segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Quanto "custará" a nova tecnologia 5G ??

Os brasileiros só terão o 5G puro, o chamado standalone, a partir de julho do próximo ano, começando pelas capitais. Estimativas iniciais de uma das operadoras indicam que esses planos custarão mais caro do que o 4G, com preços de ao menos R$ 250 por mês para faturas pós-pagas e com restrição de uso de dados. Nesse patamar, o 5G nacional seguirá os preços internacionais até que a massificação do serviço derrube o preço dos chips e dos aparelhos, hoje as principais barreiras de acesso ao serviço. A expectativa das operadoras é chegar a 500 milhões de acessos em três anos entre assinantes residenciais e empresariais. Enquanto isso não ocorre, as operadoras planejam migrar os clientes que hoje utilizam a tecnologia 4G para o chamado 5G DSS, um serviço que utiliza as frequências atuais do 4G para atingir velocidades de 5G com latência (tempo de resposta entre a comunicação do celular com as antenas) pequena. Neste processo, o preço deverá permanecer o mesmo. Recentemente, o presidente da Tim, Pietro Labriola, disse que a estratégia comercial da operadora seguirá a dinâmica de preços da Uber. "Quando você usa [a Uber], tem o Uber Black e outros níveis", disse. "O preço é relacionado com o nível de serviço." Labriola afirmou que os pacotes com uso ilimitado de dados estão com dias contados no 5G. "Em outros países os pacotes de uso ilimitado [no 5G] existem, mas são restritos." Inicialmente, caberá às empresas o papel de expandir o consumo do 5G, diferentemente do que ocorreu com as tecnologias anteriores (3G e 4G). Executivos da Claro e da Vivo são unânimes em afirmar que a largada inicial do 5G -que levará à queda do preço para os demais usuários- ocorrerá por meio das empresas, que já planejam formas de modernizar suas atividades por meio da nova tecnologia. O agronegócio e a indústria devem puxar a fila dos principais consumidores da nova tecnologia. Devido à baixa latência e altas velocidades na rede standalone, que será construída exclusivamente para o 5G, indústrias poderão automatizar suas plantas, novos aplicativos, e soluções virão para os serviços de logística e transporte.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Roberto Requião usa as redes sociais para confirmar pré-candidatura ao governo do Paraná

Reprodução Jornal Metroplex

Por Luiz Sodré para Metroplex - De Curitiba

O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião (sem partido) anunciou no sábado (08/01) sua pré-candidatura ao governo do estado. Requião usou o Twitter para divulgar sua decisão. “Para corrigir os erros absurdos do atual governo, as tarifas elevadas de água e energia elétrica, os impostos que prejudicam nossas empresas e impedem a geração de empregos, lanço minha pré-candidatura ao governo do estado do Paraná!”, disse no Twitter. Em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch da TV 247 Requião disse acreditar na vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, e embora discorde da política econômica adotada nos governos Lula I e Lula II, acredita que Lula poderia fazer, em um novo mandato, um governo voltado para o lado social, acolhendo os mais vulneráveis. Dizer como o Lula diz, que é importante dar comida aos brasileiros três vezes ao dia (café da manhã, almoço e jantar) é pouco,hoje em dia, segundo ele. "Os Srs. dos escravos davam comida à eles três vezes ao dia. Era “chicote, comida e trabalho”. Só comida não resolve mais”, disse. Requião disse ainda que o governador do  Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, que será seu concorrente na disputa ao Palácio Iguaçu, está perdido. Criticou a gana por lucros implantada nas gestões da Copel e da Sanepar, que deixaram de atender aos interesses sociais, que ao invés de cobrar o justo por água e luz dos cidadãos paranaenses, miram um lucro exorbitante, penalizando a população. Segundo Requião, essas empresas estratégicas não podem ficar nas mãos do capital estrangeiro que tem como objetivo explorar o povo. "Não são empresas sociais, e sim empresas do mercado", disse. Distribuição de lucros fantásticas para acionistas que nem sabem onde fica o Paraná. Segundo Requião, em seu governo eram pagos 25% dos lucros aos acionistas e hoje são 60% dos lucros aos acionistas. Londres e Paris por exemplo estão reestatizando o sistema de distribuição de água e aqui é o contrário.  Um absurdo, segundo ele, que defende uma política progressista. Disse ainda não ter espaço na mídia paranaense e que o governo do Paraná pressiona, através da Secretaria de Comunicação, que os veículos de imprensa não deem espaço à ele, sob pena de corte de verbas publicitárias. Requião disse que se tiver espaço na mídia, o "Rato vai para a toca", e ele ganha a eleição. Segundo ele mais de 10 reuniões foram feitas Paraná afora, com o apoio de 8 partidos, com o PT à frente. Com esses encontros buscou elevar o nível de consciência da população paranaense com relação ao atual governo, que para ele é um fracasso, e procurar uma maior politização da população sem o engessamento partidário. Mas disse que até março estará em um partido político para disputar o Palácio Iguaçu. Disse ainda que se encontrou recentemente em almoço na capital paranaense com o ex-ministro José Dirceu para discutir política e que, naquela noite, Dirceu também se encontrou com o governador Ratinho Júnior. "Acho que o Zé Dirceu gosta de um queijo, e deve ter comido lá com o “Rato” um queijo grana padano ou um parmigiano reggiano. Eu não liguei para isso, mas a turma do PT aqui ficaram enfurecidos".  Já sobre a candidatura do ex-juiz Sergio Moro à presidência, Requião disse que Moro é um agente americano na prática, e que ele desistirá da candidatura em fevereiro ou março. Acabará optando por disputar uma vaga na Câmara ou no Senado para ter direito a prerrogativa de foro. Ou ainda acabará como “gerente do McDonalds nos Estados Unidos”, pois segundo Requião, Moro não tem conhecimento algum da economia pública e da estrutura política brasileira, e tem um desempenho pífio neste período de pré-candidaturas. Requião foi deputado estadual de 1983 a 1985, prefeito de Curitiba 1986 a 1989, secretário do  Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná 1989 a 1990, três vezes governador do Paraná de 1991 a 1994, de 2003 a 2006 e de 2007 a 2010. Também foi senador da República de 1995 a 2002 e de 2011 a 2019. Atualmente Requião está sem partido, o político deixou o MDB em julho de 2021. Em agosto do ano passado, o ex-presidente Lula (PT) convidou Requião para se filiar ao PT.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Rio vive uma explosão de casos de Covid e tem aumento de 6.778% em 20 dias

A cidade do Rio vive nesses primeiros dias do ano uma explosão de casos de Covid-19. Desde segunda-feira, o cenário é de longas filas de pessoas com sintomas da doença diante postos de saúde, farmácias e laboratórios. O aumento da procura por testes após as festas coincide com a chegada da variante Ômicron ao município. E, apesar do apagão no banco de dados do Ministério da Saúde, os números oficiais já começam a mostrar um crescimento vertiginoso de casos de coronavírus. O painel da prefeitura do Rio mostra que, no dia 12 de dezembro, apenas 18 pessoas tiveram o diagnóstico da doença. No dia 25, o número de infectados pulou para 269 e, em 1º de janeiro, saltou para 1.238. Em uma semana, do Natal para o réveillon, a alta foi de 360%. Se considerar o período de 20 dias, a escalada foi de 6.778%.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Consumo de carne recua na pandemia

 Do Jornal Valor Econômico - O consumo de carne bovina entre os brasileiros caiu significativamente desde o início da pandemia e chegou a 26,5 quilos por habitante em 2021. Trata-se do menor volume em 25 anos e, em relação a 2006, quando houve um pico de 42,8 quilos por habitante, o recuo é de quase 40%. Os dados, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram destacados e usados como referência por pesquisadores do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), da Embrapa Gado de Corte. O pesquisador Guilherme Malafaia e seus colegas Sérgio de Medeiros e Fernando Teixeira Dias, que assinam o boletim “Perspectivas para a pecuária de corte em 2022”, publicado pela Embrapa na segunda-feira, dizem que o nível de consumo é o menor em 25 anos. Malafaia observa que os dados podem diferir a depender do órgão utilizado como referência. A queda se nota desde o ano passado, quando o consumo médio da proteína foi de 29,3 quilos por habitante. O cenário resulta do encarecimento dos cortes e do menor poder de compra das pessoas, devido ao avanço da inflação e do desemprego. Para o CiCarne, o cenário deverá mudar “em um futuro próximo”. “Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam. A tendência de percepção de mais saúde [ao consumir a proteína] também será forte na carne bovina”, afirmam os pesquisadores. A retomada interna, no entanto, pode não ocorrer no curto prazo. É esperado reaquecimento de economias globais para 2022 com o avanço da vacinação, mas a inflação e o desemprego devem continuar pressionando o consumo de carne bovina no país - e o mercado interno absorve 75% da produção. Apesar de o brasileiro ter trocado o bife pelo frango, os preços da carne de boi não cederam. Uma causa é o ciclo da pecuária, quando há menos animais disponíveis para abate. No terceiro trimestre deste ano, por exemplo, os abates recuaram 10,7%, ante igual período de 2020, para 6,94 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, houve queda em relação a 2019. Segundo o CiCarne, este ano foi marcado por realidade similar à de 2020, com falta de animais para abastecer o mercado doméstico. Fora o efeito do ciclo pecuário, a escassez de chuvas nos principais polos produtores também afetou a engorda. Assim, o patamar de preços da arroba do boi gordo se manteve acima de R$ 300 no primeiro semestre. Os preços não cederam significativamente nem quando a China, principal importador, interrompeu compras em setembro, por causa de dois casos atípicos de “vaca louca”. Os asiáticos importaram 50% de 1,27 milhão de toneladas embarcadas pelo Brasil entre janeiro e setembro. O embargo durou mais de três meses, mas foi suspenso. O momento é de transição de ciclo e o preço do bezerro continua acima do valor médio nominal de 2020. Isso levará à retenção de fêmeas para aumentar a produção. “Como o atual ciclo pecuário se iniciou em 2019, os custos de reposição devem começar a baixar somente em 2023, apesar do aumento da oferta destes animais em 2022”, dizem os analistas do CiCarne. Sobre as exportações, a expectativa é de avanço em 2022, acredita a Embrapa. A Ásia continuará como o principal consumidor da carne bovina brasileira, com a China à frente. “Esperamos que a produção de suínos volte a cair em muitos mercados asiáticos, incluindo a China, em 2022, pelos preços descendentes e alto custo com insumos, desestimulando assim a produção”, dizem os especialistas. O fator pode favorecer vendas, porém com competição mais acirrada dos Estados Unidos. Nesse contexto, as margens dos frigoríficos devem continuar apertadas em 2022. Faltarão vacas para abate e o abastecimento do mercado interno e as indústrias buscarão bois, que estarão com a demanda aquecida no mercado externo - e com a arroba valorizada.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Globo vende sede paulista para Vinci e pagará aluguel

 

A TV Globo vendeu para a Vinci Real Estate todo o seu complexo de imóveis onde funciona a sede da emissora em São Paulo.A informação é do jornalista Marcio Ehrlich, do Janela Publicitária. Além da Globo ser carioca, também o é a Vinci Real Estate, com sede no Leblon. O valor total da aquisição é de R$ 522 milhões, o que equivale a um preço de R$ 13.369/m². E a emissora pagará inicialmente, como locação, R$84,67/m² corrigidos anualmente pelo índice IPCA. O contrato de sale & leaseback garante à Globo ocupar o espaço pelos próximos 15 anos, podendo renovar por mais 15, porém sem direito a sublocar espaços. Para o corretor Marcus Vinícius Ferreira, do departamento de investimentos da Sergio Castro Imóveis, “a procura por ativos dando renda com contratos garantidos para grandes grupos econômicos tem aumentado a cada dia”. Para ele, muitos investidores – mesmo particulares – consideram que um imóvel garante o patrimônio investido e ainda pode gerar ótimos frutos. “Temos vendido edifícios alugados, principalmente uniempresariais, e lojas, para investidores de todo o Brasil”, esclarece o corretor. Ferreira encarou o negócio com naturalidade, ao ser consultado pelo Diário do Rio. Mas quem quiser alugar uma laje corporativa vaga no edifício da Globo já consegue, pelo site da Vinci. O aluguel é de R$ 14.370, para 192 m², condomínio de R$ 2.148 e IPTU de R$ 2.168. Direito a 5 vagas. A importância do negócio, lembra Ehrlich, é que a sede é tão icônica que a avenida que chega ao local foi rebatizada de Jornalista Roberto Marinho. E o endereço é Rua Evandro Carlos de Andrade, nome do jornalista que tanto dirigiu a área no jornal O Globo como na própria TV. No prédio são gravados o SP1 e SP2, o jornal regional de São Paulo (equivalente ao nosso RJTV), em um estúdio envidraçado, que tem como fundo a Ponte Estaiada. Também são gravadas no mesmo estúdio algumas inserções da GloboNews. O site Janela Publicitária lembra que são aproximadamente 39 mil m² de área bruta, 56 mil m² de área construída, tudo isso em um imenso terreno com mais de 43 mil m². O prédio principal leva o nome de Edifício Jornalista Roberto Marinho, o “JRM”, e foi inaugurado em 26 de abril de 2007 com seus 12 andares, e ainda há, na área, três módulos de produção, uma área de apoio, dois helipontos, e mais aproximadamente 1500 vagas de estacionamento entre subsolos e estacionamento externo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Mais problemas para Eike Batista

 


Credores de Eike Batista vão acionar o STF para travar o pagamento da multa de 800 milhões de reais da delação do empresário. A primeira parcela de 200 milhões de reais já venceu. O empresário quer usar o dinheiro obtido com uma debênture, ou título de dívida, emitida pela mineradora britânica Anglo American como parte da operação de venda do complexo Minas-Rio da MMX à multinacional em 2008, um negócio de 5,5 bilhões de dólares. O papel, que surgiu a partir de uma investigação solicitada por uma gestora de investimentos, tem valor estimado em cerca de 200 milhões de dólares e estava sob posse de um fundo pertencente a Eike e que até então era desconhecido, o NB4.

sábado, 20 de novembro de 2021

Elon Musk estuda investir em semicondutores e Brasil pode receber fábrica

A escassez de chips e semicondutores tem trazido dores de cabeça a diversos empresários de todo o mundo — de tal modo que nem mesmo o multibilionário de origem sul-africana Elon Musk tem escapado disso. Constituídos de silício ou germânio, o emprego dos microchips (ou, mais cientificamente, circuitos integrados) na indústria é fundamental por possuírem a condutividade elétrica necessária entre isolantes e condutores, algo crucial, por exemplo, para o funcionamento hoje de computadores, telefones celulares a automóveis. Com a pandemia, houve um descompasso entre produção e a demandada vez maiores desses insumos cada vez mais essenciais para o mundo, o que tem afetado economias e empresas de todas as partes. Em encontro com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, na última segunda-feira, dia 15, Musk admitiu que, para fugir da ‘guerra dos microchips’ mundo afora, pode ser “obrigado” a investir em uma fábrica de semicondutores — e o Brasil, no caso, seria um dos países postulantes ao aporte. O assunto veio à tona após Faria propor a inauguração de uma fábrica da montadora de carros elétricos Tesla no Brasil e mencionar que também tem o interesse de voltar a fazer do Brasil um país relevante na produção de semicondutores, algo que acontecia até a década de 1980. O encontro, na verdade, servia para negociar a implementação de satélites da Starlink para monitorar o desmatamento na Amazônia e conectar escolas situadas em áreas remotas com internet de última geração. “Eu o convidei a abrir uma fábrica de semicondutores aqui. Ele me disse que não fazia parte do core business investir em uma fábrica de semicondutores, afinal, ele gosta de investir apenas em tecnologias que ainda não existem, mas reconheceu que precisa de semicondutores para tudo. Um carro da Tesla, por exemplo, precisa de 10 mil peças”, diz Faria. Em fevereiro deste ano, a ausência de microchips fez com que a produção do veículo Tesla Model 3 fosse paralisada na fábrica da montadora em Fremont, na Califórnia. Como resposta, Faria ouviu de Musk que está no radar a abertura de uma fábrica para microchips: “Ele vai esperar um ano para ver como essa questão dos semicondutores se desenvolve no mundo, e pode, depois disso, abrir uma fábrica. O Brasil é uma possibilidade”, diz o ministro. Aos olhos de Faria, uma possibilidade seria inaugurar a unidade fabril no Nordeste, que foi apresentada como a “Califórnia brasileira” pelo ministro. “O Nordeste tem tudo para virar um hub de inovação, que pode vender para a América Latina inteira. São Paulo é como Nova York e o Nordeste é como a Califórnia. Foi esse paralelo que fiz para ele”. Outra batalha empenhada por Faria tem sido convencer a Samsung a produzir semicondutores no Brasil.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Covid-19: Ministério da Saúde reduz intervalo e libera dose de reforço da vacina para todos os adultos

 O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (16/11) a redução do intervalo da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para todos os adultos, de seis para cinco meses, após a conclusão do esquema vacinal. A pasta também liberou a dose adicional para qualquer pessoa com mais de 18 anos. Até então, a dose extra podia ser aplicada apenas nos maiores de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais da saúde. Segundo o ministério, mais de 12,4 milhões de brasileiros estão aptos, em novembro, a tomar a dose de reforço. “Estamos juntos em um só objetivo: tornar as políticas públicas ainda mais eficientes. Ultrapassamos os Estados Unidos no percentual da população imunizada. Reforçamos que é fundamental a segunda dose para que se complete o esquema vacinal”, afirmou o ministro da saúde Marcelo Queiroga, durante coletiva de imprensa. Atualmente, o Brasil possui cerca de 60% da população totalmente imunizada. A pasta também anunciou a campanha de megavacinação contra o coronavírus. O objetivo é reforçar a importância de completar o esquema vacinal (dose única ou duas doses) para garantir a proteção. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 21 milhões de pessoas precisam voltar aos postos de vacinação para tomar a segunda dose no país.

sábado, 6 de novembro de 2021

Uma vice dos sonhos de Sergio Moro

 O ex-juiz Sergio Moro, que vai se filiar ao Podemos na próxima semana e anunciar sua intenção de disputar a Presidência da República em 2022, cultiva uma espécie de vice dos sonhos. Por afinidades ideológicas, formação acadêmica parecida e pelo que considera a seriedade da parlamentar, o ex-ministro disse a interlocutores que o nome ideal para disputar a vice-presidência em sua chapa é o da senadora Simone Tebet(MDB-MS). Não há, no entanto, nenhuma conversa concreta para que a parlamentar marche ao lado de Moro na campanha eleitoral do ano que vem, e Tebet também é oficialmente précandidata à Presidência em um movimento interpretado por parlamentares como necessidade de os emedebistas marcarem, pelo menos por ora, posição na corrida presidencial.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Reviravolta na Alep: novos deputados assumem

 Foi realizada, durante a sessão ordinária da quarta-feira (03/11) da Assembleia Legislativa do Paraná, a leitura de notificação expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná a respeito de decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que cassou o mandato do deputado Delegado Francischini (PSL), por propagar fake news em relação às urnas eletrônicas. O TSE determinou a anulação dos votos recebidos pelo parlamentar. Diante da decisão, o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), declarou a vacância de quatro mandatos parlamentares e realizou a convocação dos deputados suplentes. Além de Francischini, também deixam a Assembleia os deputados Emerson Bacil (PSL), Do Carmo (PSL) e Cassiano Caron (PSL). Assumem as vagas Adelino Ribeiro (Patriotas), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV). O presidente do Legislativo convocou os novos parlamentares para assumirem os mandatos na sessão ordinária da segunda-feira (08/11).

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Italia Transporto Aereo compra marca Alitalia por 90 milhões de euros

 

A Italia Transporto Aereo (ITA), sucessora da companhia aérea Alitalia, anunciou na quinta-feira (14/10) que concluiu as negociações para comprar a marca Alitalia e seus respectivos domínios deinternet, pelo valor de 90 milhões de euros. Conforme nota oficial divulgada na data do último voo da empresa aérea nacional, "foi encerrado o procedimento de oferta pública referente à marca Alitalia Spa e ao domínio www.alitalia.com". A aquisição permitirá que a ITA continue a utilizar, de forma permanente, o nome, a marca, os sites, uniformes e outras identificações associadas à Alitalia. O edital do leilão da marca foi publicado em 17 de setembro, e os interventores nomeados pelo governo para administrar a tradicional companhia aérea pediram pelo menos 290 milhões euros. A ITA, no entanto, ofereceu apenas 90 milhões e venceu o leilão, enquanto a Comissão Europeia estima que o valor da marca seja de 110 milhões de euros. Após uma longa crise, a Alitalia, maior empresa italiana de aviação civil, fez na noite o último voo de seus 75 anos de história. A viagem derradeira partiu de Cagliari, na Sardenha, na quinta-feira (14/10) às 22h36 (horário local) com destino ao Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma. A ITA no entanto não deverá utilizar a marca Alitalia, e sim uma identidade visual própria.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Oferta de milho no Brasil vai crescer e chegar a 128,3 mi de toneladas em 2022

 A oferta de milho no Brasil deverá totalizar 128,356 milhões de toneladas na safra 2022, segundo estimativa da Safras & Mercado. Segundo a consultoria, o volume fica acima das 98,887 milhões de toneladas disponíveis na temporada 2021. A produção é estimada em 122,553 milhões de toneladas para 2022, acima das 89,315 milhões de toneladas registradas na safra anterior. Já as exportações de milho do Brasil estão previstas em 37,7 milhões de toneladas, volume superior ante as 18,080 milhões de toneladas previstas para 2021. As importações foram previstas em 1,51 milhão de toneladas, aquém das 3,060 milhões de toneladas projetadas para serem adquiridas na safra 2021. Os estoques finais de passagem para a safra 2022 foram estimadas em 11,525 milhões de toneladas, volume acima do esperado na safra 2021, de 4,293 milhões de toneladas.

sábado, 25 de setembro de 2021

Municípios do PR com legislações adequadas terão prioridades na instalação do 5G

A Assembleia Legislativa do Paraná vai discutir as adequações das legislações municipais para que todo o território estadual tenha acesso à nova tecnologia de internet que deve funcionar no Brasil a partir de 2022. A audiência pública A Implantação da Tecnologia 5G no Estado do Paraná vai reunir prefeitos e vereadores com representantes do setor de telecomunicações responsável pela instalação de torres, antenas e equipamentos que comportem a internet 100 vezes mais veloz que a atual 4G. Proposta do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), do deputado Tião Medeiros (PTB), presidente da Comissão de Obras, Transporte e Comunicação, e do deputado Emerson Bacil (PSL), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, a audiência acompanha a recomendação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que as gestões municipais trabalhem na redução de barreiras à conectividade em suas localidades, principalmente áreas rurais remotas e periferias das grandes cidades. O objetivo é que os municípios se alinhem à Lei das Antenas (13.116/15) e ao decreto federal 10.480/20. As cidades com estrutura compatível terão prioridade nos investimentos das operadoras que vencerem o leilão do 5G, previsto para os próximos meses. “Todos os municípios devem ficar atentos às leis locais que tratam do licenciamento ambiental e urbanístico para a instalação de antenas”, afirmou Romanelli. O dinamismo da tecnologia 5G possibilitará, entre todas as vantagens da estabilidade do sinal sem oscilações, o aperfeiçoamento da telemedicina para cirurgias remotas de alta precisão. É o que explica o deputado Tião Medeiros ao exemplificar porque é importante os municípios tomarem a dianteira nas discussões. “Os impactos serão muito visíveis na Educação e Segurança públicas. É uma revolução”, explica, ressaltando que é preciso regular o uso do solo de cada cidade, o que depende de legislação municipal. “A Lei das Antenas ainda é incipiente e incapaz de disciplinar as realidades locais, por isso os municípios devem padronizar seus entendimentos dando segurança jurídica às operadoras que pretendam investir nas cidades”, completa. A audiência pública A Implantação da Tecnologia 5G no Estado do Paraná está marcada para a quarta-feira (29) às 14h. O encontro acontece por videoconferência (Zoom), com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo. Os interessados podem fazer um cadastro pelo link https://www.sympla.com.br/audiencia-publica-a-implantacao-da-tecnologia-5g-no-estado-do-parana__1348948 que também dá direito ao certificado de participação. 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

As vitórias de Luiz Inácio Lula da Silva

 - Mantendo-se na dianteira da corrida pela Presidência da República em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaria a disputa já no primeiro turno, se as eleições fossem hoje, com 48% dos votos. É o que indica pesquisa realizada pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) e divulgada na quarta-feira (22/09).

- Demorou quase seis anos, mas Lula está a uma canetada do juiz Frederico Botelho, da 10º Vara Federal de Brasília, de triunfar totalmente sobre a Lava-Jato. Nesse caminho, com papel vital do STF, Lula prestou 24 depoimentos, arrolou 380 testemunhas e pediu 25 HCs assinados pelo advogado Cristiano Zanin, que atuou em favor do petista em 54 audiências judiciais.

- A decisão derradeira deve sair nos próximos dias no caso dos caças da FAB, sobre tráfico de influência de Lula e deve se valer novamente das falhas da Lava-Jato. Mensagens inéditas mostram que os investigadores admitiam não ter provas contra o petista e, por isso, armaram um depoimento de Antônio Palocci para esquentar ilegalmente o caso.

 - Com a vida na Justiça resolvida, Lula autorizou petistas a iniciarem aproximações com antigos aliados que o delataram na Lava-Jato. Na política, não há ódio que dure para sempre.  Talvez o único que fique “de fora” é Antônio Palocci.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Câmara traz de volta a "quarentena" eleitoral

Em uma articulação capitaneada por partidos do Centrão e da oposição, a Câmara retomou na quarta-feira (15/09) a regra que prevê uma quarentena obrigatória para militares, policiais, promotores de Justiça e juízes que quiserem disputar as eleições a partir de 2026. A medida foi aprovada pelo placar de 279 votos a favor e 211 contra durante a votação de uma emenda ao Código Eleitoral. Para valer, o projeto ainda precisa passar pelo Senado. Na versão aprovada nesta quarta-feira, 15, o prazo para os candidatos se afastarem de suas funções ficou de quatro anos e não mais de cinco, como estava previsto originalmente no projeto. PSL, Podemos, Novo, PSOL e PV foram contra.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Preços do boi voltam a cair enquanto exportação à China segue suspensa

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção comercialização do país na quinta-feira (10/09). Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o ambiente em termos de negócios segue complicado. “Os frigoríficos exportadores seguem em seu trabalho de remanejar as escalas de abate até que haja uma posição concreta por parte da China. Já há notícias de tentativas de renegociação de contratos por parte de importadores chineses. Os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico também atuam de maneira tímida, já sinalizando para preços muito mais baixos na comparação com terça-feira (31/08) data que antecedeu a notícia dos casos atípicos de EEB no Brasil”, apontou Iglesias. Enquanto não houver a retomada das exportações com destino à China o mercado seguirá pressionado, com os frigoríficos tentando comprar em níveis cada vez mais baixos. “A logística ainda é uma grande preocupação, com pontos de bloqueio em alguns estados relevantes da região Centro-Sul”, disse o analista. Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 300 a R$ 305 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300 a R$ 301. Em Uberaba (MG), preços a R$ 306 a arroba. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Segundo Iglesias, a logística permanece como uma preocupação importante no decorrer da semana, com os frigoríficos encontrando dificuldades em escoar a produção com os bloqueios impostos em alguns estados. O temor está na ausência de caminhões. Além disso, os frigoríficos seguem remanejando a programação de abates enquanto a China está ausente das importações. O Quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.

sábado, 4 de setembro de 2021

Suspeita de 'Vaca Louca' em Belo Horizonte para frigoríficos em todo o Brasil

 O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou, na manhã do sábado (04/09), a ocorrência de um caso do mal da vaca louca em frigoríficos de Belo Horizonte e de Nova Canaã do Norte (MT). De acordo com a pasta, após a confirmação, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi notificada oficialmente. No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, ficam suspensas temporariamente as exportações de carne bovina. “A medida, que passa a valer a partir do sábado (04/09), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos”, afirmou em nota. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a China segue como principal destino da carne brasileira. No mês de julho, o volume total de exportação foi de 91.144 toneladas, com crescimento de 11,2%. “As receitas tiveram alta de 19,1% somaram US$ 525,5 milhões. Quando se observa o período de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020”, disse a Abiec. Os dois casos confirmados neste sábado foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada.  “Estes são o quarto e quinto casos de EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina] atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica” informou o ministério. Segundo o Mapa, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. “Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, disse. O Mapa ainda informou que a confirmação não altera o status do país como de “risco insignificante para doença”. “A OIE exclui a ocorrência de casos de EEB atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, disse. O caso registrado em Belo Horizonte acentuou a queda da atividade dos frigoríficos brasileiros, de acordo com a associação que representa o setor. “A notícia da vaca louca veio neste momento em que a ociosidade nos frigoríficos que trabalham somente com o mercado interno é bastante elevada e serviu para diminuir ainda mais o negócio de aquisição de bois diariamente”, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) em nota enviada na sexta-feira (03/09). Frigoríficos de todo o país vão suspender o abate de bois por conta da identificação de possível caso da doença conhecida como vaca louca. Segundo a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), a produção ficará reduzida da sexta-feira (03/09), com previsão de volta somente na quarta-feira (08/09). A associação informou que a paralisação não ocorre exclusivamente pela suspeita do caso da doença em Minas, mas também por causa do feriado de 7 de setembro. A decisão foi tomada pelos próprios frigoríficos, conforme a associação. A entidade espera que até lá o resultado do exame que vai confirmar ou não o caso de vaca louca já tenha sido divulgado pelo Ministério da Agricultura.

domingo, 22 de agosto de 2021

Pecuária pode viver um "apagão" de bezerros

A pecuária nacional tem vivido uma grande mudança, em todos os aspectos. A intensificação e a profissionalização no uso de tecnologias se tornou essencial para a sobrevivência na atividade. O uso e adoção da inseminação artificial no gado de corte no Brasil nunca foi tão expressivo quanto nos últimos anos. Mas, mesmo assim, o país deverá reviver o “apagão” de bezerros! No entanto, apesar do grande avanço desse mercado, o que deve promover uma maciça oferta de bezerros nos próximos anos, o presidente da entidade, o engenheiro agrônomo Márcio Nery, ainda prevê que a oferta de animais de reposição ainda deverá ser restrita, mantendo aquecido a valorização dos preços de bezerros e boi gordo pelo País. “Pode ser que em 2022 mais fêmeas comecem a entrar em produção, ou seja, teremos uma renovação de fêmeas em 2022 e talvez em 2023 a gente pode ter um aumento de produção de bezerros. Isso porque a pecuária pode crescer com a integração lavoura-pecuária assumindo também o papel de compradores desses bezerros. Então, o aumento da produção de bezerros desmamados de machos e fêmeas continue a não ser suficiente por conta da demanda internacional e nacional”, explica Nery em entrevista ao Portal DBO. Fatores que apontam para uma redução no volume de bezerros: Aumento no abate de matrizes no passado; Baixo volume de retenção de fêmeas no ano de 2020; Aumento dos custos de produção; Eventos climáticos impactando negativamente na oferta de pastagens; Estabilidade nos preços da arroba nos últimos meses, reduzindo a necessidade e poder de compra do pecuarista da recria/terminação. “Várias fazendas que eu visitei esse ano que tem agricultura e pecuária disseram que a pecuária de corte bateu a soja e o milho. Mas esse melhoramento genético vai permitir que essas constatações e que essa validação financeira do negócio continue, com toda a certeza”, diz Nery. Para ele, com a aceleração do melhoramento genético, com ênfase em precocidade sexual, a partir das técnicas de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), aos poucos vai reduzir o tempo do primeiro parto das novilhas. Fazendas que empenhavam as fêmeas aos 32 meses passam a emprenhar esses animais aos 22 meses. “As eficiências da pecuária de corte vão acontecer. Então entendo claramente que o rebanho nacional não cresce, mas se mantiver esse número de cabeças, vamos produzir três a quatro vezes mais do que a gente produz hoje”, diz Nery. Outro dado importante revelado pela Asbia é a taxa porcentual de fêmeas que estão efetivamente sendo inseminadas no País. No ano passado, o índice foi de 22% e nesse primeiro semestre já atinge cerca de 23% do rebanho de matrizes de corte no País. “Pode parecer pouco, mas quando a gente compara com os nossos competidores como a Argentina, o Uruguai, os Estados Unidos e a Austrália, são países que têm em média de 7% a 8% de taxa de utilização da inseminação artificial em seu rebanho de vacas”, diz o presidente da Asbia.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Com falta de gado em MT, frigoríficos podem fechar, diz sindicato

Segundo o Sindifrigo, as 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade.

A falta de animais para o abate pode paralisar as atividades em alguns frigoríficos de Mato Grosso, o maior produtor de carne bovina do país. O alerta é feito pelo presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT) Paulo Bellincanta. Em nota divulgada nesta segunda, 16, o sindicato lembra que a arroba do boi, com atraso de anos, atingiu os patamares dos preços internacionais e permanecerá neles. Este fato exigiu o ajuste no preço da carne para o mercado interno, o que ocorreu de maneira muito rápida em um momento em que a economia sofre com a realidade da pandemia. “São hábitos e costumes enraizados em nossa cultura e que precisarão se adaptar. A dura realidade da falta de matéria-prima para os frigoríficos tem trazido sérios problemas para o setor. Soma-se à ociosidade, que tem batido recordes a cada ano, o fator dos preços do produto final para o consumidor. O desequilíbrio entre a exportação e o mercado interno tem provocado um desequilíbrio maior ainda entre empresas exportadoras e não exportadoras”, afirma Bellincanta. O presidente do sindicato aponta que, do outro lado do consumo está o produtor do “boi”, concorrendo com o produtor de grãos que fatura 5 ou 6 vezes mais que ele e que não perde oportunidade de assedia-lo para alugar suas terras. “Ao longo de anos, o rebanho brasileiro veio se desgastando com o abate de matrizes e novilhas redundando neste momento em uma grave diminuição de oferta. Espera-se uma melhora do quadro uma vez que com preços melhores, muitas destas matrizes antes destinadas ao abate começaram a ser novamente destinadas à cria”, pontua o dirigente. Segundo destacou o sindicato, as 33 indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso trabalharam em 2020 com apenas 58,57% de capacidade. Do ano de 2018, os frigoríficos abateram cerca de 5.310.000 animais, arrecadando R$ 297 milhões, saltando no ano de 2020 para R$ 432 milhões, com apenas 5.126.000 animais abatidos. O presidente do Sindifrigo explica que, “mesmo com a redução no número de abate, a arrecadação aumentou em 45%, em decorrência dos preços maiores. Bons números a serem comemorados, se não fossem os problemas que atingem a indústria no estado”. A nota do sindicato diz que a falta da matéria prima traz uma concorrência entre os pequenos frigoríficos com difícil solução no curto prazo. A volta da oferta, a níveis em que as empresas retomassem sua capacidade instalada entre 75% a 80%, poderia tornar a concorrência mais equilibrada. “A realidade, porém, está muito distante e neste momento se faz urgente uma ação governamental para amenizar e permitir que as pequenas empresas atravessem este período sem danos maiores. Danos que poderiam atingir de pecuaristas a trabalhadores. O Estado pode e cabe a ele a responsabilidade social de auxiliar uma determinada atividade, atingida por fatores externos, para que ela possa buscar novamente um equilíbrio. Evitar hoje uma quebradeira em cadeia dominó é mais que uma opção, é uma urgência inteligente de quem quer que o setor não tenha prejuízos irreversíveis”, alerta Bellincanta. Segundo o Sindifrigo, os frigoríficos empregam hoje no estado 25.560 colaboradores diretos e movimenta um número incontável de atividades paralelas. Algumas cidades no interior têm no frigorífico sua maior renda e emprego, girando em torno dele comunidades inteiras. “Em muitos governos fomos chamados a sermos parceiros e nunca nos ausentamos de nossas responsabilidades, desejamos que nosso pleito de ajuda não seja visto apenas por meio de números em planilhas de gabinetes, mas que leve em conta nossa história que se entrelaça ao setor pecuário de Mato Grosso”, analisa Paulo Bellincanta.

domingo, 8 de agosto de 2021

FT: Jovens chineses preferem ‘ficar deitadão’ a se matar de trabalhar como os pais

Do Financial Times/Valor:  O contrato social da China está se esgarçando, e uma canção apagada da internet do país capta nitidamente o problema. “Ficar deitadão é bom, ficar deitadão é maravilhoso, ficar deitadão é correto, deite, porque assim você não cai”, canta Zhang Xinmin em chinês, deitado num sofá tocando um violão. “Ficar deitadão”, uma tendência entre jovens chineses que optam por não assumir empregos estressantes, representa a antítese de um modelo de desenvolvimento que gerou crescimento extraordinário ao longo de quarenta anos, ao mobilizar o esforço máximo de sua população. Pequim está mais do que um pouco perturbado. “Nesta era de turbulência, não existe ficar deitadão e esperar a prosperidade chegar”, disse Wu Qian, porta-voz do governo nesta semana. “Só existe a glória da luta e do esforço. Jovens, vamos lá!” Preocupações desse tipo estão por trás de várias iniciativas destinadas a galvanizar as pessoas e a estimular as famílias a terem mais filhos. Essencial entre essas medidas foi a decisão, na semana passada, de reprimir o ensino particular pós escolar, um setor que movimenta US$ 100 bilhões e que provoca estresse nas crianças ao mesmo tempo em que sobrecarrega as finanças de seus pais. Novas regras emitidas pelo conselho de ministros, ou Gabinete, proíbe ensino particular com fins lucrativos sobre os principais temas escolares. A notícia caiu como um raio, deprimindo os preços das ações de empresas líderes do setor, com ações negociadas nos EUA, TAL Education, New Oriental e Gaotu Techedu. A aversão do líder chinês, Xi Jinping, ao ensino particular pós-escolar, vinha se anunciando. Em março, ele criticou a “confusão” no setor e a qualificou de “doença crônica muito difícil de curar”. Mas o fato de que Pequim estar disposto a desfechar o que poderia ser um golpe mortal sobre um setor que emprega centenas de milhares de pessoas revela o grau de seriedade com que encara o problema. Para dezenas de milhões de pessoas de classe média nas grandes cidades chinesas, a vida se tornou uma roda de hamster de esforço crescente e recompensa decrescente. Um turbilhão de gastos com moradia, educação, serviços de saúde e outras despesas têm subido mais rápido do que a média dos salários, o que passa para muitas pessoas a sensação de correr sem parar e continuar no mesmo lugar. “As últimas medidas para reprimir as empresas de aulas de reforço fora da escola estão de acordo com o deslocamento do foco para a qualidade de vida da população chinesa”, disse Yu Jie, pesquisador sênior da Chatham House, think-tank com sede em Londres. Segundo dados da Sociedade Chinesa de Educação, o custo médio anual de aulas particulares para um aluno é de mais de 12 mil yuans (US$ 1.860), o que é superior ao salário médio mensal em um país com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de US$ 10.216 em 2019. Algumas famílias, no entanto, gastam até 300 mil yuans por ano com aulas de reforço em escolas reconhecidas de professores famosos. Esse fardo costuma ser exacerbado pela necessidade de pagar babás enquanto os pais trabalham longas horas em seus escritórios e enfrentam o trânsito confuso da hora do rush. Os pais que optam por morar na área de abrangência de escolas muito procuradas em cidades como Xangai pagam quantias exorbitantes pelo privilégio. “Pagamos mais de 3 milhões de yuans [US$ 465.116] pela nossa casa”, diz Yang Liu, que sai de sua casa em Xangai para trabalhar às 6h30 e só volta pouco antes de sua filha de seis anos ir para a cama, às 21h. Mesmo que oficialmente os jardins de infância sejam desencorajados a pedir trabalhos para depois das aulas, sua filha recebe lição de casa para todos os dias da semana. Ela precisa aprender caracteres chineses e palavras em inglês, memorizar poemas, praticar a leitura e tocar violino. O estresse que esse estilo de vida passa para os jovens solteiros tem um impacto que vai além de induzir alguns deles a “ficarem deitadões”. As estatísticas mostram que os casais têm adiado o casamento para mais tarde e a taxa de natalidade caiu vertiginosamente. Em 2020, houve apenas 12 milhões de nascimentos, em comparação aos 14,65 milhões de um ano antes. Como o número de mulheres em idade fértil (22 a 35 anos) deve cair em mais de 30% na próxima década, alguns especialistas preveem que o número de nascimentos pode diminuir para menos de 10 milhões por ano e a taxa de fertilidade da China pode se tornar a mais baixa do mundo. A realidade da vida diária para a classe média chinesa mostra uma imagem diferente daquela oferecida pelo aumento inexorável dos números do PIB. O custo de vida nas grandes cidades subiu drasticamente, o que encolheu a renda disponível das pessoas. Alicia García Herrero, economista-chefe para a região Ásia-Pacífico no banco de investimento Natixis, coloca isso de forma sucinta: “O grosso da população da China vive uma situação cada vez pior à medida que a acessibilidade à moradia continua a piorar e o acesso à educação e à saúde se torna cada vez mais caro.”