Quando soube da prisão de Marcelo Odebrecht, o empresário Eike Batista se sentiu vingado. Ele dizia com orgulho em reuniões reservadas que seu nome nunca apareceria na Operação Lava Jato. Afirmava que seus negócios não deram certo porque o mercado não quis esperar que os projetos amadurecessem, mas que ele não seria acusado de se beneficiar de dinheiro público. Eike não gostava de Odebrecht, a quem atribuía sua dificuldade para fazer negócios com a Petrobras. Um ano e meio depois da prisão do empreiteiro, foi a vez de Eike virar alvo da Lava Jato, acusado de repassar propina de US$ 16,5 milhões para Sérgio Cabral. A proximidade entre Eike e o ex-governador do Rio despertava suspeitas desde que se tornou público que o empresário emprestava seus jatos para o peemedebista. Ao ser questionado por pessoas próximas sobre o assunto, Eike reconhecia que tinha cometido um erro ao emprestar os aviões para Cabral, mas que era difícil negar um pedido do governador. E garantia que os "favores" nunca tinham passado daí. No início de sua carreira, Eike se vangloriava de que geria três minas de ouro sem nunca ter falado com um ministro de Minas e Energia com exceção de seu pai, Eliezer Batista, que ocupou o cargo antes do governo militar. Mas essa suposta independência do poder público não resistiu ao crescimento dos negócios. Recém separado da modelo Luma de Oliveira, Eike já era considerado um bilionário quando diversificou.Ele se aproveitou do otimismo dos anos Lula e abriu o capital de seis empresas na bolsa, incluindo a petroleira OGX e a mineradora MMX, levantando R$ 27 bilhões. Em 2012, foi classificado como o sétimo homem mais rico do mundo pela revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões. Considerado um exemplo de empreendedor, Eike foi incluído pelo governo petista na política de fomentar os campeões nacionais e agraciado com R$ 10 bilhões em empréstimos pelo BNDES. Ele chegou a se aproximar do então presidente Lula, de quem comprou um terno por R$ 500 mil em um leilão beneficente. Recentemente, o empresário procurou a polícia para esclarecer parte de suas relações com o petismo. Disse ter sido procurado pelo exministro da Fazenda, Guido Mantega, que teria pedido R$ 5 milhões para pagar dívidas de campanha do PT. As conexões políticas, no entanto, não foram suficientes para salvar Eike quando uma crise de confiança se instalou em seu império. Em 2013, quando a OGX iniciou a extração de petróleo e sua produção passou longe das previsões, o crédito secou. As empresas do grupo X tiveram que ser vendidas para pagar dívidas bilionárias. Uma operação de salvamento foi montada, envolvendo ministros do governo Dilma, mas não vingou.Durante muito tempo, o empresário se queixou aos mais próximos de que fora abandonado pelo governo. Ele culpava especialmente o BNDES, que travou empréstimos em um momento crítico para o grupo. Antes de ter a prisão decretada, do 10a andar do edifício 154 da Praia do Flamengo, no Rio, Eike arquitetava seu retorno ao mundo dos negócios. Ao lado de cerca de meia dúzia de executivos, tentava enveredar no mercado de pastas de dente. Com informações da Folha de São Paulo.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Governador Richa traz recursos para Apucarana e região
Acompanhei nesta terça-feira (16/01) como convidado aqui em Apucarana, que nesta semana comemora 73 anos de emancipação política, o governador Beto Richa, o deputado Alexandre Curi (PSB),o secretário de Estado Ratinho Júnior e comitiva, que anunciaram a ampliação na oferta de abastecimento de água, o que beneficiará, principalmente, os moradores das áreas norte e oeste do município. Além disso, a prefeitura recebeu dez veículos, entre caminhões, motoniveladoras e pás carregadeiras. Apucarana também comemora a entrega dos primeiros cinco quilômetros da duplicação no trecho da ligação com Califórnia. O governador Beto Richa também participou em Apucarana da posse do prefeito Beto Preto na Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), que reúne 26 prefeituras, com uma população de quase 300 mil habitantes. Richa destacou os investimentos em Apucarana. “Viemos reafirmar a disposição de estarmos juntos”, disse Richa. “Procuramos nos associar à gestão municipal, com uma parceria harmônica, republicana. Temos obras acontecendo e estamos anunciando outras. A prefeitura apresenta importantes projetos, o que dá ao Governo do Estado a possibilidade de realizar investimentos”, afirmou o governador. Ele disse que hoje o Paraná colhe os frutos do ajuste fiscal feito pelo governo estadual. “A transferência de R$ 430 milhões em recursos do ICMS para os municípios, feita ontem em Curitiba, mostra que as medidas foram acertadas. Acompanhamos com tristeza a situação de outros estados, que não se prepararam para crise aguda nacional. Apucarana recebeu R$ 2,7 milhões. Isso é resultado do trabalho e planejamento do nosso governo”, afirmou. “É um momento de alegria para Apucarana”, disse o prefeito Beto Preto. Estamos na semana do aniversário da cidade, que completa 73 anos de emancipação política, e queremos avançar ainda mais, em parceria com o Governo do Estado”, afirmou. O Vale do Ivaí, disse o prefeito, é uma região rica, mas que precisa de desenvolvimento, gerar emprego e renda.”Temos de estar juntos com o governo estadual, fazer planejamento estratégico, inteligência empresarial para trazer investimentos para a região. Vamos contar com todos os prefeitos que fazem parte da Amuvi”, afirmou Beto Preto. “Ninguém governa sozinho, temos que unir forças”. Após os compromissos oficiais do período da manhã foi oferecido um almoço ao governador Beto Richa em Apucarana, restrito a convidados.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Mensagem do dia
"Encontrar meus amigos, colaboradores e simpatizantes a cada vez que retorno das muitas viagens que faço em busca de novos negócios é um incentivo a mais para continuar a jornada. Os desafios são imensos mas os resultados são fascinantes". Mais uma semana encerrada. É muito bom ser bem recebido. Bom final de semana à todos que nos acompanham aqui.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
A cada 3 novos desempregados no mundo em 2017, um será brasileiro
O Brasil terá em 2017 o maior aumento do desemprego entre as economias do G-20 e adicionará 1,4 milhão de novos trabalhadores sem emprego à sociedade até 2018. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, em um informe publicado nesta quinta-feira, 12, alerta que o desemprego no País vai continuar a se expandir para atingir um total de 13,8 milhões de brasileiros até o ano que vem. A OIT estima que, entre 2016 e 2017, o exército de desempregados no planeta aumentará em 3,4 milhões. Mas o epicentro dessa crise será o Brasil, responsável por 35% desse número, com 1,2 milhão em 2017 e mais 200 mil em 2018. De cada três novos desempregados no mundo, um será brasileiro. Em termos absolutos, o Brasil terá a terceira maior população de desempregados entre as maiores economias do mundo, superado apenas pela China e Índia, países com uma população cinco vezes superior à do Brasil. Nos EUA, com uma população 50% superior à brasileira, são 5 milhões de desempregados a menos que no País. “As coisas vão piorar no Brasil antes de voltar a melhorar”, alertou o economista-senior da OIT, Steve Tobin. Pelos dados da entidade, o número de brasileiros sem empregos passará de 12,4 milhões em 2016 para 13,6 milhões em 2017. Para 2018, o número total chegará a 13,8 milhões. Em termos percentuais, o salto no desemprego no Brasil vai ser o maior entre as economias do G-20. A taxa irá passar de 11,5% em 2016 para 12,4% em 2017. Ao final de 2018, apenas a África do Sul terá um índice de desemprego ainda superior ao do Brasil. Na avaliação de Tobin, existem indicações de que a economia brasileira vai começar a se recuperar em 2018. Mas um impacto no mercado de trabalho não seria imediato, já que empresas tendem a aguardar antes de voltar a contratar. “Mesmo que o PIB melhore, existe uma reação retardada no mercado de trabalho”, explicou. Na avaliação da entidade, a recessão em 2016 no Brasil foi “mais profunda que antecipada” e que essa realidade ainda vai se fazer sentir em 2017. Um dos temores ainda da OIT é de que a informalidade no mercado de trabalho brasileiro cresça, assim como a taxa de pessoas em empregos precários. Na OIT, os economistas não escondem que os números brasileiros tiveram um impacto mundial e afetaram os cálculos gerais. Para a entidade, como consequência, a América Latina tem hoje o maior desafio do desemprego no mundo, diante da recessão e suas consequências em 2017. Além disso, o continente conta ainda com uma população jovem, pressionando o mercado de trabalho. No total, a região deve terminar 2017 com uma taxa de desemprego de 8,4%, 0,3 pontos a mais que em 2016. “Isso será amplamente gerado pelo aumento do desemprego no Brasil”, disse a OIT, lembrando que a recessão de 2016 foi a segunda em menos de uma década. De acordo com a entidade, com uma contração do PIB brasileiro de 3,3% em 2016, o resultado foi um impacto em toda a região e nas exportações de países vizinhos. O cenário brasileiro acabou levando o PIB regional a sofrer uma queda de 0,4%. Quanto mais dependente do Brasil, pior foi o resultado para o continente. Na América Central, por exemplo, a expansão do PIB foi de 2,4%. Já na América do Sul, a queda foi de 1,8%. Uma das consequências deve ser ainda o grau de vulnerabilidade, mesmo entre aqueles com trabalho. Entre 2009 e 2014, esses problemas foram alvo de amplas melhorias. Mas com o fim do crescimento regional em 2015, a taxa de trabalhadores em condições precárias aumentou de novo e passou de 90,5 milhões naquele ano para uma estimativa de 93 milhões ao final deste ano. No médio prazo, a OIT vê a região com certo otimismo. A tendência aponta para uma estabilização dos preços de commodities e as “incertezas políticas e macroeconômicas começam a diminuir”. O resultado seria uma volta do crescimento do PIB na região já em 2017, de cerca de 1,6%. Mas, ainda assim, a pressão sobre o mercado de trabalho vai continuar e o número de desempregados aumentará. Isso por conta da expansão da população jovem continuar a um ritmo mais acelerado que a criação de postos de trabalho. Pelo mundo, a OIT alerta que o desemprego também deve aumentar em 2017, mas apenas de forma marginal. No total, serão 3,4 milhões de novos desempregados, uma taxa de 5,8%, contra 5,7% em 2016. Isso significa que um total de 201 milhões de pessoas estarão sem trabalho neste ano, um número que irá aumentar em outros 2,7 milhões em 2018. Se no início da década a explosão no desemprego foi gerado pela crise nos países ricos, agora os números apontam para os emergentes. Nas economias desenvolvidas, o número total de desempregados passará de 38,6 milhões de pessoas para 37,9 milhões entre 2016 e 2017. Mas, no mundo em desenvolvimento, ele subirá de 143,4 milhões para 147 milhões. Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, o crescimento da economia mundial continua a ser “frustrante”, o que deve criar sérios problemas para que mercados gerem postos de trabalho. Além do desemprego, a OIT alerta para o fato de que 42% daqueles com um trabalho ocupam postos com alta taxa de vulnerabilidade, baixos salários e nenhum direito. “Nos países emergentes, quase um em cada dois trabalhadores vive uma situação de vulnerabilidade”, disse Tobin, economista da OIT. Sem um crescimento suficiente da economia mundial, essa população com trabalhos precários deve aumentar em 11 milhões de pessoas. O número de trabalhadores ganhando menos de US$ 3,10 por dia deve também aumentar e mais de 5 milhões em apenas dois anos.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Greca deixa hospital mas terá que ficar uma semana em repouso em casa
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN) recebeu alta hoje depois de uma semana internado no hospital Marcelino Champagnat, com um diagnóstico de tromboembolia pulmonar. Apesar de ter sido liberado pelos médicos para voltar para casa, ele terá que ficar uma semana em repouso. Só poderá retomar as atividades na prefeitura no próximo dia 16, segunda-feira da semana que vem. “Estou aos poucos recuperando o fôlego, mas estou com uma vontade tremenda de servir Curitiba”, disse Greca, em entrevista coletiva antes de deixar o hospital. “A presença, o meu internamento nesse hospital de ponta, só multiplica em mim a vontade de servir a causa da saúde. Eu acho que Deus que sabe o que faz me colocou na condição de doente dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva para eu entender o que é preciso ser feito pelo bem do nosso povo”, afirmou o prefeito.
domingo, 8 de janeiro de 2017
Robô da IBM substitui 34 funcionários de empresa no Japão
O IBM Watson, que a empresa define como uma plataforma de computação cognitiva, substituiu 34 funcionários de um escritório de seguros no Japão, de acordo com o jornal local The Mainichi. Esse robô funciona como um software de análise de dados com inteligência artificial, que ajuda gestores a tomarem decisões, entre outras centenas de funções. Essencialmente, ele “pensa” como um ser humano e consegue interpretar textos, áudios, imagens e vídeos, mesmo que eles não estejam estruturados. O Watson vai começar a atuar neste mês na Fukoku Mutual Life Insurance Company lendo documentos médicos e determinando pagamentos com base em ferimentos, históricos e procedimentos médicos. O investimento inicial da operação é de 1,7 milhão de dólares, com manutenção anual de 128 mil dólares. A empresa espera poupar 1,1 milhão de dólares por ano com o uso do IBM Watson. A Fukoku Mutual Life Insurance Company também utiliza a inteligência artificial para analisar ligações para seu call center, identificando a linguagem dos clientes entre positiva e negativa. O Watson ficou conhecido em 2011, ao vencer humanos em um programa de perguntas e respostas na TV, o Jeopardy. Essa tecnologia da IBM aprende conforme analisa informações e ajuda empresas a reduzir custos e melhorar o atendimento aos clientes. Um exemplo de atuação no Brasil é no banco Bradesco. O Watson aprendeu o nosso idioma e a companhia ensinou o sistema a responder mais de 50 mil perguntas dos funcionários sobre suas rotinas de trabalho. O Fórum Econômico Mundial prevê que a inteligência artificial pode eliminar mais de 7 milhões de empregos nas 15 maiores economias nos próximos anos. Enquanto essas plataformas realizam trabalhos repetitivos, humanos podem ter mais tempo livre para executar tarefas que exigem mais “humanidade”. Diversos aplicativos para smartphones também utilizam o Watson, como o Nutrino, o Record e o MeCasei.
sábado, 7 de janeiro de 2017
B.O. de estupro e centenas de perfis nas mídias sociais, são parte da acusação de extorsão contra Chik Jeitoso e Araújo, aponta MP
O suposto esquema de extorsão do bruxo Chik Jeitoso - nome artístico de Luiz Antonio Pereira Ferreira - e do advogado e ex-secretário de Trânsito de Curitiba Marcelo Araújo envolviam boletins de ocorrência de denúncias que seriam falsas e uma rede de perfis no Facebook e Twitter para replicar o conteúdo difamatório. O objetivo era forçar empresários a fazer pagamentos que chegavam a R$ 5 milhões. O esquema está descrito na denúncia encaminhada à Justiça pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Chik Jeitoso e Araújo estão presos preventivamente no Complexo Médico Penal de Pinhais.Segundo o MP-PR, os acusados agiam sempre de forma semelhante: primeiro, identificavam uma mulher, que registrava boletim de ocorrência na Polícia Civil, alegando que teria sido estuprada por um empresário, que viraria o alvo das tentativas de extorsão. Em seguida, Araújo e outro advogado entravam em contato com os advogados dos empresários e pediam dinheiro para não divulgar o suposto caso de estupro. Enquanto transcorriam as negociações, Chik Jeitoso começava a replicar postagens com conteúdo “difamatórios, caluniosos ou injuriosos” contra os empresários. Para isso, o bruxo contava com uma rede de perfis em redes sociais. A transcrição de uma conversa telefônica com um advogado indica que o acusado mantinha 200 contas no Twitter e 400 no Facebook para viralizar as postagens. “Depois que acertar [que fizer o pagamento], o que tiver na minha conta, eu tiro. O que tiver nos meus 200 twitters e o que tiver nos meus 400 Facebook, eu tô dando ordem para os meus filhos tirarem, porque tem coisa de muitos anos”, consta da transcrição de um diálogo do bruxo com o advogado de uma das vítimas. Na conversa que consta da denúncia, Chik Jeitoso se compromete ainda a não fazer novas postagens relacionadas ao empresário. “Aqui é palavra de homem e pode dar um tiro na minha boca e na minha cabeça se eu não parar de falar”, disse, na gravação. Quarta-feira (04/01), o advogado do bruxo Chik Jeitoso, Ygor Salmen, afirmou que já analisou a denúncia proposta pelo Ministério Público e que não viu elementos que comprovem que houve extorsão. “Se for analisado com cautela, todo conteúdo deixa muita dúvida em relação a existência de crime”, explicou. Nesta quinta-feira (5), a reportagem não conseguiu contato com o defensor. Já o advogado Gustavo Sartor, que defende o ex-secretário Municipal de Trânsito, afirmou que não pode comentar o caso em razão do sigilo decretado no processo. Além de tentar extorquir dois empresários, o grupo também é acusado de ter pedido R$ 10 milhões ao ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT). Segundo o MP-PR, o dinheiro teria sido cobrado em razão de uma macumba que Chik Jeitoso teria feito para que Fruet vencesse a eleição municipal de 2012. O valor foi solicitado por Araújo ao advogado do ex-prefeito. Com informações da Gazeta do Povo.
domingo, 1 de janeiro de 2017
Rafael Greca vai de ônibus à posse e promete mais recursos para a saúde
Conforme prometido, o prefeito eleito Rafael Greca (PMN) foi de ônibus à cerimônia de posse, na Câmara Municipal de Curitiba neste domingo (01/01). Ele estava acompanhado de seus secretários, do vice-prefeito Eduardo Pimentel e da primeira dama, Margarita Sansone. Em uma postagem no Facebook, mais cedo, ele havia mostrado o veículo - um Volvo ElectriCity, plotado em cor “verde esperança”. A ideia do prefeito seria “simbolizar nosso olhar para o futuro da cidade ecológica” e o “compromisso com novas energias”. Rafael Greca foi recepcionado pela bateria da escola de samba Mocidade Azul e pelo músico Saul Trumpet, que tocaram o hino de Curitiba. O prefeito voltou a afirmar que sua prioridade é a saúde e prometeu muito dinheiro para a área logo no início do mandato. Depois de passar mal e ter sido submetido a exames ontem, sábado (31/12), o prefeito parecia disposto e recuperado.A sessão de posse começou perto das 17 horas e assim como a cerimônia que empossou os parlamentares foi presidida pelo vereador mais votado, Serginho do Posto (PSDB). O ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT) não foi à cerimônia, mas sua vice, Mirian Gonçalves (PT), ocupou um lugar na mesa das autoridades. A solenidade foi acompanhada pelo governador Beto Richa, a secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, a vice-governador Cida Borghetti, e o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O governador anunciou o repasse de R$ 60 milhões de ICMS extraordinário para a cidade. Os demais municípios do Paraná também receberão recursos. “Isto é fundamental para recuperar capacidade de pagamento das prefeituras”, disse Richa, que ressaltou o compromisso do Governo do Estado de trabalhar integrado com a Prefeitura para a reconstrução de Curitiba, inclusive na reintegração do transporte metropolitano. “Rafael Greca terá um instigante desafio de reerguer Curitiba nesta conjuntura adversa, de crise econômica, mas sabemos de sua qualificação para retomar o destino da cidade inovadora, referência na solução de problemas urbanos. A solenidade teve participação de vários líderes religiosos e políticos e foi aberta à população. Na cerimônia ecumênica, houve benção do arcebispo de Curitiba, dom José Antonio Peruzzo, e acompanhamento do Coral da Catedral. Greca também entoou o Hino de Curitiba, que, em seguida, foi apresentado pela Banda Lyra. Um brinde com o tradicional refrigerante Gengibirra, o “champagne” dos curitibanos, marca o evento, que não terá custos aos cofres municipais. Na cerimônia também tomaram posse os secretários municipais Maria Silvia Bacila Winkeler, da Educação; Sergio Tocchio, do Meio Ambiente; Marcelo Cattani, da Comunicação Social; Carlos Calderon, da Administração e Recursos Humanos; João Carlos Baracho, da Saúde; Luiz Fernando Jamur; de Governo; Eduardo Pimentel, de Infraestrutura; Algacir Mikalowski, de Defesa Social; Vitor Pupi, de Planejamento, Finanças e Orçamento; Marcelo Ferraz, de Urbanismo e Assuntos Metropolitanos; Luiz Dâmaso Guzzi, de Abastecimento e Agricultura; Marcello Richa, do Esporte e Turismo; e os presidente de órgãos públicos municipais, Reginaldo Reinert, do Ippuc; José Lupion Neto, da Cohab; Tatiana Turra, do Instituto Municipal de Turismo; Larissa Marsolik, da Fundação de Ação Social (FAS); José Carlos Rauen, do IPMC; Bruno Rocha, da Curitiba S/A; Maurício Appel, da Fundação Cultural de Curitiba; José Antônio Andreguetto, da Urbs; Rodolpho Zanin Feijó, de Relações Internacionais, Dora Pizzato, do ICS. Greca dará início à gestão como prefeito nesta segunda-feira (02/01), às 8h, no Palácio 29 de Março.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Greca passa mal e é levado para hospital
A um dia da posse, o prefeito eleito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), teve que se submeter a exames para descartar a possibilidade de um infarto. Ele relatou ter sentido consecutivas crises de falta de ar desde esta sexta-feira (30/12) e, por isso, o médico que o acompanha achou melhor encaminhá-lo a um hospital para que fosse avaliado. Segundo Greca, que conversou com a reportagem por telefone no começo da noite deste sábado, o quadro começou depois de ele ter visitado o cenário da cerimônia de posse - no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem. “Eu me emocionei assim que vi o cenário da posse e fiquei com falta de ar. Para desespero dos adversários, estou bem”, declarou. Greca foi levado ao Hospital Marcelino Champagnat, no bairro Cristo Rei, onde passou por exames cardiológicos. Ele chegou à instituição por volta das 16h30 e tinha liberação prevista para antes das 20 horas, segundo informou sua assessoria. As informações são do jornal Gazeta do Povo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Imovéis devem ter o menor nível de preço em 2017
Apesar de o cenário político e econômico do país não permitirem traçar uma previsão clara sobre qual será o desempenho do mercado de imóveis para o ano que vem, em um ponto os especialistas concordam: após uma queda real de 6,25% nos últimos 12 meses, os preços de casas e apartamentos tendem a ficar estáveis em 2017. O mercado deve atingir o fundo do poço quando se fala de preços, segundo João da Rocha Lima, professor do Núcleo de Real State da Poli-USP. “Considerando um cenário no qual a economia comece a se recuperar devagar, e a inflação caia, os preços devem ficar estáveis até voltarem a subir”. Além disso, as construtoras já estão com margens bastante apertadas para diminuir preços, diz Lima. “Não há espaço para mais quedas”. Apesar de ainda não haver no horizonte a previsão de um aumento de renda dos consumidores para incentivar a compra da casa, a expectativa de Flavio Amary, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), é de que ao menos o nível de desemprego pare de piorar no ano que vem. Nesse cenário, o executivo aponta que empresas preferem deixar os preços estáveis e aguardar uma retomada da economia.A exceção nesse cenário são empresas que ainda têm estoque de imóveis prontos para vender e precisam de dinheiro. “Essas construtoras querem se livrar dessas unidades o quanto antes. Como consequência, cobrarão preços mais atrativos por eles”, diz Lima. Amary concorda, ainda que, assinala, hajam menos empresas nessa posição agora do que nos últimos anos.Apesar de não serem divulgados dados confiáveis sobre o tamanho do estoque de imóveis prontos, que geram mais custos para as empresas, Lima acredita que o problema ainda não foi resolvido por conta de um aumento no cancelamento dos contratos já firmados, que acaba fazendo com que o estoque de imóveis volte a aumentar.Geralmente, os contratos de imóveis na planta são cancelados porque o mutuário não consegue financiamento bancário no momento da entrega das chaves, seja porque ficou desempregado ou porque os bancos aumentaram as exigências frente a um aumento na inadimplência e do desemprego. “Há quem diga que, para cada imóvel vendido, dois contratos são cancelados. Esse problema deve ser solucionado até o final do primeiro semestre de 2017, quando a economia deve começar a melhorar. Mas não temos dados precisos sobre isso”. Com informações da revista Exame.
domingo, 18 de dezembro de 2016
Governo vai permitir contratação por hora
O governo anuncia, na próxima semana, mais medidas de estímulo à economia. Desta vez, o foco é o mercado de trabalho, especialmente nos setores de comércio e serviços. A ideia é criar por Medida Provisória (MP) a modalidade de contratação por hora trabalhada, com jornada móvel (intermitente). Neste caso, o empregador pode acionar o funcionário a qualquer momento e dia da semana, sem ter de cumprir o chamado horário comercial (das 8h às 12h e das 14h às 18h). O trabalhador, por sua vez, poderá dar um expediente flexível e ter mais de um patrão, com direitos trabalhistas assegurados, de forma proporcional. O governo também vai aumentar o prazo do contrato de trabalho temporário, de 90 dias para 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 45 dias. A orientação do governo nesses contratos temporários é dar prioridade a pessoas com mais de 40 anos ou portadores de deficiência.
As medidas visam à abertura de vagas ainda em dezembro, janeiro e fevereiro até o carnaval. Elas serão incorporadas à MP que vai transformar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) — criado na gestão petista e que permite que trabalhadores e patrões negociem redução de jornada e de salário, com contrapartida da União — numa ação permanente. O nome vai mudar para Programa Seguro e Emprego (PSE), que deve receber R$ 1,3 bilhão nos próximos três anos. O prazo para novas adesões acabaria este mês. O programa ficará mais flexível, permitindo a suspensão temporária da adesão da empresa para atender a demandas específicas. Nesse período, serão permitidas a contratação de empregados e a ação de horas extras — o que é vedado atualmente. Com informações do jornal "O Globo".
sábado, 17 de dezembro de 2016
Após 21 anos, Hotel Nacional Rio está de volta
Se o verdadeiro luxo está na localização, o renascido Hotel Nacional é nababesco. Colado ao morro Dois Irmãos, com vista desimpedida para a Pedra da Gávea, está a passos da praia de São Conrado, no Rio. Para quem está no topo do cilindro de 33 andares, inaugurado em 1972, até o Cristo Redentor comparece. Já o arquiteto Oscar Niemeyer e o empresário José Tjurs viam espaço como privilégio para o então mais alto hotel do país, em um terreno de 15 mil m². O saguão, sem colunas, com vista para o mar, tem 3.000 m². Os jardins de Burle Marx, 2.500 m². "Ninguém mais constrói algo tão amplo e generoso", diz Rui Manuel Oliveira, vicepresidente da rede Meliá no Brasil, que vai operar o recémreaberto cinco estrelas. Os últimos hóspedes tinham feito seu checkout em 1995. À época, o hotel pertencia ao banqueiro Artur Falk, da corretora Interunion, acusado de fraudes com os títulos de capitalização PapaTudo. O hotel faliu e o negócio sofreu intervenção federal. Por quase 20 anos, virou uma carcaça imponente. Obras de arte foram furtadas, o mobiliário modernista foi leiloado e virou um mico imobiliário. Em 2009, um grupo capitaneado pelo empresário goiano Marcelo Limirio Gonçalves, exdono do laboratório Neoquímica e sócio da Hypermarcas, arrematou a torre por R$ 85 milhões. Depois vieram a associação com a rede espanhola Meliá e um longo processo com o órgão de preservação do patrimônio histórico do Rio, o IRPH, que permitiu pouquíssimas alterações ao projeto original. Encontrar fornecedores para repor as peças que já não existem mais no mercado também desacelerou a recuperação da obra, que estava prevista para a Olimpíada. A conta total ficou em R$ 420 milhões. A Folha visitou o hotel em seu primeiro dia de funcionamento, na quinta (15/12), dia do aniversário de Niemeyer, ainda em regime de soft opening –um ensaio que durará um mês, com 60 quartos já prontos. Em 15 de janeiro, esperase que os 413 quartos estejam operando. Um restaurante, um bar e um spa devem ser abertos até fevereiro. O centro de convenções, meses depois. O espaço da antiga boate Mykonos, no subsolo, será transformado em adega para degustações de vinhos. O antigo teatro, com pé direito baixo e acústica complicada, será incorporado ao centro de convenções. Ambos foram considerados inseguros sob a legislação atual – e Niemeyer não deixava que detalhes de funcionalidade prejudicassem o efeito de suas obras.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Semana produtiva em Brasília
Durante esta semana, a última semana de atividades parlamentares em Brasilia antes do período de recesso, tomei café da manhã com meu amigo senador Alvaro Dias (PV-PR) pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Verde. Discutimos o conturbado cenário político e as perspectivas para 2017, com o enfraquecimento do atual governo e a fragilidade da base de sustentação. Também me encontrei com o senador Roberto Requião (PMDB-PR), relator do projeto de Lei do abuso de autoridade, projeto este que foi encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e será votado em 2017.
Café da manhã com o senador Alvaro Dias (PV-PR).
domingo, 11 de dezembro de 2016
Novo premiê da Itália diz que quer trabalhar rápido para formar novo governo
O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, aceitou neste domingo ser nomeado o novo primeiro-ministro do país após a renúncia de Matteo Renzi, e garantiu que tentará tramitar com rapidez uma nova lei eleitoral para poder realizar eleições. "Agradeço ao presidente da República a incumbência que me conferiu. Tentarei realizar a tarefa com dignidade e responsabilidade", disse Gentiloni aos veículos de imprensa depois do anúncio de sua nomeação pelo secretário-geral da República Italiana, Ugo Zampetti. O novo primeiro-ministro se mostrou disposto a "facilitar o trabalho das forças parlamentares para definir com rapidez necessária as novas regras eleitorais".
O novo primeiro-ministro da Itália prometeu ir direto ao trabalho para formar uma nova coalizão de governo, com a mesma maioria composta pelo Partido Democrata. "Estou ciente da urgência de dar para a Itália um governo com todos seus poderes, para reassegurar aos cidadãos e enfrentar com total comprometimento e determinação as prioridades sociais, econômicas e internacionais, começando com a reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos", disse Gentiloni. O novo premiê também afirmou que a decisão do presidente da Itália, Sergio Mattarella, de escolhê-lo para formar um novo governo é "uma grande honra" e que tentará levar adiante a tarefa com "dignidade e responsabilidade". Gentiloni deve começar as consultas com os partidos políticos para montar sua equipe de ministros. A lista com os nomes pode surgir ainda neste domingo, preparando o terreno para que o novo governo obtenha os votos de confiança no parlamento até terça-feira. Um dos homens mais fiéis a Renzi durante seu Executivo, Gentiloni deverá agora liderar o novo governo depois que o primeiro renunciou pela rejeição a sua reforma constitucional mostrada pelos italianos nas urnas no último dia 4. "Estou consciente da urgência de oferecer à Itália um governo com plenos poderes para enfrentar com máxima determinação os compromissos internacionais, econômicos e sociais, começando pela reconstrução das zonas atingidas pelo terremoto", declarou o novo primeiro-ministro. Com essa declaração, Gentiloni se referia a assuntos polêmicos, como a situação delicada na qual se encontra o banco italiano Monte dei Paschi di Siena, afogado em uma ampla carteira de créditos morosos e imerso em uma ampliação de capital de 5 bilhões de euros. O premiê também mencionou compromissos internacionais, como a cúpula do G7 e o 60º aniversário da assinatura de Tratado de Roma, que serão organizados pela Itália no próximo ano, além da assistência aos desalojados pelos terremotos que castigaram o centro do país e a reconstrução das localidades afetadas. Gentiloni, que reconheceu que assume o cargo depois que Renzi manifestou "sua vontade de não aceitar um novo mandato", confirmou que, para a constituição de seu Executivo, levará em conta as reflexões de Mattarella após a rodada de consultas mantidas com todas as forças políticas.
"Nessas conversas, também ficou evidente a falta de disponibilidade por parte de forças da oposição de compartilhar a responsabilidade de um novo Executivo", disse Gentilone. O Partido Democrata, que integra o governo, tinha expressado sua intenção de formar um Executivo que contasse com a participação de todas as forças políticas, mas grupos como o Movimento Cinco Estrelas e a Liga Norte se recusaram a apoiá-lo e pediram a realização de eleições o mais rápido possível. "Por isso, não por escolha, mas por obrigação, e por responsabilidade, nos movimentaremos no quadro do governo demissionário", acrescentou o novo premiê. A nomeação de Gentiloni acontece horas depois que Mattarella concluiu a rodada de consultas com as distintas forças políticas do país com a intenção de tomar uma decisão para solucionar a situação de instabilidade política no país. Já no último sábado, após os contatos, Mattarella avisou que queria para a Itália "um governo o mais rápido possível e com plenas funções", capaz de assumir responsabilidades "de caráter interno, europeu e internacional".
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Itália chega ao segundo dia de consultas para formar novo governo
Foi iniciado hoje (09/12) o segundo dia de consultas com partidos políticos na Itália, lideradas pelo presidente Sergio Mattarella, para tentar formar um novo governo, após a renúncia do primeiro-ministro Matteo Renzi. As negociações estão ocorrendo na sede da Presidência, o Palácio do Quirinale, em Roma. Durante o dia, Mattarella receberá 17 delegações de partidos políticos, principalmente de legendas pequenas. As consultas devem ocorrer até amanhã (10), último dia para o presidente ouvir as demandas e opiniões dos líderes políticos da Itália. Sete delegações de grandes partidos políticos devem comparecer ao Quirinale no sábado, totalizando 24 grupos e 12 horas efetivas de diálogo. Segundo a imprensa local, Mattarella ouvirá o opositor Movimento 5 Estrelas (M5S), os membro da extrema-direita da Liga Norte e os centristas da Democracia Cristã. Os líderes destes partidos, Beppe Grillo, Matteo Salvini e Angelino Alfano, respectivamente, poderão não comparecer ao encontro. Apenas um grande nome deve estar no Palácio do Quirinale, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, da Forza Italia. Ontem (8), no primeiro dia de consultas, Mattarella se reuniu com os presidentes Pietro Grasso, do Senado, Laura Boldrini, da Câmara dos Deputados, e com o presidente emérito da Itália, Giorgio Napolitano, que já passou por diversas vezes pela tarefa de formar governos no país. Renzi, que renunciou ao cargo de premier após perder o referendo de seu projeto de reforma da Constituição, já voltou para sua família, em Pontassieve, em Florença. No entanto, ainda há a possibilidade de Mattarella designar Renzi novamente para o posto temporariamente, apesar da oposição exigir novas eleições.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Trabalho, paciência, cooperação e o projeto de salvação nacional
Trabalho, paciência e cooperação. Todos precisam ceder um pouco para que possamos atingir o objetivo maior: o projeto de salvação nacional. Muitos perdem tempo com críticas a esse ou aquele e com mobilizações contra isso ou aquilo, que ao meu entender neste momento são inócuas. Não podemos nos esquecer que os parlamentares que lá estão foram eleitos por todos nós brasileiros e, queiramos ou não, são um retrato da nossa sociedade moderna. Temos bons e maus parlamentares assim como temos bons e maus elementos na sociedade. Vejo que a sucessão de escândalos e embates políticos e institucionais que estamos assistindo vem limitando o horizonte dos governantes impedindo o avanço da agenda de reformas (Previdenciária, Política, Trabalhista, Revisão do Pacto Federativo, redução dos juros incidentes na dívida dos Estados) que são de extrema importância. Enquanto isso o país agoniza. Os exemplos dos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e agora o próximo da fila, Minas Gerais é o prenúncio do que ocorrerá em alguns poucos anos na República caso as reformas não venham a tempo. Enquanto os poderes se digladiam, os ponteiros do relógio se movem e todos, sem excessão, correm o risco de, entre tantos outros dissabores relacionados à serviços básicos (saúde, educação e segurança pública) em poucos anos não receberão suas aposentadorias por falta de caixa. Hoje o governo emite títulos que vende no mercado financeiro para pagar suas contas, mas com a desconfiança crescente e o clima de instabilidade política e econômica no Brasil logo os investidores passarão a exigir um prêmio de risco cada vez maior para adquirir esses papéis. Aí "bye bye" ajuste fiscal. Uma das "saídas" poderá ser a emissão desenfreada de papel moeda para financiamento da "máquina" e aí... Estaremos de volta aos anos 80 com inflação alta que reduzirá drasticamente o poder de compra. Em valores absolutos receberão mais, mas comprando bem menos, prejudicando os mais humildes. Outra saída é o arrocho, com a elevação das taxas de juros, congelamento do salário mínimo e um corte (contigenciamento) ainda maior de despesas. Acredito que devemos sim nos manifestar, procurando nossos parlamentares e cobrando o início das discussões das reformas pois o desequilíbrio das finanças dos governos em todos os níveis é muito grande e estamos chegando próximo ao abismo fiscal.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Mendes acha que o momento é apropriado para mudar lei do abuso de autoridade
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fez um apelo ontem, na quinta-feira (01/12) para que a atualização da Lei de Abuso de Autoridade (Lei 4.898/1965) seja discutida “com abertura mental”. Ao contrário do juiz da 13ª Vara Federal do Paraná, Sérgio Moro, que não considera a hora oportuna para mudar aquele texto, Mendes defendeu a discussão do projeto neste momento. Ao participar de sessão temática sobre o tema no Plenário do Senado, ele observou que as operações contra corrupção continuarão, com ou sem atualização da lei, já que os instrumentos em vigor são suficientes. "Teríamos que, daqui a pouco, então, buscar um ano sabático das operações para que o Congresso pudesse deliberar sobre um tema como este? Não faz sentido algum", argumentou Mendes. O ministro do Supremo lembrou que, quando se tornou presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), elegeu como prioridade enfrentar a questão do sistema prisional. Com os mutirões carcerários, acrescentou, foram libertadas 22 mil pessoas que estavam presas indevidamente. Em um desses mutirões, foram encontradas pessoas presas, provisoriamente, há 11 e até 14 anos. Para o ministro, processos como esses demonstram “evidente abuso de autoridade”. Foi nesse contexto, recordou Mendes, que se começou a discutir a necessidade de mudança na Lei de Abuso de Autoridade, “estabelecendo aquilo que antes não acontecia: a obrigatoriedade”. Disse ainda "Quando comecei esse trabalho no Supremo, encontrei muitos juízes, talvez a maioria dos juízes da execução penal, que nunca tinham visitado um presídio", assinalou. O ministro se disse “bastante tranquilo” com a iniciativa, que se deu no contexto do Pacto Republicano, em 2009, com o objetivo de fortalecer a defesa dos direitos fundamentais. Ele concordou com algumas sugestões para aprimoramento do projeto, “porque o propósito, obviamente, não é criminalizar a atividade do juiz, do promotor ou do integrante de CPI no âmbito do Congresso Nacional”. Mendes considerou “bem-vinda” a sugestão de prever no projeto eventuais abusos de integrantes dos tribunais de contas, “que hoje exercem um poder significativo e, muitas vezes, capaz de perpetrar abuso de autoridade”. O ministro conclamou os agentes públicos a não ceder à tentação de proceder ao combate do crime mediante qualquer prática abusiva: "Há um texto histórico de [Norberto] Bobbio. Uma reflexão sobre a situação da Itália no combate ao terrorismo. Ele recomendava que não fossem aprovadas leis excepcionais para o combate ao terrorismo, porque esse era o valor do Estado de direito, isto não poderia ser feito". Com informações da Agência Senado.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Devedores atrasam prestação da casa própria
O sonho da casa própria virou pesadelo para muitos brasileiros que não estão conseguido pagar em dia as prestações do financiamento imobiliário por causa da crise.A parcela de mutuários com dívidas em atraso triplicou no último ano e essa foi a modalidade de dívida com pagamento atrasado que mais cresceu entre oito linhas de crédito pesquisadas pelo Instituto Geoc. O instituto reúne 16 empresas de cobrança que mensalmente tentam reaver dívidas em atraso de 30 milhões de brasileiros. Neste ano, 15,2% das pessoas, identificadas pelo CPF (Cadastro de Pessoa Física) declararam que estão com prestações do imóvel atrasadas há mais de 30 dias, mostra o levantamento. É quase o triplo do registrado em 2015 (5,6%) e supera essa marca em relação a 2014 (4,2%). “Com a crise, o brasileiro está vendo o sonho da casa própria desabar”, afirma Jair Lantaller, responsável pelo estudo e conselheiro do Geoc. Para o economista especializado em mercado imobiliário da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Eduardo Zylberstajn, o aumento do atraso no pagamento da prestação da casa própria não surpreende. “A crise foi passando, o desemprego aumentando, a situação do mercado de trabalho se deteriorando e uma hora chegaria na prestação da casa.” Ele lembra que a dificuldade para honrar a compra da casa própria apareceu, num passado recente, no aumento do número de distratos feitos com as construtoras, quando o comprador desiste do imóvel. Os resultados da pesquisa do Geoc foram obtidos de uma amostra nacional com 176 mil devedores. Eles foram alvo das empresas de cobrança entre fevereiro e novembro. Desses, quase 80% estavam com pagamentos em atraso há mais de 30 dias em produtos de crédito. Lantaller diz que, com o avanço do desemprego, o atraso no pagamento da casa própria afeta principalmente a classe C. Mais de 50% da amostra são de brasileiros com renda mensal de até R$ 3 mil. Como a perspectiva de aumento do desemprego em 2017, ele acredita que o atraso no pagamento da casa própria deve aparecer nos índices de inadimplência dos bancos em meados do ano que vem. É que a pesquisa considera a prestação atrasada a mais de 30 dias. Essa dívida vira inadimplência no critério do sistema financeiro quando o atraso supera 90 dias. “É um sinal de alerta”, diz Lantaller. Os números do Banco Central (BC) em seu último relatório de crédito confirmam o atraso. Entre janeiro e outubro, o atraso das prestações de imóveis entre 15 e 90 dias cresceu 2,5% em valores monetários. Mas, por enquanto, a inadimplência, que é o atraso superior a 90 dias ficou praticamente estável no ano, aponta o BC. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
O avião que transportava a Chapecoense
Em primeiro lugar meus pesares a todas as famílas dos jogadores e jornalistas mortos na tragédia desta última madrugada. E que os sobreviventes possam se recuperar o mais rápido possível. Quero comentar aqui brevemente, como piloto, sobre a aeronave que transportava a equipe de futebol profissional do Chapecoense e que infelizmente se acidentou na cidade de Medelín, muito próximo ao aeroporto de destino. Trata-se do Avro Regional 146-RJ85 (fotografia acima de um modelo similar operado pela Brussels Airlines). Esta aeronave também serviu à família Real Britânica (Príncipe Charles). Reparem nos quatro motores a jato do aparelho. Ele é chamado de "Jumbolino" justamente por ter duas turbinas na asa esquerda e duas turbinas na asa direita. Além disso tem o chamado "diedro negativo" - ângulo de inclinação da asa em relação a um plano horizontal - o que lhe confere maior sustentação, pelo tipo do projeto. Não concordo em dizer que o aparelho não é seguro. O problema é que em muitos países da América do Sul a manutenção e operação das aeronaves é precária. Além de voar várias vezes neste modelo na Europa fiz simulador deste avião. Um dos aviões mais seguros que voei pois conta com 4 turbinas. É o avião que serve o Príncipe Charles. Obviamente é necessário avaliar as informações das duas "caixas-pretas" e dos sobreviventes, mas acredito em uma pane seca. Não houve explosão. Além disso, este modelo AVRO, por ter 4 motores (turbinas), consome mais combustível e assim tem uma autonomia menor. Segundo as normas da aviação, toda aeronave que parte para uma determinada rota deve ter combustíverl suficiente para chegar ao seu destino, de lá ao aeroporto alternativo e mais 45 minutos de voo. Curiosamente este voo que se acidentou percorreria uma rota de 3.000 Km. A autonomia máxima da aeronave determinada pelo fabricante é de 3.000 Km. E se houvesse a necessidade de alternar a rota devido ao mau tempo (como pode ter ocorrido), como é que seria ?? A série BAe 146 saiu de linha em 2001 por falta de clientes. Mesmo assim, o avião segue operante, porque é especialmente útil em trajetos difíceis. O torque das quatro turbinas, mais forte que o dos bimotores, torna o BAe 146 ideal para operar em pistas curtas com ar rarefeito – comuns na Bolívia de onde o voo partiu, e na Colômbia, onde aterrissaria. Não era um avião novo – já tinha 17 anos de fabricação. Entre as linhas aéreas mais renomadas, a média de idade da frota tende a não passar muito dos 10 anos. Mas nem por isso a aeronave era idosa. A média de idade dos aviões da americana United Airlines é de 14,1 anos. Da portuguesa TAP, 15,4 anos. Em companhias menores, é normal haver aeronaves em uso por mais de 30 anos. Este modelo de avião também tem uma reputação muito razoável no que se refere à segurança. Seu índice de acidentes é de 0,41 a cada milhão de voos feitos, segundo a fundação AirSafe, que contabiliza esse tipo de dado. Isso não coloca as marcas da série BAe 146 entre as melhores do planeta (veja abaixo), mas trata-se de um histórico mais positivo que o do clássico Boeing 747, por exemplo, que apresenta 0,66 ocorrências por milhão de viagens. A Série 300 da Airbus, que inclui o onipresente A 320, também tem um índice levemente maior de acidentes: 0,47. O avião mais perigoso deste levantamento, aliás, é o Bandeirante, avião a hélice da Embraer, que saiu de linha há tempos, com 3 acidentes por milhão de voos. O RJ85, modelo da série BAe 146 que caiu na Colômbia, tem poucos acidentes registrados pela base de dados do site Aviation Safety: aconteceram só três, e a tragédia da Chapecoense foi a primeira a ter vítimas. As especificidades do avião – seja a idade da máquina, seja o índice de segurança – não esclarecem o que pode ter causado o acidente da Chapecoense. As informações concretas só virão após a investigação da Aeronáutica Civil Colombiana, que deve durar meses.
Na fotografia abaixo estou desembarcando de um AVRO na Bélgica, algum tempo atrás.
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