O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (23/02), impor tarifas ainda mais “poderosas e desagradáveis”, após seu tarifaço ser derrubado pela Suprema Corte americana. Trump atacou novamente o tribunal, afirmando que a instituição “acidentalmente” o deu “muito mais poderes e força” do que ele tinha antes da derrubada das tarifas. “A suprema corte (usarei letras minúsculas por um tempo com base em uma completa falta de respeito!) dos Estados Unidos acidentalmente e involuntariamente me deu, como presidente dos Estados Unidos, muito mais poderes e força do que eu tinha antes de sua decisão ridícula, burra e muito divisiva internacionalmente”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social. Trump anunciou no sábado o aumento das tarifas globais de importação para 15%. A declaração foi publicada menos de 24 horas depois de o próprio governante ter afirmado que aplicaria uma taxa de 10% sobre produtos importados. Segundo Trump, a decisão ocorre após uma análise da decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou o chamado tarifaço anteriormente imposto por ele. “Nos próximos meses, o governo Trump determinará e emitirá as novas tarifas legalmente permitidas, que darão continuidade ao nosso processo extraordinariamente bem-sucedido de tornar a América grande novamente”, escreveu o republicano na publicação. A Suprema Corte, com sua maioria conservadora, decidiu por seis votos a três que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional “não autoriza o presidente a impor tarifas”. A resolução bloqueia uma ferramenta fundamental que o presidente vinha utilizando para impor sua agenda econômica e diplomática. Durante os argumentos do caso, juízes conservadores e liberais pareceram questionar a legalidade das tarifas, que Trump impôs invocando uma lei de 1977 destinada a ser usada durante emergências nacionais. O julgamento parte de um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que havia concluído que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor as taxas. Ações contra taxas foram apresentadas por empresas e por 12 estados americanos, a maioria deles governada por democratas.
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