domingo, 29 de novembro de 2015

Izabella Camargo, destaque da Frizz Magazine, é recebida em Apucarana

Recebi ontem (sábado) juntamente com meu irmão José Nilson Sacchelli Ribeiro, minha amiga jornalista da Rede Globo Izabella Camargo, capa da edição de aniversário da Frizz Magazine, edição especial comemorativa de 11 anos. Prestamos uma homenagem recebendo-a em almoço em nossa residência. Momentos muito agradáveis. Desejamos a ela todo o sucesso nessa carreira vitoriosa !




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Pedágio sobe a partir de terça-feira no Paraná


A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) autorizou nesta sexta-feira (27/11) a correção das tarifas de pedágio do Estado a partir da próxima terça-feira (1º). O reajuste anual contratual vai variar de 6,69% a 7,05%, abaixo da inflação do período, medida em 9,93%, segundo o IPCA. A Agepar também autorizou a aplicação da revisão tarifária (também chamada de Degrau tarifário), para cobrir os custos de obras não previstas em contrato, como viadutos e duplicações, ou obras cujo cronograma foi antecipado. Com isso, o reajuste anual médio nas tarifas ficará em 10,28%. A tarifa de pedágio da praça de Jataizinho, na BR-369, por exemplo, vai subir de R$ 16,10 para R$ 18,60. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Jornal transforma trechos de "Que País é Este" em manchetes

No senado, o líder do governo Delcídio Amaral (PT-MS) foi preso por tentar obstruir as investigações do Lava Jato. Além disso, as lamas e os dejetos da barragem rompida em Mariana (MG) continuam causando estragos no meio ambiente e na política nacional. É um momento claramente conturbado para o país, que tenta se reerguer da corrupção e do delicado cenário econômico para emergir novamente no cenário mundial e respirar mais aliviado. Para chamar a atenção do público para esses e outros problemas atuais, o jornal Estado de Minas resolveu criar uma capa que traz nela uma espécie de protesto codificado e também muita criatividade. As manchetes da primeira página da edição de hoje (26) são trechos da música "Que País é Este", eternizada na voz do lendário cantor Renato Russo e o som da banda Legião Urbana. A arte ganhou aplausos do público e bastante buzz nas redes sociais. Em tempos difíceis para o meio impresso, o uso da criatividade em prol de um jornalismo mais inteligente e menos quadrado é um alento para quem é e para quem não é do meio. Confira a capa:


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Governador Beto Richa vai inaugurar obras de saneamento em Apucarana nesta sexta

O governador Beto Richa, junto com o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, inaugura nesta sexta-feira as obras de saneamento de Apucarana, no Vale do Ivaí, e de Florestópolis, no Norte do Estado. O evento em Apucarana vai ser às dez horas da manhã. Vão ser entregues as obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Biguaçu e de implantação de rede coletora. As obras beneficiam mais de 23 mil pessoas, de 20 bairros. A solenidade de inauguração do sistema de esgoto de Florestópolis, vai ser às três e meia da tarde. Vão ser entregues a estação de tratamento e as tubulações. O sistema vai atender 8 mil e 700 pessoas, de 11 bairros.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Atraso em pagamentos faz consórcio demitir 200 trabalhadores de obras da nova ponte do Guaíba


Infelizmente duzentos funcionários diretos e terceirizados estão sendo demitidos pelo consórcio responsável pela construção da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre. As informações são da Rádio Gaúcha. Operários, engenheiros, assistentes sociais, técnicos de diversas áreas e auxiliares estão sendo desligados. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Rio Grande do Sul, Isabelino Garcia dos Santos, foi comunicado na quarta-feira da decisão. Com cortes do Planalto, há risco de obras no RS perderem fôlego. No encontro, as empresas disseram que aguardam a normalização dos pagamentos do Governo Federal. Se isso não ocorrer até o fim do ano, a obra pode parar, pois as construtoras não têm mais como honrar seus compromissos financeiros. O último pagamento feito pela União ocorreu em junho. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o consórcio tem R$ 73 milhões para receber por serviços que já foram realizados. As obras estão 25% concluídas. Os trabalhos estão sendo realizados há um ano. Conforme o cronograma oficial, ainda faltam 24 meses para o término da nova travessia. Fonte: Zero Hora.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Abril fecha "Playboy" e outras duas revistas; doze jornalistas são demitidos


A Editora Abril anunciou nesta quinta-feira (19/11) que deixará de publicar as revistas Playboy, Men’s Health e Women’s Health. Segundo o portal Imprensa apurou,em razão da medida, doze jornalistas que atuavam nas publicações foram demitidos. O resto da equipe será distribuída em outras redações da editora. Em nota oficial, a Editora Abril informou que a decisão faz parte de uma "estratégia de reposicionamento focado nas necessidades dos leitores e do mercado" iniciado há um ano com a "revisão do portfólio de produtos e a radical readequação das ofertas Abril à sua audiência, anunciantes e agências". As marcas serão publicadas pela última vez no próximo mês de dezembro. O presidente da Abril, Alexandre Caldini, também comentou sobre os novos investimentos em expansão digital ancoradas por Big Data e Branded Contente. "Temos marcas fortes, marcas respeitadas, que pautam o país em moda, beleza, política, negócios e diversos outros temas, como o mercado automotivo, design e decoração. O que estamos ofertando ao mercado publicitário com muito sucesso é a Jornada do Consumidor. Nossos anunciantes acompanham seu grupo definido de consumidores nos ambientes on e off-line - na web, nas redes sociais, em nossos sites, em nossas revistas, no mobile, onde seja -, entrando assim nas conversas que definem as decisões dos consumidores." Além dos três títulos, a Abril já havia se desfeito de algumas outras marcas em 2015. Em junho, jã havia sido informado que a editora havia demitido 120 funcionários e vendido títulos como Placar, Contigo, Você SA, Você RH, Ana Maria, Tititi e Arquitetura e Construção, repassadas à Editora Caras. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

“Há muita fraude no Bolsa Família”, afirma relator-geral do Orçamento


Relator-geral do Orçamento de 2016, Ricardo Barros (PP-PR) diz que o corte de R$ 10 bilhões que propõe ao Bolsa Família só afetará as distorções do programa de transferência de renda do governo. Barros diz que há muita fraude no Bolsa Família e que isso precisa ser corrigido. Em entrevista ao portal iG, ele diz achar muito difícil atingir o equilíbrio do Orçamento do próximo ano sem novas fontes de arrecadação, ou seja, impostos, mas afirma que aquilo que já tramita hoje no Congresso seria suficiente. Nem conta com a CPMF para 2016 e diz que as projeções de arrecadação do governo estão inchadas. “O defeso é um problema, muita fraude. O Bolsa Família também é um problema, muita fraude. O que o governo precisa é gastar bem o dinheiro que arrecada porque como está sendo exigido um grande sacrifício da sociedade para viabilizar essa arrecadação e o equilíbrio fiscal é preciso que o governo também tenha mão de ferro na gestão dos recursos e é desses excessos que estamos falando nos cortes”, diz Barros, que fala em construir um “Orçamento crível” para recuperar a credibilidade do País. “Precisamos de uma lipoaspiração no Bolsa Família, que não vai prejudicar quem realmente precisa”, diz ele em mais um capítulo da queda de braço que mantém com a presidente Dilma Rousseff via mídia. Dilma tem defendido que não vai aceitar cortes no Bolsa Família. “Estou propondo baseado numa auditoria da Controladoria Geral da União que determina que só 61% fiscalizadas tinha renda compatível com o que a lei autoriza. Então, se há um excesso de cartões, pessoas que não estão enquadradas na lei, é natural que elas sejam excluídas do programa”, defende Barros.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Lei Requião: direito de resposta, a defesa do cidadão contra os abusos da imprensa


Projeto de lei de Roberto Requião, que fixa prazo de 60 dias para apresentação do pedido à Justica, teve a votação concluída após tramitar por 4 anos e segue para sanção. Vai a sanção da presidente Dilma Rousseff projeto de lei que estabelece procedimentos para o exercício do direito de resposta por pessoa ou em- presa em relação a conteúdo divulgado pela imprensa. O texto (PLS 141/2011) foi aprovado na terça-feira (03/11) no Plenário do Senado. De acordo com a proposta, de Roberto Requião (PMDB- PR), o ofendido terá 60 dias para pedir o direito de resposta ou a retificação da informação. O prazo conta a partir de cada divulgação. No caso de divulgações sucessivas e contínuas, conta a partir da primeira. O projeto considera ofensivo o conteúdo que atente contra a honra, a intimidade, a reputação, o conceito, o nome, a marca ou a imagem de pessoa física ou jurídica. A resposta deverá ter o mesmo tamanho e as mesmas características da matéria considerada ofensiva, se publicada em mídia escrita ou na internet. na TV ou na rádio, deverá ter também a mesma duração e alcance territorial. "É um direito da cidadania, o direito ao contraditório, de defesa de qualquer pessoa agredida por um meio de comunicação" — ressaltou Requião, que dedicou a aprovação final da iniciativa ao senador Luiz Henrique da Silveira, morto em maio, pouco tempo após enfrentar denúncias do uso da sua influência política para encaminhar pacientes a hospital público, furando a lista de espera do Sistema único de Saúde (SUS) e prejudicando outros pacientes.
No projeto original, aprovado pelo Senado em setembro de 2013, a retratação espontânea do veículo cessaria o direito de resposta, mas não impediria a possibilidade de ação de reparação por dano moral. Na Câmara, que analisou o texto em seguida, os deputados alteraram esse trecho da proposta, determinando que a retratação ou a retificação espontânea não cessará o direito de resposta nem prejudicará a ação de reparação por dano moral. Humberto Costa (PT-PE) e Vanessa Grazziotin (PCdoB- AM) parabenizaram Requião pelo projeto, que consideraram uma contribuição para a democracia. Eles criticaram o “abuso da liberdade de expressão e a certeza da impunidade” para “atacar biografias, fazer jogo político rasteiro e divulgar calúnias”. O relator, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), acolheu emenda da Câmara para ga- rantir ao ofendido, se assim o desejar, o direito à retratação pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. Valadares rejeitou emenda da Câmara que suprimia artigo do texto original para restabelecer o direito ao ofendido de dar a resposta ou retificação no rádio ou na TV por meio de gravação de áudio ou vídeo autorizado pelo juiz. Esse entendimento não foi unânime entre os senadores e teve oito votos contrários. Na opinião de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o artigo configura abuso do direito de resposta transformado em instrumento de promoção pessoal ao ocupar o lugar do locutor ou apresentador de TV. "A lei, sem esse dispositivo, garante já ao ofendido todas as condições de repor a verdade", defendeu.

domingo, 1 de novembro de 2015

Ratinho lidera pesquisa eleitoral para prefeitura de Curitiba

O Grupo Uninter, presidido pelo ex-deputado Wilson Picler (PEN), divulgou nesta semana pesquisa de intenções de voto à prefeitura de Curitiba em cenários eventuais das eleições de 2016. O Paraná Portal teve acesso a todos os cenários contemplados. No primeiro, o levantamento do laboratório de pesquisas da Uninter, coordenado pelo professor Ricieri Garbelini, mostra Ratinho Junior (PSC) na frente, com 18,4% das intenções de voto. O prefeito Gustavo Fruet (PDT), aparece com 14,0%. Requião Filho (PMDB), aparece com 9,4%; Luciano Ducci (PSB), 8,3%; Rafael Greca (PMDB), 8,1%; nenhum, 8,0%; Christiane Yared (PTN), 7,8%; Delegado Francischini (SDD), 5,9%; Flávio Arns (PSDB), 5,8%; Rubens Bueno (PPS), 4,0%; Ney Leprevost (PSD), 4,0%; Não Sabe/ Não Respondeu, 2,6%; Tadeu Veneri (PT), 2,2%; Professor Wilson Picler (PEN), 1,3%; Bernardo Pilotto (PSOL), 0,3%. Em um cenário sem Ratinho Junior, Fruet aparece na frente, com 17%, tecnicamente empatado com Requião Filho (PMDB), com 14,4%. Luciano Ducci (PSB), aparece com 14,1%. Em seguida vem Rafael Greca (PMN), com 12,6%; Fernando Francischini (SD) com 10,9%; Ney Leprevost (PSD), com 8% e Tadeu Veneri (PT) com 3,6%. Gustavo Fruet lidera o quadro de rejeição, com 20,7%. Quando respondem em quem não votariam, em pesquisa estimulada nesse cenário eventual, Requião Filho aparece com 13,9% de rejeição; Ratinho Junior, 13,8%; Nenhum, 11,9%; Delegado Francischini, 9,8%; Rafael Greca, 8,6%; Luciano Ducci, 8,2%; Não Sabe / Não Respondeu, 5,5%; Ney Leprevost, 1,9%; Tadeu Veneri, 1,5%; Rubens Bueno, 1,4%; Christiane Yared, 1,1%; Bernardo Pilotto, 0,6%; Professor Wilson Picler, 0,6%; Flávio Arns, 0,4%. A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 24 de outubro e entrevistou 804 eleitores. A margem de erro é de 3,3% para mais ou para menos. Com informações do Paraná Portal.

sábado, 31 de outubro de 2015

China prevê 50 milhões a mais de habitantes em 2030


A nova autorização para que todos os casais da China possam ter dois filhos, e não apenas um como até agora, fará com que a população do país chegue aos 1.450 bilhão de habitantes em 2030, frente aos 1.393 bilhão projetados pelas Nações Unidas, previram nesta sexta-feira responsáveis governamentais. Segundo disse em declarações a "Xinhua" o subdiretor da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar, encarregada da aplicação destas limitações, o relaxamento da política do filho único após 35 anos pode fazer com que o número de nascimentos anuais no país chegue a 20 milhões. A última vez que se chegou a esse número foi em 1997, e neste século o país mais populoso do mundo (quase 1,4 bilhão de habitantes atualmente) nunca alcançou os 17 milhões de nascimentos anuais. Calcula-se que entre 90 e 100 milhões de famílias se beneficiarão do fim da política do filho único, ou sua substituição por esta nova "política dos dois filhos", que se aplicará oficialmente uma vez aprovada pelo Legislativo chinês. Os especialistas consideram que as zonas rurais, onde vive 60% desses núcleos familiares, serão mais ativos na hora de ter mais filhos do que nas áreas urbanas, onde os altos custos da educação e da saúde podem dissuadir muitos casais nos quais tanto a mãe como o pai costumam trabalhar fora de casa. Apesar dos novos números apresentados hoje pelo governo chinês, se mantém a previsão de que a China deixará em breve de ser o país mais populoso do mundo e será superado pela Índia, já que o Fundo de População das Nações Unidas projeta que o número de habitantes nesse país superará os 1.520 bilhão em 2030.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Missão dos Estados Unidos virá inspecionar frigoríficos


A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, confirmou que uma missão norte-americana virá ao país em novembro para inspecionar plantas frigoríficas. O objetivo é dar Andamento ao processo de abertura dos mercados para o comércio da carne bovina in natura. Segundo assessoria do Ministério da Agricultura, a representante norte-americana elogiou avanços na cadeia produtiva da carne e elogiou a proposta de criar um grupo de trabalho para melhor avaliar riscos sanitários e fitossanitários nas Américas. Em novembro, a ministra Kátia Abreu participa de missão oficial para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Índia e China, em que a carne bovina também vai estar em pauta. A primeira parada será em Riad, nos dias 8 e 9 de novembro, para participar do IV Fórum Empresarial Países Sul-Americanos e Árabes. Durante o evento serão trocadas informações comerciais e apresentadas oportunidades de investimento. Depois, a ministra vai a Abu Dabi para se encontrar com autoridades e empresários do setor agrícola. No dia 13, em Nova Délhi, Kátia se reúne com representantes do setor privado e órgãos das áreas de comércio, indústria e agricultura do país. No encontro será discutida a possibilidade de se ampliar o Acordo de Preferências Tarifárias Mercosul-Índia. No dia 17 de novembro, a comitiva chega a Pequim para pleitear que novas plantas frigoríficas sejam credenciadas à exportação. Com informações do Canal Rural.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Avaliação do governo não vai interferir na decisão de impeachment, diz Cunha


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (27/11) que o resultado da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao instituto MDA, apontando melhora de um ponto percentual na avaliação do governo (subiu de 7,7%, em julho, para 8,8%, em outubro) não pode ser tratada como questão para análise do pedido de impeachment e não vai interferir em sua decisão. “Não se pode misturar. A popularidade ou impopularidade não pode ser motivo nem tem de evitar a abertura de um processo.” Cunha, que tem adotado tom cauteloso para falar sobre a petição dos partidos que defendem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que não tratou do tema na manhã de hoje. Ele confirmou que um posicionamento sobre o pedido deve ser anunciado no próximo mês. “Impeachment tem de ser tratado objetivamente, em função da responsabilidade, do descumprimento da lei e da Constituição. Caso contrário, vira uma somente uma questão política.” A pesquisa do MDA mostrou também que 70% dos entrevistados reprovam o governo. Na pesquisa anterior, o percentual alcançou 70,9%. Cunha admitiu que as pressões políticas tendem a aumentar com a manutenção do nível de aprovação abaixo dos 10%, mas sinalizou que sua decisão não será impactada por isso. Eduardo Cunha acrescentou que a impopularidade “e sua consequente crise econômica” afeta diretamente a governabilidade, já que, com níveis de aprovação mais altos, o governo teria mais facilidade para “colocar suas matérias em votação e vencê-la”. Segundo ele, a Câmara tem dado sinais claros de que quer colaborar para “desanuviar o ambiente econômico ruim”. O deputado citou o projeto elaborado por deputados que trata da securitização da dívida da União, que permitirá uma renegociação de débitos. “É papel da Câmara tentar resolver os problemas iminentes que possam existir. Não é aumentar a governabilidade. É poder dar condições de apreciar matérias que possam ter como resultado final a melhoria do ambiente. É o que estamos tentando fazer.” Afirmou, porém, que o caminho não será o da retomada da CPMF. Governadores e prefeitos devem intensificar as negociações com o Planalto para garantir o recebimento de parte da arrecadação caso a contribuição seja aprovada. “Não é CPMF que vai resolver. Precisamos mudar o ambiente econômico e a CPMF, longe de mudar o ambiente econômico, ainda vai onerar mais a economia para, justamente, diminuir o espaço de crescimento. Prefeitos e governadores terão uma ´CPMF´com o projeto de repatriação”, destacou. O projeto de repatrição é um dos itens da pauta de votações desta semana no plenário da Câmara. A proposta, que já foi aprovada por uma comissão especial, regulariza a situação de recursos e ativos não declarados depositados no exterior.

domingo, 18 de outubro de 2015

Na crise, elite paulistana mantém hábitos de alto padrão


O empresário Antônio Thamer Butros, 72, passa ao menos 30 horas por semana em um dos restaurantes mais caros de São Paulo. Um dos clientes mais antigos do A Figueira Rubaiyat, ele tem seu nome gravado em taças, baldes de gelo e facas de carne usadas durante as refeições. Um mimo oferecido apenas aos "habitués" da casa. "Depende de quantas companhias eu tenho, mas costumo beber de seis a 1 2 garrafas por dia", diz ele, que prefere a Dom Pérignon, vendida a R$ 1 .028 no local. A fidelidade de clientes da classe alta ajuda a equilibrar as contas de vários estabelecimentos voltados para a elite paulistana, que conseguem manter bons números apesar do mau momento econômico do país. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes apontam para uma queda média de 1 3% no faturamento do setor em São Paulo no primeiro trimestre de 201 5, ante o mesmo período do ano anterior. Mas a agenda de reservas do A Figueira Rubaiyat, lotada até janeiro, indica que por ali tudo anda muito bem, obrigada. Mesmo quem se diz afetado pelo sentimento de incerteza percebe menos mudanças. Nas casas do Grupo Fasano, por exemplo, o faturamento ficou só 2% abaixo do previsto em 201 5. "Não é uma queda brusca, mas sim, algo positivo em um momento de crise forte", diz Rogério Fasano. Para o diretor operacional do Grupo Rubaiyat, Gerson Meneses, a situação é pior do que a de 2008, "mas quem tem dinheiro semprevai ter". "É impressionante como a casa trabalha, olha como está", diz, apontando para o salão lotado na tarde de sábado (10/10). Todos os dias, cerca de 700 pessoas passam por ali. Essa média, diz Meneses, se mantém mesmo nesta fase. A matemática se repete em outras "ilhas sem crise" na cidade. Aos fins de semana, o restaurante Spot, na Bela Vista, já abre as portas com fila de 40 minutos para reservas. Nas noites mais cheias, a espera por uma mesa pode levar até duas horas e meia. "A crise não chegou ao Spot e nem vai chegar", diz Sérgio Kalil, um dos proprietários. "Em um sábado normal, já não conseguimos atender todo mundo, por isso perder alguns clientes não nos afeta." No Dia dos Namorados, as reservas se esgotaram três meses antes da data. Cliente assídua do restaurante há seis anos, Maria Alcina dos Santos, 67, empresária, diz estar vivendo um modo de vida mais 18/10/2015 Elite paulistana mantém hábitos e faz de estabelecimentos ilhas sem crise  "Se eu venho todos os sábados ao Spot, não dá para ir dez ou oito vezes por mês ao Due Cuochi [restaurante italiano no Itaim Bibi], um lugar que também adoro." A representante comercial Maria José Barros, 57, por sua vez, não mudou sua rotina. Em uma tarde no shopping Higienópolis, gastou R$ 2.700 em bijouterias finas da loja Camila Klein e em produtos de beleza. "Não quero sofrer por antecedência. Prefiro esperar para ver. Se ela [a crise] chegar, vou ter que cortar gastos com compras desnecessárias, como agora, comprei várias bijouterias." Um colar da marca, por exemplo, pode ultrapassar R$ 4.000. Circulando pelo mesmo shopping, a professora aposentada Sandra Aparecida de Amo, 61 , diz que se recusa a "alterar seu modo de vida para baixo". Na tarde da quinta (08/10), ela saía do salão de beleza Studio W, –do cabeleireiro Wanderley Nunes, que atende celebridades–, após gastar em torno de R$ 700 para hidratar, escovar e pintar as raízes do cabelo. "A pior coisa da crise é que afeta nosso moral. É muito deprimente", diz. A solução seria "se dar prazer". Por isso, se prepara para iniciar a "reforma dos sonhos" no apartamento que comprou em Santa Cecília, mas se preocupa com o preço dos materiais importados. "Como, por exemplo, uma banheira feita de uma rocha vulcânica. Ela é ótima porque não amarela e mantém a temperatura da água. Ah, mas eu não vou me privar dessa banheira!", afirma. O fluxo de pessoas na rede de salões Studio W, frequentada por Sandra, continua estável em relação a 201 4. Por dia, são feitos entre  50 e 650 atendimentos nas quatro unidades da capital. Além disso, o valor médio que cada cliente gasta nos salões da marca só aumenta. "Os clientes estão apreensivos, mas nossos serviços mexem com o bem­estar e a autoestima –e manter a aparência em ordem ajuda a encarar qualquer dificuldade", diz a sócia­proprietária Rosângela Barchetta. "O luxo do serviço que oferecemos não é inacessível para o perfil de clientes que atendemos." A mesma lógica é usada por Fernando Sommer, sócio da Casa 92, balada da zona oeste. Segundo ele, o local não sente o mau momento "de forma alguma" e o gasto médio é o mesmo. "[Nossos clientes] são profissionais estabelecidos no mercado que deixaram de realizar compras de roupa, de carro e, por isso, se permitem pelo menos se divertir. A Casa 92 vende alegria e, neste momento, é tudo o que as pessoas procuram." A análise de Sommer parece valer para outros espaços ocupados pela elite paulistana na capital. Inaugurado em maio na zona oeste, o Eataly atrai 3.500 pessoas diariamente, número que chega a dobrar nos fins de semana e segue crescendo. "O fator novidade ajuda, mas não é determinante. Acreditamos que não existe crise para qualidade", diz Luigi Testa, um dos gerentes gerais. "Não há crise nesse mercado. Esse vocabulário não existe no Rodeio. Aqui é o lugar do 'sim'", diz Francisco Chagas, 58, gerente de operação da churrascaria Rodeio. No restaurante, cujo gasto médio dos clientes é de R$ 162, o prato mais pedido é a picanha fatiada: R$ 228 para duas pessoas. Próximo dali, em Pinheiros, o dono de um carrinho de comida faz coro. Ele vende cachorro­ quente a R$ 8 para jovens que pagam até R$ 200 de entrada na Casa 92. "O rico atingiu pouquinho, mas o pobre que mora no fundão da zona norte, que nem eu, afetou." Professor do Mackenzie e especialista em finanças, Luiz Lemos Jr. diz que a crise ocorre em camadas. "Ainda têm estratos que não foram afetados, que seriam essas 'ilhas de não crise'. Mas isso não significa que os mais ricos não sofrerão, afirma. Tudo depende de quanto a deterioração da economia vai durar. Ele explica que a classe alta percebe a crise, mas se protege nos negócios, com cortes de investimentos e funcionários, para resguardar sua vida pessoal. "Estamos no mesmo barco", diz o economista­chefe da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo.Segundo ele, a classe A é mais perturbada pela sensação de incerteza. Já quem possui menos dinheiro sofre com o desemprego e a dor no bolso. "É como se fosse um Titanic", compara Marcel. Os ocupantes da terceira classe se afogam primeiro, porque estão mais próximos da água. No entanto, quem fica nas cabines mais altas também pode afundar se o navio continuar naufragando. Fonte: da reportagem de Amanda Massuela e Ingrid Fagundez, do jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Burberry cortará salário de CEO por queda de vendas na China


O CEO da Burberry Group Plc, Christopher Bailey, e outros funcionários sofrerão um corte salarial, pois a fabricante britânica de gabardinas projetou um segundo ano de queda nos lucros devido à fragilidade na Ásia. A empresa cortará os bônus e os incentivos em ações de longo prazo em até 30 milhões de libras (US$ 46,5 milhões), disse a diretora financeira Carol Fairweather em uma teleconferência, nesta quinta-feira. A Burberry planeja cortar também 20 milhões de libras em custos discricionários, como viagens, neste ano financeiro em resposta à queda nas vendas na China. As ações caíram 13 por cento, maior declínio registrado desde 2012. Bailey, que recebeu 7,9 milhões de libras no ano passado, enfrenta seu maior teste em menos de 18 meses no comando. Embora a queda na demanda na China e em Hong Kong tenha pesado sobre todas as fabricantes de produtos de luxo, a Burberry está em uma posição mais frágil que rivais como a LVMH. A fabricante de gabardinas de carneiro que custam 1.995 libras obtém mais de 30 por cento de sua receita com os consumidores chineses, mas apenas 2 por cento no Japão, onde muitos deles estão comprando. “A lua de mel de Christopher Bailey na Burberry acabou”, disse Luca Solca, analista da Exane BNP Paribas em Londres. A remuneração de Bailey no ano passado incluiu um bônus de 1,78 milhão de libras e um plano de incentivo de ações de 4,43 milhões de libras, segundo o relatório anual da empresa.

sábado, 10 de outubro de 2015

Para evitar demissões, Record reduzirá salários de apresentadores


A Record começou a negociar a redução de salários de seus apresentadores. Ana Hickmann foi a primeira a ser chamada para conversar. O argumento da emissora é o de que o país está em crise, que os investimentos publicitários caíram e de que, aceitando a redução de seus vencimentos, artistas e jornalistas bem pagos evitarão a demissão de centenas de profissionais assalariados. Segundo uma fonte na cúpula da emissora, os percentuais de redução vão variar a cada caso e dependerão da negociação com o apresentador. Ninguém deverá ser poupado, nem mesmo Xuxa Meneghel, que recebe cerca de R$ 1 milhão. Os ganhos com merchandising, que no caso de Rodrigo Faro chegam a triplicar seu salário fixo, de R$ 700 mil mensais, não serão tocados. A Record vem fazendo cortes em salários e realizando demissões de profissionais desde 2013. Os cortes de salários de pessoas que trabalham contratadas como pessoas jurídicas (empresas), no entanto, só eram realizados no momento das renovações. As renegociações de contratos em vigência para redução de ganhos, como está ocorrendo agora, é uma novidade. A Central de estúdios da emissora, o RecNov, no Rio de Janeiro, vive momentos de tensão, com a presença de carros de som de sindicato na portaria. Nos bastidores, teme-se a demissão de centenas de profissionais assim que terminarem as gravações de Os Dez Mandamentos, no final do mês, já que a produção de novelas será totalmente terceirizada. Ao todo, deverão ser demitidos 300 profissionais do RecNov. A decisão foi tomada pela cúpula da emissora em junho, quando se estabeleceu a meta de cortes de 8,75% no orçamento do segundo semestre. Procurada, a Record não se manifestou até a publicação desta nota (a emissora nunca responde aos e-mails do Notícias da TV).

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Traiano assume o Governo do Estado


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), assumirá o Governo do Paraná nesta sexta-feira (09/10), às 8h30min. A posse acontece devido à viagem para o exterior do governador Beto Richa e de sua vice, Cida Borghetti (PROS). Traiano governará o Paraná por um período de dez dias. A comunicação das viagens foi feita à Assembleia na manhã desta quarta-feira (7). Traiano relatou que vai assumir o Governo do Estado aos jornalistas em uma entrevista pouco antes de entrar no Plenário para comandar mais uma sessão da Assembleia. A presidência da Casa será ocupada pelo primeiro vice-presidente, deputado Jonas Guimarães (PMDB). O presidente da Assembleia adiantou aos jornalistas que, durante os dez dias que ocupará o Governo do Estado, vai cumprir agenda no Palácio Iguaçu, fará viagens ao interior com secretários e assumirá a rotina da administração, recebendo autoridades e empresários interessados em investir no Estado. O governador Beto Richa se ausenta do país para uma viagem à China, à Rússia e à França, para atração de investimentos e negócios para o Paraná. A vice-governadora, Cida Borghetti, fará uma viagem à Itália. A viagem de Beto Richa deve se estender por 14 dias; a de Cida 10 dias.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mercado diz que o Brasil caminha para o abismo



Mesmo após o governo ter sofrido novas derrotas políticas ontem e ter outros desafios à frente no Congresso, TCU, e TSE, o dólar cai pelo 4º dia seguido e chegou a ser cotado abaixo de R$ 3,80 nesta manhã. O mercado acredita que, após o susto com o dólar acima de R$ 4,00 nas últimas semanas, o país recuará alguns metros da rota para o abismo. O primeiro passo seria manutenção dos vetos da presidente Dilma a medidas que ampliam os gastos públicos, apesar das dificuldades vistas ontem e hoje para realização da sessão no Congresso. A aparente trégua obtida pelo governo, juntamente com a redução das apostas em alta dos juros americanos, ajudou a reverter a alta recente do dólar. Em outras ocasiões, iniciativas do governo também contribuíram para aliviar as pressões. Ainda antes da posse para o 2º mandato, Dilma ajudou a reduzir o estresse financeiro nomeando Joaquim Levy para a Fazenda. Em abril, foi a vez da indicação de Michel Temer como coordenador político gerar uma trégua, que acabou não se revelando duradoura. Com a reforma ministerial, a presidente Dilma conseguiu recompor parcialmente sua base. Deve ser suficiente para uma ”ação defensiva”, como barrar a derrubada de vetos presidenciais ou até mesmo tentativas de impeachment. Porém, para tocar uma agenda positiva, com reformas e mesmo aumentos de impostos necessários para equilibrar as contas públicas, mudar ministros não deve ser suficiente. “Temos feito o bastante para não cair no abismo, mas não o suficiente para se distanciar dele”, diz João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina do Eurasia Group. Para Castro Neves, a percepção de crise aguda que acompanhou a recente disparada do dólar foi fundamental para que o governo acelerasse a reforma ministerial. Ao mesmo tempo, parlamentares que pensavam em votar contra os vetos parecem ter mudado de posição. Castro Neves considera que a reforma ministerial também ajuda a evitar novo aumento da probabilidade de impeachment, que a Eurasia calcula em 40%. Assim como no caso da derrubada dos vetos, o impeachment exige 2/3 dos votos. É muito provável que a presidente consiga pelos menos 1/3 + 1 dos votos no Congresso para vencer essas disputas mais drásticas. Para aprovar reformas ou até mesmo a criação de impostos, como a CPMF, o jogo se inverte e é o governo que precisa de 2/3 dos votos. Ou seja, impedir a pauta-bomba de explodir é mais fácil do que fazer a agenda positiva andar. O problema é que medidas mais agressivas, ainda que não sejam cruciais no curto prazo, são fundamentais no médio e longo prazo para equilibrar a economia. Tome-se o caso da mudança no Fator Previdenciário. Com a adoção da escala 85-95, os gastos podem até diminuir no curto prazo, mas depois se aceleram, tornando uma reforma profunda da Previdência inevitável.“Nós estávamos em frente ao caos”, diz o consultor Nathan Blanche, da Tendências, sobre a alta que levou o dólar a passar de R$ 4,20 no final de setembro. Agora, o mercado voltou a uma situação ”apenas” muito ruim. ”Isso é paradoxal”, diz Castro Neves, da Eurasia. “O dólar a R$ 4,00 foi necessário para convencer o governo a buscar uma solução defensiva. A pergunta é: a quanto o dólar teria de chegar para o Congresso aprovar todo o ajuste fiscal? Teria de ir a R$ 5,00 ? Com informações do site exame.com

Por 8 a 0, TCU reprova contas do governo Dilma e abre caminho para o impeachment


Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) reprovaram por unanimidade, nesta quarta-feira (7/10), as contas do governo da presidente Dilma Rousseff, referentes ao ano de 2014. Os sete ministros do colegiado acompanharam o voto do relator do processo, ministro Augusto Nardes, entendendo que a presidente descumpriu a Constituição e as leis que regem os gastos públicos no ano passado. Dilma Rousseff é a primeira presidente da República na história a ter as contas de sua gestão reprovadas pelo TCU. As informações são de reportagem desta quarta-feira (7) do jornal Folha de S. Paulo. O parecer do TCU será agora enviado ao Congresso, que irá definir se aprova ou reprova as contas presidenciais. A decisão abre caminho para um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isso porque, segundo a Folha, um dos principais pedidos de impeachment em análise hoje no Congresso se ampara nas chamadas “pedaladas fiscais”, que consistiram no atraso dos repasses do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários para instituições financeiras.O resultado unânime se deu mesmo após as tentativas do governo federal de adiar a votação. Por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), o governo tentou afastar o relator Augusto Nardes do processo, e suspender o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi negado pelo ministro Luiz Fux.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dívida é 1ª preocupação para rating do Brasil, diz Fitch

O diretor-executivo da Fitch Rating para o Brasil, Rafael Guedes, afirmou nesta segunda-feira (28), que "a dinâmica da dívida é preocupação número 1 de analistas" da agência internacional para a avaliação da nota soberana do país. Ele destacou também que para a análise da trajetória do passivo bruto público também contribui como o Congresso se comportará para aprovar medidas doajuste fiscal proposto pelo governo. "A perda significativa de reservas também pode causar rebaixamento de um país. Mas as reservas no Brasil estão bem e são robustas. Esse é o único ponto positivo", comentou Rafael Guedes. Ele também apontou que outros dois fatores poderiam ser uma piora substancial das dívidas de bancos públicos e uma deterioração do perfil da dívida pública interna, que não está no seu cenário-base, inclusive porque apresentou grande melhora na última década. Guedes afirmou que é "viável" para o país atingir um cenário econômico no qual evitará o avanço da dívida pública bruta. "Essa dívida está em 65% do PIB e está encostando em 70% do Produto Interno Bruto", comentou. "Para estabilizá-la, é preciso um crescimento do país próximo a 2% e superávit primário ao redor de 2,5% do PIB. É bastante factível para que o Brasil atinja essas marcas", destacou. "Mas com investimento baixo, a 16% do PIB, o país não consegue crescer 2%", ponderou Guedes. Ele ressaltou que o desequilíbrio da economia pode também ser identificado na elevação expressiva do déficit nominal, que atingiu 6,5% do PIB em 2014 e caminha para 9% do PIB neste ano. Guedes avaliou que as medidas relativas ao ajuste fiscal proposto pelo governo para 2016, com uma meta de superávit primário de 0,7% do PIB, podem ser aceitas pelo Congresso. "O ajuste não tem medidas difíceis de serem aprovadas, desde que haja consenso da base (do governo)", comentou. "Uma coisa é a vontade da equipe econômica, outra é a capacidade de passar medidas." "Ajuste fiscal com economia em retração é extremamente difícil", comentou Guedes. "O primário de 0,7% do PIB depende de uma série de medidas."Ele ressaltou que no início deste ano o Congresso não ajudou o governo na aprovação de ações corretivas das contas públicas. Ele destacou que a perspectiva negativa do Brasil indica que há risco maior de 50% para que a nota soberana do país seja rebaixada entre 12 e 18 meses.

domingo, 20 de setembro de 2015

Concorde pode retomar voo em 2019, afirma grupo de fãs da aeronave


O Clube Concorde, criado por ex-pilotos, ex-comissários e entusiastas do avião, diz ter 120 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 730 milhões) reservadas para o plano de "retorno do voo". O grupo também planeja colocar outro modelo do avião supersônico em exposição permanente no centro de Londres. O ultimo voo do Concorde, que pode atingir até duas vezes a velocidade do som (ou 2.146 km/h), foi em 2003. As negociações em curso buscam adquirir ou arrendar as duas aeronaves. Paul James, presidente do Clube Concorde, diz que eles pretendem obter os aviões na França, mas que ainda não há acordo. "Ficamos impressionados pela quantidade de entusiasmo e de pessoas querendo investir. O apoio mostra quantas pessoas ainda admiram o Concorde e querem vê-lo voando de novo", afirmou James. "A aeronave que gostaríamos de colocar no ar está no aeroporto Le Bourget, em Paris. E também queríamos arrendar e restaurar um concorde da British Airways para exposição em Londres, perto da London Eye, mas não foi possível, então estamos de olho na França e em um concorde próximo ao aeroporto de Orly", completou. Após uma restauração, a aeronave seria usada para shows de aviação, eventos especiais e voos fretados. James disse estar confiante de que o avião possa ser preparado para voos em 2019, para coincidir com o aniversário de 50 anos do primeiro voo do Concorde. O plano começou após o grupo levantar 40 milhões de libras (cerca de R$ 240 milhões) para expor o jato no rio Tâmisa, em Londres, nas imediações da roda-gigante London Eye. "É um ícone global", disse James. "Todas as autoridades se mostraram receptivas à nossa ideia de trazer um Corcorde para o rio como uma atração turística, e a London Eye concordou em compartilhar o píer da atração." O grupo de entusiastas precisa ainda garantir a permissão de planejamento da empreitada, mas James diz que o objetivo é montar a atração em 2017, antes de abrir uma exposição semelhante em Paris. O Concorde foi aposentado em 2003, três anos após um acidente nos arredores de Paris que deixou 113 mortos. Na ocasião, o avião supersônico pegou fogo pouco após decolar do aeroporto Charles de Gaulle. Após o desastre, os Concordes foram retirados de operação durante um ano e, após um breve retorno, definitivamente aposentados em 2003. Um juiz francês apontou, após quatro anos de investigações, que um pedaço de metal que havia caído antes de um avião da Continental Airlines desempenhou um papel “direto” no acidente. Posteriomente, a Justiça francesa retirou as acusações criminais contra a companhia aérea americana, que sempre negou responsabilidade pelo desastre. Com informações da BBC Brasil.