Ela quer a vacina no braço."

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Cotações em alta para boi e soja

Os preços da carne bovina voltaram a recuar no atacado, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. O corte traseiro caiu para R$ 19,90 o quilo, enquanto que o dianteiro e a ponta da agulha ficaram estáveis a R$ 15,50 o quilo. O analista Fernando Iglesias aponta que as desvalorizações no atacado são as primeiras sinalizações de inversão da tendência de alta da arroba. Apesar disso, o indicador do boi gordo do Cepea subiu 0,50% na comparação diária e passou de R$ 302,25 para R$ 303,75. Dessa forma, a cotação voltou a renovar a máxima nominal histórica da série do instituto. Em 2021, a alta acumulada chegou a 13,70%.  Já o indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), recuou 0,2% e passou de R$ 164 para R$ 163,70 por saca. Foi o menor nível da cotação desde 5 de janeiro. Ainda assim, no acumulado do ano, os preços já avançaram 6,4%. Apesar do dólar voltar a se aproximar dos R$ 5,45, o avanço da colheita vai enfraquecendo as cotações. Em Chicago, os contratos futuros da soja acompanharam o movimento de desvalorização observado no milho e recuaram 0,59%, de US$ 13,846 para US$ 13,764 por bushel. A expectativa de aumento da área a ser plantada nos Estados Unidos em 2021 pressionou o mercado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Secretário da Fazenda do Paraná assina carta que cobra mais dinheiro para 2ª onda de Covid-19

 Os secretários estaduais de Fazenda encaminharam carta ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na qual pedem mais recurso para enfrentar a segunda onda da pandemia da Covid-19 e alegam que que redução de custeio de leitos pelo governo federal aflige os estados. O documento do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do DF (Comsefaz) é assinado por representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, que solicitam a liberação de mais recursos. O secretário da Fazenda do Paraná, Renê de Oliveira Garcia Junior, também assina o documento. “Durante a primeira onda foi possível mobilizar estruturas existentes para atender a demanda da pandemia. A partir da segunda onda, essa estratégia não é viável, posto que condições preexistentes voltaram a crescer e coexistem com uma quádrupla carga de doenças: Covid-19, causas externas, doenças crônicas degenerativas e outras doenças infectocontagiosas e metabólicas/nutricionais conhecidas”, diz o texto. Os secretários afirmam que é necessário investimento “na rede de frio, testagem e transporte, assim como mobilização de recursos humanos e materiais para garantir adequada estruturação dos hospitais”. “Leitos não são uma estrutura que se mobiliza e desmobiliza em semanas. As ampliações envolvem contratos de médio prazo, programação de suprimentos, revisão de perfis de unidades hospitalares. Toda a mobilização não é viável às expensas exclusivas de recursos próprios, mediante a expectativa de faturamento do leito”, continua o documento.Na carta, os secretários de Fazenda destacam que os estados “não são prestadores de serviços do SUS, são gestores do Sistema (Único de Saúde), assim sendo, necessitam de programação financeira e autonomia para decidir seus investimentos e contratos”. A carta é feita um dia depois de reunião dos governadores com Pazuello, na qual, segundo os gestores,  o ministro não foi claro ao ser questionado sobre o problema da falta de leitos de UTI. No mesmo encontro com governadores, Pazuello falou, sem muitos detalhes, da possibilidade de adotar um novo modelo de financiamento. O ministro disse que a pasta quer pagar apenas por leitos utilizados, mas enfrentou protestos dos governadores, que disseram que enfermeiros e médicos são pagos pela jornada de trabalho, não pela produtividade. Ou seja, existe um custo fixo dos leitos, que não deriva exclusivamente do uso deles. Os secretários de Fazenda também abordaram o tema na carta, e pediram que o governo federal “mantenha o mecanismo já consolidado no SUS de habilitação e custeio fixo dos leitos de UTI-Covid”.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Assocon: ‘Boi gordo estaria em R$ 340 se tivesse acompanhado os custos’

A arroba do boi gordo passou de R$ 300 em São Paulo nesta semana. Porém, de acordo com o presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Veloso, o patamar atual não se reflete em lucro para o invernista. Ele afirma que os custos subiram quase o dobro do valor oferecido pelo animal terminado. “O boi deveria estar valendo ao redor de R$ 340 para fazer frente aos gastos”, diz. Veloso diz que a pecuária brasileira precisa encontrar um equilíbrio, porque o poder aquisitivo do mercado interno, principal consumidor da carne bovina brasileira, não consegue absorver patamares muito mais altos do que os atuais. “E se atendemos o consumidor com preços mais baixos, não conseguimos atender a reposição. O boi vendido não compra um bezerro”, afirma.

Taxa de câmbio encarece os insumos

O dólar mais alto, que favorece as exportações brasileiras ao dar competitividade no mercado internacional, também eleva os preços de insumos usados na pecuária. Além disso, com a irregularidade das chuvas no Centro-Oeste e a baixa disponibilidade de bezerros nos últimos anos, a oferta de animais de pasto está menor. “O que temos são animais muito jovens requerendo milho, farelo de soja, resíduos de algodão, pasto adubado e manejo diferenciado. Os custos de produção estão dificultando a adoção de todo esse pacote tecnológico”, afirma Veloso, reforçando que a pecuária moderna não pode abrir mão desses insumos. “Essa elevação é inevitável, e está muito difícil de encontrar esse equilíbrio”.

Situação da pecuária brasileira e tendência para o boi gordo

Para a Assocon, o tamanho real do rebanho bovino do Brasil não corresponde às projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Essa diminuição do rebanho, notadamente a partir de 2020, 2012 para cá, mostra o empobrecimento do pecuarista. Muitos foram saindo do negócio, da cria, abatendo muitas fêmeas, o que resultou na baixa oferta da reposição e obviamente uma restrição de boi gordo”, relata. Quanto ao futuro, Veloso acredita que a tendência para os grãos é de preços ainda mais altos, por isso ele recomenda que o pecuarista adquira os insumos necessários para o ciclo. “Isso não vai continuar nos patamares atuais. Acredito em uma majoração para milho e soja, em decorrência de todos os outros insumos”, diz. Do ponto de vista do consumo de carne bovina, o presidente da Assocon está otimista. Ele vê sinais de que a economia brasileira está em recuperação, o que deve estimular o consumo da proteína.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Atraso em vacinação: R$ 150 bilhões a menos no PIB neste ano

 A lentidão e a desorganização no programa nacional de vacinação contra a covid-19 vão retirar pelo menos dois pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2021. Segundo cálculos do economista Bráulio Borges, da consultoria LCA, caso 70% dos brasileiros fossem vacinados até agosto, a economia cresceria 5,5% neste ano. Se a vacinação atingir esse patamar apenas em dezembro - hipótese que hoje já é considerada otimista -, o crescimento do PIB deve ficar entre 3% e 3,5%. Nesse cenário, o País deixará de movimentar R$ 150 bilhões.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Aeroportos dos Estados Unidos vão parar de exibir a CNN

 Mais de 50 aeroportos dos Estados Unidos deixarão de exibir as notícias da rede CNN nos saguões e salas de embarque e o serviço de notícias para aeroportos do canal será extinto a partir de 31 de março. A informação foi confirmada em comunicado oficial pelo próprio presidente do canal, Jeff Zucker. Segundo o executivo, a CNN Worldwide decidiu fechar a CNN Airport Network, braço da empresa especializado em fornecer conteúdo para passageiros dos grandes terminais norte-americanos. Os motivos, de acordo com Zucker, são o drástico declínio das viagens aéreas durante a pandemia e um número cada vez maior de pessoas “consumindo conteúdo em seus dispositivos pessoais” em vez de assistir às transmissões. A CNN Airport Network nasceu em 1991, a partir de um contrato especial com os aeroportos Dallas-Fort Worth, Atlanta e Chicago O’Hare. A proposta era fornecer conteúdo adaptado do canal principal, 24 horas por dia. As matérias exibidas são mais curtas, objetivas, sem nunca envolver informações sobre desastres aéreos ou violência.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Pode faltar gado para abate em Mato Grosso neste ano, alerta Sindifrigo

 Mato Grosso corre o risco de não ter gado suficiente para o abate a partir deste ano, comprometendo as operações do setor frigorífico que gera mais de 24 mil empregos no estado. De acordo com Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), as exportações de animais vivos para serem abatidos em outros estados e também em outros países é o principal motivo por essa situação que traz prejuízos enormes para diversos segmentos. Bellincanta diz que situação semelhante foi vivenciada pelo setor em meados de 2015, quando vários frigoríficos mato-grossenses suspenderam as atividades temporariamente por falta de matéria-prima para o abate. “A história tende a se repetir, caso não exista imediatamente uma ação direcionada para a equação do problema. A evasão da matéria-prima com a saída de mais de 93 mil animais em único mês representa o abate de nove indústrias de porte médio”, ressalta. A falta de matéria-prima já é uma realidade sentida na formação de escalas de abate e a tendência é de que se agrave muito mais em 2021, quando faltarão os animais jovens que hoje deixam o estado. Bellincanta diz que a falta de gado pode ocorrer por causa da diferença tributária na comercialização dos animais vivos de um estado para outro, algo bastante prejudicial para os produtores de Mato Grosso e para a economia do estado que seria alavancada se a industrialização dessa matéria-prima ocorresse em Mato Grosso. Atualmente, a diferença de custo na produção que chega a 10% considerando-se tributos e logística já é um desafio diário para quem produz em Mato Grosso por causa da localização a 2 mil quilômetros de distância de um porto. “Não há como suportar outros fatores sem o entendimento dos governos de que só é possível um certo grau de industrialização com um certo apoio do poder constituído”, pontua Paulo Bellicanta.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

700 mil doses a menos diz Butantan, que revisou estimativa

 O Instituto Butantan confirmou na sexta-feira (23/01), que a estimativa de ter 4,8 milhões de doses da Coronavac no segundo lote estava incorreta. Após o processo de envase e conferência da matéria-prima no complexo fabril, a instituição constatou uma redução de 700 mil unidades, chegando a um total de 4,1 milhões de novas vacinas contra covid-19 disponíveis. Segundo o Butantan, 900 mil dessas doses foram destinadas ao Programa Nacional de Imunizações na sexta-feira, após liberação do segundo lote pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "As demais doses serão enviadas tão logo passem por inspeção de controle de qualidade", justificou o instituto. Das 8,7 milhões de unidades previstas até 31 de janeiro, 6,9 milhões foram entregues. "É importante destacar que o Butantan está em dia com o cronograma firmado em contrato com o Ministério da Saúde", destacou. O instituto deve entregar 46 milhões de unidades da Coronavac até abril, mas ainda aguarda a chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA) da farmacêutica chinesa Sinovac. Há ainda a opção do governo federal adquirir mais 56 milhões de unidades. A vacina que chegou pronta da China foi entregue em frasco-ampola com uma dose do imunizante. Já a envasada no País tem capacidade para 10 aplicações e precisa ser usada em no máximo 8 horas. O Butantan aguarda a chegada de insumos da China para a produção de novas doses. No último domingo (17/01) a agência já havia aprovado o uso emergencial de 6 milhões de doses da Coronavac, o que permitiu o início da campanha de vacinação em São Paulo no mesmo dia e, nas datas seguintes, nos demais Estados. A agência também aprovou o uso emergencial da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca. Ao todo, 2 milhões de doses do produto desembarcou no Brasil na sexta-feira e será distribuído para o Estados entre sábado (23/01), e domingo (24/01).

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Avião com vacinas entra em rota de colisão com jato da Gol em Curitiba

Um avião monomotor do governo do Paraná, com vacinas contra a Covid-19 a bordo, acabou entrando em rota de colisão com um jato da Gol em Curitiba. Contudo, os aviões manobraram em tempo e evitaram um acidente aéreo. O caso aconteceu por volta das 12h50 desta terça-feira (19/01). Um avião Cessna C208 Caravan havia decolado do aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, com destino a Londrina. O monomotor levava doses da vacina CoronaVac. O voo G3 1212 da Gol vinha do aeroporto de Guarulhos (grade São Paulo) e iria pousar no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Vacinação pode atrasar alguns dias no Paraná

 A tão esperada vacinação contra o novo coronavírus pode não começar no dia 20 de janeiro no Paraná, como previsto inicialmente. Na sexta-feira (15/01), durante uma visita ao almoxarifado central em Curitiba, onde acompanhou o embarque de materiais para a campanha de vacinação, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, informou que o Ministério da Saúde enfrenta "problemas de logística" com a Índia. Com isso, a chegada de doses do imunizante pode acabar atrasando. Ao todo, o Brasil se prepara para buscar 2 milhões de doses da vacina. O avião deveria ter decolado nesta sexta-feira, mas o governo indiano freou os ânimos dos brasileiros e a decolagem da aeronave deve atrasar em, pelo menos, dois ou três dias, o que deve complicar o planejamento não só do Paraná, mas também de outros estados.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Saca de milho a R$ 95,00 ??

 De acordo com a Consultoria T&F Agronômica, os preços do milho têm mais motivos para subir do que para seguirem estáveis ou caírem. Os preços internos subiram cerca de 6,67% na semana passada e saltaram 0,75% na B3. Segundo Luiz Pacheco, analista da consultoria, o preço do milho pode atingir 95 reais em 5 meses. “Eu tenho 47 anos de mercado e 73 de vida, nesse período nunca vi o milho chegar a esse preço de R$ 95  e nem com essa lucratividade tão grande. Em São Paulo está batendo na casa dos R$ 87, então não será surpresa quando chegar a R$ 95. Eu acertei na mosca quando o preço estava em R$ 55 e chegou a R$ 77 e o que posso dizer é que vai continuar em alta, pois frustrou a safra de verão no Sul, que são grandes consumidores, e com isso o preço volta a subir. Com isso, o dólar volta a subir e isso vem com o medo de grandes compradores que marcaram território manter o milho aqui”, disse. Segundo ele, esse valor de R$ 95 se justifica por haver um longo caminho para ter milho novamente no Brasil. “Temos quase 5 meses e meio para consumir milho que tem do resto da safrinha passada e da safra de verão, que foi menor também”, explicou.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Teste de COVID-19 por saliva chega às farmácias

 A partir deste mês, mais de 300 unidades de farmácias da rede RD-Raia-Drogasil na cidade de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo passam a oferecer ao público o kit meuDNA Covid, um teste do tipo PCR-Lamp que indica por meio da análise de saliva de forma não invasiva se a pessoa está ou não infectada pelo vírus Sars-Cov-2. Dentre as opções oferecidas pelas drogarias, esta é a única que conta com 99% de acurácia no diagnóstico, a qualidade de um laboratório - a Mendelics, líder em sequenciamento na América Latina - e com a tecnologia nacional validada pelo Hospital Sírio-Libanês, parceira nesse desenvolvimento. Ao todo mais de 300 mil pessoas já realizaram esse teste no Brasil. A parceria entre as marcas amplia o acesso ao produto que inicialmente foi lançado apenas para empresas e mais recentemente foi disponibilizado ao público em geral por meio do e-commerce da healthtech.  

Para saber em quais lojas mais próximas pode-se adquirir o kit de autocoleta, precisa consultar no https://meudna.com/teste-covid, solicitar o teste, recebê-lo em casa e após depositar a saliva necessária agendar a retirada do material, sem custo extra, que acontece em até dois dias úteis. Já no laboratório, é feita a detecção molecular para identificar se há presença do material genético do vírus e o resultado é disponibilizado online em até 24 horas. Agora, com a facilidade do ponto físico de compra espalhado pela cidade, quem tiver uma urgência maior em saber se está positivo para a doença poderá fazer a compra e a coleta de forma imediata e encurtar o processo até ser notificado por e-mail ou SMS sobre o diagnóstico. O valor também é menor. Na internet, o preço praticado é de R$169,00. Já nas unidades Raia-Drogasil ele sai por R$150.  parceria acontece em um momento propício para os negócios e para as pessoas. “Nós, como uma empresa de saúde, entendemos que estava na hora de levar à farmácia uma ferramenta segura para que as pessoas pudessem saber com mais exatidão se estão doentes e, então, planejar os momentos em que não é possível ficar em casa, sem colocar outras pessoas em risco” detalha Cesário Martins, diretor do meuDNA. De cada 100 pessoas não infectadas, menos de um indivíduo terá um resultado de falso positivo e esse é o melhor cenário existente hoje para testes de coronavírus, representando 99% de acurácia. O meuDNA Covid utiliza como base do diagnóstico a técnica PCR-LAMP (Amplificação Isotérmica Mediada por Loop). Assim como o RT-PCR, o teste considerado “padrão ouro”, ela identifica o RNA do vírus nas células da pessoa infectada desde a fase inicial. Ou seja, trata-se de uma maneira de testagem da infecção ativa, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a melhor ferramenta para rastrear o vírus e impedir a transmissão. A diferença é que o PCR-LAMP é mais rápido e barato: seu processo simplificado não depende do swab nasofaríngeo (coleta de secreção nasal) nem dos reagentes e equipamentos importados que estão em falta no mercado. Para o PCR-LAMP, a amostra coletada é de saliva em um tubo estéril, completamente indolor, e feita pelo próprio paciente. “O meuDNA entra nesse cenário para trazer à população aquilo que antes precisava de um intermediário – uma ida ao hospital ou laboratório. Agora, qualquer pessoa que precisa saber se está, ou não, contaminada poderá contar com todos os benefícios que esse modelo de teste entrega – confiabilidade e rapidez do resultado com a conveniência de coleta indolor e onde preferir”, acrescenta David Schlesinger, CEO do meuDNA e também da Mendelics.