sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Investigação contra dono do Banco Master é prorrogada por Toffoli e pode ganhar novos desdobramentos

 O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou por mais 60 dias a investigação que apura suspeitas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A ampliação do prazo foi solicitada pela Polícia Federal e, segundo investigadores, segue o trâmite normal de apurações complexas desse tipo. Apesar da prorrogação, um dos eixos centrais da investigação pode ser concluído em prazo mais curto. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, a PF está próxima de finalizar a apuração sobre suspeitas de fraude na tentativa de venda de uma carteira de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília. O suposto esquema envolveria créditos inexistentes que somariam cerca de R$ 12,2 bilhões. Em razão dessa acusação, foram presos no dia 17 de novembro, além de Vorcaro, outros dirigentes e sócios do banco, incluindo o ex-CEO Augusto Ferreira Lima e executivos responsáveis por áreas estratégicas da instituição. Parte dos investigados já foi intimada a prestar depoimento entre os dias 26 e 28 de janeiro, no âmbito específico das investigações relacionadas à negociação com o BRB. O ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, também será ouvido no mesmo período. Ainda nesta semana, Toffoli reduziu de seis para dois dias o prazo para a colheita dos depoimentos, atendendo a um pedido da PF, que alegou limitações operacionais no Supremo. O ministro também solicitou a apresentação de um novo cronograma, com dois dias consecutivos de oitivas. Paralelamente, a Polícia Federal avalia se amplia ou não o escopo das investigações. Por ora, a estratégia é concentrar esforços na apuração das fraudes financeiras, evitando que um único inquérito se torne excessivamente amplo com a inclusão de fatos novos. Mesmo assim, apurações preliminares já estão em andamento sobre a possível atuação de um grupo organizado de influenciadores digitais que teria promovido ataques coordenados ao Banco Central e a investigadores do caso. Pelo menos 46 perfis em redes sociais teriam participado do bombardeio digital. Esse ponto ainda não resultou na abertura formal de um inquérito, mas está sendo analisado em um procedimento preliminar da PF, conhecido como Notícia-Crime em Verificação (NCV), que pode evoluir para uma nova investigação.

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