O site "O Antagonista" informa: O ex-ministro e agora delator Antonio Palocci entregou Lula em mais uma negociata, desta vez envolvendo a disputa pelo controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Em seu acordo de colaboração, o ex-ministro disse que o grupo Casino pagou 30 milhões de euros ao ex-presidente para impedir uma manobra de Abílio Diniz que diluiria a participação dos franceses na rede de supermercados. Palocci afirmou ainda que a propina foi repassada por meio do banco Safra. Ele mesmo teria ido ao banco retirar recursos em cash para Lula. O dinheiro também teria abastecido a campanha de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, em 2012, e a de reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. O ex-ministro contou que, inicialmente, tentou ajudar Abílio, de quem era amigo e com quem mantinha contrato de consultoria, via Projeto. O empresário queria evitar que o grupo Casino assumisse o controle do Pão de Açúcar e teria pedido ajuda para obter empréstimo do BNDES para comprar o Carrefour e, assim, diluir a participação dos franceses. Inicialmente, Lula teria disposto a ajudar na operação, convencendo Dilma Rousseff e Luciano Coutinho. Mas teria mudado de ideia depois que o grupo Casino lhe ofereceu a quantia de 30 milhões de euros para inviabilizar a estratégia de Abílio. Segundo Palocci, pelo lado do Casino atuaram José Dirceu, o advogado Marcelo Trindade e o próprio presidente do grupo, Jean Charles Noury. Também teria entrado na jogada o banqueiro Joseph Safra, que se dispôs a “operacionalizar as questões financeiras”, de acordo com o ex-ministro. Palocci narrou que, numa das conversas com Lula, este lhe pediu que “segurasse” Abílio Diniz, pois já estava fechado com os franceses. “O cara confirmou os trinta milhões de euros, pô, você tem que me ajudar”, teria dito o ex-presidente, ao comentar o acerto com Jean Charles. “Lula fez a parte dele, fazendo com que o BNDES não liberasse o empréstimo pré-aprovado e inviabilizando qualquer apoio governamental ao GPA”, disse Palocci. Com o sucesso da operação, o Casino assumiu o controle do Pão de Açúca.Do total de 30 milhões de euros – equivalente a R$ 138 milhõe, em valores atualizados -, Safra teria repassado R$ 2 milhões para a campanha de Haddad e outros R$ 10 milhões para a de Dilma. Ele teria feito doações oficiais e não oficiais ao Instituto Lula — Palocci teria realizado retiradas frequentes diretamente no banco. Safra teria convidado o “italiano” para ser conselheiro do banco na Suíça, o que o delator entendeu como uma forma de manter Lula informado sobre o dinheiro alocado. Os depoimentos de Palocci referentes ao caso foram encaminhados ao MPF de São Paulo.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Organização Arnon de Mello ajuíza pedido de recuperação judicial em Alagoas
O senador Fernando Collor de Mello (Pros-AL) entrou com pedido de recuperação judicial para suas empresas de comunicação em Alagoas. A ação foi impetrada na terça-feira (27/08) e o leilão que estava marcado para essa sexta-feira (30/08) segundo fontes do Judiciário, não deverá ocorrer. Por causa da ação o leilão dos três prédios pertencentes à Organização Arnon de Mello (OAM) não devem mais ir a leilão. Caso fossem a leilão, como se trata de um segundo leilão os prédios iriam ser ofertados pela metade do valor que foram avaliados. No pedido de recuperação judicial, a empresa afirmou que “os imóveis penhorados são os próprios prédios que servem de sede das empresas integrantes do grupo Arnon de Mello, ou seja, onde desenvolvem suas atividades empresariais”. Alegando não ter recursos suficientes no momento para pagar os credores, o juiz Erick Costa de Oliveira Filho suspendeu a venda dos prédios. “O deferimento da presente recuperação judicial depende da análise da documentação de nove empresas distintas, o que demanda certo tempo, no entanto, existem bens das empresas que se encontram na iminência de serem leiloados, assim entendo que o pedido de tutela de urgência deve ser analisado antes mesmo do deferimento do processamento, com vistas a evitar dano irreversível ao conglomerado de empresas recuperandas, integrantes do Grupo Arnon de Melo”, disse o juiz na decisão.
Aliança de populistas e esquerda frustra pretensões de Matteo Salvini na Itália
Na fotografia Nicola Zingaretti, líder do PD (Partido Democratico) italiano
O M5S e o PD, que têm um longo histórico de hostilidade entre si, anunciaram a tentativa de formar uma coalizão para um novo governo e evitar a realização de novas eleições no país. Segundo o M5S, a coalizão será liderada pelo premiê Giuseppe Conte, que havia renunciado no início do mês. Essa nova coalizão vigoraria até 2023, para quando estão previstas novas eleições no país. Se um acordo de coalizão não tivesse sido acertado até esta quarta-feira, seria necessário convocar eleições antecipadas - que era a aposta de Salvini. No Brasil, Salvini tornou-se mais conhecido por manter relações próximas com Jair Bolsonaro e chegou a elogiar a indicação de seu "amigo" Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro, à Embaixada do Brasil nos EUA.
O que está acontecendo na Itália?
Até recentemente, o M5S era parceiro de coalizão no governo do partido de extrema direita A Liga - embora fosse uma aliança incômoda, o que os unia era o discurso anti-establishment. Mas, após cerca de um ano e meio dessa aliança, a hostilidade entre os dois grupos cresceu. A implosão da coalizão teve como estopim, no início de agosto, à oposição do M5S ao projeto de trem de alta velocidade que ligaria a cidade italiana de Turim à francesa Lyon. Salvini, que é líder da Liga, rompeu então a coalizão e abriu uma moção de desconfiança contra a liderança de Conte, alegando impossibilidade de governar junto ao M5S. Conte não é filiado a nenhum partido, mas é próximo do M5S. A expectativa de Salvini era de antecipar as eleições e capitalizar em cima de sua crescente popularidade para chegar ao poder na Itália. Mas a estratégia naufragou porque Conte, embora tenha de fato renunciado, permaneceu no cargo por tempo suficiente para que o M5S e o PD negociassem um acordo de coalizão. "Amamos a Itália e achamos que vale a pena tentar essa experiência (de se aliar ao M5S)", afirmou Nicola Zingaretti, líder do PD. Salvini, por sua vez, afirmou que "a única coisa que os une (M5S e PD) é seu ódio contra A Liga. (...) Milhões de italianos estão sendo mantidos reféns por uma centena de parlamentares que estão apenas tentando manter seus cargos". Ele agregou que a nova coalizão é "frágil" e apostou em seu fracasso. Vale destacar que a coalizão entre PD e M5S ainda não é uma certeza absoluta. A agência Reuters explica que o acordo ainda pode desandar, enquanto o presidente italiano, Sergio Mattarella, faz consultas com partidos na tentativa de estancar a crise política. Além disso, o PD e o M5S ainda têm de entrar em acordo quanto à divisão de cargos principais da administração, em especial o posto de vice-primeiro-ministro. Um complicador adicional é que o M5S abriu uma votação online para ouvir a opinião de seus apoiadores a respeito do acordo com o PD - e muitos desses apoiadores têm rejeitado o pacto com a centro-esquerda. Se o acordo for adiante, porém, mudará pontos importantes da política italiana, aponta a Reuters. O posicionamento eurocético e pró-cortes de impostos da Liga, por exemplo, seria trocado por um tido como mais próximo da União Europeia - e também mais favorável a uma política fiscal mais prudente. Ao mesmo tempo, analistas políticos ouvidos pela agência AFP afirmam que um eventual fracasso da aliança M5S-PD pode alienar os eleitores de cada um dos grupos e, desse modo, acabar fortalecendo Salvini indiretamente.
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
Spotify quer que você crie seu próprio podcast
O Spotify quer aumentar o número de podcasts que oferece aos usuários. E, para fazer isso, a empresa sueca está estudando formas de incentivar as pessoas a gravarem suas próprias versões para serem hospedadas na plataforma de streaming. De acordo com a pesquisadora de tecnologia Jane Wong, conhecida por antecipar novidades em relação a aplicativos, a empresa comandada por Daniel Ek está testando um botão que permite criar podcasts. Ao acioná-lo, o usuário abre ou realiza o download do aplicativo de gravação Anchor – comprado pelo Spotify recentemente. Ao site americano The Verge, a empresa com sede em Estocolmo afirmou que “está sempre testando novos produtos para melhorar a experiência de uso” e que apesar de algumas experiências resultarem na criação de novos recursos, outras são “apenas testes”. Desta forma, não há qualquer previsão de quando o recurso vai estar disponível no aplicativo.
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Premiê da Itália renuncia e governo italiano de coalizão cai
Após mais de dez dias de caos, o governo da Itália foi oficialmente encerrado na tarde desta terça-feira (20/08), depois de um duro discurso no Parlamento do primeiro-ministro, Giuseppe Conte.A crise , contudo, ainda está longe do fim. O encerramento prematuro do governo, iniciado há 14 meses, foi provocado por um dos seus integrantes, o vice-premiê e ministro do Interior, Matteo Salvini. Líder da Liga, partido da ultradireita que compunha a aliança com o populista Movimento 5 Estrelas, Salvini detonou a crise no último dia 8, quando apresentou uma moção de desconfiança contra o próprio Conte. A decisão surpreendeu a todos sobretudo pelo momento – no início das férias de verão. Salvini, aliás, apresentou o documento após uma turnê nas praias italianas, onde fez inúmeras selfies sem camisa com admiradores e dançarinas. Ao dar o passo para derrubar o governo, Salvini se dirigiu aos italianos citando uma famosa frase do ditador fascista Benito Mussolini proferida em 1922, quando o Duce chegou ao poder: “Peço aos italianos para me dar plenos poderes”. Seu objetivo é se tornar o próximo primeiro-ministro da Itália. Se houver eleição até novembro, como deseja o líder da Liga, não parece haver outro adversário capaz de derrotá-lo nas urnas. No último ano, ele se transformou no político mais popular do país — tem cerca de 36% das intenções de voto. Contudo, a atual crise poderá ser resolvida no Parlamento, no qual seu partido não tem maioria. Ao discursar ao lado de Salvini, Giuseppe Conte fez duras críticas a ele: “O ministro do Interior age por interesses pessoais e partidários, não se importando com as consequências da decisão, que coloca em risco o país do ponto de vista econômico, político e social”. E ressaltou: “Preocupa que você peça plenos poderes e invoque o poder do povo”. Como a Itália é um regime parlamentarista, a convocação da próxima eleição ainda depende de uma série de fatores –a sua realização ainda não é certa. A decisão caberá ao presidente da República, Sergio Mattarella, espécie de árbitro que tem funções decorativas e não participa do governo. Antes, Mattarella consultará os partidos com representação no Parlamento. Dessa consulta poderá sair um novo governo entre o Movimento 5 Estrelas (crítico à elite política) e o Partido Democrático (a centro-esquerda tradicional), adversários no passado que teriam maioria para um novo mandato. O objetivo dessa manobra, como dizem os integrantes das duas siglas, seria barrar a ascensão do radicalismo de Salvini. Radical em temas como casamento gay e defesa da família, linha-dura em relação a segurança pública e com uma política anti-imigração, Salvini levou o governo italiano a fechar seus portos para embarcações que socorrem refugiados no Mediterrâneo. Mas ele pode ter dado um passo em falso ao provocar o fim do governo. “Provavelmente Salvini errou no tempo e não calculou as reações contrárias, mas não sabemos se essas reações contrárias vão prevalecer", afirmou o historiador e cientista político Giovanni Orsina, diretor da Escola de Governo da Luiss, uma universidade romana. "A política na Itália é sempre maquiavélica e psicótica”, completou ele. Orsina admite ter enormes dificuldades para analisar o cenário e o que deverá acontecer. Se não houver um acordo entre os partidos políticos, o presidente Sergio Mattarella poderá escolher um governo técnico para tratar de temas urgentes, como a aprovação de um orçamento nacional que deverá ser apreciado pela União Europeia até o próximo mês. Há ainda o risco da crise política deteriorar ainda mais a cambaleante economia do país. Não está descartado um aumento dos impostos. Se a decisão for ir às urnas, o partido de Salvini, muito provavelmente, tentará uma aliança com a Força Itália, sigla de direita de Silvio Berlusconi, e os Irmãos da Itália, outro partido da direita radical e antiimigrantes. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, há 74 anos, a Itália já teve 65 governos —um dos mais instáveis do mundo. O futuro do governo que agora se encerra estava comprometido pelo menos desde maio, após o resultado das eleições europeias que confirmou a popularidade da Liga de Matteo Salvini. O resultado do pleito mudou a correlação de forças entre o partido e o Movimento 5 Estrelas. A Liga obteve o maior porcentual de votos, 34%, enquanto o aliado ficou com 17% — praticamente uma inversão do resultado da eleição nacional de março de 2018. O governo foi formado em junho do ano passado, com um contrato assinado em cartório (outro ineditismo na confusa política italiana) entre a Liga e o 5 Estrelas. Mas, desde então, Salvini tornou-se o protagonista do governo, dominando a agenda política em temas como o combate à imigração e polemizando com líderes europeus como o presidente francês Emmanuel Macron.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Podemos ganha novos membros e vira a segunda maior bancada do Senado
O Podemos quer ter a maior bancada do Senado. Por isso, tenta atrair pelo menos quatro senadores que hoje estão filiados a outros partidos. E a primeira dessas filiações acontece nesta quarta-feira (14/08). É a do senador Marcos do Val (ES), que sai do Cidadania para o Podemos, dando ao partido liderado por Álvaro Dias (PR) o posto de segunda maior bancada da Casa e o poder de negociar o encaminhamento de pautas polêmicas como a CPI da Lava Toga e o impeachment de Dias Toffoli."Vamos disputar o primeiro lugar", afirmou o líder Álvaro Dias, admitindo que, além da filiação de Marcos do Val, já está quase certa a ida de Carlos Viana (MG), que hoje está no PSD, para o Podemos. Com os dois, a sigla passa a ter dez representantes no Senado e passa à frente do PSD na lista de bancadas mais representativas da Casa. O Podemos ficará atrás apenas do MDB, que hoje tem a maior bancada, com 12 senadores - um deles o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (PE). Mas é só por enquanto, segundo Álvaro Dias, que admite já estar em conversa com outros senadores para garantir ao Podemos o mesmo espaço do MDB no Senado. Com isso, a sigla busca maior protagonismo da definição da pauta deliberativa. "Nosso objetivo é contribuir para que o Senado tenha uma produção legislativa maior e faça leituras corretas das prioridades para a população", afirmou o líder, que tem se articulado com outros parlamentares para destravar projetos delicados como a CPI da Lava Toga e os pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Álvaro Dias participou nesta terça-feira (13/08), por exemplo, da reunião em que um grupo de senadores declarou apoio ao pedido de afastamento do presidente do STF, o ministro Dias Toffoli, apresentado pela deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP). Na semana passada, ele também esteve com um grupo de senadores que estão insatisfeitos com a pauta de votação do Senado, que é definida pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP), e tentam incluir nessa pauta esses e outros projetos de combate à corrupção. "Temos que resolver essas questões, deliberar a respeito. A CPI [da Lava Toga] aguarda deliberação. O importante é encerrar o assunto, da mesma forma que os pedidos de impeachment, para esse impasse não ficar perdurando. E outra questão que é nossa prioridade é a nova legislação para definir o novo modelo na composição dos tribunais superiores, o processo de escolha e a duração de mandatos", adiantou Dias ao site Congresso em Foco. O senador também apresentou na semana passada uma Proposta de Emenda à Constituição que impediria a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos Estados Unidos e admitiu que a bancada do Podemos deve votar contra a indicação.
Carlos Walter Martins Pedro é eleito novo presidente da Fiep
O industrial Carlos Walter Martins Pedro vai comandar a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) pelos próximos quatro anos. Liderando a chapa “Foco na Indústria, Fiep para os Sindicatos”, ele recebeu 49 votos, contra 47 do candidato da chapa “Sindicato Forte, Fiep Maior”, o também industrial José Eugenio Souza de Bueno Gizzi. Ambos são vice-presidentes na atual diretoria da Fiep. No comando da entidade, Martins Pedro substituirá Edson Campagnolo, que preside a Federação desde 2011. O mandato da nova gestão começa oficialmente em 1º de outubro. Dos 99 sindicatos filiados à Fiep, 96 foram considerados habilitados a votar, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Regulamento Eleitoral da entidade, e todos compareceram para registrar seus votos. A eleição ocorreu no Campus da Indústria do Sistema Fiep, em Curitiba, com a coleta dos votos começando às 12 horas desta quarta-feira (14/08). Pouco depois das 18 horas, quando a votação foi encerrada, iniciou-se a apuração. O resultado final foi anunciado pouco depois das 19 horas pelo procurador do Ministério Público do Trabalho no Paraná, Ricardo Bruel da Silveira, que presidiu a mesa apuradora.“A indústria do Paraná é forte, é diversificada e capacitada tecnicamente. A Federação, por meio dos sindicatos que são seus federados, representa essa indústria e tem a missão da defesa dos interesses da indústria”, afirmou o presidente eleito, logo após o encerramento da apuração dos votos. “É isso que a nossa diretoria vai fazer, assumindo a nova gestão buscando tudo para a defesa e a evolução da indústria do Paraná”, completou. Em relação aos serviços prestados pelas instituições que compõem o Sistema Fiep – Fiep, Sesi, Senai e IEL -, seu objetivo é aprimorá-los cada vez mais, agregando valor ao setor industrial. “Tanto na formação profissional e no apoio técnico que o Senai faz, na saúde e segurança do trabalhador, por meio do Sesi, e na defesa intransigente da indústria feita pela Fiep, sempre por meio dos sindicatos, que são os representantes legítimos das nossas indústrias”, ressaltou Martins Pedro. O atual presidente da Fiep, Edson Campagnolo, que integra a chapa vencedora como delegado representante junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que o resultado do pleito reforça a transparência do processo eleitoral da entidade. “O importante agora é que Carlos Walter Martins Pedro está eleito, com uma nova proposta e, com certeza, sempre tem muito a fazer. O resultado demonstra que havia uma competição saudável, mas venceu aquele que tinha mais experiência e capacidade de gestão dentro da casa”, declarou.
Biografia
Nascido em Maringá, Carlos Walter Martins Pedro é sócio-administrador e fundador da ZM Bombas. A empresa, com mais de 30 anos de atuação, é especializada na produção de bombas hidráulicas, hidrolavadoras de pressão e sistemas eólicos para bombeamento e energia. Atua em todo o mercado nacional, América do Sul e Central e África do Sul. É presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Maringá (Sindimetal Maringá), do qual foi fundador, e é conselheiro de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi presidente do Conselho Regional do Senai no Paraná. Também é vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM). Preside a Fundação Tecnópolis de Maringá e o Conselho Gestor da Incubadora Tecnológica de Maringá. É vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) e integra o Conselho Temático do Setor Metalmecânico do Paraná (G19).
sábado, 10 de agosto de 2019
Proposta de Alvaro Dias limita escolha de embaixadores a integrantes da carreira diplomática
A escolha de chefe de missão diplomática de caráter permanente (embaixada) deve recair sobre servidor integrante da carreira diplomática. É o que estabelece a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 118/2019, que aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta, que altera o inciso IV do artigo 52 da Constituição, foi apresentada pelo senador Alvaro Dias (Podemos-PR) e subscrita por outros 29 senadores. Atualmente, a Lei 11.440, de 2006, limita a indicação a ministros de primeira ou segunda classe, sendo a indicação de pessoa não pertencente aos quadros do Ministério das Relações Exteriores uma hipótese excepcional. No entanto, ao não estabelecer limites a tal excepcionalidade, acabou-se assumindo essa possibilidade como simples e plenamente aberta, observa Alvaro Dias. A PEC altera o artigo que trata das atribuições privativas do Senado Federal, ao definir que caberá à Casa aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta (sabatina), a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente, que deverá recair sobre servidor efetivo integrante da carreira diplomática. A emenda constitucional entrará em vigor na data de sua publicação, assegurando-se a permanência como chefe de missão diplomática de caráter permanente de todos aqueles que, àquela data, já tiverem tido sua escolha aprovada pelo Senado. Na justificativa da PEC, Alvaro Dias argumenta que o serviço exterior deve se caracterizar, fundamentalmente, por ser uma carreira de Estado, “preservada, tanto quanto possível, de grandes guinadas causadas pelas trocas de governo”. “Daí a apresentação desta emenda constitucional, que pretende fazer com que se limite a escolha de embaixadores, chefes de missão diplomática de caráter permanente, a servidores de carreira. Isso ajuda a profissionalizar a diplomacia, retirando-se indicações como embaixadores de caráter meramente político, ora recompensados com o posto em fim de carreira política, ora premiados pela sua proximidade com o governo de ocasião”, argumenta Alvaro Dias. O autor da PEC observa ainda que o Brasil orienta-se nas suas relações internacionais, entre outros princípios, pela manutenção da paz e cooperação entre os povos. “Essencial, portanto, que o componente ideológico ceda espaço ao pragmatismo. Isso deve se refletir na escolha de embaixadores, autoridades do mais alto patamar diplomático acreditadas junto a Estados e organismos estrangeiros, dando-se a escolha entre servidores de carreira, profissionais da área, em detrimento às indicações livres que, pela própria natureza da escolha, carregam forte componente ligado à conjuntura política de momento”, argumenta o senador. Alvaro Dias ressalta que a PEC tem a virtude de valorizar a carreira diplomática, dando-lhe maior dinamismo. O senador destaca ainda que a proposição contribui para “a mais completa e perfeita profissionalização da diplomacia e para assegurar que o serviço exterior brasileiro seja orientado por políticas de Estado”.A PEC é subscrita pelos senadores Carlos Viana (PSD-MG), Confúcio Moura (MDB-RO), Eduardo Girão (Podemos-CE), Elmano Férrer (Podemos-PI), Fabiano Contarato (Rede-ES), Flávio Arns (Rede-PR), Humberto Costa (PT-PE), Izalci Lucas (PSDB-DF), Jayme Campos (DEM-MT), Jean Paul Prates (PT-RN), Jorge Kajuru (PSB-GO), Lasier Martins (Podemos-RS), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcio Bittar (MDB-AC), Marcos do Val (Cidadania-ES), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Paulo Paim (PT-RS), Paulo Rocha (PT-PA), Plínio Valério (PSDB-AM), Reguffe (sem partido-DF), Romário (Podemos-RJ), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Weverton (PDT-MA).E pelas senadoras Leila Barros (PSB-DF), Maria do Carmo Alves (DEM-SE), Rose de Freitas (Podemos-ES) e Zenaide Maia (PROS-RN).
Gilmar Mendes afirma que Judiciário vive a maior crise desde a redemocratização
Agência Brasil - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse na última sexta-feira (09/08) que os diálogos divulgados pelo site The Intercept mostram que procuradores federais tentaram ganhar dinheiro com a Operação Lava Jato. “O próprio corregedor, embora não cumprindo corretamente as suas funções, diz: ' vocês estão monetizando, ganhando dinheiro com a Lava Jato’. E isso, obviamente, é vedado”, disse o ministro, antes de participar de evento na Associação dos Advogados de São Paulo (AASP). Reportagem da Folha de S. Paulo e do The Intercept, a partir de um diálogo por aplicativo de mensagens ocorrido em 2017 e vazado a partir de hackeamento de celulares, mostra que o então corregedor-geral do Ministério Público Federal, Hindemburgo Chateaubriand Filho, teria criticado informalmente a conduta do procurador da República Deltan Dallagnol por dar palestras remuneradas. “Está escrito na Constituição. Eu não posso usar a função pública para ganhar dinheiro além do que eu já ganho”, enfatizou Mendes ao analisar a conduta dos procuradores da força-tarefa. Para o ministro, os problemas na condução da Lava Jato, revelados pelos diálogos publicados, são a “maior crise” vivida pelo Judiciário desde a redemocratização. “Nada é comparável a isso que nós estamos vivendo, porque atinge a Justiça Federal e a Procuradoria-Geral da República na sua substância. São duas instituições de elite do sistema que estão fortemente atingidas por essas revelações”, destacou. Na opinião de Mendes, em alguns momentos, a conduta dos procuradores se aproxima da de organizações criminosas. Ele se referia a trechos dos diálogos que apontam a tentativa dos procuradores de informalmente investigar ministros do Supremo. “Se nós olharmos a linguagem de determinadas organizações criminosas, nós não conseguimos distinguir quem é o combatente do crime e quem é o partícipe de organização criminosa”, acrescentou. O papel do atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que atuou como juiz responsável pela Lava Jato na Justiça Federal em Curitiba, também foi mencionado por Mendes. “Juiz não pode ser chefe de força-tarefa”, ressaltou a partir do conteúdo divulgado pelos portais que tiveram acesso às mensagens. Para Mendes, todas essas suspeitas precisam ser apuradas pelos órgãos competentes. “Em algum momento essas pessoas que se envolveram, acredito, nesses malfeitos terão de prestar contas. Todos nós que integramos uma instituição temos um dever de accountability. Essa gente teria de contar o que eles fizeram de errado para que a gente no futuro possa fazer as possíveis correções”, acrescentou. No início de julho, durante audiência na Câmara dos Deputados, Moro afirmou que, no cenário jurídico brasileiro, conversas entre juízes, membros do Ministério Público e advogados "são coisas absolutamente triviais". Na ocasião, o ministro reiterou que não reconhece o conteúdo das mensagens veiculadas pela imprensa e que elas podem ter sido adulteradas. Já o Ministério Público Federal no Paraná emitiu nota, também em julho, afirmando que as mensagens atribuídas a procuradores da Operação Lava Jato e divulgadas pela imprensa são "oriundas de crimes cibernéticos e não puderam ter seu contexto e veracidade verificados". O ministro criticou ainda a decisão da juíza substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para São Paulo. Na avaliação de Mendes, a decisão contou com “forte teor político”. Atualmente, o ex-presidente cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da Polícia Federal do Paraná. Com a transferência, ele iria para o presídio de Tremembé, no interior paulista. “Ali aconteceram algumas coisas estranhas. O pedido está lá há mais de um ano. O juiz titular não decidiu. Aí decide a juíza substituta. O tribunal identificou que havia sinais de desvios e abusos. Por isso, fez aquela suspensão rápida”, disse o ministro. A transferência de Lula foi suspensa por decisão da maioria dos ministros do STF.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Paraná amplia malha aérea com o "Voe Paraná"
O Paraná passa a ter a maior malha aeroviária do País com o início nesta quarta-feira (07/08) do programa Voe Paraná. O novo pacote aéreo regional foi lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, e vai atender 12 cidades, de todas as regiões do Estado. Neste primeiro momento, os municípios beneficiados pela adesão da companhia aérea Gol em parceria com a empresa de táxi aéreo TwoFlex são Paranaguá, Arapongas, Apucarana, Guarapuava, Campo Mourão, Francisco Beltrão, Paranavaí, Cianorte, Telêmaco Borba, Cornélio Procópio, União da Vitória e Guaíra, todos com população variando entre 32 mil e 155 mil habitantes. De acordo com a Gol, os bilhetes começam a ser vendidos a partir de 2 de setembro e os voos regulares a partir de 22 ou 23 de outubro. “É o maior projeto de voo regional da história do Estado. Nosso planejamento sempre foi fazer com que a Capital e o Interior fiquem mais próximos, desenvolvendo o Paraná por inteiro, levando mais indústrias para o Interior e consequentemente gerando mais emprego”, afirmou o governador. “Muitas vezes o empresariado quer se instalar no Interior, mas não tinha uma ligação fácil com a Capital. Esse programa encurta as distâncias”, afirmou. Ratinho Junior informou ainda que outras cidades do Estado deverão encorpar o programa nos próximos meses, desde que haja liberação por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e também escala de demanda. Os deslocamentos serão feitos por aeronaves Cessna Grand Caravan de até 9 lugares, com média de três a quatro voos semanais. Curitiba será o principal destino, mas há também rotas interligando cidades do Interior. “Estamos em negociação também com outras companhias para ampliar a oferta de voos. O Paraná passa a ser maior com esse projeto de desenvolvimento regional”, disse. Presidente da Gol, Paulo Kakinoff destacou a retomada dos deslocamentos regionais no País com a implantação do projeto paranaense. “Como essas 12 novas cidades, o Paraná passa a ter a maior quantidade de destinos do Brasil. É o resgate da aviação por meio um modelo consagrado. Modelo promissor, que tem capacidade de transformar. Estamos agradecidos ao Estado do Paraná”, afirmou. Aos novos voos somam-se linhas aéreas operadas pela Azul, o que faz do Paraná a maior malha aeroviária do Brasil. A companhia possui voos regulares ligando Curitiba a Toledo, Pato Branco, Ponta Grossa, Maringá, Cascavel, Londrina e Foz do Iguaçu. Na última segunda-feira (05/08), inclusive, Pato Branco passou a contar com deslocamentos diários do Aeroporto Municipal Juvenal Loureiro Cardoso para a capital paranaense. Até o dia 30 de agosto, os voos serão de segunda a sexta-feira. A partir de 2 de setembro a oferta será ampliada, incluindo os domingos no roteiro dos voos. Em abril, a Azul já havia melhorado o serviço em Toledo, passando de um para seis voos semanais. As ligações diretas e regulares têm como destino Curitiba e oferecem possibilidades de conexão para mais de 100 destinos domésticos e internacionais operados pela empresa. A ampliação da operação ocorreu três meses após o pouso do primeiro voo comercial na cidade, em 09 de janeiro deste ano. Com isso, o Paraná passa a ser o terceiro Estado com mais operações da empresa, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. De acordo com a Azul, são 60 decolagens por dia com uma oferta de 41 mil voos assentos semanais. “A previsão é que até o final do ano tenhamos um acréscimo de 500 mil a 1 milhão de novos passageiros no Paraná”, ressaltou Sandro Alex, secretário da Infraestrutura e Logística.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Forte massa de ar frio de origem polar avança para o Brasil
A temperatura volta a baixar muito no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, Acre e Rondônia. Uma grande e forte frente fria vai avançar sobre a América do Sul nos primeiros dias de agosto de 2019 trazendo uma massa de ar frio de origem polar muito intensa. As simulações atmosféricas iniciais feitas no último fim de semana de julho já mostram que esta nova massa de ar frio tem potencial para derrubar a temperatura novamente por todo o Sul do Brasil e em muitas áreas do Sudeste, do Centro-Oeste. Uma nova friagem deve ocorrer também em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas. Ainda há dúvida se esta nova massa de ar frio será mais intensa ou não do que a super onda de frio que passou pelo Brasil entre 5 e 10 de julho, mas as duas já têm uma coisa em comum: neve na Região Sul.
domingo, 21 de julho de 2019
Entre 42 ações, Toffoli priorizou caso Flávio Bolsonaro, diz jornal
Antes de beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em uma liminar publicada na segunda-feira (15/07), o presidente do STF, Dias Toffoli, atuou por dois anos em um caso que também tratava de compartilhamento de dados fiscais sem autorização judicial. Contudo, Toffoli não viu motivo para determinar a suspensão de investigações pelo país, como fez no caso do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), segundo uma matéria do jornal Folha de S. Paulo publicada neste domingo (21/07). Em abril de 2018, o caso semelhante ao de Flávio foi considerado de “repercussão geral” pelo STF, o que significa que seu desfecho serviria como referência para outros casos semelhantes. Desde então, segundo análise da Folha, 42 outros processos, que tratam principalmente de crimes de sonegação fiscal, foram colocados como dependentes dessa definição. Entre eles, quatro são relatados por Toffoli. Por se tratar de um caso de repercussão geral, já no ano passado o ministro já poderia ter suspendido as ações e investigações questionadas até um julgamento definitivo do STF. Mas a decisão de Toffoli só foi tomada após a defesa de Flávio apresentar pedido para suspender as investigações. O caso de Flávio foi incluído em um recurso relatado por Toffoli e o despacho foi concedido no mesmo dia em que o pedido foi protocolado. O filho do presidente é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Presidente Bolsonaro defende filho Eduardo e diz que ele poderia até ser chanceler
Em meio a polêmicas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta quinta-feira (18/07) a indicação de um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, com o argumento de que ele poderá ter um bom relacionamento com o governo americano. O presidente também citou a indicação de um ex-deputado do PT Tilden Santiago para a embaixada de Havana, em Cuba, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o nome do diplomata e político Oswaldo Aranha, com o argumento de que indicações políticas para o comando das representações diplomáticas já foram realizadas antes. “Você tem que ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende o interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto.
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Governo vai liberar mais de R$100 bi em compulsório, diz Guedes
Após a liberação na última quarta-feira (26/06), pelo Banco Central de R$ 16,1 bilhões em compulsórios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo pretende liberar mais de R$ 100 bilhões desses recursos no futuro para estimular o crédito privado. “Nosso primeiro desafio é a reforma da Previdência, mas faremos também a reforma tributária e o Pacto Federativo. Estamos desestatizando o mercado de crédito e ontem (quarta) o Banco Central já liberou compulsórios para aumentar o crédito privado. Vão vir mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório no futuro”, disse Guedes após encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), também estava presente no encontro. O ministro da Economia admitiu que se ressentiu da retirada de Estados e municípios do parecer da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara e também da exclusão de servidores públicos do relatório. Guedes comentou sobre eventuais dificuldades derivadas de resistências de membros de alguns partidos com relação à inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência. “Essas questões locais… às vezes um partido qualquer quer a reforma, mas não quer pagar o custo político. […] Dê um passo para frente, assuma o custo político e vamos botar o Brasil para crescer”, afirmou.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Crise da mídia chega na "cúpula" global com a "despejotização" dos contratos de trabalho
Por Daniel Castro, do "Notícias da TV" - O processo de "despejotização" dos altos salários desencadeado pela Globo no Rio de Janeiro nos últimos meses acaba de chegar a São Paulo. A emissora começou nesta semana a convocar jornalistas, repórteres e executivos com contratos de pessoa jurídica (PJ) para renegociarem seus vínculos. Quer liquidar os atuais contratos e registrar os profissionais como celetistas, em carteira de trabalho. A medida causou inquietação. O Notícias da TV apurou que a Globo está propondo pagar aos jornalistas e executivos os mesmos salários que eles ganham atualmente, como PJ. Ou seja, não há redução nominal de valores, o que poderia ser interpretado como ilegal. A oferta parece boa, afinal a empresa passará a ter custos maiores com cada profissional (por volta de 40% a mais por ano). Mas, assim como no Rio, a maioria dos profissionais está se sentindo desconfortável com a abordagem da Globo. Primeiro, porque, apesar de ser uma "proposta", os jornalistas sentem que é uma obrigação, que eles não terão futuro na casa se não aceitarem virar celetistas. Em segundo lugar, perdem a estabilidade que um contrato de três ou quatro anos oferece, pois podem ser demitidos com o pagamento de apenas um salário (o aviso prévio). E, por último, passam a ganhar menos em valores nominais, por causa dos descontos de folha de pagamento. "Acho isso escandaloso. A emissora está nos obrigando a aceitar uma mudança para se livrar de multa e processo na Justiça", diz um profissional, que pede sigilo sobre sua identidade à reportagem. Ele vê uma estratégia "esperta" da Globo: após dois anos do encerramento dos contratos de PJs, ela não pode mais ser processada por direitos celetistas, de acordo com a legislação, e se livra de um potencial enorme passivo trabalhista. Pode, então, demitir quem hoje é PJ a um custo relativamente baixo. A "despejotização" dos altos salários da Globo é consequência de uma ação civil pública que corre contra a emissora no Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região, no Rio de Janeiro, como revelou o Notícias da TV com exclusividade na terça-feira (25/06). A emissora se viu obrigada a renegociar contratos para evitar multas na Justiça e para não correr o risco de ser processada por ex-PJs que reivindicam direitos trabalhistas. Nesse processo, a Globo está aproveitando também para se livrar de profissionais dos quais não faz mais questão de ter sob contrato, porque não são produtivos na maior parte do ano. Foram os casos, por exemplo, do apresentador Otaviano Costa (que não aceitou redução salarial), da diretora Cininha de Paula (que vai trabalhar apenas por temporada, durante as gravações da Escolinha do Professor Raimundo) e do humorista Leandro Hassum. A emissora também tem renegociado altos salários, superiores a R$ 100 mil mensais, de apresentadores e atores. Nomes do calibre de Galvão Bueno, Fernanda Montenegro e Cléber Machado tiveram que aceitar a nova realidade. Além de questões legais, as renegociações visam reduzir os custos com produção da emissora, que aumentaram por causa da concorrência do Globoplay com a Netflix. No ano passado, a emissora teve um prejuízo operacional de R$ 530 milhões. Só não fechou no vermelho por causa de ganhos com aplicações financeiras. A Globo nega que as renegociações de contrato tenham relação com a ação judicial sigilosa que corre no Rio de Janeiro. Diz que já teve decisão favorável, o que é fato, mas o processo segue em segunda instância na Justiça Trabalhista. "As mudanças implementadas não têm como objetivo a redução de remuneração e tampouco resultaram em qualquer prejuízo aos talentos", diz a Globo em nota. "São decorrentes da reestruturação que prepara a empresa para os desafios do futuro".
sábado, 22 de junho de 2019
Dallagnol já afirmou que 'jornalista que vaza não comete crime', afirma Intercept Brasil
O procurador da República Deltan Dallagnol vem criticando o vazamento de conversas dele com o ministro da Justiça, Sergio Moro — quando este era juiz federal —, e demais integrantes do Ministério Público Federal. O Intercept, no entanto, publicou novas mensagens neste sábado (22/06), nas quais Dallagnol já afirmou que "jornalista que vaza não comete crime". Em novembro de 2015, em um grupo chamado "PF-MPF Lava Jato 2", enquanto discutiam medidas para coibir vazamentos de informações da força-tarefa (“alguns vazamentos tem sido muito prejudiciais”), Dallagnol afirmou que usar medidas judiciais para investigar jornalistas que publicaram material vazado não seria apenas difícil, mas "praticamente impossível", porque "jornalista que vaza não comete crime". Em maio de 2018, os procuradores da força-tarefa da “Lava Jato” criaram um grupo no Telegram chamado “Liberdade de expressão CF”. O objetivo era redigir um manifesto em defesa da liberdade de expressão. Isso porque o Conselho Nacional do Ministério Público iria julgar se abria procedimento administrativo contra o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima por críticas ao então presidente Michel Temer (MDB). Nos debates no grupo, Dallagnol apontou que autoridades públicas têm menos privacidade do que cidadãos comuns. “Autoridades Públicas estão sujeitas a críticas e têm uma esfera de privacidade menor do que o cidadão que não é pessoa pública”, disse o procurador na ocasião, de acordo com o The Intercept Brasil. A reportagem também lembra que ao defender a divulgação, por Moro, de conversas telefônicas do ex-presidente Lula — sendo uma delas com a então presidente Dilma Rousseff — o próprio Dallagnol argumentou que o interesse do público de saber o que governantes fazem se sobrepõe ao direito à privacidade de políticos. O Intercept Brasil ainda destaca que, antes da publicação de suas conversas, outros procuradores da “lava jato” apoiavam a divulgação de documentos sigilosos e demonstravam admiração por pessoas como Edward Snowden, que tornou públicos documentos secretos comprovando irregularidades ou corrupção por parte de autoridades.
sábado, 8 de junho de 2019
O "abacaxi" de Neymar Júnior
Compartilho da mesma opinião deste conceituado jornalista de Londrina, Oswaldo Militão. O jogador Neymar Júnior poderia estar sem este "abacaxi" se fosse um pouco melhor orientado pelos seus amigos "de festa'.
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Extrema direita avança, mas partidos pró-Europa obtêm maioria nas eleições
Os partidos comprometidos com o fortalecimento da União Europeia conquistaram dois terços dos assentos no Parlamento Europeu, segundo estimativas sobre as eleições do bloco, que se encerraram ontem, após quatro dias de votação. No entanto, os eurocéticos de extrema direita e nacionalistas avançaram, obtendo cerca de 25% das cadeiras - embora menos dos 30% que esperam eleger. Os ganhos obtidos dos nacionalistas e populistas de direita - combinados com um bom desempenho dos verdes - confirmaram o enfraquecimento dos partidos tradicionais da Europa. O presidente da França, Emmanuel Macron, que sempre defendeu que a UE é a resposta para os desafios de uma economia globalizada, sofreu um golpe pessoal ao ver seu movimento centrista, o Em Marcha, ficar atrás do partido anti-imigração de Marine Le Pen, a Reunião Nacional (RN). No entanto, o partido de Macron contribuiu para os ganhos dos liberais na Europa. Com o bom resultado também dos verdes, os grupos de centro pró-UE perderam 20 cadeiras, mas garantiram 505 de um total de 751, de acordo com projeções da UE. Com 178 eurodeputados, 38 a menos do que e m 2014, o Partido Popular Europeu (PPE, de direita) continua a maior força, mesmo sem ser maioria. Seus tradicionais aliados, os social-democratas, caíram de 185 para 152 representantes. Juntos, espera-se que os dois grupos caiam de 401 parlamentares para 330 nos próximos cinco anos - para eleger o novo chefe da Comissão Europeia é preciso 376 votos. Com base nesse resultado, sem maioria clara, caberá aos líderes europeus escolher os próximos presidentes das principais instituições europeias. O resultado também complica o processo legislativo, com o fim da "grande coalizão" de dois partidos. As forças pró-Europa seguem no controle da Casa com o avanço dos liberais, que passaram de 69 para 108 cadeiras, e dos verdes, que progrediram para 67. Para analistas, essas duas vozes deverão agora ter mais poder. As urnas também diminuíram as esperanças dos ultradireitistas de França e Itália de tentar interromper a integração da UE - os grupos eurocéticos de direita ficaram com 169 deputados no total, segundo projeções divulgadas ontem. A Europa das Nações e Liberdades, à qual pertencem os partidos ultradireitistas, passou de 36 eurodeputados para 57. As tensões entre nacionalistas, que incluem também os partidos polonês e húngaro, e o novo Partido do Brexit, do nacionalista britânico Nigel Farage, limitaram o poder de articulação do grupo. "O importante é que os ganhos para os extremistas não foram muito substanciais", disse Guntram Wolff, chefe do centro de estudos Bruegel, em Bruxelas. O partido de Farage, inserido no grupo Europa da Liberdade e Democracia Direta, no entanto, passou de 14 cadeiras para 56, enquanto os Conservadores e Reformistas Europeus britânicos, da coalizão da qual participa o Partido Conservador, de Theresa May, perderam 16 cadeiras, ficando com 61. May anunciou, na quinta-feira, que deixará o cargo de premie após falhar em suas tentativas de aprovar um acordo sobre o Brexit no Parlamento. Autoridades europeias celebraram o aumento do comparecimento, de 43%, em 2014, para 51%. Foi a primeira inversão de uma tendência de queda da participação desde a primeira votação no bloco, em 1979. Mais alta em 20 anos, a participação pode conter um pouco o temido "déficit democrático", que tem minado a legitimidade dos legisladores da UE. (Com agências internacionais).
terça-feira, 28 de maio de 2019
Uso de carvão ou lenha para cozinhar cresce 27% e atinge 14 milhões de lares
O uso de carvão (ou lenha) e da eletricidade para cozinhar alimentos cresceu fortemente nos lares do país entre 2016 e 2018, mesmo período em dispararam o desemprego e o preço do gás de cozinha, segundo a pesquisa domiciliar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de domicílios que usava carvão ou lenha para cozinhar cresceu 27% em dois anos, para 14 milhões de lares. São 3 milhões a mais em apenas dois anos. Do total de domicílios do país, 21,8% usavam esse tipo de energia – ou seja, um em cada cinco domicílios do país. Já o total de domicílios que usam energia elétrica para preparação de alimentos chegou a 37,9 milhões, crescimento de 72% de 2016 a 2018. O uso de bens como micro-ondas, fogão e fritadeiras elétricas era uma opção, pela primeira vez, em mais da metade (53,5%) dos lares do país. Parte do movimento está ligada à busca de fonte mais barata de energia na cozinha. Mas uma parcela significativa do movimento também tem ver com a maior compreensão das famílias, a cada ano, de que a eletricidade é um insumo quando, por exemplo, usam micro-ondas – e passam a informar isso aos agentes do IBGE. A pesquisa não detalha, porém, a renda das famílias que passaram a informar usar carvão como fonte de energia para cozinhar. O levantamento mostra, porém, que crescimento do uso foi maior em unidades da federação mais ricas como Distrito Federal (136%) e São Paulo (152%) do que em pobres como Alagoas (13%) e Maranhão (18%). Segundo o IBGE, o gás de botijão ficou 24% mais caro de 2016 a 2018. O gás encanado, por sua vez, avançou 27% no período. Os números referem-se ao IPCA, que mede a inflação das famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Os reajustes foram mais intensos em 2017. Em 2019, as variações têm sido moderadas. Foi em junho de 2017 que a Petrobras aprovou uma nova política de reajuste de preços para a comercialização às distribuidoras do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) comercializado em botijões de até 13 kg. O objetivo era pôr fim a anos de subsídio. Além dessa nova política, os últimos anos foram marcados pela perda de empregos e lenta recuperação do mercado de trabalho. No fim do ano passado, o país tinha 12,1 milhões de pessoas procurando emprego no país, dos quais 3,6 milhões na região Nordeste, a mais pobre. Apesar dos reajustes, o gás de botijão e encanado segue como a principal fonte de energia para a preparação de alimentos no país, presente em 98,2% dos domicílios. Esse uso era superior a 95% em todos os Estados do país.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
População com mais de 65 aumenta 26% em 6 anos
A população brasileira com 65 anos ou mais cresceu 26% de 2012 a 2018, ao passo que a população de até 13 anos recuou 6%, mostram dados da pesquisa "Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2018", divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população residente no Brasil no ano passado foi estimada em 207,8 milhões de pessoas, 5,1% a mais do que em 2012. As pessoas com 65 anos ou mais de idade representavam 10,5% desse total, o correspondente a 21,9 milhões de pessoas. A parcela de crianças era 18,6% do total, o equivalente a 38,6 milhões de pessoas. Segundo Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE, apesar de o contingente de crianças permanecer muito superior ao de idosos, o envelhecimento da população reforça a necessidade de políticas voltadas aos idosos. "É preciso observar se o Estado e a sociedade estão se preparando", disse a pesquisadora. O mudança do perfil demográfico também reforça a importância da reforma da Previdência. Com o declínio da população em idade ativa, a tendência é de menor número de contribuintes para sustentar os benefícios dos aposentados. "Você vai precisar aumentar a produtividade desses jovens para compensar isso", acrescentou ela. A pesquisa do IBGE mostrou ainda que o número de brasileiros que se declararam pretos aumentou 32,2% entre 2012 e 2018, para 19,2 milhões de pessoas. Esse aumento representou um acréscimo de 4,7 milhões de pessoas, no período, que se declararam dessa forma. Esse avanço foi muito superior aos de outras classificações no período. A população brasileira que se declara parda subiu 8% entre 2012 e 2018, para 96,7 milhões. Já a população que se autodenomina branca caiu 2,7% no período, para 89,7 milhões. Na comparação de 2018 com 2017, o mesmo fenômeno se repete. Para Maria Lucia Vieira, economista do instituto, o avanço pode estar relacionado à política de autoafirmação da população preta no país. Pessoas que, no passado, se declaravam como brancas ou pardas agora se reconhecem como de outra cor. "Mas não sabemos até que ponto isso [o resultado] pode estar ligado a essa política de autoafirmação" disse, frisando que o IBGE, quando faz a pesquisa, apenas pergunta a pessoa em qual classificação ela se define. Outra mudança em curso identificada pela pesquisa tem a ver com o papel das mulheres nos domicílios do país. Nos últimos seis anos, 9 milhões de mulheres passaram a exercer a função de "chefe de família". No mesmo período, 661 mil homens perderam essa função. As mulheres apontadas como pessoa de referência na família representavam 45% dos domicílios, oito pontos percentuais a mais do que o verificado em 2012, início da série histórica da pesquisa do IBGE. A pesquisa permite uma interpretação subjetiva do termo "pessoa de referência". Nas entrevistas, os agentes do IBGE não deixam explícito se essa pessoa de referência é necessariamente a pessoa que assume a maior parte das despesas.
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