O empresário Diogo Cuoco, filho do ator Francisco Cuoco, se entregou nesta última terça-feira (29/01) à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Ele ficará preso preventivamente por suspeita de lavar dinheiro para um esquema de desvio de recursos de fundos de pensão e entidades de previdência para projetos como a construção do extinto Trump Hotel, no Rio de Janeiro, atual LSH Lifestyle. Além dele, também já estão presos outros dez alvos da Operação Circus Maximus, deflagrada na terça por ordem da Justiça Federal em Brasília. Entre eles, estão o presidente licenciado do BRB (banco estatal de Brasília), Vasco Cunha Gonçalves, e os diretores da instituição Nilban de Melo Júnior, Marco Aurélio Monteiro de Castro, Andréa Moreira Lopes, Carlos Vinícius Raposo Machado Costa e Adonis Assumpção Pereira Júnior. Outros presos são os ex-dirigentes do BRB Ricardo Leal e Henrique Leite, além dos empresários Henrique Neto, Felipe Bedran Calil e Dilton Castro Junqueira Barbosa. Duas pessoas ainda não haviam sido presas até a manhã desta quarta (30/01), entre elas Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente brasileiro na ditadura militar (1979-1985). Ele estaria morando nos Estados Unidos. Paulo Renato foi um dos criadores do fundo de investimentos criado para captar os recursos destinados ao hotel de luxo. A Trump Organization -propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump- cedeu sua marca para o empreendimento até 2016, mas se retirou do negócio depois que ele passou a ser investigado. A Circus Maximus apura um suposto esquema de pagamento de propinas a diretores do BRB em troca de investimentos em projetos imobiliários. A investigação foi feita pela força-tarefa Greenfield, grupo de procuradores da Procuradoria da República no Distrito Federal. Ao menos R$ 40 milhões em subornos teriam sido pagos aos dirigentes para que eles liberassem recursos de fundos de pensão e entidades de previdência, administrados pelo banco, e da própria instituição financeira para os projetos que davam prejuízo e não passavam por análise técnica adequada, entre eles o do hotel. O prejuízo estimado é de R$ 400 milhões. Além de prisões, a PF fez busca e apreensão nos endereços de 25 investigados, apreendendo jóias, dinheiro e documentos do interesse da investigação.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Pró-Renan, PSD de Kassab filia mais dois senadores e vira 2ª maior bancada
O PSD do ex-ministro Gilberto Kassab vai filiar no final da tarde desta quarta-feira (30/01) mais dois senadores e, com isso, se tornará a segunda maior bancada da Casa a partir de sexta (1º), quando tomam posse os novos congressistas. O partido já havia anunciado a filiação de Carlos Viana (MG), eleito pelo PHS. Agora, afirma ter fechado com os senadores Lucas Barreto (AP) e Nelsinho Trad (MS), ambos eleitos pelo PTB. O PSD terá uma bancada de 10 dos 81 senadores, só atrás do MDB, que reunirá 13. Kassab tem atuado nos bastidores para levar votos para a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) à presidência do Senado. A votação será na sexta e é secreta. Segundo aliados, ao menos 5 dos 10 senadores do PSD vão apoiar Renan, que disputará o cargo contra candidatos mais alinhados ao Palácio do Planalto. Com as duas mudanças, já são sete os senadores eleitos que mudaram de legenda desde outubro. Na Câmara, o troca-troca partidário já levou o PSL do presidente Jair Bolsonaro a se igualar ao PT como a maior bancada na legislatura 2019-2023. Ambas as siglas, que são antagônicas entre si, têm até agora 55 das 513 cadeiras. Os números vão se alterar até a semana que vem. DEM e PR, por exemplo, afirmam que já acertaram a filiação de mais cinco deputados federais, cada um, mas não divulgam ainda os nomes. A atual temporada de migrações dos políticos entre as legendas é reforçada pelo fato de que 14 das 35 siglas do país não conseguiram atingir em outubro a chamada "cláusula de barreira", que é um desempenho mínimo de votos nos estados. Devido a isso, os políticos eleitos por essas siglas ficaram liberados para migrar para legendas maiores sem o risco de perder o mandato por infidelidade.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Governador Carlos Massa Ratinho Júnior quer terceirizar gestão de presídios do Paraná
Em entrevista para o programa Em Ponto, da Globonews, o governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Júnior afirmou que vai cortar R$ 100 milhões do contrato de fornecimento de marmitas para os presos do estado. Segundo ele, a redução de custos será anunciada oficialmente nos próximos dias. “A mesma empresa, o mesmo contrato, só renegociando e com a mesma qualidade. Então, a gente vê que o dinheiro era mal gasto. Faltava gestão e pulso firme”, disse o governador. As informações são de Fábio Campana. Ratinho também defendeu a necessidade de privatização da administração de presídios: “Cinquenta por cento dos presídios americanos já são geridos por empresas privadas. Sem tirar a tutela do estado de ser responsável pelo preso, mas a gestão em si é necessário passar para a iniciativa privada […] Estamos gerindo mal o dinheiro e tratando de forma não humana os presos que estão vivendo praticamente empoleirados nos presídios”.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Financiamento de veículos no PR: sem concorrência, consumidor paga caro
Estima-se que 80% das negociações de veículos no Brasil aconteçam por meio de financiamento. Porém, além da entrada, da taxa administrativa do banco, dos juros e dos valores das prestações, o total da negociação conta com uma tarifa que corresponde aos procedimentos de registro de financiamento. Essa taxa varia de acordo com o estado. Em 2018, enquanto São Paulo cobrava R$ 116,09, o Paraná atuou com uma tarifa de R$ 350,00. Mas essa quantia não vai integralmente para o Departamento de Trânsito. Pelo contrário, o Detran do Paraná é um dos que menos lucra: 25% do valor total, contra 56,9% de São Paulo. Acontece que o mercado de registro eletrônico de contratos e financiamento de veículos no Brasil é dominado por poucas empresas. Mas o que se percebe é que, quanto mais empresas dividem o mercado, menor o preço final para o consumidor. Em São Paulo, mais de 10 competidores dividem uma média de 135 mil veículos financiados mensalmente - um mercado de R$ 15,6 milhões, no qual o Detran arrecada R$ 9 milhões.No Paraná, uma única empresa detém mais de 90% do mercado de 34 mil veículos financiados mensalmente - o que representa R$ 12 milhões de arrecadação, dos quais apenas R$ 3 milhões ficam com o Detran-PR. Essa empresa que domina o mercado de registro de financiamentos no Estado, chamada Infosolo, não passou no compliance dos bancos que, em outubro, se negaram a operar com ela e chegaram a parar as operações por 10 dias. "O Paraná inteiro ficou sem financiar nenhum tipo de veículo nesse período, afetando toda uma cadeia produtiva", revela o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sindicov-PR) e da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores do Paraná (Fenabrave-PR), Marcos Ramos. O Sincodiv-PR denunciou ao TCE-PR supostas irregularidades relativas ao credenciamento de empresas para prestação deste serviço e contestou o preço público de R$ 350,00 previsto para cada contrato registrado no Detran-PR. A falta de credenciamento de outras empresas para o mesmo serviço não parece ser por desinteresse da concorrência. Uma das empresas que atuam na Paraíba, Pernambuco, São Paulo e Santa Catarina, a Tecnobank, foi credenciada no Paraná em outubro de 2018, mediante representação no Tribunal de Contas, mas não recebeu a chave de acesso para operar até dezembro, quando teve o credenciamento suspenso sem motivo justificável, de acordo com um dos executivos da empresa. O conselheiro do TCE-PR, Ivan Lelis Bonilha, afirmou que a falta de celeridade do Detran-PR para analisar a documentação protocolada pelas empresas interessadas no credenciamento se arrastou por dias, sendo injustificada a espera. Além disso, Bonilha também questionou o preço público previsto para cada contrato registrado no Detran-PR - R$ 350,00, enviando intimação ao Detran-PR. Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tadeu Veneri já havia feito um pedido à direção do Detran para que esclarecesse o impasse em torno do credenciamento das empresas contratadas para fazer este serviço. O novo diretor-geral do Detran-PR, Coronel Cesar Vinicius Kogut, tomou posse no dia 8 de janeiro último, com a missão de aprimorar os serviços prestados à população paranaense. “Inicio meu mandato com a missão de aperfeiçoar ainda mais todos os serviços, buscando ótima qualidade de atendimento aos nossos cidadãos. Eficiência, agilidade, e a qualidade dos serviços será a direção que seguiremos”, afirmou Kogut, no portal da entidade. De acordo com Marcos Ramos, o Sincodiv está bastante confiante com a nova diretoria do Detran. “Inclusive, vamos agendar uma reunião para tratar destes assuntos e também das placas Mercosul que foram implantadas no final do ano passado, também encarecendo os custos para o consumidor final”, conclui.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Moro planeja enviar ao Congresso proposta de criminalização do caixa 2
O ministro da Justiça, Sergio Moro, pretende incluir a criminalização do caixa dois eleitoral no pacote de medidas que apresentará à Câmara em fevereiro. Desde que foi escolhido para a pasta, Moro elabora com ajuda de auxiliares um combo de projetos de lei para reforçar o combate à corrupção, ao crime organizado e à violência. Segundo pessoas que acompanham as discussões, o ministro quer fazer com que a lei eleitoral seja mais clara e objetiva e que tenha uma pena maior para a prática de uso de dinheiro não declarado por candidatos em campanhas. A proposta que tem sido preparada por Moro não daria anistia a fatos passados. Ou seja, aqueles que estão processados ou investigados, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), não seriam beneficiados. Em 2017, o então deputado admitiu ter recebido R$ 100 mil em caixa dois da JBS para quitar gastos da campanha de 2014. Ele é investigado também por outros R$ 100 mil, supostamente obtidos em 2012, como noticiou a Folha de S.Paulo em novembro. Atualmente, casos desse tipo são julgados com base em um artigo do Código Eleitoral, o 350, de falsidade ideológica, sobre o qual não há jurisprudência pacífica no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para condenação. A lei diz que a pena poderia ser de até cinco anos de prisão, mas até hoje não houve condenação nesse sentido. A ideia do ministro da Justiça é acrescentar um dispositivo à lei, explicitando o caso de dinheiro não declarado, com uma punição maior do que a do artigo já existente. Uma preocupação de Moro é que a legislação não tenha mais brechas e que permita, enfim, que pessoas sejam condenadas por usar dinheiro por fora na campanha eleitoral. Outro cuidado do ministro é para que a mudança não signifique uma anistia. Para isso, o projeto tem de prever a manutenção do artigo 350, para que ele continue valendo para casos anteriores ao dia em que a nova legislação entrar em vigor. Como a Constituição é clara em dizer que ninguém pode ser punido por uma lei posterior a um fato ocorrido, alvos de investigações tentaram, em mais de uma oportunidade, aprovar no Congresso aquilo que seria uma espécie de anistia ao caixa dois pregresso. Em meio a uma discussão no Congresso de se colocar a criminalização do ato em lei, em 2017, políticos tentaram uma manobra, propondo um novo texto para substituir o artigo 350 por completo e, assim, serem perdoados por eventuais episódios que já tivessem ocorrido. "Se não revogar o tipo penal que prevê os crimes pelos quais hoje as pessoas podem ser condenadas, não vai anistiar ninguém. Você só vai criar um novo crime mais específico", explica o advogado Gustavo Badaró, professor de direito da USP. A criminalização da prática foi uma das dez medidas anticorrupção propostas pelos procuradores da Lava Jato ao Congresso. O projeto de lei, de iniciativa popular, foi enviado ao Congresso em 2016 e teve apoio do próprio Moro. Porém, em votação na Câmara, o texto foi desfigurado. Desde então, está parado. O pacote de Moro será levado para análise do presidente Jair Bolsonaro (PSL) antes de ser enviado ao Congresso. Deputados veteranos avaliam que a proposta sofrerá resistência, mas o governo aposta na renovação da Câmara para conseguir aprovar os projetos. O ministro já disse que deve fazer mais de um pacote para levar ao Congresso. Um primeiro, com propostas consideradas mais simples de serem aprovadas e outro com algumas mais complexas. Ainda será decidido se a criminalização do caixa dois entrará na primeira ou na segunda leva. Entre outras medidas que o ministro deve apresentar à Câmara estão: alteração de regras de prescrição de crimes, clareza na lei para determinar execução da pena de condenados em segunda instância, previsão de execução das sentenças dos tribunais do júri independentemente de recursos, proibição de progressão de regime prisional em alguns casos, regulamentação de operações policiais disfarçadas e aumento de proteção para denunciantes anônimos. Há também propostas para o endurecimento de regime para casos de corrupção e crimes violentos. A ideia é que o presidente e auxiliares decidam juntos o melhor momento de envio ao Legislativo para não atrapalhar a prioridade do governo, a reforma da Previdência, que deve tramitar por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que exige mais votos para aprovação.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Novo presidente da Copel toma posse
O novo presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, assinou na terça-feira (8) o termo de posse. Ele foi eleito para o cargo em reunião realizada pelo Conselho de Administração da Copel (CAD), também nesta terça. Além do presidente, outros dois novos diretores assumiram cargos. “É um orgulho poder liderar uma empresa que é referência para todos os paranaenses. Eu sei que o principal ativo da Copel é seu corpo técnico de alto nível, que veste a camisa e tem sangue laranja. Fico muito feliz de poder fazer parte deste time e chego com humildade para aprender e muita disposição para trabalhar”, afirmou o presidente. Daniel Pimentel Slaviero foi escolhido pelo governador Ratinho Júnior por sua experiência em gestão e o perfil adequado para encabeçar os desafios que serão enfrentados pela empresa nos próximos anos. O novo presidente enfatizou que o ganho de eficiência e a redução de custos serão a marca de sua gestão. “Tenho consciência da responsabilidade que é presidir a Copel e o papel da empresa no desenvolvimento do Paraná e do Brasil. Por isso, agradeço muito ao governador Ratinho Júnior por ter me confiado esta missão”. “O Daniel está entrando numa ótima empresa, com profissionais muito competentes, que prestam um excelente serviço. Certamente ele tem uma grande contribuição para trazer à Copel”, disse o presidente do CAD, Maurício Schulman.
EXPERIÊNCIA EM GESTÃO - Daniel Pimentel Slaviero é formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Gestão Empresarial pela Escola de Negócios Kellogg, da Universidade Northwestern, e pela Universidade de Harvard, ambas nos Estados Unidos. Com longa experiência em gestão, iniciou sua carreira bem jovem no Grupo Paulo Pimentel. Começou como trainee até tornar-se diretor-executivo. Em paralelo, ele ocupou a presidência da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) por 10 anos, durante quatro mandatos. Em 2010, Daniel tornou-se diretor-institucional do Grupo Silvio Santos e diretor-geral do SBT, em Brasília. Sete anos depois assumiu a direção executiva de todas as emissoras regionais do SBT.
NOVOS DIRETORES - O novo diretor-adjunto da presidência, David Campos, e o novo diretor-jurídico e de Relações Institucionais (DRI), Eduardo Vieira de Souza Barbosa, também assinaram os termos de posse. Campos é jornalista com ampla experiência no setor público. Profissional concursado da Prefeitura de Curitiba, já ocupou cargos municipais e estaduais e foi responsável pela implantação de diversas politicas públicas com foco em comunicação institucional e diversas outras campanhas e serviços públicos voltados à população. O diretor da DRI é advogado e fundador do escritório Vieira Barbosa & Carneiro, especializado em Direito Público, Constitucional, Contratos, Societário e Direito Empresarial. Entre outros cargos, Barbosa é membro do Conselho de administração da Junta Comercial do Paraná, além de membro Colégio de Vogais e da Comissão de Procedimentos de Leilões da instituição. É também professor do Centro de Estudos da Administração Pública, destinado à capacitação de servidores públicos.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Governo estuda privatizar ou liquidar 100 estatais, diz ministro
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, antecipou nesta terça-feira (8), antes de participar da segunda reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que há projeções para privatizar ou liquidar cerca de 100 estatais, incluindo subsidiárias do Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Petrobras, entre outras. A meta é reduzir gastos e levantar recursos. Segundo o ministro, as privatizações podem ocorrer nos próximos meses. Ele não detalhou os planos de desestatização, mas afirmou que serão seguidos os critérios funcionais. As informações são da Agência Brasil.É possível colocar em prática se você pensar que há muitas subsidiárias. Obviamente, a gente está falando não só de privatizações, mas também de liquidação de empresas que não fazem mais sentido. As liquidações vão desonerar o orçamento e vai sobrando dinheiro para investir em outras prioridades.O ministro concedeu entrevista exclusiva à rádio CBN na manhã desta terça, em Brasília. Tarcísio Freitas disse, ainda, que reforçará as negociações com a iniciativa privada para buscar incentivos aos investimentos em infraestrutura no país e priorizar outros gastos com recursos públicos. Ele afirmou que a equipe já sabe o que fazer. Não há mais recurso fiscal. Para prover infraestrutura, vamos ter que contar muito com a iniciativa privada, por isso, nosso foco nas concessões, nas parcerias publico-privadas, explicou. Durante a reunião ministerial desta terça, os ministros devem apresentar planos e propostas de enxugamento da pasta e medidas de rápida implementação. Vamos pegar projetos que são de iniciativa de parlamentares que vão contribuir para a melhoria do ambiente de negócios e segurança jurídica, disse. Na mira de sua equipe, estão propostas já em tramitação que tratam de licenciamento ambiental, o papel das agências reguladores e a atualização do marco de desapropriações que atualmente segue o modelo de 1941. Para o ministro, o país precisa desenvolver bons projetos para atrair investimentos estrangeiros com estoque de capital. A gente tem que mostrar que nossos projetos são bons, que vão dar boa taxa de retorno e estão endereçando corretamente os riscos. Há que se afastar o risco de insolvência do país, portanto, a questão fiscal e a reforma da Previdência são muito importantes, reiterou. De acordo com o ministro da Infraestrutura, há planos definidos para ferrovias e setor portuário e metas para recuperação da malha rodoviária. Ele lembrou que a construção e manutenção da infraestrutura viária tem um alto custo e disse que parte dessa responsabilidade pode ser passada para o setor privado se houver compatibilidade comercial. Tenho que pegar todos os trechos passíveis de exploração pela iniciativa privada. Isso vai fazer com que, na área da concessão, a gente disponibilize para a iniciativa privada quase 9 mil quilômetros de rodovias, disse. Segundo ele, desse total, 5,6 mil quilômetros seriam novas concessões.
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Jair Bolsonaro toma posse no Congresso e se torna 38º presidente do Brasil
O 38º presidente do Brasil desde a proclamação da República, em 1889, tomou posse nesta terça-feira, 1º de janeiro. Eleito pelo PSL com mais de 57 milhões de votos, o capitão reformado do Exército Jair Messias Bolsonaro será o sucessor de Michel Temer pelos próximos quatro anos. No Plenário lotado da Câmara dos Deputados, ele assumiu oficialmente a Presidência da República e prestou compromisso constitucional perante o Congresso Nacional:
— Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil — afirmou, conforme determinação da Carta Magna.
Logo depois, em nove minutos de discurso, Jair Bolsonaro fez um apelo a senadores e deputados para que juntos eles possam “libertar o país do jugo da corrupção e da submissão ideológica”.
— Convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e reerguer nossa pátria, libertando-a do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica. Temos diante de nós uma oportunidade única de reconstruir nosso país e resgatar a esperança de nossos compatriotas. Estou certo de que enfrentaremos desafios; mas, se tivermos a a sabedoria de ouvir a voz do povo, teremos êxito em nosso objetivo — afirmou.
O combate à criminalidade e ações no campo da economia também foram citados pelo presidente. Bolsonaro disse que vai levar à economia a marca da eficiência e do livre mercado. Prometeu que o governo não gastará mais do que arrecada e garantiu o cumprimento de regras e contratos em vigor.
— Realizaremos reformas estruturantes que serão essenciais para a saúde financeira e a sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas possibilidades. Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia, que traga a confiança para abrirmos nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e eficácia. Sem o viés ideológico — disse.
Responsabilidade
O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, também discursou durante a cerimônia. Ele lembrou que, embora haja na República brasileira três Poderes independentes, a Presidência tem um simbolismo que a torna o centro da maior parte das reivindicações, algo típico de um país presidencialista em que a população deposita no mandatário a esperança de mudanças. Eunício também pediu licença para registrar o que ele classificou de perseverança política e pessoal de Michel Temer:
— Tenha certeza que Vossa Excelência estará recebendo um país com diversos ajustes feitos em colaboração com este Congresso Nacional. Aqui neste Congresso não houve pauta-bomba, nem se deixou qualquer herança maldita. Houve, sim, muito trabalho para avançar na pauta que era necessária ao país — afirmou.
Eunício, que terminará seu mandato em 31 de janeiro, aproveitou para agradecer ao povo do Ceará.
— Aproximo-me do término do atual mandato de presidente e, como tal, da oportunidade que tive de servir a estas Casas [o Senado e a Câmara dos Deputados], ao meu querido Ceará e ao Brasil. Deixo aqui o registro de minha eterna gratidão.
sábado, 22 de dezembro de 2018
Frizz Magazine 127 Double Platinum
Ontem, sexta-feira (21/12), estive em Londrina, prestigiando a entrega do exemplar 01 da Frizz Magazine Edição Especial Double Platinum para Thaís Juliana Kurahashi, que estampa a matéria de capa. A edição especial também comemora os 14 anos da Frizz Magazine. Na fotografia,ao meu lado, Thaís Juliana Kurahashi, seu esposo Rafael Abrahão e a filha, Rafaela Kurahashi Abrahão. Compre o seu exemplar em www.frizzshop.com.br !
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Ratinho Júnior anuncia Beto Preto como secretário de saúde
O governador eleito Ratinho Júnior (PSD) anunciou, na manhã da quinta-feira (20/12), o nome do prefeito de Apucarana, Beto Preto, para o comando da Secretaria Estadual de Saúde a partir de 2019. O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva em Curitiba, no período da manhã. Beto Preto já havia informado ter recebido o convite, e estava estudando a possibilidade de deixar o comando da Prefeitura de Apucarana para assumir a secretaria. Ratinho elogiou a experiência de Beto na área de saúde. “Ele é médico, tem formação na área da saúde e já trabalho, inclusive, no Ministério da Saúde. Entre as cidades de médio e grande porte, é o prefeito que melhor se reelegeu, com 86% dos votos. Além de ser ainda, um dos prefeitos mais bem avaliados do Paraná, que vai nos ajudar muito na saúde”. Beto Preto está na capital do estado, onde participa dos trabalhos de transição do governo estadual. Com a ida do prefeito, Júnior da Femac (PDT) assumirá a Prefeitura Municipal de Apucarana até o final do mandato, em 2020.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Traiano barra proposta de redução de verba na Alep
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSDB), afirmou que não colocará em discussão a proposta do governo do Estado em reduzir o repasse de verbas aos deputados estaduais. Traiano anunciou que considera inconstitucional a medida que poderia viabilizar já para o próximo ano a redução da fatia do orçamento estadual destinada para a Alep. O presidente da Assembleia ainda garantiu que não haveria tempo hábil para votar uma proposta deste tamanho e fazer com que ela entrasse em funcionamento já para o próximo ano. “O tempo para apresentar proposta de alteração de porcentuais para os poderes é quando do encaminhamento da LDO. A peça tem que ser encaminhada até o final de abril, maio, para ser votada até junho. Não há mais tempo hábil para qualquer alteração”, disse. A medida foi sugerida pelo deputado estadual Plauto Miró Guimarães (DEM) e, no início ganhou o apoio do próprio presidente da Assembleia. Os dois estiveram reunidos recentemente com o futuro governador, Ratinho Junior (PSD), que também se mostrou favorável ao projeto. A proposta inicial foi apresentada como projeto de lei por Plauto, mas foi considerada inconstitucional por ferir o orçamento do Estado – segundo a lei, somente o próprio Executivo pode encaminhar medidas que alterem os cofres estaduais. Com isso, a própria governadora Cida Borghetti (PP) se colocou à disposição para apresentar o projeto, informando que, se houvesse concordância por parte dos deputados, poderia enviar “imediatamente o projeto de lei com a pretendida redução orçamentária”. A proposta previa reduzir de 3,1% para 2,5% o porcentual de receitas a serem destinadas ao Legislativo com potencial para economizar R$ 540 milhões em quatro anos. Com informações do Jornal da Manhã de Ponta Grossa.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Juiz impede Anac de suspender atividades da Avianca e revoga reintegração de posse
O juiz Tiago Henrique Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, concedeu liminar, nesta terça-feira (11/12), para que a Anac mantenha todas as concessões da Avianca e permita que a empresa continue com suas operações. A decisão foi tomada no pedido de recuperação judicial ajuizado pela companhia após tentativas infrutíferas de acordo amigável com arrendadores de aeronaves. Segundo um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo, a Avianca tem dívida com todos os aeroportos brasileiros que somam quase R$ 100 milhões. O magistrado também suspendeu liminares, das 5ª, 12ª e 31ª Varas Cíveis do Foro Central da Comarca da Capital, que haviam determinado a reintegração de posse de 14 aviões após a empresa argumentar que esse número representava 30% de sua frota. "Não há razão para se duvidar, ao menos dentro dos limites de cognição característicos desta fase processual, da informação das requerentes no sentido de que cerca de 77.000 passageiros não voariam entre 10.12.2018 e 31.12.2018 caso a companhia experimentasse a redução de apenas 30% de sua frota, o que ocorrerá, segundo alegado, caso cumpridas as ordens de reintegração de posse já deferidas nos processos indicados na inicial", escreveu o magistrado. "O efeito seria ainda mais drástico, admitidas as premissas numéricas das requerentes, caso a redução fosse de maior envergadura, particularmente nesta época do ano, sabidamente de alta temporada no mercado de passagens aéreas", complementou. No pedido de recuperação judicial, a Avianca alegou como causas de sua crise econômica a "forte recessão" enfrentada no Brasil desde 2014, o aumento do combustível e a variação do câmbio. Citou a greve dos caminhoneiros, que parou rodovias do país em maio de 2018 e, com os demais fatores, impactou "drasticamente no seu fluxo de caixa". Em nota, a empresa afirmou que, com a liberação da sua frota para cumprir todos os voos programados "suas operações não serão afetadas". "Os passageiros podem ter absoluta tranquilidade em fazer suas reservas e adquirir seus bilhetes, pois todas as vendas serão honradas e os voos mantidos", disseram. Informações do portal Conjur.
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
Vencimento de US$ 1bi preocupa Eletrobrás
A Eletrobrás, holding que controla as estatais federais de energia, não tem recursos para honrar o pagamento de uma dívida no exterior no valor de US$ 1 bilhão (R$ 3,8 bilhões). O débito é referente a títulos de dez anos que vencem em julho de 2019. Auxiliares do presidente eleito Jair Bolsonaro, foram informados de que a estatal não tem dinheiro suficiente em caixa para resgatar os papéis, por isso, precisaria alongar o vencimento. Há receio porém, quanto às taxas de juros corrigidas pelo mercado e a possível deterioração do ambiente no setor elétrico, fatores que podem dificultar a negociação dos papéis.
terça-feira, 27 de novembro de 2018
Empresária faz queixa contra Xuxa - polêmica ocorreu em show wm Fortaleza
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A empresária Paula Roberta Bessa, diretora da Planner Eventos, registrou um boletim de ocorrência contra Xuxa Meneghel, 55, nesta segunda-feira (26), por injúria e calúnia. Ela foi citada pela apresentadora nas redes sociais como a responsável pelo show que acabou com a artista tendo que dormir no aeroporto de Fortaleza. "Admiro o trabalho da Xuxa desde a minha primeira infância (...) Infelizmente, mesmo tendo feito um ótimo trabalho, envolvendo a sociedade cearense na divulgação da festa, fazendo do evento um sucesso, tenha acontecido este contratempo", afirmou Bessa em nota. O problema ocorreu, no último sábado (24), após uma apresentação de Xuxa na capital cearense. Na hora de retornar para o Rio de Janeiro, a equipe da apresentadora foi informada de que a aeronave disponibilizada pela empresa contratante havia sido lacrada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) por irregularidades. A assessoria da apresentadora afirmou que a aeronave, a mesma usada na ida da equipe a Fortaleza, é particular e, por isso, não poderia prestar serviço de táxi aéreo, como estava fazendo. Além disso, os documentos apresentavam prefixo diferente do que estava no avião. "Amanheceu aqui em Fortaleza, eu ainda não dormi. Estamos no aeroporto porque nossa contratante deixou a gente na furada. Então, como ela é uma pessoa muito legal, queria dizer a vocês de Recife que, infelizmente, não faremos o show de Recife, da semana que vem", afirmou ela em um vídeo postado em seu Instagram. Segundo Xuxa, a mesma empresa contratou as duas apresentações e, tendo em vista os problemas ocorridos em Fortaleza, ela não fará o próximo: "Quero pedir desculpas a todos vocês do Recife ou perto do Recife que já tinham colocado na agenda de vocês que iam brincar comigo, não vai dar. Sinto muito." A Planner Eventos divulgou uma nota nesta segunda-feira em que diz ter oferecido um hotel para Xuxa e sua equipe, mas que a apresentadora recusou ficar nele. A empresa diz ainda que, no domingo de manhã, ofereceu uma nova aeronave a ela, também recusada. O retorno da artista para o Rio foi pago por ela mesma. A empresa afirmou ainda que a diretora Paula Roberta Bessa sofreu ameaças após o post de Xuxa. Ela não explicou, no entanto, a suposta irregularidade envolvendo a aeronave cedida à apresentadora. Segundo a Anac, ela já havia sido interditada em outubro passado, quando faria o transporte irregular da cantora Cláudia Leitte. Após a conclusão da investigação, o operador e o piloto poderão ser multados ou ter a habilitação cassada, no caso do piloto.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Traiano garante apoio para continuar no comando da Assembleia Legislativa
"O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), garantiu o apoio para continuar no comando da Casa a partir de 2019, quando tomam posse os parlamentares eleitos em outubro último. Segundo fontes da Assembleia, Traiano teria garantido o apoio de mais de 30 dos 54 deputados, com o aval do governador eleito, Ratinho Júnior (PSD), para ser eleito para um novo mandato como presidente do Legislativo, na votação para o próximo 2 de fevereiro. Apesar de ter afirmado publicamente que não interferiria no processo, Ratinho Jr liberou seus aliados na Casa para apoiarem Traiano. Isso ficou evidenciado pelo fato do PSD – partido do governador eleito – ter ficado sem nenhum cargo na Mesa Executiva, na chapa montada pelo tucano, apesar de ter eleito seis deputados e ser a segunda maior bancada, atrás apenas do PSL, com oito. O aval do governador eleito à articulação de Traiano é uma retribuição ao apoio do tucano à eleição de Ratinho Jr para o governo. O deputado do PSDB se alinhou a Ratinho Jr já no primeiro turno, apesar de seu partido integrar oficialmente a coligação que apoiou a candidatura à reeleição da governadora Cida Borghetti (PP). Além de Traiano para a presidência, a chapa encabeçada pelo tucano incluiria o ex-líder do governo Beto Richa na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB) como primeiro-secretário, e o atual primeiro-secretário, Plauto Miró Guimarães (DEM) como 1º vice-presidente. Assim como o tucano, Plauto apoiou Ratinho Jr desde o primeiro turno na eleição para o governo, apesar do DEM integrar a coligação de Cida Borghetti. A articulação de Traiano deve esvaziar a candidatura do deputado federal Fernando Francischini (PSL) – que com mais de 400 mil votos foi o mais votado para a Assembleia e “puxou” a eleição da bancada do PSL, a maior da Casa a partir do ano que vem, com oito parlamentares, em meio à onda favorável ao partido do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL/RJ). Francischini deve bater chapa com o tucano, mas terá dificuldades para conseguir apoio, já que além do PSL, só o PT, com quatro deputados, ficou de fora da chapa de Traiano. Os aliados de Francischini argumentavam que como elegeu a maior bancada, o PSL teria força para disputar a presidência da Assembleia, tese reforçada pela votação recorde do deputado, e por sua proximidade com Bolsonaro. Alegavam ainda que a recondução de Traiano ao cargo contrariaria a tendência demonstrada pelo eleitorado de renovação política. Eles lembravam ainda que o tucano teve uma baixa votação, de pouco mais de 40 mil votos, e o PSDB sofreu uma derrota nas eleições deste ano, tendo conseguido eleger somente três deputados estaduais e nenhum federal. Pesaria também contra o atual presidente da Assembleia as acusações de envolvimento no esquema de desvio de recursos de obras em escolas, investigado na operação Quadro Negro. O tucano nega as acusações." As informações são do Bem Paraná.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Francischini garante comando do PSL no Paraná
Do Bem Paraná - O deputado estadual eleito Fernando Francischini foi conduzido nesta sexta-feira (16/11) ao cargo de presidente do Partido Social Liberal (PSL) no Paraná. Eleito no Estado o candidato com o maior número de votos (427.627) para a Assembleia Legislativa, Francischini também garantiu nesta sexta que sua esposa Flavia Francischini, até então presidente estadual da sigla, fosse nomeada secretária-geral nacional do partido. A executiva nacional continuará sob comando de Luciano Bivar que foi reconduzido ao cargo de presidente do diretório. Até então, o partido atuava com comissões provisórias. "Caberá a ela (Flavia Francischini), como secretária-geral, em conjunto com o Presidente Bivar, definir o comando do PSL em todos os estados e municípios", diz a assessoria de Francischini em nota. O deputado paranaense, que participou coordenação da campanha presidencial do PSL, não apareceu mais ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro - em eventos ou como integrante da equipe de transição - após o fim da eleição, o que gerou especulações quanto a seu afastamento da cúpula nacional do partido. Na semana passada, Francischini confirmou que pretende disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Paraná, na eleição marcada para fevereiro, além de interesse em disputar a prefeitura de Curitiba em 2020. "Se os curitibanos entenderem que é hora de mudar a prefeitura de Curitiba, com certeza estarei pronto para assumir mais esta missão", afirmou. Na nota que anunciou sua nomeação como presidente do PSL do Paraná, a assessoria afirma que entre as prioridades do político está a atuação local. “Muitos esperavam que assumisse um ministério com a eleição do Jair Bolsonaro. Sempre disse que a missão de eleger Bolsonaro nunca passou por qualquer acordo envolvendo cargos. Fomos eleitos justamente para fazer uma outra política, com seriedade e combate incansável a corrupção no governo. Vou representar todos os paranaenses na Assembleia buscando fortalecer o parlamento e melhorar, de alguma forma, a vida das pessoas”, disse Francischini, segundo a nota. Agora, diz Francischini, é hora de começar a pensar o PSL do Paraná para as eleições de 2020. “A ideia é fortalecer ainda mais o partido no Paraná elegendo um grande número de prefeitos e vereadores”, conclui. No Paraná, a sigla elegeu neste ano 11 deputados, sendo oito estaduais e três federais.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Sérgio Moro deve integrar equipe de transição de governo, informa assessoria
O futuro Ministro Sergio Moro, deve integrar a equipe de transição de governo, informou nesta terça-feira (06/11) a assessoria do gabinete de transição. Até então responsável pelos processos da Lava Jato no Paraná, Moro aceitou na semana passada o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça a partir de 2019. O juiz está em férias até 21 de novembro e terá de pedir exoneração para integrar a equipe de transição. Isso porque a assessoria informou que a nomeação dele será publicada no "Diário Oficial". A equipe de transição já está em funcionamento, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília. Até agora, 27 nomes já foram anunciados oficialmente – a equipe pode ter até 50 pessoas nomeadas em cargos mais aquelas que integrarão o grupo, mas não terão cargo nem remuneração. Além de Moro, outros quatro futuros ministros também integram a equipe: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Augusto Heleno (Defesa ou Segurança Institucional). Outro nome anunciado nesta terça-feira pelo gabinete de transição é o da tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Márcia Amarílio da Cunha Silva, que fará parte do grupo que reúne informações sobre segurança. Segundo a assessoria de imprensa, ela já participou de reunião nesta última segunda-feira (05/11) no Centro Cultural Banco do Brasil.
domingo, 28 de outubro de 2018
Bolsonaro, eleito, diz que fará um governo 'defensor da Constituição, da democracia e da liberdade'
Do site G1: O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou no domingo (28/10), ao ler o discurso da vitória na porta da casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que o novo governo será um "defensor da Constituição, da democracia e da liberdade". Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno e tomará posse como presidente da República em 1º de janeiro de 2019. De acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 96,27% das urnas apuradas, ele havia recebido 56,1 milhões de votos (55,49%). "Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é a palavra vã de um homem, é um juramento a Deus", afirmou. Bolsonaro afirmou no discurso que assumiu o compromisso de fazer um “governo decente”, formado por pessoas com o propósito de transformar o Brasil em uma “grande, próspera, livre e grande nação”. Bolsonaro declarou que a “liberdade é um princípio fundamental” e citou como exemplos a liberdade de ir e vir, político e religiosa, de informar e de ter opinião e de fazer escolhas. “Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita a leis. Elas são para todos porque assim será o nosso governo: constitucional e democrático”, declarou o presidente eleito. O presidente eleito declarou que a futura administração precisa criar condições para “que todos cresçam”. Segundo ele, o governo federal vai reduzir estrutura e burocracia e cortará “desperdícios e privilégios”. “Nosso governo vai quebrar paradigmas, vamos confiar nas pessoas, vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil”, declarou. Bolsonaro declarou que seu governo “respeitará de verdade a federação”, garantindo que os recursos federais cheguem aos estados e municípios. “Precisamos de mais Brasil e menos Brasília”, disse. Ele reafirmou a defesa do direito de propriedade e destacou a intenção de realizar de reformas, mas não disse no discurso quais seriam. O presidente eleito declarou que seu governo quebrará o “ciclo vicioso do crescimento da dívida” para estimular investimentos e gerar empregos. “Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos”, afirmou. No discurso, Bolsonaro ainda agradeceu às equipes da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) e do hospital Albert Einstein, de São Paulo, locais pelos quais passou após o atentado no qual recebeu uma facada em setembro, durante ato de campanha. Bolsonaro disse que os jovens do país vivem um período de estagnação econômica e prometeu que isso mudará, já que, afirmoum governará “com os olhos nas futuras gerações, e não na próxima eleição”. Sobre as relações com outros países, disse que libertará o “Brasil e o Itamaraty” – o presidente eleito é crítico do apoio dos governos petistas a países como Venezuela e Cuba. Ele ainda defendeu buscar relações bilaterais com países que agreguem valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. “Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas”, declarou. Questionado após a leitura do discurso sobre a divisão do Brasil, Bolsonaro disse que trabalhará para “pacificar o Brasil”. “Não sou Caxias [Duque de Caxias], mas sigo o exemplo desse grande herói brasileiro. Vamos pacificar o Brasil e, sob a Constituição e as leis, vamos constituir uma grande nação”, declarou. Sobre a montagem do futuro governo, o presidente eleito afirmou que três nomes estão acertados – em entrevistas anteriores, Bolsonaro havia declarado que Onyx Lorenzoni será o ministro da Casa Civil, Paulo Guedes o ministro da Fazenda e o general Augusto Heleno, ministro da Defesa. O presidente eleito ainda disse que “está quase certo” que o Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço, fará parte do governo. Bolsonaro não citou qual seria o cargo ocupado por Pontes, cotado nos bastidores para assumir um ministério na área de ciência e tecnologia. Os demais integrantes do governo será anunciado “com muita cautela”, segundo o presidente eleito.
terça-feira, 16 de outubro de 2018
PF reforça segurança de Rosa Weber e abre inquérito para investigar ameaça
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal montou uma equipe para reforçar a segurança da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Rosa Weber, após uma ameaça enviada por rede social. Um inquérito também foi aberto para investigar o autor dos recados. Como mostrou a Folha de S.Paulo terça-feira (16/10), o texto enviado, em tom ameaçador, dizia que Jair Bolsonaro (PSL) está eleito e que haverá revolta popular se as urnas não confirmarem o resultado. "A senhora vai ver o povo na rua e os caminhoneiros parando este Brasil até que tenha novas eleições e com voto impresso", está na mensagem. A presidente do TSE já contava atualmente com segurança do Supremo Tribunal Federal, mas a PF decidiu mandar reforços. Mensagens intimidatórias para o tribunal e funcionários têm sido comuns, mas o caso chamou atenção por ser o primeiro com Weber como destinatária. "Espero que a sra. fique de olho", diz o texto. "É só um aviso, com todo respeito."
domingo, 14 de outubro de 2018
Four Seasons abre primeira filial no Brasil
Nos anos 90, a atriz Julia Roberts deu uma entrevista ao programa de Oprah. A apresentadora perguntou: “Como você gosta de dormir?”. Ao que a estrela americana respondeu: “Em uma cama do Four Seasons”. Ouviu, então, da comandante do talk show: “É a única cama melhor que a minha”. O tal do colchão agrada tanto que pode, inclusive, ser comprado por clientes da rede de hotéis em alguns países. Outros muitos atrativos fazem da bandeira canadense de luxo uma das mais famosas do mundo. Na chiquérrima unidade de Paris, por exemplo, há três restaurantes. Juntos, somam cinco estrelas no renomado Guia Michelin. Na filial de Bali, todas as suítes possuem piscina individual e uma paisagem de desabar o queixo. Criada em 1961, a companhia oferece mais de 100 endereços espalhados por 31 países e conta com o bilionário Bill Gates e o príncipe saudita Alwaleed bin Talal no papel de acionistas principais. Agora, a marca se prepara para abrir sua primeira filial brasileira e a quarta na América do Sul — Buenos Aires e Bogotá saíram na frente. A inauguração do negócio, instalado na Chácara Santo Antônio, está prevista para esta segunda (15/10). De acordo com especialistas do mercado, o investimento fica na faixa dos 700 milhões de reais. Integra o complexo imobiliário Parque da Cidade, um espaço que contempla nove torres corporativas e residenciais, além de um shopping homônimo, que deve ficar pronto em abril de 2019. O prédio, projetado pelo escritório americano de arquitetura HKS, terá 258 quartos disponíveis. A maioria exibe uma controversa vista para a Marginal Pinheiros, mas todos dispõem de janelas antirruído para bloquear a barulheira. Os lençóis da grife Trussardi esbanjam algodão egípcio de 300 fios e são coroados com seis fofinhos travesseiros. Como esperado, as diárias terão preço salgado por aqui: de 343 a 5 000 dólares, ou seja, na faixa de 1 290 a 18 800 reais.A decoração do local impressiona pela sofisticação. Essa parte ficou a cargo da decoradora americana Anne Wilkinson, veterana da rede hoteleira. “Quis criar ambientes urbanos, com sabor internacional e toque brasileiro”, afirma. “Vim ao país cerca de seis vezes para pesquisas.” Encontram-se no cenário diversos materiais, móveis e peças de arte nacionais. É o caso de poltronas de Paulo Mendes da Rocha e papéis de parede com textura que mistura seda e fibra de folha de bananeira, criada por Nani Chinellato. Altamente fotografável e elemento quase obrigatório nos Four Seasons pelo mundo, uma escadaria em espiral se destaca no cenário do lobby. Devem atrair hóspedes e paulistanos em geral o bar e o restaurante do lugar. Batizado de Neto, esse último será comandado pelo chef italiano Paolo Lavezzini, vindo do Fasano Al Mare, no Rio. Mesclará as gastronomias da Itália e do Brasil, inclusive no que diz respeito aos ingredientes, locais e importados. No cardápio, dá para se deliciar com um tagliolini de feijão-preto, azeite, pimenta, couve e bottarga (75 reais). O menu executivo de almoço sai por 80 reais, com couvert, entrada e principal. No meio do salão, um “teatro de charcutaria” exibirá aos clientes o corte de embutidos diferentões. Ficará no lobby o bar Caju. Brilharão por lá um gim-tônica feito com a fruta, o caju amigo clássico e uma releitura que leva uísque bourbon, cachaça e hortelã. Para petiscar, haverá sanduíche de pernil ou de siri-mole, entre outros salgados. Uma piscinona climatizada com borda infinita dá vista para as águas nada límpidas do Rio Pinheiros. Ali, e em muitos outros ambientes, a luz natural vira protagonista. No mesmo andar, encontra-se o spa. Os produtos usados ou são da marca francesa Biologique Recherche ou foram criados com exclusividade para a Four Seasons pelo SPA Botanique, de Campos do Jordão. Uma massagem de meia hora vale 250 reais. Os espaços para eventos, uma sala para cinquenta pessoas e um salão de baile de pé-direito alto para 600 convidados, serão alugados por valores a partir de 5 000 e 45 000 reais, respectivamente. Mesmo antes da abertura, há pelo menos trinta cerimônias agendadas. O gerente de banquetes Rodolfo Netto, responsável pelo catering do negócio, tem uma curiosa experiência internacional. O rapaz servia o Palácio de Buckingham, na Inglaterra, morada da rainha. Por contratos de confidencialidade, não pode revelar muito sobre o dia a dia do icônico lugar, cheio de passagens secretas, segundo ele, mas trouxe seus conhecimentos para o hotel. Parte dos 262 funcionários (houve 1 000 entrevistas de candidatos), sempre cheios de sorrisos, veio de outros Four Seasons. Gerente-geral, o suíço Michael Schmid já atuou nas unidades de Chicago e Berlim. “Buscamos a perfeição do serviço”, garante. “Queremos ter não só um prédio lindo, mas também uma conexão com o hóspede.” Um aplicativo que traz chat direto com a brigada, sem robôs nem mensagens automáticas, ajudará na comunicação com o freguês. Os últimos treze andares do prédio, de 29 pisos, foram reservados para um modelo incomum por aqui, o de private residences. São 84 apartamentos de alto padrão, projetados pelo arquiteto Arthur Casas, com área entre 92 e 213 metros quadrados, que podem ou não vir mobiliados. A proposta é dar ao morador a possibilidade de aproveitar em seu lar as regalias do hotel, como manobrista, serviço de quarto (que promete entregar em até quinze minutos certos pratos), spa, academia… O metro quadrado custa a partir de 20 000 reais. O Four Seasons fará companhia a mais 28 hotéis de nível cinco-estrelas na capital, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-SP). “Ele seguirá um estilo de luxo corporativo”, afirma o presidente da entidade, Bruno Omori. Entram nessa classificação negócios do naipe de Hyatt e Renaissance. A região onde está instalado, próximo à Avenida Berrini e seu mar de escritórios, ajuda na vocação de receber hóspedes a trabalho. Cerca de um ano e meio atrás, a metrópole ganhou outro endereço de luxo, porém na categoria hotel-butique, com menos quartos e imagem de exclusividade. O Palácio Tangará, no Panamby, mostrou bons resultados até agora. Segundo a companhia, nos fins de semana a taxa de ocupação gira em torno de 80%. O preço da diária mais simples, entretanto, precisou baixar desde a inauguração. De 1 500 reais caiu para 1 100. Outra novidade no setor deve aparecer no fim de 2019. Trata-se do Rosewood São Paulo — dentro do Cidade Matarazzo, complexo do ladinho da Avenida Paulista —, cujas suítes levam a assinatura do famoso designer francês Philippe Starck. Com informações da Revista Veja.
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