quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Câmara traz de volta a "quarentena" eleitoral

Em uma articulação capitaneada por partidos do Centrão e da oposição, a Câmara retomou na quarta-feira (15/09) a regra que prevê uma quarentena obrigatória para militares, policiais, promotores de Justiça e juízes que quiserem disputar as eleições a partir de 2026. A medida foi aprovada pelo placar de 279 votos a favor e 211 contra durante a votação de uma emenda ao Código Eleitoral. Para valer, o projeto ainda precisa passar pelo Senado. Na versão aprovada nesta quarta-feira, 15, o prazo para os candidatos se afastarem de suas funções ficou de quatro anos e não mais de cinco, como estava previsto originalmente no projeto. PSL, Podemos, Novo, PSOL e PV foram contra.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Preços do boi voltam a cair enquanto exportação à China segue suspensa

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção comercialização do país na quinta-feira (10/09). Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o ambiente em termos de negócios segue complicado. “Os frigoríficos exportadores seguem em seu trabalho de remanejar as escalas de abate até que haja uma posição concreta por parte da China. Já há notícias de tentativas de renegociação de contratos por parte de importadores chineses. Os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico também atuam de maneira tímida, já sinalizando para preços muito mais baixos na comparação com terça-feira (31/08) data que antecedeu a notícia dos casos atípicos de EEB no Brasil”, apontou Iglesias. Enquanto não houver a retomada das exportações com destino à China o mercado seguirá pressionado, com os frigoríficos tentando comprar em níveis cada vez mais baixos. “A logística ainda é uma grande preocupação, com pontos de bloqueio em alguns estados relevantes da região Centro-Sul”, disse o analista. Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 300 a R$ 305 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300 a R$ 301. Em Uberaba (MG), preços a R$ 306 a arroba. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Segundo Iglesias, a logística permanece como uma preocupação importante no decorrer da semana, com os frigoríficos encontrando dificuldades em escoar a produção com os bloqueios impostos em alguns estados. O temor está na ausência de caminhões. Além disso, os frigoríficos seguem remanejando a programação de abates enquanto a China está ausente das importações. O Quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.

sábado, 4 de setembro de 2021

Suspeita de 'Vaca Louca' em Belo Horizonte para frigoríficos em todo o Brasil

 O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou, na manhã do sábado (04/09), a ocorrência de um caso do mal da vaca louca em frigoríficos de Belo Horizonte e de Nova Canaã do Norte (MT). De acordo com a pasta, após a confirmação, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi notificada oficialmente. No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, ficam suspensas temporariamente as exportações de carne bovina. “A medida, que passa a valer a partir do sábado (04/09), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos”, afirmou em nota. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a China segue como principal destino da carne brasileira. No mês de julho, o volume total de exportação foi de 91.144 toneladas, com crescimento de 11,2%. “As receitas tiveram alta de 19,1% somaram US$ 525,5 milhões. Quando se observa o período de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020”, disse a Abiec. Os dois casos confirmados neste sábado foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada.  “Estes são o quarto e quinto casos de EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina] atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica” informou o ministério. Segundo o Mapa, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. “Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, disse. O Mapa ainda informou que a confirmação não altera o status do país como de “risco insignificante para doença”. “A OIE exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, disse. O caso registrado em Belo Horizonte acentuou a queda da atividade dos frigoríficos brasileiros, de acordo com a associação que representa o setor. “A notícia da vaca louca veio neste momento em que a ociosidade nos frigoríficos que trabalham somente com o mercado interno é bastante elevada e serviu para diminuir ainda mais o negócio de aquisição de bois diariamente”, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) em nota enviada na sexta-feira (03/09). Frigoríficos de todo o país vão suspender o abate de bois por conta da identificação de possível caso da doença conhecida como vaca louca. Segundo a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), a produção ficará reduzida da sexta-feira (03/09), com previsão de volta somente na quarta-feira (08/09). A associação informou que a paralisação não ocorre exclusivamente pela suspeita do caso da doença em Minas, mas também por causa do feriado de 7 de setembro. A decisão foi tomada pelos próprios frigoríficos, conforme a associação. A entidade espera que até lá o resultado do exame que vai confirmar ou não o caso de vaca louca já tenha sido divulgado pelo Ministério da Agricultura.

domingo, 22 de agosto de 2021

Pecuária pode viver um "apagão" de bezerros

A pecuária nacional tem vivido uma grande mudança, em todos os aspectos. A intensificação e a profissionalização no uso de tecnologias se tornou essencial para a sobrevivência na atividade. O uso e adoção da inseminação artificial no gado de corte no Brasil nunca foi tão expressivo quanto nos últimos anos. Mas, mesmo assim, o país deverá reviver o “apagão” de bezerros! No entanto, apesar do grande avanço desse mercado, o que deve promover uma maciça oferta de bezerros nos próximos anos, o presidente da entidade, o engenheiro agrônomo Márcio Nery, ainda prevê que a oferta de animais de reposição ainda deverá ser restrita, mantendo aquecido a valorização dos preços de bezerros e boi gordo pelo País. “Pode ser que em 2022 mais fêmeas comecem a entrar em produção, ou seja, teremos uma renovação de fêmeas em 2022 e talvez em 2023 a gente pode ter um aumento de produção de bezerros. Isso porque a pecuária pode crescer com a integração lavoura-pecuária assumindo também o papel de compradores desses bezerros. Então, o aumento da produção de bezerros desmamados de machos e fêmeas continue a não ser suficiente por conta da demanda internacional e nacional”, explica Nery em entrevista ao Portal DBO. Fatores que apontam para uma redução no volume de bezerros: Aumento no abate de matrizes no passado; Baixo volume de retenção de fêmeas no ano de 2020; Aumento dos custos de produção; Eventos climáticos impactando negativamente na oferta de pastagens; Estabilidade nos preços da arroba nos últimos meses, reduzindo a necessidade e poder de compra do pecuarista da recria/terminação. “Várias fazendas que eu visitei esse ano que tem agricultura e pecuária disseram que a pecuária de corte bateu a soja e o milho. Mas esse melhoramento genético vai permitir que essas constatações e que essa validação financeira do negócio continue, com toda a certeza”, diz Nery. Para ele, com a aceleração do melhoramento genético, com ênfase em precocidade sexual, a partir das técnicas de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), aos poucos vai reduzir o tempo do primeiro parto das novilhas. Fazendas que empenhavam as fêmeas aos 32 meses passam a emprenhar esses animais aos 22 meses. “As eficiências da pecuária de corte vão acontecer. Então entendo claramente que o rebanho nacional não cresce, mas se mantiver esse número de cabeças, vamos produzir três a quatro vezes mais do que a gente produz hoje”, diz Nery. Outro dado importante revelado pela Asbia é a taxa porcentual de fêmeas que estão efetivamente sendo inseminadas no País. No ano passado, o índice foi de 22% e nesse primeiro semestre já atinge cerca de 23% do rebanho de matrizes de corte no País. “Pode parecer pouco, mas quando a gente compara com os nossos competidores como a Argentina, o Uruguai, os Estados Unidos e a Austrália, são países que têm em média de 7% a 8% de taxa de utilização da inseminação artificial em seu rebanho de vacas”, diz o presidente da Asbia.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Com falta de gado em MT, frigoríficos podem fechar, diz sindicato

Segundo o Sindifrigo, as 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade.

A falta de animais para o abate pode paralisar as atividades em alguns frigoríficos de Mato Grosso, o maior produtor de carne bovina do país. O alerta é feito pelo presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT) Paulo Bellincanta. Em nota divulgada nesta segunda, 16, o sindicato lembra que a arroba do boi, com atraso de anos, atingiu os patamares dos preços internacionais e permanecerá neles. Este fato exigiu o ajuste no preço da carne para o mercado interno, o que ocorreu de maneira muito rápida em um momento em que a economia sofre com a realidade da pandemia. “São hábitos e costumes enraizados em nossa cultura e que precisarão se adaptar. A dura realidade da falta de matéria-prima para os frigoríficos tem trazido sérios problemas para o setor. Soma-se à ociosidade, que tem batido recordes a cada ano, o fator dos preços do produto final para o consumidor. O desequilíbrio entre a exportação e o mercado interno tem provocado um desequilíbrio maior ainda entre empresas exportadoras e não exportadoras”, afirma Bellincanta. O presidente do sindicato aponta que, do outro lado do consumo está o produtor do “boi”, concorrendo com o produtor de grãos que fatura 5 ou 6 vezes mais que ele e que não perde oportunidade de assedia-lo para alugar suas terras. “Ao longo de anos, o rebanho brasileiro veio se desgastando com o abate de matrizes e novilhas redundando neste momento em uma grave diminuição de oferta. Espera-se uma melhora do quadro uma vez que com preços melhores, muitas destas matrizes antes destinadas ao abate começaram a ser novamente destinadas à cria”, pontua o dirigente. Segundo destacou o sindicato, as 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade. Do ano de 2018, os frigoríficos abateram cerca de 5.310.000 animais, arrecadando R$ 297 milhões, saltando no ano de 2020 para R$ 432 milhões, com apenas 5.126.000 animais abatidos. O presidente do Sindifrigo explica que, “mesmo com a redução no número de abate, a arrecadação aumentou em 45%, em decorrência dos preços maiores. Bons números a serem comemorados, se não fossem os problemas que atingem a indústria no estado”. A nota do sindicato diz que a falta da matéria prima traz uma concorrência entre os pequenos frigoríficos com difícil solução no curto prazo. A volta da oferta, a níveis em que as empresas retomassem sua capacidade instalada entre 75% a 80%, poderia tornar a concorrência mais equilibrada. “A realidade, porém, está muito distante e neste momento se faz urgente uma ação governamental para amenizar e permitir que as pequenas empresas atravessem este período sem danos maiores. Danos que poderiam atingir de pecuaristas a trabalhadores. O Estado pode e cabe a ele a responsabilidade social de auxiliar uma determinada atividade, atingida por fatores externos, para que ela possa buscar novamente um equilíbrio. Evitar hoje uma quebradeira em cadeia dominó é mais que uma opção, é uma urgência inteligente de quem quer que o setor não tenha prejuízos irreversíveis”, alerta Bellincanta. Segundo o Sindifrigo, os frigoríficos empregam hoje no estado 25.560 colaboradores diretos e movimenta um número incontável de atividades paralelas. Algumas cidades no interior têm no frigorífico sua maior renda e emprego, girando em torno dele comunidades inteiras. “Em muitos governos fomos chamados a sermos parceiros e nunca nos ausentamos de nossas responsabilidades, desejamos que nosso pleito de ajuda não seja visto apenas por meio de números em planilhas de gabinetes, mas que leve em conta nossa história que se entrelaça ao setor pecuário de Mato Grosso”, analisa Paulo Bellincanta.

domingo, 8 de agosto de 2021

FT: Jovens chineses preferem ‘ficar deitadão’ a se matar de trabalhar como os pais

Do Financial Times/Valor:  O contrato social da China está se esgarçando, e uma canção apagada da internet do país capta nitidamente o problema. “Ficar deitadão é bom, ficar deitadão é maravilhoso, ficar deitadão é correto, deite, porque assim você não cai”, canta Zhang Xinmin em chinês, deitado num sofá tocando um violão. “Ficar deitadão”, uma tendência entre jovens chineses que optam por não assumir empregos estressantes, representa a antítese de um modelo de desenvolvimento que gerou crescimento extraordinário ao longo de quarenta anos, ao mobilizar o esforço máximo de sua população. Pequim está mais do que um pouco perturbado. “Nesta era de turbulência, não existe ficar deitadão e esperar a prosperidade chegar”, disse Wu Qian, porta-voz do governo nesta semana. “Só existe a glória da luta e do esforço. Jovens, vamos lá!” Preocupações desse tipo estão por trás de várias iniciativas destinadas a galvanizar as pessoas e a estimular as famílias a terem mais filhos. Essencial entre essas medidas foi a decisão, na semana passada, de reprimir o ensino particular pós escolar, um setor que movimenta US$ 100 bilhões e que provoca estresse nas crianças ao mesmo tempo em que sobrecarrega as finanças de seus pais. Novas regras emitidas pelo conselho de ministros, ou Gabinete, proíbe ensino particular com fins lucrativos sobre os principais temas escolares. A notícia caiu como um raio, deprimindo os preços das ações de empresas líderes do setor, com ações negociadas nos EUA, TAL Education, New Oriental e Gaotu Techedu. A aversão do líder chinês, Xi Jinping, ao ensino particular pós-escolar, vinha se anunciando. Em março, ele criticou a “confusão” no setor e a qualificou de “doença crônica muito difícil de curar”. Mas o fato de que Pequim estar disposto a desfechar o que poderia ser um golpe mortal sobre um setor que emprega centenas de milhares de pessoas revela o grau de seriedade com que encara o problema. Para dezenas de milhões de pessoas de classe média nas grandes cidades chinesas, a vida se tornou uma roda de hamster de esforço crescente e recompensa decrescente. Um turbilhão de gastos com moradia, educação, serviços de saúde e outras despesas têm subido mais rápido do que a média dos salários, o que passa para muitas pessoas a sensação de correr sem parar e continuar no mesmo lugar. “As últimas medidas para reprimir as empresas de aulas de reforço fora da escola estão de acordo com o deslocamento do foco para a qualidade de vida da população chinesa”, disse Yu Jie, pesquisador sênior da Chatham House, think-tank com sede em Londres. Segundo dados da Sociedade Chinesa de Educação, o custo médio anual de aulas particulares para um aluno é de mais de 12 mil yuans (US$ 1.860), o que é superior ao salário médio mensal em um país com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de US$ 10.216 em 2019. Algumas famílias, no entanto, gastam até 300 mil yuans por ano com aulas de reforço em escolas reconhecidas de professores famosos. Esse fardo costuma ser exacerbado pela necessidade de pagar babás enquanto os pais trabalham longas horas em seus escritórios e enfrentam o trânsito confuso da hora do rush. Os pais que optam por morar na área de abrangência de escolas muito procuradas em cidades como Xangai pagam quantias exorbitantes pelo privilégio. “Pagamos mais de 3 milhões de yuans [US$ 465.116] pela nossa casa”, diz Yang Liu, que sai de sua casa em Xangai para trabalhar às 6h30 e só volta pouco antes de sua filha de seis anos ir para a cama, às 21h. Mesmo que oficialmente os jardins de infância sejam desencorajados a pedir trabalhos para depois das aulas, sua filha recebe lição de casa para todos os dias da semana. Ela precisa aprender caracteres chineses e palavras em inglês, memorizar poemas, praticar a leitura e tocar violino. O estresse que esse estilo de vida passa para os jovens solteiros tem um impacto que vai além de induzir alguns deles a “ficarem deitadões”. As estatísticas mostram que os casais têm adiado o casamento para mais tarde e a taxa de natalidade caiu vertiginosamente. Em 2020, houve apenas 12 milhões de nascimentos, em comparação aos 14,65 milhões de um ano antes. Como o número de mulheres em idade fértil (22 a 35 anos) deve cair em mais de 30% na próxima década, alguns especialistas preveem que o número de nascimentos pode diminuir para menos de 10 milhões por ano e a taxa de fertilidade da China pode se tornar a mais baixa do mundo. A realidade da vida diária para a classe média chinesa mostra uma imagem diferente daquela oferecida pelo aumento inexorável dos números do PIB. O custo de vida nas grandes cidades subiu drasticamente, o que encolheu a renda disponível das pessoas. Alicia García Herrero, economista-chefe para a região Ásia-Pacífico no banco de investimento Natixis, coloca isso de forma sucinta: “O grosso da população da China vive uma situação cada vez pior à medida que a acessibilidade à moradia continua a piorar e o acesso à educação e à saúde se torna cada vez mais caro.”

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Anibelli Neto vence Requião e é o novo presidente do MDB

 O deputado estadual Anibelli Neto venceu a convenção do MDB do Paraná com 203 votos, contra 77 da chapa liderada pelo ex-senador Roberto Requião. A votação, em Curitiba, ocorreu de forma híbrida – presencial e online. Com o placar, Anibelli terá uma difícil tarefa pela frente, conduzir o partido a sua reconstrução para candidatura própria nas eleições para governador em 2022 e montar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O ex-governador do Paraná Roberto Requião assinou a desfiliação do MDB, partido pelo qual foi governador por três mandatos e senador. Foram mais de 40 anos de militância. Agora todos de olho para onde irá Requião, que não pretende deixar de fazer política. Por enquanto, apenas o PT abriu realmente as portas para sua entrada, como já deixou claro a deputada federal Gleisi Hoffmann. Um encontro com o ex-presidente Lula estaria para ocorrer nos próximos dias, para  a formalização do convite para filiação ao Partido dos Trabalhadores.  


quarta-feira, 28 de julho de 2021

Disputa pelo MDB no Paraná

 O MDB do Paraná está numa briga interna intensa. De um lado o ex-senador e governador Roberto Requião de Mello e Silva brigando para que o partido tenha candidato próprio nas próximas eleições para o governo do Paraná. Já o outro bloco é comandado pelo deputado Sérgio Souza, que mais do que deseja ser um puxadinho do governo Ratinho Jr. O fato é que, em ambos, se vê muito o interesse particular e não exatamente do partido. Requião quer ser candidato ao governo. Sabe que sem um candidato forte, o partido corre o risco de não eleger nem um deputado estadual – tipo o filho dele – e nem federal. Já Sérgio Souza, demonstra preferir colar no governo Ratinho Júnior e conseguir, caso ele se reeleja, ampliar seu espaço no governo do Paraná.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Beto e Fernanda Richa 2022

O ex-governador Beto Richa já comunicou ao PSDB do Paraná que vai ser candidato a deputado federal no ano que vem. Fernanda Richa, a mulher de Beto deverá ser candidata a deputada estadual. Os dois deverão garantir eleição, com apoio de vários prefeitos e lideranças do Paraná que sempre foram fiéis À família Richa desde que Beto deixou o governo para disputar o Senado em 2018, e acabou sendo vítima de perseguição política.


quarta-feira, 21 de julho de 2021

Herói da Resistência

 Quem apostava no desgaste do líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP) caiu do cavalo. Até agora ele conseguiu resistir bravamente a uma tentativa de "fritura" por parte de seus desafetos - alguns deles até de dentro de seu próprio partido - "apanhando" de todos os lados mas sempre "por cima do arreio", segurando firme. E agora, o presidente Jair Bolsonaro acaba de fechar um pacote tão completo com o PP, cuja cereja do bolo é nomear o presidente da sigla, Ciro Nogueira, para a Casa Civil, que dificilmente o presidente irá para outro partido para disputar a reeleição. Uma figura de proa do Congresso avalia que, ao trazer o partido para o coração do Planalto e para a pasta responsável pela  articulação política, Bolsonaro sela seu destino eleitoral. "Estarão, Bolsonaro e o PP, juntos e  misturados na CPI, no Orçamento secreto, no fundão eleitoral, [na articulação para aprovar] André Mendonça e Augusto Aras e no voto impresso", analisa o congressista, compondo o tal "pacote completo" a que me refiro. E ainda acrescenta: a discussão do distritão poderia entrar também nesse cenário. Outro fator a aproximar Bolsonaro do PP é que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, genro do apresentador e empresário Silvio Santos, recentemente se desfiliou do PSD e foi para o partido de Nogueira e companhia. Ele é um dos mais cotados para ser vice na chapa de Bolsonaro em 2022.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Moro no páreo de 22, e próximo do PODEMOS

 Antes tratada como improvável, a disputa da eleição do próximo ano passou a ser considerada pelo ex-juiz Sergio Moro. Em conversas com lideranças do Podemos foram discutidas tanto a possibilidade de concorrer à Presidência  da República e como de tentar uma vaga no Senado por São Paulo ou Paraná. O ex-magistrado ficou de dar uma resposta até novembro.  A mudança no pensamento do ex-juiz da Lava-Jato seria motivada tanto pelos apelos que vêm recebendo como pela incerteza sobre a renovação de seu contrato com a Alvarez & Marsal. Movimentos como o Vem pra Rua e Brasil Consciente, além de grupos de apoio a Lava-Jato têm pedido que Moro entre na disputa presidencial para se apresentar como alternativa aos dois nomes que lideram hoje a corrida pelo Planalto: Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT). Em grupos de Whatsapp que participa, Moro também viu os apelos aumentarem nas últimas semanas.  O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro veio ao Brasil na semana passada para visitar familiares. Durante o período no país, se reuniu com a presidente do Podemos, Renata Abreu, em Brasília, e com o senador Álvaro Dias, no Paraná.  Nas conversas, Moro ficou de dar uma palavra final sobre o seu futuro até novembro.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

Requião disputado

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, convidou o ex-governador Roberto Requião a deixar o MDB para disputar o governo do Paraná pelo partido em 2022. A informação é do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles. A entrada de Requião na sigla deve sofrer resistência do PSB do Paraná, que integra a base do governador Ratinho Júnior (PSD), e tende a apoiar a reeleição do atual ocupante do Palácio Iguaçu.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Ex-governador Pessuti para deputado

 Conforme divulgou o portal Boca Maldita, o ex-governador Orlando Pessuti confirmou que será candidato a deputado estadual nas eleições de 2022. Pessuti quer retornar à Assembleia Legislativa do Paraná onde já exerceu quatro mandatos e onde foi presidente. Em 2002, deixou o mandato para concorrer à vice-governador, sendo eleito duas vezes na chapa de Roberto Requião. Quadro histórico do MDB, porém, Pessutão não descarta filiação a outro partido para concorrer. Ele inclusive falou sobre a possibilidade de filiar-se ao PSB em encontro na segunda-feira (12/07), com o deputado estadual e 1º Secretário da Alep, Luiz Claudio Romanelli.

domingo, 11 de julho de 2021

Média de mortes é a menor desde 5 de março

 Enquanto a campanha de imunização contra a Covid-19 avança para além das 112 milhões de doses administradas na população, o Brasil atingiu esta semana a menor média de mortes (1.450) em decorrência do vírus desde o dia 5 de março, quando foi registrada uma média de 1.423 óbitos. A média móvel de casos de sete dias também está em queda, mas continua alto: 48,6 mil novos casos da Covid-19 em todo o País. Até sexta-feira (09/07), 82,7 milhões de brasileiros já receberam ao menos uma dose da vacina. Representam quase 39,5% da população. O total de brasileiros totalmente imunizados ultrapassa neste fim de semana os 30 milhões, quase a metade do total do grupo prioritário. No pico da pandemia, nas primeiras semanas do mês de abril, o País registrava uma média móvel de 3,1 mil óbitos por dia. A média móvel de sete dias na Índia, por exemplo, está abaixo das 900. Nos EUA, o número já está na casa dos 220, segundo o Worldometer.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Leilão de mansão, lancha e carros de luxo de Romário é suspenso

 O senador Romário Faria (PL-RJ) ganhou mais tempo para tentar reverter a penhora da mansão que mora na Barra da Tijuca, uma lancha e dois carros que são atribuídas ao ex-jogador, mas que estão em nome de seus familiares. Os bens avaliados em 8 milhões de reais iriam a leilão na quarta-feira (07/07), mas o STJ cancelou o certame ainda na semana passada. Agora foi a vez de o TJRJ dar mais uma decisão favorável a ele na disputa, que envolve dívidas da época em que foi sócio de uma casa noturna no Rio nos anos 2000. Nesta terça, o desembargador da 14ª Câmara Cível do Rio, Cleber Ghelfenstein, suspendeu a execução dos bens e determinou que o leilão só seja realizado depois do julgamento do mérito de um recurso interposto pela defesa de Romário.

sábado, 3 de julho de 2021

Lancha, carros de luxo e casa de Romário vão para leilão

Romário vai ter que se desfazer de alguns itens da sua fortuna. De acordo com o jornal Extra, a Justiça do Rio determinou o leilão de uma casa em um condomínio na Barra da Tijuca, de dois carros de luxo (um Audi e um Porsche) e de uma lancha (foto). A soma dos bens totaliza R$ 8 milhões.  A ação é resultado de uma dívida antiga do ex-jogador de quando Romário era sócio do restaurante Café do Gol. O passivo do senador com a empresa está em torno de R$ 20 milhões.  montante é fruto de frutos de perdas e ganhos pela rescisão e multas sequenciais. O pagamento é postergado há mais de uma década. Os interessados em adquirir os itens já podem fazer os lances online. O leilão vai até a quarta-feira (07/07) na modalidade via Internet. Uma nova rodada será aberto caso os lances não alcancem o valor pedido. Todos esses bens de Romário estavam no nome da irmã dele, Zoraldi Faria. Porém, decisão judicial mostrou que ela não tinha lastro financeiro com a compra dos mesmo. Uma reportagem de 2018 do jornal O Globo revelou que Romário ocultava patrimônio em nome de terceiros.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Alvaro Dias e Moro

 Há muito se fala que o Podemos – partido do senador pelo Paraná, Alvaro Dias, tem sempre mantido uma articulação para tentar filiar o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, oferecendo a legenda para que ele dispute a eleição presidencial de 2022. Os caciques querem aproveitar o apoio político obtido por Moro nos julgamentos da Lava Jato e levantar a bandeira do combate à corrupção como um slogan de uma disputa pela sucessão de Jair Bolsonaro, que até o momento não decidiu em que partido pretende disputar a eleição novamente.


sexta-feira, 25 de junho de 2021

Com dívidas bilionárias, rede de restaurantes Madero pode fechar em até um ano

O caixa insuficiente para pagar dívidas de curto prazo e a falta de garantias de que conseguirá prorrogar ou refinanciar compromissos trouxe incerteza sobre a continuidade das operações do Grupo Madero, afirmou a companhia em seu balanço de resultados divulgado na quinta-feira (24/06). Desde o ano passado a empresa vem estudando abrir capital na Bolsa de Valores brasileira ou em Nova York. “A liquidez disponível mais o caixa adicional esperado, gerado pelas operações, não será suficiente para pagar o total das obrigações de dívida de curto prazo antes ou na data de vencimento sem financiamento adicional”, afirmou o Grupo Madero em nota. “A companhia pretende buscar prorrogar ou refinanciar a dívida e continuará discutindo com os bancos parceiros a possibilidade de obtenção de novas linhas de crédito quando necessário para dar suporte à operação”, disse o grupo. O Madero reiterou, porém, que não há garantias de que a empresa conseguirá adiar ou refinanciar esses débitos em tempo ou em condições favoráveis. No total, o Grupo Madero somava R$ 2,4 bilhões em dívidas com bancos, fornecedores, tributos, entre outros. Deste montante, mais de 30% dos compromissos (R$ 740,4 milhões) venciam em até um ano. Outros 19,2% tinham prazo de um a dois anos. A maior parte da dívida era constituída de empréstimos (R$ 1,2 bilhão). Em relatório anexado ao balanço, a PwC, empresa que fez a auditoria do balanço, também afirmou ter incerteza significativa sobre a continuidade dos negócios da companhia. “A companhia tem apurado prejuízos repetitivos em suas operações e apresentou excesso de passivos sobre ativos [o que indica um alto índice de endividamento] em 31 de março. [...] Essa situação, entre outras descritas, indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre sua continuidade operacional”, afirmou a PwC em nota. No primeiro trimestre deste ano o grupo registrou um prejuízo de R$ 67,5 milhões, três vezes maior do que o registrado em igual período de 2020, quando teve prejuízo de R$ 18,7 milhões. Procurado, o Grupo Madero afirmou que está em período de silêncio e não pode comentar o assunto.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

No Paraná, 28% dos pacientes esperam mais de um dia por internação em leito para Covid-19

O Paraná conseguiu reduzir de forma significativa a fila de pacientes com Covid-19 aguardando por um leito de internação no estado, mas o sistema de saúde segue sobrecarregado. Prova disso é que, mesmo com uma fila que tem diminuído consideravelmente, em junho foi registrado um recorde na proporção de pacientes que aguardam mais de dia pela internação em um leito exclusivo Covid. Os dados da Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa-PR) mostram que até o último sábado (19 de junho) 539 paranaenses estavam aguardando internação em leito exclusivo Covid, sendo que 323 desses pacientes demandavam atenção intensiva (internação em UTI) e 216 aguardavam por leito clínico. Um número expressivo, mas consideravelmente menor (mais precisamente 56,88% menor) que a fila de 1.250 pacientes que o estado havia registrado em 31 de maio.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Carne bovina: governo argentino garante retomada das exportações na próxima semana

 O ministro de Desenvolvimento Produtivo da Argentina, Matías Kulfas, garantiu que está “na reta final” para  anunciar as novas medidas que o Governo Nacional tomará e frisou que sua intenção é restabelecer a exportação de carnes na próxima semana. Em entrevista realizada pelo canal “C5N”, o ministro não deu detalhes do novo esquema de exportação, mas  anunciou que estaria preparando um Plano de Pecuária para aumentar para “4 ou 5 milhões de toneladas por ano as exportações e o abastecimento do mercado interno”. Kulfas afirmou que o programa “Super Cerca” não geraria especulação ou inflação nos produtores. Ele também  confirmou uma “onda de investimentos” de empresários espanhóis que visitaram o país na semana passada junto  com o presidente Pedro Sánchez. “Desde que Alberto Fernández assumiu o cargo, já houve mais de 600 anúncios de investimentos de mais de US$ 20  milhões”, explicou o ministro e criticou que “fiquei surpreso com o chefe da UIA, porque ele garantiu que apenas os setores ligados à produção estariam sendo recuperados. Não é o caso. O setor automotivo, máquinas agrícolas e a indústria madeireira estão em recuperação”, disse.