sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Confusão nas Apple Stores da China


Por conta do excesso de vendedores ilegais localizados nas imediações de Apple Stores e que diziam ter em mãos, e à venda, unidades do iPhone 4S, a Apple deu pra trás no lançamento do aparelho na China. Nesta madrugada, enquanto uma multidão se aglomerava do lado de fora das lojas da empresa em Xangai e Pequim, a polícia local pendurava cartazes que anunciavam o cancelamento das vendas do smartphone.A resposta de um grupo de cerca de 500 pessoas, que aguardavam ansiosamente pela abertura da Apple Store em Pequim, foi a mais imprevisível possível. Segundo matéria da CNET, o grupo começou a atirar ovos em direção ao estabelecimento. De acordo com a CNET, a mesma loja também foi palco de confusão na época do lançamento da segunda geração do iPad. Porém, o resultado foi um pouco mais grave que a sujeira e fedor causados pela chuva de ovos. Na ocasião, pessoas foram hospitalizadas e o vidro da porta da loja teve que ser substituído depois de destruído pela multidão raivosa de applemaníacos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

JBS oficializa fechamento de unidade na Argentina


A JBS oficializou a interrupção das atividades de uma fábrica localizada em Venado Tuerto, na Argentina. O fechamento da unidade, cujos trabalhos estavam suspensos desde meados de dezembro passado, decorre da "necessidade de a companhia se manter competitiva" naquele país, segundo consta em comunicado divulgado pela empresa. No mesmo material, a companhia classifica o fechamento da unidade como um "ajuste" à realidade macroeconômica argentina. O frigorífico destaca que "mantém o interesse" em manter negócios na Argentina, onde opera unidades em Rosario, Pilar e Pontevedra. "A suspensão em Venado Tuerto não representará prejuízo aos contratos firmados pela companhia, que serão atendidos por outras unidades da JBS", destaca o material. "Dessa forma, será possível cumprir todos os compromissos assumidos com seus clientes." A companhia destaca que realizou uma série de investimentos locais nos últimos anos, inclusive no posicionamento da marca Swift. O comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirma informação divulgada anteriormente pela Agência Estado, após executivos da companhia informarem a decisão ao prefeito da cidade, José Luis Freyre, e ao Ministério do Trabalho. Durante o encontro no qual estava presente o presidente da JBS na Argentina, Artemio Listoni, a direção do frigorífico teria informado ao governo local que a companhia acumulou prejuízos de US$ 10 milhões no país.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Avenida Paulista perde o tradicional letreiro do Conjunto Nacional



O logotipo do banco Itaú já foi removido do topo do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. A retirada do letreiro ocorreu por causa da Lei Cidade Limpa - a Prefeitura entende que a exibição da marca fere a legislação que veta propagandas. Com a saída da marca, também deve parar de funcionar os famosos relógio e o termômetro no topo do prédio, visíveis a quilômetros de distância à noite. O banco mantinha o equipamento em funcionamento. Procurado, o Itaú não se manifestou. O relógio fazia parte da paisagem da Paulista desde 1962, quando a montadora Willys Overland do Brasil criou o letreiro. Em 1967, a Ford do Brasil comprou a Willys Overland e trocou o luminoso verde por um painel com o nome Ford, que marcava as horas. A marca do Itaú apareceu em 1976. Lamentamos, pois o relógio é uma ícone da cidade há muitos anos, já famoso por identificar a cidade em filmes, minisséries e telenovelas.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Autoridades americans se esforçam para agilizar emissão de visto de entrada para os Estados Unidos


Agustina Ocampo, argentina de 22 anos de idade recentemente gastou mais de 5.000 dólares em alimentos, hotéis e roupas em Las Vegas, durante uma viagem que também a levou para Seattle, Disneyland e San Diego Zoo. Mas ela duvida que vai voltar em breve. "É um pouco de dor de cabeça", disse Ocampo, um estudante que esperou meses para descobrir se seu pedido de visto de turista seria aprovado. Mais de uma década depois de o governo federal reforçar requisitos de viagem após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os visitantes estrangeiros dizem que obter um visto temporário continua a ser um obstáculo difícil e às vezes intransponível. A indústria do turismo espera mudar isso com uma campanha para convencer o Congresso a revisão do processo de pedido de visto. "Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, fomos todos abalados pois não havia uma preocupação real para a segurança, e eu ainda acho que a preocupação deva existir", disse Jim Evans, CEO de prestigiada cadeia de hotéis. Ao mesmo tempo, disse ele, existe a necessidades dos EUA "ser mais conscientes da importância de todos os viajantes individuais." O declínio no número de visitantes estrangeiros na última década está custando as empresas americanas e trabalhadores 859 bilhões de dólares em receitas inexploradas e pelo menos meio milhão de empregos potenciais num momento em que a economia vem se recuperando lentamente e precisa tanto da receita do turismo quanto dos empregos a serem criados. Enquanto o Departamento de Estado reforçou serviços para viabilizar o turismo nos últimos anos, reduzindo significativamente o tempo de espera para os futuros visitantes, provavelmente ainda vai ser um grande desafio como funcionários tentam equilibrar as ameaças terroristas e de imigração ilegal com orçamentos apertados que limitam contratações. "A segurança é um trabalho importante para nós", disse Edward Ramotowski, diretor de serviços do departamento de vistos. "A razão pela qual temos um sistema de vistos é para fazer cumprir as leis de imigração dos Estados Unidos." Defensores anti-imigração argumentam que viajar para os EUA já é muito acessível e afrouxando estas regras iríamos expor a nação a um maior risco. "Todo mundo gostaria de encontrar uma maneira de admitir tantas pessoas quanto possível, desde que visitem nosso país e retornem a sua origem", disse Jessica Vaughan, diretora de estudos de política do Centro de Estudos de Imigração, um grupo anti-imigração baseado em Washington, DC. Cerca de 7,6 milhões de vistos de não imigrante foram emitidos em 2001, comparado com menos de 6,5 milhões em 2010. O número de requerentes de visto também caiu drasticamente após 2001. As forças combinadas derrubaram a parte dos EUA de viajantes globais para 12 por cento no ano passado, contra 17% antes de 2001. A reforma de imigração proposta foi amplamente trabalhada pela Travel Association dos EUA, uma gigante de lobby da indústria do turismo, e foi endossado por titãs de negócios, tais como a Federação Nacional de Varejo, Four Seasons Hotels and Resorts, e Walt Disney Parks and Resorts. Republicanos e democratas no Congresso estão apoiando as alterações propostas através de seis projetos de lei na Câmara e no Senado. Geoff Freeman, C.O.O. da associação de viagens, disse que o Departamento de Estado deve ser obrigado a cumprir um prazo máximo de 10 dias para a entrevista junto ao Consulado. "Todos os dias que uma pessoa está à espera da entrevista é um dia que não pode estar aqui gastando e incentivando a economia americana", disse ele. Para a maioria dos estrangeiros que não raro tem uma viagem de última hora a negócios ou a lazer para Nova York, Los Angeles, Miami ou outros centros dos EUA seria quase impossível obter um visto. O tempo médio de espera para uma entrevista no Rio de Janeiro, por exemplo, foi de 87 dias, de acordo com o Departamento de Estado. O Government Accountability Office, uma agência não partidária, concluiu que os tempos de espera são provavelmente muito mais do que o relatado porque alguns funcionários do departamento artificialmente reduzem o tempo de espera por não agendar entrevistas durante os períodos de alta demanda.
A grande maioria dos visitantes entram no país através do Visa Waiver Program, que permite que viajantes de 36 países com boas relações com os EUA visitem temporariamente o país sem a necessidade de visto. Existe a intenção de, em uma próxima reforma, adicionar nações cujos habitantes seriam improváveis em se mover de forma ilegal para os EUA, incluindo aí Argentina, Brasil, Polônia e Taiwan. Os turistas do resto do mundo, incluindo Índia, China, México e outras nações deverão obter um visto de não imigrante. Este processo pode ser caro e demorado. Existe também o problema daquelas pessoas que vivem longe de um centro de processamento de visto e assim devem organizar viagens para o local da entrevista, sem saber se será aprovado. Cerca de 78 por cento de todos os vistos de turista foram aprovados até agora em 2011. Os defensores do turismo querem que o departamento utilize a videoconferência como uma forma de entrevistar pessoas mais rapidamente, porém o departamento não tem planos para implementar entrevistas em videoconferência por causa de preocupações de segurança e de caráter tecnológico, Ramotowski disse. Entrevistas não eram norma obrigatória antes de 11/09/2001, quando funcionários consulares tinham a autoridade para aprovar os viajantes com base num pedido só. Desde então, no entanto, as regras tornaram-se mais difíceis, com verificações de impressão digital e reconhecimento facial. O Departamento de Estado tem feito movimentos para aumentar os seus serviços turísticos nos últimos anos, com a transferência de funcionários de escritórios com ociosidade às embaixadas e postos consulares mais movimentados. Muitos centros de processamento de vistos também estão operando sob horário estendido. Outras mudanças propostas incluem a concessão de mais vistos multi-entrada e cobrança de taxas diferencidas para os turistas que querem um visto de imediato, similar à taxa de passaporte premium cobrado para os americanos que protocolam seus pedidos de última hora para emissão de passaporte. A indústria do turismo também quer mais oficiais processando vistos e que os viajantes possam apresentar pedidos em sua língua nativa. "Não podemos nos dar ao luxo de tratá-los de uma forma que lhes dê uma impressão de que talvez eles não sejam bem-vindos", disse Rolf Lundberg, da Câmara de lobistas do Comércio. Para ajudar a tornar os EUA mais acolhedor, o Congresso aprovou no ano passado cerca de 200 milhões de dólares para uma campanha de marketing de abrangência anual. Em Las Vegas, onde os viajantes têm mantido a economia de Nevada à tona, líderes do turismo e do governo estão desesperados para manter as empresas abertas e criar postos de trabalho em um estado com a taxa de desemprego mais elevada da nação. "As indústrias afetadas pelo turismo são todos atrás dele", disse o deputado republicano Joe Heck do sul de Nevada, que patrocinou um projeto de lei na Câmara que exigiria menores atrasos para emissão de visto, entrevistas, entre outras medidas. "Precisamos do trabalho."

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Facebook próximo a saturação nos Estados Unidos

Após crescer exponencialmente por anos, o Facebook parece estar próximo de seu limite nos Estados Unidos. De acordo com dados da comScore, o crescimento da rede social em 2011 em seu país natal foi menor do que o registrado em anos anteriores. Em novembro de 2009, o Facebook anotou 102,9 milhões de usuários únicos nos EUA. Um ano depois, em novembro de 2010, foram 151,7 milhões – um salto de quase 50 milhões. Em novembro passado, o serviço fechou o mês com 166 milhões de usuários – crescimento de apenas 15 milhões, segundo a comScore. Os Estados Unidos possuem cerca de 221 milhões de usuários, o que indica que 75% deles estão no Facebook. Isso coloca a rede social na liderança em penetração entre a população somando todos os serviços online ofertados no país. Em junho deste ano, o blog Inside Facebook apontou que o Facebook já havia perdido 6 milhões de usuários nos Estados Unidos, caindo de 155 milhões para 149 milhões de clientes. O próprio Mark Zuckerberg é consciente do fato. Durante o último f8, conferência anual da empresa voltada para desenvolvedores, o CEO afirmou que “mais do que continuar crescendo, o objetivo agora é manter os usuários engajados na plataforma”. Esse foi um dos motivos que levou a criação da Timeline, novo modelo de layout da rede social. Por outro lado, o Facebook ainda pode crescer em mercados tardios, como o Brasil, onde apenas cerca de 6% da população utiliza o serviço.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Serra e FHC estão na mira da CPI da Privataria, que prevê o depoimento de ambos

Ao reunir apoio mais do que suficiente para ingressar, ainda nesta quarta-feira, com o requerimento para abertura da CPI da Privataria na Câmara, o deputado e delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) não descarta a convocação do candidato tucano derrotado à Presidência da República no ano passado, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) para depor perante os deputados. Ambos são citados como cúmplices em uma série de possíveis crimes contra o Erário, durante o processo de privatização, segundo denúncia contida no livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Romney qualifica de precipitada retirada dos EUA do Iraque


O pré-candidato republicano Mitt Romney disse em uma entrevista transmitida neste domingo que a retirada das tropas americanas do Iraque foi "precipitada" e culpou o presidente Barack Obama por um fracasso para impor a permanência de alguns contingentes no país. "Acredito que vamos ver que o presidente, ao não implementar um acordo sobre os contingentes com os líderes iraquianos, retirou as tropas de uma forma precipitada e deveríamos ter deixado 10 mil, 20 mil, 30 mil funcionários para ajudar em uma transição em direção à soberania militar iraquiana", considerou Romney em uma entrevista à Fox News Sunday. Os comentários de Romney - que constituem sua primeira aparição em um programa de entrevistas dominical - foram feitos depois que os últimos soldados americanos cruzaram a fronteira do Iraque em direção ao Kuwait, quase nove anos após a invasão liderada pelos Estados Unidos, que terminou com milhares de iraquianos mortos e 4.474 baixas entre as tropas americanas. Os comandantes militares americanos advogaram por deixar alguns soldados no país para treinar e apoiar as forças iraquianas, mas o primeiro-ministro do país árabe, Nuri al-Maliki, rejeitou uma extensão da tutela legal às tropas americanas mediante um acordo com os ocupantes. "Estou muito preocupado com esta situação. Espero que funcione", considerou Romney.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Gingrich vira alvo de rivais em debate republicano nos EUA

Os pré-candidatos republicanos a presidente dos EUA atacaram na quinta-feira o favorito Newt Gingrich durante um debate, tentando conter sua ascensão antes do início do processo de definição da candidatura, em menos de três semanas. O debate aconteceu em Iowa, primeiro Estado a iniciar o processo de definição da candidatura, onde há uma acirrada disputa entre Gingrich, Ron Paul e Mitt Romney. Mas, durante o debate, quem mais atacou Gingrich não foi Romney, como se previa, e sim a deputada Michelle Bachmann, que em agosto venceu uma eleição simulada em Iowa, e pretende ser a zebra no "cáucus" (assembleia eleitoral) de 3 de janeiro. Ela lançou repetidas dúvidas sobre os princípios conservadores do ex-deputado, e o acusou de trabalhar como lobista, ao ter aceitado 1,6 milhão de dólares da agência hipotecária Freddie Mac, que está no epicentro da crise imobiliária nos EUA. "Não podemos ter como nosso indicado pelo Partido Republicano alguém que continua ao lado da Freddie Mac e Fannie Mae. Elas precisam fechar, ao invés de crescer", disse Bachmann, que aparece com poucas chances de vitória nas pesquisas nacionais. Gingrich, presidente da Câmara dos Deputados na década de 1990, saltou para a liderança nas pesquisas nas últimas semanas, mas já demonstra sinais de desgaste entre os republicanos de Iowa, refletindo a onda de anúncios e declarações dos rivais contra a sua candidatura. Pesquisa da empresa Public Policy Polling feita nesta semana no Estado mostrou que o apoio ao ex-deputado caiu consideravelmente, e que agora ele está apenas 1 ponto percentual à frente de Paul (22% contra 21%). Romney tem 16%, e Bachmann, 11%. Embora Gingrich lidere entre os republicanos em nível nacional, uma pesquisa Reuters/Ipsos nesta semana mostrou que Romney teria mais chances de derrotar Barack Obama na eleição geral de novembro. Romney deixou para os rivais a tarefa de atacar Gingrich. Este, a certa altura, se disse "muito preocupado em não parecer idiota", ecoando uma crítica feita nesta semana por Romney. Acusado por adversários de ter mudado de posição a respeito de assuntos importantes ao longo da carreira, Romney disse: "A experiência me ensinou que alguma vez estive errado. Onde estive errado, tentei me corrigir." Mas ele negou que tenha mudado de posição a respeito de direitos dos homossexuais e dos donos de armas, e afirmou que sua posição sobre o aborto evoluiu ao longo do tempo. Em sua participação, Paul - um liberal antiguerra - minimizou o risco de que o Irã desenvolva armas nucleares, no que foi recriminado por Bachmann. Participaram do debate também o governador do Texas, Rick Perry, e o ex-senador Rick Santorum.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Declaração de IR de empresas será eliminada em 2014


Para simplificar o envio de dados e reduzir custo das empresas, a Receita Federal decidiu extinguir oito declarações para Pessoa Jurídica. O fim da obrigação do envio da Declaração de Informações Econômico-Fiscais de Pessoa Jurídica (DIPJ) será a partir da entrega das declarações de 2014 (ano calendário 2013) para as empresas de grande porte que utilizam o sistema de lucro real, como os setores automotivo e da indústria química. No ano seguinte, a intenção do governo, de acordo com o subsecretário de fiscalização da Receita Federal, Caio Marcos Candido, é incluir também na simplificação as empresas que fazem suas declarações por meio de lucro presumido. "Se for possível e se conseguirmos, vamos antecipar também para essas empresas (já no mesmo ano, em 2014)", informou o subsecretário. A decisão da mudança pela Receita foi feita porque há hoje uma sobreposição de informações. O subsecretário deixou claro que não se trata de reduzir impostos, mas apenas o envio duplicado de dados. "O conjunto de informações continuará o mesmo. Ou já os temos os dados ou eles não são mais necessários para controlar a arrecadação", continuou. A intenção, conforme Candido, é melhorar o ambiente de negócios e do custo Brasil. Ao extinguir a DIPJ, a Receita passará a receber todas as informações a partir do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Hoje, alguns dados fornecidos pelas companhias já chegam ao governo por meio desse instrumento, como notas fiscais eletrônicas trocadas no atacado, contabilidade digital das pessoas jurídicas e escrituração fiscal digital do IPI, entre outras. Como o Sped não possui hoje todas as informações necessárias, outras informações serão solicitadas aos contribuintes e passarão a constar nesse sistema. "Migraremos da DIPJ para dentro do ambiente Sped. Não podemos abrir mão de informação sem a garantia de que a obteremos por outro meio", disse Candido. "Queremos simplificar para as empresas, colocar tudo em um só canal", acrescentou. De acordo com ele, caberá à Receita a agregação anual das informações passadas pelas companhias. A mudança implicará, de acordo com o subsecretário, em impactos na fiscalização. "As informações serão mais ágeis e isso facilita o controle de fiscalização. Não abriremos mão de informação à toa. Só vamos trocar a fonte de informação." Além da extinção da DIPJ, a Receita anunciará também o fim da obrigação da entrega de Declarações de Informações Fiscais (DIF) para alguns setores específicos. O primeiro será para o segmento de bebidas, que deverá sair esta semana por meio de Instrução Normativa. Outro documento que também será extinto, conforme adiantou o subsecretário, será o do Imposto Territorial Rural (DITR) relativo aos imóveis imunes ou isentos. Entram neste âmbito os terrenos voltados para a agricultura familiar, por exemplo. "Estamos fechando os demais setores e as informações serão anunciadas ao tempo delas."

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Assembleia dribla manifestantes e aprova projeto da terceirização

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou hoje, em primeira e segunda discussões, o polêmico projeto do Poder Executivo que permite ao governo do Paraná repassar a Organizações Sociais (OSs) serviços que são de responsabilidade do Estado. A aprovação, porém, só foi possível após a saída da Casa de cerca de 250 estudantes e sindicalistas, que se manifestavam contra a proposta e tomaram o plenário por mais de quatro horas. A última vez que manifestantes invadiram o plenário da Assembleia para protestar contra uma votação foi em 2001, na tentativa de vender a Copel. Por mais de quatro horas, os manifestantes ficaram acampados no plenário, sentados nas poltronas destinadas aos deputados. Por volta de 21 horas, percebendo a resistência dos estudantes e sindicalistas, os deputados governistas decidiram driblar a manifestação. Os parlamentares entraram em consenso e decidiram mudar o local da votação para o Plenarinho – medida prevista no regimento interno da Assem­bleia. Diante da manobra, os invasores deixaram o Legislativo de mãos dadas, aos gritos de “ão, ão, ão, não à privatização”. Ao reabrir a sessão, o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), agradeceu aos parlamentares. “Agimos com o equilíbrio necessário para não precisarmos usar a força policial para tirar os invasores do plenário. Houve consenso na decisão, prevalece a democracia e a liberdade para o bem da imagem da Casa.”

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Imbróglio no RN envolve ex-auxiliar e amigo de Serra, agora suplente de Agripino Maia


Corrupção, tentativa de tráfico de influência e até uma estratégia para tentar desestabilizar um governo estadual, o único do DEM no país, da governadora potiguar Rosalba Ciarlini, são os ingredientes das denúncias da Operação Sinal Fechado, desencadeada pelo Ministério Público no Rio Grande do Norte. A Operação Sinal Fechado resultou na expedição de 14 mandados de prisão – 12 pessoas foram presas no Rio Grande do Norte. As prisões estão relacionadas a um esquema bilionário de desvio de recursos no Detran. A inspeção aparece como um dos serviços fraudados. Entre os presos está João Faustino Ferreira Neto, do PSDB, ex-senador e atual suplente do presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN). Faustino, diz-se em Natal (RN), é pessoa muito próxima ao ex-presidenciável tucano e da oposição José Serra. Enquanto José era governador (2007-abril de 2010) Faustino trabalhou no Palácio dos Bandeirantes numa sub-chefia da Casa Civil, cujo chefe era o hoje senador Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB-SP). Quando José Serra entrou em campanha, Faustino teria se tornado um de seus principais representantes no Nordeste, sendo um dos coordenadores de sua campanha na região, inclusive na arrecadação de recursos. Foi por influência de José que seu correligionário Faustino foi incluído como suplente de senador na chapa de Agripino Maia. O caso investigado diz respeito à inspeção veicular, num esquema que teria sido criado pela empresa Controlar, responsável por essa inspeção em São Paulo e que começou a ser investigada pelo MP, num processo que resultou, inclusive, no bloqueio de bens do prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD). Em Natal, o contrato de inspeção veicular considerado irregular e cancelado foi feito com o Consórcio Inspar, e renderia R$ 1 bilhão aos seus proprietários durante o prazo de concessão. Uma jornalista, Thaisa Galvão, e um radialista, Robson Pires, afirmam que o Consórcio Inspar doou R$ 700 mil para a campanha do senador José Agripino Maia ao Senado. O senador não desmentiu o fato que, se confirmado, seria irregular e ilegal, podendo resultar na perda de seu mandato, já que a doação não teria sido registrada na prestação de contas de seu partido, o Democratas, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN). Faustino e os outros integrantes do grupo foram presos porque pressionavam o governo estadual a manter o contrato. O grupo teria mantido diversos contatos com lideranças ligadas ao governo potiguar – entre as quais, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (marido da governadora), e o senador Agripino Maia – para que pressionassem a governadora nesse sentido, informa o MP. Diálogo divulgado pelo MP dá conta de que no dia 9 de fevereiro pp., quando o grupo dispunha da informação de que o governo estadual iria cancelar o contrato, numa conversa telefônica, Faustino diz a outro membro do grupo ter conversado com Agripino e que este iria interceder junto à governadora Rosalba Ciarlini e ao seu chefe da Casa Civil. Ao MP Faustino teria revelado, também, que Agripino Maia conhecia o esquema de arrecadação de dinheiro efetuado pelo seu suplente. Segundo Faustino, o helicóptero usado pelo senador e a então candidata Rosalba Ciarlini durante a campanha eleitoral do ano passado foi pago com o dinheiro do esquema. Ah, antes que eu me esqueça: todo o noticiário sobre esse esquema fraudulento comandado pelo suplente de Agripino e amigo de José Serra, convenientemente “esquecido” pela grande mídia – a paulista principalmente – está publicado no site “Brasil 247″. Com a palavra, então, para os devidos esclarecimentos, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia, e sua aliada, a governadora Rosalba Ciarlini. Informações do jornal "Correio do Brasil".

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dólar pode chegar a R$ 2,40 com fuga de capitais, diz SLJ


Uma fuga de investidores em moedas emergentes já começou e a magnitude da perda de valor do real e do won sul-coreano pode surpreender o mercado, disse hoje Stephen Jen, sócio da SLJ Macro Partners LLC. O dólar pode subir para até R$ 2,40, uma alta de 31 por cento em relação ao fechamento de ontem, disse Jen em entrevista por telefone. O executivo foi estrategista-chefe de moedas no Morgan Stanley. “O mercado não está preparado para uma venda generalizada de ativos de mercados emergentes”, disse Jen. “Isso é apenas o começo.” A estimativa mediana de 22 analistas consultados pela Bloomberg aponta para um dólar mais fraco, a R$ 1,76 no fim do ano e R$ 1,68 em dezembro de 2012. As moedas de países em desenvolvimento, incluindo o peso mexicano, a rúpia da Índia e o rand da África do Sul, se desvalorizaram pelo menos 10 por cento este ano com o aprofundamento da crise da dívida europeia e depois que uma queda no crescimento econômico dos Estados Unidos e da China levou investidores a reduzirem a exposição a ativos de mercados emergentes.

domingo, 20 de novembro de 2011

Ir à Justiça contra empresa aérea rende até R$ 13 mil

Ir à Justiça contra empresas aéreas por falhas na prestação do serviço é indenização certa em 60% dos casos aponta levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo. O dinheiro sai rápido: em até quatro meses, na média, com valor de R$ 3.573 -a maior indenização foi de R$ 13 mil em ação contra a TAM. As informações são de reportagem de Ricardo Gallo, publicada na Folha de São Paulo deste domingo. O levantamento foi feito nos processos contra TAM, Gol e Webjet que entraram em 2011 no Juizado Especial Cível Central, na Liberdade (região central), o principal de São Paulo. De 102 ações com decisão da Justiça desde janeiro, 64 foram favoráveis aos passageiros -e a maioria deles, 61%, já recebeu o dinheiro. Nos juizados, causas de até R$ 10,9 mil dispensam advogado. Há apenas uma instância de recurso, o que acelera o andamento dos processos. Por economia, as empresas chegam a não recorrer. As reclamações em geral tratam do extravio de bagagem ou problemas com voos, como overbooking e atrasos. O juiz não costuma indenizar o cliente no valor total reivindicado. A quantia depende do caso, mas dificilmente supera R$ 8.000. O cálculo do juiz leva em conta os danos morais e materiais causados.

sábado, 19 de novembro de 2011

Batman tem filmagens encerradas


O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) é o título do terceiro filme de Batman dirigido por Christopher Nolan. No Brasil, o longa-metragem será lançado em 27 de julho de 2012, uma semana após o lançamento nos EUA (20/7). Visando fidelidade visual aos longas anteriores, Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas, o filme - que encerrará uma trilogia - não será rodado em 3-D nem convertido ao formato, na contramão dos blockbusters de Hollywood. Cópias em IMAX 2D, porém, serão disponibilizadas. Christian Bale (Batman), Anne Hathaway (Mulher-Gato), Tom Hardy (Bane), Marion Cotillard (Miranda Tate), Joseph Gordon-Levitt (John Blake), Gary Oldman (Comissário Gordon), Morgan Freeman (Lucius Fox), Michael Caine (Alfred), Josh Pence (jovem R'as al Ghul), Daniel Sunjata (um oficial de forças especiais), Diego Klattenhoff (um policial), Juno Temple (Holly Robinson), Nestor Carbonell (prefeito de Gotham), Chris Ellis (um padre), Brett Cullen (um juiz), Burn Gorman, Matthew Modine (Nixon), Tom Conti, Josh Stewart e a menina Joey King estão no elenco. As filmagens de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge estão encerradas. A notícia foi dada pelo ator Joseph Gordon-Levitt em seu Tumblr. A produção do terceiro e último filme de Batman dirigido por Christopher Nolan passou, portanto, pela Índia, depois Inglaterra, Escócia, Pittsburgh, Los Angeles, Nova York e Nova Jersey. O primeiro trailer completo do filme deve acompanhará as exibições de Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, que estreia em 16 de dezembro nos EUA (13 de janeiro de 2012 por aqui). A data é a mesma em que chega ao IMAX Missão Impossível: Protocolo Fantasma, que terá a prévia de oito minutos do novo Cavaleiro das Trevas.

Confira o trailer:



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Crescem gastos das cidades do Paraná

Os maiores municípios do Paraná aceleraram as despesas públicas nos últimos três anos sem que a receita crescesse na mesma proporção. Apesar disso, o incremento na arrecadação e a legislação benevolente com relação às dívidas abrem espaço para que as prefeituras gastem ainda mais em 2012, quando serão feitas as eleições municipais. A prefeitura de Curitiba, por exemplo, pretende elevar a dívida consolidada em 40% no ano que vem. Quando os prefeitos iniciaram o atual mandato, em janeiro de 2009, as dez maiores cidades do Paraná tinham uma receita corrente conjunta de R$ 6,2 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. A estimativa é que esse número feche em torno de R$ 8,3 bilhões em 2011, um crescimento de 34% no período. O desembolso de dinheiro para despesas correntes somou R$ 5,1 bilhões, e a estimativa é que neste ano chegue a R$ 7,5 bilhões, alta de 45%. Só para se ter uma ideia, com R$ 1 bilhão é possível manter as sete universidades estaduais do Paraná por um ano – juntas elas atendem cerca de 70 mil alunos. As sobras de caixa foram direcionadas para quitação de débitos, e o montante acumulado se manteve estável. No começo de 2009, as dez maiores cidades tinham R$ 1,6 bilhão de dívida consolidada; agora esse valor gira em torno de R$ 1,7 bilhão. Mas, se quiserem, as prefeituras poderão se endividar muito mais – este é o caso de Curitiba, por exemplo, que está fazendo empréstimos para grandes obras viárias e para a implantação do metrô. Pela norma vigente desde 2001, cada município tem direito a ter dívida líquida correspondente a 120% da receita corrente líquida. A regra foi criada pelo Senado, durante a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para evitar o endividamento excessivo. Quatro das maiores cidades paranaenses estão próximas do teto de gastos com pessoal, o que pode limitar a concessão de aumento salarial em 2012. O limite prudencial para os municípios é de 51,3% da Receita Corrente Líquida (RCL), e o máximo, 54%. Paranaguá é a que tem a pior situação, com 49% da RCL já comprometida com a folha de pagamento. A prefeitura de Paranaguá informa que está controlando os gastos para não extrapolar o teto. O dado, entretanto, se refere a 2010, pois não foram prestadas informações atualizadas ao Tesouro Nacional. A prefeitura informou que está atualizando os dados. Também estão em situação complicada Colombo (48,5%), Cascavel (47,5%) e Foz do Iguaçu (46,5%). Ponta Grossa compromete 43% das receitas líquidas com folha de pagamento e Guarapuava, 40%. As demais cidades estão em situação confortável, com índices abaixo de 38%. Se as receitas aumentarem em um bom ritmo, fica mais fácil conceder aumentos. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

PIB do Paraná deve crescer 4,1% neste ano

A economia do Paraná vai crescer mais que a do Brasil em 2011. A projeção é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado aumente 4,1%, contra uma média nacional de 3,3%, de acordo com cálculos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). Será o segundo ano consecutivo em que a economia do estado tem desempenho superior à nacional. Ainda assim, o ritmo de crescimento cairá à metade em relação ao registrado no ano passado, quando o PIB paranaense aumentou 8,3%. Pelo menos três fatores ajudam a explicar esse desempenho: a performance da indústria, que está desacelerando mais lentamente que a média brasileira; a alta dos preços das commodities, que favorece o agronegócio; e o consumo ainda em alta, que sustenta o crescimento do comércio. O PIB do Paraná gira em torno de R$ 200 bilhões.

domingo, 13 de novembro de 2011

Paraná ganha Hospital “5 estrelas”


Com o maior investimento no setor hospitalar das últimas duas décadas, Curitiba quer entrar no mapa do chamado “turismo de saúde”, segmento que movimenta cerca de US$ 60 bilhões em todo o mundo e que deve crescer, em média, 35% ao ano no Brasil nos próximos anos. Previsto para ser inaugurado na próxima quinta-feira, o Hos­pital Marcelino Champagnat, do grupo Aliança Saúde – que administra também o Cajuru e a Santa Casa – será o primeiro do Paraná voltado exclusivamente para pacientes particulares e de convênio de alta renda. Com um investimento total de R$ 75 milhões – o que equivale a três hipermercados de grande porte –, o Marcelino Champagnat terá como objetivo concorrer com hospitais de referência em atendimentos de alta complexidade, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein, ambos em São Paulo. Procedimentos cirúrgicos de alta complexidade em pacientes adultos nas áreas de ortopedia, neurocirurgia, cirurgias cardíaca e geral, incluindo bariátrica, serão o foco do novo hospital. “A estrutura hospitalar de Curitiba não é condizente com o porte da cidade. Temos aqui excelentes médicos, mas hospitais que são ‘apenas bons’ em termos de tecnologia, equipamentos e atendimento”, diz o superintendente-executivo da Associação Paranaense de Cultura (APC), mantenedora do grupo Aliança Saúde, Marco Antônio Barbosa Cândido. Segundo ele, uma parte da demanda local acaba buscando tratamento em cidades como São Paulo, Porto Alegre ou Rio de Janeiro. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

União aumenta limite do Paraná para captação de financiamentos


O governo federal assinou, na tarde de ontem, quinta-feira (10/12), com seis governadores, entre eles o do Paraná, Beto Richa (PSDB), um termo para ampliação de crédito fiscal. Com isso, eles poderão aumentar seu nível de endividamento em mais R$ 22,3 bilhões. Há 15 dias, o Palácio do Planalto havia feito a mesma coisa com outros 10 estados, num total de R$ 15,7 bilhões. O Paraná recebeu autorização para endividamento de R$ 1,192 bilhão, atrás de São Paulo (R$ 7 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 6 bilhões), Minas Gerais (R$ 3 bilhões), Maranhão (R$ 2 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 1,467 bilhão). O estado ficou à frente apenas de Alagoas (R$ 666 milhões). A ideia do governo federal é que os estados utilizem esse novo teto de endividamento para contrair empréstimos e fazer investimentos sobretudo em infraestrutura, o que contribuirá para o crescimento do país e o aumento do Produto Interno Bruto (PIB,soma das riquezas produzidas pelo país). Richa elogiou a "relação republicana" com o governo federal. "Agradeço a cordialidade com que a senhora nos tem tratado. Se não fosse a relação estreita com o governo federal, muitos investimentos não estariam acontecendo em nossos estados". O evento, aberto para a imprensa de última hora, serviu para a presidente Dilma Rousseff ser elogiada publicamente por todos os presentes - quatro governadores do PSDB (SP, MG, PR e AL), uma do PMDB(MA) e outro do PT (RS). A presidente aproveitou reafirmar o que já havia dito pela manhã, em outra cerimônia: o Brasil, ao contrário dos países europeus, que sofrem com a crise econômica, tem solidez fiscal e combate os efeitos da crise investindo. "O que acho extremamente relevante - e é uma conquista não só do meu mas dos governos passados também - é que conseguimos uma grande maturidade institucional que é perceber que é possível compatibilizar solidez fiscal com investimento, que é algo que não é contraditório, porque o que nos torna hoje capazes de resistir a crise, de ter uma espécie de barreira aos efeitos dessa crise, é o fato de nós termos essa parede, solidez fiscal nas contas públicas do governo federal e dos estados". Para ela, as duas décadas em que o país ficou sem crescer serviu para que o Brasil aprendesse o caminho. "Tivemos duas décadas perdidas, mas que contribuíram para que soubéssemos o caminho", disse. "Considero extremamente relevante a situação que vivemos, Nós mudamos a pauta. A pauta não é falta de perspectiva. É o contrário. É a perspectiva." Os governadores foram elogiosos a Dilma e disseram que irão investir os recursos a mais em infraestrutura. "Minas Gerais e os demais estados se esforçaram para chegar a este momento. Estes recursos são fundamentais para os investimentos", declarou Antonio Anastasia, de Minas Gerais. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, embora tenha elogiado a iniciativa, lembrou que o acordo é fruto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), aprovada no governo de Fernando Henrique Cardoso - e que o PT votou contra. O Rio de Janeiro, cujo governador Sérgio Cabral não compareceu à cerimônia por causa das manifestações em defesa do estado na partilha dos royalties, terá direito a contrair empréstimo no valor máximo de R$ 6 bilhões.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Funcionários da Petrobras podem entrar em greve a partir do dia 16

Funcionários da Petrobras estão realizando assembleias em todo o país desde a última sexta-feira para discutir a contraproposta apresentada pela companhia no dia 31 de outubro em relação às cláusulas econômicas para o Acordo Coletivo de Trabalho 2011. Segundo o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, a resposta da Petrobras está muito aquém do esperado. O líder sindical afirmou que a maior parte das reuniões deve acontecer até quarta-feira e, até agora, todas aprovaram a greve. Se a paralisação for confirmada, poderá começar a partir do dia 16. “Vamos esperar até o dia 10 para a Petrobras apresentar uma nova proposta”, avisou Moraes. “Das mais de 40 plataformas do país, 20 já aprovaram a greve”, completou. O coordenador explicou que dos 10% de ganho real solicitado pela FUP, a Petrobras ofereceu apenas 1,5%. A companhia já havia concedido a reposição da inflação no salário, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até agosto, de 7,23%. Procurada, a Petrobras afirmou, em nota, que “além de reajuste de 9% e gratificação de 90% de uma remuneração, a empresa propõe avanços em diversos itens relacionados ao plano de saúde e previdência dos empregados, condições de saúde e segurança, entre outras questões”. Segundo explicou a assessoria de imprensa, a gratificação é paga uma única vez, como um abono, e os 9% são referentes ao reajuste da inflação até agosto mais 1,5% de ganho real. A proposta em relação às cláusulas sociais foi apresentada pela Petrobras em 19 de outubro e também rejeitada pelos sindicalistas. O coordenador da FUP – que reúne 13 sindicatos – disse que a Petrobras sabe que os funcionários não estão satisfeitos com as propostas. “Eles conhecem a nossa pauta”, afirmou. De acordo com ele, já ocorreram sete rodadas de negociações e a Petrobras ainda está muito longe de atender às reivindicações. “As questões ligadas à saúde e à segurança são as mais preocupantes”, disse Moraes, lembrando que só este ano 16 mortes foram registradas na companhia. Os sindicatos pedem melhorias nos planos de saúde e mais segurança para a realização do trabalho. Desde o dia 19 de outubro, os trabalhadores da estatal realizam mobilizações nacionais.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Barrichello terá Raikkonen como possível substituto na Williams

O piloto brasileiro Rubens Barrichello terá o finlandês Kimi Raikkonen como possível substituto na escuderia Williams a partir da próxima temporada de Fórmula 1, afirmou a imprensa finlandesa. Segundo o grupo de comunicação MTV3, Raikkonen deve assinar um contrato de 30 milhões de euros (R$ 71,7 milhões) com a equipe que acabou de fechar um patrocínio com o banco Qatar National Bank. Barrichello que no ano que vem completa sua vigésima temporada na Fórmula 1, deu início a negociações com a escuderia Lotus-Renault, onde poderá correr junto ao também brasileiro Bruno Senna. O venezuelano Pastor Maldonado, que conta com apoio financeiro da empresa estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA), continuará na Williams em 2012. Raikkonen, que foi campeão mundial na temporada de 2007 pela Ferrari, se afastou das pistas em 2009. (ANSA)