domingo, 26 de abril de 2015

KISS em Curitiba

Memorável. Um show que marcou Curitiba. Aliás o maior espetáculo de rock que a capital do Paraná assistiu até hoje. O local escolhido não poderia ter sido melhor, a "Pedreira Paulo Leminski", um lugar repleto de verde ao redor. A acústica estava muito boa, embora alguns reclamaram que o som pudesse estar ainda mais alto. Para mim estava na medida. Tive o prazer de ter a companhia da deputada Maria Victória Barros, que também gosta de rock e do KISS. Foi o primeiro encontro que ela teve com a banda. Já o meu... Bem, nem me lembro mais quantas vezes já nos encontramos mundo afora. Pudemos conferir um show acústico que aconteceu no meio da tarde, em espaço reservado, para alguns poucos convidados, onde pudemos escolher vários dos clássicos da década de 70 e 80... Entre os presentes o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet e sua esposa Márcia. Todos sairam para lá de satisfeitos com o grande espetáculo que aliás o KISS sempre proporciona. E assistir ao show no Paraná - "em casa"-  não tem preço. 


domingo, 19 de abril de 2015

Está chegando a hora ! Kiss tocará em Curitiba nesta terça-feira


Está chegando a hora! A banda Kiss, que coleciona 28 discos de ouro e já vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo, toca em Curitiba nesta terça-feira (21). Capitaneado por Paul Stanley e Gene Simmons (e sua enorme língua), a lendária trupe de hard rock desembarca pela primeira vez na capital paranaense para uma apresentação histórica no suntuoso palco da Pedreira Paulo Leminski. O tempo passa, mas o grupo nova-iorquino não perde a majestade roqueira, e traz na bagagem a turnê comemorativa aos 40 anos da banda, a “40th Anniversary World Tour”. A abertura fica a cargo dos curitibanos do Motorocker. Os portões serão abertos às 16horas. Desde o estouro da banda no cenário na década de 70, o Kiss criou uma nova experiência em cena, misturando rock de primeira com pirotecnia, iluminação e ambientação cênicas excepcionais e as indefectíveis maquiagens e figurinos que se transformaram em marcas registradas - tudo isso deu a eles a reputação de criar alguns dos melhores shows ao vivo da história da música mundial e que agora vem a Curitiba. O público terá a oportunidade de conferir um repertório composto por hinos clássicos da carreira. Devem fazer parte do set list “Detroit Rock City”, “Rock And Roll All Nite”, “Forever” e “I Love It Loud”. Além da capital paranaense, a turnê vai passar ainda por Belo Horozinte (23.04) e São Paulo (26.04), no Festival Monsters of Rock 2015. A última visita do Kiss ao Brasil foi em 2012.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Festival Red Bull Racing na India

Enquanto os sinos tocavam e acordardavam as aldeias adormecidas em Buckinghamshire para o domingo de Páscoa, e os preparativos frenéticos de última hora - antes de partir para a China - a equipe de demonstração encantou uma enorme multidão na Índia, na cidade de Hyderabad. Sim, não houve tempo para o ovo da páscoa na equipe da Infiniti Red Bull Racing neste ano. David Coulthard estava ao volante, colocando o RB7 através de um mega demonstração de "burnouts" e "donuts" ao longo das margens do Lago Hussain Sagar. David é um artista com o carro e fez um show inesquecível. Com muito pó industrial colorido no asfalto, Coulthard levantou nuvens de várias cores na pista, levando o público ao delirio. Confiram o video.




sábado, 4 de abril de 2015

Falta de crédito preocupa agricultor


Produtores e entidades agrícolas do Centro-­Oeste reclamam de dificuldades para a obtenção de crédito para o plantio da próxima safra. A oferta do chamado crédito pré­custeio, tradicionalmente utilizado para a compra antecipada de insumos em meados de fevereiro e março, está paralisada. Na contrapartida, o custo da produção, puxado pela alta do dólar, deve subir cerca de 14%, exigindo R$ 11 bilhões a mais do que na safra passada. "As operações de pré­custeio, que normalmente já estariam sendo liberadas durante a colheita, para o planejamento da próxima safra e compra adiantada de insumos a preços melhores, não rodaram em Mato Grosso", diz Ricardo Tomczyk, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). "Não temos notícia de nenhuma operação que tenha sido contratada." Segundo ele, a resposta do Banco do Brasil, o principal financiador, aos produtores é de que não há recursos disponíveis. "Temos alguma sobra de insumos nas revendas de estoque do ano passado que ainda estão com o dólar antigo. Então, o produtor queria muito ter acesso ao pré­custeio agora para poder comprar esses insumos a um preço bem inferior aos que serão ofertados daqui a alguns dias", diz. A escalada do dólar neste ano, apesar de compensar a queda do preço das commodities e segurar a rentabilidade ao produtor, deve encarecer de modo significativo os insumos para a safra 2015/16. A consultoria Agroconsult projeta alta de quase 14% no custo de produção. Os fertilizantes, por exemplo, devem ter alta de 29% no preço. A paralisação na oferta de crédito antes da divulgação do novo Plano Safra, prevista para maio, se agrava no Estado de Goiás, que deve produzir 4,7 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. "A situação do Estado está crítica, pois enfrentamos o nosso segundo ano seguido de estiagem", diz Benjamin de Sousa Junior, diretor da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas (Andav) de Goiás. "Em reunião com o Banco do Brasil na semana passada, a resposta que tivemos foi de que não há autorização para o recebimento de propostas", diz. Segundo ele, há algumas linhas disponíveis no banco, mas a taxas inviáveis, como 16% ao ano. "No ano passado, conseguimos o pré­custeio tranquilamente, sempre fomos muito bem atendidos, mas esse ano nada foi liberado para a compra de fertilizantes", diz o engenheiro agrônomo Leonardo Titoto, de 36 anos, que administra as lavouras de soja de seu pai Paulo Roberto Titoto, em Bom Jesus de Goiás, sul do Estado. Apesar da produtividade média histórica da propriedade ser de 52 sacas por hectare, a seca ceifou a produtividade e rendeu nos últimos dois anos 38 e 43 sacas, respectivamente. Na quarta-­feira, o Banco do Brasil anunciou que disponibilizaria R$ 7 bilhões para capitalização dos produtores rurais. No entanto, a linha liberada não é equivalente ao pré­custeio, mas é direcionada aos custos com a comercialização dos produtos contemplados pela Política Geral de Preços Mínimos (PGPM). Em nota ao jornal Ö Estado de São Paulo", afirmou: "O Banco do Brasil está atendendo normalmente às demandas de crédito rural do atual ciclo (Safra 2014/2015), relacionados aos financiamento de Custeio, Comercialização e Investimento Agropecuário. Os desembolsos alcançaram o volume de R$ 53 bilhões no período de julho/2014 a fevereiro/2015, crescimento de 13% em relação ao ciclo anterior. Segundo André Pessôa, sócio-­diretor da Agroconsult, os produtores ouvidos pela consultoria no Rally da Safra -­ expedição de avaliação técnica de 97% da área de soja do País -­ que estavam conseguindo renovar os limites com os bancos estavam obtendo 20% de redução sobre os limites do ano passado. De acordo com a consultoria, com uma diminuição de 20%, faltariam pelo menos R$ 10,7 bilhões para o plantio da safra 2015/16, uma vez que, apesar dos R$ 12,5 milhões previstos para reinvestimento, o custo da produção deve subir quase 14%. "Não há espaço para uma redução de crédito. Do ponto de vista do setor privado, temos observado redução da oferta. Aguardamos o anúncio de quanto será o crédito administrado pelo governo, porém teremos a pressão do ajuste fiscal ­ e 70% dos financiamentos são provenientes de fontes públicas", observa. De acordo com Pessôa, três grandes questões preocupam o produtor: "o volume de crédito oferecido, a taxa de juros e o timing". O Plano Safra 2014/15, que terminará em 30 de junho, teve taxa média de 6,5% ao ano. A ministra da Agricultura Kátia Abreu, no entanto, já sinalizou aumento nos juros no próximo plano. O mercado aguarda alta de 2 a 3 pontos porcentuais.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Estoque de grãos deve ser maior que em 2014


Conforme a média das estimativas, o governo norte­americano deve projetar que os estoques de soja somavam 36,499 milhões de toneladas, 35% acima do observado no ano passado, quando a estimativa era de 27,054 milhões de toneladas. A expectativa reflete a maior produção doméstica do grão. Já no caso do milho, o USDA deve projetar que 193,751 milhões de toneladas estavam armazenados nos Estados Unidos em 1º de março, um incremento de 9% ante o estimado em igual período do ano passado. Analistas esperam que o Departamento de Agricultura eleve também sua projeção de estoques de trigo, para 31,11 milhões de toneladas, 8% acima dos 28,769 milhões de toneladas estimados no ano passado. Além do relatório de estoques, o USDA irá divulgar projeções de área a ser plantada na safra 2015/2016. Analistas esperam que a previsão de área plantada com soja alcance o recorde de 34,751 milhões de hectares, 3% acima do observado na safra anterior. Conforme as estimativas dos analistas, o USDA deve prever redução de 2% da área semeada com milho, 35,889 hectares. O plantio de trigo também deve cair 2%, para 22,505 milhões de hectares. A expectativa é que haja aumento nos volumes armazenados de soja, milho e trigo.

sábado, 28 de março de 2015

Automobilismo, uma das minhas grandes paixões



Ontem estive no sul da França em treino da Formula 1. Este é o meu esporte favorito. Foram horas e horas na pista do Circuit-Du-Var, na região da Provence, entre Cannes e Saint-Tropez. Corri em um Formula 1 da Prost GP. E cada vez que corro é como se eu me reencontrasse comigo mesmo.



domingo, 22 de março de 2015

Uma Linda Mulher: elenco se reúne 25 anos depois


Na verdade este é meu filme preferido, Cenário: Beverly Hills, California. Quem viveu nos anos 90 com certeza já cantou - e dançou - ao som da música tema de Uma Linda Mulher "Pretty Woman" na versão original. Tenha sido no ano da sua estreia, nas inúmeras vezes que o filme foi reprisado na Sessão da Tarde ou até mesmo na hora flashback das festas, o que importa é que não tem como ouvir a canção e não lembrar dessa comédia romântica com ar de conto de fadas. Aliás toda a trilha sonora é excepcional. Não parece mas já faz 25 anos desde o lançamento do longa-metragem estrelado por Julia Roberts e Richard Gere ! Aliás foi este trabalho que lançou a atriz ao estrelato... Para celebrar a data - e para a felicidade dos fãs, como eu, o elenco original do filme se reuniu pela primeira vez desde 1990 no programa Today, do canal americano NBC. Julia Roberts, Richard Gere, Hector Elizondo, Laura San Giacomo e o diretor Garry Marshall se encontraram com o apresentador Matt Lauer para falar sobre seus momentos favoritos dos bastidores de Uma Linda Mulher, sobre como foi trabalhar juntos e ainda citam algumas falas memoráveis do filme. Só não esteve presente o ator Jason Alexander. O programa vai ao ar nesta terça-feira, 24 de março, na NBC americana. Veja abaixo o trailer oficial do filme de 1990.



sexta-feira, 20 de março de 2015

Crime de evasão de divisas pode ter nova tipificação


O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou um projeto estabelecendo nova tipificação para o crime de evasão de divisas. O PLS 126/2015 altera a Lei 7.492/1986, que define os crimes contra o sistema financeiro nacional, para ampliar o conceito de evasão e explicitar interpretações da legislação atual. A proposta de Randolfe define evasão de divisas como “enviar ou fazer sair do País moeda, nacional ou estrangeira, ou qualquer outro meio de pagamento ou instrumento de giro de crédito, ou divisas em desacordo com a legislação aplicável”. Hoje, o artigo 22 da Lei 7.492 fala apenas em “efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País”. Além da mudança na definição, o projeto eleva a pena prevista, hoje de dois a seis anos de reclusão, para três a oito anos, além de multa. A operação de câmbio não autorizada, para promover evasão de divisas, continua sendo punida com dois a seis anos. O PLS 126/2015 também veda a concessão de qualquer benefício ou vantagem especial para a repatriação de recursos enviados ou mantidos ilicitamente no exterior. “Evita-se, assim, que, mediante violação da isonomia, se permita que quem cometa o delito em voga possa ‘legalizar’ os valores mediante benefícios legais diversos àqueles que possuem os depósitos no exterior ou em território nacional de forma lícita”, diz Randolfe, na justificação da proposta. De acordo com o projeto, o prazo para informar à autoridade federal competente a manutenção de dinheiro no exterior é de 30 dias, a contar da disponibilidade dos recursos na conta. Randolfe foi autor do requerimento que levou à criação da CPI do HSBC. A finalidade da comissão de inquérito — que aguarda instalação — é investigar suspeitas de uso de contas abertas na Suíça para sonegação fiscal e evasão de divisas.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Como ficará o dólar no Brasil ?


Meus amigos: ainda não há motivo para pânico no mercado cambial brasileiro. Há um ano eram necessários R$3,28 reais para comprar um euro. Hoje, a cotação não é muito diferente: R$ 3,31. Já o dólar passou de R$2,35 para R$3,11 no mesmo período. Isso quer dizer que a economia americana está se recuperando fortemente em nível global. Assim, se as incertezas políticas continuarem no Brasil aí sim a cotação do Real pode explodir em algo como R$ 3,90 ou até R$ 4,00 por cada dólar. A questão é que não foi só o real que se desvalorizou frente ao dólar. Em uma cesta de 21 moedas de economias relevantes - destas, 20 perderam valor neste início de ano. No entanto, desde março de 2014 minha recomendação era a compra de dólares. Quem comprou ou investiu no mercado futuro de commodities ou tradeables, ganhou mais de 40%. Pois bem, a instabilidade política e a insegurança jurídica do país podem sim levar a uma taxa de conversão em um patamar de R$ 4,00 ou até R$ 5,00, vide a ultra máxi desvalorização do Rubro da Rússia desde o final do ano de 2014. A economia americana voltou a dar as cartas.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Texto do Plano Diretor de Curitiba chega à Câmara


Depois de um ano de discussões comandadas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), com a participação de 6.305 pessoas que resultaram em 1.640 propostas, o projeto de lei de revisão do Plano Diretor de Curitiba chegou ontem, quarta-feira (11/03) à Câmara de Vereadores. Segundo o Ippuc, as propostas foram recebidas em fevereiro pelo prefeito Gustavo Fruet, que as acatou integralmente. É o novo Plano Diretor que vai definir as diretrizes básicas para o desenvolvimento de Curitiba para os próximos dez anos.O trâmite do Plano Diretor é o mesmo de outros projetos enviados pelo prefeito à Casa. Por meio de uma mensagem do Executivo ao Legislativo, a proposta é protocolada na Câmara. A Procuradoria Jurídica analisa o texto e define o caminho a ser percorrido pela proposta. Como é de costume, a primeira divisão pela qual passa qualquer projeto é a Comissão de Legislação, Justiça e Redação. Pelo tema, a proposta terá de passar também pela Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e Tecnologias da Informação. É possível ainda que outras comissões sejam adicionadas no trâmite. Ao todo, a previsão é de que o trâmite do texto leve, pelo menos, seis meses. Durante o processo, os vereadores pretendem realizar novas audiências públicas, o que significa que a sociedade civil organizada e a população em geral ganharão uma segunda chance para discutir os rumos de Curitiba nos próximos anos. “Queremos abrir para a sociedade participar mais uma vez. O entendimento é que sempre podemos melhorar o plano. Nossa meta é finalizar os debates e votar o plano em seis meses, de preferência antes das leis de orçamento do fim do ano”, diz o vereador Jonny Stica (PT), que terá a função de relator do Plano Diretor 2014/2024. A proposta apresentada ao Legislativo é o resultado de uma série de ações de participação popular. Embora questionada em alguns momentos por entidades e especialistas por ser, na opinião deles, demasiadamente conduzida pelo Ippuc, a discussão como um todo rendeu 19 audiências públicas com 3.364 participantes; 63 reuniões e oficinas do Conselho da Cidade de Curitiba (Concitiba); 12 oficinas e palestras com diversos segmentos da sociedade; e o III Seminário Curitiba do Amanhã, que teve 292 participantes. No total, 6.305 pessoas tiveram participação ativa e direta nas discussões, que resultaram na apresentação de 1.640 propostas para a revisão. Em outra ponta, o Ippuc e a Secretaria Municipal da Educação também desenvolveram em parceria o Projeto Urbanista Mirim. Crianças da Escola Municipal Papa João XXIII responderam a perguntas como qual a coisa mais legal que Curitiba oferece e como as crianças gostariam que fosse a cidade em dez anos. A secretaria informou que foram 3.552 contribuições, todas reunidas pelo Ippuc. Cerca de 38 crianças assistiram à solenidade de entrega do projeto por Fruet à Câmara de Vereadores.

domingo, 8 de março de 2015

Para empresários, incertezas na economia condenam país à ineficiência


Empresários brasileiros relatam que a sobrevivência aos frequentes altos e baixos da economia do país exige planejamento para guerra. "Aqui você precisa ter sempre um colchão muito maior para imprevistos", afirma Antonio Setin, dono e presidente da construtora Setin. O problema, ressalta, é que esse colchão implica operar com ampla sobra de caixa, o que reduz a eficiência do negócio. Recursos que poderiam ser aplicados em reinvestimento, ampliação de operações ou mão de obra acabam parados. No Brasil, você precisa operar com 20% a 30% mais caixa do que se estivesse em um país mais estável, com regras claras e confiáveis", diz. A opinião é parecida à do empresário Arri Coser, que ficou famoso com a churrascaria Fogo de Chão e hoje tem outras marcas no setor. O segredo, diz, é não ter dívida. "Tivemos crescimento lento, mas nunca nos endividamos. O Brasil vai e volta porque você faz planejamento com juros a 5% ao ano e capta o dinheiro, mas aí os juros passam para 12% ou 13%." Booms e estouros têm marcado a história econômica do Brasil desde sempre. O crescimento acelera, o país parece pronto para decolar rumo ao desenvolvimento, mas, de repente, sofre uma freada e o ciclo é abortado. Esse tipo de surto de expansão interrompida ocorreu no período do "milagre econômico", nos anos 1970, durante a ditadura militar. Voltou a se repetir brevemente em meados da década de 1980. Ensaiou nova aparição com a estabilização da inflação entre 1994 e 1995. A fase mais recente teve início em meados da década passada e culminou com uma taxa de expansão em níveis asiáticos, de 7,5%, em 2010. A prosperidade, impulsionada por políticas que ajudaram a arrumar a economia e pela forte demanda externa por commodities brasileiras, chegou a surpreender. "Em 2010, tivemos um empreendimento de 935 unidades residenciais e comerciais que esgotou dois dias antes do lançamento. Isso eu nunca tinha visto", diz Setin. A percepção de que a hora do Brasil tinha chegado alçou o Cristo Redentor à condição de foguete na capa da "Economist", prestigiada revista britânica, em 2009. Mas já em 2013, a revista parodiou sua própria capa, agora com o Cristo transformado num projétil desgovernado rumo ao chão. Há duas semanas, o país protagonizou nova capa da "Economist", dessa vez atolado. Colunista da publicação, Michael Reid, coautor da reportagem de capa de 2009, quando era editor da revista para América Latina, disse à Folha que a imagem se justificava jornalisticamente por refletir o momento. Ele lembra que o texto ressaltava riscos e dificuldades que o país ainda enfrentaria. Para ele, a crise atual deriva de erros de política econômica, e o país enfrenta uma difícil combinação: grande recessão com governo fraco. "A história se repete muitas vezes, mas a história achará difícil explicar isso. Esta recessão era evitável. Não há elemento externo que justifique. Fatores estruturais agravaram o contexto." Reid cita a baixa poupança doméstica, que desencadeia altos deficit em conta­corrente, e a economia fechada como entraves. O país tem a menor participação do comércio exterior no PIB entre os 179 países sobre os quais o Banco Mundial tem dados. Com informações da Folha de São Paulo.


terça-feira, 3 de março de 2015

Paraná poderá ter safra recorde de trigo em 2015


 O Paraná, principal produtor brasileiro de trigo, poderá colher uma safra recorde em 2015, se o tempo colaborar, mesmo diante de um leve recuo na área plantada ante 2014. No ano passado, o Estado teve a sua melhor colheita da história, apesar de alguns problemas climáticos, após os produtores terem semeado uma das maiores áreas da história. O Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Paraná, previu a área plantada do Estado em 1,37 milhão de hectares, recuo de 2 por cento ante 2014, segundo a primeira intenção de plantio levantada junto aos produtores. "Se a projeção... for confirmada, teremos potencial de superar os 3,8 milhões de toneladas de 2014 e chegarmos a um recorde de 4,1 milhões (de toneladas)", afirmou o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho, especialista em trigo do departamento. Na temporada passada, a produtividade das lavouras do Estado foram afetadas por alguns problemas climáticos, ficando abaixo do potencial, que era de mais de 4 milhões de toneladas. O plantio de trigo no Paraná ainda não começou em 2015, mas o agrônomo do Deral acredita que um aumento na área no norte poderá evitar uma queda maior na semeadura no Estado, considerando que outras regiões devem apresentar um leve recuo ou estabilidade. "Esse recuo só não é maior devido ao atraso no plantio e colheita da soja no norte do Paraná, que deve dificultar a implantação da segunda safra de milho e fazer com que o produtor plante mais trigo para manter-se no zoneamento ideal de cada cultura", escreveu Godinho em nota. Ele disse ainda que, normalmente, o Paraná registra áreas maiores de trigo do que apontam os primeiros levantamentos, pois muitos produtores acabam semeando, após dizerem inicialmente que não têm intenção de fazer a safra. A situação de mercado do trigo não é favorável, mas em algumas áreas não há outras alternativas, comentou Godinho. Nestes últimos 12 meses o preço recebido pela saca de trigo declinou 26 por cento no Paraná, atingindo em fevereiro deste ano 30,66 reais por saca. Esse valor está abaixo dos 33,45 reais por saca estabelecido pelo governo para o preço mínimo no Paraná. No entanto, há alguns fatores que podem incentivar o plantio, como uma oferta menor após o Rio Grande do Sul ter tido uma quebra de safra em 2014. Além disso, o câmbio não está favorecendo importações. "A alta do dólar pode de certa forma ajudar. O moinho vai ficar com o preço muito alto para comprar de fora, pode ser que o produtor tenha essa visão (para plantar trigo)", afirmou Godinho à Reuters nesta terça-feira. O Brasil costuma importar cerca de 50 por cento de suas necessidades, e uma safra maior do Paraná pode trazer algum alívio para as importações brasileiras. Uma produção de cerca de 4 milhões de toneladas, conforme apontou o Deral, representa cerca de um terço do consumo anual de trigo do Brasil.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Metallica volta ao Brasil em setembro para Rock in Rio


O Rock in Rio confirmou mais uma atração para o festival que acontece em setembro. Após se apresentar na edição do festival em Las Vegas, nos Estados Unidos, em maio, o Metallica volta em 2015 ao Brasil. A banda se apresentou nas edições de 2011 e 2013 do festival no Rio. No Rock in Rio Lisboa, em Portugal, os metaleiros tocaram nos anos de 2004, 2008 e 2012. Formada em 1981 pelo baterista Lars Ulrich e o guitarrista e vocalista James Hetfield, o Metallica tornou-se uma das bandas de rock mais influentes e de maior sucesso comercial da história, tendo vendido 110 milhões de álbuns no mundo inteiro. A banda emplacou vários álbuns multiplatina, incluindo “Metallica”, de 1991 (chamado de “The Black Album”), que é o mais vendido na história da Soundscan, registrando 16 milhões de discos vendidos, apenas nos Estados Unidos. O mais recente trabalho de estúdio da banda, “Death Magnetic” ganhou certificação de platina em apenas seis semanas da sua estreia no topo da parada Top 200 da Billboard, em outubro de 2008. Além de Metallica, também estão confirmados para o festival, no Palco Mundo, Katy Perry, System of a Down, A-HA, Queens of the Stone Age, Slipknot, Faith no More e Hollywood Vampires. O Rock in Rio acontece na Cidade do Rock, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro. Com 30 anos de história, o Rock in Rio terá a sua sexta edição no Brasil e se consagra como maior evento de música e entretenimento do mundo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

“Nenhuma universidade vai fechar”, diz secretário do Estado



O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e ex-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, João Carlos Gomes, descartou a possibilidade das universidades do Paraná fecharem por falta de recursos. “Não existe nenhuma possibilidade disso acontecer”, disse, em entrevista a um Jornal de Ponta Grossa. De acordo com o secretário, que foi o antecessor de Luciano Vargas na reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), as verbas de custeio das sete universidades representa cerca de 7% do orçamento do Estado. “É um percentual muito pequeno diante da receita do Estado, jamais seria comprometido pelas dificuldades financeiras que o Paraná e o país vivem”, assegurou. Para dar início ao ano letivo nas universidades, o Governo do Estado se reúne nesta terça-feira com os reitores das sete instituições. Articulado por João Carlos, o encontro deve contar com a presença do governador Beto Richa (PSDB). “Será uma reunião para solucionarmos estes problemas e voltarmos às aulas. Dois pontos importantes serão discutidos. Primeiro a autonomia universitária e, depois, a questão do custeio”, disse o secretário. O governo pretende criar uma comissão com os reitores para definir um plano que garanta à autonomia às universidades. Em relação ao custeio, João Carlos sinalizou para a liberação dos recursos. “Acredito que vamos solucionar este problema e as aulas devem começar já na próxima semana”, comentou. Em greve há duas semanas, as instituições de Ensino Superior do Paraná cobram o pagamento do terço de férias aos servidores e a garantira dos recursos no orçamento deste ano. Os professores também se manifestaram contra o pacote de ajustes fiscais enviado à Assembleia Legislativa do Paraná, que previa o corte em benefícios do funcionalismo público em geral. O reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Carlos Luciano Vargas, disse que a instituição possui condições financeiras de voltar à atividades. De acordo com Vargas, algumas instituições sofrem com o atraso nos pagamentos a fornecedores do Estado, por isso estão com dificuldades para abrir. “Mas nós não temos serviços terceirizados, como no R.U e na limpeza. Temos orçamento próprio para dar início ao ano letivo”, afirmou. No entanto, Vargas reconheceu as dificuldades financeiras do Estado e as mobilizações dos professores e servidores. “Vamos iniciar com dificuldades, porque mesmo com orçamento próprio, precisamos de recursos do Tesouro”, comentou.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crise da água em SP pode estar só no começo, diz NYT


Apesar de paradoxal para um país cuja “abundância de água é um orgulho nacional”, a crise da falta de água em São Paulo pode estar apenas no começo. É o que sugere reportagem do jornal americano The New York Times publicada nesta semana. A publicação compara a situação vivida pelos paulistanos com o cenário de cidades da Índia e do Paquistão, onde a população precisa literalmente “caçar” por água ou comprar o recurso no mercado negro. Por conta disso, São Paulo ainda não estaria vivendo o pior da crise, segundo análise de Steven Solomon, autor do livro “Water: The Epic Struggle for Wealth”. Para o jornal americano, as obras anunciadas pelo governo para aliviar o problema são ambiciosas e deveriam ser a última solução. O correto, segundo a publicação, seria ter adotado, há meses, medidas mais agressivas para reduzir o consumo e os vazamentos. Em vez disso, o governo decidiu diminuir a pressão do abastecimento “semeando confusão e raiva entre os que não estão aptos a conseguir água”, afirma a reportagem. Segundo o New York Times, as razões para a crise vão desde o crescimento populacional desordenado na região, os vazamentos no sistema que fazem com que 30% da água seja perdida antes de chegar até as casas, a poluição dos rios Tietê e Pinheiros (cujo “aroma pode induzir a náusea nos pedestres”) e até a destruição das florestas. “Esse é um sistema de água que, claramente, não foi bem gerenciado”, afirmou ao jornal o diretor de políticas urbanas de água do Stanford Woods Institute for the Environment, Newsha Ajami. As chuvas acima da média dos últimos dias  fizeram com que o Sistema Cantareira recuperasse o mesmo percentual do final de novembro passado. No entanto, ao que tudo indica, a crise ainda está longe do seu fim. Nesta tarde, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que o aumento recente do nível de todas as represas são notícias positivas, mas que não é possível dizer ainda se o rodízio do fornecimento será evitado. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Edifício sede da Petrobrás no RJ é hipotecado para evitar calote


Da revista Época On Line vem a notícia: "Está na hora de convocar um padre para benzer – ou exorcizar – a Petrobras. É uma bruxaria atrás da outra. Não bastasse o impacto da operação Lava Jato nas finanças da empresa, entre outros tantos problemas que vêm a público dia sim, outro também, a Petrobras teve sua sede hipotecada pela Justiça do Rio de Janeiro, em decisão tomada na quinta-feira (12/02). A hipoteca serve como forma de garantir o pagamento de uma dívida de R$ 935 milhões, causada por “conduta predatória” da estatal. Os oito mil funcionários da empresa, que estão sem norte, podem ficar sem teto. A estatal, naturalmente, pode e ainda vai recorrer da decisão. O edifício hipotecado é a tradicional sede da estatal, localizada na Avenida Chile, no centro do Rio. Chamado de Edise, uma abreviação de Edifício Sede, o prédio inaugurado em 1974 foi construído por uma antiga parceira da Petrobras, a Odebrecht – agora investigada na Lava Jato. A sede que conta com 26 andares e jardins suspensos. A derrota judicial é mais um capítulo da disputa que a Petrobras trava com a Refinaria Manguinhos, localizada no Rio de Janeiro. A refinaria cobra da Petrobras danos materiais pela política de preços da estatal. A crise enfrentada pela Petrobras foi um dos argumentos utilizados pela juíza Kátia Torres, da 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, para determinar a hipoteca da sede da estatal. Na prática, a hipoteca significa que, em caso de calote, a sede poderia ser usada para o pagamento. “Além do julgado envolver expressiva condenação de valor líquido, os problemas financeiros enfrentados pela ré são públicos e notórios, impondo-se a adoção da medida constritiva com vistas à efetividade do processo”, diz a decisão da juíza. A hipoteca judiciária é um desdobramento de outra decisão judicial, também da 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, tomada em novembro do ano passado. Na decisão inicial, a juíza Simone Chevrand determinou o pagamento de R$ 935 milhões à Refinaria Manguinhos, por danos materiais. “Além de ser fato notório que há controle de inflação pelo governo federal através da política de preços de combustíveis, tal grande ingerência à qual o réu está submetido é admitida pelo mesmo em sua contestação e o leva a praticar, sim, preços que inviabilizam a concorrência”, escreveu a juíza. De acordo com a sentença, ficou comprovado o dano causado pela Petrobras. “É bem verdade que não cabe ao Judiciário, no âmbito do processo judicial, realizar discurso político partidário. O que lhe cabe é constatar que se o réu – movido por injunções políticas governamentais -, em sua atividade empresarial ocasiona danos a terceiros, deve indenizá-los. E por isto se adiantou que a solução da questão passa, na realidade, por aplicação de regra elementar de responsabilidade civil. Como demonstrado, a conduta predatória ocorreu e o dano restou comprovado”. Procurada, a Petrobras não se pronunciou até o momento."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Polícia Federal busca barco de Eike Batista em Angra dos Reis


A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (11/02), mandado de busca e apreensão na casa de praia do empresário Eike Batista, em Angra dos Reis. O objetivo é chegar à embarcação Spirit of Brazil, de valor declarado pelo empresário em R$ 1,5 milhão, mas avaliado em R$ 30 milhões. Nesta terça-feira (10/02), a Polícia Federal e o Ministério Público conseguiram aval da Justiça para repatriar bens de Eike no exterior. Quatro equipes policiais partiram para Angra nesta madrugada. Outros alvos são jet-skis e motores náuticos que o empresário teria no local. Assim como o mandado cumprido na casa onde Eike mora, na semana passada, a operação desta quarta-feira tem como objetivo apreender bens que já são alvo de bloqueio decretado pela Justiça, no fim de janeiro. Na semana passada, foram apreendidos em sua casa seis carros, relógios, obras de arte, piano e seu celular. O mandado e o bloqueio foram assinados pelo juiz Flávio Roberto de Souza, titular da 3ª Vara Federal Criminal, atendendo a pedido feito pelo Ministério Público Federal no ano passado, quando denunciou o empresário por supostos crimes contra o mercado de capitais. A denúncia, acolhida por Souza, foi convertida em ação penal contra o empresário em setembro, tornando Eike réu por supostamente ter cometido "insider trading" (negociação de ações com informação privilegiada) e manipulação de mercado, na venda de ações da OGX. Para os procuradores, Eike vendeu ações em 2013, em períodos que antecederam a divulgação de informações desfavoráveis à companhia, das quais ele tinha conhecimento desde 2012. Os procuradores pediram, na ocasião, bloqueio de R$ 1,5 bilhão, para assegurar pagamento de indenizações ao mercado e multas, em caso de condenação do empresário na Justiça. Na época, Souza entendeu que o valor encontrado, R$ 237 milhões, era suficiente para o pagamento. No entanto, reviu a decisão e mandou estender os efeitos dos bloqueios a R$ 3 bilhões, e incluiu na decisão os filhos de Eike Olin e Thor, a ex-mulher Lum de Oliveira e a mulher Flávia Sampaio. Para o juiz, há indícios de que o empresário está se desfazendo dos bens por meio de vendas e transferências. Entre 2012 e 2013, Eike doou R$ 204 milhões aos quatro e a mais três funcionários do grupo X, além de oito imóveis aos filhos, em valor declarado de R$ 20 milhões. Em Angra, Eike doou terrenos e imóveis aos filhos Thor e Olin em 2013, mantendo para si o direito de usufruto.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Décio Coutinho é o novo secretário de Defesa Agropecuária do MAPA

Décio Coutinho assumiu como o novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa) desde o dia 9 de fevereiro. A secretaria é responsável por planejar, normatizar, coordenar e supervisionar as atividades de defesa da agropecuária brasileira. Coutinho diz que, em sua gestão, pretende conduzir a SDA “com dignidade e respeito, para ter credibilidade junto ao consumidor”. O secretário é médico veterinário e assumiu diversos cargos no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), ocupando o cargo de presidente da instituição de 1º de janeiro de 2003 a 1º abril de 2010. Entre 2009 e 2010, também presidiu o Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa). Desde 2010, Coutinho vinha atuando como consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Foi coordenador de Sanidade da Instituição e coordenador da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), resultado de uma parceria entre o Mapa e a CNA.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Campos Gerais pode ganhar usina hidrelétrica de R$ 400 mi

Boa notícia para a região dos Campos Gerais. Denominada "UHE Santa Branca", a hidrelétrica foi idealizada para ser construída no município de Tibagi, próxima da divisa com Carambeí. O investimento será de aproximadamente R$ 400 milhões, em uma obra que deverá ser realizada no prazo de até 36 meses gerando cerca de 3,5 mil empregos diretos durante a construção. Pronta, a usina hidrelétrica terá potência instalada de 60 megawatts, capaz de suprir a demanda de quase 200 mil famílias.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Mercado de carro usado cresce pelo quinto ano seguido


Os seguidos reajustes de preço dos carros novos e o fim do desconto do IPI para esses veículos estão fazendo a alegria do mercado de usados. Em 2014, enquanto a economia andou de lado e as vendas de novos recuaram pelo segundo ano seguido, os revendedores de usados comemoraram o quinto avanço anual consecutivo. E a expectativa é de mais crescimento em 2015.As vendas do segmento aumentaram 6,5% em todo o país no ano passado, o melhor desempenho desde 2011, segundo a série histórica da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O avanço no Paraná foi parecido, de 6,3%, de acordo com a Assovepar, que reúne os revendedores do estado. “Estudos de mercado indicam que devemos ter uma evolução próxima de 5% neste ano. Está havendo uma migração do consumidor de novos para usados”, diz Antônio Deggerone, vice-presidente da Assovepar e dono da revendedora Exclusiva. Um dos indícios dessa migração está na relação entre as vendas de cada segmento. Até meados da década passada eram negociados mais de quatro automóveis usados a cada zero-quilômetro que saía da concessionária. Esse índice caiu gradualmente, conforme o aumento da renda e a ampliação do crédito estimulavam a compra de veículos novos, mas voltou a subir nos últimos anos. Do piso de 2,3 usados por novo registrado em 2009, época da primeira redução do IPI, chegou à marca de três por um no ano passado, a maior desde 2007. “Como o acesso ao crédito ficou mais difícil, quem tinha a intenção de comprar um carro zero de R$ 40 mil ou R$ 50 mil passou a procurar um usado de R$ 20 mil ou R$ 30 mil”, diz César Lançoni, dono da Cabral Automóveis. É verdade que o crédito também ficou mais restrito para os carros de segunda mão. Mas, como a prestação é mais baixa, cabe mais fácil no orçamento do comprador – e o financiamento tem mais chances de ser aprovado. Segundo lojistas consultados pela Gazeta do Povo, os bancos já não financiam compras com entrada de menos de 20%. Muitas vezes, exigem parcela inicial ainda maior, de 30% ou 40%. “Antigamente, 70% dos carros usados eram financiados. Ano passado, foram só 35%”, diz Ilídio Gonçalves dos Santos, presidente da Fenauto, a federação nacional dos revendedores. O dirigente não se queixa das restrições. “Os bancos estão agindo com mais responsabilidade. É melhor que deixar a inadimplência crescer”, diz. “Para nós, é interessante que o cliente financie em no máximo 36 vezes, porque vai trocar de carro mais cedo e girar o mercado. Quando comprava sem entrada e parcelava em 60 meses, ele não conseguia fazer a troca tão cedo.” Ao contrário de muitos colegas, Ilídio está otimista com as perspectivas para o crédito em 2015. O principal motivo é a entrada em vigor, há dois meses, de uma lei que facilita a retomada de veículos de consumidores inadimplentes. “Retomar o carro será menos custoso para os bancos. Assim, eles podem melhorar as condições do crédito”, diz. Informações do jornal Gazeta do Povo.