sábado, 31 de outubro de 2015

China prevê 50 milhões a mais de habitantes em 2030


A nova autorização para que todos os casais da China possam ter dois filhos, e não apenas um como até agora, fará com que a população do país chegue aos 1.450 bilhão de habitantes em 2030, frente aos 1.393 bilhão projetados pelas Nações Unidas, previram nesta sexta-feira responsáveis governamentais. Segundo disse em declarações a "Xinhua" o subdiretor da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar, encarregada da aplicação destas limitações, o relaxamento da política do filho único após 35 anos pode fazer com que o número de nascimentos anuais no país chegue a 20 milhões. A última vez que se chegou a esse número foi em 1997, e neste século o país mais populoso do mundo (quase 1,4 bilhão de habitantes atualmente) nunca alcançou os 17 milhões de nascimentos anuais. Calcula-se que entre 90 e 100 milhões de famílias se beneficiarão do fim da política do filho único, ou sua substituição por esta nova "política dos dois filhos", que se aplicará oficialmente uma vez aprovada pelo Legislativo chinês. Os especialistas consideram que as zonas rurais, onde vive 60% desses núcleos familiares, serão mais ativos na hora de ter mais filhos do que nas áreas urbanas, onde os altos custos da educação e da saúde podem dissuadir muitos casais nos quais tanto a mãe como o pai costumam trabalhar fora de casa. Apesar dos novos números apresentados hoje pelo governo chinês, se mantém a previsão de que a China deixará em breve de ser o país mais populoso do mundo e será superado pela Índia, já que o Fundo de População das Nações Unidas projeta que o número de habitantes nesse país superará os 1.520 bilhão em 2030.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Missão dos Estados Unidos virá inspecionar frigoríficos


A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, confirmou que uma missão norte-americana virá ao país em novembro para inspecionar plantas frigoríficas. O objetivo é dar Andamento ao processo de abertura dos mercados para o comércio da carne bovina in natura. Segundo assessoria do Ministério da Agricultura, a representante norte-americana elogiou avanços na cadeia produtiva da carne e elogiou a proposta de criar um grupo de trabalho para melhor avaliar riscos sanitários e fitossanitários nas Américas. Em novembro, a ministra Kátia Abreu participa de missão oficial para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Índia e China, em que a carne bovina também vai estar em pauta. A primeira parada será em Riad, nos dias 8 e 9 de novembro, para participar do IV Fórum Empresarial Países Sul-Americanos e Árabes. Durante o evento serão trocadas informações comerciais e apresentadas oportunidades de investimento. Depois, a ministra vai a Abu Dabi para se encontrar com autoridades e empresários do setor agrícola. No dia 13, em Nova Délhi, Kátia se reúne com representantes do setor privado e órgãos das áreas de comércio, indústria e agricultura do país. No encontro será discutida a possibilidade de se ampliar o Acordo de Preferências Tarifárias Mercosul-Índia. No dia 17 de novembro, a comitiva chega a Pequim para pleitear que novas plantas frigoríficas sejam credenciadas à exportação. Com informações do Canal Rural.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Avaliação do governo não vai interferir na decisão de impeachment, diz Cunha


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (27/11) que o resultado da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao instituto MDA, apontando melhora de um ponto percentual na avaliação do governo (subiu de 7,7%, em julho, para 8,8%, em outubro) não pode ser tratada como questão para análise do pedido de impeachment e não vai interferir em sua decisão. “Não se pode misturar. A popularidade ou impopularidade não pode ser motivo nem tem de evitar a abertura de um processo.” Cunha, que tem adotado tom cauteloso para falar sobre a petição dos partidos que defendem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que não tratou do tema na manhã de hoje. Ele confirmou que um posicionamento sobre o pedido deve ser anunciado no próximo mês. “Impeachment tem de ser tratado objetivamente, em função da responsabilidade, do descumprimento da lei e da Constituição. Caso contrário, vira uma somente uma questão política.” A pesquisa do MDA mostrou também que 70% dos entrevistados reprovam o governo. Na pesquisa anterior, o percentual alcançou 70,9%. Cunha admitiu que as pressões políticas tendem a aumentar com a manutenção do nível de aprovação abaixo dos 10%, mas sinalizou que sua decisão não será impactada por isso. Eduardo Cunha acrescentou que a impopularidade “e sua consequente crise econômica” afeta diretamente a governabilidade, já que, com níveis de aprovação mais altos, o governo teria mais facilidade para “colocar suas matérias em votação e vencê-la”. Segundo ele, a Câmara tem dado sinais claros de que quer colaborar para “desanuviar o ambiente econômico ruim”. O deputado citou o projeto elaborado por deputados que trata da securitização da dívida da União, que permitirá uma renegociação de débitos. “É papel da Câmara tentar resolver os problemas iminentes que possam existir. Não é aumentar a governabilidade. É poder dar condições de apreciar matérias que possam ter como resultado final a melhoria do ambiente. É o que estamos tentando fazer.” Afirmou, porém, que o caminho não será o da retomada da CPMF. Governadores e prefeitos devem intensificar as negociações com o Planalto para garantir o recebimento de parte da arrecadação caso a contribuição seja aprovada. “Não é CPMF que vai resolver. Precisamos mudar o ambiente econômico e a CPMF, longe de mudar o ambiente econômico, ainda vai onerar mais a economia para, justamente, diminuir o espaço de crescimento. Prefeitos e governadores terão uma ´CPMF´com o projeto de repatriação”, destacou. O projeto de repatrição é um dos itens da pauta de votações desta semana no plenário da Câmara. A proposta, que já foi aprovada por uma comissão especial, regulariza a situação de recursos e ativos não declarados depositados no exterior.

domingo, 18 de outubro de 2015

Na crise, elite paulistana mantém hábitos de alto padrão


O empresário Antônio Thamer Butros, 72, passa ao menos 30 horas por semana em um dos restaurantes mais caros de São Paulo. Um dos clientes mais antigos do A Figueira Rubaiyat, ele tem seu nome gravado em taças, baldes de gelo e facas de carne usadas durante as refeições. Um mimo oferecido apenas aos "habitués" da casa. "Depende de quantas companhias eu tenho, mas costumo beber de seis a 1 2 garrafas por dia", diz ele, que prefere a Dom Pérignon, vendida a R$ 1 .028 no local. A fidelidade de clientes da classe alta ajuda a equilibrar as contas de vários estabelecimentos voltados para a elite paulistana, que conseguem manter bons números apesar do mau momento econômico do país. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes apontam para uma queda média de 1 3% no faturamento do setor em São Paulo no primeiro trimestre de 201 5, ante o mesmo período do ano anterior. Mas a agenda de reservas do A Figueira Rubaiyat, lotada até janeiro, indica que por ali tudo anda muito bem, obrigada. Mesmo quem se diz afetado pelo sentimento de incerteza percebe menos mudanças. Nas casas do Grupo Fasano, por exemplo, o faturamento ficou só 2% abaixo do previsto em 201 5. "Não é uma queda brusca, mas sim, algo positivo em um momento de crise forte", diz Rogério Fasano. Para o diretor operacional do Grupo Rubaiyat, Gerson Meneses, a situação é pior do que a de 2008, "mas quem tem dinheiro semprevai ter". "É impressionante como a casa trabalha, olha como está", diz, apontando para o salão lotado na tarde de sábado (10/10). Todos os dias, cerca de 700 pessoas passam por ali. Essa média, diz Meneses, se mantém mesmo nesta fase. A matemática se repete em outras "ilhas sem crise" na cidade. Aos fins de semana, o restaurante Spot, na Bela Vista, já abre as portas com fila de 40 minutos para reservas. Nas noites mais cheias, a espera por uma mesa pode levar até duas horas e meia. "A crise não chegou ao Spot e nem vai chegar", diz Sérgio Kalil, um dos proprietários. "Em um sábado normal, já não conseguimos atender todo mundo, por isso perder alguns clientes não nos afeta." No Dia dos Namorados, as reservas se esgotaram três meses antes da data. Cliente assídua do restaurante há seis anos, Maria Alcina dos Santos, 67, empresária, diz estar vivendo um modo de vida mais 18/10/2015 Elite paulistana mantém hábitos e faz de estabelecimentos ilhas sem crise  "Se eu venho todos os sábados ao Spot, não dá para ir dez ou oito vezes por mês ao Due Cuochi [restaurante italiano no Itaim Bibi], um lugar que também adoro." A representante comercial Maria José Barros, 57, por sua vez, não mudou sua rotina. Em uma tarde no shopping Higienópolis, gastou R$ 2.700 em bijouterias finas da loja Camila Klein e em produtos de beleza. "Não quero sofrer por antecedência. Prefiro esperar para ver. Se ela [a crise] chegar, vou ter que cortar gastos com compras desnecessárias, como agora, comprei várias bijouterias." Um colar da marca, por exemplo, pode ultrapassar R$ 4.000. Circulando pelo mesmo shopping, a professora aposentada Sandra Aparecida de Amo, 61 , diz que se recusa a "alterar seu modo de vida para baixo". Na tarde da quinta (08/10), ela saía do salão de beleza Studio W, –do cabeleireiro Wanderley Nunes, que atende celebridades–, após gastar em torno de R$ 700 para hidratar, escovar e pintar as raízes do cabelo. "A pior coisa da crise é que afeta nosso moral. É muito deprimente", diz. A solução seria "se dar prazer". Por isso, se prepara para iniciar a "reforma dos sonhos" no apartamento que comprou em Santa Cecília, mas se preocupa com o preço dos materiais importados. "Como, por exemplo, uma banheira feita de uma rocha vulcânica. Ela é ótima porque não amarela e mantém a temperatura da água. Ah, mas eu não vou me privar dessa banheira!", afirma. O fluxo de pessoas na rede de salões Studio W, frequentada por Sandra, continua estável em relação a 201 4. Por dia, são feitos entre  50 e 650 atendimentos nas quatro unidades da capital. Além disso, o valor médio que cada cliente gasta nos salões da marca só aumenta. "Os clientes estão apreensivos, mas nossos serviços mexem com o bem­estar e a autoestima –e manter a aparência em ordem ajuda a encarar qualquer dificuldade", diz a sócia­proprietária Rosângela Barchetta. "O luxo do serviço que oferecemos não é inacessível para o perfil de clientes que atendemos." A mesma lógica é usada por Fernando Sommer, sócio da Casa 92, balada da zona oeste. Segundo ele, o local não sente o mau momento "de forma alguma" e o gasto médio é o mesmo. "[Nossos clientes] são profissionais estabelecidos no mercado que deixaram de realizar compras de roupa, de carro e, por isso, se permitem pelo menos se divertir. A Casa 92 vende alegria e, neste momento, é tudo o que as pessoas procuram." A análise de Sommer parece valer para outros espaços ocupados pela elite paulistana na capital. Inaugurado em maio na zona oeste, o Eataly atrai 3.500 pessoas diariamente, número que chega a dobrar nos fins de semana e segue crescendo. "O fator novidade ajuda, mas não é determinante. Acreditamos que não existe crise para qualidade", diz Luigi Testa, um dos gerentes gerais. "Não há crise nesse mercado. Esse vocabulário não existe no Rodeio. Aqui é o lugar do 'sim'", diz Francisco Chagas, 58, gerente de operação da churrascaria Rodeio. No restaurante, cujo gasto médio dos clientes é de R$ 162, o prato mais pedido é a picanha fatiada: R$ 228 para duas pessoas. Próximo dali, em Pinheiros, o dono de um carrinho de comida faz coro. Ele vende cachorro­ quente a R$ 8 para jovens que pagam até R$ 200 de entrada na Casa 92. "O rico atingiu pouquinho, mas o pobre que mora no fundão da zona norte, que nem eu, afetou." Professor do Mackenzie e especialista em finanças, Luiz Lemos Jr. diz que a crise ocorre em camadas. "Ainda têm estratos que não foram afetados, que seriam essas 'ilhas de não crise'. Mas isso não significa que os mais ricos não sofrerão, afirma. Tudo depende de quanto a deterioração da economia vai durar. Ele explica que a classe alta percebe a crise, mas se protege nos negócios, com cortes de investimentos e funcionários, para resguardar sua vida pessoal. "Estamos no mesmo barco", diz o economista­chefe da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo.Segundo ele, a classe A é mais perturbada pela sensação de incerteza. Já quem possui menos dinheiro sofre com o desemprego e a dor no bolso. "É como se fosse um Titanic", compara Marcel. Os ocupantes da terceira classe se afogam primeiro, porque estão mais próximos da água. No entanto, quem fica nas cabines mais altas também pode afundar se o navio continuar naufragando. Fonte: da reportagem de Amanda Massuela e Ingrid Fagundez, do jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Burberry cortará salário de CEO por queda de vendas na China


O CEO da Burberry Group Plc, Christopher Bailey, e outros funcionários sofrerão um corte salarial, pois a fabricante britânica de gabardinas projetou um segundo ano de queda nos lucros devido à fragilidade na Ásia. A empresa cortará os bônus e os incentivos em ações de longo prazo em até 30 milhões de libras (US$ 46,5 milhões), disse a diretora financeira Carol Fairweather em uma teleconferência, nesta quinta-feira. A Burberry planeja cortar também 20 milhões de libras em custos discricionários, como viagens, neste ano financeiro em resposta à queda nas vendas na China. As ações caíram 13 por cento, maior declínio registrado desde 2012. Bailey, que recebeu 7,9 milhões de libras no ano passado, enfrenta seu maior teste em menos de 18 meses no comando. Embora a queda na demanda na China e em Hong Kong tenha pesado sobre todas as fabricantes de produtos de luxo, a Burberry está em uma posição mais frágil que rivais como a LVMH. A fabricante de gabardinas de carneiro que custam 1.995 libras obtém mais de 30 por cento de sua receita com os consumidores chineses, mas apenas 2 por cento no Japão, onde muitos deles estão comprando. “A lua de mel de Christopher Bailey na Burberry acabou”, disse Luca Solca, analista da Exane BNP Paribas em Londres. A remuneração de Bailey no ano passado incluiu um bônus de 1,78 milhão de libras e um plano de incentivo de ações de 4,43 milhões de libras, segundo o relatório anual da empresa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Para evitar demissões, Record reduzirá salários de apresentadores


A Record começou a negociar a redução de salários de seus apresentadores. Ana Hickmann foi a primeira a ser chamada para conversar. O argumento da emissora é o de que o país está em crise, que os investimentos publicitários caíram e de que, aceitando a redução de seus vencimentos, artistas e jornalistas bem pagos evitarão a demissão de centenas de profissionais assalariados. Segundo uma fonte na cúpula da emissora, os percentuais de redução vão variar a cada caso e dependerão da negociação com o apresentador. Ninguém deverá ser poupado, nem mesmo Xuxa Meneghel, que recebe cerca de R$ 1 milhão. Os ganhos com merchandising, que no caso de Rodrigo Faro chegam a triplicar seu salário fixo, de R$ 700 mil mensais, não serão tocados. A Record vem fazendo cortes em salários e realizando demissões de profissionais desde 2013. Os cortes de salários de pessoas que trabalham contratadas como pessoas jurídicas (empresas), no entanto, só eram realizados no momento das renovações. As renegociações de contratos em vigência para redução de ganhos, como está ocorrendo agora, é uma novidade. A Central de estúdios da emissora, o RecNov, no Rio de Janeiro, vive momentos de tensão, com a presença de carros de som de sindicato na portaria. Nos bastidores, teme-se a demissão de centenas de profissionais assim que terminarem as gravações de Os Dez Mandamentos, no final do mês, já que a produção de novelas será totalmente terceirizada. Ao todo, deverão ser demitidos 300 profissionais do RecNov. A decisão foi tomada pela cúpula da emissora em junho, quando se estabeleceu a meta de cortes de 8,75% no orçamento do segundo semestre. Procurada, a Record não se manifestou até a publicação desta nota (a emissora nunca responde aos e-mails do Notícias da TV).

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Traiano assume o Governo do Estado


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), assumirá o Governo do Paraná nesta sexta-feira (09/10), às 8h30min. A posse acontece devido à viagem para o exterior do governador Beto Richa e de sua vice, Cida Borghetti (PROS). Traiano governará o Paraná por um período de dez dias. A comunicação das viagens foi feita à Assembleia na manhã desta quarta-feira (7). Traiano relatou que vai assumir o Governo do Estado aos jornalistas em uma entrevista pouco antes de entrar no Plenário para comandar mais uma sessão da Assembleia. A presidência da Casa será ocupada pelo primeiro vice-presidente, deputado Jonas Guimarães (PMDB). O presidente da Assembleia adiantou aos jornalistas que, durante os dez dias que ocupará o Governo do Estado, vai cumprir agenda no Palácio Iguaçu, fará viagens ao interior com secretários e assumirá a rotina da administração, recebendo autoridades e empresários interessados em investir no Estado. O governador Beto Richa se ausenta do país para uma viagem à China, à Rússia e à França, para atração de investimentos e negócios para o Paraná. A vice-governadora, Cida Borghetti, fará uma viagem à Itália. A viagem de Beto Richa deve se estender por 14 dias; a de Cida 10 dias.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mercado diz que o Brasil caminha para o abismo



Mesmo após o governo ter sofrido novas derrotas políticas ontem e ter outros desafios à frente no Congresso, TCU, e TSE, o dólar cai pelo 4º dia seguido e chegou a ser cotado abaixo de R$ 3,80 nesta manhã. O mercado acredita que, após o susto com o dólar acima de R$ 4,00 nas últimas semanas, o país recuará alguns metros da rota para o abismo. O primeiro passo seria manutenção dos vetos da presidente Dilma a medidas que ampliam os gastos públicos, apesar das dificuldades vistas ontem e hoje para realização da sessão no Congresso. A aparente trégua obtida pelo governo, juntamente com a redução das apostas em alta dos juros americanos, ajudou a reverter a alta recente do dólar. Em outras ocasiões, iniciativas do governo também contribuíram para aliviar as pressões. Ainda antes da posse para o 2º mandato, Dilma ajudou a reduzir o estresse financeiro nomeando Joaquim Levy para a Fazenda. Em abril, foi a vez da indicação de Michel Temer como coordenador político gerar uma trégua, que acabou não se revelando duradoura. Com a reforma ministerial, a presidente Dilma conseguiu recompor parcialmente sua base. Deve ser suficiente para uma ”ação defensiva”, como barrar a derrubada de vetos presidenciais ou até mesmo tentativas de impeachment. Porém, para tocar uma agenda positiva, com reformas e mesmo aumentos de impostos necessários para equilibrar as contas públicas, mudar ministros não deve ser suficiente. “Temos feito o bastante para não cair no abismo, mas não o suficiente para se distanciar dele”, diz João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina do Eurasia Group. Para Castro Neves, a percepção de crise aguda que acompanhou a recente disparada do dólar foi fundamental para que o governo acelerasse a reforma ministerial. Ao mesmo tempo, parlamentares que pensavam em votar contra os vetos parecem ter mudado de posição. Castro Neves considera que a reforma ministerial também ajuda a evitar novo aumento da probabilidade de impeachment, que a Eurasia calcula em 40%. Assim como no caso da derrubada dos vetos, o impeachment exige 2/3 dos votos. É muito provável que a presidente consiga pelos menos 1/3 + 1 dos votos no Congresso para vencer essas disputas mais drásticas. Para aprovar reformas ou até mesmo a criação de impostos, como a CPMF, o jogo se inverte e é o governo que precisa de 2/3 dos votos. Ou seja, impedir a pauta-bomba de explodir é mais fácil do que fazer a agenda positiva andar. O problema é que medidas mais agressivas, ainda que não sejam cruciais no curto prazo, são fundamentais no médio e longo prazo para equilibrar a economia. Tome-se o caso da mudança no Fator Previdenciário. Com a adoção da escala 85-95, os gastos podem até diminuir no curto prazo, mas depois se aceleram, tornando uma reforma profunda da Previdência inevitável.“Nós estávamos em frente ao caos”, diz o consultor Nathan Blanche, da Tendências, sobre a alta que levou o dólar a passar de R$ 4,20 no final de setembro. Agora, o mercado voltou a uma situação ”apenas” muito ruim. ”Isso é paradoxal”, diz Castro Neves, da Eurasia. “O dólar a R$ 4,00 foi necessário para convencer o governo a buscar uma solução defensiva. A pergunta é: a quanto o dólar teria de chegar para o Congresso aprovar todo o ajuste fiscal? Teria de ir a R$ 5,00 ? Com informações do site exame.com

Por 8 a 0, TCU reprova contas do governo Dilma e abre caminho para o impeachment


Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) reprovaram por unanimidade, nesta quarta-feira (7/10), as contas do governo da presidente Dilma Rousseff, referentes ao ano de 2014. Os sete ministros do colegiado acompanharam o voto do relator do processo, ministro Augusto Nardes, entendendo que a presidente descumpriu a Constituição e as leis que regem os gastos públicos no ano passado. Dilma Rousseff é a primeira presidente da República na história a ter as contas de sua gestão reprovadas pelo TCU. As informações são de reportagem desta quarta-feira (7) do jornal Folha de S. Paulo. O parecer do TCU será agora enviado ao Congresso, que irá definir se aprova ou reprova as contas presidenciais. A decisão abre caminho para um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isso porque, segundo a Folha, um dos principais pedidos de impeachment em análise hoje no Congresso se ampara nas chamadas “pedaladas fiscais”, que consistiram no atraso dos repasses do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários para instituições financeiras.O resultado unânime se deu mesmo após as tentativas do governo federal de adiar a votação. Por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), o governo tentou afastar o relator Augusto Nardes do processo, e suspender o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi negado pelo ministro Luiz Fux.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dívida é 1ª preocupação para rating do Brasil, diz Fitch

O diretor-executivo da Fitch Rating para o Brasil, Rafael Guedes, afirmou nesta segunda-feira (28), que "a dinâmica da dívida é preocupação número 1 de analistas" da agência internacional para a avaliação da nota soberana do país. Ele destacou também que para a análise da trajetória do passivo bruto público também contribui como o Congresso se comportará para aprovar medidas doajuste fiscal proposto pelo governo. "A perda significativa de reservas também pode causar rebaixamento de um país. Mas as reservas no Brasil estão bem e são robustas. Esse é o único ponto positivo", comentou Rafael Guedes. Ele também apontou que outros dois fatores poderiam ser uma piora substancial das dívidas de bancos públicos e uma deterioração do perfil da dívida pública interna, que não está no seu cenário-base, inclusive porque apresentou grande melhora na última década. Guedes afirmou que é "viável" para o país atingir um cenário econômico no qual evitará o avanço da dívida pública bruta. "Essa dívida está em 65% do PIB e está encostando em 70% do Produto Interno Bruto", comentou. "Para estabilizá-la, é preciso um crescimento do país próximo a 2% e superávit primário ao redor de 2,5% do PIB. É bastante factível para que o Brasil atinja essas marcas", destacou. "Mas com investimento baixo, a 16% do PIB, o país não consegue crescer 2%", ponderou Guedes. Ele ressaltou que o desequilíbrio da economia pode também ser identificado na elevação expressiva do déficit nominal, que atingiu 6,5% do PIB em 2014 e caminha para 9% do PIB neste ano. Guedes avaliou que as medidas relativas ao ajuste fiscal proposto pelo governo para 2016, com uma meta de superávit primário de 0,7% do PIB, podem ser aceitas pelo Congresso. "O ajuste não tem medidas difíceis de serem aprovadas, desde que haja consenso da base (do governo)", comentou. "Uma coisa é a vontade da equipe econômica, outra é a capacidade de passar medidas." "Ajuste fiscal com economia em retração é extremamente difícil", comentou Guedes. "O primário de 0,7% do PIB depende de uma série de medidas."Ele ressaltou que no início deste ano o Congresso não ajudou o governo na aprovação de ações corretivas das contas públicas. Ele destacou que a perspectiva negativa do Brasil indica que há risco maior de 50% para que a nota soberana do país seja rebaixada entre 12 e 18 meses.

domingo, 20 de setembro de 2015

Concorde pode retomar voo em 2019, afirma grupo de fãs da aeronave


O Clube Concorde, criado por ex-pilotos, ex-comissários e entusiastas do avião, diz ter 120 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 730 milhões) reservadas para o plano de "retorno do voo". O grupo também planeja colocar outro modelo do avião supersônico em exposição permanente no centro de Londres. O ultimo voo do Concorde, que pode atingir até duas vezes a velocidade do som (ou 2.146 km/h), foi em 2003. As negociações em curso buscam adquirir ou arrendar as duas aeronaves. Paul James, presidente do Clube Concorde, diz que eles pretendem obter os aviões na França, mas que ainda não há acordo. "Ficamos impressionados pela quantidade de entusiasmo e de pessoas querendo investir. O apoio mostra quantas pessoas ainda admiram o Concorde e querem vê-lo voando de novo", afirmou James. "A aeronave que gostaríamos de colocar no ar está no aeroporto Le Bourget, em Paris. E também queríamos arrendar e restaurar um concorde da British Airways para exposição em Londres, perto da London Eye, mas não foi possível, então estamos de olho na França e em um concorde próximo ao aeroporto de Orly", completou. Após uma restauração, a aeronave seria usada para shows de aviação, eventos especiais e voos fretados. James disse estar confiante de que o avião possa ser preparado para voos em 2019, para coincidir com o aniversário de 50 anos do primeiro voo do Concorde. O plano começou após o grupo levantar 40 milhões de libras (cerca de R$ 240 milhões) para expor o jato no rio Tâmisa, em Londres, nas imediações da roda-gigante London Eye. "É um ícone global", disse James. "Todas as autoridades se mostraram receptivas à nossa ideia de trazer um Corcorde para o rio como uma atração turística, e a London Eye concordou em compartilhar o píer da atração." O grupo de entusiastas precisa ainda garantir a permissão de planejamento da empreitada, mas James diz que o objetivo é montar a atração em 2017, antes de abrir uma exposição semelhante em Paris. O Concorde foi aposentado em 2003, três anos após um acidente nos arredores de Paris que deixou 113 mortos. Na ocasião, o avião supersônico pegou fogo pouco após decolar do aeroporto Charles de Gaulle. Após o desastre, os Concordes foram retirados de operação durante um ano e, após um breve retorno, definitivamente aposentados em 2003. Um juiz francês apontou, após quatro anos de investigações, que um pedaço de metal que havia caído antes de um avião da Continental Airlines desempenhou um papel “direto” no acidente. Posteriomente, a Justiça francesa retirou as acusações criminais contra a companhia aérea americana, que sempre negou responsabilidade pelo desastre. Com informações da BBC Brasil.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Após reabertura, Brasil exporta 9.400 bois vivos ao Iraque


O Brasil exportou 9.400 bois vivos para o Iraque desde julho, mês em que o país embarcou pela primeira vez um lote de "gado em pé" para o país. O número foi divulgado pela Câmara Brasil-Iraque que, em nota, credita o início do comércio à demanda dos consumidores iraquianos por carne fresca. "É uma prova da confiança do mercado local com a qualidade do fornecedor do Brasil", diz o vice-presidente da entidade, Jalal Chaya. Os bois representam US$ 7,8 milhões da pauta de exportação ao Iraque, que totalizou US$ 314,4 milhões entre janeiro e agosto. As vendas tiveram início após a suspensão do embargo à carne bovina que o Iraque mantinha contra o Brasil, no dia 2 de março deste ano. A Câmara Brasil-Iraque afirma que participou ativamente do processo de reabertura do mercado, negociando com embaixadas de ambas as nações. "Dessa forma criamos mais um nicho de mercado para o exportador brasileiro", comenta Chaya. A instituição é responsável por certificar a procedência dos produtos brasileiros. "Com o certificado de origem emitido pela Câmara o exportador brasileiro não tem problemas na aduana iraquiana", diz o representante. Fonte: Canal Rural.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Donald Trump assume 100% da organização do Miss Universo


O multimilionário Donald Trump anunciou nesta sexta-feira que se tornou o dono absoluto da organização do concurso Miss Universo após ter comprado a metade que desde 2002 pertencia à emissora "NBC" por uma quantidade que não foi revelada. "Acabo de comprar a metade da organização do Miss Universo da 'NBC' e estabelecer todas as ações judiciais contra eles. Agora tenho 100% - fique atento!", escreveu o pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos em sua conta no Twitter. No entanto, de acordo com "The New York Times", não ficou claro se Trump, como fez com a "Univisión", processou à emissora "NBC", que também abriga o programa "The Apprentice" (semelhante a "O Aprendiz"), onde o magnata era o anfitrião. Os problemas judiciais entre Trump e a "NBC" surgiram depois que o canal cancelou a transmissão do concurso em 12 de julho para escolher a candidata dos Estados Unidos para a próxima disputa do Miss Universo. A decisão da "NBC" foi uma resposta aos ataques de Trump ao México, país que ele disse ter enviando "gente com um monte de problema, drogas, crimes e estupradores" aos Estados Unidos. Após conhecer a decisão de seu então sócio, Trump enviou um comunicado no qual acusava a "NBC" de "fraca" e de tentar ser "politicamente correta". As declarações sobre os mexicanos valeram ao aspirante republicano duras críticas de políticos, famosos e donos de empresas, que além de "NBC" incluem "Univisión" e "Televisa", que também romperam laços comerciais com ele. Trump processou a "Univisión" em US$ 500 milhões por romper o contrato para a transmissão do mesmo concurso que a "NBC" se negou a exibir, situação que ainda está pendente. O Miss Estados Unidos foi então ao ar através do canal de TV a cabo "Reelz", que abrange 60% do país. 

sábado, 12 de setembro de 2015

China suspende compra de frango da BRF


Brasília - Duas unidades exportadoras de carne de frango tiveram suas licenças de exportação para a China suspensas por suspeita de contágio químico. A China identificou cargas contaminadas por dioxina, substância que pode fazer mal à saúde humana. Os produtos eram provenientes de unidade da BRF em Rio Verde (GO) e da Bello Alimentos Ltda em Itaquiraí (MS). Documentos e e-mails obtidos pelo Estado mostram que os chineses passarão a exigir um laudo a mais para os exportadores de proteína animal para comprovar que as cargas entregues ao país não estejam contaminadas pela substância. O governo brasileiro chegou a alegar que a medida geraria aumento de custos e burocracia e ponderou, durante encontro com representantes da Defesa Sanitária da China, que o caso é pontual. A suspeita de contaminação ocorre quatro meses depois da visita ao Brasil do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, na qual o governo Dilma Rousseff assinou uma série de acordos, entre eles alguns de exportação de proteína animal. Ocorre também na véspera da viagem da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para a Ásia, na qual espera fechar novos acordos. O objetivo do governo é evitar que esse caso possa ser usado como justificativa para futuras barreiras. E-mails trocados entre a embaixada brasileira na China, o Itamaraty e o Ministério da Agricultura mostram que o primeiro comunicado chinês ocorreu em 29 de julho, quando dois lotes de carne de frango da BRF apresentaram níveis de dioxina classificados como elevados pelo governo chinês. Os documentos relatam ainda que em um encontro com o Encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Pequim, ministro Marcelo Della Nina, o vice-diretor geral do Import and Export Food Safety Bureau, Bi Kexin, classificou o caso como "delicado e importante". O executivo chinês disse ao ministro brasileiro que não foi dada publicidade ao caso para buscar resolver o assunto "delicadamente, mas salvaguardando o interesse dos consumidores". Ele e outro executivo chinês fizeram questão de lembrar ao brasileiro que em casos recentes envolvendo Irlanda e Chile o tratamento foi diferente, com suspensão comercial imediata e divulgação do problema.
No primeiro carregamento, além de dioxina, foi encontrada, segundo as autoridades chineses, a bactéria salmonela. Os relatos da embaixada, no entanto, não informam o nível de contaminação no carregamento. No dia 21 de agosto, a aduana detectou novo caso de dioxina.A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse ao Estado que esses procedimentos são rotineiros. "Não deixaremos de manter o rigor na defesa agropecuária. Estamos em conversação com a China. "Em nota, a BRF classificou o caso como pontual. "A BRF informa que está tratando de um tema isolado, relacionado a exportação pontual de frango da unidade de Rio Verde para a China. A questão já está sob controle e de acordo com a legislação vigente no País." A reportagem não conseguiu contato com a Bello Alimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Tropeços em série do governo recriam cenário de impeachment


Um mês após dar sinais de que conseguiria controlar a crise com o Congresso Nacional, o governo Dilma Rousseff sofre com os próprios tropeços e se vê às voltas com o recrudescimento do debate sobre impeachment da presidente. Na manhã seguinte ao anúncio de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s havia retirado o selo de bom pagador do país, cerca de 50 parlamentares participaram nesta quinta-feira (10/09) da criação de um movimento pelo afastamento da presidente por crime de responsabilidade. O principal fato novo foi a adesão aberta de deputados de partidos da base aliada, como PMDB, PTB e PSD, à manifestação da oposição. O grupo lançou um site (www.proimpeachment.com.br) para recolher assinaturas e apresentar um pedido de abertura do processo de cassação de Dilma em 15 dias. Para agilizar as ações, deve ser endossado o pedido de impeachment de um dos fundadores do PT, o advogado paulista Hélio Bicudo. Protocolado na semana passada, o documento tem como base de acusação as “pedaladas fiscais”, manobras orçamentárias usadas para mascarar problemas nas contas do governo. Embora tenha surpreendido pela quantidade de partidos, o quórum da manifestação desta quinta-feira mostra que falta muito para atingir os 342 votos necessários para abertura do processo na Câmara. A intenção, no entanto, é criar um ambiente favorável para que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo menos receba o pedido e dê o pontapé inicial ao processo de aceitação do impeachment pelo plenário. No atual mandato de Dilma, foram apresentados 21 pedidos, dos quais nove foram arquivados sumariamente por Cunha e os demais 12 (incluindo o de Bicudo) permanecem em análise. Um dos peemedebistas presentes no evento, o gaúcho Darcisio Perondi declarou que Cunha “está junto” com a ala do partido favorável ao impeachment, mas que só “vai entrar em campo no momento certo”. Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), que chegou a discursar, disse que é “importante que o PMDB tenha consciência que a saída de Dilma é inevitável para dar o exemplo”. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a filha do ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane Brasil (PTB-RJ), engrossaram o grupo. Organizador do movimento junto com os líderes do DEM e PSDB, o paranaense Rubens Bueno (PPS) citou que, além do consenso sobre a estratégia para se chegar ao impeachment, os envolvidos passaram a enxergar um pós-Dilma. “É possível um projeto de união nacional em torno de Michel Temer [vice-presidente]”, declarou. Até o momento, o entrave para um acordo entre peemedebistas e oposição era o apoio a Temer. Com informações da Gazeta do Povo, de Curitiba.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Elizabeth II e o reinado mais longo da história britânica


A rainha Elizabeth II se tornará nesta quarta-feira, (09/09), a pessoa a ter ocupado por mais tempo o posto de monarca britânico, superando sua tataravó Vitória, um marco que não contará com qualquer celebração pública. Em 9 de setembro, a soberana de 89 anos vai superar o recorde da rainha Vitória, que permaneceu no trono por 63 anos e 216 dias, entre 1837 e 1901. Seu único compromisso público será a inauguração de uma nova linha férrea na Escócia, uma discrição dentro do padrão de austeridade de seu reinado. "Acredito que é imensamente respeitada", afirma o historiador e apresentador David Starkey, conhecido especialista na história da monarquia. "Tem interpretado o papel com uma certa dignidade. Nesta época sentimental, tem se apresentado de uma maneira um pouco à moda antiga", completa. Em seu 21º aniversário, cinco anos antes de se tornar rainha, após a morte repentina de seu pai, o rei George VI em 1952, prometeu dedicar sua vida ao império britânico em um programa de rádio na Cidade do Cabo. "Declaro a todos vocês que toda a minha vida, seja longa ou curta, estará dedicada a vosso serviço e ao serviço de nossa grande família imperial a qual todos pertencemos", prometeu.Elizabeth II superará o recorde da rainha Vitória às 17H30 (13H30 de Brasília) de 9 de setembro, quando completará 23.226 dias, 16 horas e 30 minutos aproximadamente na função de monarca. O momento exato é difícil de determinar porque se ignora a hora correta da morte do rei George VI durante o sono. Andrew Gimson, autor de "Gimson's Kings and Queens: Brief Lives of the Monarchs since 1066" ("Reis e Rainhas de Gimson: Breves Vidas dos Monarcas desde 1066"), recorda que se o pai de Elizabeth, um conhecido fumante, não tivesse falecido jovem, aos 56 anos, "agora não estaríamos celebrando nada". O pai de Elizabeth II foi rei porque seu irmão, tio da rainha, Edward VIII, abdicou do trono em 1936. E viveu até 1972. "Ou o rei ou rainha não tem sucesso em uma idade jovem, ou eles têm sucesso jovens, mas também morrem jovens. É incomum ter ambos, sucesso quando jovem e viver por muito tempo", disse Gimson. Ele destaca que o reinado de Elizabeth II "será recordado como um feito impressionante, permanecer de maneira segura no trono ao longo de um período de tremendas mudanças sociais e econômicos". O recorde de reinado significa que agora há três gerações de futuros monarcas na lista de herdeiros, algo que não acontecia desde a morte de Vitória. O filho mais velho da rainha, o príncipe Charles, de 66 anos, é agora mais velho que a idade de aposentadoria britânica. Ele é o herdeiro que passou mais tempo na função na história britânica, pois ostenta a honra desde os três anos. A ordem de sucessão tem em segundo lugar o filho mais velho de Charles, o príncipe William, neto da rainha, de 33 anos, Em terceiro aparece o filho mais velho de William, bisneto da rainha, o príncipe George, que completou dois anos em julho. Elizabeth II "está há tanto tempo no trono que é difícil imaginar o país sem ela", opina Judith Rowbotham, pesquisadora da Universidade de Plymouth. "Faz parte do quadro do que alguém pensa quando pensa em 'britânico'". William elogia sua tranquilidadeAo escrever o prefácio de uma nova biografia sobre a rainha, de autoria do ex-secretário do Foreign Office Douglas Hurd, o príncipe William afirma que sua avó é um "modelo de uma vida de serviço" a seu cargo. "O exemplo e a continuidade proporcionada pela rainha não apenas é muito pouco frequente entre os líderes, mas também é uma grande fonte de orgulho e confiança", escreveu. "Uma e outra vez, em silêncio e com modéstia, a rainha demonstrou a todos que podemos abraçar com confiança o futuro, sem comprometer as coisas que são importantes". E no aspecto pessoal, completou, "a bondade da rainha e seu senso de humor, seu inato senso da calma e perspectiva, e seu amor pela família e o lar são atributos que desfrutei em primeira mão". Além do Reino Unido, Elizabeth II ocupa o trono de outros 15 reinos, entre eles Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Jamaica, e no passado também foi a monarca da África do Sul, Sri Lanka, Paquistão e Nigéria. Apesar de ser a monarca de mais idade no mundo depois da morte, aos 90 anos, do rei saudita Abdullah, em janeiro, ela não é a pessoa que está há mais tempo na função. Esta honra corresponde a Bhumibol Adulyadej da Tailândia, de 87 anos, rei desde 1946.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Secretaria da Fazenda envia mais um lote de notificação de débitos


A Secretaria da Fazenda enviou o último lote de notificação de débitos para que os contribuintes aproveitem as vantagens do Programa Especial de Parcelamento. Vinte mil correspondências foram encaminhadas para sócios de empresas que estão inativas e possuem pendências no recolhimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em agosto, foram enviadas 430 mil correspondências para proprietários de automóveis com dívidas do Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e 40 mil cartas tiveram como destino contribuintes que não recolheram o Imposto sobre a Transmissão “Causa Mortis” e Doações de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD). A elas se somam outras 50 mil notificações eletrônicas feitas para empresas ativas com débitos de ICMS.  O esforço de comunicação tem o objetivo de estimular os contribuintes a colocar as contas em dia até 30 de setembro, prazo final do Programa Especial de Parcelamento, que oferece descontos em multas e juros. Lançado no dia 20 de julho, o programa conta com R$ 585 milhões em adesões, valor não muito distante da meta de R$ 700 milhões estabelecida desde o começo pelo secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Richa anuncia redução de imposto e cria fundo de combate à pobreza


O governador Beto Richa apresentou nesta quinta-feira (03/09), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, uma série de novas ações e, também, medidas já adotadas pelo Governo do Paraná para proteger o Estado contra os efeitos da crise econômica nacional e favorecer a continuidade do desenvolvimento. O conjunto de medidas inclui a redução de impostos, a criação de um fundo para combater a pobreza, R$ 5,5 bilhões em linhas de crédito voltadas para obras de infraestrutura em municípios e o apoio aos setores produtivos, antecipação do pagamento do 13.º salário dos funcionários públicos, redução ainda maior dos gastos do governo e retomada de investimentos públicos. Richa explicou que o agravamento da crise no cenário nacional impõe uma reflexão permanente e ações rápidas para evitar consequências danosas para a economia do Estado e para a vida dos paranaenses. “Iniciamos o nosso ajuste fiscal ainda em dezembro do ano passado, com o realinhamento de alíquotas de impostos e com medidas concretas de redução de despesas. Prosseguimos nestes oito meses de 2015, com maior controle sobre os gastos públicos e o pagamento de dívidas. Os resultados já começaram a aparecer. Agora, vamos entrar em nova fase, com outras medidas para facilitar a vida dos paranaenses e garantir maior eficiência aos investimentos públicos”, disse. 

sábado, 29 de agosto de 2015

Sem commodities, teremos que viver do nosso suor, diz Levy


O ministro da Fazenda, Joaquin Levy, disse nesta tarde que o "boom" das commodities acabou e que, a partir de agora, o País terá agora que viver do "suor do seu rosto". "O Brasil tem tudo para continuar crescendo. Quando se fala que acabou o ciclo das commodities, todos ficam desapontados, como quando Adão e Eva foram banidos do paraíso. Mas a maior parte dos países vive do suor de seus rostos e acho que dá para viver bem assim", destacou. Um dos pontos que merece atenção, segundo o ministro, é trabalhar para a abertura da economia. "Precisamos melhorar, protegendo o que tem que ser protegido", destacou em apresentação no 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiros e de Capitais organizado pela BM&FBovespa em Campos do Jordão, interior de São Paulo. Levy exemplificou que o Brasil tem alguns desafios a serem superados. Ele citou que os contratos de concessões precisam ser mais blindados, para dar disciplina ao legislador "de não fazer uma bondade a uma determinada empresa e depois ter que fazer o reequilíbrio econômico do projeto". "Isso destrói a previsibilidade e está na agenda de reformas estruturais", destacou.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Senado reunirá estados e bancos para acertar liberação de depósitos judiciais


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para a próxima terça-feira (1º) uma reunião entre senadores, secretários de Fazenda de alguns estados e as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. O tema do encontro será a liberação de depósitos judiciais para os cofres estaduais, que foi autorizada por lei aprovada no Senado em abril. A Lei Complementar 151 trata do novo indexador para as dívidas de estados e municípios. Ela contém um dispositivo que libera o uso de 70% dos depósitos judiciais pelos estados como receita, devido a dificuldades de caixa dos entes da federação. No entanto, a presidente Dilma Rousseff vetou o prazo que a lei dava para que os bancos liberem esse dinheiro. Na prática, os estados ainda não têm acesso a ele. Autor do dispositivo dos depósitos judiciais, o senador José Serra (PSDB-SP) disse que estará na reunião e chamou atenção para a situação delicada das finanças estaduais. "Os estados estão numa situação muito difícil. A receita real de todos eles caiu 5% no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao ano anterior. É evidente que precisam de mais recursos e os depósitos judiciais são exemplo de algo que não afeta o déficit público. Creio que o governo federal deve prestar mais atenção — disse o senador".  De acordo com Serra, o objetivo final é elaborar um projeto de lei, ou mesmo uma medida provisória caso o governo concorde, reestabelecendo os prazos e definindo em que medida os Tribunais de Justiça podem interferir e barrar as liberações.