sábado, 12 de janeiro de 2013

Companhias suspendem voos ao Irã devido à economia do país

Duas empresas aéreas europeias anunciaram neste sábado que estão suspendendo seus voos para o Irã, um sinal de que o poder de compra dos iranianos, assim como sua economia, estão desmoronando com o peso das sanções ocidentais. A Air France-KLM suspenderá sua linha Amsterdã-Teerã a partir de abril de 2013, disse um porta-voz da companhia. Atualmente a empresa faz quatro voos por semana para o Irã. A Austrian Airlines, braço da alemã Deutsche Lufthansa, está cancelando seus voos para o Irã devido à falta de demanda, disse um porta-voz. O último voo da companhia de Viena a Teerã será em 13 de janeiro. Ela costumava voar quatro vezes por semana para Teerã mas reduziu para três em novembro. O rial iraniano perdeu cerca de dois terços de seu valor frente ao dólar no ano passado, após as sanções dos EUA ao seu banco central e o embargo da União Europeia ao petróleo iraniano, por conta do polêmico programa nuclear do Irã. A depreciação tem feito com que bens importados e bilhetes aéreos internacionais fiquem mais caros para os iranianos. Um porta-voz da Lufthansa disse que a companhia alemã continuará a voar para Teerã cinco vezes por semana. A italiana Alitalia também faz voos para o Irã, de acordo com seu website. Os EUA e seus aliados na Europa temem que o Irã esteja tentando construir uma bomba sob o disfarce de um programa nuclear civil. O Irã diz que seu programa é puramente pacífico.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Bye-Bye MD-80 !







O conhecido e clássico Mad-Dog (cachorro louco em português) deixou a frota da Alitalia (confira as imagens acima). O equipamento fez a história da aviação comercial e um pedaço da história da empresa, especialmente aqueles que foram os seus anos de ouro antes da grande crise. No seu último vôo que ocorreu em 17 de dezembro último, a aeronave "Syracuse", decolou de Roma Fiumicino às 10h30 para chegar aos céus de Veneza, onde foi acompanhada pela equipe acrobática "Frecce Tricolori". "A aeronave que nós saudamos hoje - disse o CEO da de Alitalia Andrea Ragnetti durante o vôo - foi ao longo dos anos, a história da empresa e de todo o sistema de transporte aéreo nacional, tornando a marca Alitalia conhecida na Itália, na Europa e no Norte da África. "Ragnetti disse: "Hoje celebramos um avião que levou milhões de passageiros e cujo serviço coincidiu com a época mais bonita da Alitalia antes da crise. Mas agora temos de olhar em frente e preparar-nos para um futuro que é digno de seu passado. Demos início a uma renovação da frota em anos muito difíceis, investindo US $ 3 bilhões e agora estamos em linha com os melhores padrões do mundo. A frota da Alitalia é uma das mais jovens, com uma média de 6,5 anos, e baixo impacto ambiental no mundo. Em suma, que nos preparemos para 2013 e 2014, que serão anos difíceis, mas que atravessaremos com melhoria contínua e progresso em nossas operações ". Desde janeiro de 2009, a Alitalia lançou um plano de renovação da frota com a entrada de 55 novas aeronaves, incluindo os modelos para operações regionais (Embraer 190 e 175), aviões de médio curso (Airbus A319 e A320), e de longo alcance (A330). Destes 55 novos aviões, 21 ocorreram desde o início de 2012. Em 2013, outras novas aeronaves serão incorporadas a frota da Alitalia. No período 2009-2012 foram 67 aeronaves desativadas, dos quais 41 a partir do início de 2012. O MD-80 entrou na frota em 1983. Com 92 exemplares a Alitalia foi a terceira maior operadora do mundo e a primeira da Europa em quantidade do modelo na frota. A Alitalia transportou com seus clássicos MD-80 mais de 40 milhões de passageiros na Itália e na Europa, com confiabilidade e segurança. Vai deixar saudades.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tucanos cogitam Luciano Huck e Alvaro Dias para disputar o governo do Rio

O blog Brasil 247 informou: A disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2014 terá duas candidaturas fortes alinhadas com a presidente Dilma. Tanto Luiz Fernando Pezão, do PMDB, como Lindbergh Farias, não têm alternativa, a não ser apoiá-la. A terceira chapa, de Anthony Garotinho, também parte de um partido, o PP, que faz parte da base aliada. Dos três, no entanto, Garotinho seria o personagem mais livre para apoiar um outro projeto presidencial – no caso, o de Aécio Neves, do PSDB. Ocorre que Garotinho não é exatamente o sonho de consumo dos tucanos para montar, no Rio, um palanque forte para a candidatura do senador mineiro. Num estado onde o partido se tornou irrelevante nos últimos anos, o PSDB começa a flertar com nomes supreendentes. De acordo com a coluna do jornalista Ilimar Franco, do Globo, o sonho de consumo do PSDB para o Rio é o apresentador Luciano Huck. Mas não estão descartados economistas ligados ao Plano Real, como Pedro Malan e Armínio Fraga. E se ninguém aceitar, os tucanos estudariam até importar candidatos como José Serra e Álvaro Dias.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz 2013 !

Espero que todos tenham tido um excelente Natal, celebrando o nascimento de Cristo. Desejo a todos os meus amigos, leitores e colaboradores um excelente ano de 2012, com muita saúde, paz e felicidade.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Richa é hoje o favorito para a reeleição, segundo a Paraná Pesquisas

A corrida eleitoral para o governo do estado em 2014 pode ser bastante acirrada. Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido do jornal Gazeta do Povo, mostra que, em um dos cenários, cinco possíveis candidatos teriam mais do que 10% dos votos. Já nos cenários de segundo turno a vantagem é do atual governador, Beto Richa (PSDB). Entretanto, a pesquisa espontânea revela que 69% dos paranaenses ainda não têm candidato de preferência. Em um cenário com Richa, Gleisi Hoffmann (PT), Roberto Requião (PMDB), Osmar Dias (PDT) e Ratinho Jr. (PSC), as eleições poderiam ser mais emocionantes que o primeiro turno da capital em 2012. Richa aparece na liderança com 29% dos votos totais. Já os outros quatro nomes estariam todos empatados tecnicamente. A ministra teria 17%; o senador, 16%; o ex-senador, 15%; e o deputado federal, 14%. Entretanto, as últimas movimentações políticas mostram que Requião tem poucas chances de se candidatar ao governo do estado, já que ficou isolado dentro de seu partido. Osmar e Ratinho também são nomes incertos: o primeiro está afastado da política local desde a derrota nas eleições de 2010, enquanto o segundo ensaia uma aproximação com o grupo político de Beto Richa. Em uma disputa apenas com Gleisi, Richa teria hoje uma vitória mais tranquila: faria 51%, contra 36% da petista. Contra Requião, Richa venceria por 55% a 31%; e contra Osmar, por 50% a 35%.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Monti: plano para 'mudar a Itália'

Emprego, justiça, impostos sobre grandes patrimônios e salário mínimo constam do programa de Mario Monti, denominado 'Mudar a Itália, reformar a Europa, um programa com um compromisso comum', divulgado este domingo na internet. O programa, de 25 páginas, tem como objetivo seguir as reformas iniciadas há treze meses de forma a não repetir a emergência econômica que pôs a Itália à beira do abismo e de deixar o euro. 'Será preciso trabalhar com paciência para termos mais credibilidade e peso na Europa, que é o que ocorreu em 2012', declarou Monti antes de divulgá-lo. O plano aborda o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, delineia os instrumentos para a estabilidade do mercado dos títulos soberanos. 'É preciso construir uma Europa mais integrada, solidária e que repila todo populismo', diz o texto. O documento propõe a 'drástica' modernização e simplificação do mercado de trabalho e a superação da rivalidade entre trabalhadores com um contrato e, portanto, protegidos e aqueles precários. Lança um programa para fomentar o emprego para jovens com incentivos para empresas que contratem menores de 30 anos. A agenda de Monti apoia uma liberalização do comércio e dos serviços e, portanto, a abertura destes setores. Proíbe que se usem recursos públicos para o crescimento e promete manter as 'finanças sanadas', com a finalidade de garantir o equilíbrio orçamentário em 2013 e reduzir a dívida pública de 5% ao ano a partir de 2015. O impopular imposto sobre a moradia, introduzido novamente por Monti, após ter sido abolido por Silvio Berlusconi, poderia a ser revisado, mas não eliminado. O programa mantém a redução dos gastos públicos de forma decisiva. Ele propõe introduzir um novo imposto aos grandes patrimônios e aos produtos de luxo para diminuir a pressão fiscal sobre os trabalhadores assalariados. O combate à fraude fiscal será um de seus lemas. 'Odeio que se considere o pagamento de impostos como uma forma, por parte do Estado, de se meter nos bolsos dos cidadãos. Pagar impostos é um dever dos cidadãos. Não fazê-lo é roubar outros cidadãos', escreveu. Fomentar o investimento estrangeiro na Itália e reduzir os custos do Parlamento e o número de províncias constam na agenda. Também propõe que se reduza 'notavelmente' o financiamento aos partidos. Um tema chave é a adoção de uma lei para evitar o conflito de interesses entre os parlamentares e ministros e suas empresas e cargos públicos. Monti propõe um salário mínimo garantido para aqueles que terminam cursos ou estudos profissionalizantes. Para a mulher, quer criar um fundo especial com incentivos para que a taxa de natalidade aumente na Itália, pois é uma das mais baixas da Europa. As informações são do Portal G1.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Xadrez político na Itália tem Monti, Bersani e, claro, Berlusconi

A disputa eleitoral na Itália mal começou, mas as principais figuras do jogo político já podem ser delineadas. Até aqui, os indícios são de que o ex-premiê Silvio Berlusconi, ressurgido depois de ser obrigado a renunciar no ano passado poderá duelar com o tecnocrata Mario Monti, que renunciou ao cargo nesta sexta-feira. Mas um terceiro nome deverá ser o maior adversário para quem quer que almeje um cargo de primeiro-ministro: o líder do Partido Democrático (PD), Pier Luigi Bersani. Pesquisas de opinião, sem exceções, apontam a legenda de centro-esquerda e seus aliados como favoritos para conquistar a maioria no Parlamento nas próximas eleições. Uma análise feita pela revista britânica The Economist afirma que uma coalizão construída em torno de Mario Monti teria dificuldade para superar o PD nacionalmente, mas poderia barrar as chances do partido de dominar tanto a Câmara dos Deputados como o Senado. Segundo as regras eleitorais da Itália, a coalizão que ficar em primeiro lugar nas eleições recebe um bônus que lhe garante a maioria na Câmara dos Deputados. No Senado, no entanto, o bônus é alocado por região. O grande risco desse sistema para a governabilidade da Itália será um resultado que dê a uma coalizão a maioria na Câmara, mas não no Senado. O tecnocrata poderia, desta forma, ser candidato ou endossar uma aliança de centro, reunindo o apoio de alguns importantes membros do partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade (PdL), que devem abandonar a legenda, como por exemplo, o ex-ministro de Relações Exteriores Franco Frattini. A coalizão poderia incluir ainda um partido veterano, União dos Democratas-Cristãos, e também do incipiente Movimento para a Terceira República, liderado pelo dono da Ferrari, Luca di Montezemolo e fundado especificamente como um veículo para o primeiro-ministro. Além disso, grandes empresários e setores da Igreja Católica já sinalizaram apoio ao premiê. Todos esses apoios dariam a Monti a condição de tirar votos do PdL, que já aparece bem atrás nas pesquisas, com 15% das intenções de voto. Completando o cenário favorável a Monti está o fato de que Berlusconi foi derrotado duas vezes em cinco eleições, as duas para um discreto professor de economia com impecáveis credenciais europeias, Romano Prodi. “Um problema central da democracia italiana é que seus dois principais partidos são uma confusa mistura ideológica. À esquerda, o Partido Democrático é o fruto do casamento entre ex-comunistas e antigos cristãos-democratas. À direita, o Povo da Liberdade é o resultado da fusão entre neo-fascistas reconstruídos e seguidores heterogêneos de Berlusconi, uma gama de oportunistas, ex-socialistas, conservadores e liberais ocasionais”, adverte a Economist, apontando Monti como uma alternativa de construção de uma nova via no país. Mas como o adversário a ser batido parece ser Bersani, Monti também poderia unir forças com ele depois da eleição, empurrando o PdL para a oposição, junto com integrantes do Movimento Cinco Estrelas, partido opositor fundado por um ex-comediante, Beppe Grillo. O tecnocrata anunciou que renunciaria ao cargo depois de perder o apoio do PdL no início de dezembro. A decisão de Monti teria como objetivo impedir que Berlusconi encabece uma campanha eleitoral com mira no governo de Monti – o que o ex-premiê já colocou em prática, com críticas às medidas de austeridade do governo. As declarações de Berlusconi, no entanto, oscilam entre o franco ataque ao atual governo e eventuais recuos – como ao dizer, na semana passada, que se o chefe de governo liderasse a corrente moderada, desistiria de se candidatar. O próximo governo da Itália deve se concentrar em reformas financeiras que promovam a competitividade nos mercados e encorajem os investimentos no país, explica uma análise do The New York Times. Nesse cenário, não haveria espaço para Berlusconi, o ‘bicho-papão dos investidores que simboliza a natureza caótica da política italiana'. Segundo o The Wall Street Journal, a próxima eleição italiana não será decidida com base na personalidade dos candidatos, mas na tensão entre austeridade e gastos que preocupa tanto a Europa inteira. A maioria dos italianos, cansados das medidas de austeridade de Monti, não se importa se o Banco Central Europeu estremece ao imaginar um retorno triunfante de Berlusconi, segundo o jornal. A previsão é de que talvez a Itália experimente o sentimento que cresce na Europa nessa nova fase da crise do euro: exaustão com austeridade e uma volta do otimismo, mesmo que delirante. Nesse caso, haveria espaço para uma volta de Berlusconi. Fonte: Revista Veja.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Oferta da Avianca pela TAP é recusada

Nesta semana, o governo português rejeitou a oferta do empresário colombiano-brasileiro Germán Efromofich, um dos donos da Avianca, pela companhia aérea TAP. Com a decisão, o processo de privatização da companhia aérea foi suspenso, uma vez que a Avianca tinha sido a única a apresentar proposta. Há rumores de que a proposta da Avianca girou em torno de 1,5 bilhão de euros.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Carrefour suspende comércio eletrônico no Brasil em plano de reestruturação


O Carrefour suspendeu hoje seu negócio de comércio eletrônico. Quem entrar no site www.carrefour.com.br vai se deparar com um comunicado da empresa, informando que a decisão faz parte de um "plano de reestrutução adotado com sucesso há mais de dois anos". A empresa ainda informa que vai focar na expansão e revitalização de seus hipermercados, na ampliação da rede popular Atacadão, no crescimento do Carrefour Soluções Financeiras, que é voltada para a classe C, e no "desenvolvimento de novos formatos para atender o mercado local". Veja o comunicado completo: "O Grupo Carrefour Brasil anuncia hoje, 7 de dezembro, a decisão de suspender suas atividades no segmento de e-commerce, em continuidade ao plano de reestruturação adotado com sucesso há mais de dois anos. Entre os pilares de atuação definidos pela companhia estão o fortalecimento da operação de hipermercados, por meio da revitalização de suas lojas e da expansão do conceito de nova geração, implementado em duas unidades do Estado de São Paulo, e que registra consistentes resultados; o acelerado plano de expansão do Atacadão; o posicionamento estratégico do Carrefour Soluções Financeiras frente ao crescimento da nova classe média; além do desenvolvimento de novos formatos para atender o mercado local. O Grupo Carrefour Brasil ressalta seu compromisso com os mais de 25 milhões de consumidores que atende mensalmente e honrará com todas as entregas de produtos referentes às compras realizadas no site, bem como demais suportes que seus clientes venham a precisar."

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Agência de viagens Tia Augusta suspende atividades

A Tia Augusta Turismo, operadora de viagens, anunciou hoje a suspensão de suas atividades e não há previsão de volta, segundo comunicado oficial. Desde 30 de outubro, quando a empresa entrou em Recuperação Judicial, somente pacotes de terceiros estavam sendo vendidos. Ainda de acordo com o comunicado, a operadora estava com dificuldades financeiras desde 2008. Neste ano, os problemas foram agravados com a alta do dólar e a baixa de mais de 50% das vendas. Segundo a direção, cerca de 500 clientes que compraram pacotes de viagens antes de 30 de outubro com data de embarque até o Carnaval de 2013 estão sendo orientados e terão suporte para serem acomodados com descontos em outras operadoras. Há uma equipe à disposição no telefone: 011-3068-5118. Fundada em 1973, hoje a Tia Augusta Turismo conta com uma loja de rua e três unidades em shoppings. O faturamento de 2011 foi de 40 milhões de reais.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Taxa de juros para empresas e famílias chega ao menor valor em 18 anos

A taxa de juros continuou em trajetória de redução, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central (BC). A taxa de juros cobrada das famílias caiu 0,4 ponto percentual para 35,4% ao ano, de setembro para outubro. Essa é a menor taxa registrada pelo BC na série histórica, iniciada em 1994. A taxa cobrada das empresas também atingiu o menor nível desde 2000, ao cair 0,5 ponto percentual e ficar em 22,1% ao ano. A partir desses dados, a taxa média de juros de empresas e pessoas físicas recuou 0,6 ponto percentual e ficou em 29,3% ao ano. O spread (diferença entre a taxa de captação de dinheiro pelo banco e a cobrada dos clientes) teve queda de 0,1 ponto percentual para pessoas físicas e ficou em 27,8 pontos percentuais. No caso das empresas, a redução foi 0,3 ponto percentual para 15 pontos percentuais. A inadimplência, considerados os atrasos acima de 90 dias, ficou estável para as famílias em 5,9%. Em outubro, as empresas tiveram inadimplência 0,1 ponto percentual maior que em setembro, ao ficar em 4,1%. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rolling Stones voltam no tempo em turnê cheia de hits

Os Rolling Stones voltaram no tempo em grande estilo ao realizarem, ontem, no domingo, seu primeiro show em cinco anos, revisitando os sucessos do meio século de trajetória artística da banda. Diante de 20 mil pessoas que lotaram a O2 Arena, em Londres, os roqueiros rebateram desde a primeira música –-“I Wanna Be Your Man”-– as suspeitas de que a idade poderia ter tirado o pique da banda. Mais de duas horas depois, o quarteto continuava com a corda toda, oferecendo um bis que incluiu “You Can’t Always Get What You Want” e “Jumpin’ Jack Flash”. Entrementes, houve participações de convidados como a cantora e compositora norte-americana Mary J. Blige, em “Gimme Shelter”, e o guitarrista Jeff Beck, em “I’m Going Down”. Bill Wyman e Mick Taylor, ex-integrantes da banda, também fizeram companhia a Mick Jagger, Ronnie Wood, Keith Richards e Charlie Watts, algo inédito em 20 anos. “Levamos 50 anos para irmos de Dartford a Greenwich!”, disse Jagger, referindo-se à sua cidade de origem, a poucos quilômetros do bairro londrino onde o show aconteceu. “Mas, vocês sabem, nós conseguimos. O que é ainda mais incrível é que vocês ainda estão nos vendo... Não podemos lhes agradecer suficientemente.” Depois do show de domingo à noite, os Stones ainda farão outra apresentação na 02 Arena, e em seguida atravessam o Atlântico para três apresentadores nos EUA.

domingo, 25 de novembro de 2012

Grande Prêmio Brasil Petrobrás de Fórmula 1 2012

Estive no último domingo (25/11) com meu irmão Jose Nilson Sacchelli Ribeiro no Hospitality Center da Renault Nissan, durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Na fotografia estou com o Presidente Mundial da Renault Nissan Carlos Ghosn e o governador do Paraná Beto Richa. Gostei muito de ter participado de mais este Grande Prêmio em Interlagos, onde encontrei vários amigos. A disputa foi acirrada, emocionante e sagrou Sebastian Vettel da RBR como vencedor do Mundial de Pilotos 2012. Aos 25 anos e 145 dias, Sebastian Vettel superou Ayrton Senna e se tornou o tricampeão mais jovem da história da Fórmula 1 neste domingo.  O GP do Brasil também marcou a segunda aposentadoria de Michael Schumacher, que terminou com a sétima posição. Outro que estava se despedindo era Lewis Hamilton, só que da McLaren. Ele vai correr na Mercedes no ano que vem, e só não deu adeus à equipe que o revelou com uma vitória porque foi atingido por Nico Hulkenberg quando liderava a prova. O piloto britânico Jenson Button, da McLaren acabou vencendo a prova em Interlagos (Fotografia: Assessoria de Comunicação Renault)

Button vence em Interlagos, e Vettel se torna o tricampeão mais jovem da história

Aos 25 anos e 145 dias, Sebastian Vettel superou Ayrton Senna e se tornou o tricampeão mais jovem da história da Fórmula 1 neste domingo. O alemão da Red Bull só precisou de um sexto lugar no GP do Brasil para se manter à frente de Fernando Alonso na classificação. O espanhol chegou no pódio, mas não foi suficiente. Em uma corrida dramática marcada pelo vaivém da chuva, Jenson Button confirmou o domínio da McLaren em Interlagos e conquistou a vitória. Alonso chegou em segundo, e Felipe Massa em terceiro. Mas, com o sexto lugar de Vettel, o espanhol precisaria vencer para ser campeão. O alemão chegou a Interlagos com 13 pontos de vantagem sobre Fernando Alonso. Chegou a rodar na primeira volta, mas se recuperou e fez o que precisava para conseguir o título, com apenas três pontos de vantagem sobre o espanhol. Ele já era o campeão mais jovem da história, e agora superou Ayrton Senna, que até então era o dono dessa marca entre os tricampeões. O ídolo brasileiro tinha 31 anos quando conquistou seu terceiro título em 1991. Além disso, ele se tornou o terceiro piloto na história a conquistar três títulos consecutivos na categoria, junto com Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher. A chuva deu ares de dramaticidade ao final da prova, com Vettel precisando ganhar posições para ficar com o título. Após passar Schumacher e Kobayashi, se manteve em sexto. Faltando duas voltas, Di Resta bateu e forçou a entrada do Safety Car na pista. E Alonso ficou a uma ultrapassagem de se tornar tricampeão. Teve que se contentar com o vice-campeonato, assim como em 2010.

sábado, 24 de novembro de 2012

Hamilton faz a pole em Interlagos, e Vettel larga três posições à frente de Alonso

Em sua última corrida pela McLaren, Lewis Hamilton fez a pole position no GP do Brasil, última corrida do campeonato que vai decidir o campeão de 2012. Favorito, Sebastian Vettel vai sair em quarto, justamente a posição que precisa para assegurar o título. Seu rival Fernando Alonso vai largar três posições atrás, em sétimo. Para superar o alemão e ficar com a taça, o espanhol da Ferrari precisa de pelo menos um pódio em Interlagos. A largada será amanhã, às 14 horas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Larry Hagman falece em Dallas aos 81 anos

O ator Larry Hagman , que ficou mundialmente conhecido com o personagem J.R. Ewing, o vilão da série Dallas, morreu nesta sexta-feira (23/11), aos 81 anos, em Dallas, em decorrência de complicações desenvolvidas de sua luta contra o câncer de garganta, segundo informações do diário "DallasNews". O dia de sua morte coincidiu com a celebração do Dia de Ação de Graças nos EUA e ele estava reunido com seus familiares e amigos no hospital. "Quando expirou, estava cercado por seus entes queridos. Partiu tranquilamente, como ele teria desejado", segundo nota divulgado pela família do ator. Larry nasceu em 21 de setembro de 1931, em Fort Worth (Texas) e ganhou projeção mundial com o personagem John Ross Ewing, o J.R da série "Dallas", um homem ganancioso, capaz de qualquer atitude para conseguir dinheiro e poder. Atualmente, ele estava em "Dallas 2.0", a nova versão da série dos anos 70, exibido no canal Warner Bros, aqui no Brasil. Além deste papel, ele ficou conhecido também com o personagem Major Anthony Nelson, em "Jeannie é um Gênio", sua primeira atuação de grande destaque. Ele era casado com decoradora sueca Maj Axelsson, desde de 1954, com quem teve dois filhos. Lamento muito a morte de Larry,  pois J.R. Ewing sempre foi um personagem que sempre acompanhei, brilhantemente interpretado por ele ao longo de décadas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

KISS no Rio de Janeiro

Após passarem por Porto Alegre e São Paulo a banda de rock KISS fez uma grande apresentação no Rio de Janeiro, no HSBC Arena, sábado último (18/11). Na oportunidade levei a bandeira de nossa cidade, Apucarana, norte do Paraná, e fotografamos juntos com Gene Simmons, Eric Singer, Paul Stanley e Tommy Thayer, de quem ganhei a guitarra utilizada no show. Foi um grande presente do "spaceman". Esta guitarra é uma Epiphone "Les Paul", exclusiva para o KISS. Fiquei lisonjeado. Também tive a oportunidade de participar de um "Acoustic Set List" com a banda, algumas horas antes do show. Abaixo algumas fotografias. (KISS Catalogs e Frizz Mídia).











domingo, 18 de novembro de 2012

KISS fala após apresentação em São Paulo


Esta matéria foi publicada pelo Portal Terra, que transmitiu ao vivo o show do KISS em São Paulo.

"Acreditamos que devemos dar às pessoas o melhor show possível, para garantir que elas façam valer o seu dinheiro, e fazê-las sempre acreditar que podem conquistar qualquer coisa na vida. Todo mundo é um membro do Kiss", discursa, com clichês e frases de efeito, Stanley, apoiado pelos olhares atentos dos colegas de estrada. O clima de espetáculo domina os integrantes da banda bem antes da apresentação da noite. À exceção dos membros da produção, ninguém pode vê-los sem suas famosas pinturas faciais, a exemplo do que impunham na década de 1970, quando o grande público sequer conhecia seus rostos. Fotografias de cara limpa são terminantemente proibidas, com profissionais da área tendo de assinar uma cláusula obrigatória sobre isso, em contrato redigido em inglês. A segurança nos bastidores também é grande. Dois sujeitos com altura semelhante à dos músicos, com a diferença de não usarem saltos plataforma, os cercam a cada passo dado. Na verdade, com uma exceção: o baterista Eric Singer, que assumiu a "máscara" antes pertencente a Peter Criss, a de "homem-gato", caminhava solto e descontraído pelo local, cantarolando canções em alto e bom som pelos corredores do sambódromo, onde estavam instalados os camarins do quarteto. "Que cara é essa? Você está com medo?", indagou, sorridente, a uma garota da organização que o mirava enquanto aguardava seus colegas para a entrevista. A teatralidade também começa tão logo as maquiagens estão prontas. Ao menos para o mais performático dos integrantes, Gene Simmons, que desde a década de 1970 interpreta no palco um demônio cuspidor de sangue e fogo. Enquanto o quarteto conversava rapidamente com um canal de TV, o baixista deixou seu posto ao lado dos colegas em três oportunidades para brincar com um funcionário da promotora da turnê no Brasil, "agarrando" seu pescoço como se fosse esganá-lo, colocando a mão sobre suas orelhas ou apenas se aproximando e olhando-o de cima para baixo de forma intimidatória. as, conhecido por seu tino para os negócios e paixão pelo dinheiro, Simmons ganha um ar de total seriedade ao falar de qualquer assunto relacionado à banda. Principalmente se este estiver de alguma maneira ligado ao line-up anterior do Kiss, formado por Ace Frehley e Peter Criss, respectivamente, guitarrista e baterista originais do grupo, demitidos pouco mais de cinco anos depois de terem se reunido ao grupo, na bem-sucedida Reunion Tour, de 1996. "A formação anterior teve muitos problemas. Você não pode jogar futebol se alguns dos atletas do seu time estão drogados ou bêbados. Se eles são criadores de problemas", alfinetou, exaltando a prolífica fase em que o grupo vive, com dois discos de estúdio lançados em um intervalo de apenas três anos - antes disso, o último trabalho de estúdio do Kiss havia sido Psycho Circus, de 1998. "A razão pela qual conseguimos fazer Sonic Boom (2009) e, pouco depois, Monster, foi porque este time é sólido. Todos por um e um por todos." As décadas na estrada que arrecadaram milhões em vendas de discos, turnês e produtos licenciados dos mais variados - como camisinhas, bonecos, revistas em quadrinhos e até caixões - também proveu tranquilidade profissional à banda. Se, nos anos 1970, quando iniciou sua carreira, o grupo sofria pressão para gravar discos em períodos de tempo reduzidos, chegando a lançar mais de um trabalho no mesmo ano, hoje Simmons garante que tudo ocorre naturalmente. Dessa forma, novos álbuns do Kiss podem surgir daqui um ou dez anos, dependendo da vontade de seus líderes. "Nós poderíamos estar no estúdio agora, fazendo um novo disco, mas levamos o tempo que precisamos levar. Quando você está pintando um quadro, criando alguma coisa, não pode existir um prazo definido para finalizá-lo. Você tem o tempo que quer e que precisa para ele ficar bom", explica. "Como a fase é incrível, conseguimos fazer esses dois lançamentos em um período muito menor do que o da maioria das outras bandas." Enquanto os dois líderes do grupo discorrem sobre as diferenças de suas fases anteriores, Eric Singer, mexendo-se inquietamente, e Tommy Thayer, com sorriso constante, apenas observam. Isso até o momento em que os quatro são questionados sobre a ausência de hits da fase sem "máscaras" nos shows. "Não, mas ainda tocamos Hide Your Heart, Tears are Falling", defendem-se o baterista e o guitarrista, citando músicas apresentadas durante o encontro fechado com fãs que precedeu o espetáculo principal, já na arena.  "É verdade. Hoje tocamos músicas de todas as fases, de surpresa, aquelas mais pedidas pelos fãs, que raramente tocamos ao vivo. De fato, as executamos muito bem", prosseguiu Stanley. Mas por que, então, não incluí-las também no set-list principal, para serem acompanhadas por todo o público? "Bem, no repertório atual temos Lick it Up. Há sempre uma enorme gama de canções que podemos tocar, então precisamos escolher. Na próxima vez que viermos a São Paulo, poderemos tocar algumas das outras no show também."  Apesar de o visual ser, à exceção de um outro detalhe, o mesmo daquele adotado quase 40 anos atrás, os sinais da idade são cada vez mais nítidos entre os músicos do quarteto. Stanley ainda canta, pula, dança e até arrisca uma "voltinha" de tirolesa até um palco localizado ao centro da pista, de onde comanda o clássico Love Gun, mas seus gritos agudos claramente não são mais os mesmos, soando muitas vezes quase inaudíveis ao público, devido à perda de potência de sua voz. E não poderia ser diferente: hoje, o Kiss é uma banda de cinquentões e sessentões. Stanley está com 60 anos, Gene, com 63, e Singer e Thayer, respectivamente, com 54 e 52 anos. A média de idade é semelhante à dos integrantes de grupos como Judas Priest e Scorpions, que decidiram frear suas carreiras, fazendo turnês de curta duração e encerrando, ou espaçando cada vez mais, a produção de novos discos.  Stanley, no entanto, garante que a prolífica fase atual não é passageira e sim a realidade do quarteto daqui para frente. "Não há paradas, pois o Kiss nunca pode parar", diz, abrindo a possibilidade até para um futuro do grupo sem ele e Simmons, uma vez que a banda já teria superado há muito a importância de seus fundadores. "Mesmo que nós paremos, o Kiss pode e deve continuar. Porque nós somos o Kiss hoje, mas, assim como ocorre com ótimos jogadores de futebol por aí, seus times seguem em frente quando eles os abandonam", metaforizou.  As dezenas de pessoas que se amontoavam do lado de fora da área dos camarins continuam ali, aguardando a chegada de seus ídolos para com eles pegar autógrafos e tirar fotos. O tempo passa, o horário do show se aproxima. Subitamente, a entrevista é encerrada. Seguranças cercam apressadamente os quatro músicos e avisam que ninguém sai do local até eles o fazerem. Com a mesma pose teatral dos anos 1970, o Kiss caminha calmamente, cada um em seu personagem, para dois dos veículos de luxo estacionados na área externa do local. Singer volta a cantarolar animadamente, sem timidez, para todos no ambiente ouvi-lo. Em vez de se sentarem nos assentos dos carros, no entanto, eles se dividem em duplas e se acomodam nos porta-malas, com as pernas balançando para fora. Fazem pose, parecem garotos em início de carreira. Mas é o Kiss, buscando sempre um grande estilo para manter a magia de sua imagem na mente de seus admiradores.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

China troca líder e respira com reeleição de Obama

Do jornal "O Globo": No dia seguinte aos Estados Unidos confiarem a Barack Obama um novo mandato, chega a vez de o 18º Congresso do Partido Comunista Chinês iniciar seu encontro nesta quinta-feira. Ao contrário de Washington, em Pequim é tempo de mudança - mesmo que cuidadosamente orquestrada. Nas sessões que começam hoje e se estendem até quarta-feira, o presidente Hu Jintao apresentará sua renúncia, e o partido empossará Xi Jinping como seu novo chefe. Mais imprevisível será a relação do novo mandatário com a Casa Branca, após meses de campanha em que republicanos principalmente, mas também democratas, transformaram Pequim em bode expiatório. De acordo com a agência estatal Xinhua, Hu congratulou Obama, afirmando que as relações sino-americanas fizeram “progressos positivos nos últimos quatro anos”, um resultado dos esforços conjuntos. Como quase todo o planeta, a China torcia pela reeleição de Obama. Menos pelos méritos do democrata do que pelas ameaças de seu oponente, Mitt Romney, de proclamar uma guerra cambial contra Pequim. A China está feliz com a vitória de Obama - avaliou o cientista político Frank Ching à emissora CNN. - É melhor ter o diabo que você já conhece do que aquele que você não sabe quem é. Obama contribuiu para estremecer as relações com o parceiro asiático. Impôs tarifas sobre painéis solares e pneus importados da China e apresentou uma nova queixa na Organização Mundial do Comércio contra Pequim por subsídios ao setor automotivo. Estas medidas, anunciadas durante a campanha, não seriam apenas para angariar votos de conservadores. São interpretadas, também, como um endurecimento nas relações com a China. A potência asiática é um dos principais parceiros econômicos dos EUA. Pequim possui mais de US$ 1 trilhão em títulos da dívida dos EUA, e as exportações americanas para a China não param de crescer.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Obama é reeleito presidente dos EUA e tem muitos desafios pela frente


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi reeleito para um segundo mandato na Casa Branca na terça-feira com uma clara vitória sobre o rival republicano Mitt Romney, superando as dúvidas profundas sobre a gestão da economia dos EUA. Os norte-americanos escolheram permanecer com um governo dividido em Washington, mantendo o democrata na Casa Branca e deixando o Congresso como estava, com os democratas controlando o Senado e os republicanos na liderança da Câmara dos Deputados. Obama disse a milhares de simpatizantes em Chicago, que aplaudiram cada palavra dele, que "escolhemos a nós mesmos, nós nos recuperamos" e que o melhor para os Estados Unidos ainda está por vir. O presidente prometeu ouvir os dois lados da política dos EUA nas próximas semanas e disse que irá voltar à Casa Branca mais determinado do que nunca para enfrentar os desafios do país. "Se eu recebi o seu voto ou não, eu ouvi vocês, eu aprendi com vocês. E vocês fizeram de mim um presidente melhor", disse Obama. No voto popular, o resultado permanecia extremamente apertado nacionalmente, com 50 por cento para Obama e 49 por cento para Romney, após uma campanha na qual os candidatos e seus aliados gastaram 2 bilhões de dólares combinados. Romney, um multimilionário ex-executivo de empresas de investimento, superou uma série de tropeços ao longo da campanha ao derrotar o presidente no primeiro dos três debates presidenciais. O também ex-governador de Massachusetts, de 65 anos, reconheceu a derrota em um discurso polido a seus frustrados eleitores em um centro de convenção no centro de Boston. Romney telefonou para Obama para reconhecer a derrota depois de uma breve controvérsia se o presidente realmente havia vencido em Ohio. Esse é um momento de grandes desafios para a América, e eu rezo para que o presidente tenha sucesso ao guiar nossa nação", disse Romney. Advertiu contra brigas partidárias e pediu que os políticos de ambos os lados "coloquem as pessoas à frente da política." Obama disse à sua multidão de correligionários que pretende se reunir com Romney nas próximas semanas para estudar maneiras de enfrentar os desafios futuros. O presidente democrata obteve vitórias apertadas em Ohio e nos muitos disputados Estados-chave de Virginia, Nevada, Iowa e Colorado. Essas conquistas garantiram a Obama superar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral no sistema de escolha presidencial Estado a Estado dos EUA, o que deixou os assessores de Romney surpresos com o tamanho da derrota. A vitória de Obama em Ohio, o Estado mais disputado, foi crucial para conseguir os votos mínimos no Colégio Eleitoral, acabando com as esperanças de Romney de vencer em uma série de Estados-chave. O único Estado estratégico vencido pelo republicano foi a Carolina do Norte, de acordo com projeções das emissoras de TV. Romney demorou para reconhecer a derrota porque alguns republicanos questionaram se Obama tinha de fato ganhado em Ohio, apesar de vários especialistas em eleições nas grandes emissoras de TV declararem a vitória do presidente. A adição posterior de Colorado e Virgínia à contagem de Obama, de acordo com as projeções, significava que mesmo que o resultado final de Ohio fosse revertido, Romney ainda não teria conseguido o número necessário de votos eleitorais. Obama, o primeiro presidente negro do país, convenceu os eleitores a permanecer com ele enquanto tenta reativar o forte crescimento econômico e recuperar o país da pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930. A economia tem mostrado alguns sinais de força, mas a taxa de 7,9 por cento de desemprego ainda continua alta. Pelo menos 120 milhões de pessoas eram esperadas para decidir entre o democrata e Romney após uma longa, cara e amarga campanha presidencial centrada em como reparar a economia em crise dos Estados Unidos. Os mesmos problemas que perseguiram Obama em seu primeiro mandato ainda estão lá para confrontá-lo novamente. Ele enfrenta a difícil tarefa de enfrentar um déficit anual de 1 trilhão de dólares, reduzir a dívida nacional de 16 trilhões de dólares, reformar os caros programas sociais e lidar com um Congresso dividido. A reeleição de Obama também deverá decidir os rumos dos Estados Unidos nos próximos quatro anos em questões como gastos públicos, saúde, o papel do Estado e os desafios da política externa, como a ascensão da China e as ambições nucleares do Irã. Cada candidato ofereceu políticas diferentes para curar o que aflige a economia norte-americana, com Obama prometendo aumentar os impostos para os ricos, enquanto Romney propunha uma desoneração tributária generalizada, como forma de estimular a retomada do crescimento econômico.