Os partidos comprometidos com o fortalecimento da União Europeia conquistaram dois terços dos assentos no Parlamento Europeu, segundo estimativas sobre as eleições do bloco, que se encerraram ontem, após quatro dias de votação. No entanto, os eurocéticos de extrema direita e nacionalistas avançaram, obtendo cerca de 25% das cadeiras - embora menos dos 30% que esperam eleger. Os ganhos obtidos dos nacionalistas e populistas de direita - combinados com um bom desempenho dos verdes - confirmaram o enfraquecimento dos partidos tradicionais da Europa. O presidente da França, Emmanuel Macron, que sempre defendeu que a UE é a resposta para os desafios de uma economia globalizada, sofreu um golpe pessoal ao ver seu movimento centrista, o Em Marcha, ficar atrás do partido anti-imigração de Marine Le Pen, a Reunião Nacional (RN). No entanto, o partido de Macron contribuiu para os ganhos dos liberais na Europa. Com o bom resultado também dos verdes, os grupos de centro pró-UE perderam 20 cadeiras, mas garantiram 505 de um total de 751, de acordo com projeções da UE. Com 178 eurodeputados, 38 a menos do que e m 2014, o Partido Popular Europeu (PPE, de direita) continua a maior força, mesmo sem ser maioria. Seus tradicionais aliados, os social-democratas, caíram de 185 para 152 representantes. Juntos, espera-se que os dois grupos caiam de 401 parlamentares para 330 nos próximos cinco anos - para eleger o novo chefe da Comissão Europeia é preciso 376 votos. Com base nesse resultado, sem maioria clara, caberá aos líderes europeus escolher os próximos presidentes das principais instituições europeias. O resultado também complica o processo legislativo, com o fim da "grande coalizão" de dois partidos. As forças pró-Europa seguem no controle da Casa com o avanço dos liberais, que passaram de 69 para 108 cadeiras, e dos verdes, que progrediram para 67. Para analistas, essas duas vozes deverão agora ter mais poder. As urnas também diminuíram as esperanças dos ultradireitistas de França e Itália de tentar interromper a integração da UE - os grupos eurocéticos de direita ficaram com 169 deputados no total, segundo projeções divulgadas ontem. A Europa das Nações e Liberdades, à qual pertencem os partidos ultradireitistas, passou de 36 eurodeputados para 57. As tensões entre nacionalistas, que incluem também os partidos polonês e húngaro, e o novo Partido do Brexit, do nacionalista britânico Nigel Farage, limitaram o poder de articulação do grupo. "O importante é que os ganhos para os extremistas não foram muito substanciais", disse Guntram Wolff, chefe do centro de estudos Bruegel, em Bruxelas. O partido de Farage, inserido no grupo Europa da Liberdade e Democracia Direta, no entanto, passou de 14 cadeiras para 56, enquanto os Conservadores e Reformistas Europeus britânicos, da coalizão da qual participa o Partido Conservador, de Theresa May, perderam 16 cadeiras, ficando com 61. May anunciou, na quinta-feira, que deixará o cargo de premie após falhar em suas tentativas de aprovar um acordo sobre o Brexit no Parlamento. Autoridades europeias celebraram o aumento do comparecimento, de 43%, em 2014, para 51%. Foi a primeira inversão de uma tendência de queda da participação desde a primeira votação no bloco, em 1979. Mais alta em 20 anos, a participação pode conter um pouco o temido "déficit democrático", que tem minado a legitimidade dos legisladores da UE. (Com agências internacionais).
quarta-feira, 29 de maio de 2019
terça-feira, 28 de maio de 2019
Uso de carvão ou lenha para cozinhar cresce 27% e atinge 14 milhões de lares
O uso de carvão (ou lenha) e da eletricidade para cozinhar alimentos cresceu fortemente nos lares do país entre 2016 e 2018, mesmo período em dispararam o desemprego e o preço do gás de cozinha, segundo a pesquisa domiciliar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de domicílios que usava carvão ou lenha para cozinhar cresceu 27% em dois anos, para 14 milhões de lares. São 3 milhões a mais em apenas dois anos. Do total de domicílios do país, 21,8% usavam esse tipo de energia – ou seja, um em cada cinco domicílios do país. Já o total de domicílios que usam energia elétrica para preparação de alimentos chegou a 37,9 milhões, crescimento de 72% de 2016 a 2018. O uso de bens como micro-ondas, fogão e fritadeiras elétricas era uma opção, pela primeira vez, em mais da metade (53,5%) dos lares do país. Parte do movimento está ligada à busca de fonte mais barata de energia na cozinha. Mas uma parcela significativa do movimento também tem ver com a maior compreensão das famílias, a cada ano, de que a eletricidade é um insumo quando, por exemplo, usam micro-ondas – e passam a informar isso aos agentes do IBGE. A pesquisa não detalha, porém, a renda das famílias que passaram a informar usar carvão como fonte de energia para cozinhar. O levantamento mostra, porém, que crescimento do uso foi maior em unidades da federação mais ricas como Distrito Federal (136%) e São Paulo (152%) do que em pobres como Alagoas (13%) e Maranhão (18%). Segundo o IBGE, o gás de botijão ficou 24% mais caro de 2016 a 2018. O gás encanado, por sua vez, avançou 27% no período. Os números referem-se ao IPCA, que mede a inflação das famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Os reajustes foram mais intensos em 2017. Em 2019, as variações têm sido moderadas. Foi em junho de 2017 que a Petrobras aprovou uma nova política de reajuste de preços para a comercialização às distribuidoras do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) comercializado em botijões de até 13 kg. O objetivo era pôr fim a anos de subsídio. Além dessa nova política, os últimos anos foram marcados pela perda de empregos e lenta recuperação do mercado de trabalho. No fim do ano passado, o país tinha 12,1 milhões de pessoas procurando emprego no país, dos quais 3,6 milhões na região Nordeste, a mais pobre. Apesar dos reajustes, o gás de botijão e encanado segue como a principal fonte de energia para a preparação de alimentos no país, presente em 98,2% dos domicílios. Esse uso era superior a 95% em todos os Estados do país.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
População com mais de 65 aumenta 26% em 6 anos
A população brasileira com 65 anos ou mais cresceu 26% de 2012 a 2018, ao passo que a população de até 13 anos recuou 6%, mostram dados da pesquisa "Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2018", divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população residente no Brasil no ano passado foi estimada em 207,8 milhões de pessoas, 5,1% a mais do que em 2012. As pessoas com 65 anos ou mais de idade representavam 10,5% desse total, o correspondente a 21,9 milhões de pessoas. A parcela de crianças era 18,6% do total, o equivalente a 38,6 milhões de pessoas. Segundo Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE, apesar de o contingente de crianças permanecer muito superior ao de idosos, o envelhecimento da população reforça a necessidade de políticas voltadas aos idosos. "É preciso observar se o Estado e a sociedade estão se preparando", disse a pesquisadora. O mudança do perfil demográfico também reforça a importância da reforma da Previdência. Com o declínio da população em idade ativa, a tendência é de menor número de contribuintes para sustentar os benefícios dos aposentados. "Você vai precisar aumentar a produtividade desses jovens para compensar isso", acrescentou ela. A pesquisa do IBGE mostrou ainda que o número de brasileiros que se declararam pretos aumentou 32,2% entre 2012 e 2018, para 19,2 milhões de pessoas. Esse aumento representou um acréscimo de 4,7 milhões de pessoas, no período, que se declararam dessa forma. Esse avanço foi muito superior aos de outras classificações no período. A população brasileira que se declara parda subiu 8% entre 2012 e 2018, para 96,7 milhões. Já a população que se autodenomina branca caiu 2,7% no período, para 89,7 milhões. Na comparação de 2018 com 2017, o mesmo fenômeno se repete. Para Maria Lucia Vieira, economista do instituto, o avanço pode estar relacionado à política de autoafirmação da população preta no país. Pessoas que, no passado, se declaravam como brancas ou pardas agora se reconhecem como de outra cor. "Mas não sabemos até que ponto isso [o resultado] pode estar ligado a essa política de autoafirmação" disse, frisando que o IBGE, quando faz a pesquisa, apenas pergunta a pessoa em qual classificação ela se define. Outra mudança em curso identificada pela pesquisa tem a ver com o papel das mulheres nos domicílios do país. Nos últimos seis anos, 9 milhões de mulheres passaram a exercer a função de "chefe de família". No mesmo período, 661 mil homens perderam essa função. As mulheres apontadas como pessoa de referência na família representavam 45% dos domicílios, oito pontos percentuais a mais do que o verificado em 2012, início da série histórica da pesquisa do IBGE. A pesquisa permite uma interpretação subjetiva do termo "pessoa de referência". Nas entrevistas, os agentes do IBGE não deixam explícito se essa pessoa de referência é necessariamente a pessoa que assume a maior parte das despesas.
terça-feira, 21 de maio de 2019
Assembleia Legislativa do Paraná volta a insistir em orçamento impositivo
A Assembleia Legislativa retoma nesta semana a discussão de uma iniciativa que pode obrigar o governo do Estado a destinar cerca de centenas de milhões de reais ao ano para atender a projetos e obras indicados pelos deputados através de emendas individuais ào Orçamento. Pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do chamado “Orçamento impositivo” que terá sua admissibilidade votada na Comissão de Constituição e Justiça da Casa nesta terça-feira (21), o governo ficaria obrigado a executar as emendas parlamentares no porcentual de até 1,2% da receita corrente líquida prevista na lei orçamentária. Caso valesse para o Orçamento de 2019, por exemplo, cuja receita prevista é de R$ 57,3 bilhões, o Estado teria que destinar cerca de R$ 690 milhões aos projetos indicados pelos deputados para suas bases eleitorais este ano, o equivalente a R$ 12,7 milhões para cada um dos 54 parlamentares. Atualmente, o atendimento das emendas dos deputados ao Orçamento é facultativo. Na prática, os últimos governos não têm destinado os recursos para elas sob a alegação de dificuldades financeiras. Nesse contexto, as emendas acabam muitas vezes sendo usadas como moeda pelo Executivo em troca de apoio político no Legislativo. Na justificativa da proposta que será votada amanhã pela CCJ, e é subscrita pelo presidente da comissão, deputado Fernando Francischini (PSL), e diversos outros parlamentares da base do governo Ratinho Júnior, a alegação é de que a medida traria “independência da atuação do Parlamento diante do Executivo”. A PEC repete praticamente o mesmo texto de proposta semelhante apresentada em junho do ano passado, com o apoio de 42 deputados. Apesar de ter recebido parecer favóravel da mesma CCJ em agosto, a iniciativa não chegou a ser votada em plenário. Deputado estadual na época, o hoje governador Ratinho Júnior (PSD) foi um dos parlamentares que subscreveram a proposta. Na legislatura anterior, ainda o primeiro mandato do governo Beto Richa (PSDB), os deputados já haviam apresentado proposta semelhante, mas ela também acabou arquivada por falta de interesse do Executivo na sua aprovação. No plano federal, o Orçamento impositivo já vigora desde 2015, quando foi aprovado pelo Congresso já em meio à crise que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Recentemente, os deputados aprovaram outra PEC, que amplia o mecanismo, tornando obrigatório que o governo federal destine também recursos para atender as emendas de bancada. O Orçamento da União para 2019 prevê R$ 1,434 trilhões de despesas primárias. Deste total, 90,4% são despesas obrigatórias, e 9,6%, despesas não obrigatórias. Ao todo, estão previstos R$ 45 bilhões para o custeio da máquina pública. Pela proposta, as emendas de bancadas estaduais que deverão ser executadas obrigatoriamente se referem a programações de caráter estruturante - obras e equipamentos - até o montante global de 1% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior ao da elaboração do orçamento. Atualmente, o pagamento é obrigatório somente em parte das emendas individuais dos congressistas, as chamadas “emendas impositivas”. O governo já é obrigado a executar 1,2% da receita com as emendas individuais. A medida foi vista como nova derrota para o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso, já que engessaria ainda mais a execução do Orçamento, em um momento de crise financeira da União. Com o Orçamento impositivo, o governo teria ainda menos margem de manobra na gestão dos recursos. A discussão sobre o Orçamento impositivo também deve dar impulso ao debate da proposta do governo Ratinho Jr. (PSD) de redução dos repasses de recursos ao Legislativo e Judiciário na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. A proposta apresentada pelo Executivo prevê a redução de 18,6% para 17,6% do porcentual da receita líquida anual que o governo é obrigado a repassar aos demais poderes. Ela também prevê a exclusão das verbas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) da base de cálculo para esses repasses. O anteprojeto de LDO prevê para 2020 uma receita de R$ 55,8 bilhões. O FPE do Paraná de 2019 está estimado em quase R$ 2,2 bilhões, dos quais quase R$ 400 milhões estão reservados para os demais Poderes. Cada poder tem uma parcela fixa do Orçamento do Estado. No Orçamento de 2019, em vigor, 9,5% da receita fica com o Tribunal de Justiça; 4,1% com o Ministério Público; 3,1% fica com a Assembleia Legislativa; e 1,9% fica com o Tribunal de Contas. Na legislatura passada, o governo Beto Richa tentou por diversas vezes retirar o dinheiro do FPE da base de cálculo dos repasses para outros poderes, mas a medida sempre foi rechaçada pelos parlamentares, inclusive da base de apoio do Executivo, sob o temor de confronto com o Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas. No final do ano passado, uma proposta para reduzir o repasse para a própria Assembleia encampada por Ratinho Jr já após sua eleição para o governo também acabou sendo arquivada pela presidência do Legislativo sem ser votada, sob a alegação de que a medida seria inconstitucional. As informações são do portal "Bem Parana´".
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Alibaba corta prazo e frete no país
O maior site de comércio eletrônico do mundo, o chinês Alibaba lançou no Brasil o AliExpress Premium Shipping, opção que reduz o prazo de entrega no país pela metade, e com queda de até 59% nos custos de envio. É o primeiro anúncio do Alibaba envolvendo, de forma conjunta, cortes em prazos e frete em anos de operação no Brasil. Isso ocorre num momento em que Magazine Luiza, B2W e Via Varejo tentam melhorar nível de serviço local. Valor de frete e prazos são pontos centrais na decisão de compra hoje — metade dos brasileiros que desiste de uma transação na internet abandona o carrinho por causa de prazos ou valores de envio muito altos, dizem pesquisas. Segundo o anunciado ontem pelo Alibaba, o período de entrega cai de até dois meses (30 a 60 dias) para até um mês (22 a 28 dias). E com a redução nos valores do frete, uma tarifa de entrega de R$ 50, por exemplo, cairia para até R$ 20 — a empresa não informa valores, apenas a queda máxima de até 59%. Os novos prazos e preços começaram a valer nesta quarta-feira (22/05) no site do AliExpress no Brasil, operação controlada pelo Alibaba. O AliExpress opera com a venda de produtos de lojistas estrangeiros em seu site (“marketplace”), especialmente asiáticos. O site representou 51% de toda a venda de sites estrangeiros no país em 2018 (a Amazon respondeu por 25%), diz a Nielsen/Ebit. Em 12 meses, até março, o grupo vendeu no mundo cerca de US$ 850 bilhões (venda de itens de terceiros), um terço do valor da Amazon. A receita líquida foi de US$ 56 bilhões, alta de 40’%. No Brasil, o corte de prazos e frete tem apoio decisivo de seu braço de tecnologia e logística, a Cainiao Network. Em 2018, no evento anual da Cainiao, Jack Ma, fundador do Alibaba, disse que investirá US$ 15 bilhões de 2019 a 2023 para criar uma rede logística global por meio da Cainiao. A empresa não detalha, mas menciona no comunicado de ontem que haverá uma melhora “do canal na entrega terrestre por meio de parceiros locais” no Brasil. Hoje, a empresa usa principalmente o sistema dos Correios. “O Alibaba já anunciou meses atrás que quer entregar tudo em 72 horas. No Brasil, se reduzirem o prazo de entrega da China até a alfândega no Brasil para algo nessa faixa será uma revolução no segmento”, diz Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Na prática, as remessas do Alibaba ao país já tem levado entre 30 a 40 dias, segundo pesquisa do Valor em sites globais de rastreamento. São 15 dias da China até os portos de Santos, Itajaí (SC) ou Rio de Janeiro, e mais 15 a 20 dias para os Correios entregarem dentro do Brasil. Atualmente, a questão do nível de serviço, que inclui aspectos como prazos de envio e atendimento ao cliente, tornou-se foco central de empresas como Magazine Luiza e Mercado Livre. O Magazine, por exemplo, está ampliando investimentos para melhorar mais rapidamente suas métricas. Por isso, a mudança anunciada ontem tem efeito no mercado local.A decisão ainda ocorre semanas após a B2W (Submarino e Americanas) anunciar a sua entrada no mercado de venda on-line de produtos estrangeiros, o segmento de atuação do AliExpress. A B2W tem cerca de 400 mil itens nesse braço, batizada de Americanas Mundo — AliExpress tem alguns milhões. Ontem, após o Alibaba anunciar a sua decisão no país, as ações de Magazine Luiza, B2W e Via Varejo intensicaram a queda na B3. Ao fazer esse movimento o Alibaba ainda tenta resolver um problema que impede a empresa de crescer mais rapidamente por aqui. A empresa já identicou que a demora nas entregas pesa mais no abandono dos carrinhos de compra no site Aliexpress que a qualidade dos produtos vendidos, oriundos da China, segundo análises internas, apurou o jornal Valor Econômico.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Em crise, tradicional hotel cinco estrelas, o Tropical, em Manaus, tem energia cortada e funcionários dispensados
Um dos hotéis mais conhecidos do Amazonas passa por uma grande crise financeira. Localizado às margens do Rio Negro, o Tropical Hotel (antigamente conhecido como o "Hotel da VARIG") vive uma realidade bem diferente da de outros tempos, quando foi destino de celebridades como as Spice Girls e seleções internacionais durante a Copa do Mundo de 2014. Há quase uma semana, o eco resort cinco estrelas está sem energia elétrica. Os hóspedes precisaram sair, e alguns funcionários foram demitidos. Jornalistas estiveram no hotel na última quinta-feira (16/05). Hall de entrada, pátio, área de convivência e corredores seguem com a mesma estrutura, mas não há nenhum turista ocupando os mais de 600 quartos. As várias lojas de souvenirs amazônicos do empreendimento ainda conservam suas vitrines, mas as portas estão fechadas. O vazio dos corredores tem motivo: uma dívida de aproximadamente R$ 20 milhões com a Eletrobras, que fez a energia elétrica do local ser cortada no dia 10 deste mês. Com isso, todos os hóspedes (não foi informada a quantidade de pessoas) que estavam ali foram reembolsados e seguiram para outros hotéis da capital. O corte de energia provocou a interrupção das atividades no hotel. Nos próximos dias, ele ficará sem receber hóspedes e com quadro reduzido de funcionários. Avaliado em quase R$ 300 milhões, o hotel já tinha dava sinais de crise há alguns anos. Antes da interrupção do fornecimento de energia, já era possível perceber a situação: boa parte dos quartos, ainda que com cuidado diário do staff, estava com colchões encostados nas paredes e passava o dia com portas e janelas abertas. No primeiro final de semana do mês, durante as primeiras horas do domingo, por duas vezes seguidas, faltou energia. Foram quedas rápidas, logo restabelecidas. À exceção do restaurante localizado no Parque das Águas, desativado há algum tempo, os serviços seguiam normalmente. O centro de lojas - que atendia não só hóspedes, mas visitantes no geral - já estava desativado. Ainda assim, lojas do interior do hotel seguiam abertas, ainda que com baixa frequência de vendas. Ponto bastante visitado do hotel, o zoológico reúne animais como onças, macacos, e tartarugas. De acordo com a assessoria, no período em que o eco resort estiver fechado, o local receberá visitas de um biólogo para cuidar da fauna.
O que diz a Amazonas Energia
Em nota, a concessionária diz que "há mais de 20 anos ocorrem diversas tentativas de negociações com o Tropical Hotel Manaus". Suspensões de fornecimento de energia elétrica do hotel, por não cumprimento dos acordos, ocorreram por diversas vezes, ao longo dos anos. A última negociação ocorreu em abril de 2019, quando a Amazonas Energia concedeu desconto de 60%, sobre o valor de uma dívida de mais de R$ 20 milhões, o acordo, que previa o pagamento de R$ 8 milhões, pelo Tropical Hotel, também não foi cumprido. Desde o ano de 2018 até o presente momento, foram realizados três cortes por inadimplemento, entretanto a Distribuidora realizava o religamento mediante liminares.
Acordos judiciais e leilões
Nos três primeiros meses de 2019, os representantes do hotel participaram de várias audiências especiais de mediação no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas - CEJUSC-JT do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11). As audiências envolveram processos que tramitavam em primeira instância, a maioria em fase de execução. Das 72 audiências realizadas, houve acordo em 53 processos, totalizando o valor de R$ 1.166.210,27 a ser pago aos reclamantes. Antes disso, em outubro de 2018, processos trabalhistas que envolviam o hotel foram a discussão na 1ª Vara do Trabalho de Manaus. Dos 15 processos pautados, 11 resultaram em conciliações, totalizando R$ 132 mil reais em créditos trabalhistas. As ações trabalhistas tinham como pedidos principais o pagamento de verbas rescisórias, FGTS, férias, 13º salário, além de danos morais e materiais. Os débitos trabalhistas fizeram, ainda, com que bens do Tropical e o próprio ecoresort fossem a leilão.
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Azul oferece US$ 145 milhões por parte das operações da Avianca Brasil
A Azul apresentou à Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (13/05) uma nova proposta para comprar parte das operações da Avianca Brasil por US$ 145 milhões. A companhia aérea não entrou em detalhes sobre a oferta, mas disse que ela contemplaria slots (autorizações para pousos e decolagens) da ponte-aérea Rio-São Paulo. Depois de protocolada, cabe à Justiça conceder autorização ou não para que a proposta seja formalizada. A Azul foi a primeira companhia aérea a tentar comprar uma parte da Avianca , em 11 de março. Na época, a empresa ofereceu US$ 105 milhões pelas operações. Em nota, a Azul diz acreditar que o pedido apresentado à 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, onde tramita o processo de recuperação judicial da Avianca , confere à "empresa, seus empregados, consumidores, credores e demais interessados uma alternativa legal e legítima para viabilizar a monetização, uso continuado de bens e preservação de atividades que atualmente correm grave risco de paralisação e perecimento à luz da rápida deterioração das atividades da companhia, no melhor interesse do mercado de aviação e todos os envolvidos". A companhia aérea ressalta, ainda, que a proposta "oferece uma real alternativa para aumentar a competitividade na ponte aérea entre Rio-São Paulo " e esclarece que o pedido feito à Justiça de São Paulo não invalida o leilãodas sete fatias da Avianca. Na visão da Azul, "a alienação judicial da Nova UPI oferece uma alternativa compreensiva, viável e verdadeiramente implementável, inclusive do ponto de vista operacional, regulatório e concorrencial". Dias depois da primeira proposta de compra pela Azul , a própria Avianca anunciou mudanças em seu plano de recuperação judicial , em curso desde dezembro do ano passado, com o desmembramento da empresa em sete unidades — as chamadas Unidades Produtivas Isoladas (UPI), que seriam leiloadas. Com a mudança no modelo de recuperação, além da Azul, Latam e Gol também anunciaram suas ofertas, e o leilão foi marcado para 7 de maio. Apesar da data acertada, o leilão não ocorreu porque credores obtiveram liminar suspendendo o evento. A expectativa é que a Avianca apresente recurso para remarcação ainda hoje. A situação da Avianca agrava a cada dia. Semana passada, a empresa perdeu mais um avião na Justiça. A aeronave pertencia à empresa de leasing Wells Fargo. Com isso, a frota da Avianca foi reduzida para cinco unidade. E ainda há risco de perder mais aviões, pois a Airbus briga na Justiça para retomar quatro dos cinco restantes.
Veja abaixo as unidades que serão leiloadas se a Avianca conseguir reverter a decisão da Justiça que suspendeu o certame:
UPI A: 20 voos em Guarulhos, 12 no Santos Dumont e 18 em Congonhas. Parte dos funcionários.
UPI B: 26 voos em Guarulhos, 8 no Santos Dumont e 13 em Congonhas. Parte dos funcionários.
UPI C: 6 voos em Guarulhos, 6 no Santos Dumont e 8 em Congonhas. Parte dos funcionários.
UPI D: 6 voos em Guarulhos, 4 no Santos Dumont e 4 em Congonhas. Parte dos funcionários.
UPI E: 6 voos em Guarulhos, 4 no Santos Dumont e 9 em Congonhas. Parte dos funcionários.
UPI F: 23 voos em Congonhas. Parte dos funcionários.
UPI Programa Amigo: Banco de dados do programa de fidelidade, pontos não utilizados e passagens já emitidas por esse canal, mas não utilizadas.
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Guerra entre os serviços de streaming: Apple x Spotify
A Apple está prestes a se tornar alvo de investigação na União Europeia por supostas práticas anticompetitivas, segundo o jornal britânico Financial Times . O caso deve ser aberto nas próximas semanas, motivado por reclamação apresentada em março deste ano pelo Spotify, que defende que a fabricante do iPhone está “inclinando o campo de jogo para prejudicar os competidores”, se comportando de maneira ilegal fazendo uso do seu controle da App Store para favorecer o serviço Apple Music. A reclamação do Spotify foca na política da Apple de cobrar taxa de 30% das assinaturas vendidas pela App Store sobre fornecedores de conteúdo digital. Ela se aplica ao Spotify e outras plataformas de streaming, mas não a outros aplicativos, como o Uber. Após analisar a reclamação e entrevistar consumidores, concorrentes e outros segmentos no mercado, a comissão de competição da União Europeia devidiu abrir uma investigação antitruste formal sobre a conduta da Apple, que, assim como o Spotify , preferiu não comentar o assunto. A investigação não tem prazos e pode durar anos. A comissão pode exigir que as companhias implementem mudanças em práticas consideradas ilegais e aplicar multas de até 10% sobre o faturamento global da companhia. No entanto, as empresas investigadas podem acelerar o process, evitando multas a partir de acordos com promessas de mudança de comportamento. Daniel Ek, diretor executivo do Spotify, afirmou logo após apresentar a reclamação, que a longa disputa contra a Apple se tornou “insustentável”. Caso a taxa de 30% continue sendo aplicada, a empresa pode ser forçada a aumentar os preços, se tornando menos competitiva. O Spotify é líder do mercado global de streaming de música, superando a marca de 100 milhões de assinantes. O Deezer, concorrente do Spotify e do Apple Music, e a Organização Europeia de Consumidores (Beuc) apoiaram a ação do Spotify contra a Apple . Segundo Thomas Vinje, advogado do escritório Clifford Chance que participou da reclamação apresentada à União Europeia, outras empresas têm “críticas similares”, mas sentem “medo para processar a Apple”. Por ser dona da App Store, a Apple tem a prerrogativa de aprovar ou reprovar os aplicativos disponíveis na loja virtual. Logo após a reclamação ser apresentada, a Apple se manifestou e acusou o Spotify de “retórica enganosa”. Em comunicado, a companhia afirmou que “após anos usando a App Store para aumentar dramaticamente seu negócio, o Spotify busca manter todos os benefícios do ecossistema da App Store (incluindo receita substancial conseguida de consumidores da App Store) sem fazer nenhuma contribuição ao marketplace”.
terça-feira, 30 de abril de 2019
A baixa produtividade brasileira
O trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Isso significa que a produtividade do Brasil é baixa, mas não quer dizer que o brasileiro seja preguiçoso ou inapto. Há atrasos na formação e na infraestrutura das empresas, o que afeta os resultados, dizem especialistas. Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior. As informações são do professor José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP. O acesso a certos recursos no Brasil, como capitais humano, físico e financeiro, entre outros, é insuficiente e desfavorável se comparado ao de outros países. Entre os fatores que conspiram contra a produtividade, ele enumera: "Melhoramos nossa escolaridade média nos últimos 25 anos, mas foi insuficiente para aumentar a qualidade do capital humano e, assim, atender às necessidades das empresas", disse o professor da FGV. Para Pastore, o alastramento do trabalho informal também agrava o quadro de baixa produtividade no país. "Afinal, temos cerca de 40 milhões de pessoas nessa situação hoje. Isso significa que não é apenas o trabalhador que tem baixa qualidade, é o seu emprego que é de baixa qualidade", afirmou. Uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada na semana passada mostra que a produtividade do trabalho na indústria de transformação no ano passado aumentou 0,9%, em relação a 2017, quando já havia crescido 4,5%, em comparação a 2016. Trata-se do quarto ano consecutivo de crescimento do indicador, mas ainda insuficiente para ganhar competitividade. O setor industrial brasileiro ainda é 23% mais caro que o norte-americano, segundo estudos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) citados pelo professor Pastore.Um relatório do Banco Mundial sobre produtividade, lançado em 2018, aponta que a renda per capita brasileira é aproximadamente 20% da renda per capita dos EUA. Se o Brasil tivesse a mesma produtividade que a norte-americana, a renda do país seria mais de 50% da dos EUA, mesmo sem investimento adicional em máquinas ou capital humano. Ou seja, a renda per capita atual mais do que dobraria somente com melhorais na produtividade. Jorge Arbache, economista e estudioso do assunto, mostrou que em 1980 a produtividade do trabalhador brasileiro era 670% maior do que a do trabalhador chinês e 70% menor do que a americana. Em 2013, o Brasil perdia nos dois casos: a do trabalhador brasileiro era 80% inferior à americana e 18% menor à chinesa. No período, a eficiência dos chineses cresceu 895%. Já a dos brasileiros, meros 6%. E os números que conspiram contra o Brasil não param por aí. Pieri afirmou que a relação PIB/trabalhador em 1994 no Brasil era de R$ 25 mil. Em 2016, já considerada a inflação no período, passou para R$ 30 mil. Isto é, em 22 anos aumentou apenas 20%. "Nesse mesmo intervalo, a relação PIB/trabalhador nos EUA cresceu 48%", disse o professor da FGV. Eis alguns dos entraves:
-Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico);
-Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro);
-Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados);
-Burocracia complicada;
-Ambiente de negócios perverso;
Sem dinheiro, ministérios podem parar serviços a partir de agosto
O bloqueio de quase R$ 30 bilhões nas despesas do Orçamento impõe uma espécie de "shutdown branco" aos ministérios por falta de recursos, uma paralisia da máquina pública que pode se agravar a partir de agosto. Algumas áreas sentem os efeitos do arrocho, como ciência e tecnologia, bolsas de estudos, repasses do Minha Casa, Minha Vida, tarifas bancárias, o Censo Demográfico e até mesmo os compromissos do governo brasileiro com organismos internacionais. A situação tende a piorar e afetar áreas mais sensíveis para a população, porque, até agora, a área econômica não vê sinal de melhora na arrecadação ou alívio significativo nas despesas. Técnicos do governo ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que julho vai ser o mês limite para algumas pastas. É quando se prevê que não será possível barrar os efeitos mais nocivos do "shutdown", como em 2017. Durante o governo Michel Temer, a população ficou sem emissão de passaporte, houve suspensão das atividades de escolta e fiscalização da Polícia Rodoviária Federal e o atendimento das agências do INSS ficou prejudicado. A equipe econômica corre para buscar receitas e reduzir despesas, como de subsídios, mas já precisa resolver problemas mais imediatos, como a liberação de R$ 2,8 bilhões para o Minha Casa Minha Vida, manutenção de estradas e atender a demandas dos caminhoneiros. Para isso, terá de fazer um aperto adicional em outros ministérios. Dinheiro extra do Minha Casa deve acabar em junho Diante da pressão do setor da construção, o Ministério da Economia precisou entrar em campo para evitar um estrangulamento financeiro das empresas, que estavam entregando as casas sem receber do governo. A equipe econômica arrumou um extra de R$ 800 milhões para o MCMV. Mas o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, avisou que o dinheiro a mais acaba em junho. Os recursos para a área científica são os mais afetados com o corte de 42%. O funcionamento de agências como CNPq, Finep e Capes está ameaçado. O presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, alertou que o dinheiro só garante o pagamento das bolsas de pesquisa até setembro. Em outras frentes, o governo já começou a dar calote: tem uma dívida de cerca de R$ 400 milhões com a Caixa Econômica Federal em tarifas bancárias cobradas pelo banco para gerir os programas federais. Procurada, a Caixa não respondeu sobre os atrasos. O Brasil também tem dívidas que chegam a R$ 4 bilhões com organismos internacionais, sendo cerca de R$ 2 bilhões com a Organização das Nações Unidas (ONU). O passivo pode chegar a R$ 6,2 bilhões até o fim deste ano, mas o Orçamento só prevê R$ 532,9 milhões para esses pagamentos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Carol Bittencourt está desaparecida após acidente de barco
A modelo brasileira Carol Bittencourt, de 37 anos, está desaparecida desde a tarde de ontem, por volta das 16h30, quando fazia um passeio de barco em Ilhabela, no litoral de São Paulo. Uma tempestade forte no local foi o motivo do desaparecimento. A personal trainer de Carol, Cau Saad, que também é amiga próxima da modelo, confirmou o ocorrido e informou detalhes, entre eles que o marido de Carol, Jorge Sestini, também estava no barco e sobreviveu após nadar três horas. "Aconteceu um acidente de barco por conta da forte chuva e ela está desaparecida. A Carol pulou no mar para salvar os dois cachorrinhos dela que tinham caído com o vento. Só estava ela, o marido e os cachorrinhos no barco. O Jorge pulou atrás para encontrá-la, mas eles se perderam por conta da tempestade. Ele teve que nadar três horas até a costa para sobreviver, mas a Carol ainda não foi encontrada. Não sabemos o paradeiro dela. Os bombeiros dobraram a busca agora pela manhã, mas ainda não encontramos nada", disse a personal trainer.
Atualizado: o corpo da modelo foi encontrado na tarde da segunda-feira (29/04). Lamentamos. Nossas condolências à família e amigos.
Atualizado: o corpo da modelo foi encontrado na tarde da segunda-feira (29/04). Lamentamos. Nossas condolências à família e amigos.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
"O Supremo banquete"
Publicamos aqui matéria da revista IstoÉ, por entendermos ser um direito da população em conhecer os "bastidores" das benesses de nossas autoridades (não considero crítica ao STF mas sim mais um exemplo das "excentricidades" dos poderes brasileiros:
"Em tempos de ajuste fiscal, quando se cobram sacrifícios de toda a sociedade para a redução de gastos públicos, o Supremo Tribunal Federal (STF) não tem sido um dos melhores exemplos de austeridade. Em meio à crise que levou-o a impor censura à imprensa, o tribunal presidido pelo ministro Dias Toffoli decidiu abrir nesta sexta-feira (26/04) uma licitação que agrava ainda mais sua combalida imagem: vai contratar uma empresa que sirva banquetes aos ilustres ministros togados e seus comensais (clique na imagem acima para ampliar). Na farra gastronômica serão gastos R$ 1,1 milhão, dinheiro que será bancado pelo cidadão comum que paga exorbitantes impostos. Os banquetes serão realizados nos amplos e luxuosos salões do próprio STF. O processo de contratação do buffet prevê o fornecimento de pelo menos 2,8 mil refeições (almoços ou jantares), 180 cafés da manhã, outros 180 brunchs (cafés mais reforçados) e três tipos de coqueteis para 1.600 pessoas. Na lista de exigências do contrato, previsto para durar 12 meses, prorrogáveis por mais 60 meses, estão pratos dignos dos melhores restaurantes do mundo, comparados aos badalados cinco estrelas do guia Michelin. No menu do Supremo, a empresa está obrigada a disponibilizar pratos com medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bobó de camarão, camarão à baiana, bacalhau à Gomes de Sá, arroz de pato, pato assado com molho de laranja, galinha d’Angola assada, vitela assada, codornas, carré de cordeiro, medalhões de filé, tournedos de filé com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre, entre outros. Obviamente que para um menu desse nível seriam necessárias bebidas perfeitas para harmonizar degustações com tanto glamour. Afinal de contas, um medalhão de lagosta não pode ser servido com um vinho qualquer. E qual foi a solução adotada pelo Supremo para resolver essa delicada questão culinária? Simples. A licitação prevê que as “bebidas deverão ser perfeitamente harmonizadas com os alimentos” servidos. Justamente por isso, na lista de bebidas exigidas estão dois tipos de espumantes (brut e extra brut), que precisam ser produzidos pelo método champenoise e “que tenham ganhado ao menos quatro premiações internacionais”. Para quem não sabe, o método champenoise é o chamado “método tradicional”, cuja produção do espumante é quase artesanal e de qualidade superior ao método Charmat, mais simples e barato. Ainda sobre os espumantes, na lista do Supremo o champagne precisa ter pelo menos 12 meses de maturação. O extra brut deve ter no mínimo 30 meses. Além dessa sofisticação etílica, o STF exige que em seus banquetes a empresa vencedora da licitação disponibilize vinhos de seis uvas de variedades diferentes: Tannat, Assemblage, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Nos casos dos Tannat, Assemblage e Cabernet Sauvignon, o vinho precisa ser obrigatoriamente de safra igual ou posterior a 2010. Outras características singulares determinadas no edital: todos os vinhos precisam ter pelo menos quatro premiações internacionais. No caso do Tannat ou Assemblage, o STF exige que tenham sido envelhecidos em “barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso”. A exigência por essa característica é simples. Barris de carvalho franceses são considerados pelos especialistas como “complexos, elegantes e que geram taninos suaves na bebida”. Além disso, quando o carvalho é de primeiro uso proporciona uma bebida com maior influência do barril no processo de maturação. Sobre os vinhos brancos, Chardonnay e Sauvignon Blanc, o procedimento licitatório apresenta aspectos, no mínimo, curiosos. As uvas para as duas bebidas precisam, necessariamente, ser colhidas à mão. E se isso não fosse o suficiente, uma última, mas não menos importante exigência do Supremo: os uísques de puro malte, precisam ser envelhecidos por 12, 15 ou 18 anos. Já as cachaças para as caipirinhas devem ganhar idade em “barris de madeira nobre” por um, dois ou três anos. A empresa responsável por esse serviço de buffet será responsável por disponibilizar, em cada evento, um garçom para cada seis pessoas. Nos eventos menores, deverá haver um garçom para cada dez convidados. A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que constantemente tem criticado o Supremo por suas atitudes pouco transparentes, condenou a lista de compras do STF. “O presidente Bolsonaro exonerou uma diretora de um hospital que iria dar um jantar de R$ 280 mil. Isso deveria servir de exemplo para todos nesta nação”, declarou a parlamentar. “A licitação é uma vergonha e mais um abuso diante da crise que estamos vivendo. O Congresso tentando aprovar a reforma da Previdência para reduzir gastos, enquanto o Supremo investe em mordomias”, complementou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES), autor dos dois requerimentos de investigação no Senado sobre as ações do Poder Judiciário, a chamada CPI da Lava Toga. De fato, o STF mostra que está totalmente divorciado da realidade brasileira."
Posicionamento STF:
O edital da licitação do serviço de refeições institucionais em elaboração pelo STF reproduz as especificações e características de contrato semelhante firmado pelo Ministério das Relações Exteriores (que faz o cerimonial da Presidência da República) já analisado e validado pelo Tribunal de Contas da União, mas com redução de escopo: dos 21 itens contratados pelo ministério, 15 são objeto da licitação do STF. Cabe destacar que o valor de R$ 1,1 milhão é uma referência, que será submetida à disputa de preços entre as participantes do pregão. Além disso, o contrato prevê que o STF pagará apenas pelo que for efetivamente demandado e consumido, tendo o valor global do contrato como um teto.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Procuradoria Geral da República pede ao STF que Collor cumpra 22 anos de prisão na Lava Jato
Em alegações finais, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que imponha ao senador Fernando Collor (PROS) uma pena de 22 anos, 8 meses e 20 dias, em ação penal no âmbito da Operação Lava Jato. Raquel apontou a suposta participação do senador em propinas, que somadas, chegariam a R$ 50,9 milhões em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A procuradora-geral detalha que “entre 2010 e 2014, uma organização criminosa instalou-se nas Diretorias da Petrobras Distribuidora S/A – BR Distribuidora – capitaneada pelo Partido Trabalhista Brasileiro, em particular na figura do Senador Fernando Collor, e também pelo Partido dos Trabalhadores, com destaque para o Deputado Federal Vander Loubet”. Segundo Raquel, Collor participou de supostas propinas de “pelo menos R$ 9.950.000,00 em razão de contrato de troca de bandeiras em postos de combustíveis”. Ele também teria recebido vantagens de “pelo menos R$ 20.000.000,00 em razão de contratos para a construção de bases de distribuição de combustíveis celebrados entre a BR Distribuidora”. Raquel diz que Collor também integrou suposto esquema envolvendo “pelo menos R$ 1.000.000,00 em propinas em razão de contrato de gestão de pagamentos e programa de milhagens”. E ainda propinas de “R$ 20.000.000,00 para viabilizar hipotético e futuro contrato de construção e leasing de um armazém de produtos químicos em Macaé/RJ”. A procuradora-geral ainda expôs a compra de carros de luxo, apartamentos e obras de arte como parte da lavagem de dinheiro imputada a Collor, com o uso das supostas propinas. Segundo ela, contas bancárias pessoais de Collor giraram R$ 2,6 milhões entre janeiro de 2011 e abril de 2014 na forma de depósitos em dinheiro. Entre os veículos atribuídos a Collor, a procuradora-geral cita um Flying Spur, marca Bentley, por R$ 975 mil, uma Range Rover de R$ 570 mil, uma Ferrari de R$ 1,4 milhão, uma Lamborghini de R$ 3,2 milhões e um Porsche de R$ 395 mil. A chefe do Ministério Público Federal ainda cita a compra, em 2010, de uma casa de R$ 4 milhões na Pedra do Baú, próxima de Campos do Jordão, um imóvel em Barra de São Miguel, em Alagoas, por R$ 450 mil, e quatro salas comerciais por R$ 950 mil, em Maceió (AL). Também mencionou salas comerciais, um quadro de Di Calvalcanti apreendido em sua residência em Brasília, no valor de R$ 4,6 milhões, e uma lancha batizada com o nome “Balada II”, e, depois, nomeada como “Mama Mia II”, adquirida por R$ 900 mil. Parte dos itens estava em nome de empresas ligadas ao senador, segundo Raquel. A procuradora-geral afirma ainda que reforça a culpabilidade o fato de que Collor “foi Deputado Federal, Governador de Estado e mesmo Presidente da República, afastado do cargo precisamente por suspeitas de corrupção”. “Agora, anos depois, enquanto Senador da República, há não apenas suspeitas, mas prova para além de dúvida razoável de que cometeu crimes”. O senador Fernando Collor afirmou que “mais uma vez será demonstrada a fragilidade da denúncia”. Com informações da revista Exame.
quinta-feira, 18 de abril de 2019
A volta do Mappin
A plataforma de vendas do Mappin deverá estrear em meados de junho. Em 2010, a rede de lojas de departamentos foi comprada pela família Fares, que comanda o grupo Marabraz, por estimados 5 milhões de reais. O projeto é tocado pelos primos Nader e Abdul Fares, que atualmente administra o grupo ao lado do tio, Nasser. Em um segundo momento, a família pretende abrir também lojas físicas. Já existem dois terrenos comprados: um na Marginal Pinheiros e outro no centro da cidade, na região onde ficava a icônica loja que fechou as portas em 1999 sob a gestão de Ricardo Mansur, acusado por falhas administrativas e corrupção.
sexta-feira, 12 de abril de 2019
Petrobras perde quase R$ 32 bi e puxa o Ibovespa para baixo
O Ibovespa fechou em forte queda nesta sexta-feira, 12, pressionado pelo tombo das ações da Petrobras, que perdeu quase R$ 32 bilhões em valor de mercado. O movimento refletiu preocupações sobre a liberdade operacional da petrolífera de controle estatal após a companhia voltar atrás em decisão sobre aumento do preço do diesel. Ontem, após o fechamento do pregão, a Petrobras era avaliada em R$ 390,52 bilhões de reais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,98%, a 92.875,00 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava R$ 18,6 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou declínio de 4,6% , também conforme dados antes do ajuste de fechamento. O presidente da República, Jair Bolsonaro, admitiu que determinou a suspensão do reajuste de 5,7% no preço do diesel (o litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662), anunciado pela Petrobras.O novo valor começaria a ser cobrado nesta sexta-feira, 12, mas vai ficar suspenso até que os técnicos da estatal justifiquem ao presidente a necessidade do aumento. Se fosse efetuada, a alta divulgada na quinta-feira seria a maior desde que os presidentes da República e o da petroleira, Roberto Castello Branco, assumiram os cargos. “Os investidores foram pegos de surpresa com a ‘canetada’ do Bolsonaro. Todo o discurso de estatais sem interferência política se perde”, destacou Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos, destacando que o mercado como um todo foi contaminado. “O grande foco continua a ser na reforma da Previdência, mas essa situação não ajuda em nada o sentimento do mercado”, disse. Analistas do BTG Pactual divulgaram relatório com o título ‘Déjà Vu’, citando que é preciso saber se foi uma decisão temporária por motivação política, como evitar uma nova greve, ou mudança na forma como o governo percebe a liberdade operacional da empresa.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Caoa pretende fazer caminhões pesados da Hyundai na fábrica da Ford em São Bernardo
Em conversas avançadas para comprar a fábrica da Ford em São Bernardo, o Grupo Caoa pretende produzir no local caminhões pesados da linha Xcient, da coreana Hyundai, e dividir a linha de montagem com os modelos médios da marca norte-americana, segundo fontes ligadas à negociação. O mais cotado para ser o primeiro produto da nova fase é o cavalo mecânico P440, que disputaria mercado com modelos da Mercedes-Benz, Scania e Volvo, entre outras marcas. Há tempos a Caoa estuda a viabilidade de produzir caminhões semipesados e pesados no Brasil. O grupo já fabrica os leves HR e HD80 em Anápolis (GO). Recentemente circularam na internet fotos de unidades do Xcient P440 e do leve Mighty no pátio onde a Caoa movimenta veículos importados na cidade goiana. A possibilidade da compra da fábrica da Ford, portanto, surgiu como uma solução sob medida para a empresa. Ao concretizar o negócio, o grupo pode transformar a fábrica do ABC em plataforma de exportação da linha de caminhões da Hyundai. Além de atender o mercado brasileiro, a fábrica poderá fornecer caminhões para outros países da América do Sul. Os modelos Xcient já são vendidos no Uruguai e no Paraguai, países com os quais o Brasil mantêm acordos de livre comércio. Produzir veículos de marcas distintas em uma mesma fábrica não será novidade para a Caoa. Em Anápolis, o grupo já fabrica os SUVs ix35 e Tucson, da Hyundai, além do Tiggo 5x e Tiggo 7 da marca Caoa Chery, criada após a empresa brasileira adquirir o controle da operação local da companhia chinesa. O negócio incluiu também o comando da fábrica erguida pela Chery em Jacareí (SP). Lá, a Caoa Chery fabrica o subcompacto QQ, o sedã Arrizo 5 e o SUV compacto Tiggo 2. Além disso, a Caoa é importadora dos automóveis feitos na Coreia do Sul pela Hyundai, como o sedã Elantra e o SUV Santa Fé. Também detém a importação da japonesa Subaru. A linha de caminhões Xcient foi lançada na Coreia do Sul em 2013. Inicialmente, o objetivo da Hyundai era atender países europeus, além do mercado doméstico. Porém, o plano foi expandido e a marca já está presente em países do Mercosul. Se forem mesmo oferecidos no Brasil, os caminhões da marca sul-coreana enfrentarão rivais consolidados, como a linha de semipesados Atego, da Mercedes-Benz; e a de pesados FH, da Volvo. A investida mira oportunidades de negócios no Brasil e no exterior. O grupo liderado pelo empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade deve assumir o controle da fábrica de São Bernardo em dezembro. Em julho de 2020 entrará em vigor o acordo de livre comércio de caminhões e ônibus com o México. Diferentemente do que ocorre com os automóveis, em que o México leva vantagem, nos caminhões é o Brasil que se sobressai. Volvo e Mercedes, por exemplo, fabricam no país produtos com o mesmo nível de tecnologia das matrizes na Europa.
terça-feira, 9 de abril de 2019
Em queda livre, indústria tem a menor fatia do PIB desde o final dos anos 40
Os números deste início de ano não deixam dúvida: a crise que a indústria brasileira há tempos atravessa ainda não dá sinais de reversão. No primeiro bimestre, a atividade industrial recuou 0,2% em relação ao ano passado. Esse fraco desempenho reforça uma tendência que vem se verificando desde os anos 80: a queda de participação da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, esse setor respondeu por apenas 11,3% da atividade econômica do País, o patamar mais baixo em mais de 70 anos – não há dados anteriores a 1947. No fim dos anos 80, a indústria de transformação (que exclui a indústria extrativa) chegou a ter uma fatia próxima de 30% do PIB, mas essa participação depois veio diminuindo rapidamente. Segundo economistas, é provável que 2019 registre um número ainda mais baixo que o de 2018. “É um risco que corremos e uma tendência que vem de longo prazo. Os países continuam avançando na indústria mais sofisticada, e o Brasil não”, diz o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Apesar da perda de espaço na economia ser um fator estrutural – no mundo todo, os serviços têm ganhado participação –, há indícios de que, no Brasil, esse fenômeno vem sendo fortalecido por questões conjunturais, como as crises sucessivas. Isso ocorre porque, nas recessões, a indústria costuma recuar mais do que o PIB total, mas, nos períodos de crescimento econômico, ela não avança de forma mais acelerada. O economista Paulo Morceiro, do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP, lembra que, entre 2000 e 2008, período de crescimento mais significativo, a indústria apenas acompanhou o ritmo do PIB. “A indústria não avançou mais porque perdeu competitividade para o importado”, diz. Um estudo de Morceiro mostra que o PIB do setor industrial caiu de forma acelerada desde 2013 e hoje se encontra em um patamar próximo ao de 2004. Apesar de as importações também terem recuado nos últimos cinco anos por causa da recessão, elas mais do que dobraram desde 2004. Para o Iedi, a falta de mecanismos de financiamento, os gargalos na infraestrutura, o sistema tributário complexo e um apoio ineficiente à ciência e tecnologia têm comprometido a produtividade industrial. “Nesse ritmo, a indústria brasileira caminhará para um porcentual do PIB inferior a dois dígitos, algo que pode acontecer dentro dos próximos dois anos se as tendências em curso de retrocesso industrial e de vazamento de demanda para o exterior continuarem”, diz um documento do instituto publicado recentemente.
segunda-feira, 8 de abril de 2019
A 18 meses da eleição, Covas muda metas
A um ano e meio da eleição, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou uma revisão do Plano de Metas aprovado em 2017, com maior foco em ações de zeladoria. Só o orçamento para serviços de limpeza e capinação, por exemplo, chega a R$ 3,4 bilhões – quase cinco vezes mais do que o investimento previsto em novos equipamentos de Educação e Saúde. Anunciado nesta segunda-feira (08/04), o plano de Covas aumenta de 53 para 71 as metas para o biênio 2019-2020. Na prática, também altera promessas do ex-prefeito e atual governador João Doria (PSDB). Entre elas, reduz o número de equipamentos públicos que devem ser repassados à iniciativa privada, de 55 para 10. A expectativa de conseguir R$ 5 bilhões, no entanto, foi mantida. O plano de Covas tem previsão orçamentária de R$ 15,3 bilhões para os próximos dois anos, incluindo custeio e investimentos. Desses, ao menos R$ 6,7 bilhões (43%) serão destinados a metas de zeladoria, incrementando serviços de limpeza, coleta seletiva, construção de calçadas e programas de tapa-buraco, além de revitalizar praças, parques, pontes e viadutos. Por sua vez, Saúde e Educação preveem investimento de R$ 747 milhões em novos equipamentos. Para essas áreas, a gestão Covas espera entregar o Hospital da Brasilândia, além de duas UBSs, 12 UPAs e 12 CEUs. Também foi incluído no plano equipar o Hospital de Parelheiros, na zona sul. “O que aprendemos aqui em relação ao acontecimento no (Largo do) Paiçandu, com aquele prédio que caiu, e com o viaduto da Marginal do Pinheiros (…) é que a gente precisa arrumar a casa”, disse Covas. “É melhor pôr para funcionar o que já existe do que colocar coisa nova e deixar o que já existe ruim.” O Plano de Metas passa a ter 36 objetivos, em três eixos: “cuidar da cidade”, “proteger o cidadão” e “inovar a gestão”. Foram incluídas 25 metas. Outras 18 foram mantidas na íntegra e 7, que já teriam sido cumpridas, retiradas. Só 6 das 28 restantes foram ampliadas – as demais acabaram sendo “incorporadas parcialmente” ou com “escopo ajustado”. Segundo Covas, houve ajuste de objetivos, uma vez que o otimismo para o cenário econômico em 2017 não se confirmou. “A reforma (da Previdência) não foi aprovada, a expectativa de crescimento não se realizou e nós tivemos frustração com o comportamento do PIB em 2017 e 2018.” Entre as novas metas está reduzir em 80% o número de usuários de drogas em logradouros públicos – ação que será limitada à região da Luz. A referência são 496 pessoas contadas pela GCM em dezembro. Houve redução de novos corredores de ônibus de 72 km para 9,4 km. Embora argumente adversidade econômica, a Prefeitura afirma que vai aumentar a previsão de investimento de R$ 10,8 bilhões (plano de Doria) para R$ 12,8 bilhões. Todo o orçamento estaria garantido, diz Covas. “Havendo sucesso no plano de desestatização ou aumento de repasse federal e estadual, nós poderemos fazer a mais.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sábado, 6 de abril de 2019
O divórcio de US$ 35 bi do casal Bezos
Jeff Bezos vai manter três quartos de sua participação na Amazon quando se divorciar da esposa MacKenzie, que receberá ações avaliadas em mais de US$ 35 bilhões, naquele que vem sendo classificado como o maior acordo do tipo já feito no mundo. Bezos disse ontem que ela vai transferir todas as suas ações da Amazon com direito a voto para ele, permitindo-lhe manter o atual nível de controle sobre a empresa que ele fundou há quase 25 anos. Ele também deverá continuar sendo o homem mais rico do mundo. Bezos ficará com 12% das ações da Amazon após a conclusão do divórcio, avaliadas em cerca de US$ 107 bilhões. Segundo a revista "Forbes", isso deixará sua fortuna acima da de Bill Gates, cofundador da Microsoft, estimada em US$ 96,5 bilhões. A participação de MacKenzie Bezos, de 4%, fará dela a terceira mulher mais rica do mundo, perdendo apenas para Françoise Bettencourt, herdeira da L'Oréal, e Alice Walton, filha do fundador do Walmart, Sam Walton, segundo estimativas da "Forbes". Em um comunicado postado no Twitter ontem, MacKenzie disse que vai transferir todos os seus interesses no jornal "The Washington Post" e na Blue Origin, a empresa de astronáutica de Bezos. O casal deu entrada com o pedido de divórcio ontem, segundo protocolo regulatório encaminhado pela Amazon, e a expectativa é de que um acordo seja confirmado por decreto em cerca de 90 dias. Os detalhes resolvem questões de governança e controle que pendiam sobre os acionistas da Amazon desde que o casal anunciou que estava se separando, em janeiro, além de especulações sobre como isso afetaria os esforços filantrópicos do casal. Muitos advogados anteciparam que os detalhes da separação serão mantidos em sigilo sob as leis do Estado de Washington, onde estão localizadas a casa da família e a Amazon. Hoje a participação conjunta dos Bezos na Amazon está avaliada em US$ 143 bilhões. "Estou agradecida por ter concluído o processo de dissolução de meu casamento com Jeff, com o apoio de cada um que nos estendeu uma mão amiga, e espero pela próxima fase como pais e amigos", disse MacKenzie Bezos em um comunicado postado no Twitter. "Animada com meus planos. Agradecida pelo passado enquanto espero pelo que vem em seguida." Em seu próprio comunicado, Jeff Bezos agradeceu à em breve ex-esposa e disse estar "grato por seu apoio e sua gentileza nesse processo". "Ela foi uma parceira extraordinária, aliada e mãe. É talentosa e brilhante, carinhosa e sei que sempre estarei aprendendo com ela", afirmou ele. As informações são do jornal Valor Econômico.
quinta-feira, 28 de março de 2019
Em churrascaria, Bolsonaro diz que desconhece qualquer atrito com Maia
Na tentativa de estabelecer uma trégua com Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (28) que desconhece qualquer atrito com o presidente da Câmara dos Deputados. Em uma churrascaria de Brasília, onde participou do aniversário do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), o presidente disse acreditar que o Poder Legislativo está se conscientizando da necessidade da reforma previdenciária. "Eu desconheço qualquer atrito entre nós", afirmou na saída do evento, ao ser perguntado por veículos de imprensa sobre as provocações que tem trocado nos últimos dias com Maia. Perguntado mais de uma vez se demitirá o ministro Ricardo Vélez (Educação), Bolsonaro não quis responder. Em sua chegada na festa, contudo, segundo noticiou o site Metrópoles, ele disse que o auxiliar fica no cargo. Sob pressão do núcleo militar para trocar o titular da pasta, o presidente tem uma audiência com o ministro na manhã desta sexta-feira (29/03). A sua saída, segundo auxiliares presidenciais, é uma questão de tempo. O presidente chegou à churrascaria acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro por volta das 20h, antes mesmo do aniversariante. A festa ocorreu numa área reservada do restaurante, que fica em área nobre da capital federal. Ele permaneceu por mais de duas horas no local. Segundo relatos de convidados, ele não comeu carne, devido a restrição médica, e evitou falar de política durante o aniversário. Em vídeo, gravado pelo aniversariante, Bolsonaro chamou Hélio de "irmão" e fez piada com a camiseta salmão que ele usava. "Com essa camisa cor de rosa, sei não", disse.
Assinar:
Postagens (Atom)











