Não é novidade que o WhatsApp vem trabalhando no recurso de mensagens que desaparecem após um tempo. Na nova versão beta do sistema, o aplicativo está aperfeiçoando a opção “mensagens autodestrutivas”, dando pistas que a função pode estar disponível em breve. A novidade foi descoberta pelo site WABetaInfo, que trazer novidades sobre os recursos que estão sendo desenvolvidos pelo WhatsApp. O recurso é similar ao que deixou o Snapchat famoso mundialmente. No ano passado, capturas de telas divulgadas nas redes sociais mostravam os primeiros indícios da função, onde era possível definir um tempo para que a mensagem sumisse. As opções eram: 5 segundos ou uma hora. Na nova versão, porém, existem algumas diferenças. Nela, o usuário não poderá escolher o tempo, mas sim ativar ou não a opção da mensagem desaparecer após 7 dias. Não está claro ainda quando, e nem se, o WhatsApp vai liberar o recurso para todos os usuários.
sexta-feira, 31 de julho de 2020
quinta-feira, 30 de julho de 2020
Banco do Brasil vende mais de 700 imóveis com até 60% de desconto
O Banco do Brasil vende 766 imóveis, com até 60% de desconto em todas as regiões do país. São casas, apartamentos e salas comerciais com preços entre R$ 20 mil e R$ 6,5 milhões. Dentre as regiões que mais se destacam tanto no número de imóveis quanto no desconto estão o Sudeste do país, com 326 imóveis e descontos de até 50%, e o Centro-Oeste, com 154 ativos e desconto de até 60%. Para saber o que está à venda, além de obter outras informações, o usuário deve acessar o site e aplicar os filtros de acordo com o seu interesse, por região, tipo de imóvel, valor ou situação (ocupado ou desocupado).
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Jair Bolsonaro é o favorito da corrida eleitoral em 2022
Da Veja.com: O governo Jair Bolsonaro passou nos últimos três meses por uma tempestade política perfeita. À crise inaugurada pela pandemia do novo coronavírus, menosprezada pelo presidente desde o início, somaram-se a conturbada demissão de seu ministro mais popular, Sergio Moro, duas trocas no Ministério da Saúde, a abertura de um inquérito para apurar interferência política na Polícia Federal, a divulgação em vídeo de uma escabrosa reunião de seu gabinete, o cerco a bolsonaristas radicais em duas investigações do Supremo, a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em uma casa do advogado de Bolsonaro, o diagnóstico de Covid-19 do chefe do Executivo e o saldo nefasto de mais de 80 000 mortos pela doença. Mesmo em meio a dificuldades sérias, que poderiam estraçalhar a popularidade de inúmeros políticos, Bolsonaro segue firme, mostrando mais uma vez que é um fenômeno político. Se a disputa presidencial fosse hoje, ele seria reeleito. Essa é uma das principais conclusões de um levantamento exclusivo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 18 e 21 de julho. Mesmo sendo um mandatário controverso à frente de um país dividido em relação ao seu governo, Bolsonaro lidera todos os cenários de primeiro turno — com porcentuais que vão de 27,5% a 30,7% — e derrotaria os seis potenciais adversários em um segundo round da corrida ao Planalto em 2022: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex- prefeito Fernando Haddad (PT), o ex- governador Ciro Gomes (PDT), o ex- ministro Sergio Moro, o governador paulista João Doria (PSDB) e o apresentador Luciano Huck. Um feito impressionante, considerando-se que, segundo a mesma pesquisa, 48,1% dos brasileiros desaprovam a sua gestão (eram 51,7% no fim de abril) e 38% consideram ruim ou péssimo o seu trabalho (eram 39,4%). Comparada a um levantamento anterior da Paraná Pesquisas, de três meses atrás, a aprovação oscilou positivamente de 44% para 47,1%, enquanto o contingente que considera seu mandato ótimo ou bom foi de 31,8% para 34,3%, variação acima da margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A eleição de 2022 ainda está distante, mas chama atenção a capacidade de resistência do presidente. Os constantes solavancos políticos e as lambanças em série na condução da pandemia não colaram nele a ponto de erodirem a sua mais fiel base de apoio, de cerca de 30% dos eleitores — número que é considerado até por adversários como freio a um processo de impeachment (há dezenas deles nas mãos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia). Na visão de especialistas, Bolsonaro conseguiu escapar à lógica de que sucumbiria às crises por dois motivos: o auxílio emergencial, que amenizou efeitos econômicos da pandemia em uma população indiferente às confusões de Brasília, e a atitude mais comedida do presidente nos últimos tempos, especialmente após a escalada de tensão com o Supremo. Seu filho e senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) disse ao jornal O Globo, na quarta-feira 22, que a “postura de distensionamento” será permanente. “Desde que percebeu que o conflito com o STF era perigoso, o presidente recuou, ficou quieto, parou de dar declarações bombásticas. Para uma parte dos eleitores que o apoiam, mas eram críticos ao desempenho, a postura de Bolsonaro paz e amor ajuda a melhorar a avaliação”, diz o cientista político José Álvaro Moisés, da USP. “Bolsonaro volta a subir principalmente com o auxílio de 600 reais, que passou a chegar a mais gente. Com o fator bolso, a crise política fica menor. Lula, na época do mensalão, era um herói, porque o bolso estava cheio”, avalia Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas. Com os bolsonaristas já cativos, o governo busca justamente o “fator bolso” e a expansão de programas sociais para diversificar a sua base eleitoral. A pesquisa mostra que melhoraram os índices de avaliação no Nordeste, uma cidadela petista e lulista. Os nordestinos ainda são os brasileiros menos afeitos ao presidente, porém os que desaprovam o governo caíram de 66,1% para 56,8% entre abril e julho e os que aprovam subiram de 30,3% para 39,4%.
quinta-feira, 23 de julho de 2020
Deputado Ricardo Barros novo líder do governo
Ex-ministro da Saúde de Michel Temer e representante do Centrão até o último fio de cabelo, o deputado progressista Ricardo Barros (PR) deve assumir em breve a liderança do governo na Câmara. Vitor Hugo, a quem Jair Bolsonaro não quer deixar no sereno, deve ficar na presidência de alguma comissão da Câmara.
sexta-feira, 17 de julho de 2020
Beto Preto descarta lockdown no Paraná
O secretário de saúde do Paraná, Beto Preto, disse, na quarta-feira (15/07), que não vê razão para lockdown no estado e que, se for preciso, vai retomar a quarentena restritiva. "Não vejo que há espaço, nesse momento, para um lockdown total. Se for necessário voltar a uma quarentena mais restritiva nos próximos dias, nós estamos preparados pra tomar essa medida", afirmou. O decreto da quarentena ficou em vigor em sete regiões do estado por 14 dias e não foi renovado na terça (14/07). No litoral, as medidas restritivas continuam valendo até o dia 21 de julho. "Vamos continuar avaliando junto com as prefeituras que vão retomar seus decretos com vigência e nós vamos estar juntos. E, se for necessário, em algum momento, entrar com o decreto estadual de novo, nós vamos fazê-lo, sem que nenhuma força desnecessária seja utilizada", explicou. Segundo ele, a principal força, neste momento, é o convencimento da opinião pública através dos meios de comunicação. "Viemos bem. Viemos equilibrados até agora. Nesse momento, há um crescimento e também era esperado esse crescimento na chegada do inverno, no mês de julho", argumentou.
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Acorrentado
O deputado federal (Cidadania) Rubens Bueno colocou em destaque junto ao Ministro Paulo Guedes, da Economia, o drama do empresário Arlindo Ventura, o Magrão, do Bar do Torto, que se acorrentou na frente de uma agência da Caixa Econômica em Curitiba. O protesto foi por conta de um pedido de empréstimo feito pelo empresário, na ordem de R$ 55 mil reais, feito em fevereiro e até agora sem resposta, em plena crise do Coronavírus. A exigência para liberarem o crédito agora, deve ser mandar à Brasília uma foto do pé acorrentado.
terça-feira, 14 de julho de 2020
Avianca tem falência decretada pela Justiça de São Paulo
A Justiça decretou nesta terça-feira (14/07) a falência da companhia aérea Avianca Brasil. Agora, a empresa terá 60 dias para apresentar a relação dos seus ativos. A decisão foi tomada pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Na semana passada, a companhia já havia pedido à Justiça para ter sua falência decretada por não conseguir cumprir o plano de recuperação judicial. Em novembro de 2019, a administradora judicial Alvarez & Masal, responsável pelo acompanhamento da recuperação judicial da empresa, também recomendou a falência da companhia. A Avianca Brasil entrou com o pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018, quando se declarou sem condições de pagar dívidas estimadas à época em R$ 494 milhões. Posteriormente, o valor da dívida foi corrigido para cerca de R$ 2,7 bilhões. Um plano de recuperação chegou a ser aprovado pelos credores da empresa em abril de 2019, mas foi questionado por parte das empresas envolvidas no processo. O plano envolvia a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), incluindo horários de pousos e decolagens (slots). O leilão com os ativos da companhia foi realizado em julho de 2019, mas, depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) distribuiu os slots da Avianca Brasil para Azul, MAP e Passaredo.
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Rede Ricardo Eletro tem 74 lojas com pedido de despejo
Do jornal Valor Ecnômico - A Máquina de Vendas, dona da Ricardo Eletro, pediu em março uma liminar na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, no Foro Central Cível de São Paulo, com o intuito de proteger a empresa e evitar um pedido de recuperação judicial. Nos autos, a varejista informa que há 74 lojas com pedidos de despejo - cerca de 25% do total de unidades - e quase R$ 100 milhões em ordens de bloqueio de ativos da rede. O pedido de liminar não foi concedido. O Valor apurou que, sem sucesso nessa solicitação, a Máquina de Vendas passou a preparar uma medida cautelar antecedente à recuperação judicial, diz uma fonte. O escritório CMA - Campos Mello Advogados foi contratado para entrar com esse pedido. Isso é feito para resguardar uma empresa de eventuais cobranças de credores no período anterior ao pedido de recuperação judicial, ou seja, durante a preparação da ação em si. Procurada, a empresa preferiu não se manifestar. A companhia está em recuperação extrajudicial desde o início de 2019, quando a solicitação foi homologada na Justiça. Esse processo envolve dívidas de quase R$ 2 bilhões. A empresa projetava, no ano passado, vendas brutas de R$ 3 bilhões, mas fechou dezenas de lojas neste ano - passou de 490 no quarto trimestre de 2019 para 300 hoje. E as vendas, que ainda vinham em recuperação, reduziram bruscamente após a pandemia. A operação on-line da empresa, que vem sustentando parte das vendas do comércio em geral, ainda é pequena e a rede é dependente de suas lojas físicas, que ficaram semanas fechadas. Na terça-feira, Ricardo Nunes, o ex-sócio da empresa e fundador da Ricardo Eletro, foi preso em uma operação realizada por autoridades de Minas Gerais sob acusação de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Nunes foi solto ontem. A Máquina de Vendas é controlada pela MV Participações, que por sua vez é controlada por um fundo. Bancos credores da rede e a Starboard, empresa de reestruturação, que são cotistas desse fundo, têm o controle da varejista por meio de dívidas conversíveis em ações. A respeito do pedido já ajuizado, em março - e não aceito pela Justiça de São Paulo - a tutela cautelar estava amparada no argumento de que a pandemia “tem imposto dificuldades à rede”, principalmente “considerando-se as diversas ações judiciais e constrições decorrentes de inadimplemento de obrigações”, diz a empresa na ação. Isso leva à impossibilidade de cumprir o plano de recuperação extrajudicial homologado, afirmou a rede. Segundo o juiz desse processo, Tiago Limongi, o grupo “reconhece que busca evitar a recuperação judicial”, e Limongi afirmou que a Justiça aprecia os pedidos de recuperação judicial, “mas não de medidas que objetivem evitar tal tipo de processo”. “Não pode a empresa valer-se de tutelas provisórias apenas na parte que lhe interessa, mencionando mera possibilidade de ajuizamento de pedido de recuperação judicial, que a empresa diz que busca evitar”, afirmou em sua decisão. E acrescentou que não é possível aferir se o pedido decorre dos efeitos da pandemia ou da incapacidade que a empresa já tinha de seguir com o seu plano. O pedido de tutela cautelar de março solicitava a suspensão de todas as ações e execuções movidas contra o grupo.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
‘Ciao’ para Ennio Morricone, o 'imperador' das trilhas sonoras
“Ennio, Ennio, Ennio. Ciao, Grazie”. Assim o mundo do cinema se manifestou nesta segunda-feira (06/07), diante de uma notícia triste: O compositor italiano Ennio Morricone, de 91 anos, havia morrido em Roma. “Ennio Morricone morreu em 6 de julho, consolado pela fé. Ele permaneceu “totalmente lúcido e com grande dignidade até o último momento”, disse ontem o advogado e amigo da família Giorgio Assuma em comunicado citado pela imprensa. Aos 91 anos, Morricone estava bem de saúde até alguns dias atrás. Em 5 de junho, ele foi anunciado o vencedor, ao lado do também compositor John Williams, com o prêmio Princesa das Astúrias das Artes na Espanha. Contudo, há alguns dias sofreu um acidente doméstico e fraturou o fêmur. Foi internado em uma clínica em Roma, mas piorou e não resistiu. Morricone é um dos intocáveis no panteão dos grandes músicos do cinema. Não apenas pelo trabalho prolífico – 520 trilhas sonoras para todos os tipos de filmes, segundo o site IMDB – mas também pela relevância. Milhões de pessoas, cinéfilas ou não, conhecem ou sabem cantarolar temas de filmes que eventualmente nem viram, como o assovio de ‘Três Homens em Conflito’ (1966), ou o solo de oboé de ‘A Missão’ (1986). O músico nasceu em Roma em 10 de dezembro de 1928 em Roma e começou a compor aos 6 anos. Aos 10, foi matriculado em um curso de trompete da Academia Nacional Santa Cecília de Roma. Também estudou composição, orquestra e órgão. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de ‘O Fascista’, de Luciano Salce. Nos anos 60, ganhou fama com as trilhas sonoras de westerns-spaghetti, como ‘Por um Punhado de Dólares’ (1964), ‘Por uns Dólares a Mais’ (1965), ‘Três Homens em Conflito’ (1966) e ‘Era uma Vez no Oeste’ (1968). O gênero ajudou a consagrar o ator Clint Eastwood e o diretor Sergio Leone. Esses trabalhos o levaram a ser conhecido na Europa como o “Imperador das bandas sonoras”. Alguns dos trabalhos mais revelantes do músico, contudo, ocorreram nos anos 80. O primeiro deles foi ‘Era Uma Vez na América’ (1984), em nova parceria com Sergio Leone. A partitura é uma das composições mais desafiadoras, complexas e importantes de sua carreira. Em 1986, fez ‘A Missão’ de Roland Joffé. Para o tema principal, inspirou-se ao ver o ator Jeremy Irons dedilhando o oboé. Com ‘A Missão’, Morricone era o favorito ao Oscar – que seria seu primeiro –, mas perdeu para ‘Por Volta da Meia-Noite’, de Herbie Hancock. Em 1987, assinou a trilha de ‘Os Intocáveis’, de Brian de Palma, que mistura suspense e jazz e leva o público à atmosfera da cidade de Chicago dos anos 1930. Em 1988, compôs a música de ‘Cinema Paradiso’, repleta de delicadeza e nostalgia, que ajudou Giuseppe Tornatore a conquistar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar de tudo, Morricone demorou para ser consagrado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 2007, recebeu um Oscar honorário por sua abundante e elogiada carreira musical. Na ocasião, dedicou o prêmio à esposa Maria Travia, com quem era casado desde 1956 e considerava sua melhor crítica. Morricone só ganhou um Oscar mesmo em 2016, já aos 87 anos, com a trilha de ‘Os Oito Odiados’, de Quentin Tarantino. Antes, havia sido indicado (e preterido) por ‘Cinzas no Paraíso’ (1978), ‘A Missão’ (1986), ‘Os Intocáveis’ (1987), ‘Bugsy’ (1991) e ‘Malenà’ (1999). “O maior presente que eu ganhei fazendo esses filmes foi a amizade do maestro Morricone”, disse Tarantino, que afirma ter mais álbuns de música do italiano do que de Mozart ou Beethoven. Afinal, ninguém é chamado de “imperador” à toa.
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Pizza Hut e a rede Wendy’s pedem proteção contra falência
Os efeitos da Covid-19 têm sido brutais para muitas empresas de food services, especialmente para os restaurantes de pequeno e médio porte. A dificuldade para digerir os efeitos da crise não está restrita, no entanto, a esse segmento. Nesta quarta-feira (01/07), a NPC International, maior franqueadora da Pizza Hut nos Estados Unidos, com mais de 1,2 mil lojas da bandeira em 27 estados do país, entrou com um pedido de proteção contra falência dentro do Capítulo 11 da lei americana. Em comunicado, a empresa informou que todos os restaurantes sob sua responsabilidade seguirão em atividade. Além da Pizza Hut, a companhia opera 380 unidades da rede Wendy’s no país. As duas bandeiras são as maiores credoras da NPC. Segundo a nota, a empresa possui uma dívida de US$ 903 milhões e fez uma pré-negociação com cerca de 90% de seus credores principais e 17% dos demais credores. Dentro do plano de reestruturação, a companhia propõe que o primeiro grupo tenha direito a parte das ações e, em troca, injetem dinheiro na operação. A estratégia inclui ainda a venda de parte dos restaurantes sob responsabilidade da companhia. Em comunicado, um porta-voz da Yum Brands, grupo dono da Pizza Hut, afirmou que o movimento era esperado e abre caminho para construir um futuro mais favorável para os restaurantes da marca sob responsabilidade da NPC. “À medida que a NPC trabalha nesse processo, nós iremos apoiar e esperamos uma operação com um nível mais baixo e sustentável de dívidas, com foco em excelência operacional e mais investimentos nos restaurantes.” A medida, porém, trará prejuízos para Yum Brands. Segundo Andrew Charles, analista da consultoria Cowen, a companhia pode perder até US$ 54,2 milhões em receita anual de royalties com esse processo. Apesar dos impactos, a Covid-19 não é o fator central por trás do pedido de concordata da NPC. A pandemia só agravou os desafios do grupo. Em fevereiro, as agências de risco de crédito S&P e Moody’s rebaixaram o rating da operação depois de a empresa não honrar o pagamento de juros a credores previsto para 31 de janeiro. Entre outras questões, a NPC e o próprio Pizza Hut têm enfrentado fatores como o aumento dos custos de mão de obra, além da forte concorrência personificada em rivais como Domino’s Pizza e Papa Johns International. A NPC foi fundada em 1962, quando abriu seu primeiro restaurante do Pizza Hut. Depois de abrir capital em 1984, a empresa voltou a ser privada em 2001, quando sua operação foi dividida entre uma série de fundos de private equity. Em 2018, a empresa foi vendida para dois grupos familiares, a Delaware Holdings e Eldridge Investment Holdings. Os impactos da pandemia também se refletiram na operação brasileira do Pizza Hut. A International Meal Company (IMC), dona da marca no País, anunciou, entre outras medidas, o corte de cerca de 2 mil funcionários, 30% do quadro local, logo nas primeiras semanas da crise. “O foco agora é preservação de caixa”, afirmou Newton Maia, CEO da IMC, em teleconferência realizada no fim daquele mês. “Estamos trabalhando para ampliar a receita onde é possível e mitigar ao máximo os custos.” Em 2019, a IMC apurou uma receita líquida de R$ 1,6 bilhão, 1,3% superior ao montante reportado em 2018. No período, o prejuízo líquido foi de R$ 4,6 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 7,9 milhões, um ano antes. No Brasil, além da Pizza Hut, o grupo opera restaurantes de bandeiras como KFC, Frango Assado e Viena.
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Zuckerberg perde US$ 7,2 bi e cai para 4º lugar na lista de mais ricos com boicote de grandes empresas ao Facebook
Mark Zuckerberg viu sua riqueza pessoal diminuir US$ 7,2 bilhões (o equivalente a R$ 39,4 bilhões) após diversas grandes empresas anunciarem que vão suspender seus anúncios nas redes sociais, incluindo as do grupo Facebook. As ações da empresa de mídia social caíram 8,3% na sexta-feira (26/06), a US$ 216,08, na maior baixa em três meses, depois que a Unilever, um dos maiores anunciantes do mundo, se juntou a outras marcas no boicote a anúncios na rede social. A queda no preço das ações eliminou US$ 56 bilhões do valor de mercado do Facebook e reduziu o patrimônio líquido de Zuckerberg para US$ 82,3 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Isso também fez com que o CEO do Facebook caísse para o quarto lugar na posição dos mais ricos do mundo, sendo ultrapassado pelo presidente da Louis Vuitton, Bernard Arnault, que foi alçado ao posto de uma das três pessoas mais ricas, junto a Jeff Bezos e Bill Gates. Empresas que vão desde Verizon Communications a Hershey’s comunicaram que vão parar de anunciar na plataforma em meio às críticas de que o Facebook não tem conseguido policiar suficientemente o discurso de ódio e a desinformação nas suas redes sociais. A Coca-Cola foi mais longe e anunciou que vai interromper toda a publicidade paga em todas as plataformas de mídia social por pelo menos 30 dias, incluindo Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Snap. James Quincey, executivo-chefe da Coca-Cola, afirmou em comunicado: “Não há lugar para racismo no mundo, e não há lugar para racismo nas redes sociais”. A iniciativa tem como objetivo levar as companhias a atuarem mais para impedir o discurso de ódio. “Com base na atual polarização e na eleição que teremos nos EUA, precisa haver muito mais fiscalização na área do discurso de ódio”, afirmou Luis Di Como, vice-presidente executivo de mídia global da Unilever. “Continuar anunciando nessas plataformas neste momento não acrescentaria valor às pessoas e à sociedade”, declarou ainda. A suspensão, que deve valer até o fim do ano, também afeta o Instagram. Zuckerberg respondeu na sexta-feira (26/06) às críticas crescentes anunciando que a empresa está passando a rotular todas as postagens relacionadas à eleição americana com um link incentivando os usuários a olhar para o novo centro de informações aos eleitores. O Facebook também expandiu sua definição de discurso de ódio, acrescentando uma cláusula dizendo que nenhum anúncio será permitido se classificarem outro grupo demográfico como perigoso.
sexta-feira, 26 de junho de 2020
Moro sem salário ?
A Procuradoria-Geral da República acionou o Tribunal de Contas da União pedindo a suspensão do pagamento de futuros salários ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Apesar de ter deixado o governo em abril, Moro continuará recebendo os R$ 31 mil mensais, pagos aos integrantes do primeiro escalão, até outubro. A remuneração a posteriori é determinada uma vez que membros da cúpula governista são proibidos de prestar serviços à iniciativa privada por um período de seis meses após sua demissão, exoneração ou aposentadoria em razão do seu conhecimento sobre informações privilegiadas. O subprocurador-geral da República, Lucas Rocha Furtado, pede que a Secretaria do Tesouro Nacional suspenda os pagamentos diante dos “indícios de descumprimento dos princípios da legalidade e da moralidade”. Isso porque Moro foi anunciado como colunista de revista Crusoé e do jornal O GLOBO. “Há sim irregularidade quando o ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, recebe recursos públicos para deixar de trabalhar (prazo de seis meses da quarentena) quando, em verdade, está trabalhando. Acumulação essa que entendo ser indevida a ensejar possível dano ao erário", escreveu o sub-procurador. Comunicação, por se tratar do exercício da liberdade de expressão e por não gerar conflitos de interesse. Existe o impedimento, determinado pela referida Comissão, de atuar como advogado ou consultor no período de duração da quarentena".
quarta-feira, 17 de junho de 2020
terça-feira, 16 de junho de 2020
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Londrina: 50 mortes pelo novo coronavírus
Pela segunda vez consecutiva, Londrina registra cinco óbitos em um dia e chega a 50 mortes causadas pelo novo coronavírus. Os dados são do boletim oficial da Prefeitura de Londrina, divulgado nesta segunda-feira (15/06). O informe apresenta ainda 60 novos casos em um total de 855 pessoas com a infecção na cidade.
domingo, 14 de junho de 2020
“Assusta a procura por atendimento nas últimas 24 horas em Curitiba”, diz Sociedade Brasileira de Infectologia
A procura por atendimento de pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus aumentou consideravelmente nas últimas 24 horas em Curitiba e região, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Clóvis Arns, que atende na capital paranaense. Segundo ele, o risco de um colapso no sistema de saúde, com falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), tanto na rede SUS quanto na privada, é real. Em entrevista à rádio Banda B, na tarde deste domingo (14/06), Arns afirmou que a procura por atendimento nas últimas 24 horas tem gerado uma enorme preocupação. “Assusta porque aumentou muito em todas as áreas, desde o Pronto Atendimento até a necessidade de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Nitidamente, o vírus começou a circular de forma mais efetiva no Paraná todo. Isso vale para Curitiba, Cascavel, Londrina e Foz do Iguaçu. A situação é realmente preocupante em locais que estavam, até então, com a pandemia controlada”, disse. O presidente da SBI afirmou que ainda há vagas disponíveis, mas que elas estão sendo consumidas muito rapidamente. “Rapidamente as vagas estão sendo consumidas. Se isso continuar, preocupa de não se ter mais vaga, tanto no sistema público quanto no privado. Estamos diante da pior semana da pandemia até aqui. Como não se tem remédio ou vacina, só o distanciamento social e medidas de higiene vão ajudar”, ponderou. De acordo com o médico, o novo decreto tomado pela Prefeitura de Curitiba, determinando a proibição de algumas atividades, veio na hora certa. “Curitiba reagiu rápido e decretou novas determinações de restringir atividades que aglomeram pessoas. O preço você paga duas semanas depois, porque o jovem que está no bar pode ter um infecção leve, mas quando passa para o avô pode ser grave, com até 20% de mortalidade em idosos com comorbidades. De cada cinco idosos com comorbidades, um vai morrer”, destacou.
quinta-feira, 11 de junho de 2020
Sem cargo desde abril, Moro vira o ‘provocador-geral da República’
Da revista Veja: "O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro está sem cargo desde o dia 24 de abril, quando pediu demissão em meio a uma queda-de-braço com o presidente Jair Bolsonaro em torno do comando da Polícia Federal. Desde então, no entanto, o ex-juiz da Operação Lava Jato continua no embate político com o governo a que serviu por um ano e quase quatro meses, às vezes com palavras duras, às vezes com ironia. O tom, no entanto, é sempre de quem não vai deixar de cutucar o governo tão cedo. Há quem aposte, com razoável dose de razão, que o embate de verdade entre Moro e Bolsonaro só vai se dar em 2022, quando os dois poderão se enfrentar na disputa da eleição presidencial. Moro não tem nem partido e nega sempre que será candidato, mas pesquisas de opinião mostram que ele seria um osso duro de roer para o atual presidente. As críticas também deixam bem claro que ele vai se situar na oposição ao atual governo. Só nesta quinta-feira, 11, ele publicou dois posts no Twitter críticos a Bolsonaro. No primeiro, ironiza a recriação do Ministério das Comunicações e a entrega do seu comando ao deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro do apresentador Silvio Santos, dono da rede de televisão SBT."
quarta-feira, 10 de junho de 2020
Texto que suspende cadastro negativo durante pandemia vai a sanção
Seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro o projeto de lei que proíbe a inscrição de consumidores inadimplentes em cadastros negativos durante o estado de calamidade devido à pandemia do coronavírus (PL 675/2020). De iniciativa dos deputados Denis Bezerra (PSB-CE) e Vilson da Fetaemg (PSB-MG), a proposta suspende por 90 dias a inscrição de consumidores em bancos de informação como o Serasa e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) registrada após 20 de março de 2020, ou seja, que esteja relacionada aos impactos econômicos provocados por medidas de isolamento adotadas no combate à pandemia. O texto autoriza ainda a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça a prorrogar a suspensão das novas inscrições nos cadastros de devedores pelo tempo que durar o estado de calamidade e atribui ao Poder Executivo a regulamentação e a fiscalização necessárias, sem prejuízo da aplicação de sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. Caso ocorra cobrança de multa por descumprimento da norma, o dinheiro deverá ser aplicado em medidas de combate à covid-19. O projeto foi aprovada pelo Senado no início de maio, na forma de um substitutivo apresentado pela relatora, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES). No entanto, os deputados rejeitaram as mudanças sugeridas pela senadora, entre elas, a proibição do uso da inscrição nos cadastros negativos para restringir o acesso específico a linhas de crédito e a disponibilidade, pelos bancos, de crédito de até R$ 10 mil para a renegociação de dívidas dos consumidores negativados. De acordo com o relator do projeto na Câmara, deputado Julian Lemos (PSL-PB), o Senado mudou o texto, mas não apontou uma fonte de recursos para cobrir as despesas.O substitutivo aprovado pelo Senado Federal promove impacto sobre as despesas da União, mas não se fez acompanhar da estimativa de impacto requerida pelo mandamento constitucional — disse, durante a apreciação da matéria.
domingo, 31 de maio de 2020
Embraer deve obter financiamento de BNDES e bancos privados de US$600 mi em junho, dizem fontes
A Embraer deve obter em junho financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a bancos privados no valor de 600 milhões de dólares para atender a sua demanda de jatos executivos e comerciais para os próximos meses, disseram fontes do governo em condição de sigilo. As negociações estão em ritmo acelerado, de acordo com as fontes, que estimam que o crédito pode ser liberado nas próximas semanas. Fazem parte do pool de bancos que vão oferecer o crédito à Embraer o BNDES, Bradesco, Santander, Itaú, Citibank, Morgan Stanley e Natixis. No balanço do primeiro trimestre deste ano, a fabricante brasileira de aeronaves anunciou que tem no horizonte cerca de 16 bilhões de dólares em encomendas firmes para os próximos anos. "Isso mostra bem a solidez e o equilíbrio da empresa em meio à crise que afeta o setor aéreo", disse uma das fontes. "Ninguém sabe ao certo como vai ser o futuro da aviação comercial, mas pode ser uma era de aviões menores e voos privados e com menos gente voando. A Embraer tem aviões menores e atua em outras áreas da aviação. Essa formatação mostra que a companhia tem valor e potencialidade", acrescentou uma segunda fonte. A linha de crédito que será liberada, de acordo com as fontes, será no modelo pré-embarque, em que se financia o produtor local do produto/ativo que será vendido no exterior, e a operação terá garantias para dar suporte à operação. "O financiamento combinado entre os bancos tem garantias, ele vai direto para a Embraer e não para os compradores das aeronaves. Não é no modelo pós-embarque, e sim préembarque", afirmou a segunda fonte. O governo negocia desde abril com as principais empresas aéreas brasileiras um socorro para enfrentar os efeitos negativos da pandemia de coronavírus que abateram o setor. A ajuda do BNDES e bancos privados deve sair no começo de julho, e o pedido de recuperação judicial da Latam nos Estados Unidos foi um complicador adicional para as tratativas. A Embraer também pode ser contemplada por essa ajuda com um montante de aproximadamente 400 milhões de dólares, mas de acordo com as fontes essa operação que poderia incluir a emissão de debêntures conversíveis e emissão de bônus deve ficar para o próximo ano para a fabricante nacional. A Embraer viu frustrada este ano uma parceria com a norte-americana Boeing para a criação de uma joint venture para fabricação de aeronaves comerciais. A Reuters divulgou esta semana que a fabricante brasileira tem negociações iniciais e preliminares com empresas da Rússia, Índia e China para eventual futura parceria. As conversas, mesmo que iniciais, já fomentaram manifestações negativas da Abradin, associação que representa os acionista minoritários das empresas. "A Abradin está atenta às possíveis negociações envolvendo a (chinesa) COMAC e tomará as medidas necessárias para que fraudes contra investidores sejam perpetradas. É absolutamente inadmissível que qualquer negociação seja conduzida pelos mesmos elementos que conduziram de forma fraudulenta as negociações com a Boeing. A Boeing usará, sem dúvida, em sua defesa, as fraudes elencadas pela Abradin em sua representação junto à União Europeia para justificar desfazer o negócio", disse à Reuters o presidente da Abradin, Aurélio Valporto. Procurada pela Reuters sobre o novo financiamento, a Embraer ainda não se pronunciou.
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