Do Jornal Valor Econômico - O consumo de carne bovina entre os brasileiros caiu significativamente desde o início da pandemia e chegou a 26,5 quilos por habitante em 2021. Trata-se do menor volume em 25 anos e, em relação a 2006, quando houve um pico de 42,8 quilos por habitante, o recuo é de quase 40%. Os dados, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram destacados e usados como referência por pesquisadores do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), da Embrapa Gado de Corte. O pesquisador Guilherme Malafaia e seus colegas Sérgio de Medeiros e Fernando Teixeira Dias, que assinam o boletim “Perspectivas para a pecuária de corte em 2022”, publicado pela Embrapa na segunda-feira, dizem que o nível de consumo é o menor em 25 anos. Malafaia observa que os dados podem diferir a depender do órgão utilizado como referência. A queda se nota desde o ano passado, quando o consumo médio da proteína foi de 29,3 quilos por habitante. O cenário resulta do encarecimento dos cortes e do menor poder de compra das pessoas, devido ao avanço da inflação e do desemprego. Para o CiCarne, o cenário deverá mudar “em um futuro próximo”. “Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam. A tendência de percepção de mais saúde [ao consumir a proteína] também será forte na carne bovina”, afirmam os pesquisadores. A retomada interna, no entanto, pode não ocorrer no curto prazo. É esperado reaquecimento de economias globais para 2022 com o avanço da vacinação, mas a inflação e o desemprego devem continuar pressionando o consumo de carne bovina no país - e o mercado interno absorve 75% da produção. Apesar de o brasileiro ter trocado o bife pelo frango, os preços da carne de boi não cederam. Uma causa é o ciclo da pecuária, quando há menos animais disponíveis para abate. No terceiro trimestre deste ano, por exemplo, os abates recuaram 10,7%, ante igual período de 2020, para 6,94 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, houve queda em relação a 2019. Segundo o CiCarne, este ano foi marcado por realidade similar à de 2020, com falta de animais para abastecer o mercado doméstico. Fora o efeito do ciclo pecuário, a escassez de chuvas nos principais polos produtores também afetou a engorda. Assim, o patamar de preços da arroba do boi gordo se manteve acima de R$ 300 no primeiro semestre. Os preços não cederam significativamente nem quando a China, principal importador, interrompeu compras em setembro, por causa de dois casos atípicos de “vaca louca”. Os asiáticos importaram 50% de 1,27 milhão de toneladas embarcadas pelo Brasil entre janeiro e setembro. O embargo durou mais de três meses, mas foi suspenso. O momento é de transição de ciclo e o preço do bezerro continua acima do valor médio nominal de 2020. Isso levará à retenção de fêmeas para aumentar a produção. “Como o atual ciclo pecuário se iniciou em 2019, os custos de reposição devem começar a baixar somente em 2023, apesar do aumento da oferta destes animais em 2022”, dizem os analistas do CiCarne. Sobre as exportações, a expectativa é de avanço em 2022, acredita a Embrapa. A Ásia continuará como o principal consumidor da carne bovina brasileira, com a China à frente. “Esperamos que a produção de suínos volte a cair em muitos mercados asiáticos, incluindo a China, em 2022, pelos preços descendentes e alto custo com insumos, desestimulando assim a produção”, dizem os especialistas. O fator pode favorecer vendas, porém com competição mais acirrada dos Estados Unidos. Nesse contexto, as margens dos frigoríficos devem continuar apertadas em 2022. Faltarão vacas para abate e o abastecimento do mercado interno e as indústrias buscarão bois, que estarão com a demanda aquecida no mercado externo - e com a arroba valorizada.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
Globo vende sede paulista para Vinci e pagará aluguel
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Mais problemas para Eike Batista
sábado, 20 de novembro de 2021
Elon Musk estuda investir em semicondutores e Brasil pode receber fábrica
A escassez de chips e semicondutores tem trazido dores de cabeça a diversos empresários de todo o mundo — de tal modo que nem mesmo o multibilionário de origem sul-africana Elon Musk tem escapado disso. Constituídos de silício ou germânio, o emprego dos microchips (ou, mais cientificamente, circuitos integrados) na indústria é fundamental por possuírem a condutividade elétrica necessária entre isolantes e condutores, algo crucial, por exemplo, para o funcionamento hoje de computadores, telefones celulares a automóveis. Com a pandemia, houve um descompasso entre produção e a demandada vez maiores desses insumos cada vez mais essenciais para o mundo, o que tem afetado economias e empresas de todas as partes. Em encontro com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, na última segunda-feira, dia 15, Musk admitiu que, para fugir da ‘guerra dos microchips’ mundo afora, pode ser “obrigado” a investir em uma fábrica de semicondutores — e o Brasil, no caso, seria um dos países postulantes ao aporte. O assunto veio à tona após Faria propor a inauguração de uma fábrica da montadora de carros elétricos Tesla no Brasil e mencionar que também tem o interesse de voltar a fazer do Brasil um país relevante na produção de semicondutores, algo que acontecia até a década de 1980. O encontro, na verdade, servia para negociar a implementação de satélites da Starlink para monitorar o desmatamento na Amazônia e conectar escolas situadas em áreas remotas com internet de última geração. “Eu o convidei a abrir uma fábrica de semicondutores aqui. Ele me disse que não fazia parte do core business investir em uma fábrica de semicondutores, afinal, ele gosta de investir apenas em tecnologias que ainda não existem, mas reconheceu que precisa de semicondutores para tudo. Um carro da Tesla, por exemplo, precisa de 10 mil peças”, diz Faria. Em fevereiro deste ano, a ausência de microchips fez com que a produção do veículo Tesla Model 3 fosse paralisada na fábrica da montadora em Fremont, na Califórnia. Como resposta, Faria ouviu de Musk que está no radar a abertura de uma fábrica para microchips: “Ele vai esperar um ano para ver como essa questão dos semicondutores se desenvolve no mundo, e pode, depois disso, abrir uma fábrica. O Brasil é uma possibilidade”, diz o ministro. Aos olhos de Faria, uma possibilidade seria inaugurar a unidade fabril no Nordeste, que foi apresentada como a “Califórnia brasileira” pelo ministro. “O Nordeste tem tudo para virar um hub de inovação, que pode vender para a América Latina inteira. São Paulo é como Nova York e o Nordeste é como a Califórnia. Foi esse paralelo que fiz para ele”. Outra batalha empenhada por Faria tem sido convencer a Samsung a produzir semicondutores no Brasil.
terça-feira, 16 de novembro de 2021
Covid-19: Ministério da Saúde reduz intervalo e libera dose de reforço da vacina para todos os adultos
O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (16/11) a redução do intervalo da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para todos os adultos, de seis para cinco meses, após a conclusão do esquema vacinal. A pasta também liberou a dose adicional para qualquer pessoa com mais de 18 anos. Até então, a dose extra podia ser aplicada apenas nos maiores de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais da saúde. Segundo o ministério, mais de 12,4 milhões de brasileiros estão aptos, em novembro, a tomar a dose de reforço. “Estamos juntos em um só objetivo: tornar as políticas públicas ainda mais eficientes. Ultrapassamos os Estados Unidos no percentual da população imunizada. Reforçamos que é fundamental a segunda dose para que se complete o esquema vacinal”, afirmou o ministro da saúde Marcelo Queiroga, durante coletiva de imprensa. Atualmente, o Brasil possui cerca de 60% da população totalmente imunizada. A pasta também anunciou a campanha de megavacinação contra o coronavírus. O objetivo é reforçar a importância de completar o esquema vacinal (dose única ou duas doses) para garantir a proteção. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 21 milhões de pessoas precisam voltar aos postos de vacinação para tomar a segunda dose no país.
sábado, 6 de novembro de 2021
Uma vice dos sonhos de Sergio Moro
O ex-juiz Sergio Moro, que vai se filiar ao Podemos na próxima semana e anunciar sua intenção de disputar a Presidência da República em 2022, cultiva uma espécie de vice dos sonhos. Por afinidades ideológicas, formação acadêmica parecida e pelo que considera a seriedade da parlamentar, o ex-ministro disse a interlocutores que o nome ideal para disputar a vice-presidência em sua chapa é o da senadora Simone Tebet(MDB-MS). Não há, no entanto, nenhuma conversa concreta para que a parlamentar marche ao lado de Moro na campanha eleitoral do ano que vem, e Tebet também é oficialmente précandidata à Presidência em um movimento interpretado por parlamentares como necessidade de os emedebistas marcarem, pelo menos por ora, posição na corrida presidencial.
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
Reviravolta na Alep: novos deputados assumem
Foi realizada, durante a sessão ordinária da quarta-feira (03/11) da Assembleia Legislativa do Paraná, a leitura de notificação expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná a respeito de decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que cassou o mandato do deputado Delegado Francischini (PSL), por propagar fake news em relação às urnas eletrônicas. O TSE determinou a anulação dos votos recebidos pelo parlamentar. Diante da decisão, o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), declarou a vacância de quatro mandatos parlamentares e realizou a convocação dos deputados suplentes. Além de Francischini, também deixam a Assembleia os deputados Emerson Bacil (PSL), Do Carmo (PSL) e Cassiano Caron (PSL). Assumem as vagas Adelino Ribeiro (Patriotas), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV). O presidente do Legislativo convocou os novos parlamentares para assumirem os mandatos na sessão ordinária da segunda-feira (08/11).
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Italia Transporto Aereo compra marca Alitalia por 90 milhões de euros
A Italia Transporto Aereo (ITA), sucessora da companhia aérea Alitalia, anunciou na quinta-feira (14/10) que concluiu as negociações para comprar a marca Alitalia e seus respectivos domínios deinternet, pelo valor de 90 milhões de euros. Conforme nota oficial divulgada na data do último voo da empresa aérea nacional, "foi encerrado o procedimento de oferta pública referente à marca Alitalia Spa e ao domínio www.alitalia.com". A aquisição permitirá que a ITA continue a utilizar, de forma permanente, o nome, a marca, os sites, uniformes e outras identificações associadas à Alitalia. O edital do leilão da marca foi publicado em 17 de setembro, e os interventores nomeados pelo governo para administrar a tradicional companhia aérea pediram pelo menos 290 milhões euros. A ITA, no entanto, ofereceu apenas 90 milhões e venceu o leilão, enquanto a Comissão Europeia estima que o valor da marca seja de 110 milhões de euros. Após uma longa crise, a Alitalia, maior empresa italiana de aviação civil, fez na noite o último voo de seus 75 anos de história. A viagem derradeira partiu de Cagliari, na Sardenha, na quinta-feira (14/10) às 22h36 (horário local) com destino ao Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma. A ITA no entanto não deverá utilizar a marca Alitalia, e sim uma identidade visual própria.
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
Oferta de milho no Brasil vai crescer e chegar a 128,3 mi de toneladas em 2022
A oferta de milho no Brasil deverá totalizar 128,356 milhões de toneladas na safra 2022, segundo estimativa da Safras & Mercado. Segundo a consultoria, o volume fica acima das 98,887 milhões de toneladas disponíveis na temporada 2021. A produção é estimada em 122,553 milhões de toneladas para 2022, acima das 89,315 milhões de toneladas registradas na safra anterior. Já as exportações de milho do Brasil estão previstas em 37,7 milhões de toneladas, volume superior ante as 18,080 milhões de toneladas previstas para 2021. As importações foram previstas em 1,51 milhão de toneladas, aquém das 3,060 milhões de toneladas projetadas para serem adquiridas na safra 2021. Os estoques finais de passagem para a safra 2022 foram estimadas em 11,525 milhões de toneladas, volume acima do esperado na safra 2021, de 4,293 milhões de toneladas.
sábado, 25 de setembro de 2021
Municípios do PR com legislações adequadas terão prioridades na instalação do 5G
A Assembleia Legislativa do Paraná vai discutir as adequações das legislações municipais para que todo o território estadual tenha acesso à nova tecnologia de internet que deve funcionar no Brasil a partir de 2022. A audiência pública A Implantação da Tecnologia 5G no Estado do Paraná vai reunir prefeitos e vereadores com representantes do setor de telecomunicações responsável pela instalação de torres, antenas e equipamentos que comportem a internet 100 vezes mais veloz que a atual 4G. Proposta do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), do deputado Tião Medeiros (PTB), presidente da Comissão de Obras, Transporte e Comunicação, e do deputado Emerson Bacil (PSL), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, a audiência acompanha a recomendação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que as gestões municipais trabalhem na redução de barreiras à conectividade em suas localidades, principalmente áreas rurais remotas e periferias das grandes cidades. O objetivo é que os municípios se alinhem à Lei das Antenas (13.116/15) e ao decreto federal 10.480/20. As cidades com estrutura compatível terão prioridade nos investimentos das operadoras que vencerem o leilão do 5G, previsto para os próximos meses. “Todos os municípios devem ficar atentos às leis locais que tratam do licenciamento ambiental e urbanístico para a instalação de antenas”, afirmou Romanelli. O dinamismo da tecnologia 5G possibilitará, entre todas as vantagens da estabilidade do sinal sem oscilações, o aperfeiçoamento da telemedicina para cirurgias remotas de alta precisão. É o que explica o deputado Tião Medeiros ao exemplificar porque é importante os municípios tomarem a dianteira nas discussões. “Os impactos serão muito visíveis na Educação e Segurança públicas. É uma revolução”, explica, ressaltando que é preciso regular o uso do solo de cada cidade, o que depende de legislação municipal. “A Lei das Antenas ainda é incipiente e incapaz de disciplinar as realidades locais, por isso os municípios devem padronizar seus entendimentos dando segurança jurídica às operadoras que pretendam investir nas cidades”, completa. A audiência pública A Implantação da Tecnologia 5G no Estado do Paraná está marcada para a quarta-feira (29) às 14h. O encontro acontece por videoconferência (Zoom), com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo. Os interessados podem fazer um cadastro pelo link https://www.sympla.com.br/audiencia-publica-a-implantacao-da-tecnologia-5g-no-estado-do-parana__1348948 que também dá direito ao certificado de participação.
terça-feira, 21 de setembro de 2021
As vitórias de Luiz Inácio Lula da Silva
- Mantendo-se na dianteira da corrida pela Presidência da República em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaria a disputa já no primeiro turno, se as eleições fossem hoje, com 48% dos votos. É o que indica pesquisa realizada pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) e divulgada na quarta-feira (22/09).
- Demorou quase seis anos, mas Lula está a uma canetada do juiz Frederico Botelho, da 10º Vara Federal de Brasília, de triunfar totalmente sobre a Lava-Jato. Nesse caminho, com papel vital do STF, Lula prestou 24 depoimentos, arrolou 380 testemunhas e pediu 25 HCs assinados pelo advogado Cristiano Zanin, que atuou em favor do petista em 54 audiências judiciais.
- A decisão derradeira deve sair nos próximos dias no caso dos caças da FAB, sobre tráfico de influência de Lula e deve se valer novamente das falhas da Lava-Jato. Mensagens inéditas mostram que os investigadores admitiam não ter provas contra o petista e, por isso, armaram um depoimento de Antônio Palocci para esquentar ilegalmente o caso.
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
Câmara traz de volta a "quarentena" eleitoral
Em uma articulação capitaneada por partidos do Centrão e da oposição, a Câmara retomou na quarta-feira (15/09) a regra que prevê uma quarentena obrigatória para militares, policiais, promotores de Justiça e juízes que quiserem disputar as eleições a partir de 2026. A medida foi aprovada pelo placar de 279 votos a favor e 211 contra durante a votação de uma emenda ao Código Eleitoral. Para valer, o projeto ainda precisa passar pelo Senado. Na versão aprovada nesta quarta-feira, 15, o prazo para os candidatos se afastarem de suas funções ficou de quatro anos e não mais de cinco, como estava previsto originalmente no projeto. PSL, Podemos, Novo, PSOL e PV foram contra.
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Preços do boi voltam a cair enquanto exportação à China segue suspensa
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção comercialização do país na quinta-feira (10/09). Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o ambiente em termos de negócios segue complicado. “Os frigoríficos exportadores seguem em seu trabalho de remanejar as escalas de abate até que haja uma posição concreta por parte da China. Já há notícias de tentativas de renegociação de contratos por parte de importadores chineses. Os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico também atuam de maneira tímida, já sinalizando para preços muito mais baixos na comparação com terça-feira (31/08) data que antecedeu a notícia dos casos atípicos de EEB no Brasil”, apontou Iglesias. Enquanto não houver a retomada das exportações com destino à China o mercado seguirá pressionado, com os frigoríficos tentando comprar em níveis cada vez mais baixos. “A logística ainda é uma grande preocupação, com pontos de bloqueio em alguns estados relevantes da região Centro-Sul”, disse o analista. Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 300 a R$ 305 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300 a R$ 301. Em Uberaba (MG), preços a R$ 306 a arroba. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Segundo Iglesias, a logística permanece como uma preocupação importante no decorrer da semana, com os frigoríficos encontrando dificuldades em escoar a produção com os bloqueios impostos em alguns estados. O temor está na ausência de caminhões. Além disso, os frigoríficos seguem remanejando a programação de abates enquanto a China está ausente das importações. O Quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.
sábado, 4 de setembro de 2021
Suspeita de 'Vaca Louca' em Belo Horizonte para frigoríficos em todo o Brasil
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou, na manhã do sábado (04/09), a ocorrência de um caso do mal da vaca louca em frigoríficos de Belo Horizonte e de Nova Canaã do Norte (MT). De acordo com a pasta, após a confirmação, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi notificada oficialmente. No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, ficam suspensas temporariamente as exportações de carne bovina. “A medida, que passa a valer a partir do sábado (04/09), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos”, afirmou em nota. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a China segue como principal destino da carne brasileira. No mês de julho, o volume total de exportação foi de 91.144 toneladas, com crescimento de 11,2%. “As receitas tiveram alta de 19,1% somaram US$ 525,5 milhões. Quando se observa o período de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020”, disse a Abiec. Os dois casos confirmados neste sábado foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada. “Estes são o quarto e quinto casos de EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina] atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica” informou o ministério. Segundo o Mapa, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. “Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, disse. O Mapa ainda informou que a confirmação não altera o status do país como de “risco insignificante para doença”. “A OIE exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, disse. O caso registrado em Belo Horizonte acentuou a queda da atividade dos frigoríficos brasileiros, de acordo com a associação que representa o setor. “A notícia da vaca louca veio neste momento em que a ociosidade nos frigoríficos que trabalham somente com o mercado interno é bastante elevada e serviu para diminuir ainda mais o negócio de aquisição de bois diariamente”, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) em nota enviada na sexta-feira (03/09). Frigoríficos de todo o país vão suspender o abate de bois por conta da identificação de possível caso da doença conhecida como vaca louca. Segundo a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), a produção ficará reduzida da sexta-feira (03/09), com previsão de volta somente na quarta-feira (08/09). A associação informou que a paralisação não ocorre exclusivamente pela suspeita do caso da doença em Minas, mas também por causa do feriado de 7 de setembro. A decisão foi tomada pelos próprios frigoríficos, conforme a associação. A entidade espera que até lá o resultado do exame que vai confirmar ou não o caso de vaca louca já tenha sido divulgado pelo Ministério da Agricultura.
domingo, 22 de agosto de 2021
Pecuária pode viver um "apagão" de bezerros
A pecuária nacional tem vivido uma grande mudança, em todos os aspectos. A intensificação e a profissionalização no uso de tecnologias se tornou essencial para a sobrevivência na atividade. O uso e adoção da inseminação artificial no gado de corte no Brasil nunca foi tão expressivo quanto nos últimos anos. Mas, mesmo assim, o país deverá reviver o “apagão” de bezerros! No entanto, apesar do grande avanço desse mercado, o que deve promover uma maciça oferta de bezerros nos próximos anos, o presidente da entidade, o engenheiro agrônomo Márcio Nery, ainda prevê que a oferta de animais de reposição ainda deverá ser restrita, mantendo aquecido a valorização dos preços de bezerros e boi gordo pelo País. “Pode ser que em 2022 mais fêmeas comecem a entrar em produção, ou seja, teremos uma renovação de fêmeas em 2022 e talvez em 2023 a gente pode ter um aumento de produção de bezerros. Isso porque a pecuária pode crescer com a integração lavoura-pecuária assumindo também o papel de compradores desses bezerros. Então, o aumento da produção de bezerros desmamados de machos e fêmeas continue a não ser suficiente por conta da demanda internacional e nacional”, explica Nery em entrevista ao Portal DBO. Fatores que apontam para uma redução no volume de bezerros: Aumento no abate de matrizes no passado; Baixo volume de retenção de fêmeas no ano de 2020; Aumento dos custos de produção; Eventos climáticos impactando negativamente na oferta de pastagens; Estabilidade nos preços da arroba nos últimos meses, reduzindo a necessidade e poder de compra do pecuarista da recria/terminação. “Várias fazendas que eu visitei esse ano que tem agricultura e pecuária disseram que a pecuária de corte bateu a soja e o milho. Mas esse melhoramento genético vai permitir que essas constatações e que essa validação financeira do negócio continue, com toda a certeza”, diz Nery. Para ele, com a aceleração do melhoramento genético, com ênfase em precocidade sexual, a partir das técnicas de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), aos poucos vai reduzir o tempo do primeiro parto das novilhas. Fazendas que empenhavam as fêmeas aos 32 meses passam a emprenhar esses animais aos 22 meses. “As eficiências da pecuária de corte vão acontecer. Então entendo claramente que o rebanho nacional não cresce, mas se mantiver esse número de cabeças, vamos produzir três a quatro vezes mais do que a gente produz hoje”, diz Nery. Outro dado importante revelado pela Asbia é a taxa porcentual de fêmeas que estão efetivamente sendo inseminadas no País. No ano passado, o índice foi de 22% e nesse primeiro semestre já atinge cerca de 23% do rebanho de matrizes de corte no País. “Pode parecer pouco, mas quando a gente compara com os nossos competidores como a Argentina, o Uruguai, os Estados Unidos e a Austrália, são países que têm em média de 7% a 8% de taxa de utilização da inseminação artificial em seu rebanho de vacas”, diz o presidente da Asbia.
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Com falta de gado em MT, frigoríficos podem fechar, diz sindicato
Segundo o Sindifrigo, as 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade.
A falta de animais para o abate pode paralisar as atividades em alguns frigoríficos de Mato Grosso, o maior produtor de carne bovina do país. O alerta é feito pelo presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT) Paulo Bellincanta. Em nota divulgada nesta segunda, 16, o sindicato lembra que a arroba do boi, com atraso de anos, atingiu os patamares dos preços internacionais e permanecerá neles. Este fato exigiu o ajuste no preço da carne para o mercado interno, o que ocorreu de maneira muito rápida em um momento em que a economia sofre com a realidade da pandemia. “São hábitos e costumes enraizados em nossa cultura e que precisarão se adaptar. A dura realidade da falta de matéria-prima para os frigoríficos tem trazido sérios problemas para o setor. Soma-se à ociosidade, que tem batido recordes a cada ano, o fator dos preços do produto final para o consumidor. O desequilíbrio entre a exportação e o mercado interno tem provocado um desequilíbrio maior ainda entre empresas exportadoras e não exportadoras”, afirma Bellincanta. O presidente do sindicato aponta que, do outro lado do consumo está o produtor do “boi”, concorrendo com o produtor de grãos que fatura 5 ou 6 vezes mais que ele e que não perde oportunidade de assedia-lo para alugar suas terras. “Ao longo de anos, o rebanho brasileiro veio se desgastando com o abate de matrizes e novilhas redundando neste momento em uma grave diminuição de oferta. Espera-se uma melhora do quadro uma vez que com preços melhores, muitas destas matrizes antes destinadas ao abate começaram a ser novamente destinadas à cria”, pontua o dirigente. Segundo destacou o sindicato, as 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade. Do ano de 2018, os frigoríficos abateram cerca de 5.310.000 animais, arrecadando R$ 297 milhões, saltando no ano de 2020 para R$ 432 milhões, com apenas 5.126.000 animais abatidos. O presidente do Sindifrigo explica que, “mesmo com a redução no número de abate, a arrecadação aumentou em 45%, em decorrência dos preços maiores. Bons números a serem comemorados, se não fossem os problemas que atingem a indústria no estado”. A nota do sindicato diz que a falta da matéria prima traz uma concorrência entre os pequenos frigoríficos com difícil solução no curto prazo. A volta da oferta, a níveis em que as empresas retomassem sua capacidade instalada entre 75% a 80%, poderia tornar a concorrência mais equilibrada. “A realidade, porém, está muito distante e neste momento se faz urgente uma ação governamental para amenizar e permitir que as pequenas empresas atravessem este período sem danos maiores. Danos que poderiam atingir de pecuaristas a trabalhadores. O Estado pode e cabe a ele a responsabilidade social de auxiliar uma determinada atividade, atingida por fatores externos, para que ela possa buscar novamente um equilíbrio. Evitar hoje uma quebradeira em cadeia dominó é mais que uma opção, é uma urgência inteligente de quem quer que o setor não tenha prejuízos irreversíveis”, alerta Bellincanta. Segundo o Sindifrigo, os frigoríficos empregam hoje no estado 25.560 colaboradores diretos e movimenta um número incontável de atividades paralelas. Algumas cidades no interior têm no frigorífico sua maior renda e emprego, girando em torno dele comunidades inteiras. “Em muitos governos fomos chamados a sermos parceiros e nunca nos ausentamos de nossas responsabilidades, desejamos que nosso pleito de ajuda não seja visto apenas por meio de números em planilhas de gabinetes, mas que leve em conta nossa história que se entrelaça ao setor pecuário de Mato Grosso”, analisa Paulo Bellincanta.
domingo, 8 de agosto de 2021
FT: Jovens chineses preferem ‘ficar deitadão’ a se matar de trabalhar como os pais
Do Financial Times/Valor: O contrato social da China está se esgarçando, e uma canção apagada da internet do país capta nitidamente o problema. “Ficar deitadão é bom, ficar deitadão é maravilhoso, ficar deitadão é correto, deite, porque assim você não cai”, canta Zhang Xinmin em chinês, deitado num sofá tocando um violão. “Ficar deitadão”, uma tendência entre jovens chineses que optam por não assumir empregos estressantes, representa a antítese de um modelo de desenvolvimento que gerou crescimento extraordinário ao longo de quarenta anos, ao mobilizar o esforço máximo de sua população. Pequim está mais do que um pouco perturbado. “Nesta era de turbulência, não existe ficar deitadão e esperar a prosperidade chegar”, disse Wu Qian, porta-voz do governo nesta semana. “Só existe a glória da luta e do esforço. Jovens, vamos lá!” Preocupações desse tipo estão por trás de várias iniciativas destinadas a galvanizar as pessoas e a estimular as famílias a terem mais filhos. Essencial entre essas medidas foi a decisão, na semana passada, de reprimir o ensino particular pós escolar, um setor que movimenta US$ 100 bilhões e que provoca estresse nas crianças ao mesmo tempo em que sobrecarrega as finanças de seus pais. Novas regras emitidas pelo conselho de ministros, ou Gabinete, proíbe ensino particular com fins lucrativos sobre os principais temas escolares. A notícia caiu como um raio, deprimindo os preços das ações de empresas líderes do setor, com ações negociadas nos EUA, TAL Education, New Oriental e Gaotu Techedu. A aversão do líder chinês, Xi Jinping, ao ensino particular pós-escolar, vinha se anunciando. Em março, ele criticou a “confusão” no setor e a qualificou de “doença crônica muito difícil de curar”. Mas o fato de que Pequim estar disposto a desfechar o que poderia ser um golpe mortal sobre um setor que emprega centenas de milhares de pessoas revela o grau de seriedade com que encara o problema. Para dezenas de milhões de pessoas de classe média nas grandes cidades chinesas, a vida se tornou uma roda de hamster de esforço crescente e recompensa decrescente. Um turbilhão de gastos com moradia, educação, serviços de saúde e outras despesas têm subido mais rápido do que a média dos salários, o que passa para muitas pessoas a sensação de correr sem parar e continuar no mesmo lugar. “As últimas medidas para reprimir as empresas de aulas de reforço fora da escola estão de acordo com o deslocamento do foco para a qualidade de vida da população chinesa”, disse Yu Jie, pesquisador sênior da Chatham House, think-tank com sede em Londres. Segundo dados da Sociedade Chinesa de Educação, o custo médio anual de aulas particulares para um aluno é de mais de 12 mil yuans (US$ 1.860), o que é superior ao salário médio mensal em um país com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de US$ 10.216 em 2019. Algumas famílias, no entanto, gastam até 300 mil yuans por ano com aulas de reforço em escolas reconhecidas de professores famosos. Esse fardo costuma ser exacerbado pela necessidade de pagar babás enquanto os pais trabalham longas horas em seus escritórios e enfrentam o trânsito confuso da hora do rush. Os pais que optam por morar na área de abrangência de escolas muito procuradas em cidades como Xangai pagam quantias exorbitantes pelo privilégio. “Pagamos mais de 3 milhões de yuans [US$ 465.116] pela nossa casa”, diz Yang Liu, que sai de sua casa em Xangai para trabalhar às 6h30 e só volta pouco antes de sua filha de seis anos ir para a cama, às 21h. Mesmo que oficialmente os jardins de infância sejam desencorajados a pedir trabalhos para depois das aulas, sua filha recebe lição de casa para todos os dias da semana. Ela precisa aprender caracteres chineses e palavras em inglês, memorizar poemas, praticar a leitura e tocar violino. O estresse que esse estilo de vida passa para os jovens solteiros tem um impacto que vai além de induzir alguns deles a “ficarem deitadões”. As estatísticas mostram que os casais têm adiado o casamento para mais tarde e a taxa de natalidade caiu vertiginosamente. Em 2020, houve apenas 12 milhões de nascimentos, em comparação aos 14,65 milhões de um ano antes. Como o número de mulheres em idade fértil (22 a 35 anos) deve cair em mais de 30% na próxima década, alguns especialistas preveem que o número de nascimentos pode diminuir para menos de 10 milhões por ano e a taxa de fertilidade da China pode se tornar a mais baixa do mundo. A realidade da vida diária para a classe média chinesa mostra uma imagem diferente daquela oferecida pelo aumento inexorável dos números do PIB. O custo de vida nas grandes cidades subiu drasticamente, o que encolheu a renda disponível das pessoas. Alicia García Herrero, economista-chefe para a região Ásia-Pacífico no banco de investimento Natixis, coloca isso de forma sucinta: “O grosso da população da China vive uma situação cada vez pior à medida que a acessibilidade à moradia continua a piorar e o acesso à educação e à saúde se torna cada vez mais caro.”
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Anibelli Neto vence Requião e é o novo presidente do MDB
O deputado estadual Anibelli Neto venceu a convenção do MDB do Paraná com 203 votos, contra 77 da chapa liderada pelo ex-senador Roberto Requião. A votação, em Curitiba, ocorreu de forma híbrida – presencial e online. Com o placar, Anibelli terá uma difícil tarefa pela frente, conduzir o partido a sua reconstrução para candidatura própria nas eleições para governador em 2022 e montar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O ex-governador do Paraná Roberto Requião assinou a desfiliação do MDB, partido pelo qual foi governador por três mandatos e senador. Foram mais de 40 anos de militância. Agora todos de olho para onde irá Requião, que não pretende deixar de fazer política. Por enquanto, apenas o PT abriu realmente as portas para sua entrada, como já deixou claro a deputada federal Gleisi Hoffmann. Um encontro com o ex-presidente Lula estaria para ocorrer nos próximos dias, para a formalização do convite para filiação ao Partido dos Trabalhadores.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Disputa pelo MDB no Paraná
O MDB do Paraná está numa briga interna intensa. De um lado o ex-senador e governador Roberto Requião de Mello e Silva brigando para que o partido tenha candidato próprio nas próximas eleições para o governo do Paraná. Já o outro bloco é comandado pelo deputado Sérgio Souza, que mais do que deseja ser um puxadinho do governo Ratinho Jr. O fato é que, em ambos, se vê muito o interesse particular e não exatamente do partido. Requião quer ser candidato ao governo. Sabe que sem um candidato forte, o partido corre o risco de não eleger nem um deputado estadual – tipo o filho dele – e nem federal. Já Sérgio Souza, demonstra preferir colar no governo Ratinho Júnior e conseguir, caso ele se reeleja, ampliar seu espaço no governo do Paraná.
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Beto e Fernanda Richa 2022
O ex-governador Beto Richa já comunicou ao PSDB do Paraná que vai ser candidato a deputado federal no ano que vem. Fernanda Richa, a mulher de Beto deverá ser candidata a deputada estadual. Os dois deverão garantir eleição, com apoio de vários prefeitos e lideranças do Paraná que sempre foram fiéis À família Richa desde que Beto deixou o governo para disputar o Senado em 2018, e acabou sendo vítima de perseguição política.


