quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 permanece em São Paulo

A F1 confirmou na quarta-feira (16/12) que o autódromo de Interlagos receberá GPs da categoria até 2025. A renovação do contrato entre São Paulo e a empresa Liberty Media — que controla a FOM (Formula One Management), braço comercial da categoria — havia sido anunciada pelo governador João Doria e pelo prefeito Bruno Covas, ambos do PSDB, em 12 de novembro, após longa negociação. Na ocasião, a F1 não havia se pronunciado. "O Brasil é um mercado muito importante para a Fórmula 1, com fãs dedicados e uma longa história no esporte. A corrida no Brasil sempre foi um destaque para nossos fãs, pilotos e parceiros e estamos ansiosos para proporcionar aos fãs uma corrida emocionante em Interlagos em 2021 e nos próximos cinco anos", disse Chase Carey, CEO da F1. Neste ano, a prova no país foi cancelada pela pandemia da Covid-19. A do ano que vem está marcada para 14 de novembro. O evento passará a ser gerido pela empresa Brasil Motorsport, controlada pela Mubadala, baseada em Abu Dhabi. O novo promotor será o executivo Alan Adler, em substituição a Tamas Rohonyi. Este último é dono da Interpub, que foi a responsável pelas operações do GP em Interlagos desde 1990. "Acredito que, a partir da experiência que temos com importantes marcas globais, podemos fazer um grande trabalho unindo esporte, marcas e entretenimento. Com isso, vamos proporcionar novas experiências para o público, dentro e fora das pistas”, diz Adler. Ele é CEO da IMM, braço da Mubadala no Brasil e que organiza o Rio Open de tênis. O contrato anterior de Interlagos, válido até 2020, havia sido firmado em 2014 entre Rohonyi e Bernie Ecclestone, ex-chefe da FOM, sem a cobrança da chamada taxa de promotor —variável, ela gira em torno de US$ 20 milhões para a maioria das provas. Com o novo contrato, a taxa passará a ser paga por São Paulo. O seu valor não foi revelado. A F1 também confirmou a mudança de nome oficial do GP Brasil para GP de São Paulo, atendendo à vontade do poder público municipal e estadual, comandados pelos tucanos. "Fizemos um grande esforço para manter a corrida na nossa cidade. Aqui temos infraestrutura para turistas e serviços de boa qualidade. Acreditamos que a realização do Grande Prêmio, além de divulgar a cidade para todo o mundo, vai trazer contribuições importantes para a geração de empregos e renda para a população", afirmou Bruno Covas. "Temos estudos que mostram que, para cada R$ 1 investido no GP de São Paulo, temos o retorno de R$ 5,20 para a economia local”, completou.


CALENDÁRIO PROVISÓRIO DA F-1 EM 2021


21 de março, Austrália (Melbourne)

28 de março, Bahrein (Sakhir)

11 de abril, China (Xangai)

25 de abril, a ser confirmado

9 de maio, Espanha (Barcelona)

23 de maio (Monaco)

6 de junho, Azerbaijão (Baku)

13 de junho, Canadá (Montreal)

27 de junho, França (Le Castellet)

4 de julho, Áustria (Spielberg)

18 de julho, Reino Unido (Silverstone)

1º de agosto, Hungria (Budapeste)

29 de agosto, Bélgica (Spa)

5 de setembro, Holanda (Zandvoort)

12 de setembro, Itália (Monza)

26 de setembro, Rússia (Sochi)

3 de outubro, Singapura

10 de outubro, Japão (Suzuka)

24 de outubro, Estados Unidos (Austin)

31 de Outubro, México (Cidade do México)

14 de novembro, Brasil (São Paulo)

28 de novembro, Arábia Saudita (Jidá)

5 de dezembro, Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Rock in Rio anuncia Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura para 2021

Uma tradição de 35 anos de Rock in Rio — não cumprida apenas na edição de 2017 — marcará presença com toda força em 2021: a noite do heavy metal. Na terça-feira (15/12), os grupos Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura (com a Orquestra Sinfônica Brasileira) foram anunciados como atrações do Palco Mundo em 24 de setembro — ou seja, a data de abertura da edição pós-pandêmica do festival, que correrá também nos dias 25, 26 e 30 do mês, e ainda em 1º, 2 e 3 de outubro, na Cidade do Rock, na Barra, na cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Governo do Paraná prorroga situação de calamidade pública por mais seis meses

 O Governo do Estado prorrogou por mais seis meses o prazo de vigência do Decreto Estadual 4.319, publicado em março, que declarou estado de calamidade pública para enfrentamento e resposta à pandemia do novo coronavírus e terminaria no dia 31 de dezembro. Nesta terça-feira (15/12) foi encaminhado à Assembleia Legislativa o decreto 6.543, que trata da prorrogação, para que seja homologado pelos deputados. O instrumento jurídico chamado de Estado de Calamidade Pública flexibiliza questões orçamentárias e administrativas para assegurar os recursos necessários para áreas prioritárias como a Saúde. Dessa forma, investimentos previstos no orçamento para outras áreas podem ser redirecionados para fazer frente à crise sanitária, econômica e social decorrente da pandemia, sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A prorrogação também permite a continuidade de diversos contratos emergenciais firmados, principalmente, pela Secretaria da Saúde, para viabilizar medidas de prevenção e enfrentamento da pandemia, que teriam de ser encerrados com o fim da vigência do estado de calamidade pública.Em mensagem enviada ao Legislativo, o governo explica que a medida é necessária em função do crescimento dos casos da doença. O Paraná registra nesta terça-feira um acumulado de 336.825 casos confirmados e 6.859 óbitos, desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas foram confirmados mais 2.458 casos e 116 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Monitoramento feito pela Secretaria da Saúde indica que a média móvel de casos e de óbitos em todas as regiões do Estado encontra-se em patamares muito elevados, evidenciando a aceleração da circulação viral. O decreto estadual entra em vigor assim que for aprovado pela Assembleia Legislativa.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Prefeitura de Curitiba acompanha 250 casos suspeitos de reinfecção por Covid-19

 O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta (10/12)  o primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil. O caso, de acordo com a assessoria da pasta, é de uma profissional da área da saúde, de 37 anos, que reside em Natal, no Rio Grande do Norte. Ela teve a doença em junho, se curou, e teve resultado positivo novamente em outubro - 116 dias depois do primeiro diagnóstico. "As análises realizadas permitem confirmar a reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2, após sequenciamento do genoma completo viral que identificou duas linhagens distintas", trouxe o comunicado. Em Curitiba, a secretaria municipal acompanha cerca de 250 casos suspeitos de reinfecções pelo coronavírus  e  garante que dos 1.400 diagnósticos confirmados diariamente na capital, em média, de 3 a 4 casos podem se enquadrar como suspeitos de reinfecção. Porém, ainda não há nenhum caso confirmado por enquanto.  Em entrevista à BandNews Curitba nesta quinta (10), a infectologista Marion Burger, do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, disse que os casos de reinfecção exigem investigações complexas, que estão prejudicadas pela 'nova onda'  da Covid-19, que tem exigido esforços redobrados dos órgãos públicos da capital. "Para suspeitar de uma reinfecção deve ter uma intervalo de três meses sem sintomas entre os dois episódios e a investigação tem que ser clinicamente, epidmiologicamente e também virologicamente, Você tem que analisar o sequenciamento genético do vírus na primeira e segunda infecção", afirmou Marion, em entrevista à Band News Curitiba. A análise do sequenciamento genético dos materiais coletados está sendo feita no Brasil pelo Instituto Evandro Chagas (Belém), Instituto Adolfo Lutz (São Paulo) e Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro). Segundo Marion, as incertezas sobre a reinfecção aumentam ainda mais a necessidade de cuidados, como higiene, uso de máscara e distanciamento social mesmo parte de quem já foi infectado pela Covid-19. O mesmo alerta foi reforçado pelo Ministério da Saúde ao anunciar o primeiro caso de reinfecção. A Secretaria de Estado da Saúde está organizando a documentação para enviar 18 exames dos casos de reinfecção uspeitos ao Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), que seguirá o processo necessário para a confirmação ou não de reinfecção.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Mundo perde o "Bambino D'Oro", Paolo Rossi


 Eternamente associado à história da seleção brasileira por ter feito os três gols que eliminaram o Brasil da Copa de 82, o ex-atacante italiano Paolo Rossi, o "Bambino D'Oro" morreu na quarta-feira (10/12), aos 64 anos. Segundo o jornal "Gazzetta dello Sport", o ídolo da "Azzurra"  foi vítima de um câncer de pulmão descoberto há pouco tempo. Rossi morreu exatamente duas semanas depois de outro ícone do futebol mundial nos anos 80, o argentino Diego Armando Maradona, campeão e principal nome da Copa do México, em 1986. A notícia da morte de Paolo Rossi foi divulgada inicialmente pelo jornalista Enrico Varriale, da emissora de TV RAI, e posteriormente no site do jornal "Gazetta dello Sport" e outros veículos de imprensa do país. Rossi deixa a mulher Federica Cappelletti, com quem era casado desde 2010, e três filhos: Sofia Elena, Maria Vittoria e Alessandro. O ex-jogador da Juventus foi campeão e artilheiro do Mundial da Espanha-1982, com seis gols. Até a segunda fase, ainda não tinha marcado nenhum, mas desencantou na vitória da Itália por 3 a 2 sobre a seleção dirigida por Telê Santana, que marcou época com craques como Zico, Falcão, Júnior e Sócrates. O camisa 20 da Itália abriu o placar no antigo Estádio Sarriá, em Barcelona, aos cinco minutos de jogo, de cabeça. Sócrates empatou para o Brasil aos 12, mas Paolo Rossi voltou a marcar aos 25, aproveitando um erro de passe na defesa brasileira. A seleção de Telê jogava pelo empate para ir à semifinal, e Falcão igualou o placar aos 23 do segundo tempo, mas aos 29, o atacante italiano aproveitou um bate-rebate após um escanteio e completou na pequena área para fazer o gol que eliminou o Brasil do Mundial da Espanha e colocou a Itália no caminho do tricampeonato. Depois, Rossi marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre a Polônia, de Boniek, na semifinal, e fez o primeiro da Itália no 3 a 1 sobre a Alemanha de Rummenigge a decisão. Por sua atuações e gols na reta decisiva da competição, Rossi foi eleito o melhor jogador da Copa da Espanha. Também em 1982, recebeu a Bola de Ouro da revista "France Football", então a mais prestigiosa premiação individual do futebol mundial.


domingo, 6 de dezembro de 2020

Infectologistas preveem 'bomba-relógio' em janeiro

 Embora alguns estados brasileiros comecem a anunciar restrições às festas de Natal e Ano Novo para conter a pandemia do novo coronavírus, a medida ainda enfrenta resistência por parte do governo federal e seus apoiadores, que na sexta-feira (04/12) tornaram popular a hashtag #VaiTerNatalSim. Para infectologistas, a falta de sintonia entre as autoridades acerca das restrições resultará em aumento de infecções e um janeiro complicado. País de forte tradição natalina, a Itália decidiu desestimular as festas em 2020. Um decreto com medidas rígidas entre 21 de dezembro e 6 de janeiro antecipou até a Missa do Galo, que neste ano ocorrerá duas horas antes. Por lá, será proibido deslocamentos depois das 22h e viagens entre as regiões do país nessas datas. As ceias estão vetadas em hotéis e o premiê Giuseppe Conte chegou a pedir "fortemente que não sejam recebidas em casa pessoas com quem não se convive". No Brasil, o estado de São Paulo proibiu Réveillon em bar, restaurante e hotel e recomenda que as celebrações não reúnam mais do que dez pessoas. Em Belo Horizonte, a prefeitura proibiu o consumo de bebida alcoólica em bares, restaurantes e lanchonetes a partir do dia 7 de dezembro. Assim com São Paulo, Rio Grande do Sul suspendeu as festas de fim de ano. Em nível federal, do entanto, o silêncio sobre o assunto sugere que o governo deixará as medidas restritivas a cargo dos outros entes da federação, o que é um erro, dizem os infectologistas, consultores da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Willian Bonner e Renata Vasconcellos terão de depor na Polícia

 A Polícia Civil do Rio intimou os apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcellos, a depor por suposto crime de desobediência a decisão judicial com relação a publicações que envolvem a investigação das "rachadinhas" no gabinete da Alerj (Assembleia Legislativa do RJ) de Flávio Bolsonaro, o chamado Caso Queiroz. Procurada, a TV Globo ainda não se manifestou sobre o assunto. A emissora foi proibida judicialmente de publicar informações sigilosas sobre o caso, que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), primogênito do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-assessor dele Fabrício Queiroz. Os depoimentos foram pedidos no contexto de investigação policial sobre suposta "desobediência a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito".  As informações são do jornal Metroplex.


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Maringá fecha o cerco contra a Covid-19

 A Prefeitura Municipal de Maringá está apertando regras de isolamento social no combate ao coronavírus, cuja propagação vem crescendo em todo o Paraná. Aos sábados e domingos ficam proibidos a venda e consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais, clubes sociais, associações recreativas, áreas comuns ou de lazer em condomínios residenciais e em qualquer outro local público. Também está proibida a venda e o consumo de bebida alcoólica de segunda a sexta-feira após às 17h, em estabelecimentos comerciais, clubes sociais, associações recreativas, áreas comuns ou de lazer de condomínios residenciais e qualquer local público. A multa é de R$ 10.000,00 empresas e de R$ 1.500,00 para consumidores. Em caso de reincidência a multa dobra e o estabelecimento pode ser interditado e até perder o alvará. Casas de festas, de eventos ou recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet; deverão respeitar o limite de 30 pessoas, com encerramento das atividades às 22h. As cerimônias e festas de casamentos comprovadamente agendadas em cartórios e templos religiosos até o dia 27 de novembro deverão respeitar o limite de 150 pessoas e o horário de encerramento às 22h. O comércio de rua, galerias e centros comerciais vão funcionar das 10h às 19h, de segunda a sexta-feira; os shopping centers vão funcionar das 11h às 22h, de segunda a sexta-feira; Bares, restaurantes, lanchonetes, carrinhos de cachorro quente e food trucks vão funcionar das 6h às 22h, em todos os dias da semana, mas não poderão vender bebida alcoólica após às 17h de segunda a sexta-feira, e durante todo o fim de semana. Serviços de delivery de alimentos poderão funcionar até às 22h. Supermercados, mercados e mercearias podem funcionar de segunda a sábado, das 8h às 22h. Só será permitida a entrada de uma pessoa por família e tem que ser maior de 12 anos. Recomenda-se que idoso e grupo de risco não entrem nos supermercados. Prestadores de serviços considerados não essenciais funcionarão das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. Feiras-livres e Feira do Produtor: das 6h às 22h, em todos os dias da semana, com proibição do consumo de alimentos no local. As restrições valem do dia 1º a 13 de dezembro. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Casos ativos de Covid em Curitiba passam de 11 mil e RMC pode endurecer restrições

 Curitiba registrou, na segunda-feira (23/11), 1.339 novos casos de Covid-19 e dez óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde. Além disso, até esta segunda-feira eram 11.232 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus. este é o maior número de casos ativos desde o início da pandemia. Por causa dos números das últimas semanas na Capital e também na Região Metropolitana, prefeitos da Grande Curitiba podem voltar a apertar as restrições. Ontem, durante reunião do Fórum Metropolitano de Combate à Covid-19, realizada — via webconferência — o presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcio Wozniack, disse “que as campanhas de conscientização junto à população devem ser ampliadas e se forem necessárias, serão tomadas medidas mais restritivas”. “Estamos acompanhando o crescimento dos índices (de contágio) e se for necessário poderemos fazer um novo Decreto Metropolitano, não com fechamentos, mas com mais restrições a público em determinados locais”, disse. “Vamos acompanhar a situação em conjunto com Curitiba, tomaremos uma decisão única, após a decisão dos municípios”, comentou. Desde o dia 11 de novembro os casos na Capital voltaram a patamares de meses até então tidos como o pico da pandemia — especialmente julho —, com registros de mais de 700 casos diários. Na semana passada estes números passaram da casa dos mil diariamente até atingir 1.409 novos casos confirmados no dia 20 de novembro, um recorde em um único boletim. No último final de semana, boletim atualizado com dados de domingo pela Secretaria de Estado de Saúde revelavam que três hospitais públicos com leitos exclusivos para Covid-19 pelo SUS de Curitiba estavam com as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) lotadas — o Hospital de Clínicas, o Hospítal Evangélico e o Hospital do Trabalhador, que também estava sem vagas na enfermaria. A nova onda de Covid-19 também atinge os hospitais particulares. Também no domingo, mais dois hospitais privados anunciaram que estavam lotados por causa do coronavírus e que não receberiam mais pacientes graves: o Hospital Nossa Senhora das Graças e o Hospital Sugisawa. 

Entidades médicas emitem alerta e pedem que população retome o distanciamento social

As entidades que integram os sistemas público e privado de assistência à saúde de Curitiba emitiram, no fim de semana passado, uma carta de alerta para a população para a retomada do comportamento preventivo diante da Covid-19. Reunidos na quinta-feira passada na Secretaria Municipal de Saúde, para analisar o aumento dos casos de Covid-19 na capital e Região Metropolitana e o reflexo disso nos atendimentos médicos ambulatoriais e hospitalares, a constatação foi que se a população não se conscientizar novamente sobre a gravidade e o risco da doença e não retomar um comportamento preventivo de cuidados e isolamento social o sistema de saúde da cidade não dará conta de atender a todos os doentes nas próximas semanas. Dois trechos do manifesto expressam bem a preocupação das entidades responsáveis pelo sistema de saúde em Curitiba: “As pessoas perderam o medo da doença. As pessoas não se importam em contaminar outras pessoas, contando que se sintam bem. As pessoas querem “aproveitar a vida” e ignoram a morte”. (...) “Se o comportamento de cada cidadão não mudar, os casos de contaminação e morte baterão nas portas de todas as residências da cidade e deixarão marcas em todas as nossas famílias, sem distinção”. A carta é assinada pela Associação dos Hospitais do Estado do Paraná (Ahopar), a Associação Médica do Paraná (AMP), a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar) e a Unimed Curitiba, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Nas recomendações que fazem à população, as entidades reforçam que as pessoas com sintomas devem aguardar os resultados de exames em casa e, uma vez confirmada a contaminação, devem cumprir todo o período de tratamento em isolamento total.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Sem ter o que comer, moradores de Porto Iguaçu cavam para pegar 1,2 mil caixas de frango descartadas por órgão sanitário

 Moradores de Porto Iguaçu, na Argentina, desenterraram frangos que foram descartados em um terreno pelo órgão sanitário do país, na terça-feira (17/11). A carne, que havia sido apreendida pela Marinha argentina, foi retirada por famílias que passam fome na cidade, segundo o Movimento Ativo Social e Político Iguaçu (MAS). Vídeos e fotos mostram famílias cavando para pegar as 1,2 mil caixas de carnes, entre eles estão crianças, idosos e mulheres. Conforme o representante do movimento social, Claudio Altamirano, as imagens divulgadas nas redes sociais retratam a crise econômica que os moradores enfrentam. A cidade tem cerca de 105 mil habitantes e liga o país, pela Ponte Tancredo Neves, a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, que tem mais de 250 mil moradores. Porto Iguaçu depende do turismo economicamente, mas as fronteiras estão fechadas desde março. De acordo com a Prefeitura de Porto Iguaçu, as carnes tinham ficado mais de 24 horas sem refrigeração e estavam impróprias para consumo, por isso, foram descartadas pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar (Senasa). A imprensa tentou contato com o Senasa e a prefeitura para entender sobre a forma de descarte da mercadoria e a situação exposta com as famílias em vulnerabilidade social. A Marinha argentina, que apreendeu as caixas de frango, não se manifestou sobre o descarte dos alimentos ou sobre as imagens dos moradores nas redes sociais.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Tesouro Nacional admite que dívida vai a 100% do PIB

Com uma sequência de rombos nas contas públicas e a fatura deixada pela crise da covid-19, o Tesouro Nacional reconheceu pela primeira vez que a dívida bruta do governo vai ultrapassar os 100% do PIB nos próximos anos. A marca será atingida em 2025, quando o endividamento chegará a 100,5% do PIB. O pico será em 2026, quando o indicador chegará a 100,8% do PIB, na esteira de uma sucessão de 13 anos de rombos nas contas (desde 2014). No cenário atual, as contas devem voltar ao azul apenas em 2027. Em 2020, a dívida bruta do governo geral (DBGG) deve encerrar em 96,0% do PIB, bem acima dos 75,8% verificados no fim do ano passado. O principal fator a impulsionar este aumento é a pandemia do novo coronavírus, que tornou necessária a ampliação de gastos para combater os efeitos da doença. Numa comparação internacional, o próprio Tesouro mostrou que esse patamar de endividamento está próximo do de países cuja capacidade de pagamento é classificada como de “alto risco”, um grupo que inclui a Argentina (com dívida de 98,7% do PIB). O diferencial brasileiro, no entanto, é a quantidade expressiva de reservas internacionais (US$ 356 bilhões), ao contrário do país vizinho, que não tem uma grande linha de defesa externa e já precisou repactuar a dívida recentemente. A dívida bruta do Brasil vem crescendo desde 2014, quando o país começou a ter déficits em suas contas. No ano passado, houve uma queda de 76,5% para 75,8% do PIB com redução no rombo e a ajuda de devoluções de aportes feitos no BNDES, mas a tendência foi revertida neste ano devido à crise. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Nova Constituição, propõe líder do governo Deputado Ricardo Barros

O líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse na terça-feira (27/10) que pretende apresentar um projeto de decreto legislativo, até o fim de novembro, sobre a realização de um plebiscito em que a população diga se deseja uma nova Constituição. Barros já tinha defendido a proposta na segunda-feira (26/10) durante participação em um evento sobre democracia. Ele foi criticado por juristas e políticos. "Nós precisamos de uma Constituição equilibrada, onde o que o Estado arrecada seja suficiente para entregar os direitos que a Constituição assegura. Só assim, nós teremos paz social", disse o líder do governo após evento sobre o novo caça da Força Aérea Brasileira na Base Aérea de Brasília. Segundo o deputado, se a população apoiar a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte, os eleitos para escrever o novo texto constitucional devem ser proibidos de disputar cargos eletivos em seguida. Isso, para Barros, evitaria proselitismos e tornaria uma eventual nova Constituição mais equilibrada. "Eu, pessoalmente – de novo, vou dizer em meu nome –, acho que deveria ser uma constituinte exclusiva. Apenas para escrever a Constituição e que essas pessoas não pudessem concorrer a cargos eletivos para não fazerem proselitismo na Constituição. Como tivemos tantos casos na Constituição passada, onde pessoas se elegeram criando benefícios e vantagens que depois a gente não está conseguindo pagar", afirmou o deputado. Ricardo Barros afirma que decidiu formalizar a proposta após receber apoio de "seus eleitores", após ter dado a declaração na segunda (26/10). O deputado reafirmou que esta é uma posição pessoal, e que não tratou do tema com o presidente Jair Bolsonaro nem com integrantes do governo. "Não consultei o governo e não falei em nome do governo. Eu fui muito claro que era uma posição pessoal minha. Portanto, ninguém do governo me abordou porque na minha fala ficou claro que o governo não estava envolvido nessa questão", disse Barros. Segundo Barros, a Constituição de 1988 dá muitos direitos para os cidadãos e estabelece poucos deveres. O parlamentar afirmou que o texto constitucional estabeleceu muitos benefícios que o país não pode pagar. "Nós já esgotamos a capacidade do contribuinte brasileiro de colocar recursos para o poder público. E o poder público não consegue entregar os direitos que foram adquiridos. Então, a formula não foi adequada", afirmou o líder do governo. O deputado disse ainda que vai estudar propostas de construção de novos textos constitucionais, como o aprovado no Chile, para apresentar uma proposta. Ainda sobre o "timing" da proposta, Barros afirmou que deve protocolar o projeto de decreto legislativo antes mesmo das eleições – o primeiro turno acontece em 15 de novembro. O deputado vai propor que a discussão só aconteça em 2021, no entanto, para "não competir" com a votação do orçamento e das reformas.


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Boi deve ficar ainda mais caro no final do ano

 Os preços do boi gordo voltaram a subir nesta segunda-feira, 26, em grande parte do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta nos preços. As exportações seguem em bom ritmo, com a China ainda muito presente na aquisição de proteína animal brasileira. Além disso, a oferta de animais terminados é restrita em grande parte do país. A estiagem prolongada no decorrer do segundo semestre retardou o desenvolvimento dos animais de pasto, que devem estar aptos ao abate apenas no primeiro trimestre. Portanto, o período de maior demanda de carne bovina do ano contará quase que exclusivamente com a oferta de animais confinados”, diz. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 273 a arroba, ante R$ 271 na sexta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 266 a arroba, contra R$ 265. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 264 a arroba, contra R$ 263. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 260 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 251 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, a semana iniciou com preços acomodados. De acordo com Iglesias, a tendência é que o movimento de alta ganhe consistência no decorrer da primeira quinzena de novembro, período que conta com maior apelo ao consumo. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 19,60 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,40 o quilo, e a ponta de agulha seguiu em R$ 14,35 por quilo.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Assembleia instala comissão especial para analisar projetos que aumentam taxas de cartórios no Paraná

 Uma comissão especial para analisar os projetos de lei, de autoria do Poder Judiciário, que preveem o aumento das taxas de cartórios foi instalada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na tarde desta terça-feira (20/10). Os trabalhos serão presididos pelo deputado Anibelli Neto (MDB), com a relatoria de Tadeu Veneri (PT). Paulo Litro (PSDB) será vice-presidente. Também integram a comissão Do Carmo (PSL), Hussein Bakri (PSD), Alexandre Curi (PSB) e Galo (Pode). No início de setembro deste ano, cinco projetos de lei sobre as taxas de cartórios foram aprovados em primeiro turno, quando se avalia a constitucionalidade. Algumas emendas às propostas aumentam algumas taxas em até 2.000%. Os textos seriam votados em segundo turno em 9 de setembro, mas após controvérsias ocorreu o anúncio de retirada de pauta por parte do presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Luciano Huck doa R$ 20 mil a candidato a vereador do Nordeste

Muito se especulou sobre a possível filiação do apresentador de TV Luciano Huck a um partido político para disputar as eleições de 2020. Huck ainda não escolheu seu partido, mas acaba de decretar sua preferência, por um partido e por um candidato. Ele doou 20.000 reais ao candidato Léo Souza, de Natal (RN), que vai concorrer a uma vaga de vereador pelo Cidadania. O Cidadania é o antigo PPS dos deputados Roberto Freire e Rubens Bueno. O perfil do partido é o liberalismo econômico, mas ao mesmo tempo com o combate às desigualdades sociais. Nos últimos anos, o partido também tem focado no combate à corrupção, apoiando a Lava-Jato.  Léo tem 32 anos de idade e é jornalista e redator. Ele é conhecido no estado por apresentar na TV roteiros turísticos do interior do estado e por integrar a equipe de produção do programa de Huck, o ‘Caldeirão do Huck’. A doação de Huck representa mais de 60% dos recursos arrecadados por Léo até o momento.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Continental obtém licença para ampliar fábrica em PG

A empresa ContiTech do Brasil Produtos Automotivos e Industriais Ltda, unidade da multinacional Continental em Ponta Grossa, obteve a licença ambiental prévia para ampliação de sua indústria no município. A súmula de recebimento da licença prévia foi obtida junto ao órgão ambiental do Paraná, publicada em Diário Oficial, e agora já fez o requerimento da licença de instalação para, conforme a súmula “a ampliação de atividade de fabricação de artefatos diversos de borracha e outros”. A expansão será executada onde está unidade inaugurada na cidade no ano de 1.999, na Avenida Continental, número 2.777, no Distrito Industrial Cyro Martins. Conforme a assessoria de imprensa da empresa, há uma expansão prevista para ser executada em breve, com uma nova expansão projetada para o próximo ano. “Há projetos em andamento para ampliar a capacidade produtiva da planta, além de novos investimentos em análise para 2021”, resumiu a assessoria, sem detalhar valores a serem aportados. No ano passado, o presidente e CEO da empresa para a América do Sul, Frédéric Sebbagh, revelou investimentos de R$ 1 bilhão no país em produtos no período de cinco anos. O grupo possui cinco unidades fabris no Brasil. Na unidade de Ponta Grossa são fabricados produtos para os setores automotivo e industrial, que seguem para o mercado original (montadoras de automóveis) e de reposição. Entre os produtos fabricados estão circuitos de transmissão de fluidos para ar-condicionado, circuitos de arrefecimento de motor e lubrificação, circuitos de refrigeração do sistema turbo de motores, correias dentadas, correias multi-V, coxins hidráulicos e convencionais para motor, câmbio e TR; além de correias transportadoras de cabo de aço e têxtil. Com informações do Portal Rede.

sábado, 10 de outubro de 2020

Marcas de luxo investem no 'e-commerce' de olho em brasileiros que não podem viajar para comprar

A Bvlgari - a maison italiana de joias, relógios, perfumes e artigos em couro — acaba de colocar no ar seu canal de e-commerce para o mercado brasileiro. Com a Covid-19, trouxe para meados deste ano seus planos de expansão em plataformas locais de comércio eletrônico. O movimento da marca de antecipar planos e adaptar serviços para superar efeitos da pandemia é acompanhado por outras do segmento de luxo lá fora e também aqui. A JHSF Participações — dona da rede Fasano e de shoppings com o Cidade Jardim, em São Paulo — também acelerou projetos para atender às novas necessidades de seus clientes. Nos últimos três meses, a Bvlgari, marca do grupo LVMH, dono também da Louis Vuitton, abriu portais de vendas digitais em outros seis países. Já estava em oito. A marca, como outras do segmento de luxo, está vindo atrás dos brasileiros que deixaram de viajar para Europa, Estados Unidos ou China, e que já era seus clientes nessas cidades. Mas também quer conquistar novos. Na pandemia, a loja virtual da Bvlgari dobrou as vendas, se tornando a líder do grupo, num momento em que grande parte das unidades precisou fechar as portas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Mudança de "rumo"

 A edição desta semana da revista VEJA mostra a mudança de postura de Jair Bolsonaro, que nos últimos meses tem abandonado discursos mais estrilados e passado a negociar com o Congresso Nacional e com o Supremo Tribunal Federal (STF). Um fator até então guardado a sete chaves foi decisivo para a transformação do presidente. Auxiliares do Palácio do Planalto receberam a informação de que o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro poderiam ser alvo de uma ordem de prisão vinda do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Moraes é relator de investigações que apuram o financiamento criminoso de ataques e ameaças a autoridades, divulgação de fake news e custeio de atos considerados antidemocráticos. Por lei, deputados federais, como o caso do Zero Três, só podem ser presos em flagrante e por crimes inafiançáveis. No caso do vereador Carlos, a imunidade protege somente a manifestação de opiniões. Pelos relatos recebidos por auxiliares presidenciais, os dois possivelmente seriam enquadrados em crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. O recado foi passado por um dos principais auxiliares de Bolsonaro diretamente ao chefe e aos filhos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Presidente afirma que, com fim do auxílio emergencial, todos vão sofrer, até o 'pessoal do mercado'.

 Bolsonaro escreveu em uma rede social na manhã desta terça-feira que sua popularidade importuna adversários e grande parte da imprensa, que, segundo ele,  rotula qualquer ação como eleitoreira. E afirmou a apoiadores que, quando o auxílio acabar, todos vão sofrer, até o 'pessoal do mercado'. Mais tarde, ele voltou ao tema ao conversar com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada:  "Tudo que eu faço, dizem que estou pensando em 2022. Se nada faço, sou omisso. Se faço, estou pensando em 2022.  Agora, não queiram estar no meu lugar, vou fazer o possível para buscar soluções.  Vou  para uma máxima militar, eu quero a solução racional, preciso de ajuda no tocante a isso. Agora, se não aparecer nada,  vou tomar aquela decisão que o militar toma. Pior do que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Eu não vou ficar indeciso. O tempo está correndo"  - disse. Bolsonaro mencionou ainda na mesma conversa o "pessoal do mercado", dizendo que "se o Brasil for mal, todo mundo vai mal". No entanto, o plano de usar dinheiro de precatórios — dívidas judiciais da União já reconhecidas — e recursos da educação para bancar o novo programa social não foi bem recebido por especialistas em contas públicas nem pelo mercado. A ideia do Renda Cidadã é incluir parte dos trabalhadores que deixarão de receber o auxílio emergencial após dezembro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Perseguido

Licenciado da Secretaria de Transportes de São Paulo desde agosto, quando foi alvo da Lava-Jato do Rio, Alexandre Baldy acredita que o fato ocupar um cargo no governo João Doria pode ser motivado a inclusão de seu nome operação.