quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Enchentes na Tailândia já contabiliza 23 mortos

 

As fortes chuvas e inundações que atingem a Tailândia já deixaram pelo menos 23 mortos desde 16 de setembro, quatro deles em Bangkok. A capital começa a ver o nível das águas baixar depois de enfrentar um dos períodos mais críticos das últimas semanas. Bangkok recebeu cerca de 320 milímetros de chuva em apenas três dias, volume próximo ao registrado normalmente durante todo o mês de setembro. A cidade está entre as 42 províncias tailandesas atingidas pelas enchentes, que já provocaram prejuízos estimados em US$ 367 milhões. Segundo o governador Chadchart Sittipunt, a expectativa é que as principais vias da capital estejam livres das águas em dois dias, embora algumas regiões possam levar até uma semana para voltar à normalidade. O governo anunciou um pacote de auxílio às áreas atingidas. Os reflexos das enchentes também chegaram ao transporte aéreo. Embora os aeroportos de Bangkok tenham permanecido abertos, o Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi enfrentou sérios problemas operacionais depois que muitos funcionários não conseguiram chegar ao trabalho. A Thai Airways anunciou o cancelamento de cerca de 30 voos, aproximadamente 30% de suas partidas programadas de Bangkok, além de enfrentar o acúmulo de cerca de 5,6 mil bagagens no aeroporto. Segundo a companhia, praticamente todos os voos dos dois dias anteriores sofreram atrasos. Com as águas começando a baixar, equipes trabalham agora na recuperação das regiões atingidas. As autoridades avaliam também os impactos das enchentes sobre a economia do país, especialmente sobre o turismo, um dos setores mais importantes da Tailândia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Deltan Dallagnol está impedido de fazer campanha e usar fundo partidário até julgamento do TSE sobre inelegibilidade

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por 5 votos a 2, a decisão que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A medida permanece válida enquanto a Corte analisa o processo que discute a inelegibilidade do candidato. Com a decisão, Dallagnol fica impedido de realizar atos públicos de campanha, participar da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e receber ou utilizar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. A liminar foi concedida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que apontou riscos ao processo eleitoral caso uma candidatura posteriormente considerada inválida permaneça normalmente na disputa. Entre os pontos mencionados estão o emprego de recursos públicos, possíveis efeitos sobre o eleitorado e a hipótese de necessidade de nova eleição para o Senado caso o registro seja anulado após a votação. A controvérsia tem origem na decisão do próprio TSE que, em 2023, cassou o registro de candidatura de Dallagnol a deputado federal, resultando na perda de seu mandato. O atual processo discute os efeitos daquela decisão sobre sua elegibilidade para as eleições de 2026. O caso chegou ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) validar o registro da candidatura de Dallagnol. A decisão regional foi contestada pela coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança. A defesa de Dallagnol informou que recorrerá. A questão de fundo sobre a elegibilidade do candidato ainda depende de julgamento pelo TSE.